Skip to main content

O País – A verdade como notícia

O internacional moçambicano continua a dar o ar da sua graça e a provar que está bem afinado na frente do ataque. Lau King marca pelo terceiro jogo nas últimas cinco partidas, contando os jogos dos Mambas e da União Desportiva de Songo. Lau continua a carregar a coroa de King dos golos.

É, realmente, um Rei. Aliás, um King! A fazer jus ao seu apelido, King, Lau continua em alta. Este sábado, marcou o quarto golo no Moçambola, o terceiro consecutivo, ao serviço da União Desportiva do Songo.

Aproveitou a sua altura e o seu porte para saltar mais alto que Chico e cabecear sem hipóteses de defesa para Victor. Um golo que levantou os adeptos das duas equipas que preenchiam a bancada central do campo do Costa do Sol e que coloca o internacional moçambicano na liderança dos artilheiros do Moçambola, agora com quatro remates certeiros, isolado dos restantes e bem encaminhado para ser coroado, no final da temporada, o Rei dos golos.

Lau King não marcou na primeira jornada, diante da Black Bulls, mas marcou na segunda jornada, frente a Associação Desportiva do Songo, voltando a falhar na terceira e quarta jornadas.

Mas, a partir da quinta jornada, é só Lau King. Um golo frente ao Ferroviário de Nampula, outro no embate diante do Matchedje de Mocuba, e mais este, marcado sábado, no Matchiki Tchiki, ditam os feitos do homem de Songo.

De permeio, dois golos apontados ao serviço dos Mambas. Primeiro no torneio Cosafa, em Durban, diante do Senegal, e outro na fase de qualificação ao CHAN 2023, diante da Zâmbia, em Lusaka.

A particularidade dos golos marcados por Lau King é uma: todos foram marcados para salvar a equipa que representa. Um autêntico salvador!

Daqui para frente, os holofotes estarão virados para Lau King, todas as vezes que tocar na bola ou que houver um cruzamento para área, estando o jogador em condições de visar.

O internacional moçambicano deixou para trás a concorrência de Melque, da Black Bulls, que ficou em branco nesta jornada, e continua com os seus três golos apontados, tendo sido alcançado por Isac, do Ferroviário de Nampula, que marcou o golo da vitória da sua equipa, diante do Incomáti de Xinavane, e por Nené, seu colega na Black Bulls, que marcou também na quarta e quinta jornadas.

 

14 GOLOS APONTADOS FIM-DE-SEMANA

Mas não foram só os golos de Lau King, Isac e Nené que animaram o fim-de-semana. Aliás, Beto, jogador do Costa do Sol, também fez jus ao seu apelido e fez uma Maravilha diante da União Desportiva de Songo. Foi quem abriu o marcador e fez o seu segundo golo na época.

Mário Sinamunda estreou-se a marcar nesta temporada ao serviço do Ferroviário de Nampula, tal como Riquito, no Incomáti de Xinavane. Riquito apontou o segundo golo dos “açucareiros” nesta temporada, igualando seu colega Tomás.

No Ferroviário de Lichinga Walter estreou-se a marcar e abriu o marcador diante da Associação Desportiva de Vilankulo, mas o destaque acabou por ser Rafique, que marcou aos 95 minutos, a dar vitória a turma de Antoninho Muchanga e a fazer seu segundo golo na temporada.

Em estreia esteve também Ximango, da Associação Desportiva de Vilankulo. O jogador ainda deu empate na turma de Artur Comboio, mas sem conseguir evitar a derrota sofrida ao apagar das luzes.

Estreou a marcar também Huga no Ferroviário de Maputo, enquanto seu colega Kito fez o segundo golo, na vitória diante do homónimo de Nacala.

João Bonde e Pepo foram outros jogadores a entrarem para a lista dos marcadores, depois de terem marcado na vitória da sua equipa, o Ferroviário da Beira, na deslocação a Quelimane, onde derrotou o Matchedje de Mocuba.

Ao todo, o Moçambola já produziu 84 golos, maior deles apontados pela União Desportiva de Songo e Black Bulls, que são o ataque mais produtivo, com 14 golos marcados, enquanto Associação Desportiva de Vilankulo, com 12 golos sofridos, e Matchedje de Mocuba, com 13 sofridos, são as piores defesas do Moçambola 2022.

