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O País – A verdade como notícia

O combinado nacional, Mambas, sofreu uma inesperada derrota diante do Ruanda, em Kigali, por uma bola sem resposta, e quase hipoteca as contas de qualificação ao CAN, ficando dependente dos resultados dos terceiros, a começar pelo jogo da sexta-feira entre Cabo Verde e Camarões, para depois pensar na última jornada. A derrota coloca os Mambas provisoriamente na terceira posição, já que o Ruanda passa a somar cinco pontos, contra quatro de Moçambique e Cabo Verde, que tem menos um jogo.

As contas começam a ficar difíceis para Moçambique que se viu derrotado em Kigali, por uma bola sem resposta, num golo que surgiu de uma perda de bola de Telinho, que permitiu um ataque rápido, com a defesa a acompanhar a acção dos ruandeses, sem reacção e a permitir o remate de Byiringiro, à entrada da área.
Um resultado que só não deita pôr água abaixo o sonho do CAN, porque ainda há uma réstia de esperança na próxima terça-feira. Os Mambas têm que esperar que Cabo Verde não vença Camarões na sexta-feira, que, na última jornada, os ruandeses não vençam os “leões indomáveis” e que os Mambas alcancem a vitória frente aos “tubarões azuis”, no Estádio Nacional do Zimpeto.

Equipa “improvisada” de Luís Gonçalves
Luís Gonçalves teve que fazer improvisos no onze inicial dos Mambas, com a integração de cinco jogadores do Moçambola, nomeadamente Frenque, na baliza, Sidique e Jeitoso, na defesa, Kito e Telinho, na intermediária.
Dos jogadores que actuam fora, o destaque vai para a entrada de caras de Bruno Langa, na esquerda da defesa, Faisal Bangal, no ataque, a fazer a dupla com Clésio Baúque, a serem reforçados pelo génio de Luís Miquissone. Kambala e Chico Muchanga foram os outros previsíveis que entraram de início nesta partida.
Mas, a grande surpresa foi a braçadeira entregue a Kito, em função da ausência de Dominguês na equipa inicial, esse que, tal como os restantes, estava no banco de suplentes.
Tratou-se de uma equipa equilibrada, num 4x4x2 que se transformava num 4x5x1 quando a equipa defendia, onde Clésio era o mais adiantado, mas também a transformar-se num 4x2x4 quando atacava, com Luís Miquissone e Telinho a serem os adiantados pelas laterais e, por vezes, a flectirem para o centro e a tentar os remates, pelo menos na primeira parte, já que os dois remates feitos foram daqueles dois jogadores.

PRIMEIRA PARTE SOFRIDA, MAS SEGURADA

A primeira parte até começou bem para os Mambas, com Luís Miquissone a abrir o livro aos três minutos, depois de ganhar espaço na lateral, deixar para trás um adversário e cruzar para Faisal Bangal, que, incomodado, rematou ao lado. Ainda reclamou uma grande penalidade, mas o árbitro nada disse.
Porém, depois disso, os ruandeses cresceram e começaram a chegar a baliza de Frenque com alguma frequência e, aos 17 minutos, Ange apareceu no meio da rua a desferir um remate com selo de golo, a valer a atenção de Frenque que defendeu para canto.
Aos 24 minutos, mais um susto para a defesa moçambicana, num cruzamento da direita, com Ernest a chegar ligeiramente atrasado ao desvio, no segundo poste, quando estava solto de marcação, numa altura em que Frenque já tinha deixado a bola passar.
Luís Miquissone tentava remar contra a maré e procurava surpreender, mas estava sozinho e nem Faisal Bangal conseguia acompanhar o jogador de Angoche.
Aos 35 minutos, mais uma situação para o Ruanda, com a intervenção de Jeitoso por duas vezes a evitar que a bola chegue com perigo e, no final, um remate a meio da rua para as mãos de Frenque.
A terminar a primeira parte, foi Telinho, num remate fraco, a testar a atenção de Emery.
Terminavam, assim, os primeiros 45 minutos com os Mambas em sofrimento, a procurar remar contra a maré.

