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O País – A verdade como notícia

Na luta pelo acesso à elite 12 da Basketball Africa League, liga profissional anunciada pelo criativo comissário da NBA, Adam Silver, e com suporte do antigo Presidente dos EUA, Barack Obama, o Ferroviário da Beira vai travar argumentos este mês no grupo “H” com o City Oilers (Uganda), Kurasini Heat (Tanzânia), Cape Town Rangers (África do Sul), New Star (Burundi) e dois adversários a serem conhecidos nos próximos dias.

BAL é “mola”! É o ponto alto, hoje por hoje, das provas africanas de clubes.  Dezasseis equipas! Dois grupos de oito cada! Sete jogos emocionantes em perspectiva em cada grupo! Seis vagas disponíveis para Elite 12, fase final da Basketball Africa League 2022. Estão, desde já, lançados os dados para a corrida a concorrida quanto atractiva Liga Africana de Basquetebol, prova organizada conjuntamente pela FIBA e NBA.

Marcar presença na gigantesca Arena de Kigali, em 2022, na maior montra do basquetebol e ter um encaixe financeiro de USD 70, 000, 00 seria ouro sobre azul. A marcha faz-se, certo, marchando. E, na luta para colocar, mais uma vez, um representante moçambicano (depois do Ferroviário de Maputo ter caído nos quartos-de-final da edição de estreia) será diante de alguns adversários conhecidos, porquanto travaram argumentos no Soweto, nas eliminatórias da zona VI, e outros que cruzaram caminho do Ferroviário de Maputo ano passado.

Vamos lá aos nomes e dados: Cape Town Rangers, campeão sul-africano, bateu-se a 23 de Outubro deste ano com o Ferroviário da Beira na fase de apuramento da zona VI de acesso à BAL, no Inzibio Hall, no Soweto, Joanesburgo. Em jogo equilibradíssimo, os sul-africanos venceram por um ponto: 86-85. O conjunto de Luiz Hernandez liderou no primeiro e terceiro quartos com parciais de 20-11 e 25 -24, respectivamente. Foram mais fortes os sul-africanos no segundo (29-25) e quarto quartos (22-15).

Com  22 pontos e 7 ressaltos em 35:18 minutos na quadra, Jermel Michele Kennedy foi o melhor cestinha dos “Kamikazes”.  William Kiah Perry, o base norte-americano, secundou-o com 18 pontos, cinco ressaltos e igual número de assistências em 35:21 minutos na quadra.

O City Oilers, do Uganda, não cruzou o caminho do Ferroviário da Beira, certo. Mas foi vítima do seu homónimo de Maputo, em 2019, nas eliminatórias de acesso à edição de estreia da BAL. O Ferroviário de Maputo venceu o City Oilers, por 92-87, em jogo da segunda jornada do grupo E.

Os “locomotivas” da capital condicionaram o seu adversário, controlando o primeiro quarto do jogo com parcial de 23-15 (chegaram mesmo a fazer um parcial de 12-0). Melhor resposta dos ugandeses no segundo quarto, no qual contabilizaram 22 pontos contra 23 do Ferroviário de Maputo (46-37 ao intervalo, vantagem para o CFM).

Na Majestosa Arena de Kigali, após a buzina soar, indicava 67-61 (vantagem para o Ferroviário de Maputo) no final do terceiro quarto.

Ermelindo “Mindo” Novela, agora no rival Ferroviário da Beira, foi o “cara” no derradeiro. Sim senhor: com 23 segundos por se jogar, e com o marcador a indicar 87-89, vantagem para o Ferroviário de Maputo, Ermelindo “Mindo” Novela, defensor por excelência, conseguiu um roubo faz um roubo de bola e converte dois pontos, colocando os campeões nacionais a vencerem por 91-87.

Este ano, integrado no grupo E, o City Oilers terminou na primeiríssima posição com duas vitórias nos duelos diante do Brave Hearts do Malawi (73-43) e Kurasini Heats, da Tanzânia, por 70-49, permanecendo invicto.

No derradeiro jogo, diante dos tanzanianos, Jimmy Enabu liderou o conjunto do Uganda com 13 pontos, três ressaltos e igual número de assistências.

O conjunto orientado por Mandy Juruni controlou o primeiro quarto com um parcial de 11-9 e, ao cabo do segundo, vencia já por 33-26. A experiência e crescimento do City Oilers nos últimos anos foi determinante no terceiro quarto, com a formação ugandesa a disparar para diferença de dois dígitos.

O destaque, no City Oilers, vai sem sombra de dúvidas para Nnamdi Okonkwo, poste nigeriano de 27 anos contratado para fazer a diferença.

O poste, de 2, 13 metros, capturou 13 ressaltos, marcou oito pontos e fez sete bloqueios, enquanto o companheiro de equipa James Okello contribuiu com nove pontos e sete “rebounds”.

Já Tonny Drileba e John Balwigaire adicionaram oito pontos cada, enquanto Titus Odeke marcou sete pontos.

O Kurasini Heats, esse, assegurou a segunda vaga de acesso à elite 16 da Baskeball Africa League ao ocupar o segundo lugar neste grupo com uma vitória (54-27) diante do Bravehearts, a 29 de Outubro, e uma derrota (49 – 70) frente ao City Oilers.

Alinan Musongole, Musa Maruga e Jackson Mwaipyanah foram os pontuadores (com 11, 8 e 7 contabilizados) no duelo em que a equipa tanzaniana garantiu o segundo lugar do grupo.

Integrado no grupo D, divisão Este, o New Star do Burundi foi o primeiro classificado com duas vitórias e “cesto-average” de 147-120. Na estreia, a 29 de Outubro, o New Star venceu o Cobra Sport do Sudão do Sul, por 67-46. Dia seguinte, ou seja, a 30 de Outubro, no fecho da sua participação nas eliminatórias de acesso à BAL, venceu o Ulinzi Warriors do Quénia por oito pontos: 80-72.

 

NOVA ORDEM EM KIGALI

 

O Grupo de Energia de Ruanda (REG) é o novo campeão da Liga Nacional de Basquete (BK) daquele país, após vencer o Patriots (2-0) nos “play-offs” a melhor de três jogos, disputados na Arena de Kigali.

REG começou por superar, na passada sexta-feira, o Pariots por três pontos (66-63) no jogo 1 dos “play-offs” da final. No dia seguinte, nova vitória desta feita por 64-49. O estratega tanzaniano, Henry Mwinuka’s, que idealizou e materializou a segunda conquista do REG no basquetebol ruandês, admitiu que a mesma é fruto de muito sacrifício e coragem em dar outro salto na modalidade da bola ao cesto: “Trabalhámos duro nesta temporada e, nesta altura, somente posso dizer que valeu a pena. Vamos participar na BAL no próximo ano”, disse ao sítio da FIBA-Africa.

Este é o quarto título da liga de Henry Mwinuka, no Ruanda, tendo vencido três anteriores com os Patriots em 2016, 2018 e 2019. O “coach” deixou o Patriots após a primeira fase das eliminatórias à Liga Africana de Basquetebol, prova na qual esta formação venceu quatro jogos disputados em Dar Es Salaam, na Tanzânia.

