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O País – A verdade como notícia

Milton bisou, ENH de Vilankulo foi imperial e registou o resultado mais volumoso da jornada 1 do Moçambola 2021. O início, esse, não poderia ter sido melhor. Venceu, na abertura do campeonato, o Ferroviário de Nacala por quatro bolas a uma e assumiu-se como líder da prova. Domingo, na 2ª jornada, desloca-se à Tchumene, na Matola, onde se vai bater com o primodivisionário Black Bulls, formação que na estreia derrotou o Ferroviário de Nampula por 1-2.

Ainda no domingo, o Ferroviário de Lichinga faz sala ao seu homónimo da Beira, num duelo entre duas formações que saíram vitoriosas na jornada inaugural do Moçambola.

No campo da Soalpo, temos um duelo entre duas formações que perderam na estreia: Textáfrica de Chimoio vs Ferroviário de Nampula. Ponto assente: os “fabris” do planalto clamam, a cada dia, por mais apoios para não desistirem da prova, mesmo depois de terem movido fundos e rios para se licenciarem (ndr: processo dúbio).

Antero Cambaco, que pagou uma fatura cara pelos crassos erros defensivos cometidos pelo Ferroviário de Nacala, deu certamente um “puxão de orelhas” os seus pupilos que se deve apresentar compacta na recepção ao Matchedeje de Mocuba.

Mais relevante que tudo, há que vencer para manter longe a pressão, ainda que se esteja em início de campeonato, dos ferverosos quanto “exigentes” adeptos dos “locomotivas” de Nacala.

Na Vila do Songo, a União Desportiva tem que provar em campo que tem mesmo estrutura para ombrear com os “colossos” do futebol moçambicano na luta pelo título.

Afastado precocemente da Taça das Confederações (Taça CAF), Nacir Armando aponta agora para o brilharete. Com uma equipa renovada, e muita juventude, a Liga Desportiva de Maputo procura no sempre dificílimo Estádio 27 de Novembro arrancar os três pontos aos “hidroelétricos”.

A bola vai rolar, este fim-de-semana, para no final vermos quem rebola e quem é…o dono dela! Atenções, claramente, viradas para o bairro Hanhane, na Matola, onde teremos o primeiro clássico da edição 2021 do Moçambola: Desportivo Maputo vs Ferroviário de Maputo.

Espera-se, decerto, um jogo dentro do que são os clássicos. Muito competitivos, difíceis para as três equipas porque são muito intensos e importantes.

Pressão e margem de erro nula mantém-se para os “locomotivas”, crónicos candidatos ao título. A estreia (empate a zero com a União Desportiva do Songo) não deixa saudades, até porque em pleno Estádio da Machava transpirou uma equipa fraquinha, pobre tacticamente e sem estabilidade com a bola. Não se pode, e nem tao pouco, descurar o facto de tal poder derivar da falta de ritmo causada por longa paragem dos jogadores devido às limitações impostas pela COVID-19.

Mas ainda assim, pelo investimento e histórico do clube, esperava-se mais do Ferroviário de Maputo, conjunto que campeou pela última vez em 2015.

Sábado, no bem tratado tapete verde do campo da Liga Desportiva, espera-se um Ferroviário de Maputo mais ousado, consistente e a desbloquear espaços para sair em transições.

Sem pressão para dar voos mais altos. Mas sempre focado no que o investimento feito, estrutura montada e realidade actual do clube permitem traçar em termos de sonhos e objectivos reais.

É este Desportivo Maputo que teremos no primeiro clássico do Moçambola 2021, assim como na maratona de 26 jornadas que corporizam o campeonato. Um conjunto humilde a lutar por amealhar pontos a cada que se lhe permitam manutenção tranquila na elite do futebol moçambicano. Depois do empate a duas bolas, em Quelimane, numa partida em que até esteve a perder, o conjunto de Rogério Mariannii não assume favoritismo no duelo com os “locomotivas” da capital.

Pelo contrário, e como tratou mesmo de deixar bem claro Mariannii, os “alvi-negros” sobem ao relvado com claro objectivo de contrariar os verde-e-brancos e jogarem à Desportivo Maputo. Em tempos, e oxalá no sábado haja mais do mesmo, o duelo Desportivo Maputo vs Ferroviário de Maputo foi marcado por grande espectacularidade.

