Skip to main content

O País – A verdade como notícia

Mais quatro jogadores foram chamados por Luís Gonçalves para os trabalhos de preparação da Selecção Nacional de Futebol. Estas chamadas pendem-se com ausências confirmadas de jogadores estrangeiros e com casos positivos registados em jogadores que actuam internamente, que segunda-feira realizaram testes da COVID-19

A preparação do combinado nacional de futebol para os dois embates deste mês de Março, nomeadamente diante do Ruanda e Cabo Verde, de qualificação ao CAN dos Camarões, arrancou conturbada, com casos positivos de jogadores internos e ausências de “estrangeiros”, que deixam Luís Gonçalves preocupado.

Depois dos testes de despiste da COVID-19 realizados nos jogadores, que actuam internamente e convocados para integrarem a preparação dos Mambas, esta segunda-feira, os resultados não agradarão a equipa técnica. Três, dos 14 jogadores do Moçambola, acusaram positivo e ficam por terra nesta dupla empreitada, o que obrigou o seleccionador nacional a chamar mais quatro para cerrar esta adversidade.

A Federação Moçambicana de Futebol não anunciou os nomes dos jogadores infectados, mas segundo fonte do organismo que gere o futebol moçambicano, os mesmos foram dispensados para cumprirem o isolamento obrigatório.

Assim, Luís Gonçalves chamou dois defesas, um médio e um avançado para se juntarem aos Mambas, nomeadamente Chico Mioche (defesa) e Nelson (médio), ambos do Costa do Sol, e Fidel (defesa) e Melque (avançado), da Associação Black Bulls, que já trabalham desde esta quarta-feira com o restante grupo.

Ainda a contar com os três jogadores infectados, uma vez que não foram identificados, e com mais estes quatro reforços, das equipas que actuam no Moçambola os “canarinhos” passam a contribuir com seis jogadores nos Mambas, para além do seu médico chefe, seguido pela União Desportiva de Songo, com cinco jogadores, Ferroviário de Maputo, com quatro, Black Bulls, com dois e, Ferroviário da Beira, com apenas um jogador.

DÚVIDAS NOS “ESTRANGEIROS”

Entretanto, mais jogadores que actuam fora de portas poderão não representar o combinado nacional nesta dupla empreitada diante do Ruanda e Cabo Verde. Depois das confirmações do Bordéus e Marítimo que não dispensam seus jogadores Mexer e Zainadine, o Zira do Azerbaijão, também confirmou que não dispensa Clésio Baúque, uma vez que no regresso teria que ficar mais de dez dias em quarentena, e accionando o novo regulamento da FIFA, confirma a não dispensa do atleta.

Para já fica em suspenso a vinda de outros jogadores que actuam em clubes da Europa, dentre eles Reinildo Mandava, do Lille da França, Reginaldo Faite, do Skhupi da Macedónia, Kamo Kamo, do Vitória do Setúbal, e Amâncio Canhemba, da equipa B do Marítimo, todos eles titulares e determinantes para as suas equipas.

Witi, jogador do Nacional da Madeira, também está em dúvida para estes dois jogos, depois de ter saído lesionado na última jornada da Liga Portuguesa, em que a sua equipa recebeu e perdeu, diante do Marítimo, no derby da Madeira.

MAESTRO, PRIMEIRO “ESTRANGEIRO” A CHEGAR

Entretanto, Abel Joshua, ou simplesmente Maestro, da equipa B do Vitória de Guimarães, é o primeiro jogador estrangeiro a se juntar aos Mambas, após sua chegada ao país na noite da última terça-feira. O médio moçambicano que se notabilizou nos Mambinhas sub-20, integrou esta quarta-feira os trabalhos dos Mambas, que continuam a trabalhar à porta fechada e sem presença da imprensa.

Luís Gonçalves continua a espera da chegada de mais jogadores que actuam fora de portas, que não tem compromissos este final-de-semana, com os seus clubes, e que foram prontamente dispensados pera os trabalhos dos Mambas.

