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O País – A verdade como notícia

Yann Lamy desafia-se a correr 24 horas sem parar, no próximo dia 21 de Maio, no circuito de manutenção António Repinga. O atleta tem como objetivo a massificação da modalidade, mas, também, uma entrada no Guinness book.

Será um facto inédito em Moçambique e em África. Pela primeira vez um atleta vai percorrer 24 horas sem parar numa pista de atletismo. Esta é a pretensão de Yann Lamy, atleta francês, naturalizado moçambicano, que pretende massificar o atletismo no país.

Yann Lamy, de 43 anos de idade e residente na ilha da Inhaca, diz que esta não é a primeira aventura desportiva que realiza.

Para a Federação Moçambicana de Atletismo, que apoia esta iniciativa, é uma oportunidade de colocar o país no panorama do desporto Mundial através de uma entrada no Guinness book.

Yann Lamy vai fazer 24 horas de corrida a partir das 8 horas do dia 21 de Maio, tendo previstas apenas cinco paragens de menos de 10 minutos cada.

Abineiro Ussaca confirma a sua ida ao Marselha da França, emblema francês que, de 5 a 12 de Junho, vai participar na Liga dos Campeões Europeus, cuja fase final será em Nazaré, Portugal, numa competição que contará com a presença de 18 equipas. Ussaca leva consigo a sua joia, claro, o Nelson.

Está confirmado. Abineiro Ussaca vai mesmo treinar o Marselha da França, numa empreitada em que o emblema europeu também piscou o olho para Nelson, jogador que tem sido uma referência obrigatória na selecção nacional de futebol de praia.

As conquistas que Ussaca tem vindo a amealhar no comando técnico do combinado nacional terão pesado para que o Marselha se interessasse pelos seus serviços. Basta dizer que, nos últimos dois anos, Abineiro Ussaca tem registado um saldo positivo, no que diz respeito à performance da selecção nacional, elevando, por isso, a bandeira nacional no concerto das nações, sobretudo na tribo que respira o futebol de praia.

Apesar de o processo da sua ida ao velho continente já estar encaminhado, para já as questões burocráticas constituem um entrave. Ainda assim, segundo o treinador, tudo indica que, nos próximos dias, os mesmos poderão ser ultrapassados, visto que o interesse pelos seus serviços é maior por parte do Marselha.

Caso se efective nos próximos dias, a ida dos dois moçambicanos à França está prevista para dia 24 do mês em curso. A ligação com o emblema francês poderá durar apenas 21 dias, visto que a sua contratação será apenas com o objectivo de ajudar a equipa a conquistar a Liga dos Campeões Europeus.

Para Abineiro Ussaca, a sua ida à França constitui um ganho para o desporto moçambicano, na medida em que o nome do país merecerá destaque. Entende, também, que a sua ida àquele país europeu é sinal de que Moçambique está a realizar um trabalho vistoso na modalidade de futebol de praia.

Para além do Marselha, o técnico diz que tem recebido muitos convites para orientar equipas de fora de Moçambique, com destaques para emblemas de Portugal, Egipto e Marrocos, facto que o faz ter noção do trabalho que tem vindo a desenvolver.

Entretanto, Abineiro Ussaca lamenta o facto de a informação da sua ida ao Marselha ter vazado. Diz ainda que outras informações não constituem a verdade.

“Nunca fui contactado para falar sobre esse assunto. Fico espantado quando algumas pessoas mal-intencionadas afirmam que entraram em contacto comigo”, lamenta o treinador.

Abineiro Ussaca confirma a sua ida ao Marselha da França, emblema francês que, de 5 a 12 de Junho, vai participar na Liga dos Campeões Europeus, cuja fase final será em Nazaré, Portugal, numa competição que contará com a presença de 18 equipas. Ussaca leva consigo a sua joia, claro, o Nelson.

Está confirmado. Abineiro Ussaca vai mesmo treinar o Marselha da França, numa empreitada em que o emblema europeu também piscou o olho para Nelson, jogador que tem sido uma referência obrigatória na selecção nacional de futebol de praia.

