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O País – A verdade como notícia

O Costa do Sol apresentou, esta segunda-feira, oito reforços para as equipas seniores de basquetebol. Trata-se, na sua maioria, de atletas de Selecção e que representavam o Ferroviário de Maputo. Com as contratações, os “canarinhos” pretendem conquistar títulos, dentro e fora do país.

As equipas principais de basquetebol do Costa do Sol contam com a inclusão de oito atletas de peso para a presente temporada, com destaque para Ingvild Mucauro, ex-Ferroviário de Maputo, e David Canivete Júnior, também oriundo do Ferroviário de Maputo, que, esta segunda-feira, foram apresentados em cerimónia realizada na sede do clube, em Maputo.

Ao serviço do Costa do Sol, estarão, ainda, Eleutéria “formiga” Lhavanguane, proveniente do Ferroviário de Maputo, e Vilma Covane, do Seward dos Estados Unidos da América. Já em masculinos, passam a estar ao serviço dos “canarinhos”, para além de Canivete “Mano” Júnior, Octávio “Maguila” Magoliço, Dércio “Dado” Mhula, oriundos dos campeões em título, o Ferroviário de Maputo, Ivan Machava, dos “locomotivas” da Beira e Klaus Bunguele, da A Politécnica, que, no último Campeonato da Cidade, em 2019, chamou a si o título de MVP (Melhor Jogador).

Rui Chalene, Director das Modalidades do Grupo de Desportos do Costa do Sol, mostra-se confiante com as escolhas feitas!

“Um dos motivos, que fez com que o clube se reforçasse em masculinos, foi, primeiro, para enfrentar o Campeonato, que vamos ter na primeira semana de Agosto, porque, no mesmo mês, teremos a Liga Africana de Basquetebol. Portanto, fizemos este investimento não só para o mercado nacional, mas também para o mercado africano”, justificou o dirigente.

Ingvild Mucauro, MVP da última edição da Taça dos Clubes Campeões Africanos, um dos reforços da equipa de basquetebol feminina do Costa do Sol, promete lutar por vitórias e apresentar-se melhor que nas anteriores frentes.

“É um desafio muito novo para mim e acho que é aquele de que eu precisava. Ingvild, como atleta, eu acho que todo o mundo já sabe quem é, e é isso que eu pretendo trazer para o Clube de Desportos da Costa do Sol… Eu serei aquilo que sempre sou, mas vou trabalhar um bocadinho mais, porque acredito que o clube merece”, explicou a internacional moçambicana.

Por sua vez, David Canivete Júnior, ex-Ferroviário de Maputo e capitão da Selecção nacional, afirma que há condições para discutir vários títulos com a camisola dos “canarinhos”.

“Venho para acrescentar mais valor e estamos alinhados, o meu objectivo é o mesmo que o do clube, que é ganhar o Campeonato Nacional, ganhar todas as provas internas possíveis e almejarmos a BAL ”

Com os reforços, Miguel Guambe e Leonel Manhique, treinadores das equipas seniores masculina e feminina, respectivamente, apontam como objectivo lutar para vencer todas as competições, acrescentando que foram para o mercado buscar as “pedras” que faltavam para terem planteis “mais homogéneos”.

Os veteranos Gabito e Zabula foram pré-convocados para reforçar a selecção nacional de futebol de praia que, de 19 a 29 de Agosto, disputa o Campeonato do Mundo, na Rússia. O técnico Abinério Ussaca diz que os dois jogadores vão dar força à defesa de modo a evitar erros cometidos no CAN.

Em tempos, representaram grandes clubes do país, mas, com o passar dos anos, cederam, porque a energia não dava mais tréguas. São eles Gabito, com passagens pelo Maxaquene, Ferroviário de Maputo e outros clubes e Zabula, também com passagem pelo Maxaquene, Ferroviário de Maputo, Ferroviário de Nampula e agora no Matchedje.

Estes dois juntam-se aos vice-campeões africanos de futebol de praia que, agora, preparam participação no Mundial da Rússia, de 19 a 29 de Agosto.

Em suma, Gabito e Zabula são dois defesas valentes para Ussaca e com característica comum: raça, que encanta o seleccionador nacional de futebol de praia, Abinério Ussaca.

“Gabito tem uma boa presença física. Não temos um jogador da natureza dele no grupo. Mas também tem técnica, agressividade e experiência. Zabula é experiente, por isso os convocamos e acreditamos que podem ajudar-nos bastante”, justificou recorrendo ao desempenho no CAN.

“No jogo da final, acabamos por sofrer muitos golos. Achamos que foram erros nossos do que mérito do adversário”, analisou Abinério Ussaca, sem, no entanto, considerar a sua ida à Rússia como um dado adquirido.

“Isto não significa que já estarão na convocatória final. Isto é uma pré-convocatória, o que significa que cada um tem de fazer o seu melhor para que, no fim, seja chamado”.

Gabito sabe que a chamada não é automática, por isso promete trabalhar muito para que consiga ajudar o combinado nacional, caso seja um dos eleitos para ir à Rússia.

“Tendo, o treinador, notado que a equipa precisava de uma pessoa com a minha estatura física, estou a trabalhar para fazer o melhor. Mas, para que isso aconteça, tenho de recuperar o aspecto físico, uma vez que parei de jogar passam anos”, diz o veterano.

Chamadas para depois, agora interessa ao Ussaca trabalhar o lado psicológico dos atletas e o aspecto físico, depois da campanha inédita no CAN, na primeira aparição de Moçambique.

“Estamos a fazer a reactivação da parte física depois dos 15 dias de repouso, sem descurar o aspecto emocional. Notou-se bastante no jogo da final que caímos psicologicamente, por isso temos de erguer a cabeça”, acautelou o timoneiro da selecção de futebol de praia.

Neste momento, Abinério Ussaca trabalha com 20 atletas, sendo que, para o estágio, seguirão 18. Para Rússia, seguirão 12 ou mesmo 15, caso a FIFA tolere para acautelar desfalques por possíveis casos de contaminação pelo Coronavírus

O piloto moçambicano, Rodrigo Almeida, mostra-se satisfeito por ter sido convidado para fazer parte da equipa da BMW. Almeida diz, ainda, que irá fazer de tudo para dignificar o nome de Moçambique nas provas internacionais.

Rodrigo Almeida foi, recentemente, anunciado como piloto da BMW, uma das melhores e mais conceituadas marcas de automóveis a nível mundial. Qual é o seu sentimento após esta prestigiante indicação?

É um orgulho ser o primeiro piloto moçambicano inserido numa estrutura da BMW. Sinto-me feliz e emocionado por ter sido seleccionado e participar neste torneio organizado pela BMW que se espera bastante competitivo e importante no desporto motorizado, mas também feliz por participar neste evento pela BMW, uma das melhores marcas de automóveis.

Em Julho, em mais uma das suas aparições em provas internacionais, vai participar em Lausitsring, na Alemanha, na primeira prova do troféu M2 Cup da BMW. Quais são as suas expectativas para esta competição em termos desportivos?

A 1ª prova do campeonato da BMW M2 Cup Racing é uma das provas mais importantes da minha carreira e, por isso, terei de dar o meu melhor para obter os melhores resultados possíveis e consoante esses objectivos alcançar boas coisas para o meu futuro.

O calendário da M2 Cup da BMW comporta um total de seis provas de apoio inseridas no campeonato DTM. Como é que se vai preparar para estas provas, tendo em conta o espaço que separa uma da outra?

Devido à actual situação da pandemia que se vive mundialmente, a calendarização de campeonatos não é fácil. Assim, o troféu BMW M2 Cup é um Campeonato que se vai disputar num curto espaço de tempo, mas com uma quantidade normal de provas (6), devido ao curto espaço de tempo entre cada prova, o que me vai obrigar a praticar muito e a efectuar treino físico específico para estar apto para todas as provas.

Rodrigo Almeida tem representado, condignamente, Moçambique em provas internacionais, elevando bem alto a bandeira nacional numa modalidade cuja máquina movimenta milhões e milhões de dólares, para além de concentrar milhares de apreciadores em todo o mundo. Como tem sido gerir toda esta responsabilidade?

É com grande orgulho e, ao mesmo tempo, uma grande responsabilidade pela qual elevamos a bandeira de Moçambique, país que me viu crescer e me proporcionou fazer o que mais gosto. Trabalhamos para conseguir sempre os melhores resultados, mas continuamos a precisar do apoio de todos por forma a podermos continuar a elevar a bandeira deste grande país que é Moçambique.

Recuemos no tempo! Em Janeiro deste ano, Rodrigo Almeida classificou-se na 33ª posição – com a sua equipa de mais quarto pilotos – da geral em 52 carros e 5º lugar na categoria de GT4 – na corrida das 24H Dubai, prova inserida no campeonato das 24H Series…

Foi uma prova em que a equipa teve alguns azares em termos mecânicos e, por isso, a classificação final não foi a que queríamos, mas sim a possível. 24H Dubai foi a prova com maior tempo de condução que já fiz e conduzir de noite foi uma experiência incrível, mas também muito difícil em termos físicos, dando-me muita experiência.

Recuemos no tempo! Em Agosto de 2020, Rodrigo Almeida e o italiano Gabriele Volpato fizeram dupla e venceram a primeira prova CR DSG Europe Series, conduzindo ao volante de Volkswagen Golf GTI. Conte-nos como foi ganhar esta prova de grande dimensão…

A primeira é sempre especial e, neste caso, ainda mais, pois nunca tinha andado no carro, nem na pista de Misano. A prova de TCR Endurance Series foi, também, muito importante por ter sido a minha primeira vez a conduzir um TCR e também a concretizar a vitória. Foi uma boa vitória, espectacular!

No mesmo ano, Rodrigo Almeida venceu a prova de abertura do TCR DSG Europe Endurance, em Misano, na Itália, fazendo com o italiano Gabriele Volpato ao comando de um VW Golf GTI da equipa Elite Motorsport. Consta, igualmente, que, em Dezembro de 2020, encerrou a sua participação em segundo lugar na prova de Touring Car Racing Series, TCR Ibérico, no circuito espanhol Jerez de La Frontera, província de Cádis. Qual é a diferença entre esta e outras competições nas quais esteve em bom plano?

A diferença entre o TCR Ibérico e o TCR Endurance é que o TCR Ibérico eram provas de 20 minutos (sprint) e o TCR Endurance provas de longa duração (1 hora e meia).

Rodrigo Almeida esteve, nesta prova e no dia que antecedeu a final, em desvantagem por conta de furo registado no primeiro treino. Como é que geriu este momento e quais foram os outros constrangimentos?

Os constrangimentos ocorridos nessa prova fizeram-me atrasar um pouco o ritmo, devido a menos treinos quando comparado com os adversários, mas ultrapassei esse erro e fiz o melhor que pude, e são estas adversidades que temos de ultrapassar e, com as quais, também crescermos.

Já experimentou a Fórmula 4, também chamada de F4, que é uma categoria de monopostos destinada a pilotos juniores. Não há campeonato global, mas nações ou regiões individuais podem sediar os seus próprios campeonatos, em conformidade com um conjunto universal de regras e especificações. Fale-nos da sua experiência nesta categoria?

Conduzir um F4 é uma sensação incrível e é igual a um Mini Fórmula 1. A minha primeira experiência foi no Dubai num treino para a primeira prova de UAE Championship, mas, mesmo sendo a primeira vez sentado num monolugar, conquistei o 5º lugar e fiquei contente, porque notei que evolui muito após conduzir um Fórmula.

Almeja, um dia, competir em provas de Fórmula 1? Quais são as suas referências nesta categoria?

A Fórmula 1 é, para mim, o meu sonho, porque é categoria máxima do desporto motorizado. Então, faz-me pensar que tenho de ter bons resultados em todas as provas para obter a melhor imagem que possa ser possível de transmitir. Como piloto referência, tenho o Lewis Hamilton, pois conseguiu fazer um caminho invejável começando quase do zero.

A União Desportiva do Songo (UDS) já tem novo treinador, que se chama Srdjan Zivojnov, da Sérvia, e vai ocupar o lugar deixado por Nacir Armando. Os “hidroeléctricos” pretendem, com o técnico, alcançar êxitos no Moçambola, Taça de Moçambique e competições africanas.

Depois da saída de Nacir Armando do comando técnico, a União Desportiva do Songo, passou para as mãos de Caló, seu adjunto, ainda que a reboque, nas últimas jornadas.

Afinal, os “hidroeléctricos” estavam a fazer “scouting” e a procura de um homem para engatar. A descoberta veio da Sérvia. Srdjan Zivojnov é que se encaixou e segue no comando técnico da equipa.

O técnico tem a responsabilidade de tirar a equipa da incomum sexta posição, a 10 pontos da líder destacada, Black Bulls.

De 49 anos de idade, Sérgio, como é tratado, é conhecedor do futebol africano. Com nível A da UEFA, o técnico sérvio já orientou o Yang África da Tanzânia, Saint Georg da Etiópia, Buildcon FC club da Zâmbia e SC Villa de Uganda. Também tem passagens pelo FC Dinamo Pancevo da Sérvia, FC Amitie do Japão e HO Chi Min City FC do Vietnam.

No seu currículo, consta a conquista dos campeonatos da primeira liga da Etiópia e Tanzânia, pelo Buildon e Yanga África, respectivamente, este último por duas vezes.

É com este homem que o Songo pretende lutar para alcançar êxitos no Moçambola, Taça de Moçambique e competições africanas.

 

UDS AOS SOLUÇOS

Srdjan Zivojnov chega a uma União Desportiva do Songo vulgar, olhando para o seu desempenho nos anos passados. Ora vejamos, em 10 jogos realizados, os “hidroeléctricos” conseguiram 16 pontos dos 30 possíveis. Estamos a falar de uma perda de 10 pontos.

Quanto aos golos, o Songo marca quanto sofre. Fez 12 golos e sofreu o mesmo número. Estes dados espelham as quatro vitórias alcançadas pela equipa, quatro derrotas e dois empates.

Destas vitórias, duas foram alcançadas na era Nacir Armando e outras sob orientação de Caló.

Depois da saída de Nacir Armando, a UDS marcou menos (4) e sofreu poucos golos (3), o que significa que os “hidroeléctricos” perderam fulgor ofensivo, no entanto ganharam segurança no sector recuado. Em cinco jogos, com Nacir Armando, o Songo fez oito golos e sofreu nove.

Em suma, de lá a esta parte, a equipa não conseguiu fazer muito do que evitar sofrer. Prova disto é a pontuação. Dos 16 pontos que o conjunto tem, metade foi conquistada no reinado do técnico que durou quase três anos em Tete.

Pela frente, mais um homem vai reinar na terra dos Nyúnguè – Srdjan Zivojnov – terá de lutar para fazer vergar a aguerrida Black Bulls, Ferroviários da Beira e Maputo, que estão no pelotão da frente.

Primeiro, a luta vai começar pelo meio. Vilanculos com 16 pontos, Ferroviário de Lichinga com 18, na quinta e quarta posição, respectivamente, serão os alvos a abater.

O primeiro teste do sérvio será de fogo, diante do Ferroviário de Nampula, do recém-regressado ao futebol nacional, Nelson Santos.

O seleccionador nacional de futebol, Horácio Gonçalves,divulga esta segunda-feira a convocatória para o Torneio da Cosafa, prova a realizar-se de 7  a 18 de Julho próximo, em Port Elizabeth,  África do Sul.

Será precisamente de Nampula, um dos pontos do país onde tem observado potenciais selecionáveis, que Horácio Gonçalves irá anunciar os jogadores com os quais pretende atacar com brio a competição regional de selecções.

E, porque a palavra de ordem é a renovação gradual, o leque de jogadores eleitos não deverá fugir ao grupo de trabalho que conquistou, recentemente,  a primeira edição do torneio triangular, prova que contou ainda com a participação de Eswatini e Lesotho.

Os Mambas apresentaram-se nesta competição pela selecção olímpica que incluiu alguns jovens atletas que evoluem no estrangeiro.   Trata-se de Ernan Siluane (Fer. Maputo), Kimisson Zavala (Associação Black Bulls), Victor Guambe (Costa do Sol), Fidel de Sousa (Associação Black Bulls), Bruno Langa (Amora FC), Ocozias Nhaca (Liga Desportiva de Maputo), Danilo Muze (Costa do Sol), Francisco Simbine (CS Marítimo), Norberto Marcelino (AD. Vilanculos), Fernando Macaime (Desportivo Maputo), Martinho Thauzene (Associação Black Bulls), Dilson Fumo (LD. De Maputo), Cândido Mathe (UD de Songo), Geny Catamo (Sporting CP), Salas Malico (Ferroviáriode Nampula), Shaquille Nangy (Ferroviário de Maputo), Abel Joshua (Vitória de Guimarães), Joaquim Mapanguane (Ferroviário de Maputo), Adamo Alifa (Ferroviário da Beira), Nilton Ernesto (Costa do Sol), Melque Alexandre (Associação Black Bulls), Amâncio Canhembe (CS Marítimo),
Victor Júnior (Ferroviário da Beira), Estevão Novela (Liga Desportiva de Maputo) e Hermenegildo Capene (Costa do Sol).  

É esta juventude, que se bateu com galhardia ainda que com adversários do seu nível, que tem a missão de representar condignamente Moçambique no Torneio Cosafa, numa prova na qual se vai bater na primeira fase com o colosso Senegal, o papa-títulos regional Zimbabwe e a Namíbia.  

Este será o o primeiro teste a sério do seleccionador nacional de futebol,  Horácio Gonçalves, como timoneiro dos Mambas.   Gonçalves tem a ambição de fazer diferente, ou seja, fazer uma campanha briosa.

Aliás, a selecção nacional de futebol não entra no galarim dos vencedores da Cosafa. A Zâmbia é a detentora do troféu, sendo que na última edição da competição derrotou na final a sua similar do Botswana, por 1-0.

A Associação Black Bulls e Costa do Sol empataram, este domingo, a duas bolas no jogo de destaque da jornada 10 do Moçambola-2021. Os “canarinhos” contestaram a arbitragem de Simões Guambe, que alegadamente deixou de apitar uma grande penalidade a seu favor. No Chiveve, num jogo polémico e marcado pela contestação por parte dos “alvi-negros”, o Ferroviário da Beira venceu o Desportivo Maputo (1-0) com golo “fantasma” de Dayo.

Comboio apitou duas vezes… mas não foi suficiente para “abater” os “touros”! Centro das atenções da jornada 10 do Moçambola-2021, o duelo Costa do Sol vs Black Bulls produziu quatro golos, emoções e contestações por parte dos “canarinhos” em relação ao trabalho do árbitro Simões Guambe.

O Costa do Sol reclamou o facto de Simões Guambe ter feito vista grossa a uma grande penalidade a seu favor. Feitas as contas, segundo empate da Associação Black Bulls no Moçambola que se mantém na liderança da prova com 26 pontos. Os “canarinhos” estão na sétima posição com 14 pontos.

No Caldeirão do Chiveve, mais do mesmo: os ânimos subiram de tom com a validação de um golo polémico de Dayo (o sétimo na prova) mesmo ao cair do pano (90+5). A bola esbarrou no poste da baliza de Victor, morrendo depois nas mãos do guarda-redes “alvi-negro” ficando a dúvida se a “pelota” terá mesmo entrado.

O que é certo é que a decisão de Artur Afinar, em validar o golo dos “locomotivas” do Chiveve, deixou agastados os jogadores do Desportivo Maputo que se recusaram, por instantes, a voltar ao campo depois de se terem “instalado” no banco técnico.

Com a derrota, polémica, o Desportivo Maputo continua na zona de aflição (12ª posição com sete pontos).

Polémica à parte, a vitória suadíssima do Ferroviário da Beira coloca a equipa de Akil Marcelino na segunda posição com 22 pontos, em troca com o homónimo de Maputo que caiu em Nampula.

Chegou, viu, venceu e tirou os “axinenes” da zona de despromoção. Segundo jogo, segunda vitória de Nelson Santos no comando técnico do Ferroviário de Nampula. Facto: pela primeira vez, em dez jornadas, os “locomotivas” de Nampula ganharam um jogo no campeonato esta temporada. Há, pois claro, sempre uma primeira vez na vida.

No Santuário 25 de Junho, o Ferroviário de Nampula bateu o seu homónimo de Maputo (1-0) com golo solitário de Salas aos seis minutos.

Santos travou, note-se, um registo interessante de cinco vitórias consecutivas do Ferroviário de Maputo que mantém uma animada perseguição ao líder Black Bulls.

O Estádio Municipal de Lichinga continua a ser um “inferno” para os conjuntos que para lá se deslocam. Que o diga o Ferroviário de Nacala, que sexta-feira última caiu aos pés do seu homónimo de Lichinga (perdeu por 2-1), no duelo que abriu a jornada 10 do Moçambola.

Sexta vitória da equipa de Antoninho Muchanga que vale, para já, a permanência no “top 5” do campeonato nacional de futebol. Sinais de alarme, pois claro, para o Ferroviário de Nacala que averbou a quinta derrota que coloca a equipa a roçar a zona de despromoção (11ª posição com apenas nove pontos).

Os próximos dias serão decisivos para Antero Cambaco, treinador do Ferroviário de Nacala, até porque crescem a cada jornada os tons de contestação ao seu trabalho por parte dos adeptos do clube.

Num jogo em que deu a cambalhota no marcador, a União Desportiva do Songo foi ao canavial bater o Incomáti por 2-1. Lau King voltou a ser decisivo, marcando o golo que ditou a quarta vitória dos “hidroeléctricos” que se encontram na sexta posição com 16 pontos. O conjunto de Danito Nhamposse é nono classificado com 11 pontos.

No Alto Massaca, o Matchedje de Mocuba quase que colocava em sentido Victor Mayamba e seus pupilos. Num duelo que terminou empatado a duas bolas, o Matchedeje de Mocuba chegou mesmo a ter a vencer (2-1) tendo valido o golo de Djongue, aos 72 minutos, para evitar males maiores. Não foi desta que o Matchedeje de Mocuba alcançou a primeira vitória no Moçambola.

Na Soalpo, continua o calvário. Em casa, o Textáfrica de Chimoio não teve argumentos para travar a Liga Desportiva de Maputo e dar sinais de recuperação na tabela classificativa, empatando a uma bola na jornada 10.

Os “fabris do planalto” estão cada vez mais sufocados, ocupando a penosa 13ª posição com seis pontos, enquanto a Liga Desportiva de Maputo ocupa a 8ª posição com 12 pontos.

 

A dupla da Moztek Racing sagrou-se, sábado último, vencedora do terceiro Grande Prémio Picanto Cup. As vitórias na Manga B e na corrida de resistência conferiram à equipa, pontuação máxima, superando a concorrência.

Noite de celebração e consagração para a Moztek Racing e não era para menos! Tratava-se da primeira grande conquista da equipa nesta edição do Picanto Cup.

Indo à prova…Dia fantástico e uma vista de tirar o fôlego no autódromo internacional de Maputo. Chuva miúda logo no início do dia, mas nada que colocou em causa o desempenho dos pilotos na pista.

Arrancou na pole position a equipa da Moztek Racing com o melhor tempo 1.52.632 conseguido por Manuel Barbosa. Mas mesmo assim, na Manga A, Barbosa deixou-se ultrapassar pelo jovem Rodrigo Almeida da VA Racing Team. Guigue Remi da Moztek Pro até que procurou reverter o cenário, mas Rodrigo Almeida foi regular até ao fim da prova.

A Manga B foi mais frenética ainda, com momentos de cortar a respiração, como no momento do capotamento de Mário Pereira da Transauto com o carro 55, que provocou mexidas no posicionamento dos pilotos. Pereira saiu ileso, mas o carro saiu rebocado. Quem aproveitou bem a situação foi Mauro Almeida, da Moztek Racing, que conseguiu resistir à pressão adversária vencendo esta etapa e abrindo boas perspectivas para a conquista de lugares no pódio.

Na última Manga A, de resistência, assistiu-se a uma disputa serrada com as equipas a trocarem posições com ultrapassagens muito bem conseguidas. Entretanto, a Moztek Racing foi mais consistente e, ao fim de 60 minutos de corridas, a dupla Mauro Almeida e Manuel Barbosa saiu vencedora dessa etapa.

Com 95 pontos, esta dupla foi determinada vencedora do terceiro grande prémio Picanto Cup, na segunda posição com 84 pontos ficou a VA Racing dos Pilotos Rodrigo Almeida e Bernardo Aparício e na terceira posição ficaram os pilotos Cistian Bouché e André Bettencourt da Trentyre Rasteirinhos.

Organização anuncia próxima prova para RAS

Em resultado do impacto que a prova está a ter a nível da região, graças às transmissões

televisivas feitas pela Stv Notícias e através das redes sociais, o ATCM anunciou, no fim desta competição que os pilotos moçambicanos irão mostrar o seu talento na vizinha África do Sul entre os dias 13 e 14 de Agosto.

“Os nossos pilotos irão correr em Pretória, África do Sul na pista Zwartkops. Trata-se de uma prova que não irá contar para o campeonato, mas servirá para mostrar o que os nossos pilotos valem. O que vai acontecer é que iremos inserir as três provas ou mangas do Picanto no meio de uma prova que irá decorrer no mesmo dia”, detalhou Rodrigo Rocha, Presidente do ATCM, para depois acrescentar que “todo o esforço está a ser feito para que esta prova na vizinha África do Sul seja televisionada e contamos com a parceria da Stv, que nos tem acompanhado em todos os momentos”, concluiu.

 

O internacional moçambicano Reinildo Mandava escapou, ontem, de um atentado na via pública, a caminho de Morrumbala, na província da Zambézia.

O atentando aconteceu na localidade de Zero, na província da Zambézia, concretamente na Estrada Nacional Número 1. O campeão francês e melhor lateral direito da Liga 1 foi abordado na Estrada Nacional Número 1, que liga os distritos de Mopeia e Morrumbala, este último, o destino final do atleta.

Segundo fontes ouvidas pelo “O País”, Mandava ia apadrinhar o seu antigo colega, no Ferroviário da Beira, Gildo Vilankulos, que vai casar neste fim-de-semana.

Os meliantes efectuaram disparos com o propósito de imobilizar a viatura na qual seguia o atleta, no entanto o jogador conseguiu seguir até ao Posto Policial de Zero, onde pernoitou.

Esta sexta-feira, seguirá viagem a Quelimane, acompanhado por um carro da polícia, cidade na qual vai tomar um voo de regresso à cidade da Beira. Ademais, há informações segundo as quais, Beira vai sevir de trânsito, pois o jogador poderá deixar o país ainda hoje.

O internacional moçambicano está no país a cumprir férias do fim da época, depois de se ter sagrado campeão na França pelo Lille OSC e, ter sido eleito o Melhor Lateral Esquerdo da Temporada 2020/2021 da Ligue 1.

A Selecção nacional de futebol integra o Grupo C do Torneio da COSAFA a realizar-se entre 7 e 18 de Julho do ano em curso, na África do Sul. Para além de Moçambique, fazem parte do Grupo C as Selecções do Senegal (na qualidade de convidada), a Namíbia e o Zimbabwe, segundo o sorteio realizado, na manhã desta quinta-feira, na África do Sul.

Relativamente aos outros grupos, o sorteio ditou que a África do Sul, o Lesotho, Eswatine e Botswana, estão no Grupo A, já a Zâmbia, o Malawi, Madagáscar, e Comores, calharam no Grupo B.

O Torneio da COSAFA será o primeiro grande teste de Horácio Gonçalves, depois de ter conquistado o Torneio Triangular, no Estádio Nacional do Zimpeto, entre 2 e 8 do mês em curso.

O técnico português terá ficado satisfeito no final da competição, não tanto por os Mambas terem ganhado o Torneio, mas pelo desempenho dos jogadores.

Na mesma ocasião, o técnico português de 58 anos, depositou muita fé em melhores exibições e em próximas conquistas, tendo colocado a fasquia “muito alta” em relação à COSAFA.

Enquanto decorria o Torneio Triangular, a Federação Moçambicana de Futebol (FMF) garantiu que teria toda a logística necessária de modo a que os “Mambas” tenham uma boa preparação para atacar a Taça COSAFA. O órgão disse que o técnico é soberano e deram um “ok” para convocar os jogadores que achasse conveniente, sendo que caberia à FMF criar condições para atacar a prova que Moçambique nunca conquistou em seniores.

18 Participações, a única prestação vistosa de Moçambique foi o terceiro lugar alcançado em 2008 e 2015.

Moçambique no “grupo de morte”

A Selecção nacional, os “Mambas” encontra-se num grupo, diga-se, mais difícil da 20ª edição da prova regional, de acordo com o sorteio realizado, esta quinta-feira.

Senegal, convidado a participar da prova, é, sem dúvida, o adversário mais complicado, e os números não mentem: é a selecção africana melhor posicionada no ranking da FIFA, ocupa a 22ª posição, com 1542,45.

Mais, na lista restrita de vencedores da COSAFA, na qual Moçambique não faz parte, está outro adversário dos “Mambas”, da fase de grupos: Zimbabwe.

O Zimbabwe, o actual senhor da região, ainda que de forma intercalada, ao carregar para os seus anais seis títulos.

Para fechar a lista dos adversários, aparece a Namíbia que, por uma vez, foi ao trono ao vencer, curiosamente, Moçambique na final por 2-0, na era de João Chissano, em 2015.

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