CAMPEÃO PRESSIONADO?

Uma entrada em falso no Moçambola, uma pesada derrota no Caldeirão do Chiveve por 3-1. Resumo fiel da prestação do Costa do Sol na ronda inaugural do campeonato! Agora, e feita a análise do desaire, há que vestir o fato-macaco e mostrar a áurea ganhadora.

Uma equipa sólida, que concede poucas oportunidade, é o que se espera dos “canarinhos”! Sem Telinho, forçado a parar dois meses, mas com o capitão Isac, o canário aponta para a primeira vitória no campeonato nacional.

E se é certo que o Costa do Sol é obrigado a vencer, também é claro que o Incomáti de Xinavane não irá medir esforços para criar dissabores ao campeão em título.

Com um arranque notável (vitória sobre o Textáfrica de Chimoio por 3-0), os ‘açucareiros” sobem ao relvado sintético do Costa do Sol bastante motivados e, acima de tudo, cientes de que uma vitória pode dar cada vez mais alento à equipa na luta pela manutenção.

Filho da casa à parte! Artur Comboio, conhecido por montar equipas com intensidade e a jogar de forma mais ofensiva, não vai facilitar ao seu clube de coração! Nem tão pouco.

O presidente da Associação de Patinagem da cidade de Maputo, Rui Pereira, apela a todos moçambicanos, no geral, e desportistas, em particular, a cumprirem todas as medidas de prevenção da COVID-19. Pereira, que há dias testou positivo para o novo       Coronavírus, está a cumprir o tratamento domiciliar e diz sentir-se melhor.

“É verdade que o Estado e as autoridades de saúde têm as suas responsabilidades neste processo de sensibilização e prevenção da COVID-19, mas cada um de nós deve te consciência do perigo que esta doença representa. Cada um de nós deve ser responsável, observando, desta forma, todas medidas de prevenção desde o distanciamento social, higienização das mãos com água e sabão ou álcool-gel e uso da máscara”, apelou Rui Pereira, para depois acrescentar: “É fundamental que as pessoas percebam que uma atitude inconsequente pode prejudicar muita gente. Os números que nos são apresentados nos últimos dias são preocupantes. A situação na cidade de Maputo é grave e é responsabilidade de cada evitar a propagação desta doença”.

O dirigente desportivo diz que, neste momento, está melhor e a espera de realizar o segundo teste da COVID-19. “Estou a registar algumas melhorias. Naturalmente, ainda sinto alguma fadiga sem o mínimo esforço”, contou Pereira.

Rui Pereira diz ainda que “recebi a notícia com alguma preocupação” e que, “inicialmente, tive sintomas como dores de cabeça, dificuldades respiratórias” tendo depois efectuado o teste da COVID-19.

A Associação de Patinagem da cidade de Maputo havia agendado, semana passada, um encontro com os clubes para definirem o arranque da temporada 2021 do hóquei em patins. A previsão é que a competição arranque na segunda semana de Fevereiro.

O piloto moçambicano Rodrigo Almeida teve, em conjunto com mais quatro pilotos, uma prestação honrosa na corrida das 24H Dubai, prova  inserida no campeonato das 24H serie.

Ao comando de uma viatura BMW M4 GT4, e naquela que foi a sua primeira experiência numa prova de resistência, Rodrigo Almeida e sua equipa ficaram 33.º lugar da geral em 52 carros e 5º lugar na categoria de GT4.

Esta prova, que não estava prevista no calendário do jovem piloto, foi bastante dura  com a sua equipa a enfrentar algumas adversidades, uma vez que foi forçada a reparar a viatura por três vezes sendo que uma delas teve a duração de três horas.

Esta situação, desde logo, condicionou a prestação de Rodrigo Almeida e sua equipa que pretendiam atacar os lugares de pódio.   Aliás, Rodrigo Almeida foi escolhido para fazer o último “stint” quando já não era a vez dele de pilotar o carro, ganhando cinco posições na geral.

Com uma evolução muito grande, sobretudo ao nível internacional, Almeida foi vencedor em Agosto do ano passado da prova de abertura do TCR DSG Europe Endurance, em Misano, na Itália, fazendo dupla dupla com o italiano Gabriele Volpato ao comando de um VW Golf GTI da equipa Elite Motorsport.