As conquistas que Ussaca tem vindo a amealhar no comando técnico do combinado nacional terão pesado para que o Marselha se interessasse pelos seus serviços. Basta dizer que, nos últimos dois anos, Abineiro Ussaca tem registado um saldo positivo, no que diz respeito à performance da selecção nacional, elevando, por isso, a bandeira nacional no concerto das nações, sobretudo na tribo que respira o futebol de praia.

Apesar de o processo da sua ida ao velho continente já estar encaminhado, para já as questões burocráticas constituem um entrave. Ainda assim, segundo o treinador, tudo indica que, nos próximos dias, os mesmos poderão ser ultrapassados, visto que o interesse pelos seus serviços é maior por parte do Marselha.

Caso se efective nos próximos dias, a ida dos dois moçambicanos à França está prevista para dia 24 do mês em curso. A ligação com o emblema francês poderá durar apenas 21 dias, visto que a sua contratação será apenas com o objectivo de ajudar a equipa a conquistar a Liga dos Campeões Europeus.

Para Abineiro Ussaca, a sua ida à França constitui um ganho para o desporto moçambicano, na medida em que o nome do país merecerá destaque. Entende, também, a sua ida àquele país europeu é sinal de que Moçambique está a realizar um trabalho vistoso na modalidade de futebol de praia.

Para além do Marselha, o técnico diz que tem recebido muitos convites para orientar equipas de fora de Moçambique, com destaques para emblemas de Portugal, Egipto e Marrocos, facto que o faz ter noção do trabalho que tem vindo a desenvolver.

Entretanto, Abineiro Ussaca lamenta o facto de a informação da sua ida ao Marselha ter vazado. Diz ainda que outras informações não constituem a verdade.

“Nunca fui contactado para falar sobre esse assunto. Fico espantado quando algumas pessoas mal-intencionadas afirmam que entraram em contacto comigo”, lamenta o treinador.

O presidente da Nigéria, Muhammadu Buhari, aprovou a suspensão daquele país de todas as competições internacionais de basquetebol. A decisão do presidente foi tornada pública em comunicado emitido pelo ministro da Juventude e Desenvolvimento do Desporto, Sunday Dare. Presença nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2022, as equipas masculina e feminina pagam factura cara pela desorganização interna.

A crise que abala o basquetebol nigeriano ganhou outros contornos! Gritantes, alarmantes e apelativos para uma reflexão profunda para quem domina a modalidade da bola ao cesto, inspira novos talentos e produz grandes estrelas. Pois, esta quinta-feira, contra todas as expectativas, o presidente Muhammadu Buhari aprovou a retirada da Nigéria de todas as competições internacionais de basquetebol por um período de dois anos. A suspensão, imediata, deve-se à crise de liderança na Federação Nigeriana de Basquetebol (NBBF).

O cancelamento ao mais alto nível segue-se à decisão tomada quinta-feira pelo Ministério de Desenvolvimento e Desporto de retirada, devido, igualmente, à onda de protestos protagonizada por jogadores em Abuja.

O basquetebol, num país afectado por terrorismo e crises sistémicas, é um escape e fonte de orgulho. E não é fácil argumentar: as equipas masculina (D’Tigers) e feminina (D’Tigress) evoluíram nos Jogos Olímpicos Tóquio 2020.

Mais: em femininos, a Nigéria domina o continente e ostenta o estatuto de tricampeã africana (conquistou a prova em 2017, em Bamako, Mali, 2019, em Dakar, Senegal, e 2021, em Yaoundé, Camarões).

Participara, para os desgostos dos moçambicanos, nos Jogos Olímpicos de Verão de 2004, na Grécia, após conquistar o Campeonato Africano disputado um ano antes em Maputo. Há ainda a assinalar a presença nos mundiais de basquetebol de 2018, em Tenerife, Espanha. Este ano, precisamente entre os dias 22 de Setembro e 1 de Outubro de 2022, a Nigéria devia disputar o Mundial de basquetebol em Sydney, Austrália.

Porque a decisão apanhou todos de surpresa e causou indignação, havia da parte do Governo que explicar as razões com argumentos bastantes.

“Após a crise sem fim que atormentou e quase prejudicou o desenvolvimento do basquetebol na Nigéria, o presidente Buhari aprovou a retirada de todas as competições internacionais de basquetebol por um período de dois anos. Isso tem efeito imediato”, disse o secretário permanente do Ministério do Desenvolvimento e Desporto, Ismaila Abubakar, citado pela “Afrikapage”.

O passo que se segue é a criação de um Comité de Gestão Interina (IMC) para supervisionar a gestão e o desenvolvimento das ligas nacionais de basquete na Nigéria.

E este processo passa, segundo Ismaila Abubakar, por “concentrar todos os esforços para renovar a modalidade da bola ao cesto desde as bases, bem como as ligas domésticas que se tornaram moribundas”.

É mister refrear os ânimos de quem dá tudo pela modalidade e representa condignamente a Nigéria em provas internacionais.

“Apelo aos jogadores, dirigentes, fãs e outras partes interessadas no basquetebol para ficarem calmos, enquanto o Governo cria condições para levar a cabo iniciativas a longo e médio prazos para reposicionar, sustentar e estabilizar o basquetebol e manter o sucesso do país”, apelou Ismaila Abubakar.

Os Mambas vão jogar com o Ruanda a 2 e não 3 de Junho, na África do Sul, em jogo da primeira jornada do grupo L de qualificação ao Campeonato Africano das Nações.

O primeiro duelo dos Mambas no acesso ao CAN-2023 estava inicialmente agendado para 3 de Junho, mas a Namíbia marcou um treino precisamente para esta data no FNB Stadium, palco das partidas de abertura e final do Mundial 2010.

Assim sendo, a Federação Moçambicana de Futebol viu-se forçada a antecipar o jogo dos Mambas com os ruandeses para um dia antes, 02 de Junho, às 18 horas, sendo que, em coordenação com o seleccionador nacional, se projecta ainda um estágio de cinco dias na África do Sul.

Antes, a selecção nacional deverá mesmo efectuar um jogo amigável com a sua similar de eSwatini no campo da Associação Black Bulls.

Próxima semana, Chiquinho Conde deverá anunciar a convocatória dos Mambas para as duas primeiras jornadas de qualificação ao CAN Costa do Marfim-2023.

A partida entre Moçambique e Ruanda será dirigida por uma equipa de arbitragem da Etiópia, chefiada por Bamlak Tessema Weyesa, auxiliado por Samuel Atango Temisgin e Fasika Biru Yehualashet Fasika.

O quarto árbitro é Tewodros Mitiku e o comissário é o tanzaniano Khalid Abdallah Mohamed.

Luís Miquissone pode confirmar, este sábado, 14 de Maio, a inédita presença de um futebolista moçambicano na final da Liga dos Campeões Africanos. O Al Alhly do Egipto, conjunto que representa, mede forças com o ES Sétif da Argélia, em jogo da segunda “mão” das meias-finais da “Champions” africana.

No duelo da primeira “mão”, o Al Alhy recebeu e goleou o ES Sétif, da Argélia, por 4-0, com os tentos dos egípcios a serem apontados por Percy Tau (30 e 90 minutos), Taher Mohamad (54 minutos) e Mohamed Sherif (72’).

Pelo que, no duelo da segunda “mão”, Luís Miquissone e companhia podem até empatar para garantirem a terceira presença consecutiva na final.

Mesmo sem o estatuto de titular, sendo em algumas ocasiões segunda opção e lançado para os jogos na segunda metade pelo sul-africano Pitso Mosimane, Miquissone ainda procura afirmar-se no Al Alhly.

PETRO COM MISSÃO DIFÍCIL

O Petro de Luanda defronta, esta sexta-feira, o Wydad de Casablanca em desafio da segunda “mão” das meias-finais da Liga dos Campeões Africanos.

Em desvantagem no duelo das meias-finais, mercê da pesada derrota (1-3) averbada em Luanda, no jogo da primeira “mão”, não se adivinha fácil, embora possível, a missão do único “sobrevivente” angolano na Liga dos Campeões de África tentar inverter a eliminatória a seu favor, escreve o Jornal de Angola.

Com dois golos de vantagem na eliminatória e a jogar em casa e perante os adeptos, o Wydad de Casablanca goza de todas as condições para confirmar o apuramento. E mais: provou ser uma equipa demasiado adulta, experiente, que ostenta qualidade individual, colectivo forte e capaz de criar sérios embaraços ao Petro.

Se os tricolores forem capazes de repetir a inspirada exibição muito bem conseguida na eliminatória frente ao Mamelodi Sundowns da África do Sul, seguramente que o desfecho pode ser milagroso para o único representante angolano nas competições sob égide da CAF.

Alexandre Santos assume um discurso realista na abordagem ao jogo de decisão da eliminatória. O treinador do Petro de Luanda reconhece que a derrota caseira (1-3) comprometeu as ambições da equipa à final da Liga dos Campeões.

“O resultado do jogo da primeira mão complica as nossas aspirações de chegar à final. Levamos uma grande desvantagem para a segunda mão e sei que será muito difícil, porque sabemos que a equipa teremos pela frente, diante do seu público”, confessou.

Isenta da ronda preliminar, a pugilista olímpica Alcinda Panguana estreia-se, esta sexta-feira, no Campeonato Mundial de Boxe, prova a decorrer em Istambul, na Turquia. Panguana vai combater, na categoria 60-70 kg, a mexicana Brianda Tamara Cruz Sandoval.

Brianda Tamara Cruz Sandoval é uma pugilista de 22 anos, que já conquistou a medalha de bronze na categoria nos Jogos Pan-Americanos de 2019 em Lima, capital do Peru.

Esteve presente nos Jogos Olímpicos de Tóquio, naquela que foi a sua estreia no maior evento desportivo do planeta.

Uma das melhores pugilistas da actualidade no país, Alcinda Panguana pode, igualmente, gabar-se de ter marcado presença nos Jogos Olímpicos 2020.

A pugilista, de 27 anos, chegou aos quartos-de-final, fase em que foi afastada pela chinesa Hong Gu. Pannguana perdeu a partida por 5-0, falhando um “KO” técnico diante de um atleta experiente que carregava consigo muita estrada no boxe que se reflectiam em presenças nos mundiais da modalidade de 2016, em Astana, no Cazaquistão, e em 2019, em Nova Deli, na índia.

E parte para este Mundial motivada depois da excelente prestação no Campeonato Africano de boxe da zona IV, prova realizada em Maputo.

O vencedor desta partida terá pela frente, nos quartos-de-final, a realizarem-se a 16 de Maio,  Cindy Winner Ngamba.

Quarta-feira, na estreia, Rady Gramane conseguiu uma importante vitória no combate com a tailandesa Pornnipa Chutee por 5-0 (30-27, 30-27, 30-26, 29-28 e 30-27) nos 32-avos-de-final de peso-médio 70-75 Kg.

Na próxima etapa, sábado, 14 de Maio, Rady Gramane terá, como adversária, Suyeon Seong da Coreia do Sul. Gramane é, igualmente, uma das pugilistas que tem alcançado bons resultados e prestigiado a bandeira de Moçambique em eventos internacionais.

A título de exemplo, em Fevereiro deste ano, conquistou a medalha de prata na 66.ª edição do reconhecido e prestigiado Bocskai Memorial Tournament.

Fazia-se, desta forma, história no boxe moçambicano, porquanto o país se colocava no topo de uma competição com insígnias da IBA que movimentou pugilistas de elite de 17 nações.

Serve de referência dizer que esta prova fez desfilar, ainda na Hungria, a brasileira Beatriz Ferreira, medalha de ouro no Campeonato Mundial de Boxe Feminino da AIBA 2019, e Surmeneli Busenaz, campeã olímpica dos 69 Kg em Tóquio.

Destaque ainda para o ucraniano Yuriy Zakharieiev, primeiro pugilista na história do desporto a ganhar as medalhas de ouro no Campeonato Mundial de Boxe Juvenil da AIBA e no Campeonato Mundial de Boxe de Elite Masculino da AIBA no mesmo ano.

Ferroviário da Beira e Associação Black Bulls protagonizam, domingo, às 15h00, no “Caldeirão” do Chiveve, o jogo de cartaz da 2ª jornada do Moçambola-2022. É um duelo, por ordem, entre o vice-campeão e o campeão nacional. É uma partida que nunca será qualquer, pelo que vai acontecer, domingo, no Chiveve.

Haverá, certamente, uma peregrinação domingo ao “Caldeirão” do Chiveve, palco do jogo “must” da jornada dois do campeonato nacional. E o início pode ser semelhante ao final da última época, com “touros” e “locomotivas” do Chiveve a reivindicarem o estatuto de seríssimos candidatos ao título. Mais: romperem com o ciclo ganhador dos chamados grandes e históricos do futebol moçambicano.

Um arranque em falso, com derrota caseira diante da União Desportiva do Songo, não deixou nem tão pouco Inácio Soares na condição de pessoa mais tranquila do mundo. Aliás, iniciar a defesa do título de campeão nacional com vitória é sempre motivador para um grupo que será alvo a “abater” até pela excelente campanha que fez ano passado.

É nesta senda que a Associação Black Bulls se desloca ao sempre difícil “Caldeirão” do Chiveve para procurar conquistar, domingo, os primeiros pontos no campeonato. Derreter a estrutura defensiva contrária, defender de forma compacta, recuperar a bola rapidamente e colocar o adversário em dificuldades, tudo isso é fundamental.

O ataque, agora sem as referências Cadre e o “matador” Ejaita, terá que ser mais acutilante e produtivo para desmontar a defensiva do Ferroviário da Beira.

Uma estreia auspiciosa, com uma motivadora vitória no Estádio da Machava, dá asas ao conjunto de Wedson Nyirenda para sonhar com voos mais altos. A jogar em casa, adivinha-se, o renovado Ferroviário da Beira vai assumir as rédeas do jogo. Fazer pressão alta, ou melhor, na primeira zona de construção do adversário e provocar crise nas saídas. Dar largas à imaginação nas alas, em que se destaca o criativo Gervásio, imprimir velocidade e ter musculatura no miolo do terreno. Com muitas oportunidades desperdiçadas diante do Ferroviário de Maputo, Wedson Nyirenda deve ter “puxado” orelha aos homens mais adiantados no terreno para finalizarem.

Líder da prova, a Liga Desportiva de Maputo tenta manter-se ligada às vitórias quando se bater com o Costa do Sol.

Dário Monteiro foi mais astuto que a “velha raposa” Nacir Armando na estreia, agora trava argumentos com outro (re)conhecido treinador do futebol moçambicano: Artur José Semedo. Duelo entre duas escolas diferentes, duelo entre dois conjuntos com ambições distintas. De um lado, o clube mais ganhador do futebol moçambicano a tentar resgatar a sua mística e identidade com Artur Semedo no leme. Do outro, uma menos pressionada Liga Desportiva de Maputo que desinvestiu nos últimos anos na contratação de jogadores. Um jogo a ser seguido com atenção! O Estádio 25 de Junho, em Nampula, irá também focalizar as atenções desta jornada. É que temos um duelo entre duas “locomotivas” que marcharam para a vitória na estreia. O reforçado Ferroviário de Nampula, de Nelson Santos, quer ter um início diferente da temporada passada, na qual acumulou desaires que resultaram na demissão de Chaquir Bemat.  “Att” Nelson Santos: mesmo sem o seu treinador principal, Antoninho Muchanga, que se encontra numa acção de formação de treinadores na capital, o Ferroviário de Lichinga mostrou ter força. Muita força.

É uma equipa compenetrada que quer repetir ou até fazer melhor que ano passado quando fechou a prova na 4ª posição, à frente dos históricos Ferroviário de Maputo e Costa do Sol.

Cá por baixo, o Incomáti tem pela frente um Ferroviário de Maputo que é obrigado a conquistar os três pontos na peregrinação ao “Canavial” e mostrar que a derrota diante do homónimo da Beira faz parte do passado. Aos “locomotivas” da capital, recomenda-se uma exibição mais segura, com melhor interpretação dos processos de jogo e mais fluidez quando constrói.

Defensivamente, há também que mostrar melhorias, porque os erros cometidos pelos “locomotivas” da capital na estreia foram fatais.

Artur Comboio não tem uma estrutura musculada, nem tem seguramente estrelas cintilantes e tranquilidade suficiente para manter o equilíbrio, mas tem seguramente na manga trunfos para contrariar os seus adversários. Vencer seria importante para um conjunto já de si abalado pela crise que atravessa e precisa de ter foco, e apenas foco mesmo, no desenrolar dos jogos.

Foi goleado em Hanhane, Matola. Precisa de arregaçar as mangas, vestir o fato-macaco e jogar de peito aberto diante do seu público. Num campeonato mais curto, cada ponto conta. E Nacir Armando tem noção disso, pelo que vai fazer de tudo para derrotar o Ferroviário de Nacala. Mandar em casa, assegurar a segunda vitória consecutiva e manter o grupo focado na luta pelo título são objectivos da União Desportiva do Songo na recepção à Associação Desportiva de Vilankulo. Em sentido contrário, Eurico da Conceição vai ao Songo para travar um conjunto com as contas do título na mira.

 

Moçambola 2022

1ª jornada

Black Bulls 0-1 UD Songo

Fer. Maputo  1-2 Fer. Beira

AD Vilankulo 0-1 Costa do Sol

Fer. Lichinga 1-0 Incomáti

Liga Desportiva 3-0 Matchedje Mocuba

Fer. Nacala 0-1 Fer. Nampula

2ª jornada

Incomáti vs Fer. Maputo

Fer. Nampula vs  Fer. Lichinga

Matchedje Mocuba vs Fer. Nacala

Costa do Sol vs Liga Desportiva*

UD Songo vs AD Vilankulo

Fer. Beira vs Black Bulls

*Jogo com transmissão na Stv

O renomado apresentador e jornalista da “Supersport” da África do Sul, Henrique Aly, entende que o país revelou uma incapacidade de gerir uma infra-estrutura desportiva de grande dimensão.

Aly diz ainda que, sob o ponto de vista da auto-estima, os moçambicanos podem sentir-se feridos, mas este é o caminho para uma gestão mais profissional. “Estamos a fazer a demissão da nossa incapacidade e, se quisermos ser mais rigorosos, da nossa incompetência. Nós herdámos aquela infra-estrutura em 2011 e aquilo que se percebe é que não somos capazes de gerir um ‘bicho’ daquela dimensão”, observou.

É fundamental, nesta altura, olhar para a solução que passa por proceder-se a uma gestão criteriosa que torne o ENZ um recinto sustentável. Esta é a opinião do desportista. “Somos especialistas na repetição de diagnósticos, mas depois nunca nos lembramos da cura. Neste momento, esse passo de se transpassar o estádio para uma entidade, ainda que seja estrangeira, é a cura. Eu vejo isso com muitos bons olhos se estivermos a falar de uma instituição que tem capacidade comprovada”, finalizou.

Figura incontornável no futebol moçambicano, Tico-Tico diz não fazer sentido que a selecção nacional pague uma factura alta da desorganização em termos de disponibilidade de infra-estruturas no país. A lenda do futebol moçambicano critica aquilo a que chama de “falta de sensibilidade” para com uma selecção que deve jogar diante do seu público e ter melhores condições de discutir os resultados.

“É embaraçoso ir jogar em casa emprestada. Isto nunca tinha acontecido antes para além de prejudicar a própria selecção nacional. A selecção nacional teve que jogar em casa onde tem apoio do seu público. Isso permite que tenha possibilidades de se qualificar”, notou o ex-capitão dos Mambas.

E agora? Estamos a seguir o caminho certo ao “trespassar” a gestão do Estádio Nacional do Zimpeto para sul-africanos? “O Estádio tem que ser gerido ao mais alto nível. Eu gostaria, naturalmente, que fosse uma entidade local, mas não havendo capacidade o melhor é que seja quem está em melhores condições. Eu espero que haja uma gestão profissional”.

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