Skip to main content

O País – A verdade como notícia

O Petro de Luanda realizou ontem, no Pavilhão Arena de Kigali, uma ligeira sessão de treinos, virada essencialmente para trabalhos de recuperação, depois de ter desembarcado de madrugada naquele país, a fim de disputar a fase derradeira da segunda edição da Basketball African League (BAL), prova que arranca no sábado com a disputa dos quartos-de-final.

A viagem, que deveria ter-se realizado ontem, foi antecipada para a última segunda-feira, para a satisfação do técnico brasileiro ao serviço da equipa tricolor, José Neto, que terá quatro dias para que os jogadores se adaptem totalmente ao clima da capital ruandesa.

O extremo da equipa B, Ângelo Alexandre, está entre os convocados, sendo, desde já, a grande novidade para a disputa da segunda edição da prova.

O jovem jogador superou na concorrência o internacional angolano, José António, que foi presenteado com uma viagem para Kigali, pela direcção do clube tricolor.

Valdelício Joaquim, poste de 2,08 metros, vai desfalcar os petrolíferos em virtude de ter sido afastado da equipa, por questões disciplinares.

Com a ausência do internacional angolano, o jogo interior dos campeões nacionais fica fragilizado. Entretanto, José Neto vai aproveitar os quatro dias que antecedem o início da competição para efectuar as últimas correcções, bem como traçar estratégias para suplantar, no sábado, a forte equipa do Association Sportive de Salé de Marrocos, um dos candidatos à conquista da coroa africana.

Moralizados com a excelente época desportiva em que conquistaram os títulos da Supertaça, Taça de Angola e o Campeonato Nacional, os pupilos do técnico José Neto estão com os índices de confiança em alta.

Eis os atletas que seguiram viagem para Kigali: Carlos Morais, Gerson Gonçalves “Lukeny”, Gerson Domingos, Leonel Paulo, Jone Lopes Pedro, Childe Dundão, Olímpio Cipriano, Ângelo Alexandre, Elbert Clark Mathews, Anderson Correia, Yanick Moreira e Aboubakar Gakou.

Petro de Luanda parte motivado para esta competição, até porque, recentemente, se sagrou campeão angolano de basquetebol ao derrotar o Interclube, por 115-87, na Cidadela. Este foi o 15º título do nacional sénior masculino de basquetebol. A melhor de cinco jogos, os tricolores precisaram apenas de três partidas dos play-off finais.

O Desportivo Maputo e o Maxaquene qualificaram-se para a 2.ª eliminatória da Taça de Moçambique, fase da Cidade de Maputo, ao vencerem, respectivamente, o Mahafil e Águias Especiais, por 3-2 e 4-3.

Os “tricolores” foram os primeiros a garantir a sua qualificação, na tarde de sábado, no campo do Costa do Sol, graças aos golos de Frank, aos 13 minutos, Samboco, 40, Simão, 41 e Frank, que bisou aos 60 minutos.

Mas, teve que sofrer para conseguir um lugar na fase seguinte, porque permitiu que as Águias Especiais marcassem três golos e forçassem uma ponta final de loucos, com o resultado final a ser incógnita até ao apito final.

O mesmo aconteceu com o Desportivo Maputo, no seu embate diante do Mahafil, também no campo do Costa do Sol, no sábado. Os “alvi-negros” tiveram que usar as suas estopinhas para reverter um resultado de 0-2 a seu desfavor e aplicar-se para marcar três golos e mudar a eliminatória.

Palhaço marcou os dois golos do Mahafil aos 2 e 34 minutos, sendo que só na segunda parte o Desportivo Maputo revirou o resultado. Aos 47 minutos, foi Litos a reduzir, cabendo a Mastile, aos 69 minutos empatar a partida. Quando se pensava que o empate seria o resultado e que a eliminatória seria encontrada na marca das grandes penalidades, eis que o mesmo jogador voltou a marcar, aos 89 minutos, sentenciando a partida.

Passa a equipa de Sérgio Faife Matsolo à segunda eliminatória da Taça de Moçambique, em que se qualificaram ainda o Vulcano, que afastou a Académica por 2-0, o 1º de Maio, que venceu pelo resultado ao Racing e o Nacional, que derrotou o Ferroviário das Mahotas, por 2-1.