Estreante nesta pista da Andaluzia, terminou a jornada como vice-campeão da classe DSG do TCR Ibérico.

Já em Dezembro de 2020, encerrou a sua participação em segundo lugar na prova de Touring Car Racing Series, TCR Ibérico, no circuito espanhol Jerez de La Frontera, província de Cádiz.

O piloto de 16 anos esteve até em desvantagem no dia que antecedeu a final devido a um furo registado no primeiro treino.

ALTA ROTAÇÃO

Rodrigo Dias Almeida nasceu a 30 de Março de 2004 na cidade de Santo Tirso, distrito do Porto, em Portugal, e residente na cidade de Maputo.

Actualmente, o talentoso piloto compete na série TCR com a licença de Moçambique. Apesar das adversidades, 2020 foi um ano de afirmações com várias conquistas. Foi também um ano de confirmação do piloto moçambicano entre os grandes num campeonato europeu super competitivo.

Em 2019, Rodrigo Almeida participou do Campeonato Mundial CIKFIA e Europeu de Karting na KZ2 categoria, tendo registado ainda uma aparição no Campeonato Alemão de Karting DKM e participando da WSK Euro Series, troféus Super Masters.

Em 2018, o piloto participou da CIK FIA Academy onde obteve o honroso 22º lugar em 53 pilotos, foi 4º no Campeonato Max Karting da Espanha na categoria Max Júnior, participou do campeonato da Final Mundial do IAME em Le Mans, na França.

É já no sábado, 23 de Janeiro, que se joga o primeiro clássico do campeonato nacional de futebol, Moçambola-2021. O duelo Desportivo Maputo vs Ferroviário de Maputo, agendado para às 15h30, no campo da Liga Desportiva, contará com transmissão na Stv Notícias em alta definição, à semelhança do que aconteceu na abertura da prova. É uma transmissão a ser levada a cabo pela ZAP e “Onction”, sendo que a equipa técnica trabalha a todo o gás para trazer algumas inovações no concernente aos padrões internacionais, tudo na perspectiva de trazer mais qualidade aos telespectadores, no geral, e amantes de futebol, em particular.

Espera-se que este “clássico”, ainda que se dispute num cenário em que as equipas ainda não têm o desejado ritmo competitivo, seja muito bem disputado e produza muitos golos, afinal, estes fazem parte da festa do futebol.

O Desportivo Maputo empatou a duas bolas  na estreia diante do Matchedje de Mocuba, num duelo em que até esteve a perder mas vestiu o fato macaco e correu atrás do prejuízo.

Os “alvi-negros”, com uma equipa renovada e uma miscelânea de juventude e veterania, colocaram como objectivo a manutenção tranquila no primeiro escalão do futebol moçambicano. Daí que vão jogar sem muita pressão, mas sempre focados em proporcionar bom espectáculo de futebol.

Já o Ferroviário de Maputo assume-se, claramente, como seríssimo candidato ao título nesta edição 2021 do Moçambola. De resto, o conjunto de Daúdo Razak tem estrutura para lutar pelo título que lhe foge desde 2015, ano em que foi consagrado em Nampula como campeão nacional.

Na primeira jornada, os “locomotivas” da capital empataram com a União Desportiva do Songo sem abertura de contagem, naquela que foi a única partida sem golos nesta ronda.

Sábado, os verde-e-brancos irão certamente procurar assumir as despesas do jogo e conquistarem os três pontos.
Já no domingo, a Stv Notícias irá transmitir o jogo Associação Black Bulls vs ENH de Vilankulo, partida a realizar-se no campo dos “touros”.

É um jogo entre duas equipas que venceram na primeira jornada, sendo que a Associação Black Bulls bateu o Ferroviário de Nampula (1-2) em pleno Estádio 25 de Junho, enquanto o ENH de Vilankulo recebeu e venceu o Ferroviário de Nacala (4-1).

São, portanto, dois conjuntos à procura da segunda vitória na competição, pelo que se pode esperar um jogo aberto.

O internacional moçambicano Stélio Ernesto, mais conhecido no mundo do futebol por Telinho, contraiu uma lesão grave que o vai afastar dos relvados por sessenta dias.