LUÍS MIQUISSONE GALVANIZA-SE PARA OS MAMBAS

O internacional moçambicano, Luís Miquissone, voltou a ter mais uma tarde de sonho na Liga dos Campeões africanos. Depois do golo que deu a vitória a sua equipa diante do Al Ahly do Egipto, há três semanas, Luís Miquissone voltou a evidenciar-se ao serviço do Simba, esta terça-feira, no embate diante do Al Merreick do Sudão, em que fez um golo e uma assistência.

Aos 18 minutos, Miquissone foi mais rápido ao aproveitar uma bola dividida e, com um toque certeiro, fez o primeiro golo da sua equipa frente aos sudaneses.

Os tanzanianos ficaram animados com o golo de Miquissone e ampliaram o marcador aos 38 minutos por Moahemed Hussein, a fazer o 2-0 com que se foi ao intervalo.

Na segunda parte, Miquissone voltou a se mostrar importante no Simba quando, aos 49 minutos, fez uma preciosa assistência para Chris Mugalu voltar a bater o guarda-redes da turma sudanesa.

Luís Miquissone conta já com dois golos e uma assistência na Liga dos Campeões Africanos e ajudou o Simba a consolidar a liderança do grupo A, agora com 10 pontos, seguido pelo Al-Ahly do Egipto, que goleou o Vita Club, na República Democrática do Congo, por três a zero.

A quinta e sexta jornadas da Liga dos Campeões terão lugar no mês de Abril, com o Simba a receber o Vita Club do Congo, e a deslocar-se a Egipto para fechar diante do Al Ahly.

Assim, Miquissone continua em alta antes de representar os Mambas, próxima semana, em partidas de qualificação ao CAN-2021 dos Camarões, diante do Ruanda, a 24, e Cabo Verde, a 30 de Março corrente.

O piloto moçambicano, Paulo Oliveira, participa, de 18 a 21 de Março corrente, no campeonato mundial de todo o terreno na Jordânia. Esta é a primeira participação de um piloto moçambicano nesta competição.

Depois da sua primeira participação no Rally Dakar, ano passado, Paulo Oliveira experimenta outras pistas, desta vez, na Baja da Jordânia, naquela que será a primeira participação de Moçambique no campeonato do mundo de todo terreno.

Uma satisfação para Paulo Oliveira que já traçou o seu objectivo para esta competição, até porque “é a primeira vez que levamos a nossa bandeira, com um piloto moçambicano a chegar a uma corrida destas, do campeonato do mundo, e a nossa ambição, humildemente, é terminar”, porque “terminar é uma grande vitória”, tendo em conta que “no panorama mundial do ‘Dakar’ não são todos os pilotos que conseguem terminar e nem são todos os países que tem participantes a iniciarem a terminarem”, disse Paulo Oliveira.

O campeonato do mundo da Baja da Jordânia é qualificativo a outras provas internacionais, com destaque para o Rally Dakar e o piloto moçambicano quer aproveitar para somar pontos que o qualifiquem a essas provas.

“Não basta dizer que queremos ir ao ‘Dakar’, temos é que nos qualificar”. E com duas frentes de qualificação, Paulo Oliveira explica porque razão escolheu o Médio Oriente para tentar a sua qualificação. “Vamos fazer as nossas corridas na Jordânia e logo a seguir vamos estar no Qatar e depois disputar a final na Baja de Porto Alegre. É um caminho e achamos que é um bom caminho porque vamos correr com os melhores pilotos do mundo e isso vai nos dar outro ritmo”, explicou.

Mas a participação pode não ser no nível que Oliveira deseja, até porque a preparação foi bastante limitada. “Com ginásios fechados temos que ser criativos. Eu treino na rua, faço muito cárdeo com corrida e bicicleta e isso tem me ajudado”, contou Oliveira que acrescenta que o facto de não se ter suspenso modalidades de motociclismo devida a pandemia também ajudou, tendo em conta que “tenho feito treinos aos sábado e aos domingos nas pistas e onde costumamos treinar, tanto em Maputo, Bilene, Ponta D’Ouro e outros locais”.