“Lembro-me que, quando fui contratado pelo REG, disse aos dirigentes do clube que usaríamos o primeiro ano para formar uma equipa e, depois, ganharíamos um campeonato no segundo ano. Estou aliviado pelo facto deste plano ter sido executado muito bem graças ao empenho dos jogadores. É como um grande sonho. Estou muito feliz”, regozijou-se.

E acrescentou, num tom de euforia: “Houve muita pressão porque os jogadores disseram-me que o REG perdeu três finais consecutivas e, isso por si só, precisava mudar. Precisávamos ganhar algo para a nossa gestão e para os adeptos e, para ser honesto, foi muito bom”.

No centro da vitória do REG, estava o capitão da selecção deste país:  Olivier Shyaka. O valoroso jogador teve que trabalhar fundo para arrancar uma das melhores exibições da sua carreira, ao contabilizar 22 pontos e capturar oito ressaltos na vitória memorável diante do Patriots. E saiu, como era de esperar, com o título de MVP (jogador mais valioso)

Emocionado, disse: “Ganhar é divertido com certeza, mas vencer não é o ponto. Querer vencer é o ponto. Não desistir é o ponto. Nunca desistir é o ponto. Nunca ficar satisfeito com o que você fez é o ponto. Significa para a equipa que, quando houver união, haverá sempre a vitória”. Numa outra abordagem, Olivier Shyaka indicou: “Nunca desistimos e fomos pacientes com este momento, mas também nos lembrou o quão doce e maravilhoso é vencer um campeonato. Estamos qualificados para a BAL. Isso significa que temos que trabalhar ainda mais duro. O melhor ainda está por vir”, destacou.

 

MAIS DA BASKEBALL AFRICA LEAGUE

A Basketball Africa League (BAL) é a principal liga de basquetebol masculino da África. A prova movimenta, na fase final, um total de 12 equipas apuradas por meio das competições internas, à semelhança do que acontece na Liga dos Campeões da UEFA, escreve o sítio da BAL.

A BAL lé um esforço conjunto entre a National Basketball Association (NBA) e a Federação Internacional de Basquetebol (FIBA), com patrocínio da Nike, Air Jordan e Pepsi.

A temporada inaugural começou com duas fases de qualificação em Outubro de 2019 e, depois, disputou-se a regular em Maio de 2021. A competição substitui a Liga Africana de Basquetebol. Foi precisamente a 16 de Fevereiro de 2019 que a NBA e FIBA anunciaram planos para estabelecer uma liga continental de basquetebol profissional. Coube ao comissário da NBA, Adam Silver, elaborar os planos para estabelecer a liga. Ficou, desde logo, claro Angola, Egipto, Quénia, Marrocos, Nigéria, Ruanda, Senegal, África do Sul e Tunísia podiam hospedar a embrionária competição. Silver também sugeriu o envolvimento do ex-Presidente dos EUA, Barack Obama, para desempenhar um papel não específico, tendo depois sido designado Amadou Gallo Fall como o primeiro presidente do BAL.

Em Setembro de 2019, a BAL anunciou os locais e as cidades para a temporada inaugural, que incluiu uma “final four” jogada na Kigali Arena em Kigali, Ruanda.

Na elite 16, serão criados dois grupos de oito equipas constituídos pelas duas primeiras classificadas da fase regional de apuramento e os segundos classificados. O AS Salé, campeão nacional de Marrocos, entra directamente nesta fase. A competição terá início a 16 de Novembro de 2021 (Grupo G) e 14 de Dezembro de 2021 (Grupo H). As três primeiras classificadas de cada grupo avançam para a temporada de BAL de 2022.

 

COMPOSIÇÃO DOS GRUPOS

Grupo G

SLAC (Guiné Conacry)

AS Police  (Mali)

SOA (Costa do Marfim)

Nigelec  (Níger)

FAP (Camarões)

AS Salé (Marrocos)

 

Grupo H

City Oilers (Uganda)

Kurasini Heat (Tanzania)

Cape Town Rangers

New Star (Burundi)

O piloto moçambicano de rally todo-o-terreno, Paulo Oliveira, conquistou a medalha de bronze na fase final do campeonato mundial de bajas, que teve lugar no Alentejo, em Portugal, denominado “Baja Portalegre 500”.

Paulo Oliveira, que partiu na segunda posição da tabela classificativa na grande final, teve um pequeno deslize ao sair da pista no segundo dia das provas, o que terá concorrido para que não chegasse ao topo da classificação final.

Ainda assim nada que tirasse a alegria do piloto moçambicano, que mesmo reconhecendo que o objectivo era o primeiro lugar, fica satisfeito com o bronze.

“Começámos a corrida com um 2º lugar, no campeonato do mundo, e o nosso principal objectivo era chegar ao primeiro lugar”, começou por dizer, para depois lamentar o facto de “no primeiro dia, estivemos perto e acabámos em segundo. No segundo dia, tivemos uma saída da pista que nos fez perder muito tempo e ficámos um pouco maltratados, sendo que tivemos de gerir até ao final da corrida”. Entretanto, “levamos para casa uma medalha de bronze, o que acaba sendo muito positivo”, reconheceu Paulo Oliveira.

A “Baja Portalegre 500”, prova na qual Paulo Oliveira conquistou a medalha de bronze, faz parte da Taça do Mundo de Rally Todo-o-Terreno da Federação Internacional do Automóvel, mas também da Taça do Mundo de Bajas em moto.

Conquistas à parte, o próximo passo para Paulo Oliveira é o Mundial de Rally Todo-o-Terreno, Dakar 2022, que terá lugar na Arábia Saudita. Uma competição que terá lugar em Dezembro, tempo suficiente para preparar a sua participação.

“Para já, continuaremos a trabalhar para o Dakar. Faltam dois meses para aquela que é a prova rainha do motociclismo e automobilismo, a ser disputada na Arábia Saudita, para qual viajamos já em Dezembro”, projectou Oliveira que coloca como meta os lugares do pódio.

Para a sua participação nestas competições internacionais, o piloto conta o apoio de várias empresas nacionais públicas e privadas, bem como a Secretaria de Estado do Desporto, a Federação Moçambicana de Automobilismo e Motociclismo (FMAM) e ATCM.

Recorde-se que recentemente o piloto moçambicano foi homenageado pelo Conselho Municipal de Maputo, pela sua entrega ao desporto motorizado e pelo facto de contribuir para a projecção do nome de Moçambique a nível mundial.

Paulo Oliveira tem uma vasta experiência em provas internacionais de motorizadas, que inclui participações em países como Marrocos, Jordânia, Portugal, Espanha, Qatar, entre outros.

Apenas um dos três guarda-redes foi titular neste fim-de-semana. Mas também apenas dois defesas não jogaram nas suas equipas. Os médios, todos eles jogaram e, nos avançados, metade esteve em evidência e outra metade de fora nos seus clubes.