Baixa de vulto para o Costa do Sol. Telinho vai parar dois meses, devido a uma lesão-fissura-sofrida no jogo da primeira jornada do Moçambola 2021 diante do Ferroviário da Beira, no qual os “canarinhos” perderam por 3-1.

O internacional moçambicano vai, desta forma, falhar a recepção domingo ao Incomáti de Xinavane, em desafio inserido na segunda jornada do campeonato nacional de futebol.

Em princípio, o jogador, que este ano trocou a União Desportiva do Songo pelos campeões nacionais, deverá regressar em Março próximo.

Não se sabe, para já, se Telinho volta antes mesmo do embate entre as selecções nacionais de futebol do Ruanda e Moçambique, a 23 de Março, inserido na quinta jornada do grupo “F” de qualificação para o CAN-2021, nos Camarões.

Para além de Telinho, Nilton vai desfalcar os “canarinhos” por igual período, duas baixas a lamentar pela formação “”canarinha”.

Entretanto, o capitão Isac já está recuperado da lesão e poderá dar o seu contributo no embate de domingo diante do Incomáti de Xinavane. É um jogo no qual o Costa do Sol quer corrigir os erros cometidos na estreia no Caldeirão do Chiveve e arrancar os três pontos na corrida à revalidação do título.

VENCER INCOMÁTI DOMINGO

“O Costa do Sol não é uma equipa que apenas planificou vencer na primeira jornada. Nós temos um plano de trabalho que nos vai permitir ganhar o campeonato nacional. Por isso, a primeira jornada não nos diz nada”, disse o Director Desportivo (DD) do Costa do Sol, Artur Faria.  A fonte ajuntou que “ainda faltam muitos jogos daí que o nosso objectivo é a conquista do campeonato e não ganhar apenas um jogo”.

O internacional basquetebolista moçambicano, Yuran Biosse, assinou recentemente um contrato válido por duas temporadas com o Ferroviário de Maputo, campeão nacional de basquetebol sénior masculino.

O polivalente jogador troca, desta forma, a A Politécnica pelos “locomotivas” que irão representar o país na edição de estreia da Liga Africana de Basquetebol, BAL.

Biosse foi uma das peças fundamentais da equipa sénior masculino d’A Politécnica que, em 2006, fez uma boa campanha na Liga Moçambicana de Basquetebol, ocupando a terceira posição na prova realizada em Maputo.

Em 2018, ajudou os “politécnicos” a conquistarem pela primeira vez na sua história a Engen Maputo Basket- Campeonato da Cidade- após vencerem o Ferroviário de Maputo, por 56-55, no jogo 4 dos “play-offs” da final fazendo o 3-1.

Nesta prova, Biosse chamou a si o título de melhor marcador tendo recebido um troféu e 25, 000, 00 MT.

Um ano antes, ou seja, em 2017, foi fundamental para que a A Politécnica conquistasse a Taça Maputo, vencendo na final o Ferroviário de Maputo por 75-62.

No primeiro quarto desta partida, o Ferroviário de Maputo liderou com um parcial de 22-11.  Já no segundo quarto, etapa do jogo em que a A Politécnica entrou melhor, os “universitários” venceram por 38-28.

O terceiro quarto, intenso, voltou a ser controlado pela A Politécnica que venceu por 54-44. No quarto e último período, o Ferroviário de Maputo fez uma recuperação mas no final perdeu o jogo por 75-62.

Yuran Biosse é um dos 25 atletas pré-convocados por Miguel Guambe para a selecção nacional de basquetebol que, em Fevereiro, irá disputar a terceira janela das eliminatórias para o “Afrobasket” 2021.

Luís Gonçalves não tem dúvidas. Com a bola a rolar nos relvados nacionais, os jogadores internos  ganham ritmo competitivo e traquejo para estarem em melhores condições de se baterem diante do Ruanda e Cabo Verde, na luta pela qualificação ao CAN-2021.

Março é um mês decisivo para a selecção nacional de futebol, Mambas, que joga duas cartadas importantíssimas no grupo “F” de qualificação ao CAN-2021, competição agendada para os Camarões. Primeiro, no dia 23, os Mambas deslocam-se ao Ruanda onde vai jogar com a selecção local, em desafio inserido na quinta jornada.

