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O País – A verdade como notícia

Domingues já não é jogador do Polokwane City. O clube sul-africano não renovou com o capitão dos “Mambas” que foi contratado no princípio deste ano, para ajudar a equipa a ascender à primeira divisão.

O contrato de Domingues era de seis meses e visava ajudar o Polokwane City a ascender à primeira Liga. Contratado em Fevereiro do ano em curso, o capitão dos “Mambas” e os seus companheiros não conseguiram levar a equipa ao escalão principal do futebol sul-africano, tendo terminado o campeonato da segunda divisão, estando, a formação, em décimo segundo lugar, com 38 pontos.

Segundo avança a plataforma Soccer Laduma, depois de ter falhado o objectivo principal, o clube sul-africano está em processo de renovação do seu plantel, “livrando-se” dos jogadores com idade avançada.

Esta é a segunda vez, em menos de um ano, em que Domingues fica livre, depois de se ter desvinculado do Bidvest Wits.

Domingues chegou ao futebol sul-africano pela porta do Supersport, em 2007, tendo, depois, vestido a camisola do Mamelodi Sundows e Bidvest.

 

Está definido. Somente quatro equipas, nomeadamente Ferroviário de Maputo, campeão em título; Costa do Sol, vice-campeão nacional; Ferroviário da Beira e Desportivo Maputo irão participar, em Agosto próximo, no torneio masculino de apuramento à Liga Africana de Basquetebol, prova organizada conjuntamente pela FIBA e NBA.

Este quadro reduzido de equipas tem a ver com o facto de outros conjuntos terem manifestado à suas indisponibilidade em tomar parte nesta competição por dificuldades para suportar as despesas inerentes a mesma.

É que, para participar no certame, as equipas devem custear as despesas de alojamento, transporte, alimentação.

A Liga Moçambicana de Basquetebol (LMB) havia dado um prazo até o dia 23 de Junho para que os clubes manifestassem o seu interesse em participar nesta prova, mas viu-se obrigada a prorrogar o mesmo até ao dia 30, portanto, quarta-feira, uma vez que os “clubes não se tinham pronunciado conforme”.

Aliás, no primeiro prazo, os clubes alegaram não terem tido tempo suficiente para melhor abordarem a prova com os dirigentes.

Esta prova está agendada para a capital do país, sendo que ganha grande dimensão e interesse pelo facto de apurar o único representante moçambicano às eliminatórias da Liga Africana de Basquetebol, em Outubro, na vizinha África do Sul.

O Ferroviário de Maputo aponta para a segunda presença na Liga Africana de Basquetebol, depois de em Maio último ter ocupado a quinta posição na edição de estreia havida em Kigali, no Ruanda. Os “locomotivas” ficaram nos quartos-de-final da prova, tendo arrancado duas vitórias e igual número de derrotas.

Os campeões nacionais partiram para esta competição desfalcados de algumas as suas unidades que ajudaram a se qualificar para a fase final, mas mesmo assim dignificaram o país e podiam até ter seguido para às meias-finais, não fosse a arbitragem tendenciosa e alguns erros cometidos nos momentos decisivos.

Já Costa do Sol reforçou-se para lutar por esta vaga, contratando os internacionais basquetebolistas moçambicanos David Canivete, Ivan Machava, Octávio Gregório Magoliço e Klaus Bunguele e Luís “Lulu” de Barros. Estes vão se juntar a um naipe de jogadores que, em 2019, alcançou o segundo lugar na Liga Moçambicana de Basquetebol (após perder no play-off da final com o Ferroviário de Maputo por 3-0), nomeadamente Nilton Seifane, Egídio Zandamela, Daniel Maveure, Francisco Braga e Danilo Langa.

O conjunto de Miguel Guambe quer acabar com a hegemonia do Ferroviário de Maputo que conquistou os “nacionais” de 2016, em Maputo, 2018, Maputo e Beira, e 2019, na capital do país.