Já o Estrela Vermelha teve que vencer apenas na marca das grandes penalidades o Matchedje de Maputo, por 5-4, após empate a um golo no final dos 90 minutos.

A próxima fase vai envolver equipas do Moçambola, sendo que o Maxaquene vai cruzar caminho da Black Bulls, enquanto o Desportivo Maputo defronta a Liga Desportiva de Maputo.

Nos outros embates da segunda fase da Cidade de Maputo, o Costa do Sol defronta o 1º de Maio, o Ferroviário de Maputo bate-se com Vulcano e Estrela Vermelha e Nacional jogam entre si, no embate mais equilibrado e entre equipas do mesmo escalão

A pugilista moçambicana Alcinda Panguana garantiu presença nas meias-finais do mundial de boxe e garantiu, desde já, a medalha de bronze, após vencer, hoje, nos quartos-de-final a camaronesa Cindy Djankeu Ngamba.

Alcinda Panguana beneficia-se do facto de os semi-finalistas derrotados garantirem a medalha de bronze, dividida pelo vencedor e derrotado do embate da disputa do bronze, ou seja, as pugilistas que forem derrotadas nas meias-finais disputam a primeira medalha de bronze, sendo que a vencida fica com a segunda medalha de bronze.

Entretanto, Alcinda Panguana está moralizada para chegar o mais longe possível, que passa por disputar a medalha de ouro, depois do brilharete que vem fazendo na prova que decorre em Istambul, uma das capitais da Turquia.

Destaque para o facto de a pugilista moçambicana ter derrotado a camaronesa refugiada na Grã-Bretanha, que foi a sensação até esta fase, depois de ter afastado dos quartos-de-final a medalha de bronze dos Jogos Olímpicos, Lovlina Borgohain, na sexta-feira passada.

Alcinda Panguana vai disputar as meias-finais da categoria dos 60-70 quilogramas esta quarta-feira, com os punhos virados para a final e para a medalha de ouro.

Assim, a pugilista moçambicana Alcinda Panguana vai defrontar uma atleta do Cazaquistão, por um lugar na final.

 

RADY TAMBÉM PASSA ÀS “MEIAS”

Tal como a compatriota Panguana, na categoria dos 60 a 70kg, a pugilista Rady Gramane venceu no seu combate dos quartos-de-final e garantiu a medalha de bronze na sua categoria.

Gramane apurou-se para as meias-finais do Mundial de Boxe que decorre em Istambul, na Turquia, após derrotar a ucraniana Karolina Makhno, esta segunda-feira.

Rady Gramane compete na categoria do Peso Médio 70-75kg.

Assim, as duas pugilistas moçambicanas fizeram história ao chegar tão longe num Campeonato Mundial, sendo que, para além das medalhas de bronze, garantiram o prémio de 25 mil dólares atribuídos aos vendidos das meias-finais.

Os combates de acesso às finais dos Mundiais de boxe disputam-se esta quarta-feira.

O Chaves, equipa em que alinha o moçambicano Bruno Langa, perdeu este domingo diante do Rio Ave, o jogo mais importante da temporada, uma vez que decidia que equipa iria ascender à primeira liga portuguesa de forma directa.

Uma derrota por 3-0 que custou a perda da entrada directa na principal prova do futebol português para Bruno Langa e seus companheiros do Desportivo de Chaves, ainda que tenha mais uma oportunidade no play-off.

Com um golo madrugador de Aziz, logo no primeiro minuto, e um ‘bis’ de Aderllan Santos, aos 77 e 80, quando Chaves jogava em inferioridade numérica, após a expulsão de Luís Rocha, aos 75, os vila-condenses construíram o triunfo que lhes permite, uma época depois, regressar ao escalão maior do futebol português.

A equipa da foz do Ave termina a prova no primeiro lugar, com 70 pontos, enquanto o Chaves, com este desaire, acaba o campeonato no terceiro posto, com 64 pontos e falha o acesso directo à liga.

Apesar da derrota, os flavienses ainda podem subir de divisão, disputando, agora, um play-off com o Moreirense, o antepenúltimo classificado da I Liga. Ou seja, ainda podemos ter Bruno Langa na primeira Liga Portuguesa próxima época, mas, para tal, deverá vencer o Morreirense, neste play-off.

Bruno Langa foi titular e cumpriu os 90 minutos.