Os embates das duas últimas jornadas de qualificação ao Mundial 2022 estão a aproximar-se e dos jogadores convocados por Chiquinho Conde, alguns deles não têm estado bem nas suas equipas. Mas, outros há, na sua maioria, aqueles que jogam regularmente e podem ser uma mais-valia ao conjunto moçambicano. Analisamos a prestação dos 23 Mambas chamados para os embates diante da Costa do Marfim e Malawi.

 

APENAS O GUARDA-REDES IVAN JOGOU

Dos três guarda-redes convocados por Chiquinho Conde, apenas Ivan, campeão nacional pela Black Bulls, esteve em acção, no embate em que a sua equipa venceu o Ferroviário da Beira e conquistou o título inédito, enquanto Ernan, do Ferroviário de Maputo, não saiu do banco, no embate entre a sua colectividade e o Matchedje de Mocuba.

Já Victor Guambe, do Costa do Sol, continua lesionado e, pelo quarto jogo consecutivo, não representou a sua equipa.

 

MEXER E BONERA ÚNICOS DEFESAS AUSENTES DOS ÚLTIMOS JOGOS

Dos que actuam internamente, todos estiveram em acção. Sidique, na vitória da União Desportiva de Songo sobre a Associação Desportiva de Vilankulo, Fidel e Martinho, que se tornaram campeões nacionais a representar na Black Bulls, na vitória sobre os vice-campeões nacionais.

Dos que actuam além-fronteiras, mais concretamente em Portugal, Zainadine Jr. fez os 90 minutos do jogo em que a sua equipa, o Marítimo, perdeu em casa diante do Gil Vicente, por 1-2, caindo para a penúltima posição, com apenas sete pontos em 10 jogos. Já Bonera, no Marítimo B, esteve no banco no embate entre a sua equipa, que venceu a União da Madeira, por duas bolas sem resposta.

Na França, Reinildo até mandou na defesa do Lille, no Parc des Princes, no embate diante do PSG. Deu luta a Messi, Di Maria e Neymar, viu um cartão amarelo, mas não conseguiu evitar a derrota, por 2-1, já nos instantes finais. O Lille está na 12ª posição, agora com 15 pontos.

Já Mexer, depois de cinco jogos a titular, onde chegou a marcar um golo, teve os dois últimos jogos fora das contas do técnico, por opção.

Por seu turno, Edmilson, que regressa aos convocados, tem estado em evidência na sua equipa, o Cape Town City da África do Sul. É titular nos últimos jogos e pode ser opção esta quarta-feira, no embate diante do Chippa United.

 

TODOS OS MÉDIOS TITULARES NAS SUAS EQUIPAS

Dos Mambas chamados por Chiquinho Conde para a zona intermediária, apenas um actua internamente, nomeadamente Shaquile, do Ferroviário de Maputo. O médio, que também é uma mais-valia para os “locomotivas” da capital do país, esteve em peso na partida diante do Matchedje de Mocuba, que terminou no empate a um golo.

Os restantes actuam fora de portas, com destaque para Luís Miquissone que foi titular na equipa de Pitso Mosimane, o Al Ahly do Egipto, na vitória sobre o National Bank Egypt, à tangente. Miquissone acabou substituído aos 63 minutos, por El Shahat, logo a seguir ao golo da sua equipa. Ainda em África, Kambala também tem estado em grande no Baroka da África do Sul e sempre titular, tal como aconteceu na partida desta terça-feira, diante do TS Galaxy, para a nona jornada da PSL.

Em Portugal, o internacional moçambicano Geraldo Matsimbe, que regressa aos convocados depois de muito tempo de ausência, tem merecido a confiança do seu treinador. Desde que trocou o Costa do Sol pelo clube português da Liga 3, Geraldo é titular na sua equipa, tal como no passado sábado, no nulo diante do Oliveirense.

O mesmo pode dizer-se de Gildo Vilankulos, que, nos últimos três jogos do Amora FC, é titular e já marcou um golo. No domingo, foi substituído aos 87 minutos na vitória da sua equipa sobre o Sporting B, equipa a que se alinhou, a titular, e fez todo o jogo, outro internacional moçambicano, Geny Catamo. Aliás, Catamo voltou à titularidade nesta partida, depois de não ter saído do banco diante do Famalicão, na semana passada.

 

APENAS WITI, KAMO KAMO E DAYO JOGARAM ESTA SEMANA

O único avançado internacional a actuar internamente é Dayo, do Ferroviário da Beira, que foi titular diante da Black Bulls, no jogo que confirmou o título inédito dos “touros”.

De Portugal, Chiquinho Conde chamou três avançados. Clésio, do Marítimo de Portugal, que não tem estado bem. Desde que regressou a Portugal, para representar o Marítimo, apenas fez 18 minutos, tendo feito três jogos, entrando quando faltavam seis minutos para o fim de cada uma delas. Depois de dois jogos sem ser convocado, neste fim-de-semana não saiu do banco de suplentes.

Witi, por seu turno, fez apenas 12 minutos esta segunda-feira pelo Nacional de Portugal, na vitória sobre a Académica, por 2-1. Facto é que o jogador já leva dois golos e duas assistências nesta temporada nas diversas competições, nomeadamente Taça da Liga, Taça de Portugal e II Liga.

Outro moçambicano a actuar em Portugal é Kamo Kamo, no Vitória de Setúbal. Nos primeiros dois, foi suplente utilizado, mas, a partir do terceiro jogo até a esta altura, tem sido titular e já marcou um golo e fez duas assistências. O próximo jogo de Kamo Kamo é na quinta-feira.

Já Domingues, que também marca o regresso aos Mambas, não tem sido utilizado no Royal AM da África do Sul. Fez apenas dois jogos, em Agosto, e de lá para cá oscila entre o banco e a bancada.

Por fim, está Reginaldo Faife, do Akzhayik do Cazaquistão, que não tem sido feliz no regresso a Cazaquistão. Na sua nova equipa, fez apenas três jogos, nos sete a que foi chamado, sendo que, nos últimos três jogos, não saiu do banco.

Estes jogadores chamados por Chiquinho Conde juntam-se, na próxima semana, para os dois confrontos, que fecham a fase de grupos de qualificação ao Mundial 2022, diante da Costa do Marfim e Malawi, respectivamente a 13 e 16 de Novembro, no Benin.

 

EIS A LISTA DE CONVOCADOS

Guarda-redes:

Ernan (Ferroviário de Maputo)

Victor Guambe (Costa do Sol)

Ivan Urrubal (Black Bulls);

 

Defesas:

Sidique (UD de Songo)

Fídel (Black Bulls)

Zainadine Jr. (Marítimo de Portugal)

Bonera (Marítimo de Portugal)

Mexer (Bordéus da França)

Martinho (Black Bulls)

Reinildo Mandava (Lille da França)

Edmilson Dove (Cape Town da África do Sul);

 

Médios:

Kambala (Baroka da África do Sul)

Geraldo (Fafe de Portugal)

Geny (Sporting de Portugal)

Shaquille (Ferroviário de Maputo)

Miquissone (Al-Ahly do Egipto)

Gildo (Amora de Portugal);

 

Avançados:

Witi (Nacional de Portugal)

Clésio (Marítimo de Portugal)

Dominguez (Royal da África do Sul)

Kamo-Kamo (Setúbal de Portugal)

Reginaldo (Akzhayik do Cazaquistão)

Dayo (Ferroviário da Beira)

Depois de, no fim-de-semana, ter perdido surpreendentemente em casa diante do Crystal Palace, por 0-2, na Liga Inglesa, o Manchester City procura redimir-se deste desaire quando receber, no Etihad Stadium, o Club Brugge.

