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O País – A verdade como notícia

A selecção nacional de futebol de Moçambique, os Mambinhas sub-20, defronta a sua congénere do Reino do eSwatini, esta quarta-feira, no campo da Black Bulls (ABB), em Tchumene, no âmbito da preparação para a defesa do título da Cosafa, que terá lugar em Dezembro próximo, de 9 a 19, no Reino de eSwatini.

A partida vai preparar também a selecção do país vizinho, que juntamente com os Mambinhas vai participar na competição regional da categoria.

Este será o terceiro jogo de controlo dos Mambinhas, desde que iniciaram os trabalhos de preparação focados na repetição da proeza da edição 2020, agora a contar com a presença de jogadores de fora da capital do país.

Os anteriores jogos de controlo feitos pelos comandados de Dário Monteiro foram diante do Marrocos, ambos realizados no mês passado, também no campo da Black Bulls, onde averbou uma derrota, por 0-3, e empate a dois golos.

Fonte do Departamento Técnico da FMF garantiu haver todo um exercício para, dentro do possível, realizar mais jogos particulares antes da viagem para eSwatini.

Recorde-se que o seleccionador nacional da categoria, Dário Monteiro, colocou como meta nesta competição a revalidação do título e a repetição da proeza de qualificar os Mambinhas para mais uma competição africana, o CAN, prova na qual participou em Fevereiro deste ano, tendo ficado ainda pela primeira fase, a fase de grupos.

Na competição regional, e na qualidade de campeão em título, Moçambique vai encabeçar um dos três grupos a serem definidos através de um sorteio, sendo que os outros dois grupos serão encabeçados pela Namíbia, vice-campeã, e eSwatini, país que acolhe a prova.

O torneio regional da Cosafa vai contar com a participação de 12 equipas, divididas em três grupos, qualificando-se às meias-finais as primeiras de cada grupo, mais o melhor segundo de todos os grupos.

Os três clubes despromovidos do Moçambola-2021, nomeadamente o Matchedje de Mocuba, Textáfrica do Chimoio e Desportivo Maputo, vão sentar-se à mesma mesa com a direcção da Federação Moçambicana de Futebol (FMF) para debater em torno da liguilha “inventada” pelo organismo que gere o futebol moçambicano.

A liguilha, de acordo com a FMF, a ser disputada pelas três equipas despromovidas, deverá apurar uma equipa que vai completar o número de equipas que vão disputar o campeonato nacional da próxima época, 2022, após redução de 14 para 12.

Por não ter havido competições dos campeonatos provinciais, nem da segunda divisão zonal, a Federação Moçambicana de Futebol decidiu pela disputa de liguilha entre os três despromovidos, para que uma seja aprovada para completar o número dos que vão disputar o Moçambola-2022, que deverá ter um número par de equipas.

Entretanto, os três clubes não concordam com a decisão pela direcção do Casa do futebol, na medida em que foram regras trocadas a meio da competição, ou seja, os clubes duvidam da legalidade da decisão, a qual consideram “inoportuna e injusta”.

Os três clubes, Matchedje de Mocuba, Textáfrica do Chimoio e Desportivo Maputo, enviaram uma carta de impugnação da decisão da FMF, referindo que é do bom senso que nenhuma equipa desça de divisão, porquanto não houve pronunciamento em relação a essa matéria no início da temporada.

O encontro é extensivo às Associações Provinciais das quais fazem parte os clubes, nomeadamente a da Zambézia, Manica e da Cidade de Maputo.

O encontro entre os clubes e a Federação Moçambicana de Futebol estará envolto a acusações e discórdias, principalmente depois dos pronunciamentos feitos pelos dirigentes das instituições visadas. Moisés Mabunda, por exemplo, presidente da Mesa da Assembleia Geral da Liga Moçambicana de Futebol, que também é jurista, disse que a decisão unilateral anunciada pelo organismo que tutela o futebol moçambicano está cheio de ilegalidades e constitui uma clara usurpação dos poderes atribuídos ao órgão que reúne e decide pelos clubes integrantes na Liga Moçambicana de Futebol.

“A decisão da FMF de redução de clubes do Moçambola de 14 para 12 não tem eficácia jurídica, é manifestamente ilegal, contra os Estatutos da Liga Moçambicana de Futebol e não está prevista em nenhuma circunstância”, disse Moisés Mabunda, citado pelo Lance.

Num outro desenvolvimento, Mabunda estranhou o posicionamento federativo sem a devida articulação com o órgão competente para aprovar alterações estruturais no Moçambola e, por isso, “não sabemos o que está a acontecer, mas o facto é que, para haver mudança de 14 para 12 clubes, a Assembleia Geral da Liga Moçambicana de Futebol tem que se reunir e deliberar por esta pretensão, não é a Federação quem impõe que se deve aumentar ou diminuir o número de participantes”.

Em contrapartida, o Secretário-geral da Federação Moçambicana de Futebol, Hilário Madeira, deixou claro que, em caso de os três clubes não aceitarem a liguilha, o Moçambola-2022 será disputado por apenas 11 clubes, que garantiram a permanência neste ano.

“Touros” terminaram o Moçambola 2021 com 58 pontos, uma das cinco melhores pontuações da última década, nomeadamente 2010-2021. Mas, quando se fala dos campeões em provas com 14 equipas, é dos primeiros com maior pontuação, a par da Liga Desportiva de Maputo, que, em 2010 e 2011, somou os mesmos pontos da actual campeã nacional.

Quando se fala em campeões, fala-se das equipas que mais pontos fizeram ao longo da época, contrariamente aos seus adversários. Nesta temporada futebolística 2021, foi a Black Bulls, que, no seu primeiro ano no campeonato nacional, logrou conquistar o troféu mais cobiçado do futebol moçambicano.

