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O País – A verdade como notícia

A selecção nacional de futebol empatou, esta quarta-feira, com a sua congénere do Zimbawe (0-0) em jogo da 1.ª jornada do grupo “B” do Torneio COSAFA. Os Mambas voltam a entrar em cena na sexta-feira, às 15h00, diante do colosso e convidado Senegal.

Primeira competição a sério de Luís Gonçalves, estreia absoluta do técnico português no campeonato da categoria do Conselho das Associações de Futebol da África Austral (COSAFA). Apostando num sistema 4x3x3, Luís Gonçalves procurava contrariar um adversário com força ao nível da região e historial na competição, não tivesse conquistado seis edições da COSAFA.

Neste duelo, Gonçalves apostou em Ernâni, Danilo, Martinho, Francisco Simbine, Cigano, Shaquile, Candinho, Abel Joshua, Melque, Estêvão Novela e Nilton.

O trio Melque, Êstevão Novela e Nilton tinha esta missão de criar os desequilíbrios na frente de ataque, mas os dois conjuntos anularam-se.

O seleccionador nacional ainda lançou para o encontro Salas (54’), Macaime (75’) e Vitinho (87’) para os ligares de Abel Joshua, Candinho e Melque, respectivamente, mas o resultado não se alterou.

Já os zimbwaweanos jogaram com Arubi, Amini, Mavhurume, Dzingai, Mucheto,  Tavengwa,  Sarupinda, Nyahwa, Jasper Band, Karuru e Matare.

Este foi o segundo duelo entre os “Mambas” e “Warriors” nesta competição nos últimos quatro anos, depois da vitória gorda do Zimbabwe (4-0) em 2017.

Os Mambas voltam a jogar na sexta-feira, às 12h00, diante do Senegal, conjunto que foi convidado para participar na 20ª edição da COSAFA.

É, à partida, um jogo de dificuldades acrescidas se se tiver em linha de conta o potencial dos senegalenses, 22º classificados no “ranking” da FIFA. Aliás, o Senegal é a selecção africana melhor cotada na tabela com 1542 pontos.

Em Port Elizabeth, é certo, não teremos Sadio Mane ou Idrissa Gueye, mas sim um grupo de jogadores jovens e ávidos em darem cartas nesta competição.

“Um convidado deve estar com fome quando vem à sua casa. Nós, definitivamente, estamos com fome”, disse Diatta ao sítio da COSAFA. E acresceu: “Gostamos deste tipo de situações, sermos convidados e depois lutarmos pela conquista do troféu. Não viemos como turistas, viemos para lutar e, acima de tudo, divertirmo-nos. Queremos mostrar que não importa os jogadores que trouxermos, vamos mostrar a imagem do Senegal. E no Senegal, o talento não é questão, temos tantos jogadores talentosos (na liga local)”, frisou.

Os vencedores de cada grupo e o melhor 2º classificado qualificam-se para as meias-finais desta competição. O regulamento de provas prevê ainda que, no caso de duas (ou mais) equipas terem o mesmo número de pontos, utilizam-se os seguintes critérios de desempate: 1. Diferença de golos. 2. Golos marcados”.

Jocelyn Gourvennec é o novo treinador do internacional moçambicano, Reinildo Mandava, no Lille. O técnico foi confirmado hoje e será apresentado esta quarta-feira.

É a nova era do melhor Lateral esquerdo da Ligue 1, na época passada que já tinha encantado o seu antigo técnico Gatlier. Reinildo terá, agora, de mostrar ao Gouvnnec que, afinal, é mesmo um jogador de topo e senhor da defesa.

De 49 anos, Gourvennec será apresentado na noite desta quarta-feira e sucede no comando técnico Christophe Galtier que rumou ao Nice.

Segundo o L’Équipe, as negociações com o técnico começaram no passado sábado e o Lille confirmou, na noite desta segunda-feira, a chegada do treinador francês.

Antigo futebolista, Gourvennec orientou o Guingamp entre 2010 e 2016, seguindo-se dois anos no Bordéus, antes de regressar ao Guingamp, com o qual desceu em 2019, e, desde então, esteve sem clube.