No primeiro encontro da fase de grupos entre as duas equipas, em “Jan Breydelstadion”, a 19 de Outubro, o Manchester City venceu por 5-1.

Riyad Mahrez liderou a equipa inglesa com dois golos marcados aos 43 e 84 minutos. João Cancelo, Kyle Walker e Cole Palmer também marcaram os outros tentos dos “citizens”. Hans Vanaken marcou o golo solitário do Club Brugge, aos 81 minutos.

O Manchester City está em segundo lugar no grupo “A” com seis pontos, enquanto o Club Brugge está na terceira posição com quatro. Na liderança do grupo, está o Paris Saint-Germain com sete pontos. O RB Leipzig encontra-se no quarto lugar sem nenhum ponto.

No ataque do Manchester City, Mahrez tem sido um jogador-chave na presente edição da Liga dos Campeões. O avançado argelino lidera o conjunto orientado por Pep Guardiola com três golos, sendo que o mesmo é o quinto maior goleador da competição. No Club Brugge, o destaque vai para Vanaken, jogador que marcou três vezes na Liga dos Campeões desta temporada.

O Club Brugge encontra-se, actualmente, com uma sequência de cinco partidas sem vencer fora de casa (três vitórias, dois empates e uma derrota) em todas as competições.

Nas últimas seis partidas em todas as competições, o Manchester City venceu três, empatou uma e perdeu duas. Os “citizens” apresentam um saldo de 13 golos marcados e seis sofridos. O Club Brugge, esse, venceu três, empatou duas e perdeu uma nas últimas seis partidas. O saldo dos belgas é de sete golos marcados e oito sofridos.

 

SHAKHTAR TENTA TRAVAR REAL

O golo de Karim Benzema nos descontos na vitória por 5-0 do Real Madrid sobre o Shakhtar, na terceira jornada, seguido do triunfo no “El Clásico” frente ao Barcelona, no fim-de-semana, deixou a confiança do Real Madrid em alta. No entanto, Carlo Ancelotti estará mais preocupado em evitar eventuais distrações dos seus jogadores num encontro potencialmente crucial – tendo certamente presente que os visitantes venceram por 3-2 no Santiago Bernabéu na época passada, embora na presente campanha ainda procurem o primeiro golo.

 

QUADRO DE JOGOS:

Grupo A:

Manchester City   vs Club Brugge

Leipzig vs PSG

 

Grupo B:

AC Milan vs FC Porto

Liverpool  vs Atlético

 

Grupo C:

Borrussia Dortmund vs Ajax

Sporting  vs Beşiktaş

 

Grupo D

Sheriff     vs Inter

Real Madrid  vs Shaktar Donnesk

Prossegue, esta quarta-feira, a disputa da 4ª jornada da Liga dos Campeões Europeus. FC Porto defronta o AC Milan, em desafio do grupo “B”. Já o Sporting recebe o Beşiktaş da Turquia, em jogo do grupo “C”.

Duas formações, que lutam por uma vaga na fase seguinte da Liga dos Campeões, batem-se no mítico “Stadio Giuseppe Meazza”, em Milão.

No primeiro encontro da fase de grupos entre os clubes, o Porto saiu-se vitorioso, vencendo o AC Milan por 1-0, em partida realizada no Estádio do Dragão, a 19 de Outubro. Luis Díaz marcou o único golo dos azuis e brancos aos 65 minutos.

O Porto é o terceiro do grupo com quatro pontos, enquanto os zero pontos do AC Milan colocam o conjunto italiano na 4ª posição. No topo do grupo, está o Liverpool com nove pontos. O Atlético Madrid, esse, segue na segunda posição com quatro pontos.

Díaz e Mehdi Taremi são os marcadores em serviço do FC Porto na actual campanha da Liga dos Campeões, cada um com um golo. O trio formado por Rafael Leão, Brahim Díaz e Ante Rebic são os destaques no AC Milan na Liga dos Campeões, sendo que cada um anotou um tento.

Os visitantes marcaram em cada uma das últimas nove partidas em todas as competições. O FC Porto, aliás, marcou em todas as partidas desde o encontro da Liga dos Campeões com o Atlético de Madrid, em Setembro.

O anfitrião AC Milan perdeu a sua única competição anterior da Liga dos Campeões em casa nesta temporada.

O FC Porto empatou na única disputa anterior nas deslocações à prova esta época.

Nas últimas seis partidas em todas as competições, o Milan venceu cinco e perdeu uma. O Milan tem um saldo de 13 golos marcados e oito sofridos. Já o FC Porto venceu cinco e perdeu um jogo nos últimos seis duelos realizados. O conjunto orientado por Sérgio Conceição marcou 16 golos e sofreu seis no mesmo período, marcando a primeira em três das seis.

As contas deste grupo são tão simples: o Liverpool qualifica-se para os oitavos-de-final se vencer o Atlético, ou se empatar e o Porto não vencer o Milan. O Liverpool será confirmado como primeiro classificado se vencer e o Porto. Por sua vez, o AC Milan fica impossibilitado de terminar nos dois primeiros lugares se perder diante do Porto, ou se empatar e o Atlético vencer o Liverpool. O Milan será confirmado no quarto posto, e fora da luta por um lugar na Liga Europa, se perder e o Atlético ganhar.

No grupo A, o Leipzig  fica impossibilitado de terminar nos dois primeiros lugares se perder diante do Paris, ou se empatar e o City vencer o Club Brugge, embora ainda se possa qualificar para a Liga Europa.

Já no grupo C, o Ajax qualifica-se para os oitavos-de-final se vencer o Dortmund, ou se empatar e o Sporting não vencer o Beşiktaş. O Ajax será confirmado como primeiro classificado se vencer e o Sporting não. Por sua vez, o Beşiktaş fica impossibilitado de terminar nos dois primeiros lugares se perder diante do Sporting, ou se empatar e o Dortmund não perder diante do Ajax. O Beşiktaş será confirmado no quarto posto, e fora da luta por um lugar na Liga Europa, se perder e o Dortmund não vencer.

Finalmente, no grupo D, o  Shakhtar fica impossibilitado de terminar nos dois primeiros lugares se perder diante do Real Madrid e o Sheriff bater o Inter, embora ainda se possa qualificar para a Liga Europa.

As internacionais basquetebolistas moçambicanas Delma Estevão Zita, Madina Camara e Sandra Magoliço irão representar o New Mexico Junior College dos EUA, depois das duas primeiras terem dado nas vistas no Seward County Community College.

