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O País – A verdade como notícia

Ferroviário de Maputo venceu, quinta-feira, o Costa do Sol(63-57) em jogo da 9ª jornada do Torneio Nutrição de Basquetebol em seniores femininos. Ao nível dos masculinos, Costa do Sol, Ferroviário de Maputo, Maxaquene e A Politécnica qualificaram-se para as meias-finais.

Duelo de “gigantes” no pavilhão do Desportivo Maputo, confronto entre dois dos conjuntos que reúnem as melhores atletas da actualidade nos respectivos plantéis. Jogo de cortar a respiração, excelente propaganda para o basquetebol moçambicano.

Na quadra do pavilhão do Desportivo, o Costa do Sol controlou o primeiro quarto, etapa na qual venceu por 15-5. As bicampeãs nacionais não tiveram clarividência ofensiva e agressividade defensiva.

No segundo quarto, as “canarinhas” voltaram a liderar a marcha do marcador, saindo a vencer por um parcial de 15-10. Com 15 pontos de vantagem ao intervalo (30-15), o Ferroviário de Maputo precisava de fazer os ajustes defensivos e ir buscar o resultado.

O terceiro quarto, com melhor pontuação, trouxe um Ferroviário de Maputo com outra abordagem ofensiva e defensiva. O conjunto de Nasir “Nelito” Salé pressionou mais o adversário, sendo que no final desta etapa liderou com um parcial de 17-13.

O quarto foi novamente controlado pelas campeãs nacionais Salé que venceram por um parcial de 18-7. Com o jogo empatado (50-50), teve que se recorrer ao tempo extra para se encontrar o vencedor. Nesta etapa, o Ferroviário de Maputo voltou a ser mais forte vencendo por 13-7.

Ainda a contar para a 9ª jornada do Torneio Nutrição, a APolitécnica superiorizou-se ao Maxaquene, vencendo o jogo por 71-59.  

As “politécnicas” confirmaram o seu favoritismo diante de um conjunto “tricolor” que, depois de sofrer uma razia, aposta em jovens atletas com vontade de se afirmarem na modalidade da bola ao cesto.

Favoritos impõem-se em masculinos

Ao nível dos seniores masculinos, já estão definidos os jogos das meias-finais do Torneio Nutrição. Com efeito, o Ferroviário de Maputo joga o acesso à final diante do Maxaquene, clube com mais títulos conquistados em Moçambique.

Já o Costa do Sol, vice-campeão nacional, bate-se com A Politécnica, campeão da cidade, num duelo entre dois conjuntos com investimentos completamente diferentes na aquisição de atletas. Os canarinhos, sabe-se, investiram bastante com a contratação de atletas internacionais.

Nos “quartos”, o Ferroviário de Maputo derrotou o Desportivo de Horácio Martins (69-50), enquanto o Costa do Sol “despachou” o Atlético (85-50).

Por sua vez, o histórico e renovado Maxaquene aplicou “chapa 100” ao Matolinhas, vencendo por 103-43. A Universidade Pedagógica, conjunto que há dois anos fez uma campanha interessante na Liga Moçambicana de Basquetebol, caiu aos pés da A Politécnica com quem perdeu por 77-62.

Ferroviário de Maputo venceu, ontem, o Costa do Sol (63-57) em jogo da 9ª jornada do Torneio Nutrição de Basquetebol em seniores femininos. Ao nível dos masculinos, Costa do Sol, Ferroviário de Maputo, Maxaquene e A Politécnica qualificaram-se para as meias-finais.

Duelo de “gigantes” no pavilhão do Desportivo Maputo, confronto entre dois dos conjuntos que reúnem as melhores atletas da actualidade nos respectivos plantéis.

Reforçada a rivalidade, este ano, com a contratação por parte do Costa do Sol de algumas joias do Ferroviário de Maputo: Ingvild “Inga” Mucauro e Eleutéria “Formiga” Lhavanguane.