Depois de, em 2019, caído aos pés do Costa do Sol nas meias-finais, o Ferroviário da Beira aposta seriamente em voltar a dominar o panorama do basquetebol moçambicano.

Para o efeito, a direcção do clube contratou o treinador espanhol Luis Lopes, ele que conduziu os “locomotivas” do Chiveve à conquista do título em 2013 e 2014. Para tanto, Hernandez contou com o reforço dos americanos Kejuan Johnson e Jeffrey Fanhbulleh.

Lembre-se que Luís Hernandez iniciou a carreira de treinador há trinta anos nas Ilhas Canárias, na Espanha, sua terra natal.

Começou a treinar aos 18 anos, sendo que a primeira vez que liderou uma equipa sénior tinha 30 anos.

Na sua carreira, constam passagens por clubes da américa, tendo depois assumido o papel de seleccionador nacional de basquetebol sénior feminino de Moçambique, em 2011.

Os “locomotivas” contrataram ainda os irmãos Orlando e Ermelindo Novela, eles que se fizeram como jogadores no rival Ferroviário de Maputo.

 

“NUTRIÇÃO” ENTRA NA FASE DECISIVA

Costa do Sol e Maxaquene defrontam-se, amanhã, às 17h45, no pavilhão da Universidade Eduardo Mondlane, em jogo das meias-finais do Torneio Nutrição em seniores femininos. Amanhã, a mesma hora, o Ferroviário de Maputo joga acesso à final diante da A Politécnica.

Chegou o momento de decisões no Torneio Nutrição. Esta sexta-feira, será conhecido o primeiro finalista da prova ao nível dos seniores femininos. Com uma estrutura reforçada por atletas como Vilma Covane, Ingvild Mucauro e Eleutéria Lhavanguane, o Costa do Sol não só é favorito como também tem a obrigação de vencer o Maxaquene num duelo entre duas formações com ambições distintas na prova.

O Costa do Sol aposta na conquista de todas as competições em que toma parte, enquanto o Maxaquene apresenta uma equipa renovada que procura ter a melhor classificação possível.

Aliás, o Costa do Sol tem protagonizado, nos últimos anos, duelos nas finais das competições da capital frente ao Ferroviário de Maputo, campeão nacional.

Já no sábado, o Ferroviário de Maputo bate-se com a A Politécnica, numa partida em que a equipa de Nasir “Nelito” Salé é claramente favorita a vencer.

De resto, as “locomotivas” ostentam o título de campeãs africanas e este ano partem para a competição, ainda sem datas e local, com claro objectivo de fazerem o “tri”.

Na última quinta-feira, o Ferroviário de Maputo derrotou o Costa do Sol por 63-57, num jogo emocionante no qual esteve em desvantagem de 15 pontos.

Mas, no segundo e terceiro quartos, o Ferroviário de Maputo já esteve melhor a defender e atacar, forçando o seu adversário a cometer muitos erros. Com um plantel composto por atletas experientes e com estrada no basquetebol continental, as “locomotivas” são claramente apontadas como favoritas nesta partida.

No sábado, temos igualmente jogos das meias-finais em seniores masculinos. No pavilhão do Maxaquene, às 15h00, a equipa da casa mede forças com o Ferroviário de Maputo. O conjunto de Milagre Macome não quer facilitar, até porque é um dos grandes favoritos a conquistar o Torneio Nutrição. O Maxaquene, esse, vai procurar contrariar o favoritismo do campeão nacional.

Já no pavilhão da A Politécnica, o Costa do Sol bate-se com o actual campeão da cidade num duelo em que os “canarinhos” apontam para a vitória. Outra coisa não seria de esperar, não tivessem os “canarinhos” reforçado a equipa com jogadores de selecção nacional.

Arranca, esta sexta-feira, a disputa dos quartos-de-final do Euro 2021. A Suíça mede forças com a Espanha, às 19h00, em São Petersburgo. Duas horas depois, ou seja, às 21h00, a Bélgica terá pela frente a Itália.

A Espanha deixou escapar uma vantagem de 3-1 nos oitavos-de-final, diante da Croácia, antes de eliminar a selecção de Zlatko Dalić no prolongamento. A equipa de Luís Enrique começou a fase de grupos com dois empates mas apresentou melhorias, tornando-se na primeira equipa a marcar cinco golos em fases finais consecutivas do EURO.

A confiança está em alta, mas Sérgio Busquets lembrar-se-á quando a Espanha enfrentou os suíços pela última vez numa fase final, tendo perdido por 1-0 na estreia do Campeonato do Mundo de 2010, em Durban. As duas equipas chegaram de forma épica aos quartos-de-final. A Espanha derrotou a Croácia num embate com oito golos em Copenhaga e a Suíça derrotou a França, actual campeã do Mundo, nas grandes penalidades, depois de um empate 3-3 em Bucareste.

A Espanha levou a melhor nos anteriores encontros frente à Suíça, embora as últimas partidas tenham sido mais equilibradas.

O vencedor desta eliminatória defrontará a Bélgica ou a Itália nas meias-finais, em Wembley, a 6 de Julho. A Suíça conseguiu apenas uma vitória em 22 jogos frente à Espanha (cinco empates e 16 derrotas) – embora tenha perdido apenas um dos últimos quatro jogos entre ambas (uma vitória e dois empates).

As equipas defrontaram-se duas vezes na “UEFA Nations League”, no Outono de 2020, com um golo madrugador de Mikel Oyarzabal a dar à Espanha uma vitória por 1-0 em Madrid, a 10 de Outubro, antes do empate 1-1 em Basileia, a 14 de Novembro, com um golo do suplente Gerard Moreno aos 89 minutos a anular o primeiro tento de Remo Freuler para os suíços.

O guarda-redes suíço, Yann Sommer, defendeu dois penáltis de Sérgio Ramos no St. Jakob-Park.As duas equipas também empataram 1-1 num amigável em Villarreal, em Junho de 2018, com Álvaro Odriozola a dar à Espanha uma vantagem que foi anulada por Ricardo Rodríguez à passagem dos 60′.

Na antevisão desta partida, Vladimir Petković, seleccionador da Suíça, disse reconheceu que terá pela frente uma grande equipa: “O jogo contra a França foi demasiado emocionante. Todos os meus jogadores deram 120%. Foi provavelmente um dos melhores jogos de sempre da minha equipa e vamos precisar de uma exibição semelhante frente à Espanha nos quartos-de-final”, frisou.

Por sua vez, Luís Henriques, seleccionador da Espanha, acredita que este embate será muito bem disputado, a avaliar pelo potencial das duas equipas. “Estou pronto para jogos como [a vitória por 5-3 sobre a Croácia] se tivermos outro – mas não tenho a certeza se a minha família ou os adeptos sentem o mesmo! Não vamos apostar na bola para a frente e no futebol defensivo. Defenderemos tentando ter a posse da bola e jogar o nosso futebol”.

A única vitória da Suíça sobre a Espanha aconteceu no jogo de abertura de ambas no Campeonato do Mundo de 2010. Gelson Fernandes marcou o único golo em Durban, a 16 de Junho de 2010 – mas a Espanha venceu os dois jogos seguintes e qualificou-se no Grupo H (viria a vencer a prova), com a Suíça eliminada em terceiro lugar. Este é o primeiro encontro das equipas no EURO, na fase final ou na qualificação, embora aquele embate de 2010 tenha sido o seu terceiro num Mundial. O actual seleccionador da Espanha, Luís Enrique, marcou o segundo golo – o seu primeiro a nível internacional – na vitória da Espanha, por 3-0, em Washington, nos oitavos-de-final de 1994; a Espanha também venceu por 2-1 na fase de grupos de 1966, em Sheffield. A Espanha marcou 48 golos em 22 jogos contra a Suíça, sofrendo 18.