Seward County Community College (Lady Saints) foi, é e, decerto, continuará a ser a porta de entrada para jovens talentosas basquetebolistas moçambicanas nos EUA.

Pois, em verdade, e socorrendo-se de números, a instituição baseada em Kansas City é a que mais atletas moçambicanas recebeu no seu bojo: Deolinda Carmen Ngulela, Ilda Chambe, Vaneza Junior, Clitan de Sousa, Sílvia Veloso, Carla Covane, Vilma Covane, Tamara Seda, Manuela Fungate,  Neide Ocuane, Aquila Mucubaquire, Vanda Cuambe, Madina Camara e Hulda Joaquim (ndr: continua no SCCC).

Madina Camara e Delma Zita, o presente do futuro, foram as mais recentes “inquilinas” no Kansas City, deixando, claramente, boas indicações antes mesmo de darem o salto para as “Thunderbids”, neste caso New Mexico Junior College.

Em ano de estreia no basquetebol colegial norte-americano, Delma Zita, tem uma média de 57.5% nos lançamentos de campo (52 lançamentos concretizados em 90 tentados), 34.8% nos tiros exteriores (oito tiros certeiros em 22 tentados), 86.4% na linha de lances livres (19 concretizados em 22 tentados) em 22 jogos.

Mais há mais no que aos seus “targets” nas “Lady Saints” diz respeito: 3.0 ressaltos (65 no total, sendo 15 ofensivos e 60 defensivos), 64 assistências (1.1 por jogo) e igual número de perda de bola e 52 roubos de bola.

A base armadora contabilizou 428 minutos (uma média de 19.5 minutos por partida), entrando para o cinco inicial em dez jogos.

A extremo Madina Camara, produto do Desportivo Maputo, apresentou-se com uma média de 7.9 pontos, 45.5% nos lançamentos de campo (60 concretizados em 132 tentados), 59.2 % na linha de lances livres (29 lançamentos certeiros em 49 tentados) e 35.4% na zona dos 6, 75 metros (17 tiros concretizados em 48 tentados) em 22 jogos.

Madina Camara tem, ainda, o registo de 4.2 ressaltos (89 “rebounds”, no total, sendo 58 defensivos e 31 ofensivos), 1.1 assistência por jogo (24 no global), 21 roubos de bola e 39 “turnovers”.

335 minutos perfazem uma média de 15.9 minutos na quadra, nos quais acrescenta ainda 66 faltas pessoais e duas desqualificações com cinco faltas.

 

DIAMANTES POR LAPIDAR

Com notável evolução, ao sair do Ferroviário das Mahotas (sucursal, diga-se, da equipa principal do Ferroviário de Maputo, bicampeã africana), Delma Zita deu um passo gigantesco ao assumir o papel de base principal da selecção nacional nas janelas de qualificação aos Jogos Olímpicos.

Outrossim, Delma Zita fez parte do “doze” que disputou em 2017 os Jogos da Commonwealth, em Gold Coast, na Austrália, num conjunto então treinado por Leonel “Mabê” Manhique e Deolinda Carmen Ngulela.

Foi, de resto, uma das “rookies” do Campeonato Africano de Basquetebol sénior feminino, em 2019, em Dakar, Senegal, tendo-se apresentado com médias de 3.4 pontos, 2.8 ressaltos e 4.6 assistências.

Fez escola nas selecções de formação, conquistando uma medalha de bronze no “Afrobasket” de sub-18, no Cairo, Egipto, ao lado de um leque de talentos Madina Camara, Carla Covane, Iolanda Pedro Francisco, Verónica Luís Salifu, Bruna da Vitória Argélio, Shelsea Rafael, Cariana Mariamo, Agnes Elisa Chemane, Stela Jone e Zélia Gilberto Banquim.

Nesta prova, na qual “MOZ” foi superiormente conduzido por Leonel “Mabê” Manhique, a base Delma Zita foi a segunda melhor cestinha da selecção nacional, com média de 7, 8 pontos/jogo, tendo sido superada por Sílvia Amadeu Veloso com 16.3.

Segue-se-lhe as peugadas Madina Camara, extremo que despontou no Desportivo Maputo e deu nas vistas no Ferroviário das Mahotas, equipa satélite das actuais bicampeãs africanas.

 

 

Aliás, reza a história, fez parte em 2018, da equipa “B” do Ferroviário que se sagrou vice-campeã nacional, deixando para trás um Costa do Sol sempre à espreita do título, mas a “morrer na praia”.

Camara cumpriu, igualmente, o processo de passagem pelas selecções de formação, ajudando, em 2016, no Cairo, Egipto, a selecção nacional de basquetebol sub-18 a açambarcar a medalha de bronze. Saiu desta prova com média de 7, 3 pontos/jogo, tendo sido a terceira melhor marcadora do país.

Filha do experimentado jogador Octávio Gregório Magoliço, ele que detém o recorde de participações em “Afrobasket’s”, Sandra Magoliço, com impressionante porte físico, é outra atleta que vai jogar no New Mexico Junior College.

Sandra Magoliço  marcou presença, em 2018, junto à compatriota Ester Gomes na NBA Academy Africa, em Dakar, Senegal.

Esta academia tem como objectivo fortalecer habilidades desportivas e de vida das atletas, bem como incuti-las capacidade de liderança.

Sandra Magoliço evoluiu, em 2019, na Tailândia, no Mundial de basquetebol sub-19, terminando a prova com média de 3 pontos, 3.1 ressaltos e 0, 6 assistências por jogo.

Na inédita presença de Moçambique no Mundial, a basquetebolista teve um registo de 25% nos lançamentos de campo (8 em 32), 41. 7% na linha de lances livres (5 em 12) e 22 ressaltos (14 defensivos e oito ofensivos) em 8 minutos na quadra (média de 11.4 minutos).

A Black Bulls conquistou o título nacional de futebol, de forma inédita e virtual, quando falta por disputar uma jornada para o final da prova. Foi preciso o deslize do mais directo perseguidor, no confronto directo, que a proeza, que tinha sido adiada por duas vezes, se concretizou. Agora, o tempo e a hora, é de pensar no futuro, onde as competições africanas esperam pelos “touros”

Não surpreende a ninguém que a Associação Black Bulls esteja no topo do futebol moçambicano, ainda nos primeiros passos da sua participação na alta competição. A trajectória fala por si. Em 2018 entra pela primeira vez na alta competição, para disputar o Campeonato da Cidade de Maputo, prova que conquistou sem nenhuma derrota, ou seja, em 18 jogos obteve 15 vitórias e três empates, somando 48 pontos, relegando à segunda posição o Ferroviário B, que terminou com menos sete pontos.

Nesse ano, em 2018, marcou 46 golos e sofreu apenas 8, tendo tido um saldo positivo de 38 golos.

Era a promessa de um futuro para o futebol moçambicano, olhando para a formação, seu primeiro objectivo quando foi criado.