 

GENY CATAMO MELHOR EM CAMPO

Outro moçambicano em destaque na última jornada das principais ligas portuguesas é Geny Catamo. O jogador emprestado pelo Sporting ao Vitória de Guimarães provou que precisa apenas de oportunidades para se lançar à equipa principal de Rúbem Amorin e a justificou a provável chamada na pré-temporada dos “leões”.

Geny Catamo foi titular na equipa vimaranense pela primeira vez e fez jus à confiança, ao fazer duas assistências, na segunda parte, para o segundo e o quarto golos do Guimarães, diante do Gil Vicente.

Para além das duas assistências, Geny Catamo teve estatísticas boas neste jogo da última jornada da Liga Portuguesa, como é o caso dos passes para finalização, em número de cinco, seis dribles certeiros de sete tentados, três faltas sofridas e 12 passes aproximativos recebidos, tendo recebido a nota 8.1 da Goal Point.

O Guimarães terminou a temporada no limite da entrada da Liga Europa, na sexta posição, uma posição abaixo do Gil Vicente.

Já Zainadine Jr. e Clésio Baúque, ambos jogadores do Marítimo, despediram-se com derrota na edição 2021/22, diante do Portimonense. Os dois jogadores foram titulares e cumpriram os 90 minutos, colocando a equipa a meio da tabela, na 10ª jornada, com 38 pontos.

Na Albânia, Reginaldo Faite não conseguiu ajudar a sua equipa a manter-se na principal liga, ao voltar a perder, mais uma vez diante da sua antiga equipa, o Kekusi, por 2-1. A de Reginaldo Faite ocupa a penúltima posição, quando faltam duas jornadas para o fim da prova.

As infra-estruturas de apoio ao Campeonato Africano das Nações de Futebol de Praia, nomeadamente, aeroportos, hospitais, estradas e outros serviços, serão alvo de inspecção por parte de uma equipa da CAF que chega ainda este mês ao país. Entretanto, a FMF ainda não tem garantias do estágio para a selecção nacional antes do CAN de Futebol de Praia

O tempo caminha a passos largos para a realização do Campeonato Africano das Nações de Futebol de Praia, que terá lugar em Vilankulo, em Outubro próximo. Muito há ainda por fazer para o sucesso desta prova, desde a construção da Arena de Vilankulo, a preparação da própria selecção naciona, até aos aspectos organizativos e logísticos.

Por estar focada nos aspectos organizativos e logísticos que a Confederação Africana de Futebol (CAF) vai enviar, ainda este mês, uma equipa de inspectores para avaliar as condições existentes no país, particularmente em Vilankulo, para a realização do CAN de Futebol de Praia.

Ou seja, a equipa da CAF quer avaliar se o que foi dito em relação aos aeroportos, hospitais, acomodação, estradas e outros está, de facto, em dia e em condições de acolher as selecções nacionais e delegações dos países apurados para a fase final, segundo a confirmação de Jorge Bambo, vice-presidente da Federação Moçambicana de Futebol.

“A inspecção da CAF, que chega ao fim deste mês, vem exactamente para verificar a situação das outras infra-estruturas que fazem acompanhamento da Arena e não as que serão construídas, mas aquelas que existem. Estamos a falar de hospitais, de acomodação para todos os intervenientes que estarão presentes neste evento, aeroporto e outros serviços”, garantiu Jorge Bambo.

Até porque para o que está a ser feito na Arena, a Federação Moçambicana de Futebol diz estar satisfeita com o nível de execução. “Quero acreditar que a inspecção que vai chegar ao fim deste mês sairá daqui satisfeita, isto porque os trabalhos que já foram realizados mostram claramente tudo o que está a ser feito, que é um trabalho de fundo e, em termos de construção da Arena, estamos a falar de mais ou menos uma coisa de 10%. A construção das outras partes complementares é que levaram mais tempo” afiançou Bambo.

Quanto à construção da Arena, é desejo da Federação Moçambicana de Futebol que esteja pronta três meses antes da realização do Africano. “Em termos de construção, queremos que a Arena esteja pronta dois a três meses antes do início da competição e é esta pressão que estamos a fazer que é para termos tempo de organizar e não correr o risco de o evento começar enquanto ainda temos coisas por terminar”, disse o vice-presidente da FMF, que garantiu ainda que “estamos a trabalhar com empreiteiros de confiança e temos a certeza de que vai cumprir os prazos do contrato”.