SEGUNDA PARTE DIVIDIDA

A abrir a segunda parte, o Ruanda podia ter chegado ao golo quando Chico teve uma brincadeira na defensiva a permitir que Ernest tivesse espaço para o remate, mas a passar por cima.
A defensiva moçambicana parecia adormecida, porque deixava sempre os avançados ruandeses em boas posições de remate e Haruna, numa dessas vezes, apareceu à entrada da área para um remate que só não criou perigo por ter passado ao lado.
Bruno Langa e Jeitoso pareciam não acertar nas marcações e isso permitia a colocação perigosa dos ruandeses. Byiringiro, que entrara na segunda parte, apareceu nas costas de Bruno Langa a cabecear, valendo a fraca pontaria do ruandês.
Luís Gonçalves não demorou e, numa sentada, fez duas substituições, com as saídas de Kito, que passou a braçadeira a Clésio, e Telinho, e com entradas de Nené e Gildo para tentarem estancar o pendor ofensivo dos ruandeses.
Mas, Luís Miquissone estava inconformado com a actuação dos Mambas e, num momento de inspiração, ganhou a bola e foi até à zona do cruzamento levantar a bola para o coração da área, a valer a saída de Emery, que não deixou a bola chegar a Clésio, que já estava nas alturas para o cabeceamento.

O GOLO DO RUANDA

O combinado nacional não conseguia encontrar-se em todos os sectores e os ruandeses não temiam o veneno dos Mambas. Numa perda de bola na zona do meio campo, o Ruanda saiu em contra-ataque rápido, perante uma infantilidade da defensiva, que permitiu a Emmanuel servir Byiringiro, que, do meio da rua, rematou, colocado sem hipóteses de defesa para Frenque, que, pregado, só viu a bola beijar as suas redes.

DOMINGUES ENTRA E MAMBAS BEM MELHORES

Foi já depois do golo do adversário que Luís Gonçalves fez entrar Domingues para o lugar de Clésio, que, também, trocaram a braçadeira, numa tentativa de fazer desequilíbrios e concentrar os jogadores do Ruanda no capitão dos Mambas, para permitir que Luís Miquissone e Faisal Bangal se libertassem e criassem oportunidades.
Domingues que, aos 84 minutos, teve uma soberba oportunidade de empatar o jogo quando apareceu no meio de dois centrais e em boa posição; rematou para defesa de Emery. Foi a primeira melhor oportunidade de marcar, porque a segunda veio dos pés de Dayo, dois minutos depois, a aparecer do lado direito da entrada da área a disferir um remate para defesa de Emery e Domingues a chegar atrasado para a emenda.
Dois momentos cruciais para os Mambas chegarem ao empate para o desespero dos jogadores e do banco técnico.
Emery acabou sendo o herói do Ruanda ao voltar a evidenciar-se num remate cruzado de Gildo, com selo de golo, para canto.
Mau grado que as segundas bolas não eram ganhas tal como se desejava.
Os Mambas estavam a fazer pressão, mas sem conseguir o seu objectivo de marcar, e o resultado acaba por ser penoso e a deixar os moçambicanos com a calculadora na mão.
Agora, resta esperar pelas contas, a começar pelo jogo da sexta-feira, no qual se espera que Cabo Verde não vença Camarões e, na última jornada, que os leões indomáveis vençam as vespas e nós, Mambas, teremos que vencer Cabo Verde, para, então, chegar a Yaoundé, em Janeiro de 2022.

Os Mambas defrontam o Ruanda em jogo a contar para a quinta jornada de qualificação ao CAN dos Camarões. Todos os jogadores tiveram teste negativo para a COVID-19 e aptos para o jogo.

Não é tal como Luís Gonçalves desejava para estes dois jogos, em função dos jogadores inicialmente convocados e que não poderão dar seu contributo ao conjunto moçambicano. São muitas as limitações que a equipa técnica nacional tem para este jogo diante do Ruanda, esta quarta-feira, quando forem 15H00 de Maputo, em Kigali.

Desde a defesa até ao ataque são nove as ausências confirmadas, seis dos quais titularíssimos nos Mambas, que desfalcam a equipa numa das partidas mais importantes na caminhada ao Campeonato Africano das Nações dos Camarões, em Janeiro de 2022.

Mexer e Zainadine Jr, no eixo da defesa, Reinildo na esquerda da defesa, Witi a fazer dupla do lado esquerdo com Reinildo, Geny Catamo e Reginaldo Mandava, a dupla da frente, são os potenciais titulares que não estarão presentes neste jogo, devendo ver seus lugares ocupados por outros, na expectativa de que façam bem melhor para garantir um resultado positivo.

Mas ainda estará ainda de fora David Malembane, jogador que esperava fazer a sua estreia pelos Mambas nestes dois jogos, para além de Pepo, que também se faria presente pela primeira vez ao serviço dos Mambas, e Amâncio “Neymar” Canhemba, jogador que até se estreou e marcou um golo pelos Mambas, que não darão seu contributo a selecção nacional.

Facto mesmo é que na tarde desta quarta-feira, no Estádio Regional de Kigali, Luís Gonçalves terá que apresentar uma selecção alternativa, mas com características venenosas para derrubar os ruandeses e regressarem ao país com um resultado satisfatório, que permita resolver e regularizar a questão da qualificação em Maputo, no dia 30, diante do Cabo Verde.

