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O País – A verdade como notícia

Os Mambas defrontam, esta noite, Cabo Verde em partida da última jornada da fase de qualificação ao CAN dos Camarões. O único resultado que interessa é a vitória, sob pena de dizer adeus à fase final da prova continental do futebol. Por isso mesmo, para os Mambas é “hoje ou nunca”.

Com a calculadora na mão e muita pressão dos milhões de moçambicanos, os Mambas entram hoje em cena, na derradeira oportunidade de garantir um lugar na fase final do CAN dos Camarões em 2022.

Apesar da confiança demostrada pela equipa técnica e jogadores na antevisão ao jogo de mais logo, as contas são bastante complicadas para as aspirações do combinado nacional. Terá que fazer um jogo de conjugações para garantir o apuramento, já que não depende somente de si para essa qualificação.

 

Cenários de qualificação dos Mambas

Em termos de cenários, apenas um é funcional para a qualificação dos Mambas ao CAN. A selecção nacional é obrigada a vencer Cabo Verde, por qualquer resultado possível, mas também esperar que os Camarões não percam com Ruanda.

É que mesmo vencendo os Tubarões Azuis, passar a somar sete pontos, e o Ruanda vencer Camarões, qualifica-se-ia a selecção ruandesa, que passaria a somar oito pontos. Mas em caso de derrota ou empate do Ruanda, em Douala, diante dos Camarões, e uma vitória dos Mambas frente a Cabo Verde, a conta é favorável a Moçambique, que passará a contar o mesmo número de pontos com os Tubarões Azuis, mas com vantagem no confronto directo, primeiro critério de desempate, em caso de igualdade pontual.

É que os Mambas empataram na cidade da Praia a dois golos e mesmo tendo em saldo negativo de golos, a vitória beneficia aos moçambicanos.

 

Confronto de jogos favorável aos Mambas

No que diz respeito ao confronto directo, as duas selecções cruzaram-se apenas quatro ocasiões, com os Mambas a levarem vantagem, uma vez que venceram dois jogos, sendo um de qualificação ao CAN 2015, no Estádio da Machava, por 2-0, e outro amigável, à tangente, em jogo disputado em Massamá, Portugal.

Cabo Verde venceu apenas um jogo, em Praia, na fase de grupos de qualificação ao CAN 2015, por uma bola sem resposta, sendo que o único empate se verificou na segunda jornada desta fase de qualificação ao CAN-2021, na capital cabo-verdiana, a dois golos.

Kito, Domingues, Clésio, Telinho e Witi marcaram os golos dos moçambicanos diante dos Tubarões Azuis em todas as partidas disputadas, e desses, apenas Witi não estará na partida desta noite, no Estádio Nacional do Zimpeto devido a uma lesão.

Para este jogo, Luís Gonçalves já poderá contar com Ricardo Mondlane e Kamo Kamo Cumbane, últimos a integrarem a equipa que se encontra em estágio na Casa Militar.

 

Provável onze dos Mambas

Para esta partida diante do Cabo Verde, decisivo e de capital importância, Luís Gonçalves é obrigado a arriscar e montar uma equipa mais ofensiva do que defensiva, a colocar mais jogadores com faro de finalização, que possibilitem golos. Mas terá que arriscar em jogadores que desequilibrem na zona do meio campo para frente.

Assim, poderá apostar em Franque na Baliza, com um quarteto defensivo constituído por Chico e Jeitoso no centro, Sidique na direita e Bhéu, tendo em conta que Bruno Langa não se encaixou no jogo diante do Ruanda.

No miolo do terreno, Kambala continuará a ser aposta como médio defensivo, auxiliado por Kito, tendo Kamo Kamo na esquerda e Domingues na direita. Estes dois jogadores deverão alimentar a frente do ataque que poderá estar entregue a Luís Miquissone e Clésio.

Mas também poderá apostar em outros jogadores que garantam alguma segurança, casos do experiente Guirrugo na baliza, o próprio Bruno Langa na esquerda do ataque, tendo em conta que é um jogador com raides rápidos e cruzamentos venenosos, mas também em Amadu, a frente do Kambala, para aproveitar a sua altura e corpo físico, para além do seu remate portentoso do meio da rua.

Na frente do ataque, pode ainda apostar em Lau King, para as bolas aéreas, bem como em Ricardo Mondlane, que também tem feito muitos golos na sua equipa.

 

Cabo Verde confiante após treinar no ENZ

A selecção cabo-verdiana de futebol já treinou no Estádio Nacional do Zimpeto, local onde vai defrontar Moçambique, esta terça-feira, em jogo a contar para a última jornada do grupo F de qualificação para o CAN 2021.

Em busca do sonho, Cabo Verde não poderá contar com Ryan Mendes, Roberto Lopes e Steve Furtado, que devido a imposições dos seus clubes, não vão poder defrontar Moçambique. Recorda-se que estes jogadores alinharam de início na vitória de 3-1 sobre Camarões, sendo Ryan Mendes o grande destaque do encontro. Certamente baixas de peso e que Bubista terá que contornar para o confronto com a selecção moçambicana.

Ainda assim, Budista mostra-se confiante num resultado que garanta a passagem à fase final do Campeonato Africano das Nações, que terá lugar próximo ano nos Camarões. Aos Tubarões Azuis basta apenas um empate para chegar ao CAN, mas também a depender dos Camarões, que não devem perder na recepção ao Ruanda. A vitória de Cabo Verde garante, sem depender do outro jogo, um lugar no CAN-2021.

Dos convocados, apenas Hélder Tavares não treinou, tendo feito tratamento médico. Camarões lidera o Grupo F com 10 pontos, seguido de Cabo Verde com 7 pontos, Ruanda 5 pontos e Moçambique 4 pontos.

 

Equipa técnica e jogadores dos Mambas prometem fazer de tudo para vencer o jogo, desta terça-feira, diante de Cabo Verde e voltar a uma fase final do CAN, 11 anos depois.

As contas de qualificação ao CAN Camarões 2021 são claras, mas difíceis. Primeiro, para chegar aos Camarões, os Mambas terão de vencer o derradeiro embate diante do Cabo Verde e esperar que Ruanda perca ou empate diante dos Camarões, em Douala.

Assim, Moçambique passaria a somar sete pontos, os mesmos que Cabo Verde, no entanto o combinado nacional levaria vantagem no confronto directo por conta do empate tirado fora de portas, na primeira volta, a duas bolas. E em caso de empate entre Camarões e Ruanda, a selecção da terra de Paul Kagamé somaria seis pontos. É de resto, um cenário complicado, mas não impossível, por isso Luís Gonçalves vai até ao último suspiro.

“Ainda estamos vivos. Continuamos ambiciosos e, no fim, vamos fazer as contas. Não vale a pena fazer as contas agora. O futebol é assim, as contas sempre são feitas no fim. Tivemos uma fase complicada, mas isso não é desculpa nenhuma, porque as outras selecções podem também ter passado dificuldades”, analisou o técnico luso-moçambicano e deixou uma promessa: “este é um jogo de tudo ou nada. Será o jogo que todos os moçambicanos querem, a vitória”.

Luís Gonçalves, ainda que não de forma categórica, deixou ficar que alguma coisa corre ou correu mal nos Mambas, apelando que se confie nos seus jogadores.

“Nós somos profissionais, somos patriotas. Passamos por muita coisa, mas sempre os jogadores se mantiveram calados. Queremos pedir apoio de todos, acreditem nesta equipa que vai lutar até ao fim. Sabemos que não dependemos de nós, mas cada um de nós vai empreender o seu esforço”.

O boletim clínico dos Mambas é limpo, com a excepção de Nené a contas com algumas mazelas. A este bom quadro clínico junta-se Kamo Kamo, ausente no jogo contra Ruanda, que, de terras lusas, vem com a lição estudada e já focado.

“É um jogo importante para todos, por isso o que nos interessa é só ganhar”.

Quem quer ganhar é também Sidique que diz que o estágio na casa militar em nada abalou a selecção.

“O grupo está animado. Queremos que às 23h desta terça-feira, o povo moçambicano comemore a qualificação ao CAN dos Camarões”.

Moçambique vs Cabo Verde realiza-se esta terça-feira no Estádio Nacional de Zimpeto, às 21, mesma hora do jogo entre Camarões e Ruanda.

Rady Gramane e Alcinda Panguana não param de alcançar feitos históricos para si e para o país, no boxe. Depois de terem conseguido a proeza de qualificar o país aos Jogos Olímpicos de Tóquio, por mérito próprio, desta vez voltaram a se evidenciar como as rainhas do boxe ao nível da região.

As duas pugilistas moçambicanas conquistaram medalhas de ouro no Campeonato Africano de Boxe da Região III, ao somarem por vitórias todos os combates que tiveram na República Democrática do Congo, no âmbito da sua preparação rumo aos Jogos Olímpicos deste ano.

Nem mesmo o facto de terem ficado mais de um ano sem competir, tendo em conta que a última prova oficial foi nos africanos onde alcançaram o feito da qualificação às olimpiadas de Tóquio, em Março do ano passado, tirou brilho à sua prestação, que de combate em combate foram mostrando o seu potencial no ringue, derrubando quem aparecesse pela frente.

Até porque as duas atletas tem estado a treinar sem parar e, muito recentemente iniciaram um estágio na vila da Namaacha, em preparação aos maiores jogos do planeta.

Mas nem tudo foi um mar de rosas para as duas atletas, que para além dos combates no ringue tiveram que despistar a Covid-19 e os problemas estomacais que tiveram nos primeiros dias das provas.

Nada que tirasse a vontade de regressar com as medalhas de ouro e o prestígio, para além de ganhar forma para enfrentar as melhores pugilistas do mundo, em Tóquio, em Agosto e Setembro.

Alcinda Panguana, na categoria dos Nos 69 Kg, derrotou na final a congolesa Mbambi Brigitte por categóricos 5-0, mesmo resultado com que a moçambicana havia vencido a mesma adversária num dos primeiros combates da competição.

Já a outra moçambicana, Rady Gramane, na categoria dos 75 Kg, não teve meias medidas para despachar a outra congolesa, Mwika Marie Joel, que não resistiu aos golpes e acabou perdendo, também, por 5-0.

As duas pugilistas moçambicanas enfrentaram adversárias de vários países da zona III, dentre elas as quenianas, burundesas e congolesas, sendo que agora regressam ao país para continuar a sua preparação aos Jogos Olímpicos de Tóquio-2020, que terão lugar este ano no Japão.

Os Mambas estão acantonados na Casa Militar da guarda de honra, desde sábado, para estarem longe de tudo e todos, de modo a garantir maior concentração para o embate diante do Cabo Verde, mas também para maior prevenção da pandemia e evitar situações ocorridas no jogo diante dos Camarões
Esta é uma medida que recorda o sucedido na Costa do Marfim, depois de uma má prestação no CAN 2000, ano em que os “elefantes” foram afastados logo na fase de grupos. O General Robert Guei, que dera um golpe de estado em 1999, não teve meias medidas e mandou todos jogadores regressarem ao país africano, incluíndo os que actuavam fora de portas, para um “merecido castigo”: o cumprimento do serviço militar obrigatório, para aprenderem os valores da defesa da pátria e das cores da selecção nacional.

Terá sido inspirado nesta acção que o governo optou com acantonar a selecção nacional de futebol, os Mambas, na Casa Militar, quartel da tropa de elite que garante a segurança ao Presidente da República Filipe Nyusi, com intuíto de dar mais aprendizado de como defender os interesses da “pátria amada”.

Gilberto Mendes, Secretário de Estado do Desporto, que deu a informação do “acantonamento” dos Mambas na Casa Militar, falou dos motivos desta decisão.

“No quartel existem psicólogos, será muito importante esta interacção para a passagem daquilo que são os valores da pátria, da camisola que se veste, da bandeira, do hino do comprometimento com a defesa da nação, a derrota que sofremos afecta 30 milhões de moçambicanos, essa responsabilidade às vezes pode passar ao lado se as condições de estágio não forem as propícias, podemos ter alguém depois da derrota estar a ouvir música isso pode mostrar um bocado de falta de comprometimento, pelo que temos psicólogos para trabalhar no factor psico dos atletas”, disse o Secretário de Estado do Desporto.

Mas também há outros motivos avançados por Gilberto Mendes: “desta vez queremos criar uma bolha, queremos preservar os atletas fazer com que eles estejam num sítio de difícil acesso, aonde podem estar concentrados, preservados, possam treinar, fazer a sua preparação psicológica, táctica à vontade sem que haja muitas interferências, tendo em conta todos estes factores mobilizou-se meios para estarem numa unidade que é a casa Militar onde vai encontrar todas propícias para treinar e descansar”.

A Casa Militar, de acordo com Gilberto Mendes, dispões de boas condições para os Mambas fazerem a sua preparação sem sobressaltos e alcançarem um resultado que satisfaça os moçambicanos, nomeadamente a vitória que garanta a qualificação ao CAN dos Camarões.

“Esta mudança não tem haver com os resultados, tem haver com as condições que eles vão encontrar naquelas instalações que são superiores ao hotel aonde estão agora, na Casa Militar tem condições muitos superiores a unidade hoteleiras que existem porque tem espaço bem maior, o auditório onde podem ter o trabalho de análise táctica é maior, novo e extremamente moderno, tem ginásio, piscina, sauna, acesso a gelo, tem espaço necessário para uma equipa desportiva para estar alojada”, concluiu Gilberto Mendes.

Entretanto, o seleccionador nacional, Luís Gonçalves, disse estar indiferente à mudança do local de estágio dos Mambas, já que não um hotel ou Casa Militar que vai dar a vitória, mas sim o desempenho dos jogadores no campo.

Está cada vez mais complicada a missão de Moçambique chegar à fase final do Campeonato Africano das Nações, CAN- 2021, depois da vitória do Cabo Verde diante dos Camarões, esta sexta-feira.

Os leões Indomáveis ainda tentaram ajudar os Mambas, quando aos 15 minutos Malong marcou, mas tardou para os cabo-verdianos reagirem e 10 minutos depois chegaram ao empate por intermédio de Kuka, resultado com que as duas equipas foram ao intervalo.

Na segunda parte os Tubarões Azuis voltaram mais transfigurados e determinados a alcançar a vitória. E tiveram uma ajuda de Bagnack, que aos 59 minutos marcou na própria baliza, antes de Mendes fixar o resultado final em 3-1, aos 69 minutos.

O resultado coloca Cabo Verde na segunda posição com sete pontos, mais dois que Ruanda, que está na terceira posição, com cinco, e mais três que Moçambique, agora lanterna vermelha com quatro pontos.

Estes resultados obrigam os Mambas a vencerem Cabo Verde na última jornada, na terça-feira, dia 30, no Estádio Nacional do Zimpeto. Ou seja, só a conjugação de dois resultados pode levar Moçambique à sua quinta fase final do CAN, nomeadamente vencer Cabo Verde, por qualquer resultado possível, e esperar que Ruanda não vença Camarões, em Douala, na mesma data.

Em caso de resultado diferente de vitória, os Mambas dizem adeus ao CAN.

Isto porque com a vitória, os Mambas vão passar a somar sete pontos, os mesmos do Cabo Verde, mas com vantagem no confronto directo, tendo em conta que na cidade de Praia houve empate a dois golos.

Recorde-se que Moçambique recebe Cabo Verde no dia 30 de Março corrente, quando forem 21H00, no Estádio Nacional do Zimpeto, mesma hora que Camarões recebe Ruanda, em Douala.

A selecção nacional de futebol de praia venceu, em Moroni, as Comores por 5-7, em partida da primeira mão da única eliminatória de acesso à fase final do Campeonato Africano das Nações, CAN-2021.

O combinado nacional ainda entrou mal na partida ao sofrer o primeiro golo graças a falha de marcação da defensiva, mas rapidamente reagiu e chegou ao empate ainda no primeiro período. Comores também não desfaleceu e fez o segundo, antes de Moçambique voltar a empatar a dois golos, com que se foi ao primeiro intervalo.

O segundo período começou tal como começou o primeiro, com as Comores a chegarem ao golo e ficar a espera da reacção de Moçambique que não chegou logo.

Os comorianos acabaram fazendo o 4-2 no segundo período, e aí sim, Moçambique reagiu e reduziu para 4-3 no final desse período.

No último período a selecção nacional entrou bem e chegou a fazer o 4-4, mas Comores estava bem ofensivamente e voltou a colocar-se na frente do marcador.

Só que nos últimos cinco minutos, a selecção de Moçambique foi mais forte e teve duas grandes oportunidades de marcar e não desperdiçou, revirando o resultado a seu favor, levando uma vantagem de dois golos para embate da segunda mão, que terá lugar em Maputo, mais concretamente nas areias da Costa do Sol.

Os golos dos Moçambicanos foram apontados por Hélio, Osório e Ramossete, que apontaram um golo cada, e Rachide 2 e Fadil, que apontaram dois golos cada um.

Lloyd Harris, atleta sul-africano que conquistou o Open de Maputo, em 2015, alcançou um feito inédito no Dubai Duty Free Championships, um dos maiores eventos do ténis a nível mundial, ao conseguir marcar presença, pela primeira vez, na final do torneio.

Na competição da qual participaram cerca de 500 dos melhores atletas masculinos da ATP (Associação de Tenistas Profissionais), Harris acabou perdendo a final para o russo Aslan Karatsev, numa prova em que até esteve bem, mas a experiência do russo acabou vincando.

O atleta sul-africano, que ocupa a posição 81 no ranking da ATP, teve que suplantar outros grandes tenistas para chegar a grande final, a começar pelo australiano Christopher O’Connell (número 122 no ranking ATP), a quem venceu para garantir a sua passagem aos dezasseis-avos de final. Nessa fase afastou o austríaco Dominic Thiem (número 4 do ATP).

Nos jogos subsequentes, o atleta derrotou o sérvio Filip Krajinovic (número 33 do ranking da ATP), nos oitavos-de-final, e o japonês Kei Nishikori (antigo número 3 e actual 41 do ranking da ATP), nos quartos-de-final.

Já nas meias-finais, Lloyd Harris venceu o canadiano Denis Shapovalov (número 12 do ranking da ATP), terminando a sua boa prestação na competição ao sucumbir para o russo russo Aslan Karatsev, naquela que foi a única derrota na competição que decorreu entre os dias 7 e 20 de Março.

Nascido na cidade de Cabo, Lloyd Harris, de 24 anos de idade, é o primeiro sul-africano a participar na prova. É, também, o primeiro atleta a chegar às meias-finais depois de passar pelos jogos de qualificação desde a criação do torneio, em 1993.

Para além de vencer o segundo Future da quinta edição do Standard Bank Open, em 2015, Lloyd Harris foi finalista vencido do primeiro Future da sexta edição do certame, em 2016.

Os Mambas já se encontram na capital moçambicana desde a madrugada de hoje, depois da derrota sofrida em Kigali, diante do Ruanda, por uma bola sem resposta. Uma derrota que não estava nas suas contas, tendo em conta que complica as contas de qualificação para o Campeonato Africano das Nações, prova que terá lugar próximo ano nos Camarões.

Os trabalhos de preparação dos Mambas só arrancam na tarde desta sexta-feira, após a saída dos resultados da COVID-19, efectuados na manhã de ontem, quinta-feira, no âmbito do cumprimento das medidas de prevenção da pandemia.

Só depois destes resultados Luís Gonçalves saberá com quem vai contar para preparar o jogo da próxima terça-feira, diante do Cabo Verde, um jogo de cartaz e de capital importância para as aspirações dos Mambas, na qualificação à fase final do CAN dos Camarões.

O combinado nacional precisa vencer Cabo Verde para não depender de terceiros na luta pela qualificação, pese embora o Ruanda esteja em vantagem na tabela classificativa, mas com a desvantagem de realizar o ultimo jogo em Yaoundé, casa dos Camarões, que não quererão se despedir da fase de grupos com derrota caseira.

Ainda na expectativa está a vinda dos jogadores moçambicanos que actuam na França, nomeadamente Reinildo Mandava e Mexer Sitoe, depois da garantia dada pela Federação Moçambicana de Futebol de estar a trabalhar com a Secretaria de Estado do Desporto para o aluguer de um voo charter para trazer e levar de volta os dois defesas para esse embate de extrema importância.

Vale isto dizer que Luís Gonçalves não vai alterar a sua convocatória, esperando apenas a confirmação destes dois jogadores para preencherem os seus lugares em aberto.

 

O combinado nacional de futebol de praia defronta na tarde desta sexta-feira, quando foram 15H00 de Maputo, a sua congénere das Comores, em Moroni, em partida da primeira mão da única eliminatória de acesso ao Campeonato Africano das Nações da modalidade, que terá lugar em Maio no Senegal.

Depois de ter chegado a Moroni na passada terça-feira, a selecção nacional enfrentou muitas dificuldades para se treinar nas areias de Moroni, impedidos pelas autoridades locais, na passada quarta-feira, dia em que pretendia realizar um treino tranquilo, de recuperação física, depois da viagem.

O facto é que os donos da casa impediram a selecção nacional de treinar alegadamente porque o local escolhido estava nas imediações do rectângulo do jogo, sendo por isso da exclusiva utilização dos anfitriões. A justificação foi de que os moçambicanos só teriam permissão para a utilização do campo ontem, quinta-feira, no treino de reconhecimento.

A situação pela qual os moçambicanos passaram só foi ser desbloqueada graças à intervenção de um oficial das Forças Armadas locais que convenceu os compatriotas a aceitarem que o combinado nacional realizasse, finalmente, o seu treino.

Até porque os comorianos terão troco em Maputo, quando vierem à segunda mão da eliminatória.

O embate desta sexta-feira é de extrema importância para as aspirações do combinado nacional que procura uma vantagem que garanta disputar o jogo da segunda mão com alguma tranquilidade.

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