 

ESTÁGIO DA SELECÇÃO AINDA POR DEFINIR

O empreendimento da Arena de Vilankulo é uma certeza, o que ainda é incerto é o local de estágio dos vice-campeões africanos. Jorge Bambo diz que o estágio dos “Mambas dos pés descalços” faz parte de um pacote de trabalho que está por ser definido.

“Na verdade, não posso dizer exactamente se vão estagiar fora ou dentro do país. Tudo isto é um pacote e é um trabalho que está a ser feito, e convidamos os patrocinadores e parceiros para que possam ajudar a Federação Moçambicana de Futebol a levar a selecção a um estágio competitivo”, referiu Jorge Bambo.

Ademais, “a FMF fará tudo o que está ao seu alcance para que aconteça o que se prevê para uma selecção que vai competir – oferecer estágio e todas as condições necessárias para termos uma participação valiosa”, prometeu o vice-presidente da FMF.

Os vice-campeões africanos e campeões regionais de futebol de praia vão defender o seu estatuto de grande nas areias de África de 21 a 31 de Outubro.

Dinis, jogador do Ferroviário de Nacala, é o primeiro jogador do Moçambola 2022 a fazer dois golos numa mesma partida e, assim, a destacar-se na lista dos melhores. Ou seja, é o único, a esta altura, a liderar a lista, tendo em conta que os goleadores da primeira jornada estiveram de folga este fim-de-semana

Dinis marcou a abrir e a fechar, na vitória do Ferroviário de Nacala diante do Matchedje de Mocuba, em Quelimane, numa partida em que Balloteli também marcou dois, mas um na sua própria baliza e outro na baliza contrária.

O atacante dos “locomotivas” de Nacala marcou aos 16 e 73 minutos, deixando Balloteli marcar dois golos, sendo o primeiro a empatar a partida e o segundo, na própria baliza, a dar novamente vantagem aos “locomotivas” de Nacala.

O embate entre Matchedje de Mocuba e Ferroviário de Nacala teve quatro golos, os mesmos produzidos no jogo entre União Desportiva de Songo e Associação Desportiva de Vilankulo, que terminou com goleada dos “hidroeléctricos”.

Nesse jogo, foram quatro jogadores a marcar, nomeadamente Jimmy, Lau King, Muzaza e Adams, tendo Dayo ficado de fora dos jogadores que marcaram um golo na primeira jornada.

Salas, do Ferroviário de Nampula, juntou-se ao colega Isac na lista dos marcadores, ambos com um golo, o mesmo que aconteceu com Danilo, do Costa do Sol, que se juntou ao colega Muholove, e Mário, do Ferroviário de Maputo, que, tal como Kito, tem um golo apontado na deslocação ao Canavial.

Ahmed, da Black Bulls, e Ebraim, do Ferroviário da Beira, também entraram na lista dos melhores marcadores, com um golo cada, apontado no empate entre as duas equipas, no Caldeirão do Chiveve.

A segunda jornada teve mais golos do que a primeira, 13 contra 10. Ou seja, foram marcados mais três golos, o que consubstancia uma subida em termos de finalização.

A terceira jornada disputa-se próximo fim-de-semana, antes da primeira paragem para os jogos da selecção nacional, que terça-feira da próxima semana defronta eSwatini, no Campo da Black Bulls, em preparação para os dois jogos de qualificação ao Campeonato Africano das Nações.

A União Desportiva de Songo recebeu e goleou a Associação Desportiva de Vilankulo, por expressivos 4-0, por sinal o resultado mais volumoso da segunda jornada do Moçambola. É, por isso, líder da prova, com seis pontos, os mesmos que a dupla Ferroviário de Nampula e Costa do Sol.

A energia é o que tem demais em Songo, a avaliar pela prestação da União Desportiva neste período gestacional do Moçambola, na sua versão 2022. O saldo é bastante positivo, mas talvez não o suficiente para embandeirar em arco, até porque, como se sabe, ainda há muito campeonato pela frente.