Como jogador, entre 1991 e 2007, destacou-se pelas suas passagens no Rennes, Nantes, Marselha e Bastia.

A Inglaterra defronta, esta quarta-feira, às 21h00, hora de Maputo, a Dinamarca nas meias-finais do EURO 2020. À partida, os ingleses são favoritos a seguirem para a grande final do próximo dia 11 de Julho.

A selecção dos “três leões” regressa a Wembley cheia de confiança, após a vitória sobre a Ucrânia, a mais dilatada numa fase final do EURO e a primeira vez que marcou quatro golos num jogo de uma fase a eliminar desde a final do Mundial de 1966. Além disso, tornou-se na primeira equipa a manter a baliza inviolada em cinco jogos seguidos no EURO.

A Dinamarca também surgirá moralizada neste encontro, visto ter sido a última equipa a derrotar a Inglaterra em sua casa, em jogo da UEFA Nations League realizado em 2020. A equipa de Kasper Hjulmand também encontrou a veia goleadora na altura certa, com os 11 golos já marcados a baterem o máximo anterior, em 1984 e 1992, quando alcançou as meias-finais. A Inglaterra vai tentar que à terceira seja de vez, após duas derrotas nas anteriores presenças em meias-finais do EURO.

Depois de ter conquistado o Campeonato do Mundo da FIFA como anfitriã, dois anos antes, a Inglaterra parecia no bom caminho para conquistar o ceptro continental em Itália. Mas, com Geoff Hurst e Nobby Stiles ausentes por lesão, os ingleses viriam a cair diante de uma também muito forte Jugoslávia. Um jogo muito equilibrado, que parecia destinado a seguir para prolongamento, foi decidido aos 86 minutos, quando Dragan Džajić se antecipou a Bobby Moore, dominou no peito e rematou para o fundo das redes. Houve, ainda, tempo para Alan Mullery se tornar no primeiro jogador de sempre a ser expulso com a camisola da Inglaterra.

Foi preciso esperar quase mais 30 anos para a Inglaterra voltar a jogar nas meias-finais do EURO. Como anfitriã do EURO ’96, a selecção então orientada por Terry Venables venceu o Grupo A com sete pontos em três jogos e afastou, depois, a Espanha por 4-2 no desempate por penáltis nos quartos-de-final.

Seguiu-se um embate com a arqui-rival Alemanha nas meias-finais e as coisas até começaram a correr bem, com Alan Shearer a marcar de cabeça logo aos três minutos. Mas Stefan Kuntz empatou pouco depois e, apesar de a selecção inglesa ter criado várias oportunidades para voltar à vantagem no marcador, não conseguiu voltar a marcar. Darren Anderton acertou mesmo no poste e Paul Gascoigne não conseguiu chegar a um centro-remate de Alan Shearer.

A decisão acabou por seguir para o desempate por penáltis e, depois de ninguém ter falhado na primeira série de cinco, Andreas Köpke defendeu a grande penalidade de Gareth Southgate. Andreas Möller não perdoou logo a seguir e colocou a Alemanha numa final que viria, depois, a ganhar graças a um “golo de ouro”. A Inglaterra teve de esperar mais 25 anos por nova oportunidade e, agora, Southgate é o seleccionador.

Na antevisão desta meia-final, Thomas Delaney, médio da Dinamarca, disse: “Primeiro que tudo, estamos felizes com a oportunidade de defrontar uma equipa como a Inglaterra. Sabemos que praticamente não vão existir adeptos dinamarqueses nas bancadas, mas moraliza-nos o facto de já termos ganho à Inglaterra. Eles são favoritos, mas a forma como temos jogado faz-nos acreditar que temos boas hipóteses de chegar à final”.

Por sua vez, Harry Kane, capitão da Inglaterra, frisou: “Eles são uma grande equipa. Jogámos contra eles na Nations League duas vezes no ano passado e não conseguimos ganhar nenhum desses jogos – empatámos um e perdemos o outro. Eles reagiram muito bem depois de um início de torneio complicado e têm vindo a ganhar ímpeto a cada jogo. Mas vamos ter, sobretudo, de pensar em nós mesmos. É uma meia-final, no nosso estádio nacional e teremos de usar tudo isso como motivação. Sabemos que se tivermos a abordagem certa temos muitas hipóteses de chegar à final”.