Em termos de prestação, os “touros” venceram todos os prémios possíveis numa competição: terminaram em primeiro, tiveram mais vitórias (17), menos derrotas (2), mais golos marcados (46), menos golos sofridos (16) e mais pontos somados (58). De “bacela”, teve o melhor marcador da prova, Ejaita, com 17 remates certeiros.

Só não tiveram menos empates, porque o Ferroviário de Lichinga apenas empatou com duas equipas.

Mas, se quisermos comparar com outros campeões da última década, os “touros”, que fizeram 58 pontos, só não foram os melhores, porque disputaram uma prova com 14 equipas, contrariamente ao Costa do Sol que é o campeão com mais pontos, 66, 2m 2019, seguido pela União Desportiva de Songo, que, em 2017, fez 64 pontos, fechando o pódio o Ferroviário da Beira, que, no ano anterior, tinha contabilizado 61 pontos.

Mas, estas três equipas fizeram mais pontos que a Black Bulls, porque estiveram numa prova com 16 equipas, ou seja, mais quatro jornadas que a recém-terminada competição.

Ou seja, Costa do Sol, União Desportiva de Songo e Ferroviário da Beira fizeram 66, 64 e 61 pontos em 30 jornadas, enquanto a Black Bulls fez 58 pontos em 26 jogos.

Vale dizer que os pontos a mais feitos pelas três equipas em 2019, 2017 e 2016 podem ter tido influência no número a mais que fizeram, comparativamente à Black Bulls. É que, em termos percentuais, os “touros” fizeram uma média de 2.23 pontos por jogo, enquanto os “canarinhos”, por exemplo, fizeram exactamente 2.2 pontos por jogo.

Já os “hidroeléctricos” e “locomotivas” do Chiveve tiveram uma média reduzida, respectivamente 2.1 e 2.03 pontos por jogo.

Numa outra análise, comparando a Black Bulls e o Costa do Sol, por exemplo, os quatro jogos a mais disputados pelos campeões de 2019 totalizam 12 pontos, mas na prática tiveram mais oito pontos em relação aos campeões deste ano. Ou seja, mais quatro jogos a serem disputados pela Black Bulls, para totalizar os 30 feitos pelo Costa do Sol em 2019, fariam diferença nas contas finais.

Ainda que com poucos jogos, a Black Bulls igualou a marca de pontos feitos pela União Desportiva de Songo, em 2018, quando conquistou o título com 58 pontos.

Entretanto, a campeã nacional deste ano acaba de se colocar na segunda posição de todos os campeões da última década, se olharmos também para a prestação alcançada, nomeadamente em termos de golos marcados e sofridos. Os “canarinhos”, em 2019, marcaram 56 golos e sofreram 25, um saldo positivo de 31 golos, enquanto os “touros”, este ano, marcaram 46 golos e sofreram 16, saldo positivo de 30 golos.

Já os “hidroeléctricos” tiveram um saldo de golos de 23, uma vez que marcaram 38 e sofreram 15, enquanto os “locomotivas” de Chiveve terminaram o ano 2016 com um saldo de 19 golos, diferença de 40 apontados e 21 sofridos.

Mesmo olhando para todos os campeões da década, os “touros” só são batidos pelos “canarinhos” nos golos marcados.

 

“Touros” entre os melhores no Moçambola com 14 equipas

Relativamente aos campeonatos nacionais disputados por 14 equipas, nomeadamente nos anos 2010 a 2015, contando com a prova deste ano, a Black Bulls lidera os campeões com mais pontos. A par dos “touros”, somente a Liga Desportiva de Maputo (então Liga Muçulmana de Maputo), que, em 2010 e 2011, fez os mesmos 58 pontos.

Em 2012, o Maxaquene fez 50 pontos e a Liga Desportiva, em 2013 e 2014, conquistou a prova com 52 e 53 pontos, respectivamente. No ano 2015, o Ferroviário de Maputo fez apenas 44 pontos em 26 partidas.

Se a Black Bulls empata com a Liga Desportiva de Maputo na liderança dos campeões com 58 pontos em 26 jornadas, a diferença entre ambos vai residir nos golos apontados e sofridos. Os “touros” marcaram 46 e sofreram 16, enquanto a antiga Liga Muçulmana de Maputo fez, em 2010, 44 marcados e 13 sofridos, e em 2011, 45 marcados e 19 sofridos.

A mesma Liga fez 44-15 e 41-16 em 2014 e 2013, respectivamente, suplantando o Ferroviário de Maputo, que fez 35-20, em 2015, e o Maxaquene, que, em 2012, fez o mais baixo da década: 26-11.

 

MOÇAMBOLA 2021 TEVE MENOS GOLOS EM PROVAS COM 14 EQUIPAS

Outra base de dados a ser analisada de forma comparativa com outras edições é o número de golos apontados em cada prova. Desde 2010 até esta parte, já foram marcados 4.261 golos em 2.234 jogos, uma média de 1.90 golos por jogo.

Mas, não foi a edição deste ano que teve mais golos, nem comparando com todas as edições da década, nem apenas olhando para as edições que tiveram 14 equipas.

Em todas as edições, o ano 2019 foi o que mais golos teve, nomeadamente 511, em 240 jogos, uma média de 2.12 golos por jogo, seguido da época 2018, na qual em 240 jogos foram apontados 459 golos. Fecha o pódio das edições com mais golos no ano 2016, com 456 golos em 240 jogos.

A particularidade destas três edições é que foram disputadas por 16 equipas, facto que permitiu mais golos. E o ano 2021 só é sexto no ranking, após produzir 370 golos, uma média de 2.03 golos por jogo.

Mas, se olharmos para as edições que tiveram 14 equipas, o ano 2021 queda-se em segundo lugar, perdendo apenas para o ano 2011, em que foram marcados 377 golos.

A pior edição em termos de golos foi a do ano 2015, quando os 14 clubes marcaram apenas 295 golos, uma média muito baixa de golos por jogo.

Chiquinho Conde já contou com Reginaldo Faite e Domingues, que juntaram-se aos jogadores que actuam intramuros, para a primeira sessão, que decorreu esta segunda-feira. A última sessão em solo pátrio será esta terça-feira e a viagem na quarta-feira.

É o primeiro contacto de Chiquinho Conde à frente dos destinos dos Mambas. É a nova era no espaço da selecção nacional, com uma renovação e resgate de jogadores que constituíram a base dos Mambas num passado não muito distante.

Foi, de resto, o primeiro treino, que contou com os nove jogadores que actuam internamente, nomeadamente os guarda-redes Ivan, Ernan e Victor Guambe, os defesas Sidique, Fídel e Martinho, o médio Shaquile e os avançados Dayo e Melque, que treinaram ao lado do capitão Domingues e do avançado Reginaldo Faite.

Foi uma sessão essencialmente para o seleccionador nacional, Chiquinho Conde, juntamente com os restantes membros da equipa técnica, Eduardo Jumisse, Tiago Matos, Manuel Valói e Florêncio Tembe conhecerem os jogadores e traçarem os planos para os próximos dois jogos, os últimos da fase de qualificação ao Mundial do Qatar, diante da Costa do Marfim e Malawi.

Em Maputo já se encontram, também, desde esta segunda-feira, os internacionais moçambicanos a actuarem na África do Sul, nomeadamente Manuel Kambala e Edmilson Dove, que só se juntarão aos restantes colegas na sessão desta terça-feira, também no Complexo Desportivo de Tchumene.

A delegação moçambicana parte na quarta-feira com destino a Cotonou, capital do Benim, para os dois jogos diante da Costa do Marfim, pontuável para a quinta jornada, e Malawi, para a sexta jornada, do grupo D de qualificação ao Mundial.

Em solo beninense, a delegação que parte de Maputo vai se juntar aos restantes que actuam fora de portas, nomeadamente os defesas Zainadine (Marítimo); Francisco “Bonera” Simbine (Marítimo); e Reinildo Mandava (Lile), os médios Geraldo Matsinhe (Fafe); Geny Catamo (Sporting); Witiness Quembo (Nacional da Madeira); Clésio Bauque (Marítimo); e os avançados Luís Miquissone (Al Haly); Gildo Vilankulo (Amora FC) e Kamo-Kamo Cumbane (Vitória de Setúbal).

Chiquinho Conde admite que vencer estes dois jogos seria uma boa entrada para a equipa técnica dos Mambas, mas está ciente das dificuldades que irá encontrar, preferindo apenas que os jogadores se divirtam e se conheçam mais, para quando chegar a fase de qualificação ao CAN da Costa do Marfim, em 2023, estarem mais entrosados.

No grupo D, os Mambas ocupam a última posição com apenas um ponto e o objectivo, para estes dois jogos, é somar pontos que tirem a equipa da cauda.

Caiu o pano do Moçambola. E, com ele, uma mescla de sentimentos. Mas, mais do que sentimentos, para trás ficaram também algumas lições, frustrações e ilações. A certeza é apenas uma – a Associação Black Bulls é campeã nacional.

A bola rolou, ainda que no meio de tantas incertezas. A rigorosa e mortífera pandemia do novo Coronavírus adiou emoções, colocando em sentido não só a tribo do futebol, bem como o universo. Sucessivos adiamentos marcaram e criaram crateras no mundo imaginário, em que o Moçambola deveria acontecer a todo custo, mas também no ideal, no qual o contexto e o estendal de problemas se sobrepunham às vontades de uma minoria regida pelas 17 leis do futebol.

Sublinhe-se, religiosamente, a pandemia veio provar que, na verdade, não há países do primeiro nem terceiro mundo. Os campeonatos de futebol ressentiram-se, quer na terra de Sua Majestade, bem como na Pátria Amada. Enfim, concentremo-nos em nós!

 

LIÇÕES

Aos soluços e sem perspectivas de alcançar a” terra prometida”, a verdade é que o “nosso” Moçambola foi disputado. Das profundezas da incerteza, a Liga Moçambicana de Futebol (LMF) fez das tripas coração, de modo a garantir que a maior prova futebolística nacional tivesse lugar. E teve. Mas, na hora de colher os louros, não só a LMF tem o “privilégio” de exultar sozinha, pois houve vários actores envolvidos. Ora, essa é conversa para outros cafés. Ainda assim, ficou a lição. No rol das lições, há um clube que salta à vista: Associação Black Bulls (ABB).

Ilustre desconhecido, tanto sob ponto de vista gestacional, assim como no que diz respeito às conquistas materiais, com o seu inquestionável e nível organizacional provou à tribo de futebol moçambicano que, afinal de contas, quando se têm ideias claras é possível fazer a diferença. E nesse quesito, a debutante Associação Black Bulls deixou várias lições para quem quis aprender. É preciso ter uma mente aberta para tal.

Desde logo, os “touros” apresentaram-se com uma mente iluminada, pois perceberam que o sucesso e os resultados positivos são alcançados, não tão-somente dentro do campo, mas também fora do mesmo. O seu patrono terá feito bem o trabalho de casa, na medida em que “fintou” os erros da maioria, trazendo novas valências e variáveis ao nosso campeonato. Sorrateiramente e fingindo-se de mortos para enganarem o coveiro, na medida em que nunca se assumiram como candidatos ao título, os “touros” fizeram um percurso que para muitos era inimaginável, pois, como já o dissemos, não passavam de um mero ilustre desconhecido. Enquanto uns dormiam bem refastelados na sombra da bananeira, a ABB se mostrava mais astuto.

E no fim soltou sorrisos largos, marcando, igualmente, uma nova era para o nosso futebol. Na verdade, da Associação Black Bulls há muitas lições que se podem tirar. Mas há que ter em conta esta: para se alcançar o sucesso sem usar atalhos é preciso ter a cabeça no lugar. A outra grande lição veio do Planalto dos Matacas, com o Ferroviário de Lichinga a provar que é possível fazer a diferença, sem que necessariamente se tenham muitos anos de estrada. Principiantes no Moçambola, os ˝locomotivos˝ da cidade mais fresca do país arrebataram corações. A quarta posição na tabela classificativa é, por isso, merecedora.

 

FRUSTRAÇÕES

A felicidade de uns é tristeza dos outros. Essa frase até poderia ser uma lei, mas esse desiderato não passará de uma simples intenção. O Moçambola teve o condão de “fabricar” emoções, mas também dele vieram ao de cima frustrações. De jornada em jornada, os resultados desfavoráveis de algumas equipas fizeram brotar cântaros de lágrimas.

O sentimento de insatisfação e o rótulo de fracasso tomou conta do Desportivo Maputo que, de resto, experimentou vários dissabores. Da crise financeira, estrutural e de resultados, os ˝alvi-negros˝ foram sombra de si mesmos. Não só os resultados não eram satisfatórios, o que até certo ponto criou uma pilha de nervos no seio da complacente mas também exigente massa associativa, assim como a mística e a crença deixaram de existir.

Ao Deus dará o Desportivo Maputo que tentou sobreviver, numa selva em que só os mais fortes tinham a capacidade de comprar o oxigénio para respirar. No fim foi o que se viu, um Desportivo jogado à desprestigiante “liguilha” para onde vai tentar garantir o seu lugar na fina-flor do futebol moçambicano no próximo ano. Nos últimos oito anos esta é a terceira vez que os “alvi-negros” descem de divisão. Motivo mais do que suficiente para as frustrações terem mais ênfase.

O Textáfrica de Chimoio carrega consigo também o fardo das frustrações. Impotentes e paupérrimos, os “fabris” do Planalto foram, também, sombra de si mesmos. Os bons resultados foram como uma espécie de verão na Cibéria: raros! Durante o Moçambola, houve sempre motivos para se escrever alguma coisa sobre o Textáfrica. Ora por causa da crise financeira, ora por causa da crise directiva e de resultados. O futebol é jogado também fora do campo.

Enfim, um percurso sinuoso para o primeiro campeão de Moçambique independente. A verdade é que, tal como o Desportivo Maputo, o Textáfrica terá também de se aplicar a fundo para evitar jogar nos “quarteirões”. Essa também é uma frustração indisfarçável. O Matchedje de Mocuba engrossa a lista dos frustrados.

Talvez seja até pior para as hostes dos “militares”. Na sua primeira aventura no Moçambola, os “militares” não conseguiram fazer a diferença. Por via disso, devem disputar a “liguilha”. O sonho, esse, que fique para outras ocasiões.

Mas há mais! Os três clubes submeteram, semana passada, uma carta à Federação Moçambicana de Futebol (FMF), na qual, dentre várias coisas, o “tridente” alega que a decisão do organismo reitor do futebol moçambicano foi unilateral. Ou seja, os clubes não foram consultados sobre a mesma.

Por isso, os três clubes dizem não estarem em condições de disputarem a prova. Aliás, no rol das lamúrias alegam também que não tem dinheiro para custearem a sua presença nesta prova. Por isso, entendem que a FMF deveria responsabilizar-se no que diz respeito aos encargos financeiros. Será um subterfúgio para justificarem o seu fracasso? Ou então será uma nítida demonstração de frustração? Enfim, o tempo irá encarregar-se de dar respostas.

 

ILAÇÕES

Da presente edição do Moçambola se podem tiram várias ilações. O certo é que, uma das maiores ilações é que, enquanto alguns clubes, como é o caso da ABB e Ferroviário de Lichinga, este último que foi a equipa sensação, fizeram bem o trabalho de casa e, por isso mesmo, alcançaram o sucesso, outros pararam no tempo. Ficaram tão estagnados e ancorados na sua grandeza, que não tomaram nota dos erros do passado. E isso ter-lhes-á custado caro.

A Liga Moçambicana de Futebol já definiu a data de 9 de Novembro para a realização do sorteio da Liguilha, entre as três equipas despromovidas do Moçambola-2021, e de 21 a 29 de Novembro para a disputa da competição que vai definir a única equipa que vai se manter na maior prova do futebol moçambicano, no próximo ano, eis que surgem novidades.

Os três clubes que estão nas últimas posições da tabela classificativa do Moçambola 2021, nomeadamente, Matchedje de Mocuba, Textáfrica do Chimoio e Desportivo Maputo, que de princípio devem disputar a Liguilha, submeteram uma carta de impugnação do comunicado da Federação Moçambicana de Futebol que determina as condições da disputa da prova as três.

De acordo com a carta, que também foi submetida junto a Secretaria de Estado do Desporto, os três clubes entendem que “a referida decisão foi tomada unilateralmente pela Federação Moçambicana de Futebol e tornada pública no dia 18 de Agosto de 2021, sob alegação de que a próxima edição do Moçambola seria disputada por 12 equipas, e não as habituais 14, em face da não realização dos campeonatos provinciais, devido às restrições impostas pela COVID-19”.

E porque a decisão da FMF foi tomada no decurso da disputa da actual competição, que termina já este final de semana, sem prévia e profunda consulta aos clubes, “pior sem qualquer preocupação de mobilizar consensos”, segundo a carta, a mesma (decisão) “para além de ser de duvidosa legalidade, porque, a nosso ver foi tomada por órgão despida de legitimidade, é manifestamente inoportuna e injusta”.

Para os clubes visados, o primeiro aspecto problemático é o facto de ter-se adoptado uma decisão à margem da Assembleia-geral da Liga Moçambicana de Futebol, ou em última instância a Assembleia-geral da FMF, órgão que tem competência para deliberar validamente sobre a alteração do modelo do Moçambola, Liguilha ou Poule, implicando a alteração da composição das equipas.

Por outro lado, os três clubes consideram que a realização da Liguilha em Vilanculos, de 21 a 28 de Novembro, vai agudizar a crise financeira a estas equipas votadas, desde o início da temporada, em face da não entrada de finanças vindas da bilheteira e outras formas de arrecadação, devido a imposição da COVID-19.

“A FMF, ao impor a realização da Liguilha em Vilanculos, definitivamente demonstra a falta de sensibilidade pela situação financeira dos clubes visados. A não ser que a FMF ainda vai informar que vai custear as despesas da mesma, desde as deslocações das equipas, alojamento e alimentação”, referem na carta de impugnação.

O Matchedje de Mocuba, Textáfrica do Chimoio e Desportivo Maputo, terminam a carta referindo que “requererem a anulação parcial do teor do Comunicado Oficial nº 049/FMF/D/2021, de 17 de Agosto de 2021 e todo o conteúdo do C.O. nº 072/FMF/2021, que marca data para o respectivo sorteio, ficando sem efeito a prova, habilitando-se, assim os três requerentes a permanecer no Moçambola de 2022, como aliás sempre ficou assente”.

Recorde-se que o Matchedje de Mocuba, Textáfrica do Chimoio e Desportivo Maputo ocupam as últimas três posições, que inicialmente despromoviam à segunda divisão, entretanto, devido a não realização das provas provinciais e devido a restrições impostas pela COVID-19, a Federação Moçambicana de Futebol acabou por decidir pela diminuição do número de equipas que deverão disputar o Moçambola 2022, de 14 para 12, sendo que a 12ª equipa sairá da Liguilha a sair dos três últimos classificados do Moçambola 2021.

Para já, os três clubes esperam pela resposta à impugnação, quando faltam quatro dias para o sorteio, marcado para 9 de Novembro corrente.

“Depois de, no passado sábado, ter perdido com o Manchester United por 3-0, o Tottenham que tem a missão, esta quinta-feira, de dar a volta ao mau momento que atravessa ao receber o Vitese em duelo da 4ª jornada do grupo “G” da Europa Conference League.

O Tottenham Hotspur vem de uma derrota em casa por 3 a 0 para o Manchester United, o que levou a hierarquia do clube a fazer uma mudança administrativa. Conte substitui Nuno Espírito Santo, que deixou o “Spurs” com a nona posição no campeonato.

Na Liga da Conferência, encontram-se na terceira posição com quatro pontos em três partidas disputadas. Eles têm uma vitória, um empate e uma derrota para mostrar o seu esforço até agora.

O Vitesse é o segundo colocado do grupo, com seis pontos em duas partidas. Eles vêm de uma vitória por 2 a 1 sobre o Heerenveen na Eredivisie.

Tottenham e Vitesse defrontaram-se apenas uma vez, com os holandeses a vencerem por 1-0. Maximilian Wittek marcou o golo da vitória do Vitesse aos 78 minutos. Há muitas expectativas em relação à forma como António Conte irá escalar sua equipa, com vários meios de comunicação especulando que ele poderia ir com seu sistema preferido de 3-5-2.

Bryan Gil e Ryan Sessegnon foram afastados devido a lesões na coxa.  Já Joe Rodon, Dele Alli e Matt Doherty podem ser incluídos no onze inicial para o jogo desta quinta-feira. Ainda a contar para este grupo, o Rennes da França recebe Mura no Roazhon Park.

Os donos da casa lideram o grupo com duas vitórias e um empate, enquanto Mura tem passado por maus bocados na competição tendo sofrido três derrotas consecutivas.

Os franceses atravessam um excelente momento de forma, somando três vitórias nas últimas quatro partidas do campeonato, chegou ao quinto lugar na Ligue 1. Os dois clubes defrontaram-se apenas uma vez, na segunda jornada deste grupo, no estádio Ljudski Vrt, no mês passado. O Rennes venceu por 2-1 nesse jogo, com os três golos marcados na primeira parte. Os atuais quinto classificados da Ligue 1 foram os primeiros a marcar na transformação de uma grande penalidade, mas Mura empatou o jogo três minutos depois. Gaëtan Laborde marcou o golo da vitória dos franceses aos 41 minutos. Jeremy Gelin vai desfalcar o Rennes, uma vez que está lesionado há muito tempo, enquanto Jérémy Doku também está afastado devido a uma lesão no joelho. Jonas Martin retirou-se do jogo da liga contra o Troyes com um problema no tendão da coxa e deverá ficar de fora também.

Mura conquistou apenas uma vitória nos últimos cinco jogos em todas as competições e espera alcançar um resultado positivo diante do Rennes.

 

ROMA NA CORDA BAMBA

A AS Roma recebe, esta quinta-feira, o Bodø/Glimt da Noruega, em desafio inserido no grupo C da Europa Conference League.

O clube norueguês tornou-se no primeiro a marcar seis golos a uma equipa orientada por José Mourinho, que conta com mais de 1000 jogos como treinador. Mas nem isso motivou euforia excessiva: veja-se o caso de Erik Botheim, herói do jogo, que foi para casa comer fruta.

Seja como for, a Roma irá entrar com tudo   depois de, no passado domingo, ter perdido com o AC Milan por 1-2, em jogo da jornada 10 da Série A.

Nesse duelo, a AS Roma conseguiu 50% de posse de bola e 24 remates dos quais seis enquandrados com a baliza. Stephan El Shaarawy (93′) foi o autor do golo do conjunto orientado por José Mourinho. Já o AC Milan conseguiu 8 remates, sendo que três deles foram enquadrados. Zlatan Ibrahimović (25′) e Franck Kessié (57′) marcaram os tentos do AC Milan.

Bodo Glimt chega a este embate após uma vitória (1-0) diante do Sandefjord. Nessa partida, o Bodo Glimt teve 64% de posse de bola e 14 remates dos quais quatro enquadrados. O único jogador a marcar para o Bodo Glimt foi Hugo Vetlesen (63′). Do outro lado, o Sandefjord teve registo de nove remates dos quais dois enquadrados. Nos seus últimos seis confrontos, o Bodo Glimt tem conseguido um saldo de 15 golos.