 

Onze alternativo

A baliza é um dos sectores onde haverá, certamente, muitas incógnitas, tendo em conta que todos os quatro chamados são passiveis de serem titulares, Ernani é o que está mais próximo de entrar de início. Mas claro está que Guirrugo, o mais experiente dos quatro, também está na linha da frente para ser opção inicial.

No sector defensivo, onde já nos referimos a ausência do principal esquadrão, Jeitoso será o líder e acompanhado no centro por Chico, com quem fez dupla no Ferroviário de Maputo em tempos. Chico joga actualmente no TS Sporting da África do Sul.

Para as laterais, Luís Gonçalves tem apenas uma certeza: Sidique na direita parece ser intocável. Na esquerda concorrem Bruno Langa, Bhéu, Jorge e Abu, mas o lateral da União Desportiva de Songo está com ligeira vantagem para a titularidade, que também pode ser dada ao “português” Bruno Langa.

Kambala também tem lugar assegurado no miolo do terreno, provavelmente a fazer a dupla de sempre com Kito, ficando Domingues na direita e Kamo Kamo na esquerda. Mas atenção que Amadu ainda pode entrar para o lugar de Kito e formar a dupla com Kambala.

Para o sector mais adiantado, Clésio e Luís Miquissone serão as opções que se esperam marquem golos necessários para a festa dos moçambicanos.

 

 

Os Mambas chegaram ao final do dia desta segunda-feira a Kigali e no mesmo dia realizaram testes de despiste da COVID-19, cujos resultados foram satisfatórios para Luís Gonçalves, já que todos integrantes da comitiva testaram negativo para o novo Coronavírus.

Ao todo foram 24 que partiram de Maputo e mais quatro idos da Europa e África do Sul, que se juntaram ao grupo ainda esta segunda-feira. Domingues foi o último a chegar a Kigali, onde Gildo Vilankulos, Bruno Langa, Faisal Bangal, Ricardo Mondlane e Clésio Baúque já lá estavam a espera da comitiva.

Dos 24 jogadores que partiram de Maputo, destaque para os internacionais Luís Miquissone, Maestro, Chico e Kambala, todos a actuarem fora de portas.

Com os testes realizados e todos negativos, Luís Gonçalves conta com um leque de 29 jogadores para o embate desta quarta-feira diante do Ruanda, incluindo os três atletas que tinham testado positivo ainda em Maputo, nomeadamente Kito, Bhéu e Amadu.

A selecção nacional de futebol ocupa a segunda posição do grupo F de qualificação ao CAN dos Camarões, com quatro pontos, os mesmos de Cabo Verde, enquanto o Ruanda, adversário desta quarta-feira é lanterna vermelha com dois pontos.

Para a qualificação ao CAN-2021, os Mambas precisam somar quatro pontos nos dois próximo jogos diante do Ruanda e Cabo Verde.

O piloto internacional, Paulo Oliveira, regressou a Maputo depois de ter conquistado o campeonato do mundo de todo-o-terreno na sua classe, que decorreu na Baja da Jordânia.

Foi mesmo um chegar, ver e vencer para Paulo Oliveira que terminou em primeiro lugar na sua classe de moto, no todo-o-terreno da Baja da Jordânia, depois de três etapas em que correu com uma motorizada que não tinha tido contacto antes. Foram etapas corridas na sexta, sábado e domingo, em que Oliveira conseguiu a glória e o feito inédito e histórico de terminar em primeiro lugar, peses embora a equipa tenha terminado na sexta posição na classificação geral.

Foi uma participação que iniciou com algumas dificuldades, aliás, desde a confirmação da participação, a viagem e a prova, mas nada que fizesse o piloto travar nas arreias da Jordânia. O próprio Oliveira revela que “as dificuldades começaram mesmo antes das provas, pois foi difícil chegar a Jordânia devido as restrições impostas pela Covid-19”, e já no teatro das operações o facto de não ter contado com a sua própria motorizada. “Não levamos a moto que estamos habituados e tivemos que, a determinada altura, contratar uma equipa que ate venceu o primeiro lugar da geral no Dubai, e competimos com uma moto completamente diferente daquela que estamos habituados, sem as afinações necessárias”, disse Paulo Oliveira.

Mas a maior grande dificuldade foi mesmo a falta de contacto com a companheira. “Normalmente nós necessitamos de dois dias de preparação, para prepararmos a moto, afinarmos e metermos todos instrumentos à nossa altura, a posição de condução, mas pegamos na mota no próprio dia da primeira etapa, na sexta-feira”, conta a odisseia o piloto moçambicano, que acrescenta que “recebemos a mota pelas cinco horas e a prova começou às 06H30 e não tivemos contacto suficiente”.

Mas mesmo assim “foi excelente, conseguimos fazer um excelente resultado, apesar destas dificuldades todas”, revela Paulo Oliveira.

À sua chegada a Maputo, empunhando o troféu da Baja da Jordânia, foi recebido por algumas dezenas de moçambicanos que ovacionaram o feito de Paulo Oliveira na prova internacional. Mas o piloto já pensa na próxima prova, que terá lugar próximo mês.

“Temos a próxima corrida já no dia 8 de Abril, e continua a ser um desafio irmos para radar de Qatar devido as restrições da Covid-19, mas vamos continuar a fazer os possíveis para podermos participar e depois estarmos numa final, em outubro, na Baja de Porto Alegre de Portugal”, disse Paulo Oliveira.

Aliás, Oliveira espera que o radar de Qatar seja tão bom quanto a corrida da Baja da Jordânia. “É uma prova que nunca participamos mas esperamos que não seja muito diferente daquela que tivemos na Jordânia”, considera o piloto moçambicano.

A meta é chegar ao “Rally Dakar” e por isso a escolha pelas provas do médio oriente para a qualificação a maior prova mundial de todo-o-terreno. “Optamos por fazer no médio oriente porque são terrenos muito parecidos com os que vamos encontrar no ‘Rally Dakar’, tendo em conta que o ‘Dakar’ desenrola-se à volta da Arábia Saudita e onde estes países todos fazem fronteira, e os terrenos, a pedras, o deserto, as dunas, são muito semelhantes”, revelou Oliveira para depois acrescentar que “esta escolha é uma forma de nos preparar para o ‘Rally Dakar’”.

Paulo Oliveira é o primeiro moçambicano a competir em provas do campeonato do mundo de todo-o-terreno em motorizadas, bem como o primeiro a disputar o Rally Dakar.

Os Mambas estão na recta final da preparação para o embate da próxima quarta-feira, diante do Ruanda, a contar para a quinta jornada de qualificação ao CAN-2021. Luís Gonçalves diz que está confiante num bom resultado porque confia nos jogadores que vai levar a Kigali.

 É a contagem decrescente para o embate de Kigali, diante do Ruanda e a preparação é cada vez mais intensiva, com os Mambas a ficarem mais completos à medida que os jogadores que actuam fora de portas vão se juntando aos internos.

Luís Gonçalves diz estar satisfeito com a entrega dos jogadores que estão a preparar esta dupla empreitada. “O estágio está muito bem. Todos jogadores têm estado a bom nível e o ambiente é de confiança, com entrega total dos jogadores e só tenho que a dizer que estou satisfeito porque esta semana está correr bastante bem”, disse Luís Gonçalves.

Com muitas especulações à volta da vinda de jogadores que actuam fora de portas e que poderão fazer parte das escolhas dos Mambas para esse jogo, o seleccionador nacional diz que confia nos atletas de que dispõe e que vai levar todos os convocados para Kigali. “Tem existido sempre preocupação em saber quem são os jogadores com que podemos contar para este jogo. Nós vamos usar os jogadores que temos disponíveis e devo dizer que confio muito nestes jogadores”, esclareceu Gonçalves.

Até porque agora Luís Gonçalves só pensa no embate diante do Ruanda e mais tarde vai pensar no Cabo Verde. E o próprio revela que “sei que muitas pessoas estão a pensar no jogo de Cabo Verde. Sei que o jogo de Cabo Verde é importante mas antes desse jogo temos que jogar com Ruanda. E honestamente só penso nesse jogo e no resultado que devemos fazer no Ruanda”. E depois frisa: “o objectivo é sempre ganhar. Não interessa com que adversário jogamos, o importante é alcançarmos o nosso objectivo de vencer. Os jogadores que entrarem em campo terão e minha total confiança”.

GONÇALVES AINDA CONTA COM TODOS “ESTRANGEIROS”

Quanto a jogadores que actuam fora de portas, há indicação de que a Federação Francesa de Futebol colocou imposições para a vinda de Reinildo e Mexer, nomeadamente da garantia de um voo particular para o regresso dos mesmos, e Luís Gonçalves assume o desejo de ter estes e mais jogadores, por isso diz continuar na expectativa de ter todos em Kigali. “Nunca desisti e nunca desisto de ter os jogadores que eu acho que são melhores neste momento para representar a selecção nacional. Mas temos que enaltecer e agradecer o esforço que a FMF e a SED tem estado a fazer para trazer os jogadores de fora, mas não tenho certeza se eles vem ou não, mas sempre vamos aguardar por eles”, disse Luís Gonçalves.

Aliás, o seleccionador tem estado a reiterar a confiança que tem nos jogadores convocados e diz que é com eles que conta para alcançar o objectivo de somar pontos em Kigali.

Mas nem todos tem disponibilidade para representar o combinado nacional. De acordo com Luís Gonçalves “a informação que temos é que há alguns casos que infelizmente já não contamos com eles, casos de Reginaldo, que a equipa não autorizou, Zainadine e Amâncio ainda não temos certeza, tal como Witi, por estarem na Madeira e a ilha, por seu autónoma ter as suas regras, não vamos contar com a promessa que esperávamos, o Pepo que está lesionado e não vem, Geny também não vem porque está lesionado e tem que cumprir a recuperação no clube, o Clésio sabemos que estará connosco, assim como o Faisal Bangal que está confirmado”.

Entretanto, alguns dos jogadores que vem da Europa só se juntam aos Mambas esta segunda-feira em Kigali. “Tenho expectativa de que até ao último momento os jogadores possam se juntar ao grupo. Mas temos que valorizar os que cá estão e estão de corpo e alma”.

CHAMADA DE DOMINGUES É POR OPÇÃO TÉCNICA

Uma das questões que tem estado a ser feita por muitos desportistas, adeptos dos Mambas, é a chamada de Domingues, de última hora. Luís Gonçalves diz que a única resposta para esta chamada é “opção técnica”. “Em relação a Domingues só posso dizer que a sua chamada é opção técnica e esperamos que ele possa dar mais motivação aos restantes jogadores. Conversei com ele sobre a não chamada naquela altura e porque só agora foi chamado e disse que entendia a situação, tal como assegurou estar consciente se tiver que jogar de princípio ou começar no banco”, explicou Luís Gonçalves.

As ausências confirmadas dos jogadores que actuam fora de portas obrigaram Luís Gonçalves a chamar outros jogadores, com destaque para a descoberta feita por Dário Monteiro nos Mambinhas sub-20, o capitão Celton Jamisse, da Black Bulls, Abu, defesa do Costa do Sol, entre outros, que partem esta segunda-feira a Kigali.

Na capital ruandesa o combinado nacional fará treino de adaptação ao relvado do jogo na terça-feira.

LUIS MIQUISSONE

Estamos preparados porque temos vindo a trabalhar bem. Estamos focados e esperamos dar o nosso melhor para ganharmos o jogo. Já estou habituado a pressão e a responder o que as pessoas esperam de mim e estou a trabalhar afincadamente para dar o meu melhor. Acho que estamos unidos e todos jogadores mostram um nível elevado fisicamente e a questão é nos unirmos cada vez mais para fazermos um bom jogo.

TELINHO

Os adeptos tem de esperar tudo de nós e estamos a trabalhar para responder positivamente ao nosso objectivo. O que queremos é só chegar lá e mostrarmos nossas forças e regressar com os três pontos. Estou a 100% fisicamente e com a minha força de vontade vou tentar ajudar a minha selecção a alcançar o seu objectivo e por isso sempre farei o melhor para ajudar a selecção. O sonho de qualificação ao CAN é de todos nós e sei que vamos fazer de tudo para conseguir alcançar o sonho.

A selecção nacional de futebol de praia está na recta final dos trabalhos de preparação com vista a eliminatória diante das Comores, de qualificação ao CAN da modalidade. Equipa técnica e jogadores estão motivados e assumem desejo de conseguir um lugar no CAN do Senegal.

Esta será a quarta vez que o combinado nacional de futebol de praia tenta a qualificação inédita a uma fase final do Campeonato Africano das Nações da modalidade, e desta vez com a vantagem de ser apenas uma única eliminatória.

Mau grado não haver muitas informações sobre o adversário, Comores, tal como disse o seleccionador nacional, Abinério Ussaca. “Não temos uma informação real sobre o adversário porque Comores não tem muita história. Não estamos a falar só do futebol de praia, estamos a falar de todas categorias de futebol. Não estamos a conseguir ter informação exata, não estamos a conseguir ter vídeos, jogos e estamos praticamente às escuras”, disse Ussaca.

Ainda assim, a motivação está em alta no seio do conjunto nacional. “Mas nós não estamos muito preocupados com as comores. A nossa preocupação agora somos nós mesmos. Queremos fazer a diferença, trabalhar para demonstrar isso no terreno, ganhar os jogos, passar a eliminatória e dar alegria aos moçambicanos que esperam muito de nós, tendo em conta que é a nossa grande oportunidade de chegar ao CAN”, assegurou o seleccionador nacional.

Nem a paragem de mais um ano sem competições tira o sono do combinado moçambicano, com o seleccionador nacional a privilegiar aspectos físicos e tácticos para dar mais consistência e resistência aos jogadores.

“Não é fácil ficar um ano sem jogar. Por isso nesta última fase temos estado a trabalhar vários aspectos e temos estado a priorizar jogos entre eles, sendo dois períodos de manhã e três períodos de tarde”, disse Ussaca para depois acrescentar que “primeiro trabalhamos os aspectos técnicos e tácticos e só depois vamos a introdução do próprio jogo”.

Além disso, segundo Abinério Ussaca, “temos estado a trabalhar o aspecto psicológico dos jogadores, por exemplo, de manhã trabalhamos com linhas imaginárias e de tarde já traçamos as linhas. Isso porquê, para vermos a diferença da evolução psicológica dos jogadores”.

 

Jogadores motivados e prontos para Comores

Os jogadores do combinado nacional sentem que estão mais próximos da glória e prometem de tudo fazer para chegar ao Senegal, em Maio próximo. Nelson Manuel diz mesmo que esta é a única oportunidade que o país tem de chegar ao CAN. “Temos que ter confiança, vontade e capacidade de mostrar as coisas. Não há outra coisa, só estamos atrás de um único resultado, a vitória convincente lá, para que eles venham aqui com mais uma dificuldade”, disse Nelson Manuel que acrescentou que a motivação está em alta.

Quem também confirmou essa motivação é Fádio Ainadine, que disse que “estávamos a espera de ir ao CAN já há muito tempo e acho que não vamos perder esta oportunidade, frente a um adversário que sabemos que é a primeira vez que vai tentar uma qualificação”.

Mas a maior preocupação dos jogadores e da equipa técnica é o facto da selecção das Comores terem jogadores que actuam na França, pese embora não tenham muitas informações sobre o seu estado físico actual.

Moçambique vs Comores é eliminatória única de acesso ao CAN do Senegal e a primeira mão joga-se em Moroni, a 26 de Março, equanto a segunda mão está marcada para Maputo, a 10 de Abril próximo.

O internacional moçambicano Domingues foi convocado à última hora por Luís Gonçalves para fazer parte da selecção nacional de futebol para os embates diante do Ruanda e Cabo Verde.

Luís Gonçalves deu o volte face na sua decisão em relação a Domingues. O seleccionador nacional decidiu chamar o capitão dos Mambas para os jogos diante do Ruanda, a 24 de Março corrente, em Kigali, e Cabo Verde, a 30 deste mês, em Maputo.

O facto do internacional moçambicano estar já integrado no Polokwane da segunda divisão sul-africana, bem como ter já começado a jogar pela nova equipa, terão influenciado para a chamada do jogador que esteve fora da convocatória final.

Domingues tem sido dos jogadores mais preponderantes dos Mambas durante a presente campanha de qualificação ao CAN e uma mais-valia ao combinado nacional nos dois jogos.

Elias Pelembe, ou simplesmente Domingues, já vestiu a camisola dos Mambas por 81 ocasiões e conta com 16 golos marcados. Espera-se que o jogador chegue aos Mambas no domingo, depois do jogo que Polokwane terá sábado, diante do Jomo Cosmos.

Para além de Domingues, Luís Gonçalves chamou também o capitão da selecção sub-20, Celton Jamisse, para integrar os trabalhos dos Mambas, totalizando três jogador da Black Bulls no combinado nacional.

Entretanto, Luís Gonçalves tem a confirmação da ausência de sete jogadores que actuam na Europa, nomeadamente Mexer, Reinildo, Witi,  Zainadine Júnior, Amâncio, Reginaldo e David Malembane, que não foram dispensados pelos respectivos clubes.

A equipa técnica espera pela chegada de mais internacionais moçambicanos nos próximos dias, nomeadamente Kambala e Chico, da África do Sul, Clésio, do Azerbaijão, Gildo, Geny Catamo, Ricardo Mondlane e Pepo, todos de Portugal. Luís Miquissone já se encontra em Maputo desde esta sexta-feira e sábado junta-se aos trabalhos dos Mambas.

Os Mambas realizaram, ontem, mais duas sessões de preparação, no relvado sintéctico da Associação Académica, para os jogos diante do Ruanda e de Cabo Verde referentes à qualificação ao CAN-2021. Luís Gonçalves já conta com Abel “Maestro” Joshua que actua em Portugal e, hoje, espera-se pela chegada de Luís Miquissone

Duas sessões de treinos desta quinta-feira a totalizarem já cinco de campo e mais um do ginásio são o total do cumprimento da agenda de preparação traçado por Luís Gonçalves para a dupla operação Ruanda e Cabo Verde, respectivamente. As sessões foram as primeiras abertas aos jornalistas, ainda que sem interacção com a equipa técnica e com os jogadores, por decisão do seleccionador nacional.
Ao todo, são 16 os jogadores que estão à disposição do seleccionador nacional, sendo quatro guarda-redes (Guirrugo, Ernani, Frenque e Victor), cinco defesas (Jeitoso, Sidique, Chico Mioche, Jorge e Fidel), quatro médios (Telinho, Nelson, Maestro e Nené) e mais três avançados (Lau King, Melque e Dayo), que procuram assimilar as orientações da equipa técnica que prioriza, nestas sessões, a resistência, o passe e o controlo da bola, a marcação e a desmarcação, entre outros aspectos técnicos e tácticos.
Os grandes destaques do grupo que trabalha no sintético da Académica são os médios Telinho e Maestro. O jogador canarinho já está totalmente recuperado da lesão que sofreu no início do Moçambola 2021 e já trabalha com a bola e sem limitações. Já o jogador do Vitória de Guimarães foi o primeiro que actua fora de portas e que se juntou ao combinado nacional.
Luís Gonçalves disse que as sessões têm corrido de afeição e onde se prioriza os princípios de jogo e transições, para além da componente física dos jogadores, “que é bastante importante nesta fase”. Aliás, de acordo com Gonçalves, “os jogadores estão a responder positivamente, apesar do calor, mas isso faz parte do processo”, mostrando-se satisfeito com a integração dos quatro chamados a última hora para substituir os três infectados pela COVID-19 e que se encontram em isolamento, nomeadamente Kito, Amadu e Bhéu.
“O grupo vai-se compondo e vai trabalhando positivamente e os jogadores estão empenhados e o ambiente da equipa é muito positivo”, considerou o seleccionador nacional, Luís Gonçalves.

LUÍS MIQUISSONE ESPERADO ESTA SEXTA-FEIRA E CLÉSIO DISPENSADO

Entretanto, os jogadores que actuam fora de portas começam a chegar ao país para se juntarem aos trabalhos de preparação dos Mambas e, depois do Maestro que aterrou na passada terça-feira, esta sexta-feira é esperada a chegada do avançado Luís Miquissone, que joga no Simba da Tanzânia. A informação foi avançada pelo próprio seleccionador nacional, Luís Gonçalves, que espera que seja uma mais-valia a integração do Konde Boy, motivado depois do golo e assistência na passada terça-feira para a Liga dos Campeões Africanos.
A grande expectativa do seleccionador nacional é saber se poderá contar com os jogadores que actuam fora de portas, depois da confirmação da não dispensa de Reinildo Mandava, pelo Lille da França. Aliás, segundo escreve o jornal O Jogo, os clubes da I e II Liga francesa decidiram não ceder os seus jogadores para as respectivas selecções nacionais de fora da União Europeia devido a uma possível quarentena obrigatória no seu regresso, anunciou a Liga de Futebol Profissional.
“Uma vez que os futebolistas internacionais estrangeiros não estão isentos de uma quarentena forçada no seu regresso à França, os clubes não irão ceder aqueles que sejam convocados para as respectivas selecções para jogos fora da União Europeia durante o próximo período de jogos internacionais em Março”, lê-se no comunicado divulgado à imprensa pela Liga de Futebol Profissional (LFP).
Assim, já vão em três as baixas confirmadas de fora de portas, depois de Mexer e Zainadine, embora o seleccionador nacional tenha esperança de que o central do Marítimo seja autorizado a vir representar a selecção nacional.
No sentido contrário, Luís Gonçalves anunciou o volte-face do Zira do Azerbaijão em libertar o internacional moçambicano Clésio Baúque para os Mambas, podendo, o jogador, integrar o combinado nacional em terras de Paul Kagame.

RUANDA JÁ TRABALHA COM “ESTRANGEIROS” PARA EMBATE COM MOÇAMBIQUE

Os jogadores do Ruanda que actuam em clubes estrangeiros já estão a juntar-se à selecção para preparar os embates diante de Moçambique e Camarões de qualificação à fase final do Campeonato Africano das Nações de 2022.
Trata-se de Haruna Niyonzima e Salomon Nirisarike, ambos do FC Urartu da Arménia, que foram os primeiros a juntarem-se à concentração da selecção ruandesa, na Segunda-feira, enquanto Steven Rubanguka do AE Karaiskakis da Grécia integrou os trabalhos na Quarta-feira, segundo escreve o jornal LanceMZ.
Para esta Sexta-feira são esperados os jogadores Yannick Mukunzi, do Sandviken da Suécia e Meddie Kagere, do Simba da Tanzânia, colega do internacional moçambicano Luís Miquissone.
Ainda de acordo com o jornal LanceMZ, o guarda-redes Emery Mvuyekure que actua no Sofapaka do Quénia deve chegar a Kigali no Domingo, enquanto os jogadores Kevin Muhire, do Masr El Makasa do Egipto, e Abdul Rwatubyaye, do FC Shkupi da Macedónia, colega de Reginaldo Faite, ainda não confirmaram as suas chegadas.
O seleccionador nacional do Ruanda, Vincent Mashami diz que o ambiente de trabalho é bom e que os jogadores estão a entregar-se aos trabalhos. “O ambiente, na concentração, está bom como sempre, muito disciplinado e focado e profissional. Ainda temos alguns dias para preparar totalmente a nossa equipa, todos os jogadores estarão prontos. A equipa está de bom humor e os jogadores estão preparados técnica, física e mentalmente para o desafio que têm pela frente ”, disse Mashami.
O grupo F é liderado pelos Camarões com 10 pontos, seguidos por Moçambique e Cabo Verde, com quatro pontos cada um, e o Ruanda, na última posição da tabela classificativa, com dois pontos.

Vive-se um ambiente de cortar à faca no histórico Grupo Desportivo e Recreativo Textáfrica (GDRT) de Chimoio, porque os jogadores, equipa técnica e pessoal de apoio estão de costas voltadas com a recém-eleita direcção do clube.

Em causa, segundo apurou a reportagem do “O País”, os jogadores reivindicam cinco meses de salários em atraso e falta de alimentação.

A situação levou os atletas a suspenderem, unilateralmente, os treinos desde semana passada, depois de várias tentativas de entrar em contacto com a Direcção do GDRT terem redundado ao fracasso, uma vez que, segundo avançaram, nem o presidente, Acácio Gonçaves, nem o seu vice-presidente atendem as chamadas telefónicas dos atletas.

Esses dizem ter anotado que, desde que foi interrompida a maior prova futebolística do país, Moçambola, nenhum elemento da direcção colocou os pés no clube, não se sabendo a razão de serem abandonados por quem mais devia prestar-lhes apoio ou dignar-se a justificar as péssimas condições a que estão sujeitos.

“Nós decidimos não nos fazer ao campo para treinos até que venha alguém para vir dizer alguma coisa, mas, até aqui, ninguém veio. Por semana, só estamos a ter refeição duas vezes, o que é muito complicado”, disse Tino, capitão da equipa, tendo acrescentado que, nessas condições, nenhum jogador consegue treinar.

Secundando, Henriques, outro jogador da colectividade, disse que outro grito de socorro tem a ver com o material de treinos.

“Aqui, nós não recebemos equipamento. Não temos botas”, disse, acrescentando que a direcção fabril não está interessada em resolver os problemas do clube, pois, no seu entender, havendo interesse, já estaria a pedir apoios ao empresariado local ou ao governo, mas só se limita a cruzar os braços.

FMF FINTADA

Curiosamente, um dos requisitos para o Textáfrica ser licenciado é a regularização dos salários dos atletas e a equipa técnica, assim como a canalização de descontos ao Instituto Nacional de Segurança Social, mas essa exigência da Federação Moçambicana de Futebol não passa de uma letra morta.

“O que nos admira é que, como eles estão a justificar a FMF sobre o não pagamento de salários, aí alguma coisa não está bem, ou a FMF está a ser fintada, ou algum negócio qualquer que esteja a acontecer”, suspeita Kello Patrício.

PRESIDENTE COM UM PÉ NO CLUBE

Sobre o assunto, a nossa reportagem contactou, telefonicamente, o presidente do Textáfrica de Chimoio, Acácio Gonçalves, que confirmou a crise instalada no grupo, afirmando que, neste momento da pandemia, a bilheteira não está a produzir dinheiro e a única saída seria a contribuição dos sócios, mas esses, segundo afirmou, também não estão a fazer o seu papel de apoiar o clube.

“Não é verdade que estamos a dever salários desde Setembro do ano passado, mas sim desde Dezembro, rebateu Acácio Gonçalves, tendo, de seguida, justificado, que “não estamos a pagar, porque também não temos. Os sócios não estão a contribuir”.

Mais adiante, Acácio disse que, devido aos problemas que o clube atravessa, já remeteu pedido de demissão à mesa da Assembleia do clube presidida por Zacarias Mavile, mas ainda não se pronunciou sobre a carta.

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