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O País – A verdade como notícia

A gestão do Estádio Nacional do Zimpeto (ENZ) poderá passar para um “consórcio” sul-africano, devido à incapacidade do Fundo de Promoção Desportiva (FPD) em fazer a manutenção da infra-estrutura. A Secretaria de Estado de Desporto (SED) está a negociar com gestores com experiência comprovada no FNB Stadium (antes designado Soccer City), palco dos jogos de abertura e final do Mundial 2010.

É a maior infra-estrutura desportiva do país construída pós-independência, num contexto de uma falhada intenção de organizar o Campeonato Africano das Nações de 2010. Avaliada em USD 57 milhões de dólares, valor disponibilizado pelo Governo da China, a maior “sala de visitas” do futebol moçambicano gerou, desde logo, mais dúvidas do que certezas quanto à sua viabilidade.

Aliás, a ausência de um projecto consistente de rentabilização e gestão profissional do recinto desportivo e respectivos espaços adjacentes forçaram o Estado moçambicano, através do Fundo de Promoção Desportiva, a gastar, anualmente, cerca de 54 milhões de Meticais para a sua manutenção.

O valor, com o passar dos anos, subiu de 54 para cerca de 80 milhões, representando, sem sombra de dúvidas, um grande fardo para o Estado.

Uma situação insustentável que encarece cada vez mais o bolso dos cidadãos, porquanto o valor investido provém do erário público. “Houve dois concursos públicos que ficaram sem concorrentes. Não tiveram resposta. Nós, na procura de alguém abalizado para gerir o estádio, fizemos este contacto com os gestores sul-africanos do FNB Stadium que têm uma larga experiência na gestão de infra-estruturas desportivas que se predispuseram a cá vir ver. Vieram cá ver e estamos a negociar para ver se a gente passa esta gestão para um gestor profissional”, explicou o secretário de Estado de Desporto, Gilberto Mendes, no programa “Grande Entrevista” da STV.

Tentativas de se evitar esta opção não faltaram. É que, num passado recente, chegou-se mesmo a ensaiar uma gestão público-privada com o arrendamento de alguns espaços para o desenvolvimento de várias actividades. Foram montados, na altura, ginásios, arrendaram-se espaços para salões que acolhiam casamentos e outros eventos festivos e, pasme-se, um salão de beleza numa das bilheteiras.

Debalde! O valor arrecadado sempre se revelou muito aquém do que os gestores necessitavam para evitar que a infra-estrutura se transformasse num elefante branco.

Revelava-se, além dos mais, que estamos a anos-luz de uma gestão inovadora e criativa de infra-estruturas.

Parece mentira, mas é verdade e o caso fez rolar muita tinta. O recinto tornou-se tão vulnerável e apetecível para os inimigos do alheio. A vedação foi vandalizada. Houve roubo de loiça sanitária, material de escritório e até mesmo de pertences de jogadores. Era a acção humana de uma infra-estrutura que acolheu os malfadados Jogos Africanos Maputo 2011. Mesmo com o posto policial ali instalado

 

RELVA DEGRADADA, MAMBAS ENCURRALADOS

Um mal nunca vem só. Implantada em 2010, aquando da sua construção, a relva natural foi sofrendo desgaste com o tempo dado o seu ciclo e, em parte, devido à má utilização.

Estávamos no ano civil de 2014. A Nação, melhor dizendo, as Forças Armadas de Defesa de Moçambique celebravam o seu jubileu (50 anos desde a sua criação) no relvado desprotegido do ENZ. A situação acelerou o desgaste da relva. Ainda assim, o recinto continuou a acolher partidas dos Mambas. E foi precisamente pelo mau estado da relva do ENZ que a Confederação Africana de Futebol (CAF) multou, em 2021, a Federação Moçambicana de Futebol em 256 mil Meticais depois do jogo com Cabo Verde que ditou o afastamento dos Mambas do CAN-2019.

Na verdade, a relva devia ter sido removida totalmente e substituída em Dezembro de 2020. Gestor do recinto, o Fundo de Promoção Desportiva, celebrou um contrato com a empresa que faz o tratamento e manutenção da relva do ENZ para substituir o “tapete verde”. Este processo não andou à velocidade que se pretendia no período entre finais de Dezembro de 2020 e princípios de 2021, porque as empresas sul-africanas estavam em férias no período da quadra festiva.

Sem alternativas, o Fundo de Promoção Desportiva redesenhou o calendário para a substituição da relva, num processo que duraria quatro meses.

Isto equivale dizer que, de acordo com os padrões internacionais de qualidade, o período de quatro meses é o ideal para a relva se implantar. Havia, no entanto, pressão, porque os Mambas tinham agendado um jogo com Cabo Verde a 31 de Março. E, sendo o único recinto aprovado pela CAF, nada se podia fazer em termos de avanço da sua substituição. A COVID-19 veio colocar ainda mais pressão, porque a FIFA e CAF adiaram alguns jogos, uma vez que alguns países não reuniam condições de saúde para acolher jogos com segurança.