 

GENT IMPARÁVEL

Vários clubes podem já apurar-se, mas só o Gent pode consegui-lo como vencedor do grupo. O treinador Hein Vanhaezebrouck revelou: “Disse aos jogadores que este torneio está ao nível da Europa League e que temos de mostrar que estamos à altura das exigências”. O Maccabi Telavive é a equipa mais goleadora até ao momento e conta com um dos goleadores da prova. Conseguirão manter o ritmo? O Feyenoord continua em busca de ser uma das poucas equipas a ter no palmarés três títulos europeus diferentes, após os triunfos de 1970, 1974 e 2002.

 

LIGA EUROPA:

Quadro de jogos:

Grupo A:

LASK – Alashkert

Maccabi Telavive – HJK Helsínquia

Grupo B:

Gent – Partizan

Flora Tallinn – Anorthosis Famagusta

Grupo C:

Zorya Luhansk – CSKA-Sofia

Roma – Bodø/Glimt

Grupo D:

Randers – Jablonec

AZ Alkmaar – CFR Cluj

Grupo E:

Union Berlim – Feyenoord

Slavia Praga – Maccabi Haifa

Grupo F:

Lincoln Red Imps – Slovan Bratislava

PAOK – Copenhaga

Grupo G:

Rennes – Mura

Tottenham – Vitesse

Grupo H:

Kairat Almaty – Qarabağ

Omonoia – Basileia

 

Fase a eliminar
13 de Dezembro:

Sorteio do “play-off” da fase a eliminar
17 e 24 de Fevereiro:

“Play-off” da fase a eliminar
25 de Fevereiro:

Sorteio dos oitavos-de-final
10 e 17 de Março:

Oitavos-de-final
18 de Março:

Sorteio dos quartos-de-final e meias-finais
7 e 14 de Abril:

Quartos-de-final
28 de Abril e 5 de Maio: Meias-finais
25 de Maio: Final (Arena Nacional, Tirana)

A Stv transmite, sábado, às 17h00, o duelo Chelsea vs Burnley, jogo inserido na 11ª jornada da Liga Inglesa de futebol (Premier League). No mesmo dia, em desafio a acompanhar em diferido a seguir ao grande sucesso “Fama Show”, os amantes de futebol, no geral, e da Bundesliga, em particular, poderão assistir ao jogo Leipzig vs Borrussia Dortmund. Domingo, em mais uma ronda emotiva da SERIE A, Liga Italiana de futebol, a Stv transmite, às 13h30, a partida Veneza vs Roma, inserida na 12ª jornada da prova.

Continuará o Chelsea com a sua impressionante campanha na Premier League? Continuarão, os “blues”, invencíveis em Stamford Bridge?

O conjunto orientado por Thomas Tuchel, líder da Premier League com 25 pontos, recebe, sábado, às 17h00, o aflito Burnley na 18ª posição com apenas sete pontos. Com uma série de quatro vitórias consecutivas, o Chelsea é claramente favorito a arrancar os três pontos, sobretudo, a jogar em casa.

O Chelsea vem de uma vitória diante do Newcastle United (0-3), desafio realizado em pleno St. James  Park contra o Newcastle United.

Em sentido contrário, e fazer uma campanha fraca, o Burnley conquistou a primeira vitória da temporada no campeonato com uma vitória, na ronda anterior, diante do Brentford por 3-1. Com este resultado, esta formação quebrou uma sequência de nove jogos consecutivos sem vitórias.

Quando Chelsea e Brentford bateram-se pela última vez em jogos da Premier League, os “blues” venceram  por 2-0 em Stamford Bridge na temporada passada. Azpilicueta assinou primeiro dos “blues”, aos 40 minutos. Marcos Alonso fixou o resultado final já na segunda parte.

O Chelsea levou a melhor sobre Burnley nos confrontos entre as duas formações, havendo registo de seis vitórias, um empate e nenhuma derrota nos últimos sete duelos.

As estatísticas indicam que o Burnley procura a sua primeira vitória na liga em jogos entre os dois clubes desde Agosto de 2017.

Reece James tem estado em destaque, no Chelsea, na presente temporada. O meio-campista é o maior goleador do clube com quatro golos.

Os “claret’s” têm sido liderados por Maxwel Cornet, jogador que também marcou em quatro ocasiões, incluindo um golo na jornada inaugural.

Esta temporada, Stamford Bridge tem sido talismã para Chelsea. É que, em cinco jogos na Premier League, venceu quatro e perdeu apenas um.

O Burnley, por sua vez, pisca o olho a sua primeira vitória esta temporada fora de casa, sendo que apresenta um registo de três derrotas e dois empates fora de Turf Moor.

Os “clarets” vão tentar terminar uma sequência de seis jogos fora de casa sem vitórias. A última vitória fora foi precisamente a 10 de Maio diante do Fulham.

Nas suas últimas seis partidas na Liga Inglesa, o Chelsea venceu cinco e perdeu uma. O Burnley, esse,  venceu uma, empatou três e perdeu duas partidas nos últimos seis duelos. Ainda no sábado, Manchester City recebe em Old Traford o rival Manchester United, no jogo de destaque da jornada 11 da Premier League. Brentford mede forças com Norwich City, enquanto Crystal Palace defronta o Wolves. Por sua vez, o Brighton recebe o Newcastle. No domingo, teremos os seguintes jogos: Arsenal vs Watford, Everton vs Tottenham, Leeds United vs Leicester City e West Ham vs Liverpool. A ronda abre, no entanto, esta sexta-feira com o jogo Southampton vs Aston Villa.

 

 

VENEZIA VS ROMA É NA STV

Foto: Getty Images

As coisas não estão a correr de feição para José Mourinho, na SERIE A. Mesmo com exibições seguras, os resultados não aparecem, à semelhança do que aconteceu na última jornada na qual perdeu com o AC Milan, por 2-1.