A selecção nacional de futebol, Mambas, defronta, esta quarta-feira, às 12h00, no Estádio Wolfson, em Porth Elizabeth, o Zimbabwe em jogo da primeira jornada do grupo “B” do Torneio COSAFA 2021. O Malawi passa a integrar este grupo, depois do arranjo feito pelo Comité Organizador que reduziu a prova para dois grupos.

Sem grande pressão,  até porque o objectivo bem contrário a alguns discursos passa por projectar novos valores do futebol moçambicano, com o futuro no horizonte, os Mambas partem para a COSAFA com os pés bem assentes no chão.

Mais: cientes de que há um caminho por percorrer, o processo pode “ser longo” ou “curto” e que, acima de tudo, tudo tem o seu tempo.

Lá, no Nelson Mandela Bay, há que se baterem com galhardia jogo a  jogo e mostrarem o seu real valor num ano em que iniciam as eliminatórias para o Mundial Qatar 2022.

De resto, dar outro traquejo competitivo a um leque de jovens jogadores com potencial e, seguramente, abrir uma nova janela de opções para o futuro é seguramente uma das apostas do seleccionador nacional de futebol, Horácio Gonçalves.

Há uma nova fornalha   de jogadores que está a despontar ao nível interno, dando cartas no Moçambola e ávidos em colocar todo seu talento em outras esferas, sendo o Torneio COSAFA uma das janelas para o efeito.

Aliás, o espiríto inicial da COSAFA era mesmo servir de montra para que os atletas que evoluem nos campeonatos internos possam brilhar e, quiçá, lancarem-se para outros patamares. Voltando ao calendário dos Mambas propiamente dito.

Esta quarta-feira, a rejuvenescida equipa nacional vai procurar contrariar a selecção mais titulada da COSAFA:  Zimbabwe.

Os zimbabweanos açambarcaram o troféu em seis ocasiões, seguidos por Zâmbia (cinco), África do Sul (quatro), Angola (três) e Namíbia (uma).   E levam para a  20.ª edição da COSAFA uma equipa formada por jogadores experientes e outros mais novos que pretendem se (a)firmar na equipa.

No seu historial de participação na “COSAFA”, Moçambique foi finalista da prova em duas ocasiões: 2008 e 2015. Na primeira final, a selecção nacional perdeu com a anfitriã África do Sul por 2-1 e, na segunda presença no jogo do título, caiu aos pés da Namíbia (2-1). Há ainda registo de terceiro lugar 1997 e 2001.

Na última edição, em 2019, os Mambas ficaram ainda na fase de grupos com saldo de uma derrota (2-1 diante da Namíbia) e dois empates ( 0-0 com as Seychelles, e 1-1 diante do Malawi).

PROVA REDUZIDA A DOIS GRUPOS

A saída, à última hora, do Madagáscar do Torneio COSAFA forçou a organização  a alterar o formato de disputa da competição, que agora terá dois grupos de cinco equipas cada.

Madagáscar não seguiu viagem a Nelson Mandela Bay,  em Porth Elizabeth, na África do Sul, palco da prova entre os dias  s  6 a 18 de Julho, que, após a decisão das Ilhas Comores de não comparecer, deixou o grupo B com apenas a Zâmbia e Malawi.

E, desta forma,  o formato original de uma competição de três grupos foi simplificado e reduzido em dois,  com as duas melhores nações de cada agrupamento a qualificarem-se paea às meias-finais.

A COSAFA fez um novo sorteio que colocou  a Zâmbia e o Malawi nos grupos A e B, respectivamente, acto que contou com a presença dos representantes das restantes 10 selecções participantes  e da comissão organizadora local.

Assim sendo, grupo A será constituído pela Zâmbia, campeã em título,  África do Sul, anfitriã, Botswana, Lesotho e Eswatini.