 

ITÁLIA NO TRILHO DA BÉLGICA

A Itália levou a melhor nos últimos confrontos com a Bélgica, cuja única vitória oficial frente aos “azzurri” aconteceu nos quartos-de-final do EURO 1972. Itália e Bélgica defrontam-se no segundo jogo dos quartos-de-final do EURO 2020 à procura de um lugar na história do EURO. Com as duas as equipas a terem ganho os seus últimos 14 jogos no Campeonato da Europa, o vencedor na Football Arena Munich irá fixar um novo recorde na competição, marca que ambas partilham com a Alemanha.

A Itália tenha ganhou 14 dos 22 jogos disputados entre as duas equipas, incluindo os da fase de grupos do UEFA EURO 2000 e 2016, enquanto a Bélgica prevaleceu no único encontro dos quartos-de-final do EURO anteriores entre ambos, em 1972, quando acabou por terminar em terceiro lugar. As duas selecções conquistaram e venceram o seu grupo com o máximo de pontos no EURO 2020; a Itália foi primeira no Grupo A e a Bélgica acabou no topo do Grupo B, antes de triunfos difíceis nos oitavos-de-final.

A Itália precisou de prolongamento para derrotar a Áustria por 2-1 em Wembley a 26 de Junho e a Bélgica venceu o campeão Portugal por 1-0 em Sevilha no dia seguinte. Ambas as equipas foram eliminadas nos quartos-de-final do UEFA EURO 2016. O vencedor desta eliminatória defronta a Suíça ou a Espanha nas meias-finais, em Wembley, a 6 de Julho.

O registo total da Bélgica em 22 encontros com a Itália é de quatro vitórias e igual número de empates e 14 derrotas, em jogos oficiais é de uma vitória, dois empates e três derrotas.O encontro mais recente entre as duas equipas aconteceu na fase de grupos do EURO 2016, quando os golos de Emanuele Giaccherini (32) e Graziano Pellè (90+3) deram à Itália de Antonio Conte uma vitória por 2-0 na primeira jornada, em Lyon, frente a uma selecção da Bélgica treinada por Marc Wilmots. Este resultado ajudou os “azzurri” a terminarem no topo do Grupo E e empatados nos seis pontos com os belgas, que também seguiram em frente.

Dez dos convocados da Bélgica para o EURO 2020 participaram naquele jogo, em oposição a apenas três da Itália. Esse foi o terceiro confronto entre as duas nações na fase final do EURO e um empate a zero em Turim, em 1980, permitiu à Bélgica chegar à final à custa do anfitrião. Vinte anos depois, a Itália ajudou a eliminar os co-anfitriões do EURO 2000 na fase de grupos com uma vitória por 2-0, em Bruxelas, golos de Francesco Totti e Stefano Fiore.

A selecção nacional de futebol foi, hoje, derrotada (2-0) pela equipa da Liga Desportiva de Maputo, naquele que foi o seu primeiro jogo treino de preparação para o Torneio da COSAFA, evento a decorrer de 7 a 18 deste mês, na vizinha África do Sul.

Trata-se de um resultado que não intimida Horácio Gonçalves, que aproveitou a ocasião para tirar ilações sobre as arrestas que precisam de ser limadas. Os golos da turma comandada por Dário Monteiro foram todos marcados na primeira metade do jogo.

Os “Mambas” farão, este sábado, outro jogo treino, frente à equipa da Associação Black Bulls, uma partida a ter lugar na Catedral dos Touros, em Tchumene, na província de Maputo. Será uma ocasião para testar a máquina e a estratégia a adoptar na competição.

Entretanto, entre quinta e sexta-feira, a selecção cumprirá treinos no Estádio Nacional do Zimpeto, em Maputo.

O combinado nacional está, desde segunda-feira, na Casa Militar, onde cumpre estágio. De acordo com o plano geral de preparação, a selecçao nacional viaja de Maputo para a África do Sul no domingo, dia 4 de Julho.

Recorde-se que os “Mambas”, orientados pelo português Horácio Gonçalves, se estreiam no dia 8 de Julho, diante do Zimbabwe. Na segunda jornada, a selecção moçambicana medirá forças com o Senegal, a 11 de Julho, e, na última jornada da fase de grupos, Moçambique irá defrontar a Namíbia, no dia 14.

Apuram-se às meias-finais os primeiros classificados de cada um dos três grupos (A, B e C) e o melhor segundo classificado.

A Federação Moçambicana de Futebol e a Fundação Lurdes Mutola assinaram, na segunda-feira, em Maputo, um acordo de entendimento visando o desenvolvimento do futebol feminino nacional. O acordo, com duração de cinco anos renováveis, teve lugar no Auditório Ferdinando Wilson, na sede social da Federação Moçambicana de Futebol (FMF).

O acordo foi rubricado pelo Presidente da Federação Moçambicana de Futebol, Feizal Sidat, e patrona da Fundação com o mesmo nome, Lurdes Mutola, segundo escreve o site da Federação Moçambicana de Futebol.

Na ocasião, os signatários assumiram que o acordo ora assinado é uma alavanca para assentar a base de massificação e desenvolvimento do futebol feminino no país, com um horizonte de longo prazo.

Para o presidente do órgão máximo que superintende o futebol nacional, Feizal Sidat, a partir deste acordo, o país pode construir uma pirâmide de desenvolvimento do futebol feminino.

“Primeiro, vamos alargar a base de massificação, através de um trabalho bem coordenado pelas duas entidades e, de forma gradual, vamos dar seguimento às atletas que vão sendo escolhidas para integrarem às selecções de diferentes escalões etários até à selecção principal.”

Para Sidat, o horizonte conjunto da FMF e da FLM é tornar o futebol feminino uma realidade nacional, depois regional e, mais tarde, continental e mundial.

“Se a Fundação Lurdes Mutola fez um bom trabalho, a FMF também o fez. Então, as duas instituições farão, agora, um trabalho ainda melhor”.

Uma das primeiras acções conjuntas a serem levadas a cabo pelas duas entidades serão os cursos para treinadoras e árbitras, em Dezembro próximo. Nestes cursos, cada província será representada, pelo menos, por um elemento para cada uma destas duas acções.

Segundo fez saber o presidente da FMF, os cursos já estão planificados. As competições é que vão esperar pelo relaxamento alargado a outros níveis desportivos.

Para a patrona da sua fundação, Maria de Lurdes Mutola, o futebol foi a modalidade com a qual começou a sua carreira desportiva, tendo jogado ao alto nível. Representou o Sundowns da África do Sul e conquistou um título. Por isso, vislumbra, com este acordo, um trabalho seriamente pensado, a longo prazo. Também vê, nele, uma oportunidade para disputar as  qualificações das provas continentais e mundial.

Lurdes Mutola tem organizado, regularmente, provas de futebol, o que, nos últimos dias, não tem acontecido por força da COVID-19. No entanto, a situação tem dias contados, porque, assim que a actividade desportiva for reaberta a outros níveis, a Fundação, em coordenação com a FMF, continuará a desenvolver as actividades.

Já o Director Técnico da FMF, José Arnaldo Salvado, referiu que, para o bem das raparigas, Lurdes Mutola, não só deu a sua contribuição, através da Copa com o seu nome, mas também através de muitas outras acções de índole social, como o apoio na educação cívica.

“Sentimos que há uma vontade por parte do presidente da FMF para desenvolver o futebol feminino. Com este acordo e ainda com o apoio da FIFA, pensamos que o país pode chegar longe.”

É um orgulho receber aqui e trabalhar com a campeã olímpica e mundial do atletismo, que tem largo conhecimento do futebol. Quero acreditar que, futuramente, vamos colher frutos deste acordo”, projectou Salvado.

O técnico espanhol foi apresentado esta terça-feira pela Direcção do Clube Ferroviário da Beira. Na verdade, Luís Lopes Hernandez está de volta a uma casa que bem conhece.

Hernandez esteve, antes, no Ferroviário da Beira por quatro anos, tendo conquistado, duas vezes, o Campeonato Nacional pela equipa sénior masculina, em 2012 e 2014, respectivamente. O treinador foi dispensado em 2015 na sequência do fraco desempenho da equipa no “Nacional” que teve lugar em Maputo.

De acordo com o Director do Departamento de Basquetebol do Ferroviário da Beira, Carlos Crespim, para além de treinar a equipa sénior masculina, Luís Lopez, que tem um contrato de duas épocas, regressa com objectivos claros de conquistar títulos.

Crespim avança, ainda, que o técnico tem a missão de ser “construtor” de novos talentos nesta modalidade, daí que vai acumular as funções de treinador e de coordenador de basquetebol do clube.

“Essencialmente, pensamos que não basta só ter grandes equipas de escalões de seniores, queremos ter uma formação mais activa, com muito talento, para potenciar as equipas principais”, explicou o dirigente, para depois acrescentar que o principal objectivo, para já, é qualificar a equipa para a Liga Africana de Basquetebol (BAL) e, internamente, ganhar os nacionais em masculinos e femininos.

Por sua vez, Luís Lopez garantiu ao Ferroviário da Beira vitórias. “Eu sou um ganhador e prometo dar o meu máximo para alcançar bons resultados”, disse o novo técnico.

Refira-se que o Ferroviário da Beira contratou alguns reforços de renome, os casos dos gémeos Orlando e Ermelindo Novela (ex-Ferroviário de Maputo) e Lote Tonela que actuava na A Politécnica.

As duplas nacionais de voleibol de praia falharam a qualificação aos Jogos Olímpicos de Tóquio, ao perderem diante do Marrocos, na derradeira fase.

Em Marrocos, local que acolheu a última fase de qualificação aos Jogos Olímpicos, a dupla moçambicana B, constituída por Adelvino Nuvunga e José Mondlane, não aguentou com o poderio dos marroquinos que, jogando em casa, venceram por 1-2.

Depois de ter perdido o primeiro set, por 15-21, a dupla nacional tentou dar réplica no jogo e conseguiu vencer o segundo, por 21-18. No terceiro, Adelvino e José não conseguiram fazer melhor e perderam, por 10-15. Esfumava-se, assim, o primeiro sonho de Moçambique seguir a Tóquio em voleibol de praia.

No segundo jogo, os marroquinos foram simplesmente avassaladores. A dupla A, formada por Igor Martinho e Jorge Mondlane, não teve chances para argumentar e perdeu, por 0-2, diante da dupla B do Marrocos.

No primeiro set, até houve um pouco de disputa e o resultado esteve fixado em 24-22, a favor do Marrocos. O dia era mesmo dos marroquinos e não deram hipóteses a Moçambique para discutir o jogo, tendo resolvido tudo no segundo set, ao vencerem, por 20-18.

Com estes resultados, as duplas nacionais conquistaram a medalha de prata e o Marrocos carimbou o passaporte para os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, sendo, assim, o único representante do continente africano na competição.

As duplas femininas, compostas por Ana Paula Sinaportar e Mércia Mucheza; e Jéssica Moiane e Vanessa Muianga, não fizeram muito, tendo terminado na quinta posição do torneio, falhando, igualmente, a presença em Tóquio.

A nova direcção do clube Sport Quelimane e Benfica disse, esta segunda-feira, ao “O País” que precisa de mais de 3 milhões de meticais para reabilitar as suas infra-estruturas desportivas, para o retorno da formação.

Do valor necessário para os trabalhos de reabilitação o Sport Quelimane e Benfica já conseguiu obter de parceiros, pelo menos, um milhão de meticais. A informação foi avançada pelo novo presidente do clube, Dowyvan Gaspar, que garantiu que as intervenções vão abrir espaço para a formação com mais de um século reinventar-se para se reafirmar no panorama desportivo provincial e nacional nas competições de futebol, basquetebol, andebol, vólei e criar escolas de formação nas modalidades referidas.