Chegou ao Campeonato da segunda divisão em representação da Cidade de Maputo, no seu segundo ano da alta competição. Ao lado de clubes renomados do futebol moçambicano, casos da Associação Desportiva de Macuácua, que acabara de descer do Moçambola 2018, Desportivo da Matola, Estrela Vermelha de Maputo, Matchedje de Maputo, Águias Espaciais, os Ferroviários de Gaza e de Inhambane, a Black Bulls não se confinou no facto de ser estreante e “miúdo”, pelo contrário, agigantou-se, e até começou com uma vitória, diante do Temusa Costa do Sol da Massinga, num jogo em que Ejaita começou a aparecer e a mostrar-se, ao apontar dois golos.

Aprendeu dos erros cometidos e os jogadores entregaram-se ao projecto e jogo a jogo foram conquistando pontos que os possibilitaram terminarem a prova em primeiro lugar, com 51 pontos, confirmando a presença no Moçambola-2020 ainda faltando três jornada para o final.

A Associação Desportiva de Macuácua e o Desportivo da Matola de tudo fizeram para contrariar os “touros”, mas debalde, porque a caminhada estava a ser feita com garra e determinação, num esforço conjunto, numa equipa onde não despontavam jogadores conhecidos.

Aliás, Ejaita terminou como melhor marcador da prova, na zona sul, com 17 golos em 22 jogos, ajundando a sua equipa a apontar 29 golos. Nessa temporada de glória, os “touros” terminaram com 16 vitórias, três empates e igual número de derrotas, marcando 29 golos e sofrendo 13.

O nigeriano foi cobiçado pelos grandes do futebol moçambicano e chegou a ser emprestado ao Costa do Sol, por uma temporada, nomeadamente a época 2020, que entretanto, não disputou o Moçambola devido à Covid-19, e acabou voltando à sua Black Bulls.

 

SEM GRANDES CONTRATAÇÕES PARA ENFRENTAR O MOÇAMBOLA-2021

Juneid Lalgy, dono e patrono da Black Bulls, não se deixou levar pela emoção entrar na onda de ser novato no Moçambola e, por isso, precisar dos melhores, desde a equipa técnica até aos jogadores. Embora se tenha falado da chegada de Artur Semedo para treinar a equipa, Lalgy continuou a confiar em Hélder Duarte, numa clara alusão ao ditado que diz “em equipa que ganha não se muda”.

E foi com esse pensamento que, mesmo ao nível dos jogadores, não foi buscar os melhores do país, mas continuou a apostar nos “seus miúdos”, que já vinham jogando juntos há mais de três anos e, por isso, se “conhecerem bem”.

Da equipa base que tinha conquistado a “segundona” da zona sul, os “touros” reforçaram apenas com cinco jogadores, nomeadamente Danito, vindo da ENH de Vilankulos, Xirasse, que esteve no Maxaquene, Hammed, do Desportivo Maputo, Heldinho, do Clube de Chibuto, e Kabine, da LD Maputo.

Os restantes 19 jogadores eram todos da prata da casa, muitos deles da formação e outros que chegaram um ou dois anos antes, vindos do Clube de Chibuto, no âmbito da parceria entre as duas colectividades, não fosse o proprietário da Black Bulls natural daquele distrito da província de Gaza, para além de ter sido vice-presidente daquela colectividade durante quase cinco anos.

Entretanto, ao longo do Moçambola-2021 foi perdendo alguns jogadores, por empréstimo e venda, casos de Cleyd, Dércio e Celton, que foram ao Leixões de Portugal, Danito, que foi à LD Maputo, Valdimiro, que seguiu para Leixões e agora está no Ribeirão FC de Portugal, Cabine, que regressou à LD Maputo, e Bana Soares, que representa agora o Ferroviário de Nacala.

No mercado de transferência de inverno, em Junho, não houve nenhuma entrada nos “touros”.

 

APOSTA DOS JOGADORES ERA CONQUISTAR O TÍTULO

No dia da consagração do título nacional pela Black Bulls, houve uma revelação do presidente da colectividade. “No primeiro dia da reunião com os atletas para preparação da época, eu perguntei ‘qual é o objectivo da nossa participação no Moçambola’, e os atletas disseram ‘olha presidente, queremos atacar o título’. Eu disse ‘bem, se querem atacar o título tem o meu apoio’ e graças a Deus conseguimos”, revelou Juneid Lalgy.

Não porque estavam convictos que assim seria, até porque estavam numa prova com crónicos candidatos, casos dos Ferroviários de Maputo e da Beira, Costa do Sol e União Desportiva do Songo, mas também onde disputavam outras colectividades que já conquistaram a prova, ainda que não fossem candidatas, casos da Liga Desportiva de Maputo e Ferroviário de Nampula.

Mas o arranque promissor, com uma vitória fora de portas (diante do Ferroviário de Nampula por 0-1), mais outra na segunda jornada, em casa (frente a Associação Desportiva de Vilankulo, por 2-0), e mais uma terceira consecutiva, fora de portas (no terreno do Matchedje de Mocuba, por 1-2), que colocaram a equipa na liderança isolada da prova, terão feito desta Black Bulls uma equipa que começasse a pensar que os seus objectivos podem ser alcançados.

Nem mesmo o empate a um golo, em casa, na recepçao ao Ferroviário de Maputo, abalou a equipa, até porque os outros não chegaram a igualar os seus pontos, voltando a alcançar outras vitórias, cinco consecutivas, para começar a ficar tranquilo na tabela classificativa.

Só à 10ª jornada voltou a perder pontos, no empate caseiro a dois golos com o Costa do Sol, mas mesmo assim tinha uma vantagem de quatro pontos em relação ao Ferroviário da Beira, e cinco em relação ao Ferroviário de Maputo, seus directos perseguidores.

Fechou a primeira volta com mais duas vitórias e um empate, sem abertura de contagem, na deslocação a Chiveve, diante dos “locomotivas” locais, totalizando 33 pontos, mais seis que o directo perseguidor.

Já nessa altura a grandeza deste novato começava a evidenciar-se e estremecia os chamados grandes do futebol moçambicano.

 

SEGUNDA VOLTA MAIS COMPETITIVA E COM ALGUNS DESLIZES

O arranque da segunda volta, porém, terá deixado uma “pulga atrás da orelha” quando perdeu em casa, diante do Ferroviário de Nampula. Mas o Ferroviário da Beira não fez melhor e também perdeu, deixando tudo igual em relação a diferença de pontos. Quem chegou a estremecer o plano foi a Uniao Desportiva de Songo, que ficou a cinco pontos dos “touros”.

Mas na segunda jornada da segunda volta a Black Bulls e o Ferroviário da Beira venceram e a UD Songo perdeu, voltando a abrir caminho para o sucesso da turma de Tchumene, que ainda assim chegou a ficar beliscada quando teve dois empates consecutivos, com o Ferroviário de Maputo e UD Songo. Nessas duas jornadas o Ferroviário da Beira venceu e ficou a dois pontos.

Mas a campanha irregular dos seus directos perseguidores e a sua boa reacção ao momento, voltaram a abrir espaço para cinco pontos entre “touros” e “locomotivas” de Chiveve, que não mais se reduziu, porque o Ferroviário da Beira imitava o mesmo resultado da Black Bulls em todas jornadas subsequentes.

