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O País – A verdade como notícia

Rady Gramane falha final do Mundial de Boxe ao perder diante da canadense Tammara Thibeault, de 25 anos de idade, com muita experiência na modalidade. Para além de ser medalha de bronze no Campeonato Mundial de Boxe Feminino da AIBA de 2019, Tammara representou o Canadá nos Jogos Olímpicos de Verão de 2020.

Rady Gramane, que combateu por volta das 19h00 de Maputo, não conseguiu se qualificar à final, tal como Alcinda, entretanto, deixou boas indicações aos terminar como a terceira melhor pugilista do mundo, na categoria dos 70-75kg, ao perder diante da canadense, Tammara Tammara Thibeault, 25 anos de idade, com muita experiência na modalidade. Para além de ser medalha de bronze no Campeonato Mundial de Boxe Feminino da AIBA de 2019, Tammara representou o Canadá nos Jogos Olímpicos de Verão de 2020.

Num renhido combate no qual a moçambicana tentou sempre estar na mó de cima, atacando incessantemente a adversária nos três assaltos, Rady viu-se traída pela altura da adversária, que conseguiu esquivar os golpes por si aplicados, constantemente.

Rady, tentou, tal como nos “quartos” superar a adversária bastante avantajada, em termos de altura.

A luta foi também de muito contacto, dado que sempre que cada uma das contendoras se via à nora, recorria ao “abraço”.

A vitória da canadense, não deixa, no entanto, apagada a excelente prestação da pugilista moçambicana, que vem se reafirmando no plano internacional, ela que para além de ser cinco vezes campeã da Zona IV, ganhou medalha de prata no Torneio Internacional de Budapeste, na Hungria, em Fevereiro, e teve uma prestação de grande nível nos Jogos Olímpicos de Tóquio, no ano passado.

O piloto moçambicano Rodrigo Almeida foi recebido, esta quarta-feira, pelo secretário de Estado do Desporto, Carlos Gilberto Mendes, num encontro de cortesia no qual o dirigente desportivo pretendia encorajar o jovem talentoso que, este fim-de-semana, vai disputar a primeira prova do Troféu DTM em Laustring, na Alemanha.  Esta será a estreia do piloto moçambicano nesta prova de grande dimensão que comporta ainda corridas que passarão pelos circuitos da Áustria, Bélgica e Itália.

Rodrigo Almeida, recorde-se, vai correr ao volante do Mercedes-AMG GT4 no que será um novo desafio na sua estimulante carreira, depois de ter dado boas indicações na passagem pela BMW M2 CUP.

No acto de despedida, Gilberto Mendes não só reconheceu que Almeida tem representado condignamente o país em provas internacionais, como também desejou que o mesmo tenha sucesso.

Ora, o piloto Rodrigo Almeida garantiu que vai continuar a trabalhar arduamente para elevar a bandeira de Moçambique em grandes palcos do desporto motorizado.

A disputa do Troféu DTM constitui um grande desafio para Rodrigo Almeida, porquanto vai evoluir numa equipa que, no passado, reuniu nomes que desfilaram ou desfilam na Fórmula 1:  Sebastian Vettel, Robert Kubica, Christian Klien, Markus Winkelhock e Sébastian Buemi.

Antes mesmo de seguir para a Alemanha, Rodrigo Almeida foi alvo de grandes elogios por parte  de Peter Muche, proprietário da equipa e um dos olheiros da Mercedes que se mostrou entusiasmado com a integração do piloto moçambicano.

Rodrigo Almeida esteve em destaque ao terminar na segunda posição na segunda prova da BMW M2 CUP, prova realizada no circuito de Zolder, na Alemanha.

O internacional Edmilson Dove e Stanley Ratifo são as novidades da pré-convocatória dos Mambas, divulgada através de um comunicado tornado público pela Federação Moçambicana de Futebol (FMF), nas suas páginas das redes sociais, com vista aos jogos da fase de qualificação para o CAN-2023, diante do Ruanda e Benin. Esta é a primeira vez que os dois atletas são chamados desde que Chiquinho Conde assumiu o comando técnico do combinado nacional.