Isso significa que o Malawi irá integrar o  no ‘novo’ Grupo B do qual fazem ainda parte Moçambique, Namíbia, Senegal,nação convidada da África Ocidental, e Zimbabwe.

A competição continuará no formato de todos contra todos com todos conjuntos a realizarem, na fase de grupos, um total de quatro jogos.

Outra mudança anunciada pelo comité organizador da COSAFA é que as equipas poderão afectuar cinco substituíções em cada jogo. Esta decisão vai ao encontro dos estatudos da  FIFA e da CAF que e  foi estendida até o final de 2022.

A fase de grupos terminará no dia 14 de Julho, com os jogos das meias-finais a serem disputados dois dias depois. A final da competição e o terceiro lugar do “play-off” serão realizados no dia 18 de Julho

TICO-TICO: LENDA DA COSAFA

É o maior goleador da história do país com 27 golos marcados em 83 jogos. É uma das maiores referências do ataque dos Mambas de todos os tempos. Manuel Bucuane, mais conhecido no mundo do futebol por Tico-Tico, é referenciado também pela COSAFA como uma das onze lendas  da prova por ter marcado oito  golos em 22 aparições. O antigo capitão dos Mambas, refere a COSAFA socorrendo-se dos seus registos, disputou 11 edições desta competição.

Tico-Tico disputou ainda três edições do Campeonato Africano das Nações (CAN), designadamente em 1996, na África do Sul; 1998, no Burkina Faso, e 2010, em Angola.

Começou sua carreira no Desportivo de Maputo, e em 1994, transferiu-se para o Estrela da Amadora, de Portugal, permanecendo no mesmo até meados do ano seguinte. Regressou, no ano seguinte, para a terra que o viu nascer e representou o centenário Desportivo Maputo.

Durante quatro anos (1996 e 2000), Tico-Tico jogou no Jomo Cosmos da África do Sul.  Em 2000, transferiu-se para o Tampa Bay dos EUA e, depois, retornou ao Jomo Cosmos.

Jogou ainda por Supersport United, entre 2004 e 2008, quando voltou ao Jomo Cosmos pela terceira vez. Encerrou sua carreira em 2010, depois da terceira passagem pelo Desportivo de Maputo. “Tico” representou ainda o  Orlando Pirates, Orlando Pirates e Maritzburg United (entre 2004 e 2008).  A COSAFA fala ainda de Akwa (Angola), Selolwane (Botswana), Seema (Lesotho), Peter Ndlovu (Zimbabwe), Rotson Kilambe (Zâmbia), Johannes ‘Congo’ Hindjou (Namíbia),  Ernest Mtawali (Malawi), Siza Dlamini (Eswatini), Bryan Baloi (África do Sul) e  Kersey Appou (Maurícias).

O Primeiro-ministro, Carlos Agostinho do Rosário, minimiza o objectivo do Comité Olímpico de Moçambique de simples participação e desafia os atletas qualificados às olimpíadas de Tóquio a trazerem medalhas para o país.

A delegação moçambicana, que vai às olimpíadas, já cheira a Tóquio. São, ao todo, 10 atletas que vão estar na nata do desporto Mundial, seis deles recebidos na tarde desta segunda-feira pelo Primeiro-ministro. Na ocasião, o governante desafiou os atletas a subirem ao pódio. Aliás, Carlos Agostinho do Rosário contrariou a pretensão do Comité Olímpico que diz não ter como foco a conquista de medalhas.

“Tenham consciência de que vão participar numa das melhores festas do Mundo. Participem da melhor maneira nesta festa Mundial e ganhem o maior número de medalhas e premiações possíveis, apesar de não ser esse o objectivo traçado pelos vossos chefes. Ainda assim, procurem o melhor como atletas. Ninguém vai ao campo para perder”, desafiou do Rosário.

Mais do que medalhas, Carlos Agostinho do Rosário instou os atletas a serem verdadeiros embaixadores do país em Tóquio, fazendo valer os valores da nação.

“A vossa participação nos Jogos Olímpicos engrandece o nosso país ao nível internacional. Fazemos votos para que cada um dos integrantes da delegação moçambicana saiba representar a Nação através de uma postura e comportamento exemplares. Tenham sempre em mente que representam a nossa bandeira e que carregam convosco 30 milhões de moçambicanos”, anotou.