Aliás, a Roma vai tentar se recuperar do desaire com os “rosoneri” quando enfrentar o Venezia no Stadio Pierluigi Penzo, no domingo. Os comandados de José Mourinho estão ansiosos em dar volta ao texto e continuarem a perseguir os lugares de acesso à Liga dos Campeões Europeus. À entrada desta jornada, a Roma é quarta classificada com 19 pontos, menos cinco pontos que o campeão em título, Inter.

É neste sentido que, diante do Venezia, entrarão com tudo e focados apenas na vitória. Para esta partida, tanto Smalling como Spinazzola irão desfalcar a Roma devido a lesões, mas não há jogadores castigados na equipa visitante. O ex-avançado do Chelsea, Abraham, deve liderar o ataque dos “giallorossi”.

Esta temporada, a AS Roma ostenta um recorde imaculado no que diz respeito aos golos marcados na Serie A, com a “surpreendente candidata ao título” a fazê-lo em todos os 21 jogos

O Venezia, por outro lado, não conseguiu vencer as três partidas anteriores do campeonato italiano de futebol. Vacca, Lezzerini, Fiordilino e Johnsen, lesionados, não poderão dar o seu contributo nesta partida. O destaque, nesta ronda, vai para o duelo AC Milan vs Inter. AC Milan vem de um empate a uma bola diante do FC Porto, em jogo da Liga dos Campeões Europeus.

Não tem sido frequente o Milan apresentar permeabilidade na sua defensiva, até porque sempre foi um conjunto coeso. No global, o AC Milan apresentou-se com lacunas no último reduto em cinco de seus últimos seis jogos, sofrendo um total de sete golos. Já o Inter parte para este clássico do futebol italiano bastante motivado, depois de ter vencido o Sheriff Tiraspol (1-3) na Liga dos Campeões.

Nas últimas seis partidas, o Inter Milan produziu um total de 12 golos. Inter Milan também conseguiu marcar em todos os duelos disputados, tendo sofrido seis.

 

 

Quadro de jogos

PREMIER LEAGUE:

Sexta-feira, 5 de Novembro de 2021

Southampton  vs Aston Villa

Sábado, 6 de Novembro de 2021

Man United     vs Man City

Brentford         vs Norwich City

Chelsea              vs Burnley

(Jogo com transmissão na Stv, às 17h00)

Crystal Palace   vs  Wolves

Brighton             vs   Newcastle

Domingo, 7 de Novembro de 2021

Arsenal         vs Watford

Everton            vs Tottenham

Leeds United   vs   Leicester City

West Ham       vs Liverpool

 

LIGA ITALIANA

Sexta-feira, 5 de Novembro de 2021

Empoli vs Genóva

Sábado, 6 de Novembro de 2021

Spezia    vs Torino

Juventus   vs Fiorentina

Domingo, 7 de Novembro de 2021

Venezia      vs AS Roma

(Jogo com transmissão na Stv, às 13h30)

Sampdoria  vs Bolonha

Udinese      vs Sassuolo

Lazio           vs Salernitana

Napolis        vs Verona

AC Milan      vs Inter

 

LIGA ALEMÃ:

Sexta-feira, 5 de Novembro de 2021

Mainz vs Borussi M’gladbach

Sábado, 6 de Novembro de 2021

Bayern Munique vs Freiburg

Wolfsburg            vs Augsburg

Eastugarda            vs Arminia

Bochum                 vs Hoffenheim

Leipzig                     vs Borussia  Dortmund

(Jogo com transmissão na Stv, a seguir ao Fama Show)

Domingo, 7 de Novembro de 2021

Hertha Berlim  vs Bayern Leverkusen

Colonia               vs União de Berlim

Greuther Furth    vs E. Frankfurt

Em modo festivo, com a conquista do inédito título de campeão nacional, Black Bulls vai ao “canavial” para arrancar uma vitória (a 18ª, no global, no campeonato) e atingir a marca dos 60 pontos no Moçambola, menos seis com os quais o Costa do Sol, conjunto o qual destronou, sagrou-se vencedor do campeonato há dois anos.

Salvo, aqui, claro, as devidas diferenças relativamente ao campeonato nacional de 2019: a prova foi disputada por 16 equipas e não 14 como a presente edição.

Mas há, também, e no capítulo individual, outros números que os “touros” perseguem: 20 golos. Esta é, de resto, a marca definida pela Liga Moçambicana de Futebol (LMF) para se premiar o melhor marcador do campeonato.

Um “hatrick” diante do Incomáti de Xinavane, sábado, dava jeito ao avançado Ejaita para ser coroado goleador-mor do Moçambola e, efeito-causa, levar para casa os 100 mil meticais. Ficaria, no entanto, a quatro golos de Eva Nga, antigo avançado do Costa do Sol que, em 2019, marcou 24 golos, menos três que Amade Chababe Amade, melhor da história do país (marcou 27 golos no longínquo ano de 1983). Em mais um ano de sufoco, marcado por uma campanha irregular, o Incomáti de Xinavane fez das “tripas o coração” para se manter no primeiro escalão do futebol moçambicano. Com ameaças, de permeio, de desistência do Moçambola por alegadas más arbitragens. Com a manutenção assegurada, joga-se para cumprir o calendário e, acima de tudo, fazer melhor planificação e trabalho de casa para que a próxima temporada não seja jogada aos soluços.

No Santuário 25 de Junho, onde esta época houve muita parra para pouca uva e gestão  com pinças de situações criticas, jogam os “manos” ferroviários de Nampula e Nacala. Dois conjuntos, diga-se, que conseguiram fintar o azar após mexidas nas equipas técnicas.

Com prestações muito aquém do desejado, o campeão nacional de 2004, Ferroviário de Nampula, somente conseguiu a manutenção nas últimas cinco jornadas do Moçambola, facto revelador das tremedeiras ao longo do campeonato.

Saiu Chaquil Bemat, chegou o Nelson Santos para colocar a “locomotiva” nos carris.