Após momentos de muita suspeição, Chiquinho Conde anunciou, esta quarta-feira, a pré-convocatória, que é composta por 35 jogadores, 23 dos quais actuam no Moçambola.

Com a chamada dos 35 jogadores, o timoneiro do combinado nacional pretende fazer um “scouting” de atletas de que possivelmente irá precisar para atacar a qualificação ao CAN interno, cujas eliminatórias arrancam em Junho próximo, e à Taça COSAFA.

A convocatória definitiva para os jogos de 2 e 8 Junho, respectivamente diante do Ruanda e Benin, será, como tem sido habitual, divulgada em conferência de imprensa, facto que poderá acontecer, em princípio, no dia 29 de Maio, na sede da FMF. Antes de se estrearem nas qualificações para o CAN, os Mambas irão realizar um jogo amistoso, no dia 24 do mês em curso, frente à sua congénere do eSwatini.

A Associação Black Bulls e a União Desportiva do Songo lideram a lista dos convocados, com cinco jogadores, seguidos pela dupla Costa do Sol e Ferroviário da Beira, ambas formações com quatro atletas.

 

DOMINGUEZ + 10

Chiquinho Conde continua a manter viva a sua teoria. Tal como disse aquando da sua apresentação, enquanto ele for treinador, Dominguez será uma presença obrigatória na convocatória dos Mambas.

Dominguez, jogador que actua no emblema sul-africano de Royal AM, tem sido uma verdadeira bala de prata para todos os seleccionadores que orientaram o combinado nacional desde que foi chamado pela primeira vez, assumindo, neste momento, o papel de capitão e motivador da nova vaga de jogadores que têm espreitado o espaço da selecção.

O “puto maravilha” já deixou escapar que esta será, possivelmente, a sua última campanha a disputar para o acesso ao CAN, prova na qual, como jogador, participou uma vez, em 2010, cuja fase final foi em Angola. Aliás, da “velha guarda”, Dominguez, Mexer e Zainadine Jr. são os únicos que ainda emprestam o seu talento aos Mambas.

Na presente convocatória, o destaque vai, ainda, para o regresso de Stanley Ratifo e Edmilson Dove às convocatórias. Esta é, por sinal, a primeira vez na era Chiquinho Conde. Os dois jogadores foram uma das apostas de Abel Xavier na manobra da equipa, tendo, nessa condição, Ratifo marcado o golo que deu a primeira vitória aos Mambas, diante da Zâmbia, em Ndola.

 

EIS A LISTA DOS 35 JOGADORES CONVOCADOS: 

 

GUARDA-REDES

Ernan Siluane – União Desportiva do Songo

Ivan Urrubal – Associação Black Bulls

Victor Guambe – Costa do Sol

 

DEFESAS

Ifren Matola – União Desportiva do Songo

Clésio Baúque – CS Marítimo

Fidel de Sousa – Associação Black Bulls

Reinildo Mandava – Atlético de Madrid

Francisco Muchanga – Costa do Sol

Bruno Langa – GD Chaves

Edmilson Dove – União Desportiva do Songo

José Mauai – Ferroviário de Maputo

Zainadine Júnior – CS Marítimo

Edson Sitoe – FC Bordeaux

Martinho Thauzene – Associação Black Bulls

Alberto Alface – Ferroviário da Beira

 

MÉDIOS

Manuel Kambala – Baroka FC

Shaquille Nangy – Ferroviário de Maputo

Amade Momade – União Desportiva do Songo

Feliciano Jone – Associação Black Bulls

Saddan Guambe – Ferroviário de Maputo

João Bonde – Ferroviário da Beira

Manuel Tanala – Costa do Sol

Adamo Alifa – Ferroviário da Beira

Elias Pelembe – Royal AM

 