“Conseguimos apoio financeiro por parte de algumas empresas interessadas em ajudar nosso clube. Pelo menos um milhão de meticais já nos foi desembolsado. Neste momento estamos a avançar para a colocação do tecto do pavilhão, tal como podem ver, porque é onde se verifica a infiltração que destrói o piso do pavilhão. A nossa visão é a breve trecho, em função dos orçamentos, avançar para outras infra-estruturas, tal como lojas, cinema entre outras, para garantir a sustentabilidade do clube”, disse o presidente do clube.

A direcção do Sport Quelimane e Benfica pretende, sobretudo, fazer a reabilitação da estrutura do pavilhão multiusos, que já carecia de intervenções. Ora, no local é possível notar que o piso está obsoleto e com remendos de cimento no parquet. Este, segundo a o presidente do clube não dignifica a imagem do histórico e emblemático clube de Quelimane, que outrora deus glórias à província no panorama futebolístico.

Dowyvan Gaspar, eleito há seis meses em assembleia geral, para conduzir os destinos do clube nos próximos quatro anos, precisou que a sua direcção tem como “obrigação” devolver a beleza estética e criar condições adequadas do pavilhão, bem como movimentar equipas de diversas modalidades. Dowyvan diz ainda que numa primeira fase, as atenções estarão viradas para a formação de atletas e só depois irá avançar para escalões de séniores.

Gaspar fez saber que o governo da província da Zambézia, através da Secretária de Estado, Judith Mussácula, já se prontificou em apoiar em 40 metros cúbicos de madeira para fábrico de parquet, para melhorar o piso do pavilhão. Pretende-se, também, remover o piso de cimento em muitos pontos para que os atletas das diversas modalidades se sintam seguros quando estiverem a jogar.

Quando a nova direcção chegou ao poder, de acordo com o presidente do clube, encontrou nos cofres cerca de cem mil meticais. Valor insuficiente para a concretização dos objectivos do clube.

“Temos de correr para a conquista de mais sócios, mas acima de tudo lutar para devolver aqueles que abandonaram o clube, para que voltem a dar o seu melhor no andamento dos objectivos. Vamos pautar por transparência necessária na prestação de contas, de quatro em quatro meses, para que todos se envolvam nas realizações, despesas e tudo quanto ao clube diz respeito” frisou.

Nos próximos quatro anos, a promessa da direção é de devolver a principal infra-estrutura desportiva do clube que é o pavilhão multiuso.

A Associação Black Bulls (ABB) reforçou, este domingo, o estatuto de líder isolado do campeonato nacional de futebol ao golear o Ferroviário de Lichinga, por 4-1. No Estádio 25 de Junho, o Ferroviário da Beira também impôs uma goleada (3-0) ao seu homónimo de Nacala, mantendo-se na segunda posição com 25 pontos.

Exibição de gala de Melque, a assinar o seu primeiro “hatrick” (golos aos 18’, 60’ e 80’) no Moçambola. Excelente capacidade de finalização de Ejaita, a mostrar como se faz e a reforçar o estatuto de melhor artilheiro do Moçambola 2021 com dez golos. Exibição segura da Associação Black Bulls, no terceiro jogo do campeonato em que faz os seus adversários encaixarem quatro golos (ndr: ABB vencera a União Desportiva do Songo, por 4-1, e Textáfrica de Chimoio, por 4-0). Reforçada a liderança isolada agora com 29 pontos.

Este é o resumo fiel do que aconteceu no Tchumene, na Matola, num duelo em que o Ferroviário de Lichinga apresentou-se apático. Os “locomotivas” de Lichinga continuam, mesmo com a derrota, na 5ª posição com os mesmos 18 pontos.

