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O País – A verdade como notícia

A quarta jornada do Moçambola 2021 terá três jogos de destaque, com Black Bulls vs Ferroviário de Maputo a ser o mais importante e de teste de liderança para os “touros”, enquanto o embate entre Costa do Sol e ENH de Vilankulo será de fogo, com as duas equipas empatadas em pontos. Outro jogo de destaque será entre Desportivo Maputo e Liga Desportiva de Maputo.

É já amanhã que começa a ser disputada a quarta jornada do Moçambola 2021, com dois jogos de destaque e de grande importância.

Em Tchumene joga-se pela liderança da prova, com os donos da casa, a Black Bulls, a ir para prova de fogo, aliás, de liderança. Era a oportunidade que a turma de Hélder Duarte precisava para provar que, efectivamente, não está no Moçambola para passear, mas também para disputar a prova, um dos objectivos da colectividade quando conquistou a região sul da divisão de honra.

Aliás, a liderança da Black Bulls é prova disso, já que em três jogos disputados somou igual número de vitórias e conta com nove pontos.

Mas o Ferroviário de Maputo parece estar a se dar bem fora de portas do que em sua própria casa, tendo em conta que no Estádio da Machava somou dois empates e quando jogou fora venceu. A resposta à questão: como será desta vez (?) será dada ao final dos 90 minutos deste sábado, no campo número dois do Matola Stadium, onde Black Bulls e Ferroviário de Maputo defrontam-se.

No que aos confrontos entre as duas colectividades, o destaque vai para o embate ocorrido numa das eliminatórias da Taça de Moçambique de 2019, quando os “locomotivas” da capital atropelaram os “touros”, com vitória a tangente no conjunto das duas mãos, uma vez que empataram sem abertura de contagem, no Campo da Afrin, onde a Black bulls realizava seus jogos, e vitória por 2-1, no jogo de volta, no Estádio da Machava.

Num campo neutro e com um tapete relvado de luxo, o resultado será incógnito até ao seu final.

Na outra partida de destaque neste sábado vai envolver o Desportivo Maputo e a Liga desportiva de Maputo. Apesar do jogo ser dos “alvi-negros”, o palco será o campo de Hanhane, onde realiza seus jogos. Ou seja, a Liga Desportiva de Maputo será visitante em seu próprio campo.

Nos 14 jogos disputados entre as duas equipas a Liga Desportiva leva vantagem, já que venceu outo jogos e perdeu apenas dois, empatando outros quatro jogos. Mas esta vantagem é apenas virtual, se olharmos para o desempenho das duas equipas nesta edição. Os “alvi-negros” até pareciam estar num bom caminho, empatando nas duas partidas realizadas fora de portas, a última delas diante da União Desportiva de Songo.

Mas a vitória da Liga Desportiva na última jornada dá um alento muito importante para Aly Hassane, que assim quer voltar a vencer, num campo que bem conhece, já que é lá onde treina.

Até porque em 2019, os dois conjuntos defrontaram-se no mesmo palco, o campo da Liga Desportiva de Maputo, onde primeiro foram os “alvi-negros” a vencerem, na primeira volta, por 3-2, tendo os donos da casa dado o troco na segunda volta, num jogo de loucos que terminou com 5-4 e que salvou a Liga Desportiva de Maputo de descer de divisão.

“CANARINHOS” E “HIDROCARBONETOS” EM CHOQUE

No domingo, o ninho do canário será palco de um embate entre equipas que tem sido rivais nos seus jogos. Costa do Sol e ENH de Vilankulo tem estado a protagonizar jogos escaldantes quando se encontram. Prova disso são os resultados que se registaram em 2019, com os “hidrocarbonetos” a vencerem em casa e os “canarinhos” a darem o troco em Maputo.

O equilíbrio é a nota dominante entre os embates realizados, mas desta vez com a o destaque para o regresso de Victor Mayamba ao ninho, onde foi treinador adjunto.

Quando faltam quatro dias para a partida dos Mambinhas sub-20 a Mauritânia, onde de 14 de Fevereiro a 4 de Março próximos disputam a fase final do Campeonato Africano das Nações, CAN da categoria, Dário Monteiro anuncia os 25 jogadores que farão parte da convocatória final.

O acto do anúncio terá lugar esta sexta-feira, no auditório Ferdinand Wilson, na Casa do Futebol, pela 15H00, depois do jogo-treino que o combinado nacional terá, naquela que será o último teste antes da partida.

Como forma de evitar contratempos de última hora, como lesões e infecções da pandemia do novo coronavírus, Feizal Sidat anunciou que o combinado nacional será composta por 25 atletas, contrariamente aos 21 que a Confederação Africana de Futebol (CAF) assume como sendo da sua responsabilidade em termos de custos de logística.

Os Mambinhas disputam a sua primeira fase final de um CAN, feito conseguido após a conquista do Torneio Cosafa, no ano passado, e partem confiantes em obter bons resultados que garantam a passagem às meias-finais, e consequente qualificação ao mundial da categoria, que terá lugar em 2022.

Entretanto, os jogadores, equipa técnica, médica, dirigentes e toda delegação dos Mambinhas que domingo parte para o CAN da Mauritânia foram submetidos esta quinta-feira a testes de covid-19, sendo que os resultados serão conhecidos amanhã, sábado.

Para já, Dário Monteiro trabalha com 28 jogadores, sendo que três deles vão ficar por terra, o mesmo que vai acontecer com o internacional moçambicano Geny Catamo, que era uma das armas com que Dário Monteiro contava para atacar esta competição.

O extremo esquerdo estará ausente porque a sua equipa, o Sporting, não autorizou a sua saída para disputar esta competição africana de sub-20.

O anúncio da não cedência do internacional moçambicano foi feito através de um comunicado enviado à Federação Moçambicana de Futebol (FMF), que refere que: “Não nos é possível dispensar o Geny Catamo no intervalo solicitado, uma vez que o mesmo se encontra integrado na nossa estrutura profissional, que estará em atividade no respetivo período e com competições oficiais, visto não se tratar de uma data FIFA. Aproveitamos para vos desejar os maiores sucessos para o CAN-202”.

Em Março de 2020 a Confederação Africana de Futebol, CAF, tinha chumbado o Estádio Nacional de Zimpeto para jogos internacionais, nomeadamente dos clubes e da selecção nacional, por não reunir padrões exigidos internacionalmente. Na altura, a CAF emitiu um comunicado com todos os pontos que deviam ser mexidos, ou seja, melhorados no Estádio Nacional de Zimpeto, sob pena dos Mambas não receberem seus adversários em solo pátrio.

A Secretaria de Estado do Desporto em coordenação com o Fundo de Promoção Desportiva e a Federação Moçambicana, arrancaram com as obras e a CAF atenuou as exigências, o que fez com que os Mambas recebessem os Camarões, em Novembro passado, para a quarta jornada de qualificação ao CAN, como medida excepcional.

Entretanto, nada está, ou estava, bem no Estádio Nacional de Zimpeto. A CAF quer que todos os pontos de melhoria do estádio sejam resolvidos e já emitiu um prazo para entrega do relatório, antes da próxima inspecção.

Assim, a Federação Moçambicana de Futebol tem até esta sexta-feira para entregar o seu relatório descritivo, com evidências fotografadas e vídeos de todos sectores do estádio, espelhando os desenvolvimentos actuais, em termos de cumprimento dos requisitos estabelecidos para jogos internacionais, segundo refere o comunicado do próprio organismo que tutela o futebol moçambicano.

Em caso de falhar na data da entrega do relatório à Confederação Africana de Futebol, a FMF incorre a encargos financeiros elevados, assim como a outras sanções previstas no respectivo regulamento de competições da CAF.

É neste âmbito que a Federação Moçambicana de Futebol esteve durante todo dia desta quinta-feira a realizar uma inspecção interna ao Estádio Nacional do Zimpeto, por forma a verificar o grau de cumprimento das mexidas feitas pelo empreiteiro responsável pelas obras, para depois emitir o relatório a fornecer a Confederação Africana de Futebol.

De acordo com o comunicado da Federação Moçambicana de Futebol, a CAF enfatiza a importância das infra-estruturas desportivas no desenvolvimento do futebol e, por conseguinte, a implementação rigorosa dos regulamentos.

Recorde-se que para além dos Mambas, o Costa do Sol realizou o seu jogo da eliminatória de acesso à fase de grupos da Liga dos Campeões africanos, diante do Platinum do Zimbabwe, no Estádio Nacional do Zimpeto.

Em caso de voltar a falhar nos requisitos estabelecidos pela CAF, o Estádio Nacional do Zimpeto poderá ser interdito para acolher jogos internacionais, o que poderá prejudicar os Mambas, que em Março próximo tem cartada decisiva na luta pela fase final do Campeonato Africano das Nações, CAN, que terá lugar nos Camarões, em Janeiro de 2022, quando receber a sua congénere de Cabo Verde, em partida da última jornada do grupo K de qualificação.

Antes desse embate, os Mambas terão que disputar um jogo no Ruanda, para a quinta jornada, com a vitória a ser o resultado mais adequado ao conjunto nacional nesta disputa, onde os Camarões já estão apurados por serem os anfitriões do CAN.

A Nigéria, único representante africano na prova, está inserida no grupo “B” do Torneio Olímpico de Basquetebol feminino Tóquio-2020 juntamente com os EUA, Japão e França, segundo ditou o sorteio realizado terça-feira, na Suíça.

As bicampeãs africanas estreiam-se na competição a 27 de Julho diante dos EUA, campeã olímpica. A duas formações defrontaram-se, em Fevereiro do ano passado, no torneio pré-olímpico realizado na Servia, tendo as americanas vencido por 76-71.

Já no dia 30, a Nigéria mede forças com a França, uma das potências do basquetebol europeu. As “The Tigress” fecham a sua participação na fase de grupos no dia 2 de Agosto diante do Japão.

No grupo “A”, estão inseridas as selecções nacionais da Coreia do Sul, Sérvia, Canadá e Espanha. Já no grupo C, temos a Austrália, Bélgica, Porto Rico e China.

As 12 equipas qualificaram-se, em Fevereiro do ano passado, para os Jogos Olímpicos Tóquio 2020 por meio dos quatro torneios de apuramento da FIBA realizados na Bélgica, França e Sérvia.

Em ambos os torneios, um novo sistema de competição foi implementado para Tóquio. A fase de grupos será composta por três grupos de quatro equipas cada. As equipas classificadas em primeiro e segundo lugares em cada grupo, e as duas melhores equipas terceiras colocadas, apuram-se para a fase final.

Essas mudanças foram feitas no sistema de competição para trazer interesse adicional a todos os jogos da fase de grupos e reduzir a carga de trabalho do jogador. Para conquistar o ouro olímpico, uma equipe precisa disputar seis jogos, em vez de oito, como acontecia em torneios olímpicos anteriores. Para mais informações, clique aqui.

Durante o sorteio, o secretário-geral da FIBA, Andreas Zagklis, disse: “Estamos ansiosos para desfrutar dos melhores jogadores de basquetebol do mundo actuando em Julho na capital do Japão. A FIBA está confiante na entrega tranquila dos Torneios Olímpicos de Basquetebol com base na estreita parceria com o IOC e TOCOG, bem como por conta própria, comprovada capacidade operacional durante os últimos sete meses. Em Outubro e Novembro passados, ​​a FIBA e seus escritórios regionais conseguiram ter nada menos que 114 selecções masculinas e femininas viajando internacionalmente e jogando com segurança em biossegurança”, destacou.

As internacionais basquetebolistas moçambicanas Hulda Joaquim, Delma Zita e Madina Camara iniciaram, no passado dia 27 de Janeiro, a sua aventura pelo basquetebol colegial norte-americano, precisamente no Seward County Community College. Nos dois jogos até então realizados, as basquetebolistas saíram-se vitoriosas pelas Lady Saints.

No primeiro jogo, no qual o Seward County Community College venceu o Allen Community College por 95-39, Hulda Joaquim entrou no cinco inicial, tendo contabilizado seis pontos, três ressaltos (dois ofensivos e um defensivo) e igual número de assistências e roubos de bola em 15 minutos na quadra. A poste teve um registo de 3-6 nos lançamentos de campo e 0-1 nos tiros exteriores.

Já a compatriota Madina Camara contabilizou seis pontos, três ressaltos (dois ofensivos e um defensivo), uma assistência e roubo de bola nos 13 minutos em que permaneceu na quadra.  Os seus “targets” foram: 3-10 nos lançamentos de campo e 0-4 nos tiros exteriores (0% de aproveitamento).

Por sua vez, a base Delma Zita teve 14 minutos na quadra, sendo que no final da partida apresentou a seguinte estatística: dois pontos e igual número de ressaltos, seis assistências, dois roubos de bola e três “turnovers”.

Sierra Morrow foi a melhor cestinha do conjunto as moçambicanas com 18 pontos, tendo sido secundada por Zana Thompson com 17.

Três dias depois, ou seja, a 30 de Janeiro, Hulda Joaquim voltou a estar no cinco inicial na partida em que o Seward County Community College derrotou o Cowley College, por 93-81.

A vice-campeã africana de sub-18, em 2018, contabilizou dois pontos, oito ressaltos (quatro ofensivos e igual número defensivos) e três perdas de bola. Nesta partida, Delma Zita teve o registo de dois pontos, cinco ressaltos (três defensivos e dois ofensivos) e igual número de assistências em 14 minutos na quadra.

Já Madina Camara arrancou nove pontos, quatro ressaltos e um roubo de bola em dez minutos na quadra. Quatro em cinco nos lançamentos de campo e 1-1 nos tiros exteriores são os números apresentados por esta atleta formada no Desportivo Maputo e, depois, transferida para o Ferroviário.

As basquetebolistas moçambicanas voltam a entrar em cena na sexta-feira, 6 de Fevereiro, diante do Coffeyville Community College. Segue-se, a 10 de Fevereiro, o Neosho County Community College.

Lembre-se que Delma Zita fez parte da selecção nacional de basquetebol sénior feminino que, em 2019, em Dakar, Senegal, terminou na quarta posição no “Afrobasket”.   Conta com dois títulos continentais de clubes conquistados ao serviço do Ferroviário de Maputo: 2018, em Maputo, e 2019, no Cairo, Egipto.

Zita fez ainda parte do cinco que disputou, em 2017, os Jogos da Commonwealth, em Gold Coast, na Austrália.

Já Hulda Joaquim disputou, em 2018, o Mundial de basquetebol sub-20, na Tailândia. Ano passado, no Campeonato do Mundo, Hulda teve registo de 5.7 pontos, 8.0 ressaltos e 0.7 assistências por jogo.

Com passagens pelas selecções de formação, Madina Camara conquistou a medalha de prata no “Afrobasket” sub-18 disputado em 2016, no Cairo, Egipto. Teve, nessa competição, média de 7, 3 pontos, 4, 5 ressaltos e 1, 8 assistências.

As emoções do Moçambola 2021 não param na Stv Notícias HD. Sábado, às 15h30, os telespectadores poderão acompanhar neste canal, e em alta definição, o duelo Associação Black Bulls vs Ferroviário de Maputo, inserido na 4.ª jornada do campeonato nacional.

Esta será uma partida interessante de seguir, até porque os “touros” procuram vencer para se manterem na liderança isolada da prova.

De resto, o conjunto de Hélder Duarte pretende manter o seu ciclo vitorioso na competição, impondo a primeira derrota ao Ferroviário de Maputo.

Crónico candidato ao título, o Ferroviário de Maputo pisca os olhos a segunda vitória na competição, depois de ter empatado a zero com o seu homónimo de Nacala na última jornada.

Neste desafio, de resto, a equipa de Daúde Razak dominou, criou algumas oportunidades de golo mas pecou na finalização.

Já no domingo, a Stv Notícias HD transmite, às 15h30, a partida entre o Costa do Sol e ENH de Vilankulo, desafio agendado para o relvado sintético dos “canarinhos”.

Tanto o Costa do Sol, campeão nacional, quanto a ENH de Vilankulo perseguem a terceira vitória no campeonato nacional de futebol.

Os “canarinhos” alcançaram, na 3.ª jornada, um triunfo diante do Ferroviário de Nampula (0-1) em pleno Estádio 25 de Junho, terreno tradicionalmente difícil. O possante togolês Abu, aos 64 minutos, foi o autor do golo solitário do Costa do Sol.

Este resultado coloca a equipa de Horácio Gonçalves na 5.ª posição com seis pontos, os mesmos que Incomáti de Xinavane, ENH de Vilankulo e Ferroviário da Beira.

Os “hidrocarbonetos” golearam, em casa, o Textáfrica de Chimoio por 3-0 com golos apontados por 1-0 Walter, Victor e Jafete.

Este é um jogo especial para Victor Manyamba, treinador da ENH, até porque irá reencontrar a sua antiga equipa. Aliás, a sua saída desta colectividade não foi de todo pacífica tendo as partes se esmerado em esgrimir argumentos para provar quem tinha razão no processo.

Seja como for, espera-se que as duas equipas proporcionem um bom espectáculo aos amantes do futebol moçambicano.

É a primeira “chicotada psicológica” no Moçambola-2021. Amide Tarmamade já não é treinador do Textáfrica de Chimoio, em resultado dos maus resultados acumulados pelos “fabris do planalto” nas três primeiras jornadas do campeonato nacional de futebol. O Textáfrica de Chimoio somou três derrotas em igual número de jogos, situação que levou os adeptos do primeiro campeão nacional a ameaçarem o jovem treinador.

Aliás, em entrevista ao canal “RM Desporto”, Tarmamade não só deu a conhecer a sua saída do clube como também acusou dirigentes e jogadores de terem inviabilizado o seu trabalho e projecto no clube.

“Devo afirmar que reuni-me com o presidente Acácio Gonçalves e chegamos à conclusão que já não havia condições para continuar. Desde a semana passada, em que o meu colega de demitiu, já vinha com isso na cabeça”, afirmou Amide Tarmamade ao “RM Desporto”.

Amide Tarmamade foi anunciado novo treinador do Textáfrica de Chimoio a 22 de Setembro de 2020, tendo como adjunto Gervásio Mavume, mais conhecido por Caló.  O projecto passava por assegurar a manutenção do Textáfrica no primeiro escalão do futebol moçambicano assim como potenciar jovens atletas.

Na altura, o clube era dirigido por Joaquim Todo (Quinito Júnior) que viria a abandonar o cargo de forma conturbada devido a pressão exercida por alguns sócios e adeptos. Seguiu-se Acácio Gonçalves como presidente da agremiação, mas a paz nunca chegou a morar lá no “planalto de Manica” com o clube a viver momentos de incerteza quanto a participação no campeonato nacional e sucessivas crises financeiras.

Amide Tarmamade fala de um ambiente de crispação no histórico clube: “Na conversa com o presidente, chegamos à conclusão que não havia condições para continuar. A minha integridade física estava em causa por força da pressão que estava a ser feita e, sozinho, não estava em condições de aguentar”, contou.

Tarmamade acresceu: “Antes de reunir com o presidente, recebi ameaças durante a manhã. Recebi mensagens ameaçadoras que diziam que se não largasse o Textáfrica iria ter consequências graves. É triste. Sou muito jovem e não quero sair daqui sem um olho por causa do clube. Reflecti muito e decidi abandonar o clube”, lamentou Amide Tarmamade.

E, na hora da saída, Amide Tarmamade apontou nomes: “ Vidal, Chiganda, Magaba e Custódio Parruque são as pessoas que estão a fomentar esses problemas no seio do grupo. Isso vai prejudicar muito o clube. Estou de saída e um dia vão-se recordar de mim. Dentro do Textáfrica há muito sabotadores”, acusou o técnico em entrevista ao “RM Desporto”.

Feitas as contas, o Textáfrica de Chimoio soma três derrotas em igual número de jogos no campeonato nacional de futebol. Os “fabris do planalto” arrancaram a prova com uma derrota diante do Incomáti por 3-0. Na segunda jornada, perderam em pleno campo da Soalpo com o Ferroviário de Nampula por 1-0.

Na jornada 3, nova derrota pelos mesmo número! Caíram aos pés do ENH de Vilankulo, adversário com o qual perderam por 3-0.

Os “fabris do planalto” contabilizam sete golos sofridos e nenhum marcado em três jornadas do Moçambola 2021.

A internacional basquetebolista moçambicana esteve em destaque em Janeiro, arrancado três duplo-duplos nos duelos em que o Northwest Florida State venceu o Indian River State (64-59), DME Academy (73-42) e Santa Fe College (85-31).

Três jogos, estrondosas exibições. Três jogos, três duplo-duplos! “Targets” mais do que suficientes para Chanaya Pinto, estudante do segundo ano do Northwest Florida State College, ser eleita a jogadora da semana de basquetebol feminino do FSCAA / Região VIII.

Com 22 pontos e 14 ressaltos (double-double), a talentosa basquetebolista moçambicana liderou, a 30 de Janeiro, o Northwest Florida State na vitória diante do Indian River State College por 64-59.

Em 38 minutos na quadra, a internacional basquetebolista moçambicana contabilizou ainda cinco assistências e dois roubos de bola.

Os seus targets apontam ainda para em 9 em 16 nos lançamentos de campo, 0 em 1 nos tiros exteriores e 4 em 6 na linha de lances livres.

Neste embate, Chanaya Pinto foi secundada por Inès Piper que contabilizou 14 pontos em 38 minutos na quadra.

Recuando, há registo de mais um duplo-duplo arrancado pela “rookie” do “Afrobasket” 2019, em Dakar, Senegal.

A 30 de Janeiro, Chanaya Pinto arrancou um duplo-duplo (17 pontos e 10 ressaltos) na vitória do Northwest Florida State College frente ao DME Academy, por 73-42.

Em 22 minutos na quadra, Pinto obteve o registo de 6 em 13 lançamentos de campo, 0 em 1 nos tiros exteriores, 5 em oito na linha de lances livres e uma assistência.

Shelbee Brown também esteve em destaque, nesta partida, com 18 pontos e dez ressaltos em 20 minutos na quadra.

No dia 23 do mesmo mês, a irmã da também basquetebolista Carla Pinto obteve igualmente um registo de um duplo-duplo (15 pontos e 12 ressaltos) no jogo em que Northwest Florida State College venceu o Santa Fe College, por 85-31.

A “número 10” do Northwest Florida State College apresentou-se, nesta partida, com 7 em 11 lançamentos de campo, 1 m 2 nos tiros exteriores, três ressaltos ofensivos e nove defensivos, três assistências e igual número de roubos de bola.

Pinto teve uma média de 18 pontos e 11 ressaltos em 23 minutos na quadra. Pinto também registou cinco assistências e quatro roubos de bola durante a semana.

Esta é a segunda vez que Pinto é eleita Jogador da Semana da Região VIII, após sua escolha a 11 de Fevereiro da última temporada.

Está é a última semana de preparação dos Mambinhas em solo pátrio, antes da partida para Mauritânia, domingo, onde vai disputar o Campeonato Africano das Nações da categoria. Ao todo foram três estágios realizados, no Songo, Nampula e província de Maputo, onde defrontaram adversários de primeira linha do nosso futebol, dentre eles a União Desportiva de Songo, o Ferroviário de Nacala, e mais recentemente o Matchedje de Maputo, único adversário que os rapazes de Dário Monteiro lograram vencer.

Os restantes embates perderam, com os “hidroeléctricos”, “locomotivas” de Nacala e com a selecção de Nampula, mas também lograram empatar com Bagamoio de Moatize.

Ainda assim, os jogadores consideram que o estágio foi positivo, tendo em conta que a estratégia do técnico foi assimilada nesse período. Alberto Alface diz que o importante era unir o grupo e formar um conjunto mais forte e “agora somos todos uma família e estamos a trabalhar para alcançar os nossos objectivos”.

Mesma avaliação foi feita por Simon Cipriano, que considerou um estágio positivo, pois “conseguimos assimilar tudo aquilo que o mister nos deu como treinos e também a experiência que ele nos transmitiu, conseguimos aprender”.

INTEGRAÇÃO POSITIVA DOS JOGADORES NOVOS

No estágio efectuado nas três províncias do país, Dário Monteiro já pode contar com os jogadores que actuam fora de portas, nomeadamente em Portugal e Espanha, com destaque para Pablo Bechardas, Raimundo Duarte, Muhammad Zidane, Sheizel Ismael e Gianluca Lorenzoni, que emprestaram outra dinâmica ao conjunto, para além de outros cinco jogadores que foram descobertos no embate diante da selecção de Nampula, jogadores que foram bem recebidos e que já se sentem integrados.

Exemplo disso é Ivan Mário que considera que foram bem recebidos pelos restantes jogadores. “Nos receberam bem e nos sentimos acarinhados. Estamos enquadrados e agora estamos a trabalhar para ajudar a selecção a alcançar os seus objectivos”, disse Ivan, tendo sido secundado por outros jogadores.

Dércio, uma dos esteios desta formação desde o torneio Cosafa, diz que a integração dos novos jogadores foi fácil, até porque “eles chegaram e se integraram bem e estão a responder positivamente nos treinos. Estão a se esforçar nos treinos e são jogadores com quais podemos contar. Acho que são bem-vindos”, disse Dércio que teve Simon Cipriano como seu secundante.

“ADVERSÁRIOS SÃO PARA RESPEITAR, MAS QUEREMOS VENCER”

Com o Campeonato Africano das Nações de sub-20 a aproximar, e com os adversários da primeira fase conhecidos, os jogadores já estão a estudar cada um deles, com ajuda dos treinadores, mas assumem que vão enfrentar dificuldades, sem no entanto descurar do objectivo traçado.

“Estamos a trabalhar em função do primeiro adversário. Já sabemos como eles jogam e sabemos que não será fácil. Mas nós queremos entrar para vencer todos os jogos e trazer o título africano e dar alegrias ao povo moçambicano”, disse Dércio.

Já Simon Cipriano considera que o importante é entrar na competição com muita determinação e saber encarrar os adversários com respeito, mas sem temer. “Vamos trabalhar para enfrentar cada adversário jogo a jogo. Conhecemos um pouco os adversários, mas o nosso objectivo não mudou. Queremos passar a primeira fase e conquistar o troféu”, disse Cipriano.

Actualmente Dário Monteiro trabalha com 28 jogadores, dos quais três vão ficar por terra, seguindo 25 jogadores à fase final do CAN da Mauritânia, depois do anúncio da convocatória final a ser feita ainda esta semana.

Esta quarta-feira os Mambinhas realizam jogo-treino com Costa do Sol, no campo dos “canarinhos”, pelas 19H00, para ensaiar a luz artificial, para depois defrontar um outro adversário ainda por identificar, na sexta-feira.

A partida para Mauritânia está marcada para domingo, com escala em Lisboa, Portugal, e Casablanca, em Marrocos, antes de chegar a Nouakchott, capital mauritana, onde vai disputar o CAN da categoria, que decorre de 14 de Fevereiro a 4 de Março próximos.

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