Ora, partindo do princípio de que o primeiro passo é determinante, então os representantes da província de Tete têm motivos para ampliar os ombros. Depois de, na jornada inaugural terem conseguido a escopro e martelo um valiosíssimo resultado diante do campeão em título, a Associação Black Bulls, por 1-0, na presente ronda e com os níveis de confiança elevados, os “hidroeléctricos” não tiveram dificuldades para “despachar” a Associação Desportiva de Vilankulo (ADV), desta feita por 4-0, resultado que os coloca na primeira posição do Moçambola.

Doutro lado da barricada, no caso das hostes dos “hidrocarbonetos”, vivem-se momentos de fel. A ADV amealhou, com este resultado, a segunda derrota do campeonato, na medida em que, na primeira ronda, cedeu uma derrota caseira frente ao Costa do Sol, facto que coloca a equipa na última posição na tabela classificativa. No ano passado até à segunda jornada, os “hidrocarbonetos” tinham, pelo menos, três pontos, frutos de uma vitória no jogo inaugural diante do Ferroviário de Nacala, por 4-0, e uma derrota por 0-2 antes a Associação Black Bulls, que, aliás, viria a conquistar a prova.

Na próxima jornada, a União Desportiva de Songo desloca-se ao reduto da Liga Desportiva de Maputo, numa partida que se antevê que venha ser bastante escaldante, a julgar pela qualidade dos dois conjuntos, enquanto a ADV recebe o Ferroviário da Beira.

Em Nampula, há um Santo(s) que se chama Nelson, que, ao cabo de duas jornadas, já soma duas vitórias. Curiosamente, os dois triunfos foram contra os seus homónimos, no caso, o Ferroviário de Nacala, por 1-0, na primeira jornada, e 2-0 na presente ronda, diante do Ferroviário de Lichinga. O Ferroviário de Nampula tem, até aqui, um arranque promissor, somando, neste momento, seis pontos na segunda posição. Na terceira jornada, os “locomotivas” da capital do norte vão defrontar, no santuário 25 de Junho, o aflito Matchedje de Mocuba, que ainda não encontrou o caminho certo para as vitórias.

 

SEMEDO E A SUA IDENTIDADE

O Costa do Sol do reputado treinador Artur Semedo continua de vento em popa na presente edição do Moçambola. Ao cabo de duas jornadas, os “canarinhos” já somam duas vitórias. É, à semelhança da União Desportiva de Songo e Ferroviário de Nampula, é uma das equipas totalistas.

Pelo mesmo resultado (1-0), o Costa do Sol venceu a Associação Desportiva de Vilankulo e Liga Desportiva, na primeira e segunda jornada, respectivamente. Mercê dessa façanha, os “canarinhos” ocupam a segunda posição na tabela classificativa, com seis pontos. Na ronda que se segue, o Costa do Sol terá uma deslocação difícil a Nacala, onde irá defrontar o Ferroviário local galvanizado com a vitória frente ao Matchedje de Mocuba.

Na outra partida de capital importância na presente ronda, que opunha nada mais na menos o campeão e vice-campeão da edição passada do Moçambola, o Ferroviário da Beira consentiu um empate caseiro diante da Associação Black Bulls, por 1-1, numa partida em que foi marcada pelas contestações da arbitragem pelas hostes “locomotivas”, por este não ter assinalado uma pertença penalidade a seu favor. Com este resultado, o Ferroviário da Beira passa a somar quatro pontos na quarta posição, sendo que os “touros” ocupam a nona posição.

Após ter sido surpreendido em casa na partida da primeira jornada pelo seu homónimo da Beira, ao perder por 0-2, na presente ronda, o Ferroviário de Maputo foi ao sempre difícil e hostil terreno do Incomáti de Xinavane arrancar uma vitória, por tangencial 1-0, resultado que coloca os “locomotivas” da capital na sétima posição, com três pontos.

Três presenças no “Afrobasket”, duas distinções como melhor ressaltadora de África. É muita fruta. Foi tudo mais rápido do que se imaginaria. Influente no jogo interior da selecção nacional de basquetebol sénior feminino e referência obrigatória nas tabelas no Kutxabank Araski da Espanha, Tamara Seda deixa, a cada ano, pistas da sua evolução e não escapa aos holofotes. É como se o passado e o futuro trocam cumplicidades. E, no rolo compressor de emoções que se revela o “Afrobasket”, a basquetebolista obriga a que se façam anotações, se analisem as suas estatísticas e lhe confiram um estatuto diferente num leque de atletas que evoluem em ligas europeias e até mesmo na extraordinária WNBA. É assim: as actuações de Tamara Seda não passaram despercebidas aos olhos da crítica de basquetebol africano que a coloca na lista de jogadoras com enorme potencial e futuro promissor. O brilharete não podia ficar retido para outros amanheceres.