O grupo de atletas que vai a Tóquio é o mais constituído de todos os tempos e conta com cinco mulheres, dentre as quais, Deyse Nhaquile e Alcinda Panguane, que prometem, na ocasião, dar o seu máximo.

“A minha moral está muito forte. Estou feliz por ter qualificado e por levarmos maior número de mulheres à competição. Com isso, vamos mudar a visão de que a mulher não pode ocupar certos lugares. Estamos aqui e vamos a Tóquio para mostrar que podemos, sim”, sentenciou, Nhaquile.

Já Alcinda Panguane diz “estou feliz pela qualificação e vamos mostrar ao mundo que estamos capacitadas”.

Da velejadora Maria Machava, menina de 15 anos, Carlos Agostinho do Rosário também recebeu garantia de luta e determinação a partir de terras nipónicas.

“Sendo a mais nova da competição, quero mostrar ao mundo que a mulher está capacitada e tem força para fazer bons resultados”, perspectivou.

LURDES MATOLA DEVE SERVIR DE INSPIRAÇÃO 

O ano 2000 não sai da memória dos moçambicanos, pois foi há precisamente 21 anos em que, a partir de Sidney, Lurdes Mutola, a “menina de ouro”, fez “voar” a bandeira de Moçambique além-fronteiras.

Na final, a estilo vingança das prestações anteriores, Lurdes foi estrondosa fazendo esquecer o terceiro lugar alcançado em Atlanta, em 1996.

Pela primeira vez em cinco participações, a bandeira de Moçambique foi hasteada e o hino nacional ouviu-se pelo Mundo fora. É isto e mais que o Primeiro-ministro quer dos atletas que vão a Tóquio.

“Na nossa presença nos Jogos Olímpicos, mantemos presente a memorável proeza alcançada pela nossa menina de ouro, Maria de Lurdes Mutola, quando conquistou a medalha de Ouro em Sidney”.

Os Jogos Olímpicos Tóquio 2020 vão decorrer de 23 de Julho a 8 de Agosto, em terras nipónicas.

O recém-contratado técnico do Matchedje de Mocuba, Nacir Armando, foi desafiado, esta segunda-feira, durante a sua apresentação pública como treinador dos militares, a trabalhar no sentido de assegurar a manutenção da equipa no Campeonato Nacional de futebol, Moçambola.

A direcção do Matchedje de Mocuba pediu ao técnico, logo à sua entrada, para tirar a equipa da posição em que se encontra e que alcance os objetivos do clube que é a manutenção. Sobre o assunto, Nacir entende que todos os sectores devem trabalhar cada um à sua maneira, mas unidos para que se alcancem resultados desejados.

O treinador parece ter sido ouvido e o Matchedje de Mocuba foi ao mercado buscar reforços. Ao todo, são quatro atletas, nomeadamente, Mundinho, médio que antes estava ao serviço do Ferroviário de Nacala, Bili, defesa esquerdo que sai da Associação Desportiva de Vilankulo, o ponta de lance Victor, saído do Textáfrica de Chimoio e o guarda-redes Beto, antes no Ferroviário da Beira. Os recém-contratados para reforçar os militares asseguram que tudo farão para dignificar o clube.

Os “militares” são o “lanterna vermelha” do Moçambola, na 14ª posição, com apenas quatro pontos. O brigadeiro Abel Zicai, em representação do Secretário Permanente do Ministério da Defesa Nacional, referiu que “a manutenção da equipa no Moçambola é um imperativo, daí que, como Ministério, equipa e massa associativa, acreditamos nos trabalhos do técnico Nacir Armando. Não estamos num bom momento e, por isso, almejamos melhores dias no Campeonato”.

Falando ao jornal “O País”, Nacir Armando disse que não traz uma varinha mágica, senão trabalho e dedicação, que espera encontrar, apoio de todos desde a direcção do clube, massa associativa e fundamentalmente dos jogadores em campo, para que a actual situação de maus resultados passe para a história e que a província da Zambézia tenha orgulho da equipa.