AVANÇADOS

Geny Catamo – Vitória SC

Gildo Vilanculos – Amora FC

Witness Quembo – Nacional da Madeira

Reginaldo Fait – Dínamo Tirana

Salas Malico – Ferroviário de Nampula

Isac Carvalho – Ferroviário de Nampula

Melven Choi – Ferroviário da Beira

Melque Alexandre – Associação Black Bulls

Dayo António – União Desportiva do Songo

Stélio Ernesto – Costa do Sol

Stanley Ratifo – CfR Pforzheim

A pugilista moçambicana, Alcinda Panguana, na categoria 66-70kg, voltou a fazer história ao garantir uma presença inédita de Moçambique na final do Campeonato Mundial de Boxe, prova que decorre em Istambul, na Turquia

Panguana venceu nas meias-finais, de forma categórica, por 4-0, a pugilista do Cazaquistão, Valentina Khalzova.

Na final, Alcinda irá defrontar uma irlandesa de nome Lisa Edel O”Rourke, que derrotou a turca Sema Caliskan.

Com este apuramento, a pugilista moçambicana tem assegurada, ainda, a conquista do prémio monetário de 50 mil dólares (cerca de três milhões de Meticais).

Rady Gramane, que está inserida na categoria 70-75 kg, vai enfrentar, na noite de hoje, às 19h00, a pugilista do Canadá Tammara Thibeault, que, nos quartos-de-final, derrotou a australiana Caitlin Anne Parker, por 5-0.

O internacional moçambicano tornou-se um pilar para Diego Simeone na defesa do emblema de Madrid. Aliás, Reinildo Mandava foi eleito melhor jogador de futebol do Atlético Madrid no último mês de Abril, deixando para trás a concorrência de João Félix e Luís Suarez. Já começa a granjear simpatia dos adeptos, que o elegeram como melhor jogador.

Simplesmente encantador, diga-se! Cada acção de Reinildo Mandava em campo costuma ser acompanhada de uma ovação de pé das bancadas do Wanda Metropolitano. Isso se deve a duas coisas: a primeira é que cada intervenção de Reinildo Mandava costuma ser positiva para a sua equipa, e a segunda é que o defesa do Atlético Madrid conquistou o respeito de todos os escalões do Atlético. Desde que chegou ao clube em Fevereiro passado, o moçambicano tem sido um exemplo para todos.

O extremo, há pouco, “aterrou” nas bandas da entidade “rojiblanca” para reforçar o lado esquerdo da defesa, posição que estava um pouco enfraquecida nos últimos anos e não tinha um jogador que deixasse Simeone encantado.

Após a sua contratação, Reinildo vestiu a camisola 23 do Atlético e fez o que faz de melhor: Trabalhar. Com a sua humildade, dando de tudo em cada treino e retribuindo a confiança depositada nele, conquistou um lugar no onze, e, desde então, tem sido uma grande aposta do técnico Simeone para travar as investidas das equipas adversárias.

 

IMBATÍVEL EM DUELOS

Reinildo Mandava é, igualmente, conhecido como um jogador que dá muito mais liberdade para focar no ataque. Graças à sua presença em campo, os seus companheiros de ataque passaram a protagonizar algumas das suas melhores actuações no Atlético. É que estes dois jogadores com clara vocação ofensiva ficam muito mais tranquilos sabendo que Reinildo está nas “costas”.

É importante destacar que os homens do ataque da LaLiga têm um novo pesadelo, já que pouquíssimos avançados espanhóis conseguiram vencer um duelo individual contra Reinildo. Que o diga CR7, na Liga dos Campeões Europeus, quando foi anulado pelo moçambicano. Quanto à LaLiga, é responsável pelo crescimento médio de todos os defesas da prova, em termos de duelos defensivos vencidos e duelos aéreos superados. É, de resto, um jogador que chegou para jogar perto do meio-campo, mas que também actua ao mais alto nível no centro da defesa graças à sua disciplina táctica.