Na quadra do pavilhão do Desportivo, o Costa do Sol controlou o primeiro quarto, etapa em que venceu por 15-5.

No segundo quarto, as “canarinhas” voltaram a liderar a marcha do marcador, saindo a vencer por um parcial de 15-10. Com 15 pontos de vantagem ao intervalo (30-15), o Ferroviário de Maputo precisava de fazer os ajustes para ter mais clarividência ofensiva e defensiva.

O terceiro quarto, com melhor pontuação, trouxe um Ferroviário de Maputo com outra abordagem e, ao cabo esta etapa, as campeãs nacionais venceram por quatro pontos: 17-13.

O quarto foi controlado pelo conjunto de Nasir “Nelito” Salé que venceu por um parcial de 18-7. Com o jogo empatado (50-50), teve que se recorrer ao tempo extra para se encontrar o vencedor. Nesta etapa, o Ferroviário de Maputo voltou a ser mais forte vencendo por 13-7.

Ainda a contar para a 9ª jornada do Torneio Nutrição, a A Politécnica superiorizou-se ao Maxaquene, vencendo o jogo por 71-59.

 

FAVORITOS IMPÕEM-SE EM MASCULINOS

Ao nível dos seniores masculinos, já estão definidos os jogos das meias-finais do Torneio Nutrição. Com efeito, o Ferroviário de Maputo joga o acesso à final diante do Maxaquene, clube com mais títulos conquistados em Moçambique.

Já o Costa do Sol, vice-campeão nacional, bate-se com A Politécnica, campeão da cidade, num duelo entre dois conjuntos com investimentos completamente diferentes na aquisição de atletas. Os canarinhos, sabe-se, investiram bastante com a contratação de atletas internacionais.

Nos “quartos”, o Ferroviário de Maputo derrotou o Desportivo de Horácio Martins (69-50), enquanto o Costa do Sol “despachou” o Atlético (85-50).

Por sua vez, o histórico e renovado Maxaquene aplicou “chapa 100” ao Matolinhas, vencendo por 103-43. A Universidade Pedagógica, conjunto que há dois anos fez uma campanha interessante na Liga Moçambicana de Basquetebol, caiu aos pés da A Politécnica com quem perdeu por 77-62.

O judoca moçambicano, Kevin Loforte, está qualificado para os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020. Moçambique conta, nesta altura, com sete atletas apurados para às olimpiadas de verão.

Falhou, recentemente, o Mundial de Judo de Budapeste, devido à uma lesão no joelho esquerdo-, prova decisiva na qual contava amealhar pontos para melhorar a sua  classificação no “ranking” mundial e, por via disso, assegurar a presença no maior evento desportivo do planeta.

Mas nem por isso perdeu a esperança, porquanto a medalha de bronze conquistada em Maio no Campeonato Africano de Judo, em Dakar, Senegal, permitiu que passasse da 70.ª para 67.ª  posição agora com 809 pontos, colocando-se entre os judocas bem posicionados para beneficiarem da Cota Continental da Federação Internacional de Judo.

O judoca, de 24 anos, já “piscava o olho”  a uma eventual “repescagem”, ou melhor, reconhecimento pela Federação Internacional de Judo aos atletas com bons resultados. E foi, sem surpresa, o que aconteceu.

Agora, Kevin Loforte concentra-se na recuperação da lesão para depois dar início ao processso de preparação ao evento, dentro de um programa a ser definido pela Federação Moçambicana de Judo em coordenação com o Comité Olímpico de Moçambique (COM).

Sobe, desta forma, para sete o número de atletas moçambicanos qualificados para os Jogos Olímpicos, depois de Deyse Nhaquile, Maria Machava  e Denise Parruque (vela e canoagem), Joaquim Lobo (canoagem) e Rad Gramane e Alcinda Panguana (boxe).

Antero Cambaco já não é treinador do Ferroviário de Nacala. Os alegados maus resultados podem estar na origem da saída do jovem treinador.

Duas vitórias, cinco derrotas e três empates colocam o Ferroviário de Nacala, disputadas 10 jornadas, na 11ª posição no Moçambola, ou seja, um degrau acima da zona de despromoção.

Estes números levaram os adeptos do clube, num caso que há muito é contestado por ser visto como interferência, a exigir a demissão de Antero Cambaco por não colocar em campo os jogadores da sua eleição.

Alias, este tem sido um dos problemas com os quais os treinadores que orientam equipas de Nacala se deparam: a pressão dos adeptos, com tom de ameaças.

O treinador de 47 anos de idade disse ao “O País” que está fora do comando técnico dos ‘’axinenes’’ desde o princípio da tarde desta quarta-feira.

“Sim, já não somos treinadores do Ferroviário de Nacala, desde as 12 horas de ontem, depois da reunião com a direcção. Chegamos a um nível em que já não havia condições”, contou o técnico.

Antero Cambaco não resistiu à pressão dos adeptos bastante influentes, mas agradece a direcção do clube pela oportunidade que teve.

“Houve choque de ideias com alguns adeptos do clube. O clube ainda tentou fazer de tudo para que isso não acontecesse, mas de que adianta um treinador estar em casa e ter medo atravessar a estrada para ir treinar porque pode cruzar com um adepto contra. Só tenho a agradecer à direcção do clube pela oportunidade de poder vir para cá. Infelizmente aquilo que perspectivávamos, a criação de uma nova equipa, uma outra dinâmica tornou-se complicado”, concluiu.

Esta é a quarta ‘’chicotada psicológica’’ no Moçambola 2021.

Textáfrica de Chimoio vs Costa do Sol é o clássico da 11ª jornada do campeonato nacional de futebol, Moçambola-2021. Sensaborão do passado, até pela crise financeira e desportiva em que os “fabris do planalto” se encontram mergulhados, o duelo não deixa de estar no centro das atenções pelo historial dos dois clubes.

O Campo da Soalpo irá testemunhar, no domingo, às 14h00, um duelo de campeões. O primeiro, neste caso Textáfrica de Chimoio, bate-se com o actual e o que mais títulos já encaixou ao longo da história do futebol moçambicano.

A atravessar um mau momento, que coloca a equipa na zona de despromoção (13ª posição com apenas seis pontos), o Textáfrica de Chimoio tem que fazer das “tripas o coração” para sair vitorioso diante do Costa do Sol.

Aliás, encaixar três pontos é fundamental para a equipa encetar uma recuperação na tabela classificativa e encontrar-se com os bons resultados na prova.

Tarefa que não se afigura nada fácil, porquanto o Costa do Sol não pretende marcar passo na luta pela revalidação do título.

Com quatro vitórias, igual número de derrotas e dois empates, os “canarinhos” partem para este embate com claro objectivo de vencer. Na última ronda, o Costa do Sol empatou a duas bolas com a Associação Black Bulls.

A 11ª jornada do Moçambola 2021 começa a ser disputada, no sábado, com a realização de dois jogos. O Desportivo Maputo recebe, no campo do Afrin, na Machava, o Incomáti de Xinavane num duelo entre dois conjuntos que perderam pontos na última jornada. Numa partida polémica, na qual o Ferroviário da Beira marcou um golo “fantasma” aos 90+5, os “alvi-negros” averbaram a sua quinta derrota, na prova, colocando-se no 12º lugar na tabela classificativa com sete pontos. Vencer é a palavra de ordem para que o histórico clube não se afunde cada vez mais e tenha que recorrer, no final, a calculadora para fazer as contas da manutenção. Os visitantes, que se encontram na 9ª posição com 11 pontos, não podem escorregar sob o risco de descerem alguns lugares na tabela em caso de vitória das equipas que estão a si coladas.

Ainda no sábado, o Ferroviário de Maputo recebe na “Machava” a Associação Desportiva de Vilankulo, num embate em que os “locomotivas” da capital apontam para a vitória. Aliás, depois da derrota sofrida em Nampula por 1-0, que travou um ciclo de cinco vitórias consecutivas, Daúde Razak quer voltar a colocar a “locomotiva” nos carris. A fazer uma campanha tranquila – encontra-se no 5º lugar com 16 pontos -, a Associação Desportiva de Vilankulo vem a Maputo com objectivo de contrariar o seu adversário. Uma vitória pode tranquilizar Victor Manyamba, ele que na última jornada se queixou de estar a ser sabotado por pessoas que pretendem treinar a ADV.

Já no domingo, a Liga Desportiva de Maputo joga com o Matchedje de Mocuba, lanterna vermelha da prova com apenas quatro pontos. Os “militares” procuram alcançar a sua primeira vitória no campeonato nacional de futebol para saírem da zona de sufoco.

Na vila de Songo, haverá estreia. É isso mesmo: o sérvio Srdjan Zivojnov, anunciado esta semana como novo treinador da União Desportiva do Songo (sucedendo a Nacir Armando) estreia-se diante do Ferroviário de Nampula.

Os vice-campeões nacionais asseguraram ainda a contratação de Henriques, ex-jogador do Desportivo de Maputo, e o camaronês Ravel Maxwell.

Facto a ter em conta pelos “hidroeléctricos” é que os “axinenes” estão motivados depois de duas vitórias sob o comando de Nelson Santos, daí que não irão facilitar a vida dos donos da casa.

Ferroviário de Nampula reforça-se com seis jogadores, nomeadamente, Gerson Massango (ex-Desportivo Maputo), Chelito (Costa do Sol), Ussama (Incomáti de Xinavane), Wilson (ex-Ferroviário de Nacala) e Kelo (ex-Textáfrica de Chimoio).

No Santuário 25 de Junho, e num duelo de “vida ou morte” para Antero Cambaco, o Ferroviário de Nacala mede forças com o seu homónimo da Beira, segundo classificado na prova, com 22 pontos.

Líder da prova, a Associação Black Bulls faz “sala” ao Ferroviário de Lichinga, conjunto que promete dar muita luta no “Tchumene”. Os touros querem manter a sua invencibilidade na prova, mas atenção porque terão pela frente um adversário que está a fazer uma boa campanha, ocupando o 4º lugar com 18 pontos.

A FIBA ​​África confirmou, há dias, que o Ruanda vai acolher as eliminatórias da zona 5 para o Campeonato Africano de Basquetebol sénior feminino,“Afrobasket” 2021, prova a realizar-se de 12 a 17 de Julho, em Kigali.

Cinco países, incluindo os anfitriões Ruanda, Egipto, Quénia e os estreantes Sudão do Sul e Uganda já confirmaram participação na competição regional.

O vencedor deste torneio garante a presença no “Afrobasket” 2021, marcado para 17 a 26 de Setembro próximo, no Complexo Desportivo Multifuncional de Yaoundé, nos Camarões.

O Presidente da Federação de Basquetebol do Ruanda (FERWABA), Desire Mugwiza, mostrou-se satisfeito com a escolha deste país para sediar as eliminatórias para o “Afrobasket”.

“Hospedar este torneio significa muito para Ruanda, pois continuamos a jornada para renovar nosso enfoque no basquetebol feminino ano nível regional e continental’’, frisou.

O homem forte do basquetebol ruandês disse que esta indicação para sediar uma das fases de apuramento ao “Afrobasket” feminino “significa que o Ruanda, como antes, continuará a apoiar o basquetebol, na região, não só hospedando grandes eventos como a Liga Africana de Basquetebol e outros eventos zonais”, notou Hariri Hesham, presidente da FIBA ​​zona 5 da África.

Esta será a 27ª edição do “Afrobasket”, sendo que a primeira foi disputada na Guiné, em 1966, e o ​​Egipto terminou no topo do pódio depois de derrotar o país anfitrião na final.

Já o Senegal conquistou a coroa em 12 dos 26 “Afrobaskets. Segue-se a Nigéria com quatro títulos, tendo conquistado o último em 2019.

O Zaire (RD Congo) tem três títulos no seu palmarés, enquanto Angola e Egipto conquistaram a prova em duas ocasiões.

A internacional basquetebolista moçambicana, Tamara Seda, renovou o seu contrato com o Kutxabank Araski da Espanha por mais uma temporada. Seda foi considerada melhor jogadora do clube no final da última época.

Três fantásticas épocas no basquetebol universitário norte-americano, a última das quais com médias de 14.9 pontos, oitava melhor marca da “Conference USA” da NCAA da Division One, e 9.3 ressaltos por jogo, já davam claras indicações de que Tamara Seda pudesse alcançar grandes patamares.

No basquetebol profissional espanhol, e naquela que é a sua terceira época, dominou nas tabelas e foi indicada por diversas vezes melhor jogadora, ou seja, MVP da Liga Endesa.

Os seus números são, de resto, um claro indicativo da sua preponderância na equipa com médias de 9.8 pontos, 7.3 ressaltos e uma valoração de 11. 7 %.

Estes targets valeram, aliás, a indicação de Tamara Seda como melhor jogadora da última temporada do RPK Araski, também conhecido como Kutxabank.

Com a renovação de contrato da valorosa poste, de 1.99 metros, o RPK continua a ter consistência na posição cinco, onde Seda se impôs como uma das melhores na Liga Endesa.

Aos 26 anos, Tamara Seda esteve em bom plano na Liga Endesa, este ano marcada por adversidades depois da COVID-19.

Pelo meio, em 2019, foi considerada melhor ressaltadora do Campeonato Africano de Basquetebol sénior feminino, em Dakar, Senegal.

Ajudou o clube a chegar ao Olimpo de África, em 2008, em Nairobi, Quénia. Na altura, treinado por Nasir “Nelito” Salé, o Desportivo Maputo conquistou o segundo título consecutivo na Taça dos Clubes Campeões Africanos de Basquetebol em seniores femininos, tendo como um dos destaques Deolinda Carmen Ngulela. Aliás, a FIBA-África a reconheceu no “Africano” de 2003, uma das melhores bases do continente.

Hoje, e dois anos (2019) depois de ter deixado o Costa do Sol, clube que luta pelo título até pelo grande investimento que tem realizado, Deolinda Carmen Ngulela abraça um projecto completamente diferente.

É verdade: no Desportivo Maputo, a jovem treinadora não só não estará pressionada a chegar ao pódio nas competições em que o clube toma parte como, também, será dada espaço para formar, gradualmente, uma equipa competitiva.

Sem a mesma musculatura financeira do passado, e sem uma equipa equilibrada que dominou o panorama do basquetebol moçambicano durante alguns anos, conquistando tudo o que havia para conquistar (a título de exemplo, com a geração de atletas Anabela Cossa, Kátia Alar, Valerdina Manhonga, Odélia Mafanela, entre outras) o Desportivo Maputo apresenta hoje um plantel muito jovem.

É com estas atletas que Deolinda Ngulela vai procurar transmitir o seu conhecimento para que, daqui a alguns anos, cresçam como atletas e aperfeiçoem as suas qualidades.

Lembre-se que Deolinda Ngulela começou, em 2015, por ser treinadora-jogadora do Costa do Sol, clube na altura presidido por Amosse Chicualacuala.

Ao Costa do Sol, a antiga capitã da selecção nacional levou consigo as atletas Deolinda Gimo, Ilda Chambe, Cátia Alar, Filomena Micato, Eduarda Chongo, Elisabeth Pereira e Valerdina Manhonga, algumas delas campeãs africanas pelo Desportivo de Maputo.

No mesmo ano, o Costa do Sol perdeu na final do Campeonato Nacional com o Ferroviário de Maputo, por 57-51. Já em 2016, mesmo depois de ter voltado a dar réplica, Deolinda Ngulela viu novamente o Ferroviário de Maputo erguer o troféu após vitória por 55-47.

Ngulela conduzira, em Março de 2017, o Costa do Sol ao título na Taça Maputo com uma vitória sobre o Ferroviário de Maputo, por 60-47.

O que é certo, é que o Ferroviário de Maputo voltou a dominar quer o Campeonato da Cidade (Engen Maputo Basket) quer no “nacional” conquistando todas provas até 2019.

O Ferroviário de Maputo e Costa do Sol defrontam-se, esta quarta-feira, às 17h45, no pavilhão do Desportivo, no jogo de destaque da 9ª jornada do Torneio Nutrição em seniores femininos. Ao nível dos masculinos, joga-se para os quartos-de-final da prova.

Temos jogo grande, meus senhores, na véspera das comemorações dos 46 anos da Independência Nacional.

Curiosamente, no pavilhão do Desportivo Maputo, onde nos últimos cinco anos assistimos a bipolarização da modalidade entre o Ferroviário de Maputo e Costa do Sol em femininos.

Hoje por hoje, as expectativas são ainda enormes: Ferroviário de Maputo, bicampeão africano e tetracampeão nacional, aponta para a manutenção da sua hegemonia na modalidade da bola ao cesto. E outra coisa, caros patrícios, não seria de esperar.

Na sua estrutura, conta com os préstimos de um leque de jogadoras com muita estrada no basquetebol continental, a saber: Anabela Adriano Cossa, Odélia Eusébio Mafanela, Amélia Massingue, Deolinda Gimo, Onélia Mutombene, Cecília Henriques, Dulce Mabjaia, entre outras.

Há ainda novos valores como Stefânia Chiziane, ela que esteve recentemente a evoluir nos EUA, e Madina Camara, jogadora com enorme potencial. É, para todos efeitos, um leque de jogadoras habituadas a vencer.

Ora, para reforçar o seu estatuto de dominador ao nível interno e continental, o Ferroviário de Maputo foi buscar o senhor basquetebol: Nasir “Nelito” Salé.

Nelito é, para todos os efeitos, o metódico que mais títulos continentais de clubes conquistou no país. Foi campeão africano pelo Desportivo Maputo, em 2007, em Maputo, e 2008, em Nairobi, Quénia, e extinta Liga Muçulmana (depois mudou para Liga Desportiva), em 2012, em Abidjan, na Costa do Marfim.

Do outro lado, e o que faz com que este jogo ganhe outro interesse, estará um Costa do Sol que aposta na conquista de todas as provas em que está inserido. Ousado, o clube começou por contratar Leonel “Mabê” Manhique, treinador que em 2018 levou o Ferroviário de Maputo à conquista do Campeonato Africano de Clubes, em Maputo. Mabê conta, igualmente, no seu curriculum com a qualificação inédita de Moçambique para o Mundial de Basquetebol sub-19 e vários “nacionais” e campeonatos da cidade pelo Ferroviário de Maputo.

Esta semana, o Costa do Sol apresentou três reforços que se espera que sejam uma grande valia para o clube, nomeadamente Ingvild Mucauro, MVP da Taça dos Clubes Campeões Africanos de 2019, no Cairo, Egipto, Eleutéria “Formiga” Lhavanguane e Vilma Covane, esta última que jogou no Ferroviário de Maputo e que nos últimos esteve a evoluir nos EUA.

Para além destas atletas, o Costa do Sol conta com os préstimos de Deonilde “Nucha” Cuambe e  Nilza Chiziane, na posição cinco, e as extremos  Iliana Ventura, Shelsea Rafael e Elisabeth Perreira, entre outras.

 

FERROVIÁRIO DOMINADOR NOS ÚLTIMOS ANOS

Em 2015, Costa do Sol, Ferroviário de Maputo e Costa do Sol bateram-se na final do “nacional”. O Costa do Sol foi a final, deu luta mas viria a perder com o Ferroviário de Maputo por seis pontos: 57-51. Este foi o primeiro de cinco títulos consecutivos.  Nesta competição, realizada em Maputo, a A Politécnica viria a terminar na terceira posição ao bater o Ferroviário da Beira, por 53-44.

No ano seguinte, ou seja em 2016, as “canarinhas” falharam novamente a conquista do título ao perderem na final com o Ferroviário de Maputo por 2-1 num “play-off” à melhor de três jogos.

A 28 de Junho de 2016, no pavilhão do Maxaquene, venceu o Ferroviário de Maputo por 54-45, com o resultado de 27-20 ao intervalo.
No jogo 2, dia seguinte,  as “locomotivas” empataram a série e forçaram à decisão do título à negra ao vencerem por 60-49.

Já no dia 30 de Junho, o conjunto orientado por Leonel “Mabê” Manhique derrotou o Costa do Sol de Deolinda Ngulela por 55-47.

Como “coach” do Costa do Sol, Deolinda Nguelela levou a equipa à conquista em Março de  2017 da Taça Maputo, tendo para o efeito vencido o Ferroviário de Maputo por treze pontos, 60 – 47.

Havia, por isso, enormes expectativas em relação a prestação das “canarinhas” na Engen Maputo Basket, campeonato da cidade, e “nacional”.

Voltou a ser mais forte o Ferroviário de Maputo que, primeiro, conquistou a Engen Maputo Basket. Depois, no campeonato nacional, as “locomotivas” até sentiram algumas dificuldades mas acabaram vencendo por 2-0 num “play-off” a melhor de três jogos.

No jogo 1, disputado a 7 de Julho no pavilhão do Desportivo Maputo, o Ferroviário de Maputo venceu por um ponto: 54-53, com 28-23 ao intervalo.

Já no dia seguinte, num jogo emocionante e decidido nos instantes finais, o Ferroviário de Maputo voltou a vencer, desta feita por 76-75.

Em 2018, numa temporada para esquecer, o Costa do Sol nem sequer chegou a final. Nas meias-finais, a equipa de Deolinda Ngulela perdeu com o Ferroviário das Mahotas por 49-39.

Em 2019, o Costa do Sol caiu novamente aos pés do Ferroviário de Maputo na final. No jogo 1, o Ferroviário de Maputo venceu por 20 pontos: 60-40. Já no jogo 2, realizado a 29 de Junho, no pavilhão do Maxaquene, o Costa do Sol não teve argumentos para travar as “locomotivas” que venceram por 59-42. Na Engen Maputo Basket, o Ferroviário de Maputo foi igualmente mais forte, vencendo por 2-0 o “play-off”  a melhor de 3 jogos.

 

MASCULINOS JOGAM ACESSO ÀS “MEIAS”

Ao nível dos seniores masculinos, o Torneio Nutrição de Basquetebol vai rodar os quartos-de-final da competição. Com efeito, o Maxaquene bate-se, esta quarta-feira, às 19h00, na “catedral”, com o Aeroporto numa partida em que os “tricolores” são claramente favoritos. No pavilhão do Desportivo, os “alvi-negros” medem forças à mesma hora com o Ferroviário de Maputo, favorito a transitar para às meias-finais.

Os “locomotivas”, com uma boa estrutura, estiveram muito bem na Liga Africana de Basquetebol, prova na qual terminaram na 5ª posição.

Já no pavilhão da Universidade Eduardo Mondlane (UEM), o Costa do Sol bate-se, igualmente às 19h00, com o Atlético.

Reforçadíssimo, o conjunto de Miguel Guambe tem a obrigação de ultrapassar este adversário. Finalmente, a A Politécnca joga no seu pavilhão com         a Universidade Pedagógica.

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