E veio a lamentação: “mais uma vez vamos sair de uma situação de treinos sem competitividade e logo para um campeonato do mundo”.
De dificuldades em dificuldades, Paulo Oliveira não vai utilizar a sua motorizada habitual, mas promete se familiarizar com a nova companheira, na busca de resultados satisfatórios.

“Corria em 350 e passei para 450 CC, mas em termos de motor é muito parecido com aquilo que vamos encontrar na moto da equipa que vamos integrar. Ou seja, a nossa moto de treinos, em termos de porte, de potência e de velocidade é parecida com a moto que vamos encontrar”, disse, tendo realçado que “temos aproveitado para chegar dois dias ou três dias antes para fazermos todos os ajustamentos e as afinações necessárias, quer em termos de suspensão, quer em termos de sistema de travagem para conseguirmos ajustar a moto que vamos usar para a corrida”.

A participação do piloto moçambicano na prova da Jordânia conta com apoio da Secretaria de Estado do Desporto, do ATCM e da Federação Moçambicana de Automobilismo e Motociclismo.

O presidente da Federação Moçambicana de Futebol ficou na última posição de uma corrida com quatro candidatos. Não conseguiu arrecadar os 26 votos necessários para a sua eleição.

Feizal Sidat ficou de fora dos dois lugares reservados no Comité Executivo para a zona Sul de África. Na urna, o presidente moçambicano arrecadou apenas 14 votos de um total de 50 eleitores que duplicaram a votação, ficando a 12 da maioria fixada para ser eleito.

Sidat perdeu a votação para Elvis Raja Chetty do Seychelles e Maclean Cortez do Botswana, com 40 e 31 votos respectivamente. De fora ficou também o angolano Artur de Almeida e Silva com 15.

Feizal Sidat considerou o pleito “renhido e bem disputado” e considera que esta odisseia colheu uma “valorosa e motivadora experiência”.

“Foi um escrutínio longo, renhido e bem disputado. Não fomos eleitos, mas colhemos uma valorosa e motivadora experiência. Queremos agradecer a todos pelo apoio incondicional desde o início desta campanha. Às federações congéneres, governo, desportistas e não desportistas, obrigado pelo suporte” disse Feizal Sidat, para depois acrescentar que “continuamos firmes no compromisso de, a nível interno, continuar a perseguir os mais nobres objectivos de desenvolvimento do futebol nacional”.

Recorde-se que Feizal Sidat esteve acompanhado pelo Secretário-geral da Federação Moçambicana de Futebol, Hilário Madeira.

O sul-africano Patrice Motsepe é o novo presidente da Confederação Africana de Futebol (CAF) e sucede no trono a Ahmad Ahmad, que se viu suspenso das suas funções em 2019 e sem possibilidades de recandidatura, mesmo após ter sido levantada a sua suspensão. Motsepe vai dirigir os destinos do futebol africano pelos próximos quatro anos.

Patrice Motsepe foi eleito, sexta-feira passada, durante a Assembleia Geral da Confederação Africana de Futebol (CAF), que decorreu na capital marroquina, Rabat.

Eleito para o período 2021-2025, o sul-africano disse que é uma grande honra chegar ao cargo de presidente da organização e apelou à união.

“Quando trabalharmos todos em conjunto, o futebol africano será bem-sucedido e irá crescer como nunca antes”, afirmou o novo timoneiro do futebol africano.
Motsepe, de 59 anos, era o único candidato à sucessão do malgaxe Ahmad Ahmad, suspenso das suas funções em 2019 por “questões governativas” após uma série de ilícitos, incluindo a “distribuição de presentes” e “desfalque”, segundo Comissão de Ética da Federação Internacional de Futebol (FIFA).