“Obviamente que compete à equipa técnica trazer estratégias para alcançar bons resultados. Encontrei a rapaziada motivada, infelizmente com resultados a não chegar”, disse, acrescentando que, desde que entrou na equipa, o desempenho dos jogadores mudou consideravelmente.

Mexer pode jogar, na próxima época, na segunda divisão francesa. O Bordeaux do internacional moçambicano foi obrigado a descer de divisão administrativa por dever cerca de 30 milhões de euros.

A decisão surgiu da Comissão de Controlo dos Clubes Profissionais depois de concluir que o clube do jogador moçambicano tem uma dívida de cerca de 30 milhões de euros e não tem garantias para liquidá-la. O montante devia ter sido saldado até 30 de Junho, mas isso não aconteceu e, dessa forma, a organização do pelouro avançou para o pesado castigo.

O Bordeaux passa por uma grave crise financeira e está em processo de compra pelo empresário Gérard Lopez, ex-Lille. O clube garante que o processo de compra será selado a tempo para que possam ser dadas garantias financeiras para a sua permanência na Ligue 1.

Os girondinos já reagiram em comunicado, afirmando que irão recorrer da decisão para permitir ao comprador finalizar o projecto de aquisição, procedendo à disponibilização de fundos e à assinatura de todos os acordos relacionados com a aquisição do clube em 12 de Julho.

Ferroviário de Maputo e Costa do Sol protagonizam, próximo fim-de-semana, as finais do Torneio Nutrição de Basquetebol em seniores femininos e masculinos. É, nada mais, nada menos, que a confirmação do que se esperava.

O futuro pode não ser algo ao alcance de todos mas que Ferroviário de Maputo e Costa do Sol seriam os finalistas do Torneio Nutrição, não era preciso uma bola de cristal para se saber. A bipolarização do basquetebol feminino pelo Ferroviário de Maputo e Costa do Sol nas provas da capital do país (sobretudo, o Campeonato da Cidade) tem tantos anos como o número de anéis consecutivos conquistados pelas “locomotivas”: cinco.

Veja-se: desde 2015, um ano depois da extinção da temível e galáctica equipa da Liga Muçulmana e transferência (foi, na verdade, e passe o termo, divisão de atletas) de algumas atletas para o Ferroviário de Maputo e Costa do Sol que estas duas formações têm assumido o protagonismo na modalidade da bola ao cesto.

E aqui há uma diferença. As “locomotivas” levaram, com a excepção da derrota por 60-47 na final da Taça Maputo, em 2017, sempre a melhor nos duelos decisivos com as “canarinhas”. É verdade!

Reagiu sem qualquer azia o Costa do Sol a esta desvantagem nos confrontos com o Ferroviário de Maputo, no passado dia 24 de Junho corrente ano, em partida a contar para o Torneio Nutrição. Esteve mesmo a vencer por 15 pontos, mas não teve capacidade para, no final, evitar a derrota por 63-57, em desafio emotivo quanto impróprio para cardíacos decididos apenas no tempo extra.

Mas, a que propósito vem estes dados? Vem, pois, pelo facto de no próximo fim-de-semana Costa do Sol e Ferroviário de Maputo voltarem a disputar uma final, desta feita referente ao Torneio Nutrição.

É mais um esperado “tira-teimas” entre duas equipas com investimentos notáveis nos plantéis e ambições fortes de chegarem aos títulos.

E esta temporada, mais do que nunca, o Costa do Sol, e não há outro caminho, tem mesmo que se impor sob o risco do investimento realizado redundar em zero! Ou seja, os “canarinhos” estão cada vez mais pressionados a assumir, definitivamente, o protagonismo no panorama do basquetebol nacional com o grande investimento que fez na contratação de atletas de selecção nacional.

Ao apostar, ano passado, na contratação de Leonel “Mabê” Manhique como treinador em substituição de Deolinda Carmen Ngulela, “coach” a qual superiorizou-se na decisão do título e não só, o clube “canarinho” dava um claro sinal de querer chegar ao topo.