Sete dias depois, a selecção nacional recebe no Estádio Nacional do Zimpeto (ENZ) a sua similar de Cabo Verde, na derradeira jornada de acesso ao Campeonato Africano das Nações. Dois jogos de “vida ou morte”, pelo que se apresentarem com ritmo competitivo é fundamental para que se acumule pontos suficientes que permitam, dez anos depois, voltarem a marcar presença na fina flor do futebol africano. É, por isso, que o arranque do Moçambola 2021 no passado dia 16 de Janeiro, no município de Vilankulo, mereceu aplausos por parte do seleccionador nacional de futebol, Luís Gonçalves.

“Em Março, temos dois jogos decisivos. Temos a qualificação para discutir e, por isso, considero importante os jogadores terem alguma rodagem ou ritmo competitivo. Apesar da selecção nacional de futebol ser constituída por muitos jogadores que jogam fora, também é composta também por vários atletas que jogam internamente. Portanto, é fundamental que a competição interna seja forte”, realçou Luís Gonçalves.

Sábado, no campo Alto de Massaka, palco do jogo inaugural do campeonato nacional de futebol, o seleccionador nacional esteve nas bancadas a tirar algumas notas. De caneta e punho e ficha técnica das duas formações bem ao lado, Luís Gonçalves escrevia a cada momento que os jogadores das duas formações o despertassem atenção.

“Estou aqui no jogo inaugural porque acho importante que o campeonato decorra para que tenhamos mais opções”.

Na sua comunicação à Nação, no passado dia 13 de Janeiro, o Presidente da República, Filipe Nyusi, disse que todos os campeonatos nacionais devem decorrer sem a presença do público para se evitar a propagação da Covid-19. E foi o que aconteceu na jornada inaugural do Moçambola com os jogos a serem à porta fechada.

Para Luís Gonçalves, esta decisão configura-se como um “mal necessário”. O seleccionador nacional diz ainda esperar que o Moçambola seja uma prova “competitiva com as equipas equilibradas para colocarem problemas aos jogadores para que eles resolvam e estejam a um bom nível”.

Os Mambas ocupam a segunda posição no grupo “F” de qualificação para o CAN-2021 com quatro pontos, resultantes de uma vitória e um empate. O combinado nacional estreou-se em Novembro de 2019 com uma vitória por um a zero diante do Ruanda. Na segunda jornada, a selecção nacional de futebol empatou a duas bolas com Cabo Verde. A pandemia da Covid-19 forçou, em Março de 2020, o adiamento dos jogos da terceira e quarta jornadas de apuramento a Taça das Nações Africanas. No novo normal, os Mambas perderam com Camarões por 4-1 e 2-0 em Doulá e Maputo, respectivamente.

Costa do Sol iniciou defesa do título com derrota diante do Ferroviário da Beira, no Chiveve, enquanto o derby entre Ferroviário de Maputo e União Desportiva de Songo terminou com nulo, sendo o único jogo sem golos. Os estreantes somaram pontos todos eles.

A primeira jornada do Moçambola 2021 foi rica em golos, com um total de 22 remates certeiros em sete partidas, o que dá uma média de 3 golos por jogo. O número de golos podia ter sido ainda maior, não fosse o jogo entre “locomotivas” da capital e “hidroelétricos” de Songo ter terminado com nulo.

Mas diga-se que foram golos a mostrarem que havia sede de futebol nos campos de futebol, a prometer mais golos nas próximas jornadas.

CAMPEÃO VERGA NO CHIVEVE

Num dos embates mais importantes desta jornada, que envolvia o campeão nacional e o Ferroviário da Beira, a história começou a ser feita aos oito minutos quando Shelton abriu o activo para os donos da casa, resultado que foi ampliado quatro minutos depois por Favor, a dar tranquilidade a turma de Skol Marcelino.

Sem reacção “canarinha”, os “locomotivas” de Chiveve aceleraram no trilho e Di Maria, feito o argentino, aumentou para 3-0, ainda na primeira parte.

Esperava-se por uma postura à campeão na segunda parte para o Costa do Sol, mas com resultado confortável, o Ferroviário da Beira fechou-se em copas e o máximo que o canário conseguiu foi reduzir aos 62 minutos, por Telinho, a justificar a sua contratação à União Desportiva de Songo.

Entrada em falso do campeão nacional, que perde os primeiros pontos nesta edição do Moçambola 2021.

Também com três golos venceu o Incomáti de Xinavane na recepção ao Textáfrica de Chimoio. Artur Comboio e seus pupilos provaram que o estágio feito quando estavam nos “fabris” de Planalto era mesmo para conhecer o adversário e vencerem folgadamente. Obediência, aos 33 minutos, Dudú, aos 57 minutos e Hélder, aos 76, foram os marcadores dos golos dos “açucareiros” que assim entram a vencer e a garantir os primeiros pontos na prova.

DERBY TERMINA COM NULO

Na outra partida mais importante da jornada inaugural, “locomotivas” da capital do país e “hidroeléctricos” de Songo equivaleram-se, num jogo com escassas oportunidades de golos. Apenas duas boas oportunidades do Ferroviário de Maputo e outras tantas da União Desportiva de Songo, caracterizaram o embate de gigantes, que era o reeditar da última final da Taça de Moçambique.

ESTREANTES SURPREENDEM E MOSTRAM GRANDEZA ESCONDIDA

As maiores surpresas desta jornada inaugural foram protagonizadas pelos estreantes Ferroviário de Lichinga e Black Bulls, que venceram fora de portas e a adversários bem citados e que já foram campeões nacionais.

Os “locomotivas” de Lichinga vieram a Maputo derrotar a Liga Desportiva ao apagar das luzes e de reviravolta.

Eládio abriu o marcador para a turma da casa aos quatro minutos e foi ao intervalo em vantagem. Já a turma visitante veio transfigurada na segunda parte e Luisinho tratou de restabelecer o empate aos 62 minutos, antes de Nico dar a machadada final aos 88 minutos, marcando um golo que vai entrar para a história da sua equipa por ser da vitória, a dar os primeiros três pontos na competição.

Já a Associação Black Bulls foi a Nampula mostrar sua grandeza e provar que não está nesta competição para brincar. Também venceu por duas bolas a uma, em pleno campo do Ferroviário de Nampula, ao campeão nacional de 2007.

Ejaita, aos 26 minutos, e Melck, aos 57 minutos, apontaram os golos da estreante Black Bulls, a deixar a turma de Chaquil Bemat em Mauá lençóis. E teve que ser mesmo ao apagar das luzes que Junto marcou, a reduzir, mas insuficiente para evitar a derrota da sua equipa no arranque do Moçambola 2021.

Já o Matchedje de Mocuba fez estremecer o “colosso” Desportivo Maputo, em jogo que teve lugar no campo do Ferroviário de Quelimane.

Ainda sem poder ter público nas bancadas para apoiar a sua equipa, mas com algum apoio dos membros do governo provincial e autárquico, os “militares” abriram o activo aos 33 minutos por Onélio.

O Desportivo tremeu e cometeu erros crassos, tanto na frente como na retaguarda e os donos da casa agigantaram-se e pressionaram o seu adversário, o que acabou propiciando um auto-golo de Gabi, aos 47 minutos.

A vantagem “militar” permitiu que os donos da casa arrumassem as armas e munições, e permitiram que a águia saísse do seu esconderijo para iniciar um voo.

Henriques acabou sendo o herói “alvi-negro” ao apontar dois golos que deram o empate e evitarem uma entrada em falso da turma agora treinada por Rogério Marianni. E muitos golos ficaram por marcar, sendo que o empate acabou sendo um resultado aceitável para os dois contendores.

Vinte e dois golos apontados nesta primeira jornada a darem sensação de que teremos muita festa de golos nesta edição do Moçambola, tendo em conta que as equipas estavam com sede de futebol.

 

RESULTADOS DA 1ª JORNADA

Ferroviário de Maputo 0-0 UD de Songo

Ferroviário da Beira 3-1 Costa do Sol

Liga Desportiva de Maputo 1-2 Ferroviário de Lichinga

Incomáti de Xinavane 3-0 Textáfrica de Chimoio

Matchedje de Mocuba 2-2 Desportivo de Maputo

Ferroviário de Nampula 1-2 Black Bulls

ENH de Vilankulo 4-1 Ferroviário de Nacala

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