Mas há mais outra contrariedade: a substituição da relva devia ocorrer no verão, período em que a relva se desenvolve melhor quando comparado ao inverno. Novo adiamento a ter em conta ainda o calendário dos Mambas que tinham compromissos com a Costa do Marfim em Setembro de 2021.

Em 2021, a Confederação Africana de Futebol (CAF) reprovou o Estádio do Zimpeto devido ao mau estado do relvado, falta de higienização dos corredores, sanitários, acessos e balneários, equipamentos destruídos, acesso desprotegido na zona de estacionamento das equipas, fraca iluminação do campo para jogos nocturnos e ausência de um contador electrónico de espectadores, neste caso torniquetes.

Num caso sem igual, que escandalizou os moçambicanos, os Mambas foram obrigados, por via disso, a jogar fora de casa algumas partidas de qualificação ao Mundial Qatar 2022. Em casa, os Mambas sequer chegaram a mandar e alimentar o sonho de se qualificarem ao Campeonato do Mundo.

Mal os moçambicanos, ou melhor, os adeptos do futebol se recompunham do duro golpe de não poderem ver os Mambas jogarem em casa, já recebiam uma má notícia. O Estádio Nacional do Zimpeto não estará, pelo menos até Setembro, em condições de acolher jogos da fase de qualificação ao CAN Costa do Marfim 2023. A natureza, desta vez, é apontada como a principal causa do Estádio não poder ir à inspecção.

“Provavelmente não joguemos no ENZ. Eu estive no Estádio do Zimpeto ontem – a referir-se a 29 de Abril – e, pelo estado que se encontra a relva, duvido que esteja pronta a tempo de jogarmos aqui. Provavelmente, vamos fazer os próximos jogos fora. A gente corre o risco de jogar no Zimpeto agora e estragarmos tudo que foi feito ao longo deste tempo todo. Há muito investimento que foi feito ali. Se se jogar, aquilo levanta-se e estraga todo o trabalho que foi feito”, avisou Gilberto Mendes, depois do jogo da Supertaça Mário Esteves Coluna.

Dias depois, a Federação Moçambicana de Futebol confirmou, no seu site, que os Mambas irão defrontar o Benim na vizinha África do Sul, em jogo da 1ª jornada do grupo L de qualificação ao CAN-2023.

A relva a ser implantada, actualmente, tem um tempo médio de vida de dois anos, período depois do qual deverá ser substituída.

Maputo acolhe, de 9 a 18 de Dezembro, a fase final da Taça dos Clubes Campeões Africanos de Basquetebol em seniores femininos. Moçambique far-se-á representar na prova pelo Costa do Sol, campeão nacional, e Ferroviário de Maputo, bicampeão africano. Toda hora….Maputo.

A FIBA-África anunciou as datas para o suspiro dos clubes que há tanto aguardavam! Oportuna ou não, a Federação Moçambicana de Basquetebol (FMB) acenou e decidiu sediar a prova. Quatro anos depois de ter acolhido a fase final da Taça dos Clubes Campeões Africanos, prova que coroou o Ferroviário de Maputo, a capital do país volta a ser palco do campeonato africano de clubes. Catedral do basquetebol moçambicano, o descontinuado pavilhão do Maxaquene irá acolher, uma vez mais, o certame no qual as “locomotivas” procuram revalidar o título açambarcado em 2019, no Cairo, Egipto.

Para não variar, as contas do título poderão estar divididas entre três equipas que dominam o panorama do basquetebol africano ao nível de clubes. Nada mais nada menos que o Ferroviário de Maputo, conjunto que campeou pela primeira vez em 2018, numa prova também realizada na capital do país. À altura do feito, saborosamente festejado depois de no ano anterior ter estado tão perto de ser finalista vencido, Leonel “Mabê” Manhique era o “coach” das “locomotivas”.

No lotadíssimo pavilhão do Maxaquene, qual ovo de Colombo, o Ferroviário de Maputo superiorizou-se ao Inter (Angola) na final da 24ª edição da Taça dos Clubes Campeões Africanos de Basquetebol ao vencer por 59-56.

Naquela que foi a sua primeira experiência no basquetebol africano, Carmen Virginia Tyson-Thomas liderou o Ferroviário de Maputo com 20 pontos. Os 17 pontos de Italee Malina Lucas foram insuficientes para se escrever com letras douradas o nome do CFVM.