E esta ambição, claramente, ficou mais evidente ao contratar as atletas da craveira de Ingvild “Inga” Mucauro, MVP da última edição da Taça dos Clubes Campeões Africanos de Basquetebol. Ingvild é uma das melhores atletas da actualidade no país e, porquê não dizê-lo, no continente. Foi bastante influente para que o Ferroviário de Maputo colocasse África a seus pés em 2018, em Maputo, e 2019, no Cairo, Egipto.

Dilma Covane, que jogou no Ferroviário de Maputo e passou pelo Seward County Community College e Patriots University, nos EUA, e Eleutéria “Formiga” Lhavanguane, atleta com enorme potencial e que campeou no Ferroviário de Maputo, são os outros “ases” do baralho de Mabê.

A expectativa é grande, grande também é a curiosidade em saber se o “canário” dá o voo há muito esperado. Não se afigura nem tão pouco fácil. Pois é: melhor equipa de África, o Ferroviário de Maputo é um conjunto com jogadoras de grande gabarito que não ficam a dever nada ao país.

E tem como treinador um senhor basquetebol: Nasir “Nelito” Salé, ele que tem a missão de conquistar o “tri” em África e, imagine-se, o heptacampeonato nacional para “engordar” a sala de troféus nas esquinas entre as avenidas Albert Lithuli e 25 de Setembro. Os números, que não são apenas números, revelam a grandeza de um clube que já não perde há três anos. Nas meias-finais do Torneio Nutrição, mesmo sem acelerar, o Ferroviário de Maputo derrotou a A Politécnica por 64-25, enquanto o Costa do Sol aplicou “chapa 100” ao Maxaquene: 127-25.

 

MAIS DO MESMO EM MASCULINOS

Quando pressionados, respondem com alma de campeão. É isso mesmo! Com 1:20 segundos por se jogar, o Ferroviário de Maputo, pasme-se, perdia por seis pontos com o Maxaquene. Num jogo, lembre-se, em que até controlou e esteve a vencer por 17 pontos.

O conjunto de Milagre “Mila” Macome foi, na “catedral” do basquetebol moçambicano, forçado a recorrer aos tiros exteriores na última etapa do quarto quarto para vencer por apertados 83-79.

Esperada, igualmente, foi a passagem à final do Costa do Sol. Os “canarinhos” derrotaram, nas “meias-finais”, a revigorada equipa d’ A Politécnica (formada por juniores depois da razia sofrida nos últimos anos) por 90-79.

Em perspectiva, na final, um bom jogo no qual teremos duas equipas que protagonizaram a final da Liga Moçambicana de Basquetebol, em 2019.

Enorme, o Ferroviário de Maputo venceu por 3-0 no “play-off” da final a melhor de cinco jogos. Fez, digamos, o trabalho de casa o Costa do Sol que foi contratar alguns jogadores de nomeada para ter mais opções de ombrear com os seus adversários de grande quilate, sobretudo, o Ferroviário de Maputo que “papou” tudo nos últimos anos.

Os “locomotivas” têm a possibilidade de mostrar que a derrota, na fase regular do Torneio Nutrição, não passou de um acidente de percurso. O Costa Sol, esse, vai claramente com tudo para mostrar que tem uma palavra a dizer esta temporada no que aos títulos diz respeito.

FERROVIÁRIO DE MAPUTO, COSTA DO SOL, TORNEIO NUTRIÇÃO DE BASQUETEBOL

O combinado Nacional está confiante num bom desempenho na Taça COSAFA, evento que vai decorrer de 7 a 18 de Julho, na vizinha África do Sul. Horácio Gonçalves e Candinho reconhecem o valor dos adversários de Moçambique na prova, mas garantem que vão jogar para ganhar.

Senegal, convidado a participar, Namíbia, uma vez vencedora e Zimbabwe, seis vezes campeão da COSAFA, são os adversários de Moçambique no Grupo “C”, do evento que vai decorrer de 7 a 18 de Julho corrente na vizinha África do sul.