Com a desistência dos seus três adversários, o senegalês Augustin Senghor, o mauritano Ahmed Yahya e o costa-merfinense Jacques Anouma, e com a bênção do presidente da FIFA, Gianni Infantino, o dono do clube Mamelodi Sundowns de Pretória tinha uma avenida diante dele.

Conforme os regulamentos da CAF, a eleição é por aclamação se houver apenas um candidato na corrida.

Motsepe, que foi eleito para os próximos quatro anos, prometeu trabalhar “na unidade” e basear-se na “sabedoria coletiva” para enfrentar “os desafios do futebol africano”.

Com esta afirmação, o bilionário e magnata da mineração sul-africano pretendeu dizer que vai contar muito com os seus cinco vice-presidentes, designadamente, o senegalês Augustin Senghor, o mauritano Ahmed Yahya, o djibutiano Souleiman Waberi, o marroquino Fouzi Lekjaa e o nigeriano Amaju Pinnick.

 

Celebração da unidade

Motsepe terá como 1° vice-presidente o senegalês Augustin Senghor. Para o cargo de 2° vice-presidente escolheu Ahmed Yahya, da Mauritânia, e o marfinense Jacques Anouma será conselheiro especial do novo presidente da CAF. Todos eles desistiram da corrida à presidência da organização.

O presidente da Federação Internacional de Futebol (FIFA), Gianni Infantino, disse que a eleição de Motsepe marca “a celebração da unidade e da visão comum que todos têm para o futebol”.

Patrice Motsepe é até a data presidente do clube sul-africano Mamelodi Sundowns. A partir desta sexta-feira torna-se no sétimo presidente eleito da CAF – e o primeiro anglófono e sul-africano a chegar à liderança da organização.

O seleccionador nacional de futebol, Luís Gonçalves, convocou 33 jogadores para os jogos de pré-estágio diante do Ruanda e Cabo Verde, de qualificação ao CAN dos Camarões, próximo ano. Os destaques vão para os regressos de Bruno Langa, David Malembane, Gildo e Feisal Bangal, bem como estreias de Maestro, Ricardo Mondlane e Pedro Santos e a ausência do capitão Domingues. Luís Gonçalves diz que vai continuar a lutar até a qualificação, mesmo com limitações

A dupla jornada final de qualificação ao Campeonato Africano das Nações aproxima-se e Luís Gonçalves já pensa no Ruanda e Cabo Verde, a 24 e 30 de Março corrente. Diz ainda estar a preparar estes dois jogos com a certeza de que, tal como ele, “não há nenhum moçambicano que não queira a qualificação”.

É por não ter dúvidas que decidiu chamar 33 jogadores para preparar esses dois jogos, com Ruanda, em Kigali, e Cabo Verde, em Maputo.
União Desportiva de Songo, com cinco jogadores, Ferroviário de Maputo e Costa do Sol, ambos de quatro, e Ferroviário da Beira, com apenas um jogador, são os clubes moçambicanos que contribuem para esta convocatória, que conta com jogadores estrangeiros, alguns deles que não virão, por não terem sido autorizados pelos respectivos clubes.

Mas destes 33 jogadores chamados, os grandes destaques vão para as chamadas, pela primeira vez, dos médios Ricardo Mondlane, Maestro e Pedro Santos, com este último a marcar estreia absoluta com as cores nacionais, enquanto os dois primeiros já vestiram as cores pelas selecções de formação.

Pedro Santos, Pepo, é jogador do Cova da Piedade e foi descoberto pelo seleccionador nacional durante as suas pesquisas, tendo conversado com o atleta para envergar a camisola dos Mambas, prontamente aceite.
Também, pela positiva, estão as chamadas de outros quatro jogadores que não constaram das últimas convocatórias, dentre eles David Malembane, que poderá fazer a sua estreia como jogador dos Mambas, depois de ter sido chamado em outras ocasiões, sem poder jogar devido aos problemas de passaporte.
A par de Malembane estão os regressos de Faisal Bangal, jogador que actua na Itália e que não era chamado há mais de quatro anos, Dayo, do Ferroviário da Beira, Gildo Vilankulos, do Amora de Portugal, estes dois últimos que não eram chamados há algum tempo a esta parte.

Luís Gonçalves espera que estes jogadores possam trazer alguma frescura e ânimo aos Mambas, que procuram o rejuvenescimento.
Pelo lado negativo está a ausência do capitão Domingues, jogador que até há duas semanas não tinha clube e juntou-se recentemente ao Polokwana City, da segunda divisão sul-africana. Sobre esta ausência, o seleccionador nacional diz reconhecer tratar-se de um excelente jogador e que é uma referência a nível nacional, mas considera que não estaria em condições de representar a selecção nacional por não estar com ritmo desejado, esperando que volte o mais rápido possível ao activo, para que mereça chamadas nas próximas convocatórias.

Sensibilizar os clubes a libertarem os jogadores
Apesar de constarem da convocatória anunciada esta quinta-feira, Mexer, Zainadine Jr. e Amâncio “Neymar” Canhemba, são cartas fora do baralho para estes dois jogos, uma vez que o Bordéus e o Marítimo já fizeram saber que não vão dispensar os seus jogadores. Luís Miquissone está ciente destas ausências, bem como de alguns jogadores que poderão ser impedidos pelos seus clubes, que não são obrigados a dispensá-los por conta do novo regulamento da FIFA em tempos de pandemia.
Ainda assim, o seleccionador nacional diz que não vai desistir de contar com eles. “Como seleccionador, como federação, não iremos desistir de continuar a sensibilizar os clubes a cederem os seus jogadores. Temos, todos, a noção e a sensibilidade da importância e do caráter decisivo destes dois jogos e espero que os clubes também tenham essa sensibilidade”, disse o seleccionador nacional.

Em tudo, de acordo com Luís Gonçalves, preferia ter a equipa completa, ou seja “todos os jogadores da minha escolha, e não das escolhas de outras pessoas”, mas isso não será possível. Mas, há uma convicção: “vamos sempre competir com os recursos que tivermos”, afirma Luís Gonçalves.

Diz mais: “temos que fazer aquilo que os moçambicanos estão habituados a fazer: que é fazer muito com pouco”, mesmo em alusão ao facto de não poder contar com todos.
Entretanto, o seleccionador nacional tem uma sugestão para evitar esta situação, que é adiar os jogos deste mês, aproveitando a Assembleia Geral da CAF, que decorre entre esta quinta e sexta-feira, para o efeito.

“Nós estamos ainda na expectativa de perceber se vamos jogar ou não. Contudo, como não temos ainda nenhuma confirmação, se os jogos serão adiados ou não, temos é de continuar a seguir o nosso programa para tentar atingir o nosso objectivo, que é a qualificação para o CAN”, disse expectante o seleccionador nacional.

Os Mambas iniciam a preparação na segunda-feira, com os jogadores que actuam internamente, seguindo o protocolo sanitário de prevenção da COVID-19.

Alojamento grátis por detrás da antecipação do jogo com Ruanda

Inicialmente marcado para o dia 26 de Março, em Kigali, o jogo entre Ruanda e Moçambique foi antecipado para dia 24, dois dias depois da chegada dos Mambas àquele país. De acordo com o Vice-Presidente da Federação Moçambicana de Futebol, Jorge Cumbane, esta alteração da data foi feita pelos ruandeses e teve aval da Federação Moçambicana de Futebol.

Na hora de justificar os motivos desta alteração, Cumbane revelou que os acordos de reciprocidade existentes entre as duas federações estiveram por detrás da decisão. Ou seja, o Ruanda alegou problemas relacionados com as ligações aéreas que o seu combinado nacional terá que fazer para marcar presença no jogo da última jornada da fase de apuramento, diante dos Camarões e, em contra-partida, garante o alojamento a custo zero para a delegação moçambicana.

“É preciso compreender que a Federação tem a sua estrutura, houve uma proposta do Ruanda por conta do jogo que vai fazer nos Camarões e nós temos alguns acordos de reciprocidade, nesses acordos está claro que quando há pedidos podem ser concedidos, nós concedemos. Na verdade, foi por conta do jogo que eles têm que fazer com os Camarões, não foi uma simples aceitação, sabemos que há várias etapas que ocorrem num jogo de futebol”, começou por dizer Jorge Cumbane.

Entretanto, esta é uma situação que pode trazer prejuízos ao combinado nacional, tendo em conta que vai partir de Maputo no dia 22, mesmo dia em que chega a Kigali, realiza os testes e tem apenas um dia, seguinte, para o reconhecimento do campo. Ou seja, apenas terá um dia para juntar os jogadores que actuam internamente e os que jogam fora de portas, no treino de adaptação ao relvado que vai acolher o jogo.

Jorge Cumbane diz que esses prejuízos são resultados dos acordos existentes entre as duas federações. “Há vários acordos que são assinados com vários países, são assuntos ligados da federação para federação. Sob ponto de vista de organização e administração ganhamos, por exemplo nós vamos para o Ruanda agora e por conta deste acordo não temos custos de hospedagem, por exemplo”, disse e acrescentou que “são boas relações, pois sob pontos de vista administrativo ganhamos, agora todas essas contrariedades se olharmos para a selecção de Moçambique e para do Ruanda, o nosso interesse em tudo que se faz aqui na federação é para ganharmos jogos. O resultado desportivo para nós é muito importante, não há aqui agendas fora do jogo de futebol”, concluiu Cumbane.

 

A Confederação Africana de Futebol marcou as duas últimas jornadas da fase de qualificação ao CAN dos Camarões para 24 e 30 de Março corrente. O jogo diante do Cabo Verde está marcado para às 21h00, no Estádio Nacional do Zimpeto.

São datas e horas que entram em choque com as pretensões dos Mambas, uma vez que estão em jogo na marcação da CAF para as duas últimas jornada de qualificação ao CAN de Janeiro de 2022 nos Camarões.

Inicialmente marcado para 26 de Março em curso, o embate entre Ruanda e Moçambique, para a quinta jornada do grupo F, a CAF antecipou o jogo para 24 de Março.

Esta remarcação é em resposta ao pedido feito pelos ruandenses, que alegam problemas de ligações aéreas para chegarem aos Camarões, a tempo de disputar o jogo da última jornada, a 30 de Março, diante dos Leões Indomáveis.

Facto mesmo é que o espaço de tempo da chegada dos jogadores estrangeiros a Kigali para se juntarem aos restantes Mambas, saídos de Maputo, bem como o tempo de espera dos resultados dos testes de despistes da COVID-19, dentro do protocolo sanitário, poderá ser o principal entrave para a utilização dos atletas vindos da Europa.

Relativamente ao jogo com Cabo Verde, no dia 30 de Março, a CAF marcou para às 21h00, numa altura em que o Grande Maputo observa o recolher obrigatório, imposto para frear o aumento de infecções pelo novo Coronavírus.

Assim, os Mambas não teriam apoio do seu público, nem nas bancadas e nem nas ruas, sendo por isso mais um obstáculo na caminhada para o CAN Camarões 2022.

Quanto aos jogadores que actuam fora de portas, o Bordéus da França já deu a saber à Federação Moçambicana de Futebol que não vai dispensar Mexer para os jogos dos Mambas, devido ao cumprimento do isolamento no regresso. A situação vai obrigar o jogador a ficar mais de 10 dias sem dar seu contributo na equipa.

Deste modo, Luís Gonçalves sabe que não contará com o jogador para as duas últimas jornadas de qualificação ao CAN dos Camarões.

 

O Presidente da República, Filipe Nyusi, autorizou o regresso aos treinos dos clubes que disputam o Moçambola 2021, devendo cumprir os protocolos sanitários, isolando os jogadores e intervenientes que testaram positivo para a COVID-19, mas não autorizou a retoma do campeonato nacional, por considerar que os clubes ainda não estão preparados.

Filipe Nyusi diz que apesar dos resultados encorajadores dos testes realizados, os clubes devem ter o compromisso de realização de testes regulares para melhor controlarem a pandemia, lamentando o facto de muitos clubes não terem feito testes antes do início do Moçambola. Ou seja, alguns clubes só realizaram dois testes de despiste da COVID-19, os mesmos que foram exigidos pelo Governo.

Estes pronunciamentos foram feitos durante o encontro que o Chefe do Estado manteve com os desportistas, para debater possível retoma do desporto.

Na ocasião, o director do Instituto Nacional de Saúde, Ilesh Jani disse que os resultados baixaram significativamente, comparados com os resultados da primeira testagem, efectuada a 13 de Fevereiro. Ou seja, se na primeira testagem a taxa de positividade global era de 12.3%, resultados que culminaram com a não autorização de regresso aos treinos por parte de oito clubes que tiveram taxa acima de 10%, desta vez os resultados indicaram uma taxa de positividade de 5%, ao todo. Ou seja, a cada 20 pessoas testadas na passada quinta-feira, um estava infectado, o que em termos taxativos há condições para retoma aos treinos.

Ainda assim, o director do Instituto Nacional de Saúde diz que a situação é preocupante, tendo em conta que há clubes que não têm nenhum caso positivo, mas por causa das viagens que terão que fazer de um canto para o outro, acabem sendo infectados pelos seus adversários.

Entretanto, apesar desta preocupação apresentada pelo Instituto Nacional de Saúde, os dirigentes desportivos, particularmente do futebol, apelaram ao bom senso do Presidente da República para que autorize a retoma dos treinos e da competição, até porque há compromissos internacionais que precisam ser cumpridos, nomeadamente o CAN e o Mundial,

A Federação Moçambicana de Futebol compromete-se a realizar testes rápidos semanalmente para melhor controlo da positividade dos atletas, ao mesmo tempo que garante cumprimento do protocolo sanitário, mesma promessa dada pela Liga Moçambicana de Futebol.

Entretanto, as federações nacionais presentes, consideram que a intervenção do Governo podia virar-se para as modalidades que não são de riscos e que elevam a bandeira de moçambique além fronteiras.

Luís Miquissone foi eleito para o onze ideal da segunda jornada da Liga dos Campeões africanos, disputada semana passada, depois da boa exibição no embate diante do Al Ahly. Quem também está no onze ideal da semana é Kamo Kamo, no Campeonato de Portugal, após apontar o segundo golo consecutivo ao serviço do Vitória de Setúbal.

Uma actuação de encher os olhos, coroada com um golo fenomenal, na semana passada, diante do Al Ahly do Egipto, soaram as trombetas do internacional moçambicano ao serviço do Simba da Tanzania, Luís Miquissone.

Depois de ver clubes do topo do futebol africano convencidos ao seu poderio, a Confederação Africana de Futebol também vergou ao talento do menino de Angónia, Luís Miquissone, e elegeu o internacional moçambicano na equipa ideal da segunda jornada da Liga dos Campeões africanos.

O jogador moçambicano figura de um onze onde constam jogadores de clubes da Argélia, Senegal, Egipto, Marrocos e África do Sul, que se evidenciaram durante a segunda jornada da champions africana.

Para além de Luís Miquissone, que está na zona intermediária da equipa ideal da segunda jornada da Liga dos Campeões, fazem parte ainda o guarda-redes Moussa Camara, do Horoya AC da Guiné-Conacri, os defesas centrais Mouad Haddad, da Argélia, e Joash Onyango, colega de Miquissone no Simba, os laterais Pape Ndiaye, do Teungueth FC do Senegal, e Hanza Mathlothy, do Zamalek do Egipto.