No ano seguinte, ou seja, em 2019, no Cairo, Carlos Ibrahimo Aik assumiu a equipa depois da saída de Leonel “Mabê” Manhique para o Costa do Sol. Aposta acertada! Numa prova em que teve que superar um mar de adversidades, o Ferroviário de Maputo derrotou novamente na final emocionante e imprópria para cardíacos o Inter por 90-91. Fez-se história e ficam muitas histórias para contar. Aik rimou experiência com mais-valia e, 17 anos depois, voltou a ser campeão africano de clubes depois de ter conduzido a galáctica e inesquecível equipa do Maxaquene ao olimpo de África. Mas este foi apenas o apogeu de um conjunto que, em 2016, na capital do país, perdera na final diante do Inter, então treinado por Apolinário Paquete por 67-49. Houve, nessa final, muito Sequoia Antrice Holmes  e Italee Malina Lucas para pouco Anabela Cossa e Ingvild Mucauro.

Em 2017, em Luanda, Leia “Tanucha” Dongue e  Alicia Davaughn, no 1º de Agosto, combinaram 40 pontos para derrotar o Ferroviário de Maputo na final disputada na cidade capital de Angola, por 65-51.

Em 2015, em Luanda, Angola, o Ferroviário de Maputo ficou em terceiro lugar numa competição em que a regressada Ana Suzana Jaime foi indicada a melhor triplista.

Feitas as contas, as “locomotivas” ocuparam a segunda posição em três ocasiões: 2006, em Libreville, Gabão, 2016, em Maputo, e 2017, em Luanda, Angola.

Outrossim, há que ter em conta na luta pelo título o Inter, clube mais titulado nesta competição. As “polícias” estabeleceram uma dinastia ao açambarcarem o troféu em 2010., 2011, 2013, 2014 e 2016.

Mas há mais um candidato. O renovado e actual campeão angolano 1º de Agosto entra nas contas do título pelo facto de ter dominado em 2006, 2015, e 2017. Na sua primeira presença numa fase final, o Costa do Sol quererá, também, ter uma palavra a dizer. Aliás, nos últimos anos fez um notável investimento ao contratar Ingvild Mucauro, Eleutéria “Formiga” Lhavanguane, Vilma Covane, Nilza Chiziane, entre outras. E tem, ainda no seu comando, um jovem treinador ambicioso que pretende voltar a deixar a sua marca na prova: Leonel Rodolfo Manhique.

A Federação Moçambicana de Basquetebol, em nota enviada ao “O País”, diz que “no âmbito do processo organizacional, a FMB indigitou o senhor Ilídio Silva como coordenador-geral da Comissão de Coordenação Central (CCG), ao qual compete formar a comissão de coordenação, conforme os termos de referência específicos definidos pela FMB”.

 

NELITO PERSEGUE QUINTO TÍTULO

Senhor basquetebol, Nasir “Nelito” Salé assumiu, em Outubro de 2020, o cargo de “coach” do Ferroviário de Maputo.

Nelito tem números com requintes de recorde. O experimentado “coach” persegue o seu quarto título na prova continental de clubes, depois de ter alcançado este feito ao serviço do Desportivo Maputo, em 2007, na capital do país, 2008, em Nairobi, Quénia; e extinta Liga Desportiva, em 2012, Abidjan, Costa do Marfim.

Há outros pormenores a ter em conta. Ao longo de 25 edições, o país viu quatro atletas a serem indicadas como MVP’S. Trata-se de Deolinda Carmem Ngulela (2008), Clarisse Machanguana (2012, na qualidade de reforço da extinta Liga Desportiva) e Leia Dongue (2014 e 2015 ao serviço do 1º de Agosto).

O Manchester City confirmou ter chegado a um “princípio de acordo” com o Borussia Dortmund, para a contratação de Erling Haaland, segundo escreve a imprensa europeia. A concretização do negócio fica pendente da finalização do acordo entre o emblema inglês e o avançado norueguês.

“O Manchester City pode confirmar que chegou a um princípio de acordo com o Borussia Dortmund, com vista à transferência de Erling Haaland no dia 1 de Junho”, pode ler-se no comunicado escrito pelo Manchester City e citado pelo jornal português A Bola.

“O acordo está sujeito aos termos de negociação entre o clube e o jogador”, acrescenta o comunicado.

Segundo a imprensa inglesa, os citizens activaram a cláusula de rescisão de Haaland com o Dortmund, avaliada em 60 milhões de euros (e não os € 75M como foi noticiado por diversas vezes), mas o investimento chegará aos 100 milhões de euros com a inclusão das comissões de empresários.

O jornalista italiano Fabrizio Romano divulgou novos detalhes, que também incluem o salário que será auferido por Haaland no City. Ou seja, o City vai pagar 60 milhões de euros pelo jogador, o mesmo valor que consta da cláusula de rescisão, mas ainda terá de pagar outro montante referente às comissões. Por seu turno, o goleador do Dortmund irá ocupar a mesma faixa salarial de Kevin de Bruyne, passando a auferir 438 mil euros por semana.

Haaland, de 21 anos, terá passado nos exames médicos realizados na Bélgica, na tarde de segunda-feira, segundo disse Fabrizio Romano.

O nórdico esteve duas temporadas e meia ao serviço do Borussia Dortmund, apontando 85 golos em 88 jogos.

Recorde-se que já esta terça-feira, quando questionado sobre a possível mudança do norueguês para Manchester, Pep Guardiola afirmou que não comentar  o assunto até estar fechado.

 

MANÉ E SALAH JUNTOS NO BARCELONA? PODE ACONTECER

Já se sabe que, no mundo do futebol, não há transferências impossíveis, mas há algumas improváveis. Ou então não é o caso.

Avança o Mundo Deportivo da Espanha, esta terça-feira, que o Barcelona vai tentar contratar o internacional senegalês do Liverpool, Sadio Mané, 30 anos, com mais um ano de contrato com os reds, para formar dupla de ataque explosiva, junto de Salah, internacional egípcio, de 29 anos, que também termina o contrato no verão de 2023 com a equipa de Diogo Jota, finalista da Liga dos Campeões, e há meses anda em conversações para renovar.

Apurou ainda o Mundo Deportivo que Xavi Hernández, treinador dos blaugrana, aprovou, sem hesitar, as duas contratações – há conversações entre Salah e o clube de Camp Nou – e ainda que Sadio Mané tenha vontade em jogar em La Liga, em particular no Barcelona.

O presidente da Comissão de Licenciamento de Clubes, Rui Tadeu, apresentou a sua carta de demissão do cargo. O facto acontece dias depois de os campos chumbados para uso no Moçambola, terem sido utilizados para jogos na 1ª jornada do campeonato nacional de futebol.

Em causa, poderão estar as decisões tomadas recentemente em relação ao processo de licenciamento de clubes, num relatório apresentado pela comissão que reprovou algumas infra-estruturas desportivas e até clubes de disputarem os campeonatos nacional e provinciais, por não terem cumprido os requisitos para a sua participação nas provas sob a égide da FMF e CAF.

No início do presente ano, a Comissão de Licenciamento de Clubes efectuou visitas aos clubes do Moçambola para aferir as condições mínimas para a sua participação na prova máxima do futebol moçambicano, tendo deixado recomendações que deviam ser sanadas antes do início do campeonato nacional.

Entretanto, grande parte dessas recomendações deixadas, principalmente nas visitas aos clubes do Moçambola, nomeadamente Ferroviário de Maputo, Costa do Sol, Incomáti de Xinavane, Ferroviário da Beira e Matchedje de Mocuba, não foram sanadas, o que terá deixado revoltada a Comissão de Licenciamento de Clubes.

A situação poderá ter-se configurado como um desrespeito, uma vez que, desde os anos passados, o CLC tem estado a reprovar a participação de alguns clubes nas provas nacionais e provinciais, mas os organismos que gerem o futebol, nomeadamente a Federação Moçambicana de Futebol e a Liga Moçambicana de Futebol, vezes sem conta perdoam os clubes e permitem que participem das provas, mesmo sem cumprir os requisitos legais.

Para o caso dos Ferroviários de Maputo e da Beira, bem como o Matchedje de Mocuba, a questão principal era os locais de jogos, que não reuniam condições, nomeadamente o relvado, os balneários e outras infra-estruturas adjacentes, enquanto para o caso do Incomáti de Xinavane, para além do campo, havia ainda a componente financeira.

O Ferroviário da Beira e o Matchedje de Mocuba minimizaram as exigências da Comissão de Licenciamento de Clubes, enquanto o Ferroviário de Maputo e o Incomáti não tinham apresentado melhorias, o que poderia inviabilizar a sua participação no Moçambola-2022.

Entretanto, os dois clubes foram sorteados e estão a disputar o Campeonato Nacional de Futebol, o que poderá ter indignado Rui Tadeu, por isso ter atirado a toalha ao chão e pedido demissão.

Entretanto, os dois clubes reprovados dizem estar a trabalhar para resolver as questões pendentes, havendo dúvidas se os “açucareiros” conseguem resolver o seu problema a breve trecho, tendo em conta que se trata de uma situação que se vem alastrando desde o ano passado.

Basta recordar que, por diversas vezes, os jogadores do Incomáti paralisaram as suas actividades devido a dívidas e atrasos salariais, chegando mesmo a ameaçar boicotar jogos para verem a sua situação regularizada.

Em contacto telefónico, Rui Tadeu confirmou a sua demissão, entretanto não se mostrou disponível para falar, prometendo uma reacção dentro das próximas semanas.

Uma delegação moçambicana composta por dez atletas esteve a competir no fim-de-semana, no vizinho eSwatini, concretamente na cidade de Mavusso, com o objectivo de ganhar rodagem e competitividade para os compromissos internacionais de atletismo.

Trata-se dos atletas Astrid Hoorn, Ancha Mandlate, Ana Faz Bem, Cecília Guambe, Karina Mphiri, Badrodino Comé, Édio Mussacete, Edson Deve, Cláudio Intacataka e Nhacuane Guambe, que sob orientação dos seus treinadores Ercílio Machanguana e Fernando Lucas, também procuravam mínimos para os Campeonatos mundiais de Juniores, em Cali, Mundiais de Oregon e Africano das Maurícias.

Destes atletas, apenas três conseguiram alcançar os mínimos exigidos para a participação no Campeonato Africano de Atletismo, que terá lugar nas Maurícias, entre 7 e 15 de Junho próximo.

Trata-se de Cecília Guambe, na categoria dos 400 metros barreiras, que conseguiu os mínimos necessários para regressar ao Africano de Atletismo e procurar voltar ao pódio, onde já esteve em 2019, igualmente nas Maurícias, depois de ter conseguido conquistar o nacional do ano passado.

Astrid Hoorn é outro atleta que alcançou mínimos nos 100 metros, devendo representar o país no Africano das Maurícias, a par de Edson Deve, do Matchedje de Maputo, também nos 100 metros masculinos.

Para além dos Campeonatos de Cali, de Oregon e das Maurícias, os atletas estiveram a preparar os Jogos da Commonwealth, os Jogos Islâmicos e os Jogos da Juventude, todos a decorrerem ainda este ano.

Para a Federação Moçambicana de Atletismo, esta foi uma boa participação do nosso país, pese embora muito ainda se podia fazer mais para que mais atletas tivessem conseguido os mínimos para o Campeonato Africano de Atletismo.

Ainda assim, o organismo que gere o atletismo em Moçambique não descarta a possibilidade de participação em mais provas para que mais atletas moçambicanos possam alcançar os objectivos de chegarem às principais provas mundiais e africanos da modalidade.

A Sasol vai patrocinar a construção da Arena de Vilankulo que vai acolher o Campeonato Africano das Nações de Futebol de Praia. O financiamento é de 300 mil dólares que foram alocados ao Conselho Municipal de Vilankulo que gere a construção da obra.

O Campeonato Africano das Nações de Futebol de Praia vai decorrer dentro de três meses, ou seja, em Agosto próximo, e uma das infra-estruturas mais importantes para que a prova tenha lugar ainda não está construída: a Arena de Vilankulo.

Para que a mesma seja terminada dentro dos prazos estabelecidos, a Sasol, empresa de gestão de gás e petróleos, entrou no apoio à organização e financiou a construção do empreendimento em 300 mil dólares, cerca de 19 milhões de Meticais.

Para a Sasol, esta parceria com o Conselho Municipal de Vilankulo e a Federação Moçambicana de Futebol, para a organização e realização do CAN de Futebol de Praia, é uma forma de contribuir de forma activa para o desenvolvimento do desporto nacional.

“A decisão de patrocinar o CAN de Futebol de Praia materializa o compromisso de criar valor partilhado com as comunidades e contribuir continuamente para o desenvolvimento económico e social de Moçambique”, disse Ovídio Rodolfo, director-geral da Sasol.

Ademais, este apoio de cerca de 19 milhões de Meticais tem como objectivo “apoiar o Conselho Autárquico de Vilankulo a viabilizar a logística da realização do CAN de Futebol de Praia, assegurando a construção e reabilitação de infra-estruturas necessárias para o evento”, disse Rodolfo.

Para a Sasol, na voz do seu director-geral, mais do que patrocinar esta realização do CAN de Futebol de Praia, “pretendemos apoiar uma modalidade que apresenta excelentes prestações, em competições internacionais, nas quais ocupa o top 20 da última actualização do ranking da FIFA”, em alusão ao segundo lugar alcançado no CAN de 2021, no Senegal, a boa prestação no Mundial da Rússia, e a conquista do Torneio Regional da Cosafa, na África do Sul.

Com este tipo de iniciativas, a Sasol pretende contribuir para a manutenção da alta competitividade dos atletas moçambicanos e para a massificação das modalidades, entre as quais o futebol, futebol de praia, basquetebol, tanto em todo o país, como na província, em particular.

“Acreditamos no desporto como factor impulsionador das actividades económicas locais, com particular incidência para a hotelaria e turismo e os serviços a eles relacionados”, justificou Ovídio Rodolfo.

 

MUNICÍPIO PROMETE MELHOR GESTÃO DOS FUNDOS

O financiamento foi entregue ao Conselho Municipal de Vilankulo para a sua gestão, tendo em conta que o empreiteiro que está a construir a Arena de Vilankulo está sob comando da direcção municipal.

Por isso, foi o próprio presidente do Conselho Municipal de Vilankulo, William Tuzine, quem veio assinar o acordo com a Sasol, tendo agradecido pela confiança desta empresa em apoiar o município na organização desta prova continental.

William Tuzine referiu que a ideia de sediar o CAN de Futebol de Praia era transformar Vilankulo num destino turístico, através da massificação de eventos, dando, como exemplo, a organização da Conferência Crescendo Azul, que envolveu cerca de duas mil pessoas.

“Estamos a preparar o CAN de Futebol de Praia, que é um desafio que nos impusemos e já está a acontecer dentro da nossa cidade”, realçou Tuzine para justificar a organização da prova no seu município.

Aliás, William Tuzine destaca o facto de o futebol de praia mostrar a organização do seu município e o facto de trazer mais-valia para o país, através do prestígio.

Até porque, segundo Tuzine, “Vilankulo reúne condições favoráveis para acolher o Campeonato Africano de Futebol de Praia”, destacando os dois hospitais, rural e privado, o aeroporto internacional, a acomodação suficiente e a segurança garantida para os participantes.

“O que faltava para este campeonato era a Arena para a concretização do sonho da FMF e do Município de Vilankulo”, destacou Tuzine, que ainda prometeu fazer melhor uso e aplicação devida dos fundos alocados pela Sasol. “Vamos fazer bom uso desse dinheiro e queremos convidar a Sasol para que faça parte da gestão dos fundos, enviando alguém para trabalhar connosco na gestão e transparência”, garantiu William Tuzine.

A Arena de Vilankulo está avaliada em pouco mais de 69 milhões de Meticais. O Campeonato Africano de Futebol de Praia realiza-se de 21 a 31 de Outubro próximo.

 

OS PASSOS PARA A MATERIALIZAÇÃO DO ACORDO

Esta parceria teve o seu início em Novembro, altura em que o Conselho Municipal de Vilankulo se aproximou da empresa que está sediada na vila do mesmo município, com vista a pedir apoios para a materialização do projecto de organização do CAN de Futebol de Praia, um pedido que teve suporte do Governo provincial e da Federação Moçambicana de Futebol

“Mas porque se tratava do meio do nosso ano financeiro, tivemos sérias dificuldades em enquadrar este pedido”, começou por dizer o gerente das Relações Públicas da Sasol, Mateus Mosse, para contextualizar os passos que ditaram este acordo de financiamento.

De acordo com Mosse, o desporto é importante para a sua instituição, “não só o desenvolvimento físico e psíquico das pessoas, sobretudo para o desenvolvimento económico das sociedades”, o que fez com que o pedido fosse avaliado com alguma cautela.

Foi daí que “fizemos todo esforço para conseguirmos trazer uma participação da Sasol para a realização e concretização do Campeonato Africano de Futebol de Praia que se prevê que tenha lugar no nosso país”, revelou Mateus Mosse.

Aliás, de acordo com o gestor das Relações Públicas da Sasol, “é um privilégio participar deste programa e projecto de realização desta prova no país, e em Vilankulo, em particular”, até porque a empresa tem estado a patrocinar várias actividades e provas desportivas, com destaque para o Campeonato Nacional de Basquetebol, a Liga Sasol, bem como os campeonatos distritais de futebol de Govuro e Inhassoro.

Recorde-se que, para a Liga Sasol, o investimento da empresa de petróleos foi de 24 milhões de Meticais.

As pugilistas moçambicanas Alcinda Panguana e Rady Gramane já conhecem as suas adversárias no Campeonato do Mundo de Boxe, que decorre em Istambul, Turquia, desde esta segunda-feira.

Rady Gramane será a primeira a entrar em cena em Istanbul, esta quarta-feira, 11 de Maio, defrontando a pugilista da Tailândia Pornnipa Chutee, na categoria dos 70-75 kg, para a fase das preliminares.

Depois de uma boa campanha no regional de boxe que decorreu em Maputo, em que Gramane venceu na sua categoria, bem como a participação em várias provas internacionais, como os Jogos Olímpicos de 2020 que decorreram ano passado, Rady Gramane aposta forte nesta prova, com o objectivo de atingir a melhor classificação e posição possível.

Chutee não esteve nos Jogos Olímpicos do ano passado depois de ter perdido, na final, da qualificação da Ásia/ Oceânia, diante da indiana Pooja Rani, que se tornou na primeira pugilista da Índia a qualificar-se para uma prova interplanetária.

Em caso de passar pela tailandesa, Rady Gramane vai defrontar a coreana Suyeon Seong na segunda eliminatória, a 14 de Maio corrente.

Por seu turno, Alcinda Panguana, que vai competir na categoria dos 66-70kg, está isenta da primeira eliminatória, entrando somente em acção na segunda eliminatória, a 13 de Maio, defrontando a mexicana Brianda Tamara Cruz Sandoval.

Tal como Rady Gramane, Alcinda Panguana tem como meta chegar o mais longe possível, também aproveitando o bom ensaio que teve no regional de boxe, em que conquistou a medalha de ouro, bem como a sua participação nos Jogos Olímpicos de Tóquio, ano passado.

Em caso de passagem nessa segunda eliminatória, Panguana vai defrontar, nos quartos-de-final, a vencedora do embate entre Cindy Winnes Djankeu Ngamba e a que vencer na primeira eliminatória entre as pugilistas de Taipé, Nein-Chin Chen, e da Índia, Lovilina Borgohain.

O Campeonato do Mundo de Femininos de Boxe da Turquia disputa-se desde esta segunda-feira até ao próximo dia 20 de Maio e conta com a participação de 310 pugilistas que representam 73 países.

Moçambique participa no Mundial com uma delegação de quatro elementos, nomeadamente as duas pugilistas, o seu seleccionador Lucas Sinoia e o chefe da delegação.

Dezasseis jogadores moçambicanos foram titulares este fim-de-semana pelos respectivos clubes na diáspora, pese embora nenhum tenha marcado. O maior destaque para os moçambicanos fora de portas vai para Bruno Langa, que fez a assistência para o primeiro golo do Desportivo de Chaves.

Dos potenciais convocáveis aos Mambas, Reinildo Mandava voltou a estar em evidência, ao parar os melhores do Real Madrid e não permitir que a sua equipa sofresse golos. Reinildo mandou na defensiva e ajudou a sua equipa, o Atlético Madrid, a vencer no derby da capital espanhola.

Clésio Baúque esteve, pela primeira vez, na equipa inicial do Marítimo, ao lado de Zainadine Jr., novamente confiado à braçadeira de capitão e líder da equipa. Os dois jogadores estão a ajudar ao insulares a fazerem uma campanha que garanta a manutenção e, neste sábado, empataram diante do Vizela a um golo.

Ainda na Europa, Reginaldo Faite é outro dos jogadores que foi titular pela sua equipa, o Dinamo FK da Albânia, que, este fim-de-semana, empatou sem abertura de contagem diante do Vllaznia. A turma do internacional moçambicano está na cauda da tabela classificativa, com 24 pontos e quase condenado à despromoção.

Outro jogador titular na sua equipa foi Stanley Ratifo, na vitória da sua equipa, o CFR Pforheim da Alemanha, por 2-0 diante do Ravensburg, para a terceira divisão do campeonato alemão. O Pforzheim ocupa a 6ª posição com 54 pontos, muito longe do líder, que soma 82 pontos.

Já Faizal Bangal, já acostumado a marcar golos pelo ASD Alcione da Itália, desta vez ficou em branco, pese embora a sua equipa tenha cilindrado o seu adversário, o Lentigione, por 7-3. Apesar dos bons resultados do Alcione, a equipa continua longe dos lugares de subida de divisão, mantendo-se no meio da tabela classificativa, com 47 pontos no Grupo D da Serie D do futebol italiano.

O último dos potenciais seleccionáveis aos Mambas que foi titular pelo seu clube foi Manuel Kambala, no empate a dois golos entre a sua equipa, o Baroka FC, e o Chippa United, para o campeonato sul-africano. Um resultado que mantém a equipa na última posição da PSL, com 22 pontos em 28 partidas, a quatro da zona da permanência.

Entretanto, outros tantos jogadores moçambicanos foram titulares nas suas equipas, principalmente dos internacionais pelas selecções de formação, nomeadamente sub-18 e sub-20.

São os casos de Edson Macuana (sub-19 do Vilafranquense), Celton Jamisse e Dércio Augusto (Leixões B), Aly Abudo (TS Sporting da África do Sul), Gaby Pinho (Moura Atlético Clube de Portugal), Zidane Sidat (Sub-21 do Estrela de Amadora), e o guarda-redes Raimundo Duarte (sub-21 do Estrela de Amadora)

 

LUÍS MIQUISSONE ÚNICO UTILIZADO DOS SUPLENTES

Outros tantos foram convocados, estiveram no banco de suplentes, mas nem todos entraram em campo. Único deles foi Luís Miquissone, ao serviço do Al Ahly do Egipto, em partida da Liga dos Campeões Africanos.

Os campeões africanos e egípcios golearam o AS Setif da Argélia por 4-0, em partida da primeira mão das meias-finais da liga milionária africana, ficando um pé e meio na final da prova e rumo à renovação do título.

Já Geny Catamo (Vitória de Guimarães), Witiness Quembo (Nacional da Madeira) e Francisco Simbine, também conhecido por Bonera (Marítimo B), foram convocados, mas não saíram do banco de suplentes, no empate 1-1 diante do Boavista e nas derrotas 1-2 diante da Académico Viseu e Leça, respectivamente.

Os restantes não jogaram este fim-de-semana, alguns deles porque as suas equipas não tiveram jogos, mas outros por opção técnica, casos de Mexer (Bordéus da França), Domingues (Royal AM da África do Sul) e David Malembane (Lokomotiv Sofia da Bulgária).

A primeira jornada do Moçambola 2022 teve 10 golos, sendo a terceira edição com menos golos apontados na última década, superando apenas as edições de 2012 e 2015. O Moçambola 2019 é que mais teve golos na primeira jornada, num total de 23 remates certeiros. Em termos de jogadores, nos últimos seis anos, esta edição é a única que não viu nenhum marcar dois ou mais golos.

Nos últimos 10 anos do campeonato nacional de futebol, esta é a única que tem 12 equipas. Ainda assim, não é a pior edição em termos de golos na jornada inaugural, ultrapassando duas edições que tiveram 14 equipas, nomeadamente dos anos 2012 e 2015, período em que foram marcados cinco e seis golos, respectivamente.

O arranque do primeiro Moçambola, com 12 equipas na última década, teve, em termos de remates certeiros, 10 golos, produzidos em seis jogos, contra sete das tais duas edições que tiveram menor número de golos.

Para tal, contribuíram os jogos entre a Liga Desportiva de Maputo e o Matchedje de Mocuba e entre os Ferroviários de Maputo e o da Beira, que produziram três golos cada um. Ou seja, a Liga Desportiva de Maputo goleou os “militares” de Mocuba por 3-0 e os “locomotivas” da Beira vieram a Maputo vencer o homónimo da capital do país por 2-1.

Os restantes jogos terminaram com vitórias de cada uma das equipas, mas com o resultado tangente.

Vale dizer que, nos dois jogos, foram produzidos seis golos, ficando outros quatro às expensas dos Ferroviários de Nampula e Lichinga, Costa do Sol e União Desportiva de Songo, que marcaram um golo cada.

A edição, que teve mais golos na primeira jornada, foi a de 2019, com 16 equipas, tendo sido apontados 23 golos, seguida da edição passada, 2021, que teve 22 golos, já com 14 equipas. Estas duas edições foram as únicas que tiveram acima de 20 golos nos últimos 10 anos.

A edição de 2016, com 19 golos, seguida da de 2014, com 18 e em 2017, com 17 golos apontados, são as que se seguem. Depois destas, a presente edição só é superado por mais dois anos, nomeadamente 2013 e 2018, que tiveram 14 e 13 golos, respectivamente.

 

ÚNICA ABERTURA SEM “BIS” NAS ÚLTIMAS SEIS EDIÇÕES

Outro facto curioso na primeira jornada de uma edição do Moçambola é que, este ano, não houve nenhum jogador a fazer um “bis” ou “hat-trick”, ou seja, nenhum jogador marcou dois ou três golos, das últimas seis edições analisadas.

Na 1ª jornada do Moçambola 2022, foram 10 jogadores que marcaram os 10 golos, nomeadamente Dayo, da União Desportiva de Songo, que apontou o primeiro golo da prova, Isac (Ferroviário de Nampula), Momed, Ivan e Hermínio, este também conhecido por Madala (Liga Desportiva de Maputo), Jorge (Costa do Sol), Mafaite e Jafete (Ferroviário da Beira), Kito (Ferroviário de Maputo), e Vivaldo (Ferroviário de Lichinga).

Nas outras cinco edições subsequentes, jogadores marcaram dois ou três golos, com destaque para Lau King, que, em duas edições (2018 e 2019), marcou dois golos na primeira jornada do Moçambola.

Milton, jogador que estava na Associação Desportiva de Vilankulo (agora a representar o Ferroviário de Nampula), e Henriques, na altura no Desportivo Maputo (agora jogador da União Desportiva de Songo), marcaram dois golos no primeiro jogo da edição passada, o mesmo acontecendo com Lau King (União Desportiva de Songo) e Chawa (na altura jogador do Costa do Sol), que também fizeram dois golos em 2019. Nesse ano, Jafete, que estava no Incomáti de Xinavane, fez um “hat-trick”. Jafete joga, actualmente, no Ferroviário da Beira e voltou a marcar num jogo inaugural da sua equipa.

Nelson, então jogador do Maxaquene em 2016, e Xane, que era jogador do Chingale de Tete em 2015, fizeram, tal como Lau King, em 2017, dois golos na primeira jornada dos respectivos anos.

As próximas jornadas poderão ditar que rumo este Moçambola estará a levar em termos de golos.

Recorde-se que os jogadores pediram à Liga Moçambicana de Futebol para abolir a marca dos 20 golos para a premiação do melhor marcador da prova, ainda mais numa prova com apenas 12 equipas. Entretanto, ainda não houve pronunciamento por parte do organismo que gere o principal campeonato nacional.

 

EDIÇÃO GOLOS | NR. EQUIPAS

2022                  10      12

2021                  22      14

2 019                  23      16

2018                  13      16

2017                   17      16

2016                  19      16

2015                   6        14

2014                  18      14

2013                   14      14

2012                   5        14

 

2021 Milton, da ADV 2

2021 Henriques, GDM 2

2019 Lau King, UDS 2

2019 Jafete, Inc Xin 3

2019 Chawa, C. Sol 2

2018 Lau King, UDS 2

2017 Nelson, Max 2

2016 Xane, Ching 2

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