 

EQUILÍBRIO DEFENSIVO

Desde o primeiro minuto, Reinildo mostrou que era uma verdadeira rocha e até ganhou o prémio de melhor lateral-esquerdo da última temporada da Ligue 1, o principal campeonato de futebol de França. Mas sua melhor versão ainda estava por vir numa nova invenção de Diego Simeone, o terceiro defesa.

Seu físico permite-lhe estar um ponto acima de boa parte dos atacantes. É superior em intensidade, em velocidade e quando tem de ir para o chão, algo que foi visto contra o Sevilla quando saiu com sucesso nas seis entradas que fez. Sobrecarregá-lo é uma missão impossível e Simeone sabe disso. Assim, o técnico argentino dá maior liberdade ofensiva ao lateral direito, Llorente ou Vrsaljko, ciente de que Reinildo dá um importante equilíbrio à defesa.

Com 16 jogos do campeonato disputados desde que chegou ao mercado de inverno e quatro jogos da Liga dos Campeões, Reinildo tem sido fundamental na melhoria do Atlético Madrid em todas as competições. Aliás, é assim que Simeone se dá a conhecer ao público sempre que pode, destacando quando tem a oportunidade de falar sobre Reinildo: “Percebemos nele uma intensidade e uma aplicação defensiva que poderia ajudar-nos a melhorar. Conseguiu o que sempre teve, uma importante força defensiva. Sua chegada tem-nos feito crescer”.

 

“SINTO QUE RECEBO O APOIO DE TODOS”

“Agradeço, em primeiro lugar, a todos os meus apoiantes, em particular aos de Moçambique, que têm sempre votado em mim. Obrigado! Estou muito feliz. Foi muito bom quando cá cheguei e os meus companheiros, o treinador, o clube, os adeptos todos me receberam muito bem. Senti-me muito tranquilo porque vi que toda a gente estava comigo, a torcer por mim. Eu vim para ser mais uma pessoa que vem ajudar a equipa. Desde a minha chegada, os jogadores com os quais mais convivo são João Felix, Lodi, Filipe e todos, mas Lodi está sempre comigo para me ajudar e dizer como as coisas são. Os adeptos do Atlético são incríveis, já vivo jogos fantásticos aqui, é um ambiente extraordinário”, reagiu Mandava.

AS pugilistas moçambicanas Rady Gramane (75kg) e Alcinda Panguana (66-70) voltam a entrar em cena no “Mundial” de boxe, prova que decorre em Istambul, na Turquia, com a disputada das meias-finais, que se vai estender até sexta-feira.

Depois de na segunda-feira, Alcinda Panguana ter suplantado a camaronesa Cindy Ngamba nos quartos-de-final, na segunda-feira, será a primeira a entrar em acção hoje, quando defrontar Valentina Khalzova, do Cazaquistão.

O combate está marcado para as 15.00 horas de Maputo. Recorde-se que Khalzova eliminou, nos quartos-de-final, a australiana Kaye Scott.

Apesar de já ter garantido a medalha de bronze e mais 25 mil dólares americanos, equivalentes a 1.5 milhões de meticais, pela qualificação às meias-finais, Alcinda, vai procurar, mais uma vez, escrever o seu nome nesta competição.

A atleta, que no ano passado participou nos Jogos Olímpicos-2020, prova na qual deixou boas indicações e no Torneio Internacional de Budapeste, tem vindo a alegrar os moçambicanos com as suas performances nas competições a que tem participado.

Rady Gramane, que carimbou a sua presença nas meias-finais, derrotando a ucraniana Karolina Makhno nos quartos-de-final, por 5-1, será a segunda a entrar em cena. Gramane, que compete na categoria do Peso Médio 70-75 quilogramas, vai defrontar pela vaga na final, diante da canadiana Tammara Thibeault, num combate que se espera venha ser electrizante, devido à qualidade das duas pugilistas.

Eles estão de volta. Sábado e domingo, no pavilhão do Maxaquene, vão dar corpo ao “Torneio Retoma” de basquetebol 3×3, uma vertente lançada em Moçambique pela Liga Moçambicana de Basquetebol em Outubro de 2019.