A derrota diante do Ferroviário de Lichinga só abriu caminho para que o jogo do título fosse em sua casa, diante do directo perseguidor, o Ferroviário da Beira. 3-1 que não deixaram margens para dúvidas em relação ao alcance do objectivo projectado pela colectividade de Tchumene na prova.

Conquistou o seu primeiro título (sim, primeiro, porque com este andar vem muitos mais títulos pela frente) inédito e de forma virtual, a uma jornada do fim do Moçambola-2021.

Por isso mesmo há que dizer “ode aos vencedores regulares da prova”!

 

Dirigentes rendidos à campanha da Black Bulls

A Liga Moçambicana de Futebol não quis perder a oportunidade de entrar na história da festa do título da Black Bulls e levou as medalhas e a taça para Tchumene, até mesmo para moralizar os “touros”, que não queriam ver o troféu regressar com Ananias Couana e seus colegas.

Foi entregue a taça e as medalhas, tanto para o campeão nacional, Black Bulls, bem como para o vice-campeão nacional, Ferroviário da Beira, que mesmo com a derrota não mais perde a vice-liderança.

No final, Gilberto Mendes, Calisto Cossa e Ananias Couana mostraram-se rendidos à campanha da Black Bulls, que consideram um justo vencedor, olhando para o projecto, campanha e regularidade ao longo do ano. Estes dirigentes falaram do facto de uma equipa com tamanha infra-estrutura como a que a Black Bulls tem, ser uma equipa que facilmente vai conquistar títulos, porque “tem tudo para dar certo”. E está a dar.

Por ora, à Black Bulls resta começar a pensar na próxima época, não só para revalidar o título, mas para atacar outras provas, casos da Taça de Moçambique (que este ano não se disputou) e as afrotaças, onde vai representar o país na Liga dos Campeões.

Até porque disputar as competições africanas é uma montra para os jogadores se mostrarem ao continente e ao mundo, a espreita de possíveis contratações para o estrangeiro. Uma vantagem não só para os jogadores, mas também para o patrono da colectividade.

 

EJAITA A TRÊS GOLOS DO PRÉMIO DE MELHOR MARCADOR

Com a jornada 25 do Moçambola a produzir 13 golos, com maior número de golos apontados na partida entre Black Bulls e Ferroviário da Beira, que saiu a sorrir é o “touro” avançado nigeriano, Ejaita, que apontou dois golos e contabiliza já 17, os mesmos números marcados em 2019, na segunda divisão, zona sul.

Uma boa marca para um avançado, que tem uma média de quase um golo por jogo, tendo conta que fez 19 dos 25 jogos da Black Bulls.

Os dois golos apontados diante dos “locomotivas” de Chiveve aproximam o jogador da meta aprovada pela Liga Moçambicana de Futebol para os melhores marcadores, que é de 20 golos por temporada, para ser coroado, com direito a premiação, como artilheiro da prova.

Ejaita afasta-se, também, do directo perseguidor, Dje, do Ferroviário de Lichinga, que nesta jornada ficou em branco e continua com 13 golos, e também de Dayo, que também não marcou e mantém-se com 11 golos apontados.

Nesta jornada, Dilson, que apontou o golo que deu a vitória à Liga Desportiva de Maputo diante do Costa do Sol, fez o seu quinto golo na presente temporada. James, do Matchedje de Mocuba, estreou-se a marcar no empate da sua equipa diante do Ferroviário de Maputo, enquanto Celso, que apontou o golo de empate, fez o seu terceiro golo da competição.

Já Kwali e Maxel, que marcaram no triunfo da União Desportiva de Songo diante da Associação Desportiva de Vilankulo, apontaram o terceiro golo, para cada um, esta temporada, enquanto Betão, que marcou o golo de honra da Associação Desportiva de Vilankulo, fez o seu segundo golo.

Na última jornada, no embate entre Incomáti de Xinavane e Black Bulls, Ejaita precisa marcar três golos para terminar com 20, e vencer o prémio dos artilheiros do Moçambola-2021.

Já é um dado adquirido. A Associação Black Bulls sagrou-se, hoje, campeã nacional de futebol, ao derrotar o Ferroviário da Beira, por 3-1, em partida inserida na 25.ª e penúltima jornada do Moçambola. Os números dos “touros” são impressionantes e arrebatadores.

Parece pouco. Nem tanto! A Associação Black Bulls já faz parte da história. Em apenas 13 anos de existência já tem o seu espaço no olimpo dos campeões. Motivos para festejar os “touros” têm demais, quiçá até de sobra. Comecemos do início. O percurso airoso da ABB começa a desenhar-se na primeira jornada, em que a turma orientada pelo português Hélder Duarte vence o Ferroviário de Nampula por 2-1.

Ainda era um ilustre desconhecido, mas, aos poucos e graças à sua prestação, tão cedo a ABB arrebatou os corações dos amantes do desporto-rei. Despidos dos complexos de inferioridade, os “touros” desde logo intrometeram-se no núcleo duro do Moçambola, os chamados “grandes” e crónicos candidatos ao título.

Como corolário disso, a turma de Tchumene viria a terminar a primeira volta na primeira posição, com 33 pontos, frutos de 10 vitórias, três empates e nenhuma derrota. Mas nem tudo foi um mar de rosas. No arranque da segunda volta, a equipa foi surpreendida em casa pelo Ferroviário de Nampula, ao perder por 0-1, naquela que foi a primeira derrota desta formação. 0

Feridos no seu orgulho, nas jornadas subsequentes os “touros” não vergaram, logrando resultados positivos, quer jogando no seu reduto, bem como em terreno alheio. Números!? Sim, números! Os números, esses, são impressionantes e arrebatadores. Basta dizer que a Associação Black Bulls sofreu, até sagrar-se campeã nacional, apenas duas derrotas, curiosamente diante dos Ferroviários, desta feita de Nampula e Niassa. Como se não bastasse pelo mesmo resultado, 1-0. Os “touros” somam 57 pontos, frutos de 17 vitórias, seis empates e, tal como dissemos, duas derrotas. Há mais! A ABB conserva o estatuto de equipa mais concretizadora da prova, ao marcar 46 golos. Os dados estatísticos deste emblema são, de resto, simpáticos. A Associação Black Bulls é a equipa que mais goleadas infringiu aos seus adversários. Foram ao todo seis. Para além de ser a equipa com mais vitórias, a ABB cometeu a proeza de ser a equipa com mais jogos sem perder, no caso 13. Com um plantel de 24 jogadores, a ABB tem uma média de idade de 22, 50.

EJAITA, Ó EJAITA

O futebol vale mais pelo colectivo. Sim, sempre será assim. Ora, há um nome que salta à vista. Trata-se de Ejaita. De nacionalidade nigeriana, de 21 anos de idade, Ejaita é o melhor marcador da sua equipa e do Moçambola, com 17 golos. É, por isso, o menino que nasceu dos ovos de ouro nas hostes dos “touros”. Com 1065 minutos, durante a prova o avançado nigeriano participou directamente em 15 golos, fazendo assistências, tendo ainda marcado um golo na condição de suplente.