“Este reconhecimento significa muito. Significa que o trabalho que tenho feito é de alguma forma visto ou serve de alguma influência para as gerações que estão por vir. Da minha parte, apenas continuar a trabalhar e que isto se mantenha. Sinto-me lisonjeada por fazer parte deste elenco”, regozija-se a valorosa jogadora que colectou 25 ressaltos nos cinco jogos disputados no “Afrobasket” 2021.

2021 não foi um ano carregado de sucesso na Liga Endesa, campeonato espanhol de basquetebol sénior feminino. Mas também não foi de todo mau. O Kutxabank Araski falhou o apuramento aos “play-offs” dos quartos-de-final, ao fechar a fase regular na 10ª posição com 30 pontos. Este foi o saldo: 11 vitórias, 19 derrotas e um cesto-average de 1924 pontos marcados e 2121 sofridos.

Os “targets” de Tamara Seda foram de 214 pontos (média de 7,6 por jogo), 172 ressaltos dos quais 116 defensivos e 56 ofensivos (média de 6, 1 /jogo) 15 roubos de bola e 63 “turnovers” em 28 jogos (685:07 minutos na quadra, uma média de 24:28/jogo).

Na sua quarta temporada no basquetebol profissional espanhol, Seda converteu 94/199 lançamentos de campo (47,2%), 25 em 33 na linha de lances livres (75,8% de aproveitamento) e 1 em 4 nos tiros exteriores que não são o seu forte (25%).

Joia do Kutxabanki Araski, em que aterrou em 2020, Seda acumulou 76 faltas pessoais (2,7 por jogo) e oito desarmes de lançamento (0, 3).

“Para uma quarta temporada ao nível profissional, faço um balanço positivo. Não conseguimos traçar vários objectivos que tínhamos como equipa, mas posso dizer que a prestação é satisfatória. Esperamos, agora, pela próxima temporada”, notou.

Foco. Determinação. Números equilibrados e consistentes não podiam, de forma alguma, evitar que fosse considerada melhor jogadora do Kutxabank Araski, logo na época de estreia neste clube. E agora? O que se segue? Continuará vinculada ao Kuxtabanki? Ou vai dar o salto para outras ligas? São questões que assaltaram a mente do repórter e colocou-as a Tamara Seda. E a resposta foi cautelosa. O futuro, certo, é incerto!

“Já estive nos EUA, onde fiz a minha formação académica. Agora estou no basquetebol profissional. Então, para onde os meus caminhos me levam a seguir. Tenho as melhores aspirações e vou continuar a trabalhar para que o nível esteja sempre à altura”, prometeu a internacional basquetebolista que entrou para o basquetebol profissional pela porta do Club Deportivo Zamarat (Quesos El Pastor) corria a temporada 2018/2019.

 

MELHORAR ORGANIZAÇÃO INTERNA

Moçambique estabeleceu uma dinastia ao nível do basquetebol feminino em África. É, por isso, uma nação respeitável na modalidade da bola ao cesto. Produziu, produz e certamente continuará a produzir “ene” estrelas do basquetebol.

Conquistou, ao longo de 27 edições do “Afrobasket” feminino, três medalhas de prata (1986, 2003 e 2011) e igual número de bronze (1990, 1993 e 2005).

Desfilou, pela primeira vez na sua história, no Campeonato do Mundo de basquetebol de 2014, na Turquia. Mesmo com todo este trajecto impecável, a organização deixa muito a desejar. É só olhar para a desorganização, com requintes de tragicomédia, havida em 2021 quando se chegou mesmo a colocar em causa a participação de Moçambique no “Afrobasket” de Yaoundé, nos Camarões. E as competições internas não têm sido regulares.