Em Nacala, Cambaco  também foi sacrificado e “Turito”, o Artur Macassar, foi o maquinista que conseguiu levar, ainda que aos sobressaltos, com sucesso a “locomotiva” até o final da estação: manutenção. Na derradeira ronda, cumprido o objectivo, vai ser jogar para cumprir calendário.

Muita estrela para pouca constelação! É, de forma resumida, como se pode definir um Costa do Sol sem aura e alma de campeão. Foi uma equipa fraquinha, sem o fulgor apresentado há dois anos quando travou uma luta acesa pela conquista do título com a União Desportiva do Songo. Resultado: o histórico e mais titulado clube do país sequer está entre os quatro primeiros classificados do Moçambola-2021.

A dança de treinadores, com saída de Horácio Goncalves e entrada de Artur Comboio não trouxe a estabilidade que o clube precisava. Saiu Artur Comboio, veio o outro Artur, o Semedo, que não podia fazer omeletes sem ovos. Fechar o campeonato de forma digna e pensar já na próxima temporada é, para já, a palavra de ordem diante do Ferroviário de Lichinga. Mas alto aí: jogar com a equipa sensação da prova, no primeiro ano de contacto com o Moçambola, não é coisa fácil. Que o diga a Associação Black Bulls, campeão nacional que esperava ver o tapete vermelho estendido no Estádio Municipal 1º de Maio, na 24ª jornada do campeonato. Combativa, e com atitude, equipa de Antoninho Muchanga e Arnaldo Ouana já não vai a tempo de perder o 4º lugar e quer fechar a prova com uma vitória.

Digno vencido e vice-campeão, o Ferroviário da Beira lutou até às últimas consequências para conquistar o seu segundo título, depois do feito alcançado em 2016, na vila de Songo. Há que dar mérito ao trabalho desenvolvido por Akil Marcelino, há que acreditar que na próxima temporada pode haver mais. Agora, resta vencer em casa ao primeiro campeão nacional, Textáfrica de Chimoio.

Condenado à jogar a “liguilha”, numa temporada de incertezas e instabilidade directiva, o Textáfrica de Chimoio não conseguiu superar a ausência de uma abordagem mais profissional no clube.  Só há um caminho, de ora em diante: ensaiar os duelos diante do Desportivo Maputo e Matchedje Mocuba, adversários na luta pela única vaga que assegura a permanência no Moçambola.

Mais do mesmo em Quelimane! O Matchedeje de Mocuba, 12º classificado, bem tentou nas últimas jornadas evitar a “liguilha”, mas perdeu a “batalha” contra o Incomáti. Vestir o fato-macaco, fazer um bom resultado diante da União Desportiva do Songo e galvanizar a equipa para os próximos confrontos é o objectivo da “velha raposa” Nacir Armando. Com o terceiro lugar assegurado, a União Desportiva do Songo pode até se dar ao luxo de rodar a equipa.

O “desastroso” Desportivo Maputo vai a Vilankulo “ambientar-se” ao palco da disputa da “liguilha”, quando se bater com a Associação Desportiva local.

No bairro Alto Macassa, quer mandar a equipa da casa que, diga-se, conseguiu uma manutenção tranquila no campeonato nacional, colocando-se entre os sete primeiros colocados. A Liga Desportiva de Maputo joga em casa domingo com o Ferroviário de Maputo, num duelo entre dois conjuntos que, à partida, traçaram objectivos distintos dada a sua musculatura financeira: luta pela manutenção tranquila e conquista do título.

 

 

 

INFANTINO RENDIDO À CLASSE DA BLACK BULLS

Foto: FIFA

O presidente da FIFA, Gianni Infantino, felicitou a Associação Black Bulls pela conquista, no passado domingo, 31 de Outubro, do campeonato nacional de futebol, Moçambola-2021.

O líder da entidade que tutela o futebol mundial destaca, na carta por si assinada, que o inédito título conquistado pela Black Bulls, no ano de esteia no primeiro escalão do futebol moçambicano, “é, sem dúvida, resultado de um trabalho duro, paixão e comprometimento” daí que “todos no clube devem orgulhar-se desta importante conquista”.

Infantino deixou ainda uma palavra de encorajamento e engajamento a toda estrutura que trabalhou para que a Associação Black Bulls escrevesse, com letras douradas e garrafais, uma página no futebol moçambicano, no sentido de que “continuem a trabalhar com o espírito de equipa, paixão e determinação”.

A finalizar, Gianni Infantino destacou o trabalho realizado pela Federação Moçambicana de Futebol. “Uma palavra de apreço à Federação Moçambicana de Futebol pela sua contribuição no desenvolvimento e na prosperidade do futebol em Moçambique, na região e ao redor do mundo”.

Fernando Gomes, presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), não ficou para trás. O número 1 do futebol português felicitou o técnico Hélder Duarte, 39 anos de idade, pelo ceptro e marcas deixadas no Complexo Desportivo do Tchumene, na Matola.

“Felicito calorosamente Hélder Duarte por se ter sagrado campeão nacional de Moçambique. Esta conquista é certamente o corolário dos anos de trabalho que tem desenvolvido ao serviço do Black Bulls. Com o seu conhecimento e o seu esforço, conseguiu um objetivo que prestigia não só o seu trabalho, como também todo o edifício do futebol português e, particularmente, da nossa escola de treinadores”, enalteceu Fernando Gomes.

 

 

MOÇAMBOLA-2021

Quadro de jogos

26ª jornada

Incomáti                  vs Black Bulls

Fer. Nampula          vs Fer. Nacala

Liga Desportiva       vs Fer. Maputo

Fer. Beira                    vs Textáfrica

AD Vilankulo              vs   Desportivo Maputo

Matchedje Mocuba  vs  UD Songo

Fer. Lichinga               vs Costa do Sol

 

CAMPEÃO NACIONAL, BLACK BULLS,  MOÇAMBOLA,

 

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