À semelhança de Ejaita, Melque foi também um jogador preponderante nesta formação. É o segundo melhor marcador da equipa, com oito golos. Durante a prova, o internacional moçambicano fez 861 minutos. Os dois atacantes são um abono de família da Associação Black Bulls.

TRÊS MOSQUETEIROS NA “LIGUILHA”

As formações de Matchedje de Mocuba, Textáfrica de Chimoio e Desportivo Maputo são as que irão disputar a “liguilha”, prova na qual o vencedor irá garantir a manutenção. A prova terá lugar na cidade de Inhambane. As três equipas tiveram, durante o Moçambola, uma prestação desastrosa.

O Desportivo Maputo e o Textáfrica de Chimoio enfrentaram, para além de crise, resultados, problemas financeiros, aliados à desestabilização directiva. No meio a mares de incertezas, os dois históricos do futebol nacional tentaram resistir, mas sem sucesso. Doutro lado da barricada, não se pode dizer o mesmo em relação ao Macthedje de Mocuba.

Os “militares” enfrentaram apenas a crise de resultados, o que precipitou a mudança de treinador. Ainda assim, Nacir Armando foi impotente, ao não conseguir evitar a despromoção. Na sua primeira aventura na maior prova futebolística nacional, o sonho do Matchedje de Mocuba esvaiu tão cedo.

 

Resultados da 25.ªJornada

Costa do Sol – Liga Desportiva de Maputo (0-1)

Ferroviário de Maputo – Matchedje de Mocuba (1-1)

Desportivo Maputo – Ferroviário de Nampula (1-1)

Ferroviário de Nacala-Incomáti de Xinavane (0-0)

União Desportiva d Songo – Ass. Desportiva de Vilankulo (2-1)

Ass. Black Bulls – Ferroviário da Beira (3-1)

Textáfrica de Chimoio – Ferroviário de Nampula (1-0)

 

Jogos da 26.ª Jornada

Liga Desportiva de Maputo – Ferroviário de Maputo

Ferroviário de Lichinga – Costa do Sol

Ferroviário da Beira – Textáfrica de Chimoio

Incomáti de Xinavane – Ass. Black Bulls

Ferroviário de Nampula – Ferroviário de Nacala

Ass. Desportiva de Vilankulo – Desportivo Maputo

Matchedje de Mocuba – União Desportiva de Songo

Na semana passada, foi apresentado o seleccionador nacional dos Mambas, Chiquinho conde, que já divulgou a sua primeira convocatória dos jogadores que vão defrontar a Costa do Marfim e o Malawi, a 13 e 16 de Novembro próximo, para a quinta e sexta jornadas do grupo D de qualificação ao Mundial do Qatar.

Mas, a constituição da equipa técnica ainda não está completa, faltando ainda oficializar os treinadores que vão trabalhar com Chiquinho Conde, nomeadamente os adjuntos, guarda-redes e preparador físico.

O vice-presidente da Federação Moçambicana de Futebol para as selecções nacionais, Martinho “Paíto” Mucuane, disse, aquando da conferência de imprensa da divulgação da convocatória dos Mambas, que decorria um trabalho de análise das propostas feitas pelas duas partes, que passam por ter uma equipa técnica composta por treinadores moçambicanos, que poderia ser acrescida por outros estrangeiros, mas com a última palavra a caber ao seleccionador nacional, Chiquinho Conde.

“Chiquinho Conde terá uma equipa técnica com bastante experiência, o mister conhece o trabalhão que vem fazer na selecção nacional e aquilo que nós temos feito é tentar criar todas as condições para que possa trabalhar bem e ele, obviamente, é que vai escolher a sua equipa técnica. Neste momento, está a analisar e, em momento certo, vai anunciar a composição da sua equipa técnica que será competente, porque será escolhida por si mesmo”, disse Paíto.

Assim, falta apenas que essas figuras sejam oficializadas, uma vez que já são conhecidos os nomes dos que vão trabalhar com o técnico moçambicano, nomeadamente Eduardo Jumisse, que será o seleccionador nacional adjunto; Manuel Valói, que será treinador de guarda-redes, e Florêncio Tembe, preparador físico, estes dois últimos que fazem parte, também, da estrutura do Ferroviário de Maputo, e que vão marcar o regresso à selecção nacional, depois de lá terem estado com Luís Gonçalves.

Pelas informações que correm nos corredores, não está colocada de lado o regresso de Nasser Carimo, também conhecido por Nelinho, que trabalhou com Abel Xavier e Luís Gonçalves, nas anteriores equipas técnicas dos Mambas.

Por um lado, estão duas figuras já experientes em matérias de treinamento, nomeadamente Manuel Valoi e Florêncio Tembe, com largos anos de trabalho em equipas moçambicanas e na selecção nacional, mas, do outro, temos um novato na formação, que fez parte do curso de treinadores de formação de nível C, recentemente feito na província de Maputo, nomeadamente Eduardo Jumisse.

Como jogador, Jumisse passou por vários clubes nacionais e estrangeiros, com destaque para o Maxaquene, último clube que representou na capital do país e, com o qual, pendurou as chuteiras em 2020, mas também pelo 1º de Agosto de Angola, clube pelo qual conquistou dois títulos de campeão.

Os três treinadores serão oficializados esta semana para auxiliarem Chiquinho Conde a partir da próxima semana, quando iniciarem os trabalhos de preparação para os dois embates que terão lugar em Benin, a 13 de Novembro, diante da Costa do Marfim, e três dias depois, como anfitrião, diante do Malawi.

Recorde-se que Moçambique ocupa a última posição da tabela classificativa com apenas um ponto em quatro jogos, fruto do empate caseiro, na jornada inaugural, diante da Costa do Marfim, e três derrotas, com Malawi e Camarões, recentemente, resultados que ditaram o afastamento da equipa técnica anterior, liderada por Horácio Gonçalves.

 

COSAFA DE FUTEBOL DE PRAIA COM NOVAS DATAS

A primeira edição do Torneio COSAFA de Futebol de Praia, inicialmente marcado de 8 a 14 de Novembro próximo, na cidade sul-africana de Durban, tem novas datas, devendo decorrer de 14 a 20 do mesmo mês e no mesmo local.

Segundo uma nota emitida pela organização, as delegações serão esperadas em Durban, a partir do dia 11, sendo recomendado que cada comitiva seja integrada por vinte elementos, dos quais 14 jogadores e seis oficiais.

Entretanto, o combinado nacional continua a trabalhar arduamente, na Arena da Costa do Sol, em Maputo, para aprimorar todos os aspectos do processo de jogo, conforme garantiu o seleccionador nacional, Abineiro Ussaca.

Moçambique vai participar deste torneio depois de conquistar, este ano, o título de vice-campeão africano, no CAN de Senegal 2021 e o terceiro lugar do Grupo “B” no Mundial da Rússia, em Agosto.

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