Urbano, excitante e inovador! Dinamismo e rapidez são, essencialmente, as expressões que definem uma variante mais condensada, mas rápida, do basquetebol que nos últimos anos ganhou expressão no mundo: 3×3. Das movimentadas ruas dos EUA, ganhou força e marcou presença primeira nas olimpíadas de Tóquio. Expandiu-se, note-se, bem antes, para o continente africano.

Por ser um país com tradição na modalidade da bola ao cesto, Moçambique não podia tornar-se numa ilha. Ensaiou a vertente no passado, mas a COVID-19 travou-o. Agora, com luz verde para realização de actividades desportivas, abre-se uma janela para a sua retoma, que acontece já nos dias 21 e 22. E não havia outro recinto ideal para a disputa de jogos senão mesmo o efervescente pavilhão do Maxaquene.  Palco de alegrias nossas, desgostos e registos para não esquecer. Sábado e domingo, vai testemunhar a evolução de antigos praticantes que irão corporizar os escalões “Masters” (atletas com mais de 35 anos e menos de 50 anos) e “Super Masters” (jogadores com mais de 50 anos) em masculinos e femininos.

A ideia passa por divulgar e ajudar na massificação desta forma simples de praticar basquetebol, preparando jovens para se integrarem nos clubes para a prática do basquetebol clássico com muito mais apuro técnico individual.

A roda já foi inventada e a Liga Moçambicana de Basquetebol está ciente disso, pelo que se guia pelas regras desta nova forma de fazer basquetebol.

É neste sentido que os jogos terão a duração de 10 minutos, observando uma paragem do cronómetro ou mesmo o limite de pontos: 21.

Em caso de empate, recorre-se ao sistema “morte súbita”, para além de que os tiros na zona dos 6.75 metros contam dois pontos, e dentro do limite dos 6.75 metros valem 1 ponto. Está ainda definido que, em caso de falta em movimento de lançamento, há espaço para um único lançamento.

Mais: o reinício do jogo após cesto convertido será fora da zona do tiro exterior na zona frontal à tabela, sendo que o jogador que defende deve entregar a bola ao ataque. O tempo de ataque é de 12 segundos, contra os 24 definidos e aplicados no basquetebol tradicional.

Sem um aparelho próprio de controlo de 12 segundos, há que recorrer aos 14 segundos como tempo de ataque dada a existência de capacidade técnica para o efeito.

A Liga Moçambicana de Basquetebol (LMB) definiu como prémio a dar aos vencedores do “Torneio Retoma” o valor de 10, 000, 00 Meticais para os vencedores de cada um dos escalões do “Torneio Retoma”.

O basquetebol 3×3 está a ganhar muito espaço e a tornar-se uma peça-chave para o desenvolvimento da modalidade da bola ao cesto no geral.

Uma das principais forças do 3×3 é a simplicidade, tanto nas  regras do jogo quanto na  infraestrutura exigida, permitindo a realização de torneios em pontos turísticos com belas paisagens. Pode ser jogado em qualquer lugar e por qualquer pessoa.

A estreia do 3×3 em competições internacionais aconteceu nos Jogos Olímpicos da Juventude, em 2010, em Singapura. O primeiro evento com selecções nacionais realizou-se em 2011,  com a disputa  o Mundial sub-18. Em 2012,  foi lançado o “FIBA 3×3 World Tour”, competição na qual as seniores  representam cidades e recebem premiações em dinheiro.

Assustador, escandaloso e revelador do fardo pesado que o Estado e os moçambicanos carregam pelo facto de os Mambas jogarem fora de casa, por falta de um recinto com padrões recomendados pela Confederação Africana de Futebol (CAF)!

O duelo entre Moçambique e o Ruanda, agendado para o dia 2 de Junho no FNB Stadium (Stadium), pode acarretar ao Estado moçambicano, pasme-se, o pagamento de um valor monetário de 1.5 milhões de Meticais, segundo uma nota enviada pela Federação Moçambicana de Futebol (FMF) à Secretaria de Estado de Desporto (SED) a que o “O País” teve acesso.

É que, com o Estádio Nacional do Zimpeto (ENZ) sem requisitos para acolher jogos internacionais, os Mambas não só se transformaram numa equipa ambulante como também forçam o país a encontrar soluções para realizar partidas noutros pontos do continente. Ora, no caso específico da partida inaugural da fase de qualificação ao CAN Costa do Marfim 2023, a Federação Moçambicana de Futebol identificou o FNB Stadium como palco do jogo com os ruandeses. Tal, claro, tem custos a serem assumidos pelo Governo, que já recebeu uma cotação feita pela Federação Moçambicana de Futebol que apresenta valores incomportáveis para jogo com ou sem público.

Sem presença de espectadores nas bancadas, a Federação Moçambicana de Futebol teria que pagar o valor monetário de ZAR 280.787,50 (duzentos e oitenta mil, setecentos e oitenta e sete Rands e cinquenta cêntimos), correspondente a 1.207.386,25 Meticais (um milhão, duzentos e sete mil, trezentos e oitenta e seis Meticais e 25 cêntimos) ao câmbio do dia.

Dispendioso para a selecção nacional jogar com público, o órgão reitor do futebol moçambicano seria obrigado a desembolsar ZAR 597.854,50 (quinhentos e noventa e sete mil, oitocentos e cinquenta e quatro rands e cinquenta cêntimos), correspondente a 2.569.613,35 Meticais (dois milhões, quinhentos e sessenta e nove mil, seiscentos e treze Meticais e trinta e cinco cêntimos) ao câmbio do dia.

“Deste modo, e conforme demonstram as cotações em anexo, o custo de realização do jogo sem espectadores é de ZAR 280.787,50 (Duzentos e oitenta mil, setecentos e oitenta e sete Rands e cinquenta cêntimos). Caso se pretenda que o jogo se realize com a presença de espectadores, o custo supracitado terá uma adição de ZAR 317.067 (Trezentos e dezassete mil e sessenta e sete Rands), totalizando, então, ZAR 597.854,50 (quinhentos e noventa e sete mil, oitocentos e cinquenta e quatro Rands e cinquenta cêntimos) ”, lê-se na missiva enviada pela Federação Moçambicana de Futebol à Secretaria de Estado de Desporto.

Serve de referência recordar que a gestão e manutenção do Estádio Nacional do Zimpeto acarreta aos cofres do Estado cerca de 80 milhões de Meticais por ano, valor incomportável. Daí que a solução passa, neste momento, por trespassar a gestão para sul-africanos, que estão em conversações com a Secretaria de Estado de Desporto (SED).

Num passado recente, os Mambas foram obrigados a jogar no Marrocos a fase de qualificação para o Mundial Qatar 2022, numa escolha sem igual que alimentou calorosos debates na esfera desportiva e não só, e colocou os adeptos com os cabelos levantados.

Telegráficos, os dirigentes da FMF justificaram que esta era a melhor opção para a selecção nacional de futebol jogar na RAS.

As pugilistas olímpicas moçambicanas Rady Gramane e Alcinda Panguana disputam, esta quarta-feira, o acesso às finais do Campeonato do Mundo de Boxe, prova que decorre em Istambul, na Turquia. Gramane e Panguana já fizeram história, mas querem contar as douradas.

Assegurada a inédita conquista de medalhas de bronze (2) e um encaixe de USD 25 mil (cerca de 1,5 milhões de Meticais) em plena segunda-feira épica de afirmação, as pugilistas moçambicanas Rady Gramane e Alcinda Panguana perseguem, agora, o metal mais ambicionado: o ouro.

Mais: concorrem ao prémio máximo de USD 100 mil (cerca de seis milhões de Meticais) disponibilizado pela IBA (International Boxe Association).

No acesso à final, Alcinda Panguana vai combater com Valentina Khalzova, pugilista do Cazaquistão que nos quartos-de-final venceu a australiana  Kaye Frances Scott, por 5-0.

Valentina Khalzova entrou em cena, nesta prova, nos dezasseis-avos-de-final, fase na qual “despachou” a japonesa Seon Su-jin, por 5-0.

Valentina Khalzova é uma pugilista referenciada, tendo vencido o Campeonato Asiático de 2021 no peso médio feminino (69 kg) e o Campeonato Mundial de Boxe Feminino de 2016 igualmente de peso meio-médio (69 kg)

Panguana chega às meias-finais depois de ter derrotado Cindy Ngamba, da Fair Chance Team, que treina no Reino Unido.

Rezam as crónicas da IBA que a pugilista moçambicana recuou alguns passos antes de lançar os seus contra-golpes e evidenciou inteligência no primeiro “round” nos quartos- de-final de pesos médios leves (70 kg).

Ngamba, que tem raízes nos Camarões, pressionou um pouco no segundo “round” e depois desacelerou no terceiro. Panguana mostrou resistência no último “ round” e venceu a disputa acirrada. ““Não consigo encontrar palavras para este triunfo e espero ter deixado todo o meu país orgulhoso hoje”, disse Alcinda Panguana em declarações ao sítio da IBA.

Isenta da primeira eliminatória, Alcinda Panguana estreou-se nos dezasseis-avos-de-final com uma vitória sobre a mexicana Brianda Tamara (RSC).

O seu percurso brilhante e resultados alcançados em provas internacionais reforçam a esperança de tocar o céu, ou seja, atingir patamares ainda maiores.

Panguana conquistou, em cinco ocasiões, o título de campeã regional da Zona IV de África. Fez furor, em 2021, no Campeonato Africano da Zona III, ao conquistar a medalha de ouro nesta competição disputada em Kinshasa, na República Democrática do Congo.

Já Rady Gramane terá pela frente, na categoria de peso médio 70-75 quilogramas, a canadiana Tammara Thibeault, que afastou a australiana Caitlin Anne Parker nos quartos-de-final com vitória clara por 5-0.

Tammara Thibeault, pugilista que nasceu a 27 de Dezembro de 1996, conquistou uma medalha de bronze no Campeonato Mundial de Boxe Feminino da AIBA de 2019. Representou o Canadá nos Jogos Olímpicos de Verão de 2020 realizados em Tóquio, Japão.

Gramane derrotou, nos quartos-de-final, a ucraniana Karolina Makhno  por 3-2 (com os juízes a atribuírem a seguinte pontuação: 29:28 29:28 28:29 27:30 29:28).

A pugilista moçambicana começou a sua campanha no Mundial com uma vitória sobre a tailandesa Pornnipa Chutee, por 5-0, num combate em que foi superior nos três “rounds”. Nos dezasseis-avos-de-final, Rady Gramane venceu a sul-coreana Seong Su-yeon, por 3-2.

Estamos, aqui, diante de uma pugilista com uma folha de serviço assinalável. Basta recordar que foi campeã da Zona IV de África por cinco vezes, tendo ainda açambarcado a medalha de prata na 12ª edição dos Jogos Africanos de Rabat, Marrocos, em 2019.

Consta ainda a conquista da medalha de prata no Torneio Internacional de Budapeste, na Hungria, além de uma presença para recordar nos Jogos Olímpicos Tóquio 2020, deixando ficar boas impressões.

 

ENTRAR NA HISTÓRIA

Com a conquista das duas medalhas de bronze no Campeonato do Mundo de Boxe, na Turquia, Moçambique inscreveu o seu nome na lista dos países medalhados. Com efeito, Gramane e Panguana colocaram o país entre as 50 nações que já amealharam medalhas nesta competição sob a égide da IBA.

Lituânia e Argélia conquistaram, igualmente, as suas primeiras medalhas na história do Campeonato Mundial Feminino de Boxe, tornando-se, respectivamente, o 48º e 49º países medalhistas na classificação de todos os tempos.

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