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O País – A verdade como notícia

A terceira jornada foi rica em surpresas, desde o topo até a cauda da tabela classificativa, passando pelos resultados que tiveram lugar nos diversos campos que acolheram os jogos.

Desde já salta à vista a vitória da Associação Black Bulls, na deslocação a Quelimane, onde foi derrotar o Matchedje de Mocuba, no jogo entre estreantes, por duas bolas a uma. Desta vez não houve Ejaita, mas houve Melque, em dose dupla, aos seis e 26 minutos, a dar vantagem a turma da capital do país, antes de Radine reduzir, aos 77 minutos.

Uma golo que não foi suficiente para os “militares” perderem a batalha diante dos “touros”, que coloca o representante da Zambézia na zona da despromoção, apenas um lugar acima do lanterna vermelha, com apenas um ponto.

Já a Black Bulls mostra que não veio ao Moçambola para ser bombom da festa e já lidera, de forma isolada, com nove pontos, resultado das três vitórias em igual número de jogos. Diante do Ferroviário de Maputo, na próxima jornada, os “touros” terão o teste de fogo e da liderança.

TRIO VITORIOSO A ALCANÇAR A “LOCOMOTIVA” DE CHIVEVE

Na perseguição a Black Bulls estão agora quatro equipas, nomeadamente Incomáti de Xinavane, ENH de Vilankulo, Costa do Sol e Ferroviário da Beira.

Os “açucareiros” foram os maiores beneficiados nesta jornada, já que na recepção ao primodivisionário Ferroviário de Lichinga não deixaram seus créditos em mãos alheias e confirmaram a velha máxima “em nossa casa mandamos nós”. É que depois da vitória na jornada inaugural diante do Textáfrica, não tiveram dificuldades para ultrapassar o Ferroviário de Lichinga, com claros três golos sem resposta.

Já os “canarinhos” foram felizes num terreno onde não tem tido espaço para voar. Em Nampula alcançaram um voo que não era possível há mais de quatro anos, diante do Ferroviário de Nampula. Abel deu o salto que o “canário” precisava para somar os três pontos e colocar-se na posição mais próxima da liderança.

Com seis pontos cada uma das equipas, Costa do Sol e ENH de Vilankulo batem-se na próxima jornada, procurando desgrudar uma da outra.

Por seu turno, os “locomotivas” de Chiveve, que eram os anteriores co-líderes, viram-se alcançados pelo trio, depois da derrota sofrida na Matola, diante da Liga Desportiva de Maputo, por duas bolas a uma. Dilson colocou a turma de Aly Hassane a vencer, no início da partida, mas Dayo tratou de restabelecer o empate, aos 79 minutos e quando tudo parecia que empate estar encaminhado para o empate, foi Eládio a dar os primeiros três pardais a turma de Hanyane, que deixa a cauda e sobe à décima posição.

SONGO SOBREVOADA PELAS ÁGUIAS NEGRAS

Num dos jogos de destaque, em Songo, a União Desportiva local não foi além de um empate a dois golos diante do Desportivo Maputo. Aliás, os “alvi-negros” voltaram a ser felizes fora de portas, já que o golo de empate foi apontado por Dinis, na segunda parte, depois de uma primeira metade em que os “hidroeléctricos” saíram a vencer, com golos de Lau King e Bhéu, com Henriques a apontar o golos do Desportivo Maputo.

Continua a “ventoinha” a refrescar os seus adeptos fora de portas, já que no seu território (ainda que emprestado) não consegue pontuar.

Nesta partida destaque ainda para o primeiro cartão vermelho da prova, mostrado a Tony, da União Desportiva de Songo.

IRMANDADE PREVALECEU NA ESTAÇÃO “LOCOMOTIVA”

No sábado, no Estádio da Machava, os irmãos “locomotivas” não quiseram criar conflito dentro da família e no embate entre os de Maputo e de Nacala, o nulo prevaleceu. Um empate que não só atrasa o mano mais velho, da capital do país, mas também dá garantias a Antero Cambaco de que está a formar uma equipa capaz de ombrear de igual para igual com qualquer equipa do Moçambola, principalmente quando chegar a contar com Diogo, jogador que representou os “locomotivas” da capital do país por mais de seis temporadas.

Este foi o segundo empate sem golos do Ferroviário de Maputo, que deixa os seus adversários directos se destacarem neste arranque do Moçambola 2021.

Quem saiu sorridente na tarde de sábado, foi Victor Mayamba, que viu a sua equipa manter a invencibilidade em casa, com mais uma vitória, e novamente por números gordos. Desta vez a vítima foi o Textáfrica de Chimoio, que não teve argumentos para travar a avalanche ofensiva dos “hidrocarbonetos”, que assim aumentaram a carga do gás nas suas contas.

Walter, aos oito minutos, abriu as hostilidades perante um Textáfrica sem força anímica e sem condições de desafiar uma ENH endiabrada, havida em somar os três pontos e manter-se na linha da frente. Aos 36 minutos, Victor levou a turma de Vilankulo a ir ao descanso a vencer por duas bolas sem resposta, antes de Jafete também se estrear ao serviço dos “hidrocarbonetos”, já na segunda parte.

Uma vitória bastante moralizadora para a deslocação que terá na quarta jornada a Maputo, onde vai defrontar o Costa do Sol. Já os “fabris” do Planalto terão que fazer das tripas coração para não perder mais pontos nesta prova, a começar já no final de semana, quando receber o Matchedje de Mocuba.

A próxima jornada vai reservar embate de destaques, com os chamados grandes a irem a prova de fogo.

A questão dos testes no Moçambola 2021 sempre uma incógnita, desde o quando foi anunciado o arranque da prova, em Dezembro do ano passado. As equipas estavam prontas, desportivamente, para atacar o campeonato nacional, mas financeiramente tinham muitas lacunas para responder aprova, até porque os jogos seriam a portas-fechadas, o que de certa forma criava défice financeiro nas 14 colectividades que disputam a prova.

E a questão dos testes da COVID-19 era o meio entrave, razão pela qual o Ministério da Saúde foi chamado a intervir, para dar o seu parecer em relação ao assunto. Mas a situação actual que se vive no país, com aumento do número de casos dia-pós-dia, fez com que o MISAU recuasse na intenção de garantir testes gratuitos aos clubes que disputam o Moçambola.

E para que a prova não parasse a meio, teve que se procurar outros caminhos para ultrapassar este dilema, tendo a Federação Moçambicana de Futebol se sentado à mesma mesa com a Liga Moçambicana de Futebol, a Secretaria de Estado do Desporto e o Ministério da Saúde, através do Instituto Nacional da Saúde, na passada sexta-feira.

Do encontro, uma certeza: “vamos fazer os testes entre 48 a 72 horas antes do início de qualquer partida,” garantia dada por Feizal Sidat, presidente da Federação Moçambicana de Futebol, que assim encontrou a solução para a testagem frequente aos actores do Moçambola 2021.

Feizal Sidat garantiu que a instituição que dirige vai disponibilizar um financiamento de 100 mil dólares para aquisição de testes rápidos aos atletas, equipas técnicas e todos intervenientes de cada partida do Moçambola. “A intervenção da FMF será financeira, isto é a federação vai assumir na totalidade os custos dos testes para as próximas 23 jornadas que ainda faltam. Vamos ter que assumi-la. Nós temos feito contactos com os nossos parceiros internacionais e provavelmente será entre 80 a 100 mil dólares americanos de investimento que a federação vai fazer, sabemos que os testes são caros, mas nós vamos fazer o lançamento de um concurso muito rápido e restrito para ver se conseguimos atenuar este assunto”, disse Sidat no final do referido encontro que aconteceu na sede da SED.

Entretanto, os testes serão feitos a todos actores do Moçambola na quarta e quinta jornadas e de forma aleatória nas jornadas seguintes até ao fim do Moçambola.

“Nas primeiras duas jornadas (4ª e 5ª jornada) vamos fazer testes a todos elementos envolvidos no Moçambola, desde árbitros, equipe técnica, jogadores, apanha-bolas e os responsáveis por uma partida de futebol, nas  outras que se seguem vamos fazer testes aleatoriamente e serão entre 25 a 30 testes por cada jogo, tendo em conta que os custos são bastante elevados. Mas era pertinente que as duas primeiras jornadas fizéssemos testes a todos”, assegurou Sidat, que não deixou do lado a questão da responsabilidade que todos os actores devem ter, a partir de dentro de cada clube, para que a COVID-19 não seja motivo de preocupação no futebol moçambicano.

Sidat diz mesmo que “o que nós vamos fazer ênfase é que haja responsabilidade dentro do clube, saber que, se um atleta testar positive, não deverá jogar, porque se ele jogar estará a perigar a saúde de todos os outros. Queremos que esta responsabilidade comece dentro do clube, a partir da direcção, dos médicos e, principalmente, do treinador”, como medida para evitar que surjam casos da COVID-19 no desporto, em particular no futebol.

REGULAMENTO ESPECÍFICO PARA EVITAR IRREGULARIDADES

O Director Nacional do Desporto de Rendimento, Francisco da Conceição, revelou que as autoridades sanitárias deram a conhecer da incapacidade para atender a necessidade de testagem aos intervenientes do Moçambola, pelo que teve que se encontrar outras soluções. “Num primeiro momento havia por parte das instituições da saúde alguma intenção de responsabilizar-se pela testagem a Covid-19 aos actores do Moçambola, contudo dado ao disparar da situação do novo coronavírus em Moçambique este aspecto ficou insustentável para a Saúde Pública”, disse Francisco da Conceição.

Entretanto, o pessoal médico de cada clube vai ter apoio do Instituto Nacional de Saúde no manuseamento dos testes rápidos a serem feitos aos elementos intervenientes do Moçambola. Francisco da Conceição assegurou que “o Instituto Nacional de Saúde responsabilizou-se em fazer acções de capacitação e habilitação com ferramentas aos elementos das equipes médicas dos clubes de modo a que estejam capacitados a poderem realizar as testagens rápidas em tempo recorde”, mas também que “haverá um regulamento específico com regras muito bem claras e até com medidas de penalização e dissuasão de eventuais irregularidades que possam ser alvo dos actores do Moçambola, nomeadamente clubes, treinadores e os atletas”.

O Moçambola 2021 decorre dentro de um protocolo sanitário aprovado pelo Ministério da Saúde, que obriga os clubes a seguirem todas medidas de prevenção, bem como a realizar os seus jogos a portas fechadas.

Os Ferroviários de Maputo e de Nacala defrontam-se este sábado, em Maputo, em partida que abre a terceira jornada do campeonato nacional de futebol da primeira divisão, o Moçambola 2021. Trata-se de um jogo que terá um misto de irmandade, mas também de vingança, tratando-se de equipas com o mesmo patrocinador, mas que esquecem que são irmãos.

Ou seja, apesar de serem filhos do mesmo pai, a irmandade é colocada de lado dentro das quatro linhas e cada um dos Ferroviários busca alcançar os três pontos para começar a fazer as contas à vida nesta prova, tendo em conta que a mesma é curta e três equipas vão descer de divisão. Mas há um aspecto: em 2018 a “locomotiva” de Nacala impediu a de Maputo de chegar a estação, numa luta titânica que travava com a União Desportiva de Songo, sendo que o nulo em Nacala tirou essa possibilidade a turma da capital do país.

Repetir a proeza da 2019, quando venceu em Maputo por duas bolas sem resposta, será o principal objectivo da turma treinada por Daúde Razaque, que se mostra confiante, até porque está em vantagem por não ter perdido na prova, mas encontrará um Ferroviário de Nacala que nunca saboreou a vitória diante do seu mano de Maputo.

Este é um embate ainda sem prognóstico certo, até porque o Moçambola iniciou a pouco e quase todas equipas buscam o ritmo competitivo em plena competição. O jogo terá transmissão na Stv Notícias, no sábado.

No mesmo dia, a ENH de Vilankulo quer regressar às vitórias, quando defrontar o lanterna vermelha, Textáfrica, no Alto Macassa. Aliás, quer repetir a proeza da abertura do Moçambola e sair com os três pontos. Mas os “fabris” do Planalto já não querem perder pontos e, por isso, vão fazer de tudo para somar, pelo menos, um ponto nesta deslocação.

 

GRANDES COM TESTE DE FOGO NO DOMINGO

Mais jogos aliciantes são aguardados no domingo, onde os grandes terão testes de fogo diante de adversários que não parecem estar para facilitar.

O campeão nacional desloca-se ao difícil terreno de Nampula para defrontar o Ferroviário local. É um terreno onde os “canarinhos” não tem sido felizes, já que em 2018 empatou a zero e em 2019 perdeu mesmo, por duas bolas sem resposta. Razão mais do que suficiente para a turma de Horácio Gonçalves ir a Nampula com cautelas, ainda mais porque não conta com a sua mais recente estrela, Telinho, mas conseguiu recuperar o seu capitão, Isac de Carvalho, que vai fazer diferença.

Uma vitória do Costa do Sol endiabra a equipa depois da vitória na segunda jornada, a fazer esquecer a derrota inaugural.

Dificuldades também terá a União Desportiva de Songo na recepção ao Desportivo Maputo. Para além de um Desportivo que quer se mostrar na prova, tem o condão dos “alvi-negros” estarem motivados para grandes voos, depois que receberam um novo patrocinador esta semana, que para além de valores monetários, ofereceu um autocarro para as suas deslocações.

Mas os seus “hidroeléctricos” mandam em sua casa, tal como aconteceu na jornada anterior, quando receberam e venceram a Liga Desportiva de Maputo. Por isso um bom embate em perspectiva.

Já o líder da prova, Ferroviário da Beira, vem a Maputo para um verdadeiro teste de liderança. Visita uma equipa que ainda não pontuou e quer se redimir da derrota caseira inaugural diante de um estreante. Trata-se da Liga Desportiva de Maputo que já prometeu que quer vencer para esquecer fantasmas do passado.

Este embate, que terá lugar no domingo, também terá transmissão na Stv Notícias.

 

ESTREANTES “MEDEM FORÇAS”

Dois campeões regionais em campo, no relvado do Ferroviário de Quelimane. Matchedje de Mocuba, campeão do centro, e Black Bulls, campeão do sul, quem medem forças para perceber qual região é mais forte.

Mas a Blck Bulls é co-líder, soma duas vitórias, marcou quatro golos, tem o melhor marcador até ao momento, e por isso quer mostrar ser forte neste embate. Mas os “militares” também mostrar sua artilharia pesada que procura a primeira vitória, depois de um empate e uma derrota.

Teste de fogo para dois estreantes no Moçambola 2021.

Teste também terá outro estreante, Ferroviário de Lichinga, na sua deslocação ao canavial.

Há ver vamos se a “locomotiva” regressa a Lichinga carregado de açucar, ou os “açucareiros” vão conseguir descarrilar a “locomotiva” nesta jornada.

O ano 2020 terminou com muitas conquistas para a Federação Moçambicana de Futebol, mas também com desafios que foram deixados para este ano 2021.

Feizal Sidat, presidente da Federação Moçambicana de Futebol, falou dessas conquistas e desafios que a sua instituição foi tendo ao longo do último trimestre do ano passado, na habitual conferência de imprensa que vem realizando de três em três meses, desde que ocupa a cadeira máxima do organismo que tutela o futebol moçambicano.

Dentre as conquistas que conseguiu alcançar no último trimestre de 2020, Feizal Sidat destacou dois deles como os mais importantes, nomeadamente o facto de ter conseguido viabilizar o Moçambola 2021, depois de muitos adiamentos e sucessivos encontros que não davam em nada. Mas um dos encontros, o mais importante, que teve lugar na sede da Secretaria de Estado do Desporto, acabou viabilizando a prova, com uma mão da Federação Moçambicana de futebol, que injectou algum valor para que a prova pudesse acontecer.

Mas também a conquista dos Mambinhas, no torneio da Cosafa, em que afastou selecções renomadas do futebol da região, casos da África do Sul, Zâmbia e Namíbia, para conseguir o primeiro título internacional de selecções de futebol para o país, em provas oficiais.

Feizal Sidat considerou este feito o maior de todos, até porque, para ele, nem a própria organização da Cosafa estaria a espera que Moçambique conquistasse a prova.

Além destas conquistas, muitas outras foram mencionadas, nomeadamente o facto de ter conseguido liquidar em cerca de 70% as dívidas da FMF para com outras instituições, os encontros permanentes que o organismo manteve com outras instituições, casos das associações provinciais, Liga Moçambicana de Futebol, SED, Cosafa, CAF e FIFA, mas também por ter conseguido oferecer a algumas dessas instituições condições condignas para que possam exercer suas actividades, casos das associações da cidade de Maputo, de Gaza e Inhambane, que tem sedes próprias e cedidas pela FMF.

Os desafios passam por continuar a trilhar o mesmo caminho, por forma a garantir que o futebol moçambicano possa crescer ainda mais.

 

Fraca adesão ao licenciamento preocupante

Entretanto, uma das principais preocupações da direcção liderada por Feizal Sidat é a fraca adesão dos clubes das províncias ao Processo de Licenciamento de Clubes, que vai permitir que os mesmos possam disputar os Campeonatos Provinciais.

O presidente da FMF deu como exemplo o facto de Cabo Delgado e Tete terem, até ao momento, apenas uma equipa licenciada, Niassa com duas equipas, Sofala e cidade de Maputo, duas províncias que movimentam muitas colectividades, terem apenas sete equipas licendiadas. “Como serão realizados oc campeonatos provinciais com esses números?”, questiona Feizal Sidat, para quem esta fraca adesão tem que ver com preguiça dos próprios clubes em juntar a documentação exigida, “que nem de difícil apresentação, porque o que queremos é que nos diga onde está localizado, quem é o presidente, apresentar o NUIT, o campo onde vai jogar e os estatutos”, segundo disse Sidat.

Está preocupação é acrescida pelo facto das Associações Provinciais de Futebol estarem autorizadas a iniciar com as competições a partir de 15 de Fevereiro próximo, sendo que a Federação Moçambicana de Futebol apenas aguarda pelos resultados a serem apresentados pela Comissão de Licenciamento para saber quantas e quais são as equipas licenciadas, para depois iniciar com a disputa dos campeonatos provinciais.

 

 

Doze árbitros ascenderam a categoria de internacionais FIFA

À margem do balanço do presidente da FMF foram entregues insígnias a novos árbitros internacionais, sendo dois do Futsal, quatro árbitros principais e seis assistentes de futebol.

O acto foi presidido pelo presidente da Federação Moçambicana de Futebol, Feizal Sidat, acompanhado pelo presidente da Comissão Nacional dos Árbitros de Futebol, CNAF, Norberto dos Santos.

Alguns dos árbitros que receberam insígnias de internacionais FIFA estarão presentes este final de semana em acção, para a terceira jornada do Moçambola 2021, com destaque para o trio feminino que apitou o jogo de abertura do Moçambola e que estará novamente junta no embate entre Liga Desportiva de Maputo e Ferroviário da Beira, nomeadamente Ema Novo, principal, Roda Mondlane e Olinda Augusto.

Para além da Ema Novo, dos árbitros principais destacam-se ainda Lúcio Namaroi, Wilson Muianga e Simões Guambe, enquanto do lado dos assistentes temos Teófilo Mungoi, Venestâncio Cossa, Arsénio Marrengula e Zacarias Baloi.

Receberam ainda as insígnias de árbitros internacionais os dois juízes de futsal, nomeadamente Hilário Amosse e Florêncio Marcarenhas.

O Matchedje de Mocuba estreou-se no Moçambola 2021 com um empate caseiro diante do Desportivo Maputo, a dois golos, numa partida que até esteve a vencer por duas bolas sem resposta, mas a permitir a recuperação dos “alvi-negros”, que saíram de Quelimane com um ponto. Seguiu-se a deslocação a Nacala, onde defrontou o Ferroviário local e perdeu, a tangente.

Foram resultados que “abriram os olhos” da equipa técnica, que encontrou fragilidades em alguns sectores preponderantes para levarem a equipa a bom caminho e seguro, nesta batalha do Moçambola 2021.

De acordo com Rogério Chapo, treinador desta colectividade militar, é preciso reforçar a equipa com jogadores experientes. “Precisamos ter muitos jogadores experientes para poderem puxar este barco, tendo em conta que a juventude é o que temos demais, ou seja, em número maior”, disse Rogério Chapo.

Por isso mesmo, Chapo considera que “temos que fazer muito trabalho”.

“Acredito eu que a direcção do Matchedje, em Junho irá ao mercado para reforçar este plantel, principalmente no nosso meio campo”, um sector onde o treinador do Matchedje de Mocuba considera não ser consistente. “Não temos um meio campo consistente que faça a primeira organização do jogo, mas enfim, é futebol”, lamentou o técnico.

Ao cabo de duas jornadas disputadas, o Matchedje de Mocuba ocupa a 11ª posição com apenas um ponto. Na 3ª jornada os “militares” de Mocuba recebem em casa, Quelimane, a Black Bulls, num embate de primodivisionários.

O treinador da Liga Desportiva de Maputo, Aly Hassane, diz que apesar das duas derrotas sofridas no Moçambola 2021, a equipa está bem física e animicamente. Hassane diz estar a trabalhar para vencer o Ferroviário da Beira, domingo, em jogo da terceira jornada.

Um arranque em falso da Liga Desportiva de Maputo na presente edição do Moçambola 2021, que consistiu em duas derrotas sofridas, em igual número de jogos, respectivamente diante do Ferroviário de Lichinga e União Desportiva de Songo, ambos pelo mesmo resultado de 2-1, que colocam a equipa na cauda da tabela classificativa, sem nenhum ponto.

Nada que tire sono ao técnico da Liga Desportiva de Maputo, Aly Hassane, que ainda assim considera que a equipa está bem em todos aspectos. “Em termos físicos e anímicos os atletas estão bem, independentemente dos resultados não terem sido favoráveis, mas por aquilo que temos produzido e temos feito, nós como equipa técnica temos a consciência tranquila, assim como os jogadores estão com a consciência tranquila de que estamos a fazer tudo e a dar tudo que está ao nosso alcance para que as coisas se invertam”, disse Hassane, realçando que as duas derrotas não abalaram a estrutura, tendo em conta estar-se ainda no início da prova.

VENCER O FERROVIÁRIO DA BEIRA E REVERTER CENÁRIO ACTUAL

Mas tudo faz parte do passado e agora é chegada a hora de mudar, de reverter a situação, a começar já no domingo, na recepção ao Ferroviário da Beira. Aly Hassane diz estar a preparar os jogadores para alcançar um bom resultado, que passa por, pelo menos, conquistar um ponto.

“Não há dúvida nenhuma que vai ser um jogo extremamente difícil para eles e para nós e penso que só irá vencer a equipa que menos erros cometer. Naquilo que é nossa formação e nosso pressuposto vamos trabalhar para tentarmos, no mínimo, pontuarmos, porque estamos a precisar começar a amealhar pontos e sairmos da zona em que nos encontramos neste momento”, garantiu o técnico.

Aly Hassane deixou rasgados elogios ao plantel do seu adversário, até porque o treinador principal dos “locomotivas” de Chiveve, Akil Marcelino, já trabalhou na Liga Desportiva de Maputo. Hassane considera não ser vantagem para travar o seu adversário, mesmo porque “enquanto trabalhávamos juntos pode ter escondido algumas tácticas ou mesmo pode outras armas que eu não conheça”.

Mas não será tarefa fácil, assume a equipa técnica da Liga Desportiva de Maputo, até porque não há ritmo competitivo. “Essa é uma situação pertinente porque nós começamos ligeiramente tarde a nos preparar para esta época e essa é uma realidade de que é com competição que vamos ganhar a competitividade do ritmo do jogo, mas penso que paulatinamente a equipa está a atingir os seus patamares, aquilo que são os seus parâmetros normais de disciplina, de ritmo, de forma de jogar”, esclareceu.

REFORÇAR A EQUIPA EM TODOS SECTORES

Uma das maiores preocupações de Aly Hassane é formar um conjunto experiente, por isso precisa de reforços para a equipa.

Sobre este assunto, Aly Hassane diz mesmo que “preciso urgentemente de dois ou três jogadores para cada sector, onde eu possa ter garantias e estabilidade da equipa dentro do campo”. Até porque já apresentou os nomes dos jogadores que pretende juntar ao grupo de trabalho à direcção da colectividade, estando apenas a espera de uma resposta, embora reconheça dificuldades financeiras que o clube está a atravessar neste momento para contratar jogadores experientes e renomados.

A Liga Desportiva de Maputo ainda não teve casos positivos da COVID-19, mesmo tendo realizado o último teste há três semanas. Aly Hassane diz que a equipa médica da colectividade de tudo está fazer para garantir que não hajam contaminações e assegurar que os jogadores estejam livres da pandemia.

Aliás, a Liga Desportiva de Maputo tem estado a cumprir rigorosamente todas as medidas e seguir o protocolo sanitário aprovado pelo Ministério da Saúde, em coordenação com as entidades desportivas moçambicanas.

A selecção nacional de futebol dos sub-20, os Mambinhas, vai disputar o Campeonato Africano das Nações da categoria inserida no grupo A da primeira fase, juntamente com a anfitriã Mauritânia, Camarões e Uganda.

O sorteio realizado esta segunda-feira em Yaoundé, nos Camarões, ditou que os Mambinhas vão cruzar caminho da poderosa selecção dos Camarões, a Uganda e a formação anfitriã, Mauritânia, integrados no grupo A.

Já o grupo B é constituído pelas selecções do Burquina Faso, Tunísia, Namíbia, que perdeu na final da Cosafa diante dos Mambinhas, e República Centro Africana.

Finalmente o grupo C terá as selecções Gana, Tanzânia, Gâmbia e Marrocos, todos a lutarem por um lugar nas meias-finais da competição.

Recorde-se que o CAN da Mauritânia qualifica quatro selecções ao campeonato do mundo da categoria, prova que terá lugar em 2023. Ou seja, as semi-finalistas desta edição do CAN garantem o passaporte ao mundial de sub-20, em representação do continente africano.

A prova, que é composta por três grupos na primeira fase, qualifica os líderes de cada um dos grupos e melhor segundo classificado às meias-finais.

O CAN Sub-20 vai decorrer de 14 de Fevereiro a 4 de Março, na Mauritânia.

 

Eis a composição dos grupos do CAN:

Grupo A: Mauritânia, Camarões, Uganda e Moçambique

Grupo B: Burquina Faso, Tunísia, Namíbia e República Centro Africana

Grupo C: Gana, Tanzânia, Gâmbia e Marrocos

 

É já esta manhã que a selecção nacional de futebol de Sub-20, os Mambinhas, vai conhecer os adversários na fase de grupos da fase final do CAN da categoria, competição a qual se qualificou na qualidade de vencedor do torneio regional da Cosafa, ano passado.

Os Mambinhas ficarão a saber com quais, outras duas selecções, vai disputar o acesso às meias-finais da prova continental dos Sub-20, após resultado do sorteio que será realizado no início da tarde de hoje, quando forem 12H00, na sede da CAF.

Recorde-se que os Mambinhas estão escalados no pote 2 do sorteio, juntamente com o Gana, Burkina Faso e Uganda.

No pote 1 estarão as seleções da Mauritânia, anfitriã, Camarões, Tunísia e Marrocos, enquanto no pote 3 estão inseridas as formações da Tanzânia, Namíbia, República Centro Africana e Gâmbia.

O CAN de Sub-20, que se realiza na Mauritânia, qualifica os semi-finalistas para o Campeonato do Mundo da categoria, que terá lugar ainda este ano, razão pela qual Dario Monteiro procura a todo custo montar um conjunto forte que garante alegrias ao povo moçambicano.

 

Estágio dos Mambinhas agri-doce

Os Mambinhas Sub-20 realizaram recentemente dois estágios pré-competitivos em Songo e Nampula, que vai permitir o seleccionador nacional, Dário Monteiro, avaliar o estágio actual da equipa, numa altura em que faltam apenas três semanas para o início da competição, na Mauritânia.

O combinado nacional não conseguiu cumprir com todo plano inicialmente estabalecido, uma vez que viu dois jogos cancelados sine die, por razões não explicadas pela Federação Moçambicana de Futebol, nomeadamente diante dos dois representantes de Nampula no Moçambola, os Ferroviários de Nampula e Nacala.

Entretanto, os Mambinhas realizaram três jogos de controlo, tendo sido derrotados por duas vezes e conseguido um empate, em Songo.

Na primeira partida de controlo, diante da União Desportiva de Songo, os Mambinhas perderam por duas bolas a uma, voltando a perder já em Nampula, diante da selecção daquela província, por 3-1, no terceiro jogo. O único empate, sem abertura de contagem, foi diante do Bagamoio de Moatize, ainda em Songo.

Os Mambinhas regressaram na noite deste domingo à capital do país, Maputo, para um descanso, antes de voltar a se juntar para um estágio fora de portas, a caminho da Mauritânia, que pode acontecer num país ainda por identificar ou mesmo na Mauritânia, ficando a confirmação a ser dada pelo organismo que gere o futebol moçambicano, a Federação Moçambicana de Futebol.

Para já, Dário Monteiro poderá anunciar os jogadores escolhidos para a fase final do CAN da Mauritânia, entre esta e a próxima semana, depois de ter estado a treinar com quase 40 jogadores, sendo cinco deles encontrados em Nampula, durante o estágio, depois do jogo entre os Mambinhas e a selecção daquela província.

 

O Ferroviário Maputo venceu o Desportivo de Maputo, por 3-0, no clássico da capital de país e aproxima-se da dupla de líderes, Ferroviário da Beira e Black Bulls, que somaram a segunda vitória consecutiva na prova. Liga Desportiva de Maputo e Tu de Chimoio continuam sem pontuar no Moçambola 2021.

O campeonato nacional de futebol, o Moçambola 2021, vai na sua segunda jornada e as surpresas da primeira jornada não param de acontecer. Desta vez foi a Black Bulls a se destacar ao somar a segunda vitória em igual número de jogos, enquanto em sentido contrário está a Liga Desportiva de Maputo e o Textáfrica de Chimoio, que continuam sem pontuar.

Na partida mais importante da segunda jornada do Moçambola, o Ferroviário de Maputo não teve meias medidas para suplantar o Desportivo, que não teve argumentos para parar a avalanche ofensiva da turma de Daúde Razaque. Mutong, uma das joias contratadas ao Maxaquene, colocou o Ferroviário de Maputo a vencer no final dos primeiros 45 minutos, e na segunda parte foi Macha a aumentar a vantagem aos 64 minutos, antes de Kito justificar o porquê ser chamado frequentemente aos Mambas com um golaço de levantar qualquer estádio, do meio da rua, a selar a vitória e os três pontos que garantiram a “locomotiva” da capital continuar a carburar dentro dos trilhos, agora somando quatro pontos, na quarta posição, menos dois que a dupla da frente, que venceu os dois jogos até disputados.

Já a turma de Rogério Marianni continua sem vencer e depois do empate na jornadas inaugural perdeu e caiu para a zona da despromoção, estando acima apenas da Liga Desportiva de Maputo e Textáfrica de Chimoio, que ainda não pontuaram.

“TOUROS” E “LOCOMOTIVAS” DA BEIRA DIVIDEM LIDERANÇA

O Ferroviário da Beira assaltou a liderança do Moçambola após somar duas vitórias consecutivas na prova. O estreante Ferroviário de Lichinga foi a vítima nesta jornada, que mesmo jogando em casa, e a estrear o relvado sintético do estádio Municipal 1° de Maio, não conseguiu festejar no seu primeiro jogo em casa.
Sem público nas bancadas por conta da pandemia da COVID-19, o Ferroviário da Beira começou por marcar aos 40 minutos por Comissário, resultado com que foram ao intervalo.

Só na ponta final é que houve mais festa do futebol, com dois golos nos minutos finais. David fez o segundo para a turma de Akil Marcelino aos 85 minutos e três minutos foi Zacarias a reduzir, dando ainda possibilidades de chegar ao empate. É que depois da vitória na primeira jornada, nos minutos finais, pensou-se que a história iria se repetir, mas desta vez os “locomotivas” de Chiveve fecharam-se em copas e não permitiram veleidades, terminando com a vitória que garantiram os três pontos e a liderança na prova.

Uma liderança que é partilhada com a Black Bulls, que está nesta competição não só para surpreender, mas também para mostrar a sua grandeza no futebol moçambicano.

Os “touros” estrearam-se em casa com uma vitória, e a vítima foi a anterior líder da prova, a ENH de Vilankulo, que sucumbiu por duas bolas sem resposta. Ejaita foi a figura da partida ao apontar os dois golos da turma da casa, sendo o primeiro de grande penalidade, na primeira parte, e outro na segunda parte.

A Black Bulls co-lidera com o Ferroviário da Beira, com dois pontos cada um.

CAMPEÃO VENCE DE REVIRAVOLTA

Quem saiu a sorrir nesta jornada, depois da “pequena crise” que assolou a colectividade é o Costa do Sol. Na recepção ao Incomáti de Xinavane, treinada por Artur Comboio, antigo jogador dos “canarinhos”, o Costa do Sol venceu por duas bolas a uma.

Mas não foi uma vitória fácil, pese embora tenha tido várias oportunidades de marcar. Aliás, se Isac e Mário tivessem tido boa pontaria e o Joaquim, guarda-roupa da ENH não estivesse em dia sim, de certeza que o resultado seria outro. Até porque os “hidrocarbonetos” foram os primeiros a marcar, de grande penalidade, a castigar falta sobre Parkin, que foi bem cobrado por Delson, aos 18 minutos.

Mas na segunda parte, depois de várias investidas “canarinhas”, Abel e Mário deram a volta ao marcador e ofereceram os três pontos a turma de Horácio Gonçalves, para sacudir a crise interna.

A ENH perde a liderança da prova e cai para sexta posição, sendo alcançada pelo Costa do Sol, que mesmo assim está na nona posição, embora com os mesmos pontos.

FERROVIÁRIO DE NACALA ABANDONA CAUDA

Quem também sorriu foi o Ferroviário de Nacala, que nesta jornada recebeu e venceu o primodivisionário Matchedje de Mocuba a tangente.

Foi, de resto, uma partida em que as duas equipas se equilibraram em vários momentos, com o resultado a ser uma incógnita até ao final, pese embora Mayunda tenha marcado ainda aos nove minutos.

Assim, os “locomotivas” de Nacala deixam a cauda onde estavam à entrada desta jornada e passam para a terceira posição, mas ultrapassam os “militares”, que estão um lugar abaixo, com apenas um ponto alcançado na jornada inaugural.

 

LD MAPUTO E TEXTÁFRICA AINDA NÃO PONTUARAM

Nesta jornada houve uma certeza! Duas equipas continuam sem pontuar nesta jornada, nomeadamente o Textáfrica do Chimoio e Liga Desportiva de Maputo, que voltaram a perder nesta jornada.

Os “ex-muçulmanos” não tiveram forças e nem engenho para suplantar a União Desportiva de Songo.

Jogando em casa, os “hidroeléctricos” marcaram cedo, por LauKing, antes de Jonh Banda aumentar logo depois da meia hora do jogo. Mas uma má abordagem da defensiva do Songo provocou uma grande penalidade que Turras, a joia da Liga Desportiva de Maputo, tratou de marcar e reduzir a desvantagem.
Na segunda parte as duas equipas procuraram de todas formas visar a baliza adversária, mas não houve espaço e nem grandes oportunidades, terminando a partida com vitória dos vencedores da Taça de Moçambique de 2019, por duas bolas a uma.

Já os “fabris” do planalto também não tiveram forças para evitar a derrota, mesmo jogando em casa, ao serem derrotados pelo Ferroviário de Nampula, em plena Soalpo, a tangente. Caló, aos 42 minutos, marcou o único golo da partida e colocou os “locomotivas” da capital do norte a somar os primeiros pontos e subir ao oitavo lugar.

As emoções do Moçambola 2021 continua no próximo final de semana com a disputar da terceira jornada.

 

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