O “santuário 25 de Junho”, contrariamente ao que se esperava, continua a ser um palco adverso para o Ferroviário de Nacala. Este domingo, e dias depois da saída do treinador Antero Cambaco, o Ferroviário de Nacala sofreu uma goleada com o seu homónimo da Beira (0-3), agudizando a crise de resultados no campeonato nacional.

A equipa de Akil Marcelino mantém-se, com este resultado, na segunda posição com 25 pontos. Com seis derrotas, três empates e apenas duas vitórias, os “locomotivas” de Nacala espreitam a zona de despromoção (11º classificados com nove pontos).

Destaque, nesta ronda, para a União Desportiva de Songo que arrancou uma vitória dificílima (1-0) na recepção ao Ferroviário de Nampula, dando um salto para a 4ª posição com 19 pontos.

Esta foi a quinta vitória dos “hidroeléctricos” que não puderam contar com o novo treinador Srdjan Zivojnov no banco técnico.

O Ferroviário de Nampula, que vinha de duas vitórias consecutivas, continua na 10ª posição com 10 pontos.

No único jogo da jornada 11 que não produziu golos, Textáfrica de Chimoio e Costa do Sol anularam-se no campo da Soalpo. Este resultado coloca o Costa do Sol na 8ª posição com 15 pontos, os mesmos que a Liga Desportiva de Maputo. A Liga derrotou o Matchedje de Mocuba por 2-1, afundando cada vez mais os “militares” que se encontram na última posição com apenas quatro pontos.

Dois empates na abertura

Sábado, na abertura da 11.ª jornada do Moçambola-2021, houve registo de dois empates. No Estádio da Machava, o Ferroviário de Maputo não conseguiu desatar o nó diante da Associação Desportiva de Vilankulo (ADV), num duelo marcado por dois golos em lances de bola parada.

Marcou primeiro a Associação Desportiva de Vilankulo por Betão, na transformação de uma grande penalidade, empatou Kito ainda na primeira metade de jogo. Os “locomotivas” da capital perderam cinco pontos nas últimas duas jornadas e há que arrepiar caminho, depois da paragem, para a “máquina” voltar aos carris. Por ora, o conjunto de Daúde Razak é terceiro classificado com 22 pontos.

A Associação Desportiva de Vilankulo já não vence desde a 5ª jornada do Moçambola-2021, quando recebeu e venceu, a 9 de Maio, o Ferroviário de Lichinga por 2-1.

Recorrendo ainda as contas: o conjunto de Victor Manyamba contabilizou o quinto empate consecutivo no campeonato nacional de futebol, colocando-se, assim, na 6ª posição com 17 pontos.

No campo do Afrin, o Desportivo Maputo continua a não encontrar a fórmula para as vitórias. Diante do Incomáti de Xinavani, os “alvi-negros” contabilizaram o quinto empate na prova, mantendo-se na zona de despromoção com oito pontos. A única vitória do Desportivo Maputo, na prova, foi na 7ª jornada diante do Textáfrica de Chimoio (2-1). Os “açucareiros” já não vencem para o campeonato nacional há quatro jogos e estão na 9ª posição com 12 pontos.

Cambaco “Out”

Antero Cambaco já não é treinador do Ferroviário de Nacala. Os alegados maus resultados podem estar na origem da saída do jovem treinador. Duas vitórias, seis derrotas e três empates colocam o Ferroviário de Nacala, disputadas 10 jornadas, na 11ª posição no Moçambola, ou seja, um degrau acima da zona de despromoção. Estes números levaram os adeptos do clube, num caso que há muito é contestado por ser visto como interferência, a exigir a demissão de Antero Cambaco por não colocar em campo os jogadores da sua eleição.

Aliás, este tem sido um dos problemas com os quais os treinadores que orientam equipas de Nacala se deparam: a pressão dos adeptos, com tom de ameaças.

“Sim, já não somos treinadores do Ferroviário de Nacala, desde as 12 horas de ontem, depois da reunião com a direcção. Chegamos a um nível em que já não havia condições”, contou o técnico.

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