Na zona intermediária acompanham o moçambicano os médios Muaid Ellafi, do Wydad Casablanca de Marrocos, e Kermit Erasmus, do Mamelodi Sundowns da África do Sul.

No ataque foi eleito um trio composto por Themba Zwane, do Mamelodi da África do Sul, Ayoub El Kaabi, do Wydad Casablanca do Marrocos, e Obed Mayamba,doAS Vita Club da República Democrática de Congo.

Recorde que o golo de Luís Miquissone diante do Al Ahly deu a liderança isolada do Simba no grupo A, com seis pontos. Pelo campeonato tanzaniano, Miquissone apontou esta segunda-feira o seu segundo golo, em sete partidas, na vitória do Simba diante do JTK Tanzania, por 3-0.

 

KAMO KAMO NO ONZE DA SÉRIE H DO CAMPEONATO DE PORTUGAL

Já em Portugal, Kamo Kamo Cumbane tem, também, se evidenciado ao serviço do Vitória de Setúbal, do Campeonato de Portugal, escalão para o qual foi relegado depois de não cumprir com os requisitos financeiros do processo de Licenciamento de Clubes.

Pela segunda semana consecutiva o jogador foi eleito para a equipa da semana da série H, depois de na semana passada ter constado da equipa ideal. Kamo Kamo fez, também, nesta jornada, o seu segundo golo consecutivo para os sadinos, na goleada infringida ao Lusitano de Évora, resultado que coloca a equipa a liderar a sua série.

Kamo Kamo já conta com seis golos nesta temporada futebolística 2020/2021, em 15 partidas disputadas.

 O capitão da selecção nacional de futebol, Mambas, Elias Pelembe ou simplesmente Domingues, está de volta ao futebol sul-africano, desta feita pela porta do Polokwane City, clube com o qual assinou um contrato de uma época, ou seja, até ao final desta temporada, tendo mais uma de opção.

Depois de ter feito o seu último jogo pelo Bidvest Wits da África do Sul em Março do ano passado, e não ter renovado o seu contrato, que terminou em Junho, Domingues estava em Maputo sem clube.

O internacional moçambicano chegou a treinar no Black Bulls, apenas para manter a forma, nas vésperas da convocatória para o duplo embate com os Camarões.

A notícia de provável união entre Domingues e Polokwane City só foi confirmada final de semana, quando o jogador colocou o preto no branco, que confirma o regresso do jogador a um país onde foi diversas vezes campeão e um dos mais bem pagos.

Aliás, o Polokwane City é o quarto clube que Domingues representa nas terras do rand, depois do Super Sport United, Sundowns e Bidvest.

A nova equipa de Domingues ocupa neste momento a 9ª posição do GladAfrica Championship, com 18 pontos, menos nove que o líder. Domingues poderá estrear já este final de semana diante do Pretoria United, em partida da 16ª jornada.

Formado no Desportivo Maputo onde conquistou um título, em 2007, Elias Pelembe ou simplesmente Domingues, de 37 anos de idade, deixou o país em 2007 para iniciar uma carreira profissional na vizinha África do Sul, pela porta do SuperSport United, onde actuou por duas temporadas, antes de rumar para o Mamelodi Sundowns, clube que representou por seis temporadas. Em 2015 trocou o Sundowns pelo Bidvest Wits, seu último clube na primeira divisão sul-africana, onde conquistou quatro títulos, em 2007/08 e 2008/09 pelo SuperSport United, 2013/14, pelo Mamelodi, e 2016/17, pelo Bidvest Wits.

Pela selecção nacional de futebol, os Mambas, o capitão já disputou 66 partidas, um Campeonato Africano das Nações, tendo marcado 13 golos.

+ LIDAS

Siga nos

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE