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O País – A verdade como notícia

Moçambique e Uganda protagonizavam o jogo de estreia numa fase final do CAN de sub-20 e a expectativa era de saber qual das duas selecções estaria em melhores de condições de sair sorridente, ou seja, qual das duas estaria menos nervosa nesta estreia.

Dário Monteiro montou uma equipa que tinha muitas surpresas, olhando para o conjunto que disputou o torneio regional da Cosafa. A começar pela baliza, onde Kimiss Zavala, que só chegou a Mauritânia no domingo, devido a um primeiro teste positivo para Covid-19, perdeu o lugar para Simone. Mas outros jogadores, como Eduardo e Dércio, eu eram jogadores de primeira linha na Cosafa, nesta arranque do CAN estiveram no banco.

Para além de Simone, o seleccionador nacional promoveu ainda a entrada de jogadores como Pablo Bechardas, Keyns e Dias, com objectivo de ar mais consistência a equipa.

Só que os acontecimentos dentro do campo mostraram que os Mambinhas entraram mais nervosos e apáticos, sem conseguirem se encontrar dentro do campo, ou seja, sem coordenação entre os três sectores, defesa, meio campo e ataque.

Do lado contrário os ugandeses estavam mais a vontade e a jogar um futebol que contrariava as pretensões dos Mambinhas, que não tinham reacção as perigosas investidas do seu adversário.

Na primeira parte, a Uganda é que dispôs das melhores ocasiões de marcar, com Kakooza, o camisola 20, a ser o mais perigoso. Aliás, este jogador teve duas grandes ocasiões de marcar, sendo que numa delas o guarda-redes Simone foi obrigado a uma grande defesa, para canto.

Ainda assim os Mambinhas aguentava-se dentro das quatro linhas e chegaram ao intervalo com o nulo a prevalecer.

GOLOS CONSENTIDOS DO QUE CONSEGUIDOS

A história do jogo tinha a mesma direcção na segunda parte, ou seja, a baliza de Simone, com investidas perigosas dos ugandeses.

E com a pressão que era exercida, os moçambicanos foram cometendo erros graves que ditaram o rumo dos acontecimentos.

Primeiro foi Aylton, dentro da área, a tocar a bola com a mão, quando a tinha sob controlo, depois de um cruzamento da esquerda. O árbitro viu e assinalou para a marca da grande penalidade, bem convertida por Kakooza, que atirou para um lado e Simone para outro lado, a abrir o marcador.

O combinado nacional não encontrava espaço de reacção e consentia muitos espaços, principalmente na defensiva. As poucas vezes que ensaiava jogadas vistosas, não conseguia estremecer a defensiva adversária.

A Uganda aproveitou os erros da selecção moçambicana e uma dessas falhas defensiva ampliou o marcador por Steven, aos 86 minutos, que aproveitou um mau alívio da defesa, para fuzilar para 2-0, sentenciando a primeira derrota dos Mambinhas no CAN de sub-20.

Uma entrada em falso do combinado nacional, que ainda assim tem mais duas oportunidades de reverter o cenário e procurar a passagem à fase seguinte, ou pelo menos, sair com dignidade desta competição africana de sub-20.

Na quarta-feira, quando forem 21H00, os Mambinhas voltam a jogar, desta feita diante da Mauritânia.

CAMARÕES VENCE MAURITÂNIA NO ARRANQUE DA PROVA

Na abertura deste CAN de sub-20, a selecção dos Camarões derrotou a anfitriã Mauritânia, por 1-0, no encontro que teve lugar domingo, e que serviu de pontapé de saída d a competição.

As duas equipas, com jogadores possantes, diga-se, equilibraram-se durante quase toda primeira parte, com os Camarões e se superiorizar já na etapa final da primeira parte e em quase toda segunda parte, chegando a marcar o único da partida aos 81 minutos, por intermédio de Sunday Jang Júnior, a ser o autor do primeiro golo da prova.

Os Camarões, tal como Uganda, partem com vantagem para o jogo da segunda jornada, que curiosamente jogam juntos, enquanto os dois últimos classificados, Mauritânia e Moçambique, também jogam entre si.

Jogadores, equipa técnica, dirigentes e elementos de apoio do Desportivo Maputo foram esta quinta-feira submetidos a teste de despiste da COVID-19, no âmbito da solicitação de relaxamento da medida de suspensão do Moçambola e treinos das equipas que participam na prova.

11 de Fevereiro de 2021. Pavilhão anexo do Desportivo Maputo. Ponto de partida de um aturado processo que vai ditar o futuro do futebol moçambicano: testes PCR.

Feitas as contas, 44 elementos dentre jogadores, equipa técnica, dirigentes e pessoal de apoio do Desportivo Maputo despistaram a COVID-19, num acto que visa acima de tudo salvaguardar a saúde pública.

Mais: criar todas as condições sanitárias para que o campeonato nacional de futebol, caso assim entenda o Chefe de Estado, decorra sem sobressaltos depois de ter sido interrompido por não cumprimento do protocolo definido pelas autoridades internacionais e nacionais para retoma segura do futebol.

“A nossa expectativa é que saiam daqui resultados positivos. Resultados positivos no sentido de que não tenhamos casos. Mas, se for o caso, nós vamos naturalmente criar tomar todas medidas para que estes casos não se alastrem”, disse Ângelo Matinene, membro da Comissão de Gestão do Desportivo Maputo.

A fonte disse ainda que, desde o momento em que o clube foi sinalizado para que se fizessem os testes de despiste da COVID-19, a direcção tratou de avisar todos elementos ligados à equipa de futebol para colaborarem com o Governo e autoridades de saúde.

“De facto, o Desportivo Maputo é o primeiro clube a fazer os testes da COVID-19, o que mostra a nossa preocupação com a saúde pública. Queremos colaborar para a retoma segura do campeonato”, frisou.

Conduzidos pelo Instituto Nacional de Saúde, os resultados dos testes em massa aos clubes do campeonato nacional de futebol, interrompido na 4ª jornada, são determinantes para a retoma dos treinos e da própria competição.

“Esta medida, como se pode constatar, tem como objectivo aferir in loco quais são, de facto, a situação dos clubes do Moçambola que é para a partir daqui submetermos os resultados a sua excelência o Presidente da República, Filipe Nyusi”, explicou o Director Nacional de Desporto de Alto Rendimento, Francisco da Conceição.

A expectativa, claramente, é de que os resultados das amostras deem claros indicativos de que o futebol não constitui um campo de propagação da COVID-19.

“Estamos, a todo custo, a tentar fazer com que tudo aconteça dentro dos prazos pré-estabelecidos de modo a possamos ter respostas o mais rápido possível que o mais rápido possível que possam servir de modelo do processo decisório para esta situação. Portanto, estamos satisfeitos com o processo. O Desportivo Maputo está em massa com todos elementos da lista que solicitamos”, notou.

O teste de despiste da COVID-19 foi a condição imposta pelas autoridades para se estudar um possível relaxamento das medidas de suspensão do Moçambola e dos treinos das equipas que corporizam a prova mor do futebol moçambicano.

O seleccionador nacional de futebol sub-20, Dário Monteiro, acredita que os Mambinhas estarão em boas condições para jogarem de igual para igual com o Uganda, na segunda-feira, na estreia no Campeonato Africano da Nações da categoria.

Nem mesmo a viagem desgastante com escalas na África do Sul, Qatar e Marrocos impediram os Mambinhas de testarem, esta quarta-feira, o piso sintético do Estádio Olímpico de Nouakchott, na capital da Mauritânia.

Dário Monteiro lamenta o desgaste da viagem, mas está confiante numa boa prestação na segunda-feira, diante do Uganda. “Viajamos, chegamos de madrugada e é complicado começarmos a preparar os jogos nestas circunstâncias, por isso só fizemos um treino de adaptação ao campo de faremos dois dos jogos da fase de grupos e esperamos que na segunda-feira estejamos em condições de podermos competir de igual para igual com Uganda”, disse Monteiro, no primeiro treino de regeneração física e ambientação ao clima de Nouakchott.

Aliás, os jogadores não tem reclamações em relação ao piso do relvado, conquanto já treinavam no sintético há bastante tempo. Mas o clima, esse, tem sido o grande calcanhar de aquiles dos jogadores. “A temperatura tem estado a fazer muito calor, mas que é positivo e o problema agora é só poeira e areia que dificultam a respiração, mas do resto é um bom campo”, disse Gianluca, que foi secundado por Gaby, que fala de dificuldades de respiração. “Senti um bocadinho de dificuldades na respiração por causa do clima seco e muita poeira que há, mas do resto foi um bom começo”, disse Gaby.

Já Keys, outro Mambinha que está na Mauritânia, é confiante na obtenção dos objectivos traçados. “Nós esperamos e gostaríamos de ter bons resultados e de alcançar os resultados que temos estado a traçar desde que soubemos que fomos qualificados para este CAN”, disse. Para este futuro Mamba “a partir de agora é só batalharmos e acreditarmos e rezarmos e irmos para frente”.

Quanto ao boletim clinico da selecção nacional de futebol sub-20, este é limpinho, segundo garantias do médico do grupo, Mussá Calú, que destaca os testes de despiste da Covid-19 realizados em Marrocos. “O teste do Coronavírus que nós efectuamos em Marrocos resultou em negativo para toda delegação moçambicana. Neste momento estamos a intensificar as medidas de prevenção para que continuemos todos negativos”, mostrou-se satisfeito o médico.

A estreia dos Mambinhas no CAN-2021 é na segunda-feira diante do Uganda, vencedor do torneio CECAFA, às 13horas locais, 15horas de Moçambique.

A selecção nacional de futebol, os Mambas, inicia próxima semana um estágio interno com jogadores que actuam no  Moçambola 2021, para colmatar a paragem do campeonato nacional. Dominguez será o grande ausente da convocatória que será anunciada esta sexta-feira

Com o Moçambola suspenso pelo decreto do Governo, como medida de prevenção da Covid-19, o seleccionador nacional procurou outras formas de colmatar esta paragem e optou pelo estágio interno, com jogadores que actuam em equipas do campeonato nacional, para que não percam o ritmo competitivo, depois de terem estado em competição por quatro jornadas.

Mas nem todos estarão neste estágio interno e a grande baixa é do capitão Dominguez.

Dominguez está sem clube desde Junho do ano passado, depois de não ter renovado seu contrato com o BidVest da África do Sul, e de lá para cá não está a representar nenhum clube. Uma situação que vai deixar o internacional moçambicano de fora da convocatória dos Mambas, que iniciam próxima semana o estágio, com vista a dupla jornada de qualificação ao CAN dos Camarões.

O seleccionador nacional, Luís Gonçalves, vai divulgar, esta sexta-feira, em comunicado, os 32 jogadores que actuam em clubes do campeonato nacional, que farão parte do referido estágio.

Sem Dominguez, a convocatória não vai fugir muito daquele que foi feita para o estágio em Portugal, em Setembro do ano passado, quando os Mambas preparavam o duplo confronto com os Camarões, para a terceira e quarta jornadas da fase de grupos.

Os Mambas terão o jogo da quinta jornada em Kigali, diante do Ruanda, a 23 de Março, fechando a fase de grupos no Estádio Nacional do Zimpeto, diante do Cabo Verde, a 30 do mesmo mês.

O seleccionador nacional está confiante numa boa prestação dos Mambas nos dois jogos e na qualificação ao CAN dos Camarões, em Janeiro de 2022. Luís Gonçalves reitera que enquanto for seleccionador nacional, juntamente com a sua equipa t]ecnica, “tudo faremos, o que estiver ao nosso alcance, para podermos dar esta alegria (de qualificação ao CAN) ao povo moçambicano”.