“Isto já é um puxão de orelhas para as federações, Governo e outras entidades para continuarem a apoiar. De facto, existe talento, existe vontade e uma melhor organização faria melhor com que a nossa prestação ao nível internacional fosse sempre positiva, tendo em conta que Moçambique sempre fez parte do top 5. Já foi vice-campeão e, para trilharmos por este caminho e continuarmos a enaltecer o bom nome da pátria, é necessário termos muito apoio quer financeiro quer moral”, observou Tamara Seda. Mas nem tudo está mal, constata Seda: “O nível do basquetebol moçambicano sempre foi bom e positivo. Sempre tivemos uma das melhores selecções de África. Ao nível de clubes, também temos bons resultados. Estamos num bom caminho e espero que continuem a apoiar e enaltecer o nosso desporto para que haja uma boa participação ao nível internacional”, finalizou.

 

TAMARA SEDA INCENTIVA JOVENS TALENTOS EM NKOBE

De férias no país após uma temporada desgastante e menos conseguida em termos de equipa, Tamara Seda visitou, há dias, o núcleo de basquetebol do bairro Nkobe, na Província de Maputo. No local, a internacional basquetebolista moçambicana interagiu com o grupo de crianças que aprendem o ABC da modalidade da bola ao cesto, incentivando-as a praticar desporto, neste caso o basquetebol.

Tamara Seda falou da sua experiência e transmitiu uma mensagem de incentivo a perto de duas dezenas de crianças que podem alimentar um dia à alta competição e representar a selecção nacional. E, no final, recebeu uma recordação dos petizes que um dia sonham dar voos altos dentro e fora do país.

O núcleo de basquetebol de Nkobe tem como monitor Jacinto Cumbula, “coach” que tem trabalhado na perspectiva de lapidar novos talentos e massificar o basquetebol.

O projecto conta, ainda, com o apoio da internacional basquetebolista moçambicana Amélia Massingue (madrinha), campeã africana de clubes pelo Ferroviário de Maputo em 2018, em Maputo, e 2019, no Cairo, Egipto. Tudo vale a pena quando a alma não é pequena. Escreveu, e bem, o poeta.

Duas excepções numa nação em que o desporto é o parente pobre. O êxito ao nível internacional desmente, decerto, a gritante desorganização interna do desporto moçambicano, no geral. Rady Gramade e Alcinda Panguana continuam a dar que falar.

Desta vez, as orgulhosamente pugilistas moçambicanas estão a fazer acontecer no Campeonato do Mundo de Boxe, prova que decorre em Istambul, na Turquia.

Esta segunda-feira, as pugilistas olímpicas disputam o acesso às meias-finais da competição. E espera-se, como lhes é característico, muita entrega no ringue e vontade férrea de dominar nos “rounds”.

Rady Gramane, a competir nos pesos médio, atinge os quartos-de-final após derrotar a sul-coreana Suyeon Seong (3-2).

Neste combate, no qual as duas pugilistas se equivaleram, a decisão do júri teve um peso muito grande a favor da pugilista olímpica moçambicana.

Na estreia, Rade Gramane foi categórica nos 70-75 kg. A pugilista moçambicana “bateu” a tailandesa Pornnipa Chutee por 5-0.

Agora, nas meias-finais, espera-lhe a ucraniana Karolina Makhno, primeira pugilista europeia a ganhar uma medalha no Campeonato Mundial de Boxe juvenil da AIBA.

Karolina Makhno afastou, nos dezasseis-avos-de-final, Namjimyn Anu da Mongólia a quem venceu por 5-0. Na estreia no Mundial, não teve igualmente dificuldades para ultrapassar a queniana Elizabeth Akinyi vencendo por 5-0.

Brilharete também está a fazer a pugilista Alcinda Helen a Panguana, que esta segunda-feira terá pela Cindy Ngamba, pugilista britânica de origem camaronesa, no acesso às meias-finais.

Ngamba é uma pugilista com um bom nível de evolução. É tricampeã nacional, tendo conquistado o seu primeiro título de elite do boxe na Inglaterra nos 81 Kg em 2019, antes de vencer também na categoria dos 75 Kg. No mês passado, Cindy Ngamba venceu Omarah Taylor numa excelente final do campeonato nacional amador de 70kgs.

Imperial, Panguana qualificou-se para os quartos-de-final após derrotar, quinta-feira última, a mexicana Brianda Tamara na categoria dos 66-70kg. Panguana esteve isenta na ronda preliminar da sua categoria.

+ LIDAS

Siga nos

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE