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O País – A verdade como notícia

Costa do Sol vs Black Bulls é o jogo mais esperado da décima jornada do Moçambola 2021. Uma partida diga-se, que pode causar mais calafrios. O campeão nacional e a equipa sensação defrontam-se, domingo, a partir das 14h30 minutos, no relvado sintético dos “canarinhos”.

Arranca, esta sexta-feira, no Estádio Municipal de Lichinga, a disputa da décima jornada do Moçambola, edição 2021, e a mesma termina domingo com uma maratona de seis jogos. Com efeito, o Ferroviário de Lichinga, no “top 5”, recebe o seu homónimo de Nacala, a espreitar a zona de despromoção.

A equipa que só sabe ganhar ou perder (cinco vitórias de quatro derrotas na prova), desta vez, e depois de vencer e “empurrar” o centenário Desportivo Maputo para a “linha de água”, vai receber o seu “irmão” de Nacala, que “sucumbiu” na jornada nove diante do campeão Costa do Sol (1-3). Esta derrota, no último jogo do campeonato, fez soar o alarme em Nacala e já se fala em adeptos “furiosos” com a fraca prestação dos “locomotivas” e que podem forçar mais uma “chicotada psicológica” no Moçambola.

Domingo, dia em que se disputam os restantes seis jogos da ronda, a Associação Black Bulls tem um teste de fogo, até porque vai jogar no terreno do Costa do Sol, conjunto que se aproximou dos lugares cimeiros após sair vitorioso no “Santuário 25 de Junho”.

Os “canarinhos” prometem “deixar a pele em campo” para travar uma sensacional Black Bulls que ainda não conheceu o sabor amargo da derrota.

Se, por um lado, o Costa do Sol deseja revalidar o título, tarefa que se afigura difícil perante uma Black Bulls que continua invicta, por outro, tem os “locomotivas” da capital e da Beira, que não arredam o pé do segundo e terceiros lugares, respectivamente.

O Costa do Sol continua a não contar o capitão Isac, a recuperar de uma lesão, mas o avançado internacional moçambicano, Telinho, mostrou-se, na antevisão do jogo, animado e prometeu golos diante dos “touros”. Do lado da Black Bulls, o técnico Hélder Duarte tem todos os jogadores disponíveis e o objectivo, diz o treinador, é claro, apresentar um bom futebol e vencer a partida.

 

UMA JORNADA IMPORTANTE PARA OS “AXINENES”?

Nesta jornada, além do Ferroviário de Lichinga vs Ferroviário de Nacala, agendado para sexta-feira, o destaque vai para a deslocação do Ferroviário de Maputo a um reduto tradicionalmente difícil, o Estádio 25 de Junho, em Nampula, onde se lhe espera o seu homónimo de Nampula motivado pela vitória- a segunda na prova- diante do Matchedeje de Mocuba, por 0-1.

Os “axinenes”, agora orientados por Nelson Santos, deram um salto importante na tabela classificativa, saindo da zona de despromoção em troca com o Desportivo Maputo.

O Ferroviário da Beira, esse, parece ter um desafio confortável ao receber no também adverso Caldeirão do Chiveve o Desportivo Maputo, décimo segundo classificado com sete pontos.

O Incomáti de Xinavane recebe a União Desportiva do Songo, em jogo que opõe o nono ao sétimo classificado, respectivamente, depois de os “hidroeléctricos” terem perdido cinco pontos nos dois últimos jogos.

Um pouco acima e igualmente “aflito” está o Textáfrica de Chimoio (13.º), que vem de uma derrota pesada frente a Black Bulls (0-4), mantém-se em zona de despromoção e recebe a Liga Desportiva de Maputo (oitavo).

No outro jogo da ronda, o Matchedje de Mocuba, lanterna vermelha, a 12 pontos do seu adversário, que ocupa a quarta posição, deverá surgir das cinzas e fazer a sua primeira vitória, para isso, a equipa de Victor Mayamba terá de “fazer das tripas o coração”.

Lurdes Mutola confirma a sua candidatura à presidência da Federação Moçambicana de Atletismo. A confirmação da corrida à presidência, cuja eleição está marcada para o dia 18 de Setembro próximo, foi feita junto ao Secretário de Estado do Desporto, Carlos Gilberto Mendes.

Avassaladora enquanto atleta nas pistas de atletismo, Lurdes Mutola agora pretende mostrar-se ao mundo como dirigente, concorrendo à presidência da Federação Moçambicana de Atletismo. Depois de Clarisse Machanguana ter concorrido à presidência da Federação Moçambicana de Basquetebol e perdido para Roque Sebastião, agora é a vez da “menina de ouro”, Lurdes Mutola.

A confirmação da candidatura foi feita junto ao Secretário de Estado do Desporto, Carlos Gilberto Mendes, num encontro que ambos mantiveram na segunda-feira, na Secretaria de Estado do Desporto.

Mutola esclareceu que “sei que não vota, mas estou aqui na Secretaria de Estado para dizer que quero concorrer. Sou, sim, candidata e quero ajudar o nosso atletismo”, referiu a antiga corredora dos 800 metros, citada pelo jornal Notícias.

Com a confirmação de Lurdes Mutola, sobe para dois o número de candidatos que manifestaram o interesse em ocupar o lugar, actualmente nas mãos de Francisco Manheche. O antigo Secretário-geral da instituição, Kamal Badrú, foi o primeiro a manifestar a intenção e já está em campanha, tendo visitado algumas associações provinciais apresentando o seu projecto.

Para a realização das eleições, faltam apenas três meses, período durante o qual a “menina de ouro” quer capitalizar para difundir o seu manifesto eleitoral junto às associações provinciais.

“Será um período para trabalhar na constituição do elenco directivo, organização clara do manifesto e do contacto com as associações provinciais para mostrar as nossas intenções de modo a que juntos possamos mudar alguma coisa no atletismo do nosso país”, disse Mutola, citada pelo Notícias.

Carinhosamente chamada “menina de ouro”, Lurdes Mutola, era uma das maiores figuras dos 800 metros no atletismo, tendo feito história nos Jogos Olímpicos de Atlanta, em 1996.

Pela primeira vez, em cinco participações, a bandeira de Moçambique foi hasteada. Depois do terceiro lugar nos Estados Unidos da América, Mutola melhorou ainda mais e fez soar o hino nacional em Sydney-2000.

O currículo de Maria de Lurdes Mutola, que nasceu na então cidade de Lourenço Marques, actual Maputo, a 27 de Outubro de 1972, é impressionante. Especialista dos 800 metros, tem três títulos mundiais ao ar livre e sete em pista coberta num total de 14 medalhas distribuídas pelos dois eventos.

Mas, foi nos Jogos Olímpicos, em Atlanta, em que Mutola se tornou uma verdadeira lenda do atletismo e do desporto moçambicano. Quando chegou à Geórgia, já era uma figura da distância. Vencera o título mundial em Estugarda-1993, ao ar livre, e em Toronto-1993 e Barcelona-1995, em pista coberta.

A viver nos Estados Unidos desde 1988, onde começou a treinar com cada vez mais afinco, aproveitou essa inspiração para brilhar nos Jogos Olímpicos de 1996. Para Mutola, era a terceira participação, enquanto em Barcelona-1992 tinha sido quinta nos 800 metros e nona nos 1500.

Atlanta foi a edição da especialização. Concentrou-se nos 800 metros e conquistou a tão desejada medalha. Não conseguiu bater a campeã russa, Svetlana Masterkova, nem a cubana Ana Fidelia Quirot, mas terminou na terceira posição, com uma décima de vantagem sobre a britânica Kelly Holmes.

Ali, naquele momento, Moçambique entrou em festa. Era uma medalha ansiada há muito e Mutola tinha finalmente confirmado as expectativas.

Quatro anos depois, a euforia foi ainda maior. Aos 27 anos, e numa das melhores fases da sua carreira, cruzou a meta na primeira posição, com um máximo de temporada e com praticamente meio segundo de vantagem sobre Stephanie Graf da Áustria.

Maria de Lurdes Mutola teve uma despedida amarga em Atenas em 2004. Numa temporada com algumas lesões, esteve perto de revalidar o título olímpico e liderou até à última recta, fase em que foi ultrapassada por três adversárias, terminando numa ingrata quarta posição, a oito centésimos do pódio e a 13 da medalha de ouro.

As medalhas da oitocentista continuam a ser as únicas na história olímpica de Moçambique.

O antigo capitão dos “Mambas”, Tico-Tico, foi, nesta quarta-feira, recebido em audiência, pelo Presidente da República, Filipe Nyusi. O encontro visava a apresentação dos projectos do antigo jogador e do seu novo livro lançado há dias, em Maputo.

Durante a conversa, para além da oferta do livro do antigo jogador, intitulado “Eu Tenho um Sonho”, ao Chefe de Estado, Tico-Tico apresentou projectos específicos sobre a sua actuação na área do desporto, mormente a existência de uma academia com o seu nome e o plano de construção de uma casa própria para essa academia.

Falando sobre o livro, o antigo capitão dos “Mambas” afirmou que o projecto visa inspirar os jovens que querem abraçar a carreira futebolística e outras modalidades do desporto, através de experiências partilhadas nas suas páginas, que incluem, não só, as suas próprias histórias, mas também de outros praticantes do mundo.

“Queremos deixar um legado para as gerações vindouras e pensamos que poderíamos contribuir ainda mais no desporto do país, pois Moçambique tem potencial para gerar mais talentos e achamos que merece muito mais”, afirmou o antigo futebolista.

Por sua vez, o Presidente Nyusi congratulou Tico-Tico pelo lançamento do livro e elogiou a sua versatilidade. O estadista acrescentou que tem acompanhado e apreciado o esforço do antigo capitão da Selecção Nacional em dar oportunidade aos jovens para expressarem o seu talento.

“Como Governo, continuaremos a dar o nosso apoio para que os projectos de todos os moçambicanos tenham espaço e possam ajudar a dar continuidade às conquistas e consolidar as vitórias alcançadas”, afirmou o Chefe de Estado.

Interrompido na quarta jornada, devido ao Coronavírus, o Campeonato da cidade de Maputo em seniores masculinos e femininos deve, pelas contas da Associação de Basquetebol da Cidade de Maputo (ABCM), retomar em Julho próximo. O grande passo a dar, para o efeito, é renegociar com o patrocinador oficial da prova, Engen, uma vez que o contrato terminou em Janeiro deste ano.

É do interesse da ABCM que a parceria seja estendida, até porque há resultados visíveis da mesma sob o ponto de vista desportivo. O quadro competitivo melhorou significativamente na capital do país, para além da grande visibilidade que a competição ganhou.

A título de exemplo, em 2019, os jogos dos play-offs da final registaram uma assistência que há muito não se  via nas provas da capital do país.

A final entre o Ferroviário de Maputo e A Politécnica atraiu muito público, tendo lotado no jogo decisivo que ditou a conquista do título pela A Politécnica.

O Campeonato da Cidade tem, ainda, a particularidade de se ter transformado na prova com maior premiação a nível nacional, superando até os valores oferecidos na Liga Moçambicana de Basquetebol.  A projecção é que a prova seja disputada em três voltas, seguindo-se os cruzamentos.

Mesmo depois de ter perdido quase toda equipa que surpreendeu o Ferroviário de Maputo  (Lote Tonela, Yuran Biosse, Klaus Bunguele), a A Politécnica vai procurar revalidar o título conquistado em 2019 no pavilhão do Maxaquene.

Mas, atenção que o campeão nacional, Ferroviário de Maputo, quer recuperar o seu protagonismo na capital, conquistando esta que é a maior competição.

O excelente desempenho na BAL eleva, ainda, mais a fasquia nas provas internas.

Nesta luta, há a destacar o Costa do Sol que se reforçou com alguns internacionais. Os vice-campeões nacionais e finalistas da Engen, em 2018, têm, certamente, uma palavra a dizer com as opções que apresentam.

Em femininos, a luta também promete ser entre o Costa do Sol e o Ferroviário, dois conjuntos que têm bipolarizado a modalidade.

O Costa do Sol, com Leonel Manhique no leme da equipa, quer definitivamente quebrar o enguiço. Ou melhor, assumir-se como um clube ganhador. E até apresenta jogadoras de selecção nacional com destaque para Ingvild Mucauro e Nilza Chiziane. Pressão para o Ferroviário de Maputo, vencedor da prova nas últimas cinco edições. Com o experiente treinador Nasir “ Nelito” Salé ganhar é mesmo uma obrigação.

O Campeonato da cidade é claramente uma das etapas de preparação para a Taça dos Campeões Africanos.

A selecção portuguesa continua a preparação para a estreia no Euro2020, que vai acontecer hoje, em jogo contra a Hungria.

Cristiano Ronaldo disse, esta segunda-feira, que o teste positivo de João Cancelo ao novo Coronavírus não abala a selecção portuguesa de futebol, que hoje inicia a defesa do título no Euro2020, em Budapeste, diante da Hungria.

Portugal, que é o detentor do troféu, integra o grupo F do Euro2020. Do grupo de Portugal fazem também parte a Hungria, a Alemanha e a França, no chamado “grupo de morte”.

A estreia de Portugal na competição está marcada para 18h00 (hora de Maputo). O encontro será dirigido pelo turco Cuneyt Çakir.

Seguem-se os encontros com os germânicos, a 19 de Junho, em Munique, e com os franceses, a 23 de Junho.

O Euro2020, que foi adiado para 2021 devido à pandemia, decorre até 11 de julho, em 11 cidades de 11 países diferentes.

Quatro anos depois e em plena pandemia da COVID-19, os rapazes briosos do salto à corda regressam às competições internacionais, mesmo depois de terem anunciado a sua paralisação em 2017, depois da conquista do tricampeonato mundial da modalidade. Aquando do anúncio da paralisação, a Federação de Ginástica de Moçambique lamentava a falta de apoio para deslocações internacionais.

Contudo, na última semana, a Federação de Ginástica de Moçambique rubricou, com uma empresa de serviços financeiros que actua no país, um memorando de entendimento que permitirá a participação de atletas filiados à agremiação participar na primeira edição internacional do Paris Max Freestyle, evento multidesportivo (salto acrobático à corda, breakdance, dança, skate, entre outras modalidades) a disputar-se entre 25 e 28 de Setembro do ano em curso.

O país leva a versão do salto acrobático à corda, na vertente de batalhas. Moçambique será representado por Elves Tembe, presidente da Federação de Ginástica de Moçambique e por dois atletas, nomeadamente, Júnior Moiane e Henriques Mula.

A competição, organizada pela França, está virada para países africanos e alguns dos quais já confirmaram a presença, tais os casos de Moçambique, Camarões, África do Sul e Guiné-Bissau.

França, anfitriã da prova, responsabiliza-se pelos custos do evento, desde passagens para os participantes, até ao alojamento.

Uma outra novidade trazida pela Federação de Ginástica de Moçambique é a de que, a partir deste ano, o combinado nacional, que já trouxe glórias ao país, poderá voltar a competir em mundiais.

Nesta prova, os franceses são tidos como os únicos adversários que poderão criar dificuldades ao combinado nacional, por serem um crónico candidato ao pódio da modalidade.

 

MOÇAMBIQUE É TRI-CAMPEÃO MUNDIAL DE SALTO ACROBÁTICO À CORDA

Em 2017, e pela terceira vez consecutiva, Elves, Ricardo, Edilson, Zefanias e José voltaram a fazer história no mundo do Desporto, reescrevendo o nome de Moçambique, defrontando os melhores do mundo.

No ano anterior, ou seja, em 2016, Moçambique conquistou quatro medalhas de ouro, na especialidade de DD4, e três medalhas de bronze, em DD3, num evento que decorreu em Braga, Portugal.

Mas, tudo começou em Julho de 2015, quando os atletas fizeram história ao conquistar, em França, o mundial de salto à corda, na especialidade de Criatividade. Uma tarefa que, segundo os desportistas, não foi fácil, devido a muitas adversidades encontradas pelo caminho e que apenas foram superadas pela vontade de vencer.

Este ano, entendem os atletas, também não será fácil, sobretudo porque têm um outro adversário, a COVID-19. No entanto, nem isso tira o desejo de estarem, mais uma vez no pódio, e até conquistar a prova, para aquilo que seria um bom regresso às competições.

A Secretaria do Estado do Desporto (SED) suspendeu campeonatos interprovinciais de futebol de sub-17, em femininos, por não cumprimento do protocolo sanitário de prevenção da COVID-19. A SED diz que não havia outra alternativa a não ser a suspensão depois de ter constatado que não há realização de testes pré-competição.

“Xeque-mate”. É o mínimo que se pode dizer da decisão da Secretaria do Estado de Desporto que veio contrariar o anúncio feito pela Federação Moçambicana de Futebol, na sexta-feira, indicando, no seu site, que está já a preparar a organização da competição.

O objectivo da prova ora abortada, que iria decorrer de 17 a 19 do corrente mês, é constituir-se uma selecção sub-20 que vai lutar pela qualificação ao campeonato do mundo da categoria, que terá lugar na Costa Rica, em 2022. Entretanto, a Secretaria do Estado de Desporto diz não haver condições para a realização das competições por não cumprimento do protocolo sanitário. Da observação feita, a Secretaria do Estado de Desporto diz ter chegado a conclusão de que os intervenientes vão em contramão com as medidas de prevenção da COVID-19.

“Do trabalho feito pela Secretaria do Estado de Desporto, constatou-se que dos jogos regionais que foram realizados, parte do protocolo sanitário não foi observado. Isto coloca em risco a saúde dos atletas, por isso decidimos suspender a prova, de modo a que possa ser realizada com mais organização”, observou o director do Desporto de Alto Rendimento, Francisco da Conceição.

Curioso ou não, esta segunda-feira, a Secretaria de Estado de Desporto recebeu de um parceiro 2500 testes, ainda assim diz não ter definido se estes serão canalizados para viabilizar o campeonato ora suspenso. Aliás, sabe apenas que as modalidades colectivas e os atletas que ainda lutam por uma vaga nos Jogos olímpicos de Tóquio são prioridades.

“Vamos identificar as entidades organizadas para a realização das provas e, de forma racional, verificar quais são as modalidades que estão para retomar. Temos, também, neste momento, atletas que estão a preparar a qualificação aos jogos olímpicos. Através desses critérios, vamos fazer a distribuição deste material para que se possa fazer testagem com antecedência com vista ao exercício pleno das actividades”, esclareceu Da Conceição.

SED FAZ VISTA GROSSA AOS REGIONAIS DE SENIORES E SUB-20

Tendo também em conta a participação da Selecção Nacional de Futebol Feminino Sub-20 nas eliminatórias de apuramento ao Mundial Costa Rica 2022, a Federação Moçambicana de Futebol organizou de 12 a 14 de Junho, os jogos entre selecções provinciais nas cidades de Lichinga, Chimoio e Xai-Xai.

Na cidade de Lichinga, participaram as selecções de Cabo Delgado, Niassa e Nampula; em Chimoio estiveram as selecções de Tete, Zambézia, Manica e Sofala e em Xai-Xai, as de Inhambane, Gaza, Maputo e Cidade de Maputo.

Curioso é que a Secretaria do Estado de Desporto sabia que “dos regionais realizados, há violação do protocolo sanitário e o decreto é claro”, mas medida alguma foi tomada.

A decisão da SED parece política do que qualquer outra coisa. Aliás, não está claro o que essencialmente será feito para que a retoma do Desporto seja segura.

Ninguém pára a Associação Black Bulls no Moçambola-2021. Sem precisar acelerar, “despachou” o aflito Textáfrica de Chimoio (4-0) e manteve o pleno de vitórias na prova.

Bravos, os “touros”, quem diria (?), cimentaram cada vez mais a liderança no campeonato agora com 25 pontos.

Ejaita, o “suspeito do costume”, voltou a fazer estragos, assinando um “bis” naquela que foi a nona vitória no campeonato. Ali, em Tchumene, respira-se bom futebol.

O sonho constrói-se num mosaico entre a relva natural e a sintética, implantadas nos dois campos que compõem um complexo que se espera de referência.

Focado no título, o Ferroviário de Maputo teve em Foken o marcador em serviço para desatar o nó diante do seu “satélite” Incomáti de Xinavani que até ofereceu alguma resistência no mítico Estádio da Machava.

O possante avançado ganês facturou aos 26 e 76 minutos, garantido, desta forma, a sexta vitória dos “locomotivas” na prova, mantendo-se na segunda posição agora com 21 pontos.

Continua, e recomenda-se, uma animada perseguição aos Black Bulls, por sinal, adversário com o qual empataram a uma bola na 4ª jornada.

O Incomáti de Xinavani, na era Danito Nhamposse, somente venceu uma vez no Moçambola (diante do Ferroviário de Nampula, por 1-0). Esta, contas feitas, foi a quarta derrota dos açucareiros no campeonato nacional que encontram no 9º lugar com 11 pontos.

Num terreno tradicionalmente difícil, e onde foi consagrado campeão na época 2019, o Costa do Sol arrancou uma vitória por 3-1 diante do Ferroviário de Nacala e pulou para a 6ª posição com 13 pontos.

Telinho bisou e Jonas fez o outro tento dos “canarinhos” que colocam Antero Cambaco na berlinda.

No duelo mais importante da 9ª jornada do Moçambola-2021, União Desportiva do Songo e Ferroviário da Beira empataram sem abertura de contagem.

Com este resultado, os “locomotivas” do Chiveve continuam na 3ª posição agora com 19 pontos, enquanto os “hidroeléctricos” estão no 7º lugar com 13 pontos.

Em Hanhane, na Matola, a Associação Desportiva de Vilankulo (ADV) arrancou um empate a duas bolas com a Liga Desportiva de Maputo, resultado que coloca os visitantes na mesma posição com que entraram para esta ronda: 4ª com 15 pontos.

De mal a pior vai o centenário Desportivo Maputo. Os “alvi-negros” caíram, este domingo, aos pés do Ferroviário de Lichinga com quem perderam no campo do “Afrin” por 2-0.

Djey, aos 47 minutos, e Drogba, no minuto 70, afundaram a águia tiraram cada vez mais o sossego da águia que cai para a “linha de água” com sete pontos.

Tranquilos, e dentro do projectado para uma manutenção sem sobressaltos, os “locomotivas” de Lichinga mantêm-se na 5ª posição com 17 pontos.

Chegou, viu e venceu. Nelson Santos assumiu, quinta-feira, o comando técnico do Ferroviário de Nampula e, na estreia, venceu o Matchedje de Mocuba por um a zero. Salas, aos 66 minutos, foi o responsável pelo regresso às vitórias dos “axinenes” sete jornadas depois. Com a vitória, o Ferroviário de Nampula sai da zona de despromoção em troca com o Desportivo Maputo.

Costa do Sol VS Black Bulls 

Teste de fogo para a Associação Black Bulls (ABB) na 10.ª jornada do Moçambola-2021. Os “touros” deslocam-se ao terreno do Costa do Sol, campeão em título, num jogo em que os “canarinhos” querem claramente mandar em casa e travar, desde já, a euforia que habita em “Tchumene”.

No fervoroso Caldeirão do Chiveve, o candidato ao título Ferroviário da Beira recebe o centenário Desportivo Maputo, conjunto que está a fazer uma campanha pobre no Moçambola-2021.

O Estádio 25 de Junho será palco de um duelo interessantíssimo de seguir entre “locomotivas” com andamentos diferentes.

De um lado, teremos um Ferroviário de Nampula sufocado e pressionado a vencer para chegar a zonas confortáveis, e, do outro, conjunto de Maputo que está na linha da frente e animada perseguição a ABB.

Em Lichinga, o Ferroviário local, a fazer uma campanha tranquila, faz “sala” ao seu homónimo de Nacala, conjunto algo irregular na prova-mãe do futebol moçambicano.

A meio da tabela, a Associação Desportiva de Vilankulo faz “sala” ao Matchedeje de Mocuba, lanterna vermelha do campeonato.

Aflito, o Textáfrica de Chimoio pisca o olho a segunda vitória no Moçambola na recepção a Liga Desportiva de Maputo. Uma vitória pode ser um balão de oxigénio para uma formação que atravessa uma crise de resultados e financeira.

O Incomáti de Xinavani tem um jogo difícil em casa com a União Desportiva do Songo, candidata ao título que procura partir para exibições mais seguras.

Ejaita: “el matador”

Com o “bis” assinalado sábado na goleada imposta ao Textáfrica de Chimoio (4-0), Ejaita Ifoni reforçou o estatuto de melhor marcador do campeonato nacional de futebol agora com nove golos, média de 1.29 golos/jogo.

O avançado nigeriano, de 21 anos, facturou no primeiro minuto, na transformação de uma grande penalidade, e à passagem dos 67 minutos ao colocar o resultado em 3-0.

Ejaita começou a fazer o gosto ao pé na jornada inaugural do Moçambola-2021, precisamente a 17 de Janeiro quando os “touros” foram ao Estádio 25 de Junho vencer o Ferroviário de Nampula por 2-1. O “stricker” marcou, aos 23 minutos, o primeiro golo dos visitantes.

Na segunda jornada, voltou a estar em grande plano ao bisar na vitória caseira da Associação Black Bulls diante da Associação Desportiva de Vilankulo, por 2-0. Esteve em branco, na 3ª jornada, mas voltou a fazer balançar as redes na ronda seguinte. Na jornada 4 do campeonato nacional de futebol, Ejaita deu vantagem, aos 19 minutos, a ABB mas Jeitoso viria a desfazer a mesma com um golpe de cabeça no minuto 23.

“Onfire”, Ejaita fez um “hatrick” no duelo da 5ª jornada em que a Associação Black Bulls “despachou” a União Desportiva do Songo com vitória categórica por 4-1. Ejaita mostrou, uma vez mais, engodo a baliza contrária.

Os golos foram marcados aos 3, 40 e 51 minutos do jogo. Endiabrado, na 8ª jornada, Ejaita contribuiu com um golo na vitória dos “touros” frente a Liga Desportiva por 2-1. O nigeriano “engordou a sua conta pessoal, nesta partida, aos 70 minutos.

 

Costa do Sol venceu, sábado, o Ferroviário de Maputo por 94-77 num dos jogos que marcaram a retoma do basquetebol na capital do país cerca de um ano depois. Os “’canarinhos” saíram-se vencedores na dupla jornada, tendo aplicado “chapa 100” ao Aeroporto na sexta-feira: 130-53.

Boa pontuação. Boas indicações para o futuro. É, aliás, o mínimo que se exigia, exige e exigirá ao campeão e vice-campeão nacional, mormente o facto de concentrarem nos respectivos plantéis algumas das “estrelas” da modalidade da bola ao cesto.

Dois factores atractivos para que este duelo estivesse no centro das atenções. Primeiro, as contratações “galácticas” que não só elevam a fasquia no Costa do Sol como também deixam a equipa com muito mais opções.

Segundo, e mesmo depois de ficar “órfão” de muitas “estrelas”, a briosa campanha dos campeões nacionais na promissora Liga Africana de Basquetebol (BAL).

Desfalcado dos internacionais Hugo Martins e o combativo Custódio Muchate, Milagre “Mila” Macome viu-se limitado, sobretudo, na posição cinco. Muchate é, como se sabe, aquele jogador estoico e ressaltador que se impõe nas tabelas.

Em sentido contrário, o Costa do Sol não se podia queixar de opções para fazer maior rotação da equipa: David “Mano” Canivete, Ivan Machava, Octávio “Maguila” Magoliço, Nilton Seifane, Francisco Braga, Klaus Bunguele, Daniel Maveure, Asmilton Ribeiro, Egídio Zandamela, Titos Benjamim e Danilo Cumbe.

Mais agressivos defensivamente é como se apresentou o Costa do Sol. Fez pressão alta, criou crise de raciocino ao adversário nas saídas sobre pressão. Os “canarinhos” condicionaram, em alguns momentos, o campeão nacional nos ataques de posição.

De resto, a “zona pressing” obrigou o Ferroviário de Maputo a cometer alguns “turnovers” sempre que sujeito a esta condição.

Clarividentes no ataque, com destaque para David Canivete que criou muitos desequilíbrios, os “canarinhos” controlaram o primeiro quarto com um parcial de 27-16.

Reagiu, e muitíssimo bem, o Ferroviário de Maputo com alma de campeão e um jogo exterior certeiro, onde se destacou Manuel “Mango” Uamusse.

Com maior rotação da equipa, domínio no jogo interior e pressão a campo inteiro, o Costa do Sol saiu ao intervalo a vencer por 47-36.

Mais ajustados defensivamente, os “locomotivas” fizeram um terceiro quarto de bom nível reduzindo, de resto, a diferença para seis pontos: 47-41.

Os “locomotivas” fizeram um parcial de 5-0, com tiro exterior de Manuel “Mango” Uamusse e curto de Yuran Biosse.

Miguel Guambe, pressionado, solicitou um desconto de tempo para fazer os ajustes na sua equipa. Com as mãos quentes, Ivan Machava arrancou um tiro que galvanizou os vice-campeões nacionais.

Na tabela, o Costa do Sol dominava e explorava o jogo interior para disparar no marcador para 12 pontos ao cabo do terceiro quarto: 69-57.

Espectáculo valorizado, mas podia ter sido ainda melhor com uma arbitragem mais equilibrada dos internacionais António Englesse e Edmilson Lopes. Foi numa das contestações de Milagre “Mila” Macome que o “coach” dos “locomotivas” “apanhou” uma falta técnica.

Se no terceiro quarto o Ferroviário de Maputo apresentou-se com mais clarividência ofensiva, no quarto esteve ainda melhor.

Ataques mais prolongados, circulação de bola e aposta no jogo exterior foram determinantes para que a equipa verde-e-branca continuasse a acreditar na recuperação no marcador, chegando mesmo a reduzir para quatro pontos: 71-67.

Os “canarinhos” resolveram com contra ataques, jogo exterior e interior e venceram por 17 pontos: 94-77.

Costa do Sol vencedor na dupla jornada 

Dois jogos, igual número de vitórias na dupla jornada do fim-de-semana no Torneio Nutrição. Este é o saldo do Costa do Sol que, na sexta-feira, aplicara “chapa 100” ao Aeroporto: 130-53. Os “canarinhos” lideraram em todos os quartos desta partida.

Ainda em seniores masculinos, a A Politécnica saiu-se vencedora na dupla jornada do Torneio Nutrição, tendo batido o Atlético (80-40) e Matolinhas (91-43).

Já a Universidade Pedagógica venceu o Aeroporto (70-52), enquanto o Maxaquene bateu o Atlético (58-48).

Ao nível dos seniores femininos, o Ferroviário de Maputo “arrasou” a reformulada e jovem equipa do Desportivo Maputo com “chapa 100”: 121-21. Já a A Politécnica venceu o Maxaquene por 15 pontos: 58-43.

No sábado, o Desportivo Maputo voltou a sofrer uma pesada derrota, desta feita diante do Costa do Sol 17-103.

 

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