Gonçalves reconhece que os Mambas tem qualidade e só depende de si, embora qualquer das selecções do grupo F tenha possibilidades de qualificação, olhando para a diferença pontial que separa as equipas que lutam por uma vaga pela qualificação. “Dependemos de nós de fazermos bons resultados e ganhar os jogos que temos pela frente e garantir essa qualificação que todos nós queremos”, disse Luís Gonçalves. E o segredo para esse sucesso é único: “trabalho para atingir o objectivo”.

Recorde-se que os Mambas estão na segunda posição, com quatro pontos, frutos de uma vitória, um empate e duas derrotas, em quatro jogos disputados, estando atrás dos Camarões, anfitriões do CAN, que somam 10 pontos. Atrás dos Mambas estão Cabo Verde, com três pontos e Ruanda, com dois pontos.

A selecção nacional de futebol de sub-20, os Mambinhas, já se encontra em solo mauritano desde a madrugada desta quarta-feira, depois de quase três dias de viagem, que iniciou no domingo, com escalas em Joanesburgo, Doha e Casablanca.

O combinado nacional realizou um treino de recuperação física, à sua chegada a Nouakchott, capital da Mauritânia, como forma de evitar mazelas depois da longa viagem, apesar de ter realizado um outro treino de recuperação física na Casablanca, aquando da sua escala.

Para além do treino de recuperação, em Marrocos os Mambinhas realizaram testes de despiste da Covid-19, cujo resultado deu negativo para toda delegação, o que permitiu autorização para seguir viagem até Mauritânia.

Esta chegada a Nouakchott foi antecipada em cinco dias antes do início das provas, como forma de permitir um mini-estágio para que os jogadores possam ambientar-se a cidade que vai acolher a competição, nomeadamente a altitude, temperaturas e piso dos seus relvados.

Esta quinta-feira os Mambinhas realizam mais um treino, quando forem 13H00 de Moçambique, 15H00 locais, que é a hora do primeiro jogo no CAN da categoria.

Recorde-se que os Mambinhas estão inseridos no grupo A, onde vão defrontar, sucessivamente, Uganda, Mauritânia e Camarões, na primeira fase da prova.

O internacional moçambicano, Reginaldo Faite, foi apresentado como reforço do Shkupi da Macedónia, esta quarta-feira, para a segunda etapa do campeonato daquele país.

Depois de não ter renovado o seu contrato com o Kaysar do Cazaquistão, clube que representou desde o início de 2020, Reginaldo aceitou seguir para um novo rumo, a Macedónia, onde vai encontrar um campeonato bastante competitivo, contando com 12 clubes, sendo que o novo clube do internacional moçambicano luta pelo título.

Esta contratação do avançado moçambicano é mesmo para atacar a última etapa da prova, quando foram disputadas 18 jornadas, faltando seis para o seu final. O Shkupi está na segunda posição, actualmente com 33 pontos, estando a seis do líder, Shkendija, que soma 39.

Reginaldo pode estrear-se assim, pelo seu novo clube, já no domingo, quando o Shkupi visitar o Borec, equipa que está na sexta posição, com 25 pontos.

No campeonato macedónio, o campeão vai à Liga dos Campeões, enquanto o segundo e o terceiro vão a Liga Europa.

Pelo seu anterior clube, o Kaysar, Reginaldo disputou 16 partidas, tendo marcado apenas dois golos.

Pela selecção nacional, o internacional já facturou por três ocasiões em 30 partidas disputadas, sendo que o último golo foi apontado a Zâmbia, na vitória caseira, em Novembro de 2018, para a fase de qualificação ao CAN-2019.

Depois do encontro entre a Liga Moçambicana de Futebol, os clubes e a Secretaria de Estado do Desporto para solicitação da continuidade do Moçambola, a resposta do Governo não tardou: os intervenientes directos do campeonato nacional, ao nível dos clubes, deverão ser testados e os resultados desses testes vão ditar o relaxamento ou não das medidas, para a retoma dos treinos e da competição.

Até porque a paragem vai trazer muitas implicações nos clubes e nos próprios jogadores, que muitos deles são preponderantes para a selecção nacional, que dentro em breve tem dois jogos importantes na luta pela qualificação ao CAN-2021.

Foi por isso que a Secretaria de Estado do Desporto levou a preocupação dos clubes ao governo moçambicano e de lá veio a resposta: “o Presidente da República, de forma ponderada, decidiu que devia haver uma testagem em massa de todos os actores directamente ligados ao Moçambola, nomeadamente aos jogadores, equipas técnicas, equipas médicas ou oficiais, de modo que a partir dos resultados que dai advirem, aferir-se ao estado de situação real do Moçambola”, disse Francisco da Conceição, Director do Desporto de Rendimento.

Essa testagem deverá ser um elemento de ponderação que o Presidente da República irá usar para tomar a sua decisão em relação ao relaxamento ou não das medidas que tomou no decreto presidencial que suspende os treinos e competição.

A Secretaria de Estado do Desporto espera que os resultados sejam conhecidos até segunda-feira, por forma a que a decisão governamental seja dada ainda na próxima semana. “Como deve saber o processo de testagem vai iniciar esta quinta-feira e vai decorrer até sexta-feira, em Maputo ao nível central do Instituto Nacional de Saúde, e nas províncias nas delegações provinciais e para se ter os resultados são 24 a 48 horas”, recordou Francisco da Conceição para depois acrescentar que “quero acreditar que até ao início da próxima semana o Instituto Nacional de Saúde vai fazer a devida leitura do que ‘e que os dados estão a dizer e a partir daí vai se submeter esses dados de análise ao Presidente da República e este, de forma sábia e racional, vai emitir a decisão que vai fazer a saúde pública e do nosso desporto”.

E, para garantir que os testes sejam regulares e sem a intervenção directa do Instituto Nacional de Saúde, a Secretaria de Estado do Desporto e o Ministério da Saúde capacitam os clubes, as federações nacionais e as associações desportivas em matérias de prevenção da COVID-19. “Nós achamos que, nesta altura, em coordenação com o Ministério da Saúde, deveríamos cada vez mais potenciar os actores do desporto, com ferramentas, com instrumentos, para poderem darem resposta a questão da COVID-19. Tudo o que pretendemos com esta acção de capacitação é tentar transmitir cada vez mais, melhores estratégias, melhores elementos, melhores combinações possíveis para nós darmos vazão a situação da COVID” assegurou o Director do Desporto de Rendimento.

Numa primeira fase a capacitação era apenas para os clubes do Moçambola, mas porque se pretende que o desporto regresse na sua totalidade, e de forma saudável, de acordo com Francisco da Conceição, as federações nacionais doutras modalidades foram inclusas nesta formação, que iniciou esta quarta-feira e tem duração de um dia.

A capacitação não decorre apenas na cidade de Maputo, mas em todo país, segundo garantia do Ministério da Saúde. “Esta é uma actividade que está a acontecer a nível nacional, partindo do princípio de que quando o programa foi chamado a elaborar o instrumento, estes foram enviados a todas as províncias, de modo que todos os clubes possam se beneficiar desta capacitação. Apesar de que tenha sido agora que Maputo está a realizar esta capacitação, já há semanas atrás as províncias tinham avançado com as capacitações”, disse um dos responsáveis da capacitação que decorre na cidade de Maputo.

Os responsáveis da saúde dos clubes terão a capacidade de identificar os casos positivos dos seus agentes, desde o processo de sintomatologia até ao processo de quarentena.

O internacional moçambicano, Zainadine Jr foi eleito melhor central da primeira volta da primeira Liga Portuguesa de Futebol. A eleição do defesa ao serviço do Maritimo, foi feita pela Goalpoint, um site dedicado à análise e estatísticas desportivas.

1136 minutos nas pernas, em 13 jogos disputados são números de Zainadine Jr na primeira volta da primeira Liga portuguesa.  Os números resultaram em exibições exuberantes, que deixaram a Goalpoint rendida ao talento e qualidade do internacional moçambicano que com 1.78m de altura, provou que a altura é apenas um detalhe e foi imperial  no jogo aéreo, tendo vencido 70% dos duelos defensivos que disputou.

O capitão do Maritimo foi também enorme nos alívios dentro da área, um dos critérios também avaliados pelo site.

A Goalpoint indica que o moçambicano teve o quarto melhor registo, de 4.1 por jogo, tendo combinado o bom desempenho defensivo com um incomum número de dribles tentados na sua posição, 0,64 em 90min, com uma eficácia de 100% nessas tentativas.

Os dados são bons, por isso Zainadine arrecadou no cômputo geral da sua prestação 6.11 pontos, batendo a concorrência do experimentado defesa do FC Porto, Pepe, que aparece na terceira posicão, com 6.4 pontos e do Sebasatian Coates, do Sporting, em segundo, com 6.5 pontos. E o site não tem dúvidas de que o internacional de 32 anos é um dos defesas centrais mais sábios a jogar em Portugal.

São dados que comprovam a boa forma do moçambicano que em 2019 foi eleito futebolista da época do clube insular e no ano passado esteve no onze ideal da época.

A Liga Moçambicana de Futebol e os clubes reuniram-se esta segunda-feira com o Secretário de Estado de Desporto para solicitar a continuação do Moçambola 2021, como forma de evitar muitos prejuízos financeiros e de gestão, derivados da saída de patrocinadores e do pagamento de salários a atletas que não estejam em competição. Este pedido é para evitar ainda uma paragem de dois meses e meio, que não seria benéfico aos atletas

Na sua última comunicação a Nação, o Presidente da República, Filipe Nyusi, suspendeu a realização de treinos dos clubes, bem como do próprio campeonato nacional de futebol, o Moçambola, por alegadamente ser um meio de propagação da COVID-19, tendo em conta a deficiência de testagem que a prova estava a ter.

A suspensão de 30 dias não caiu da melhor forma nos clubes, que solicitaram um encontro com o Secretário de Estado do Desporto, para pedir que a prova não pare, uma vez que pode trazer avultados prejuízos, dentre eles financeiros, derivados de pagamentos de salários a atletas que não competem, bem como da saída de patrocinadores da prova.

Ananias Couana, presidente da Liga Moçambicana de Futebol, que falou na qualidade de porta-voz do encontro, disse não poder quantificar os custos desse prejuízo, mas “entendemos que há retirada dos patrocinadores, ou seja, a interrupção do campeonato retira a capacidade dos próprios patrocinadores”, para além de que “os clubes fizeram um grande esforço para poderem garantir o arranque do campeonato nacional e também a questão relacionada com os próprios salários dos jogadores”.

Mas há mais: “para além desta continuidade de se pagar os salários, há a questão dos atletas que vivem em residências dos clubes e isso traz despesas mensais”.

E a saída para evitar problemas financeiros é que o Moçambola não pare e a solução imediata é a realização de testes regulares da COVID-19. “Sabemos que há clubes que já fazem testagem a título individual, mas nós queremos reforçar a capacidade de testagem dos atletas e todos intervenientes do Moçambola e vamos iniciar esta semana. Por isso viemos dizer que temos uma acção conjunta para realizar testes frequentes e assim evitar que a prova seja interrompida”, disse Ananias Couana, que espera que a resposta a solicitação feita seja dada ainda esta semana.

O facto é que em caso de paragem do Moçambola, a retoma só aconteceria dentro de sois meses e meio, tendo em conta que “ainda nem sabemos quando iremos retomar e quando se anunciar a retoma teríamos que ter mais uma pré-época para os jogadores”, disse o presidente da Liga Moçambicana de Futebol.

A ideia de não haver paragem vai, ainda, e de acordo com Ananias Couana, permitir mais rodagem aos jogadores convocáveis para os Mambas, tendo em conta que em Março a selecção nacional terá dois jogos de cartaz na qualificação ao CAN dos Camarões, nomeadamente diante do Ruanda e Cabo Verde.

O Moçambola 2021 disputou quatro jornadas e foi suspenso por 30 dias a partir desta segunda-feira dia 08 de Fevereiro.

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