Moçambique entra em cena no dia 8, defrontado o Zimbabwe, para depois, nos dias 11 e 14, jogar com Senegal e Namíbia, respectivamente. Os oponentes são “pesados” e merecem respeito de Horácio Goncalves, que, no entanto, prometeu na antecâmara da prova jogar para vencer.

“O Torneio Triangular realizado em Maputo serviu de aperitivo para estes jogadores. Na COSAFA, teremos adversários mais difíceis que os que tivemos no triangular. Isto é bom para estes miúdos, porque vão evidenciar-se”, projectou Horácio Goncalves, durante a conferência de imprensa, realizada no sábado, na Federação Moçambicana de Futebol.

À competição que Moçambique nunca venceu, em seniores, Gonçalves leva, pela primeira vez, atletas jovens, ou melhor, a selecção olímpica. O técnico pretende, com a ideia, dar mais oportunidade aos jovens que no futuro poderão integrar a selecção nacional.

“Vamos confiar nestes jovens, porque têm talento e muita energia para o futebol moçambicano. Moralmente a equipa está bem. É verdade que as dificuldades não faltam, mas tivemos uma preparação bem conseguida. Este é um processo que vai levar o seu tempo, por isso vamos dar confiança a estes jovens”.

O médio-centro Candinho foi o porta-voz dos jogadores, tendo garantido bom desempenho dentro das quatro linhas de modo a que Moçambique consiga, pela primeira, em seniores, conquistar a competição regional que, no ano passado, foi da selecção sub-20.

“O grupo está moralizado e confiante desde o primeiro dia da nossa preparação. Cada elemento vai dar o seu melhor. Portanto, vamos à África do Sul para fazer o nosso trabalho que é jogar a bola para trazer resultados”, anotou o atleta.

 

EQUILÍBRIO MARCA ENSAIO DA SELECÇÃO

Antes de seguir viagem, ontem, para a África do Sul, o combinado Nacional realizou, no solo pátrio, dois testes, com a Liga Desportiva de Maputo e com a Associação Black Bulls. No embate diante da Liga, realizado na quarta-feira, os pupilos de Horácio Goncalves perderam por 0-2, com golos de Eládio e Nazir.

Já no segundo jogo, diante dos “Touros”, o conjunto Nacional redimiu-se da derrota sofrida frente à Liga e superiorizou-se do líder destacado do Moçambola, ao vencer por 2-0. Maré e Victor foram os marcadores em serviço.

 

ZIMBABWE: “PAPA-TÍTULOS”

Numa lista restrita de vencedores da COSAFA, da qual Moçambique não faz parte, o Zimbabwe aparece na “poule position”.

Três anos depois da criação da Taça COSAFA, prova que conta com a participação de países da zona Austral de África, Zimbabwe começava a desenhar a sua hegemonia regional. Quis a história que a Zâmbia fosse a vítima. No ano seguinte, houve nova conquista. Depois, foi a vez de Angola em 1999.

Era apenas o começo, porque depois, o Zimbabwe foi o senhor da região, ainda que de forma intercalada, ao carregar para os seus anais seis títulos. Em 2000, 2003, 2005, 2009, 2017 e 2018, os zimbabweanos foram imperiais e, na primeira final, humilharam Lesotho por 3-0. Era esta a maior vitória do Zimbabwe na competição.

Ao grupo de vencedores da COSAFA, junta-se a Zâmbia, o primeiro país a conquistar a Taça COSAFA, que aparece na segunda posição depois de Zimbabwe, selecção que, curiosamente, venceu em duas finais, em 1998 e 2013. Além da conquista de 1997, os zambianos foram gigantes em 1998, 2006, 2013 e 2019.

A África do Sul completa o pódio dos países com mais títulos. Os homens da “terra do rand” conquistaram a prova continental por quatro ocasiões – 2002, 2007, 2008 e 2016. Destas conquistas, consta a obtida diante de Moçambique, em 2008, por 2-0.

Diferentemente do país-irmão, Angola já foi ao pódio da competição por três vezes:1999, 2001 e 2004. Para fechar a lista dos vencedores, aparece a Namíbia que, por uma vez, foi ao trono ao vencer, curiosamente, Moçambique na final por 2-0, na era de João Chissano.

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