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O País – A verdade como notícia

Cinco derrotas e uma vitória nas duas janelas de qualificação para o “Afrobasket”-2021 traçaram um destino previsível, sobretudo, depois da pálida imagem deixada ficar em Novembro do ano passado, em Kigali, no Ruanda.

As três derrotas sofridas com o Angola, Senegal e Quénia, na era Milagre “Mila” Macome ditaram, e não hajam dúvidas, ditaram desde logo o descalabro da selecção nacional de basquetebol que somente em 2025, se tiver competência na quadra, poderá voltar a jogar o “Afrobasket”.

Condicionada fisicamente, face à falta de competições internas e ritmo competitivo dos jogadores, pouco ou nada havia a fazer para se manter na elite da modalidade da bola ao cesto no continente.

Mas há mais que se diga: na primeira janela, houve claramente uma distracção de quem dirige a modalidade para que os trabalhos de preparação iniciassem mais cedo. Alias, no capítulo da organização, deixamos muito a desejar até porque há claramente indicativos de falta de motivação de alguns atletas devido as condições que lhes são oferecidas, sobretudo, nas suas deslocações ao estrangeiro.

Os dados estatísticos são o fiel revelador da necessidade de se melhora a abordagem ofensiva defensiva da equipa.

Sem lançadores natos, e num cenário em que o jogo exterior é cada vez mais decisivo em todas equipas, Moçambique teve um registo muito fraco nas duas janelas de qualificação. Senão vejamos: 30 tiros exteriores concretizados em 130 tentados, uns fraquinhos média de 23.1% em seis jogos.

Nos lançamentos de campo, estivemos igualmente longe do desejável com 124 tiros certeiros em 406 tentados, perfazendo média de 30.5% de aproveitamento. Muito pouco para quem ambiciona muito mais.

Na linha de lances livres, aí, estivemos muito bem: 77 lançamentos certeiros em 112 tentados, colocando os números em 68.8% de aproveitamento. Muito bom.
Nas tabelas, perdemos a luta com Angola, Senegal e Quénia que se apresentaram com equipas mais robustas fisicamente. Foram, no global, 263 ressalto dos quais 175 defensivos e 85 ofensivos.

Fraca nos aspectos ofensivos, a selecção nacional cometeu muitos turnovers nesta fase de apuramento com um total de 120.
As estatísticas indicam ainda 48 roubos de bola e 263 assistências.

 

Kendal só para contrariar…

Foi, sem dúvidas, e era de esperar, a melhor unidade de Moçambique nestas janelas de qualificação para o “Afrobasket”.

No cômputo de seis jogos, Kendal “Kedinho” Manuel foi o melhor cestinha e mais utilizado da selecção nacional de basquetebol sénior masculino. Em 185 minutos na quadra, liderou as estatísticas com 75 pontos, média de 12.1 pontos/jogo.

O valoroso número 2 teve “targets” interessantes nestas duas janelas de qualificação com 26 lançamentos concretizados em 72 tentados, alcançando, desta forma, 36.1% de aproveitamento.

Numa prova em que Moçambique praticamente não existiu nos tiros exteriores, até porque, objectivamente, não tinha lançadores natos, Kendal Manuel apresentou-se com 12 em 37 tiros, uma média de 32.4%.

Na linha de lances, sinal altamente positivo: 11 lançamentos concretizados em igual número de tentativas. Dezassete ressaltos (2.4 por jogo), 21 perdas de bola, 19 assistências e cinco roubos de bola são outros dados estatísticos do atleta que deu os primeiros passos na NCAA no Oregon State University.

O contacto de Kendal Manuel com o basquetebol africano, no geral, e a selecção nacional, em particular, foi na segunda janela das eliminatórias para o Mundial de Basquetebol da China, realizada em Dakar, Senegal, em 2019. O valoroso apresentou “targets” que atestam a sua competência na quadra: três jogos, 65 pontos, o que perfaz uma média de 21.7 pontos/jogo, mesma marca alcançada por Jordan Nwora da Nigéria.

O filho de “Potolas” estreou-se na arena de Dakar, envergando a camisola 2, com 14 pontos, mas não evitou a derrota diante da Costa do Marfim, por 62-45. Dia seguinte, mais uma exibição de gala: 19 pontos em 39: 03 minutos na quadra diante da RCA, terminando o jogo com 17 lançamentos de campo (35.3 porcento), 4 em 4 lançamentos livres (100 porcento) e 3 em cinco lançamentos de dois pontos (60 %).

Finalmente, frente ao gigante Senegal, Kedinho contabizliou 32 pontos em 37:12 minutos em campo, concretizando nove em 20 lançamentos de campo (45%), nove em nove lançamentos livres (100 %) e cinco em nove tiros exteriores (55.6 %).

David Canivete foi o segundo melhor cestinha de Moçambique com 11.3 pontos por jogo (total de 58 na prova) e 6.4 ressaltos (36 dos quais 26 ofensivos e dez defensivos), sendo que Geremias Manjate e Edson Manjate apresentam médias de 5.4 e 5.0 ressaltos.

Mesmo tendo falhado a terceira janela, Pio “Lingras” Matos liderou em termos de assistências com 4.0 por jogo, seguido de Kendal Manuel com 3.2.

Os Mambinhas de sub-20 despediram-se com uma derrota diante dos Camarões por 1-4, em partida da terceira jornada do CAN da categoria, que se disputou este sábado. Os Mambinhas somaram por derrotas os três jogos realizados.

Depois de ter feito quatro alterações no jogo da segunda jornada, diante da Mauritânia, em relação ao primeiro jogo, Dário Monteiro voltou a fazer mais alterações no jogo diante dos Camarões, aquele que era esperado com sendo de honra e de suspresa.

Desde a baliza, onde Simone e Kimiss tiveram oportunidade de jogar, passando pelos restantes sectores, onde apenas Alberto Alface, Belarmino Manhice, Celton Jamisse e Cardoso Novela, este último que teve uma lesão grave contra os Camarões, foram os titulares em todos os jogos, contrastando com jogadores como Pablo Bechardas, Simon Cipriano, José Zavala e Valdimiro Paulino, de quem se esperava muito, tendo em conta a sua experiência nas camadas de formação e por aquilo que fizeram ao longo do torneio Cosafa para alguns deles.

Keys, Ivan, Gaby, Cleyd e Gianluca Lorenzoni foram outros atletas que, apesar de se tererm destacado pouco, já mostram sinais de poderem parte, num futuro breve, nas escolhas iniciais das camadas de formação, contrastando com outros, casos de Zidane, Miguel, Osama, Jossias e outros, que não tiveram oportunidade de se mostrar nesta competição.

A falta de um “onze” consistente e que desse confiança a equipa técnica, terá sido o primeiro calcanhar de aquiles desta selecção, que nunca conseguiu ser espelho dos Mambinhas que conquistaram o torneio regional da Cosafa.

FECHAR EM MODO DOBRADO

Se nos primeiros dois jogos os Mambinhas haviam sofrido quatro golos, sendo dois diante do Uganda e outros tantos frente a Mauruitânia, este sábado foi a dobrar. Foram quatro golos sofridos diante do Camarões, numa partida que deu a possibilidade de Etienne Eto’o, filho do lendário e antigo jogador dos “leões indomáveis” Samuel Eto’o, se exixbir a contento e brilhar, com dois golos de bola parada, ambos da segunda parte, sendo o primeiro de livre e o segundo de grande penalidade.

Kevin Prince Milla e Abdoulaye Yahaya foram os autores de outros dois golos da goleada imposta pelos camaroneses aos jovens jogadores moçambicanos.

Aliás, os gritantes erros defensivos foram preponderantes para uma prestação desastrosa dos Mambinhas no CAN da Mauriânia, que causaram oito golos mais consentidos do que conseguidos pelos adversários.

Aliás, Dário Monteiro reconheceu que os erros foram determinantes para tal, por isso mesmo terá assumido, desde logo, que esta primeira participação era somente para ganhar experiência, tendo em conta que mais da metade dos jogadores que estiveram na Mauritânia podem voltar a disputar um segundo CAN, caso os Mambinhas voltem a se qualificar, daqui a dois anos.

GIANLUCA LORENZONI ENTRA PARA HISTÓRIA

Com pouca acção dos moçambicanos na resposta aos desaires dos Mambinhas, embora Gaby, Dércio e Celton tivessem tentado, com jogadas vistosas e remates de meia distância, que dão certeza de que há uma selecção do futuro, foi um “estrangeiro” a entrar para história da selecção moçambicana na categoria de sub-20.

Gianluca Lorenzoni, nascido na França e com dupla nacionalidade, mas tendo se naturalizado italo-moçambicano, foi quem fez história ao pontar o único golo dos Mambinhas numa fase final de um CAN da categoria, ou seja, na sua primeira aparição na prova continental. E curiosamente contra a poderosa selecção dos Camarões, num livre directo, quando o combinado moçambicano já perdia por 0-3. Um golo que soube a pouco para uma selecção que teve três jogos, dois dos quais com adversários do seu nível, que tal como os Mambinhas faziam a sua estreia num CAN.

Mas dos principais destaques não se pode fugir de Kimiss Zavala, jovem de 16 anos que tudo fez para evitar resultados ainda mais assustadores contra Mauritânia e Camarões, nos dois jogos que disputou. Um guarda-redes do futuro para as selecções nacionais de formação até a principal.

IGUAL AOS MAMBAS

Os Mambinhas não fizeram melhor que os Mambas em dose dupla. Na estreia em uma competição continental, tal como em 1986, quando os Mambas disputaram o seu primeiro CAN, e perderam os três jogos disputados, os Mambinhas também fizeram o mesmo na sua primeira aparição.

Mas os Mambinhas também sofreram uma pesada goleada diante dos Camarões, tal como o fizeram os Mambas, na última partida disputada contra os “leões indomáveis”. As duas selecções perderam pelo mesmo resultado de 1-4. A mostrar que o poderio dos camaroneses é forte para Moçambique.

Três jogos, igual número de derrotas, oito golos sofridos e apenas um marcado é o saldo dos Mambinhas no CAN da Mauritânia, a ser uma participação sem honra nem glória.

E…fez-se história no Palais Polyvalent des Sports. 28 anos depois, o Quénia qualificou-se para o Campeonato Africano de Basquetebol sénior masculino.  28 anos depois, volta a disputar uma prova que sediou em 1993, ocupando a quarta posição apos derrota com o Senegal por 90-76.

Pudera, há todo um trabalho levado a cabo na modalidade da bola ao cesto que resultou, em 2019, com o segundo lugar na edição de estreia do Afrocan (Quénia perdeu na final com RD Congo, por 82-61), prova que Moçambique simplesmente não participou por falta de fundos depois de uma qualificação meritória arrancada no Zimbabwe, no desfecho de uma viagem atribulada e nem tão dignificante para os atletas e treinadores.

Mas esses são contos outros de um desporto altamente desorganizado. Voltando ao momento épico dos quenianos.

Sábado, numa noite de grandes emoções, o Quénia arrancou uma vitória importantíssima diante do onze vezes campeão africano, Angola, com uma jogada buzzbeatear.

Com dois segundos por se jogar, e o marcador a indicar 73-72, vantagem para os angolanos, Tylor Ongwae acertou um tiro curto que colocou o resultado em 74-73. Mais não houve na quadra, os quenianos conseguiam um resultado histórico e atiravam Moçambique para a periferia do basquetebol continental.

O historial e percurso das duas equipas não fazia prever um final dramático. Pois! Os angolanos controlaram o primeiro quarto do jogo com um parcial de 22-9. Mais do mesmo no segundo quarto, com o intervalo a chegar com o resultado de 39-28.

Mais esclarecido na quadra, e na etapa com maior produção pontual, o Quénia condicionou o seu adversário e, no final, venceu pelo parcial de 25-17. O final do terceiro do quarto, em termos de marcha do marcador, indicava 56-53, vantagem para os hendecampeões africanos.

No quarto quarto, os quenianos fizeram, e muito bem, os ajustes e conseguiram pela primeira vez estar em vantagem (57-56), graças a um tiro de Joel Awich.

Equilibradíssimo, este período de jogo foi disputado com intensidade com os quenianos a fazerem grande pressão e os angolanos a procurarem controlar o jogo. Os últimos cinco segundos, impróprios para cardíacos, foram decisivos para o desfecho do jogo com Tylor Ongwae a fazer a diferença.

Escrevia-se, com tons de glória, mais uma página do basquetebol queniano que evoluiu bastante nos últimos anos. “Trabalhámos para isso toda a nossa vida”, disse Tom Wamukota à FIBA.

O poste, de 27 anos, mal havia nascido quando o Quénia fez a sua última aparição no “Afrobasket” em 1993, competição na qual ocupou a 4ª posição.

Radiante, o atleta de 2, 13 m, diz que esta qualificação representa um salto qualitativo para o desporto queniano.

“Começámos essa jornada em 2019, quando nos classificamos para o AfroCan. Dissemos a nós mesmos que queríamos ser a primeira geração de jogadores a voltar ao cenário continental “, sublinhou Wamukota. E acrescentou: “A qualificação para o `Afrobasket` é algo muito importante para o nosso país, principalmente porque o nosso governo tem ajudado muito.

O céu é o limite. Há que continuar a trabalhar arduamente para alcançar patamares outros: ” “Queremos dar exemplos e liderar como equipa. Felizmente, para nós, há muitos projectos ao nível da base que estão a ser desenvolvidos no Quénia. Isso garante-nos alguma continuidade”.

Moçambique está fora do Campeonato Africano de Basquetebol sénior masculino. As derrotas com Angola  (91-68) e Senegal (84-43) e a vitória do Quénia diante dos angolanos (74-73) ditaram o descalabro da seleção nacional da fase de apuramento ao “Afrobasket” 2021.

O “ciclone Guambe” deixou “Moz” de rastos no Palais Polyvalent des Sports, em Yaoundé, Camarões. E, no rescaldo da sua passagem: fim de um ciclo de dez participações consecutivas no Campeonato Africano de Basquetebol. Desde 1999, numa prova realizada em Cabinda e Luanda, Angola, que Moçambique não falhava a presença no “Afrobasket”.

Aliás, e está registado nos compêndios da FIBA, a selecção nacional de basquetebol evoluiu sucessivamente nos “Afrobaskets” de 2001, em Casablanca, Marrocos; 2003, em Alexandria, Egipto; 2005, em Argel, Argélia; 2007, em Lubango e Luanda, Angola; 2009, em Tripoli e Bengasi, na Líbia; 2011, em Antananarivo, Madagáscar; 2013, em Abidjan, Costa do Marfim; 2015, em Radès, Tunísia; e 2017, em Dakar e Radès, Tunísia e Senegal.

Uma prestação desastrosa na primeira janela de apuramento, em Novembro de 2020, em Kigali, Ruanda, sob comando de Milagre “Mila” Macome,  que resultou em três derrotas em igual números de jogos, colocaram Moçambique praticamente com a calculadora não mão. Ou seja, e a avaliar pelo potencial dos seus adversários,  com as atenções centradas no duelo com o Quénia, adversário que era obrigado a vencer por uma diferença igual ou superior a 17 pontos. O jogo da glória ou mesmo viragem, na perspectiva dos moçambicanos, não passou de mero sonho.

Em Yaoundé, nos Camarões, o falhanço começou a desenhar-se com uma derrota com Angola por 91-68, num jogo em que a selecção nacional denunciou fragilidades nos lançamentos de campo com 24 tiros convertidos em 64 tentados (37, 5 % de aproveitamento) 33 em 773 (45.2%) dos hendecampeões africanos.

Moçambique teve um total de 29 turnovers (perdas de bola), enquanto Angola registou 16. Nos tiros exteriores, e sem grandes referências de “homens-bomba”, a selecção nacional apresentou uma média de 35%, portanto, 7 lançamentos convertidos em 20 tentados, contra 45.5% dos angolanos com 15 em 33.

Sábado, diante do gigante Senegal, mais do mesmo. Prestação desastrosa com apenas três tiros exteriores convertidos em 22 tentados (18% de aproveitamento), contra 6 em 22 dos “leões” (27.3% de aproveitamento) que não foi tão competente neste quesito.

23 ressaltos ofensivos, de um total de 43, revelam um Quénia dominador nas tabelas com 57 no total.

A “boxe score” indica, igualmente, 16 perdas de bola,  sobretudo em transições para o ataque, foram igualmente fatais para desastroso desfecho. 14 lançamentos de campo certeiros em 77 tentados, média fraquinha também de 18%, contra 30 em 63 (47.6%) entram ainda nas contas deste duelo.

Nos “targets” desta partida, já estivemos melhor na linha de lances livre com 75% de aproveitamento (11/15), quando comparado com os senegalenses que tiveram o registo de 66.7% (18/27).

Nesta competição, Moçambique apresentou-se com apenas cinco dos doze atletas que disputaram a segunda janela, nomeadamente Ivan Machava, Edson Monjane, Milton Seifane, Nelson “Snoop” Jossias, Daniel Maveure e Ermelindo Novela.

Houve, à semelhança do que aconteceu com o Quénia, troca de equipa técnica com a entrada do trio Miguel Guambe, Horácio Martins e José “Matilo” Macuácua.

Sem poder contar com o “coach” principal, Cliff Owuor, que se viu impedido de dirigir os “morlans”  por força dos  compromissos com o APR Basketball do Ruanda, o Quénia apostou na australiana Elizabeth Mills.

No Senegal, o assistente Pabi Gueye assumiu as funções de Boniface Ndong, “coach” que manifestou a sua indisponibilidade por Denver Nuggets da NBA.

A selecção nacional de basquetebol sénior masculino discute, de hoje a domingo, em Yaoundé, nos Camarões, o apuramento ao “Afrobasket” 2021 diante de Angola, Senegal e Quénia. Moçambique bate-se, hoje, às 21h00, com Angola e amanhã mede forças com o Senegal. Já no domingo, fecha a sua participação na 3ª janela de apuramento ao “Afrobasket” diante do Quénia.

Fim-de-semana de grandes decisões. Fim-de-semana de definições. Vamos ou não à 30.ª edição do “Afrobasket”?

Mantemos e honramos a tradição de participar no Campeonato Africano de Basquetebol sénior masculino, cujos dados evidenciam que somos clientes assíduos da prova com dez presenças consecutivas?

As respostas a estas questões teremos, claramente, no domingo, quando jogarmos a “mãe de todas as batalhas” diante do Quénia, adversário o qual temos, quem diria, a dura missão de vencer por mais de 17 pontos.

Sim! É um facto! Moçambique tem agora que correr atrás do prejuízo depois de ter perdido por 79-62, em jogo da 3.ª e última jornada da segunda janela da prova realizada em Novembro de 2020, em Kigali, no Ruanda.

Sem o “coach” Cliff Owuor, indisponível devido aos compromissos com o APR Basketball do Ruanda, o Quénia tem na australiana Elizabeth Mills a substituta para conduzir à equipa novamente a um “Afrobasket” 28 anos depois.

Na sua folha de serviço, Mills assumiu o cargo de assistente dos Camarões na fase de apuramento para o Mundial de Basquetebol, tendo ainda sido treinadora-adjunta da selecção da Zâmbia.

Mas antes, ou melhor, esta noite o duelo será com os angolanos no arranque da derradeira e decisiva campanha de qualificação ao “Afrobasket”.

Às 21h00, a selecção nacional bate-se com uma das potências da modalidade da bola ao cesto em África, não tivesse Angola um palmarés invejável com 11 anéis conquistados: 1989, 1992, 1993, 1995, 1999, 2001, 2003, 2005, 2007, 2009 e 2013.

É, por estes dados e outros elementos, um jogo de dificuldades acrescidas para Moçambique porquanto os nossos “manos” do outro lado do atlântico não podiam ser mais claros nos seus objectivos: vencer todos os jogos, encarando-os como autênticas finais.

Ao conjunto orientado por Miguel Guambe, compete naturalmente apresentar-se com agressividade defensiva para condicionar o seu adversário.
Mais: esclarecimento ofensivo, criando os necessários desequilíbrios no jogo exterior.

Mas este é o grande dilema: no leque de 12 escolhidos por Miguel Guambe, apenas Kendal “Kedinho” Manuel e Ivan Machava são talhados para os tiros exteriores. Há casos de David Canivete e Ermelindo “Mindo” Novela que interpretam muito bem a zona dos tiros exteriores.

Limitado, certo, na posição 1 face à lesão de Pio “Lingras” Matos, o seleccionador nacional deverá indicar para a armação do jogo um atleta com boa capacidade de fazer a transição defesa/ataque, organização e passes no “timing” certo.

Já no sábado, Moçambique terá pela frente mais um adversário de peso: Senegal. Os senegalenses sentiram dificuldades para vencer na segunda janela, numa partida em que Moçambique pressionou, sobretudo, no segundo e terceiro quartos. O Senegal venceu apenas por sete pontos: 60-53.

 

Angola aponta para o pleno

Hendecampeões africanos, os angolanos serão o primeiro obstáculo de Moçambique na terceira janela de qualificação para o “Afrobasket” 2021.
Os angolanos partem para esta fase com claro objectivo de vencerem os três jogos, sendo que para tal contam com uma estrutura composta por atletas experientes e outros novatos.

Para esta empreitada, o seleccionador nacional de Angola, José Neto- coadjuvado por Aníbal Moreira e Ricardo Rodrigues – conta com Childe Ndundão, Hermenegildo Santos e Gerson Domingos (bases), Melvyn da Silva, Leonel Paulo e Pedro Bastos (extremos), Carlos Morais e Gerson Gonçalves (extremo-bases), Gilson Bango, Valdelicio Joaquim, Jone Pedro e Alexandre Jungo (postes).

O poste Yanick Morreira, de 2, 11 metros, vai falhar esta janela de apuramento devido à dificuldades de voo provocado pelo novo coronavírus.

Contrariamente a segunda janela disputada em Novembro do ano passado, em Kigali, no Ruanda, o treinador brasileiro (José Neto) teve à sua disposição mais atletas porquanto optara antes pelos atletas do Petro de Luanda que tinham compromissos na Liga Africana de Basquetebol (BAL), prova adiada “sine die”.
Falando para o “Jornal de Angola”, o seleccionador nacional de Angola, José Neto, mostrou-se optimista quanto a uma boa prestação nesta etapa de apuramento ao Campeonato Africano de Basquetebol sénior masculino.

“São jogadores muito novos e o futuro da selecção passa por eles. Seria importante seguir os trabalhos de modo a estarem por dentro deste tipo de ambiente”, disse Neto.

O brasileiro destacou, por outro lado, a qualidade das opções que terá para atacar a presença na 30.ª edição do “Afrobasket´2021, competição a realizar-se de 24 de Agosto a 5 de Setembro próximo, em Kigali, Ruanda.

“Temos amplas condições de estar bem servidos, pois temos jogadores versáteis que podem actuar em duas ou três posições, uma característica comum no basquetebol moderno”, notou o “coach”.

E deixou claro que a equipa não vai relaxar nesta fase: “O primeiro erro, que o grupo poderia cometer, é pensar que precisamos apenas de uma vitória e garantir a qualificação. Serão três jogos e o pensamento deve estar voltado na superação de todos os adversários. Precisamos deixar patente o DNA de vencedores, tendo em conta a nossa capacidade”, disse José Neto ao Jornal de Desporto.

Para além do grupo “B”, Yaoundé alberga o “C” do qual fazem parte a Costa do Marfim, Guiné Equatorial e República da Guiné Conacri.

Já a cidade de Monsantir, na Tunísia, acolhe os grupos A, D e E, sendo que estas cidades ganharam o direito de albergar a terceira janela depois de terem provado reunirem condições exigidas pela Comissão Médica da FIBA para se evitar a propagação da Covid-19.

Apenas seis dos 14 clubes do Moçambola podem regressar aos treinos já esta sexta-feira por apresentarem uma taxa de positividade abaixo dos 10%.

Um total de 548 elementos ligados aos 14 clubes que corporizam o campeonato nacional de futebol foram testados semana passada por recomendação do Presidente da República, Filipe Nyusi, e deste universo 66 pessoas deram positivo para o novo Coronavírus.

Terça-feira, o Governo decidiu que apenas os clubes com uma taxa de positividade abaixo dos 10% é que estavam autorizados a regressar aos treinos.

Feita análise das amostras colhidas pelo Instituto Nacional de Saúde, concluiu-se que apenas seis clubes estão em condições de voltar aos treinos a partir desta sexta-feira, nomeadamente: Desportivo Maputo com 1 caso positivo de um total de 43 pessoas testadas, sendo que apresenta taxa de 2%; Liga Desportiva com 2 casos positivos de um total 50 testados e taxa de 4%; Incomáti de Xinavane com 2 casos positivos num universo de 31 testados e taxa de 6%; Matchedje de Mocuba com 2 casos positivos de um total de 39 testados e taxa de 5%; Costa do Sol com apenas 1 caso positivo de um universo de 36 testados e uma taxa de 3%; e Textáfrica de Chimoio igualmente com 1 caso positivo de um total de 55 testados e taxa de 2%.

As restantes oito colectividades que evoluem no campeonato nacional, nomeadamente Ferroviário de Maputo, Black Bulls, Ferroviário de Nampula, ENH de Vilankulo, Ferroviário de Lichinga, UD Songo, Ferroviário da Beira e Ferroviário de Maputo terão que esperar até a realização de novos testes de despiste da Covid-19 a realizar-se no próximo dia 26 de Fevereiro para poderem saber se, dependendo da taxa de positividade, poderão ou não regressar aos treinos.

Entretanto, os testes a serem levados a cabo pelo Instituto Nacional de Saúde irão abranger os 14 clubes, incluindo os que tiveram taxa de positividade abaixo dos 10% nos resultados apresentados esta semana.

 

FMF promete mão dura

Entretanto, a Federação Moçambicana de Futebol promete tomar medidas severas para os médicos e massagistas que adulterarem os testes da Covid-19 aos jogadores dos seus clubes, por forma a garantir que estes estejam presentes num determinado jogo, caso se prove que os mesmos estão infectados pelo novo Coronavírus.

Esta promessa do organismo máximo que gere o futebol no país surge na medida em que os membros clínicos de cada clube serão responsáveis pela testagem dos jogadores, treinadores e todo pessoal interveniente no Moçambola-2021.

“No caso de haver violação e provarmos que esse atleta está positivo à Covid-19 e estiver a jogar, primeiro vamos retirar a carteira da parte da federação deste médico ou massagista e segundo vai ser processado criminalmente sobre esta situação”, disse Feizal Sidat, presidente da Federação Moçambicana de Futebol em reacção a permissão de retorno aos treinos aos clubes que tenham menos de 10% da taxa de positividade da Covid-19 nos seus elementos.

E, para melhor controlo da situação, segundo Feizal Sidat, “estamos a preparar um regulamento específico sobre esta situação e vamos ser muito contundentes”. Por isso mesmo o dirigente máximo da FMF deixa uma mensagem a todos os desportistas e dirigentes dos clubes “para que tenham esta sensibilidade, de não olhar só para os resultados desportivos, mas também olhar para a parte humana dos intervenientes, porque caso um atleta seja positivo e jogue, vai infectar a outros colegas de profissão”.

Entretanto, Sidat garante que a Federação Moçambicana de Futebol vai aplicar parte do polémico Fundo de Apoio Solidário da FIFA para mitigar o impacto da Covid-19 nos associados da agremiação para viabilizar os testes de despiste da Covid-19 no Moçambola-2021. “Quando iniciar o Moçambola vamos fazer os testes para todas equipas que disputam a prova. Ou seja, semanalmente vamos realizar testes para controlarmos o grau desta doença em cada clube. Esta é a responsabilidade social da Federação porque vamos assumir todos os testes que serão realizados, porque sabemos o quão é importante o Moçambola no nosso país, para o movimento associativo desportivo”, disse Sidat para assegurar que a FMF vai se responsabilizar pelos testes de despiste da Covid-19 durante o Moçambola-2021.

Quanto à autorização para a retoma aos treinos das equipas do Moçambola com menos de 10% de casos positivos da Covid-19 dada pelo Governo, Feizal Sidat congratula a decisão e considera que o mais importante é cada um dos intervenientes dos clubes do Moçambola assumir o compromisso de combate a pandemia, para que a prova, verdadeiramente dita, retome o mais rápido possível.

Recorde-se que depois dos testes realizados há sensivelmente uma semana, dos 548 testes realizados a jogadores, treinadores, pessoal de apoio e dirigentes dos 14 clubes que disputam o Moçambola-2021, 67 acusaram positivo, numa taxa de positividade de 12.3%, o que preocupa o governo, razão pela qual marcou mais uma testagem de controlo, no dia 26 de Fevereiro, para todos intervenientes do campeonato nacional.

Ferroviário de Maputo defende, de 12 a 20 de Março, no Cairo, Egipto, o título de campeão africano de basquetebol em seniores femininos. A prova não se realizou, ano passado, devido aos casos da Covid-19.

Cairo Indoor Stadium, Egipto, voltará a ser talismã para o Ferroviário de Maputo? É, pois, a questão que “assalta” a mente dos amantes da modalidade da bola ao cesto, quando falta pouco menos de um mês para a realização da Taça dos Clubes Campeões Africanos de Basquetebol em seniores femininos. É que, onde precisamente a 14 de Dezembro de 2019 o Ferroviário de Maputo, então conduzido pelo matreiro Carlos Ibrahimo Aik, conquistou o segundo anel consecutivo em África, Moçambique procura açambarcar o seu oitavo título na prova continental de clubes.

Mas os números, com requintes de recorde, não se ficam por aí. Nasir “Nelito” Salé, o novo comandante da nau, persegue o seu quarto título na prova continental de clubes, depois de ter alcançado este feito ao serviço do Desportivo Maputo, em 2007, na capital do país, 2008, em Nairobi, Quénia; e extinta Liga Desportiva, em 2012, Abidjan, Costa do Marfim.

Blindada, quiçá para se evitar o contágio da equipa pela Covid-19, as bicampeãs africanas traçam no pavilhão do Desportivo Maputo, onde Nelito e várias atletas ora no Ferroviário de Maputo deram os primeiros passos para colocar Africa a seus pés, traça-se a estratégia para se voltar a campear.
É com um conjunto constituído por atletas experientes como Odélia Eusébio Mafanela, melhor ressaltadora da edição 2019; Ingvild Mucauro; MVP, Deolinda Gimo, Anabela Cossa, Dulce Mabjaia, Onélia Mutombene, Amélia Massingue e novos valores como Stefânia “Formiga” Chiziane que o Ferroviário de Maputo quer atacar o “tri”.

Para esta empreitada, o Ferroviário de Maputo não vai contar com os préstimos de Delma Zita, internacional basquetebolista que se transferiu para o Seward County Community College. Zita foi, nas últimas duas edições, uma das opções de Carlos Aik e Leonel Manhique na posição 1.

Mais: Rute Elias Muianga, jogadora polivalente e experiente que abandonou às quadras depois de ter conquistado as edições 2012 pela extinta Liga Desportiva, 2018 e 2019 pelo Ferroviário de Maputo.

Sem confirmações de nomes ainda, as bicampeãs africanas deverão reforçar-se com atletas do estrangeiro, tal como aconteceu nos últimos anos.

 

SARA OGOKE NA BERLINDA

A internacional basquetebolista nigeriana Sara Ogoke poderá ser uma das opções para atacar a Taça dos Clubes Campeões Africanos, no Cairo, Egipto. Ogoke foi determinante, em 2019, para as “locomotivas” revalidarem o título continental de clubes em seniores femininos.

 

Na final, Ogoke esteve perto de colectar um “triplo duplo” ao terminar o jogo com 22 pontos, sete ressaltos e seis assistências em 45: 00 minutos na quadra.
Nascida a 25 de Junho de 1990, Sara Ogoke conquistou o Campeonato Africano de Basquetebol senior feminino pela Nigéria, em 2017, no Mali, e 2019, Dakar, Senegal.
Ogoki fez ainda parte do “doze” das “D’tigress” que, em 2018, disputou o Campeonato do Mundo da modalidade, em Tenerife, Ilhas Canárias, Espanha.

 

Interclube contrata duas americanas

Depois de ter perdido as duas últimas finais da Taça dos Clubes Campeões Africanos de Basquetebol em seniores femininos para o Ferroviário de Maputo, o Interclube prepara-se a todos os níveis para recuperar o trono.

E, para voltar a campear, a equipa de Apolinário Paquete assegurou o concurso de duas norte-americanas, nomeadamente Jade Walker; extremo-poste de 25 anos, 1,89 metros e 105 kg; e Jasmine Gill, extremo-base de 30 anos, 1,87 metros de altura e 75 kg.

Os dois reforços foram apresentados no passado sábado, 13 de Fevereiro, aos sócios adeptos e sócios do clube da polícia.

Jade Walker representou, recentemente, o Niki Lefkada e Faros Keratsiniou da Grécia para além de evoluído na NCAA, precisamente no St. John’s Red Storm
Já a sua compatriota Jasmine Gil representou o Spartak da Rússia, Partizan da Sérvia e Esperides da Grécia.

Estas atletas são a grande aposta das “polícias” que conquistaram a Taça dos Clubes Campeões Africanos de Basquetebol seniores femininos em 2010, 2011, 2013, 2014 e 2016. De resto, o Interclube é o conjunto com mais títulos nesta competição com um total de cinco, seguido do Dakar DC do Senegal e rival 1º de Agosto com três cada.

O interclube escreve, na sua página no “facebook”, que as norte-americanas são reforços de vulto para atacar a Taça dos Clubes Campeões Africanos de Basquetebol em seniores femininos, sendo que as mesmas irão “proporcionar momentos de bom basquetebol aos amantes da modalidade em especial aos adeptos, sócios e simpatizantes da agremiação azul”.

Para além de disputarem o “Africano” de clubes, Jade Walker e Jasmine Gill reforçam o Interclube no campeonato provincial, Taça Março-Mulher, Taça de Angola e Campeonato Nacional daquele país.

INTERCLUBE CONQUISTA TORNEIO DA CIDADE DE LUANDA

Uma vitória sobre o 1º de Agosto por 76-61 foi suficiente para o Interclube conquistar, em Janeiro, a edição de estreia do Torneio Cidade de Luanda.
Ainda assim, e num jogo equilibrado, foi o 1º de Agosto a controlar o primeiro quarto, etapa na qual venceu pelo parcial de 19-18.

No segundo quaro, o conjunto de Apolinário Paquete esteve já melhor a defender e atacar, saindo ao intervalo a vencer por 12 pontos: 40-28.

Se, no segundo quarto as “polícias” apresentaram-se muito bem na quadra, no e quarto quarto quartos dispararam no marcador, alcançando no final uma vantagem de 15 pontos.
O Torneio Cidade de Luanda marcou, nove meses depois, o regresso das provas de basquetebol em Angola.
O certame, que visava assinalar os 445 anos da cidade de Luanda, contou com a participação de Núcleo, Formigas, 1º de Agosto A e B e Interclube A e B.

Na semana passada, sexta-feira, estava previsto que a Federação Moçambicana de Futebol anunciasse os 32 jogadores escolhidos por Luís Gonçalves, seleccionador nacional, para integrarem o estágio interno dos Mambas, em face da suspensão dos treinos e do Moçambola 2021.

Tal não aconteceu na sexta-feira e nem neste início da semana por motivos de organização, nomeadamente o facto dos jogadores dos clubes que disputam o Moçambola terem sido submetidos a testes de despiste do novo Coronavírus, para avaliar o seu estado sanitário para autorização ao retorno aos treinos. Por esse motivo a divulgação foi suspensa, esperando pelos resultados dos testes realizados pelos jogadores, 32 deles que constam da lista de Luís Gonçalves para esse estágio.

Ou seja, em caso de resultados animadores e autorização para retorno aos treinos, o estágio interno ficaria sem afeito, seguindo os trabalhos nos clubes, e caso não haja autorização, o estágio iria continuar.

Mas não é só esse motivo. Ainda faltava a aprovação do presidente da Federação Moçambicana de Futebol, Feizal Sidat, ao plano apresentado pelo seleccionador nacional para o referido estágio, tendo em conta que todos os jogadores teriam que estar no mesmo lugar, para melhor controlo epidemiológico da COVID-19 nos jogadores, equipa técnica e todo staff. Sem esta aprovação não haveria espaço para início do estágio e muito menos para a divulgação dos convocados, com a data do início do mesmo.

Recorde-se que o seleccionador nacional mostrou-se preocupado com a suspensão do Moçambola, tendo em conta que alguns jogadores que compõem a selecção nacional são os que actuam em clubes do Moçambola, podendo ser a base para os dois confrontos que faltam no grupo F de qualificação ao CAN dos Camarões, nomeadamente frente a Ruanda e Cabo Verde. É que há possibilidade de alguns jogadores que actuam na Europa não serem dispensados para os Mambas, de acordo com as novas regras da FIFA, de prevenção da COVID-19, caso os mesmos jogadores tenham que depois cumprir um período de quarentena, que pode prejudicar os clubes europeus.

O Governo autorizou o regresso aos treinos a todas equipas que tenham tido uma taxa de positividade abaixo de 10% nos testes de despiste da COVID-19 realizados na passada sexta-feira e remarca o dia 26 para uma nova testagem a todos intervenientes do Moçambola-2021.

 A questão dos testes da COVID-19 no Moçambola começou a ser levada a sério quando o Presidente da República suspendeu os treinos e a competição, como forma de evitar a propagação da Covid-19 no desporto. E como medida de prevenção, o Governo sugeriu que todos os intervenientes do Moçambola, jogadores, técnicos, staff e todos fossem testados.

Um desafio aceite na semana passada, o que fez com que todos intervenientes directos no Moçambola 2021 testassem, quinta e sexta-feira, como medida que iria permitir o retorno das actividades ora suspensas pelo decreto do Governo para prevenção da COVID-19.

Cinco dias depois da testagem em massa, os resultados dos testes apontam para uma taxa de positividade de 12.3%, ou seja, acima da média do país, que é de 10%, o que preocupa o governo.

A porta voz do Conselho de Ministros, Ludovina Bernardo, apresentou os números dessa testagem: “do total de testados foram 548 jogadores e desses 67 acusaram positivo. Em relação aquilo que é a taxa média prevista nesta testagem foi de 12.3%, o que é preocupante porque a taxa de positividade média em casos de testagem no país é de 10%”.

Em face a estes resultados, e mesmo sem mencionar os clubes autorizados, o governo tomou algumas medidas, dentre elas “que os clubes que tem uma taxa de positividade abaixo de 10% podem treinar, acautelando a exclusão de todos os jogadores que tiveram o resultado positivo” como medida que vai permitir que continuem a se preparar para o cumprimento dos compromissos que tem, nomeadamente o Moçambola, para além de que “será feita uma próxima testagem em massa no dia 26 de Fevereiro para aferir qual é o nível de positividade”, não só dos jogadores que testaram positivo, desta vez, mas para todos os intervenientes no Moçambola, segundo disse Ludovina Bernardo.

Ainda assim há medidas que devem ser tomadas pelos clubes do Moçambola para que os números da COVID-19 sejam melhor controlados. Dentre as medidas impostas pelo governo constam a testagem regular aos jogadores, treinadores e todo staff “com vista a cumprir aquilo que são os compromissos assumidos tanto pela Liga Moçambicana de Futebol e pela Federação Moçambicana de Futebol”, disse a porta voz do Conselho de Ministros desta terça-feira.

O Moçambola-2021 e os treinos das equipas que participam da prova, foram suspensos por 30 dias, desde o passado dia 8 de Fevereiro, altura em que tinha disputado apenas 4 jornadas, com a Associação Black Bulls a liderar a prova com 10 pontos.

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