 

LISTA DOS MELHORES MARCADORES

 

QUATRO GOLOS

Lau King (UD Songo)

 

TRÊS GOLOS

Isac (Ferroviário de Nampula), Nené e Melque (Black Bulls)

 

DOIS GOLOS

Dinis (Ferroviário de Nacala), Danilo e Beto Maravilha (Costa do Sol), Ibraimo, Jafete (Ferroviário da Beira), Hammed e Victor (Black Bulls), Vivaldo e Rafik (Ferroviário de Lichinga), Dayo e Dário (UD Songo), Kito (Ferroviário de Maputo)

 

UM GOLO

Mamudo (Matchedje de Mocuba), Jimmy, Muzaza, Adams, Henriques, Mário, Nelson e Foken (UD Songo), Mário Sinamunda, Salas, Chelito (Ferroviário de Nampula), Telinho, Muholove, Sataca Jr., Wisdom, Danilo I, Mexer e Jorge (Costa do Sol), Traoré, Yudi, Mário, Celso, Huga, Danny (Ferroviário de Maputo), Mafaite, João Bonde, Pepo, Edson, Ibraimo (Ferroviário da Beira), Momede, Ivan, Hermínio (Liga Desportiva de Maputo), Zinho (Ferroviário de Lichinga), Turras, Rifel, Balloteli e Soares (Ferroviário de Nacala), Mbiza, Victor, Betinho, Ximango, Sibale (AD Vilankulo), Kadre, Anacleto, Rume, Djibril (Black Bulls), Tomás e Riquito (Incomáti).

 

AUTO-GOLO

Balloteli e Dany (Matchedje de Mocuba), Henriques (Liga Desportiva de Maputo)

O pugilista moçambicano, Tiago Muxanga, garantiu a qualificação para a final de boxe nos Jogos da Commonwealth ao derrotar, nas meias-finais, por 5-0, o tanzaniano Kassim Mbumdwike, na categoria dos 67-71 quilos.

Tiago é o primeiro moçambicano a chegar à final desta competição, na modalidade de boxe, onde vai defrontar o pugilista da Irlanda do Norte, Aidan Walsh.

Na sua estreia nesta competição, o pugilista de 21 anos de idade derrotou o camaronês Albert Mengue Ayiss pelo mesmo resultado.

O Moçambola 2021 regressa este fim-de-semana, depois de cerca de 33 dias de paragens, para dar lugar aos jogos dos Mambas, que disputaram o torneio Cosafa e a eliminatória de acesso ao CHAN 2023. O prato da semana é o Costa do Sol vs União Desportiva do Songo, este sábado. Liga Desportiva de Maputo vs Black Bulls é outro jogo que terá, à semelhança do Costa do Sol vs UD Songo, transmissão em directo na Stv Notícias.

O regresso do campeonato nacional de futebol não podia ser da melhor forma: um sensacional Costa do Sol vs União Desportiva do Songo para saciar a fome dos amantes do futebol, que tiveram que esperar 33 dias para ver a bola rolar nos campos nacionais.

Uma embate sempre apetecível e carregado de emoção, festa e um misto de sentimentos, antes e depois do jogo, dentro e fora das quatro linhas. Isso porque, quando estas duas equipas se encontram, o resultado é sempre imprevisível.

Até porque é um jogo que envolve o primeiro e o segundo classificados, com a turma de Songo a liderar o Moçambola com 18 pontos, mais quatro em relação à turma da capital do país, treinada por Artur José Semedo.

Das 22 partidas do confronto directo entre estas duas equipas, a vantagem pesa para o lado dos “hidroeléctricos”, que venceram em 12 delas, mais que a metade, enquanto os “canarinhos” venceram a metade em relação ao seu adversário, seis, e com registo de quatro empates.

Grande parte das vitórias da União Desportiva de Songo foram alcançadas quando ainda era HCB de Songo. Nos últimos quatro anos e seis partidas entre “canarinhos” e “hidroeléctricos”, o equilíbrio foi a nota dominante, com duas vitórias para cada lado e dois empates.

O Costa do Sol é que teve as maiores goleadas diante do seu adversário deste sábado, respectivamente 4-0, em 2010, e 4-2, em 2019. Na temporada passada as vitórias foram repartidas, com os “hidroeléctricos” a vencerem em Songo a tangente, e os “canarinhos” a darem o troco em sua casa, por 2-1.

A paragem do Moçambola pode ter beneficiado o Costa do Sol, que aproveitou para realizar alguns jogos de controlo, além de ter disputado uma partida da Taça de Moçambique. Venceu o 1º de Maio a tangente para a fase provincial da Taça, cilindrou o Mama’s Food FC do campeonato provincial, por 10-0, e empatou a um golo com a Liga Desportiva de Maputo.

Por outro lado, a União Desportiva do Songo fez apenas um jogo de controlo, diante da sua equipa B, em Songo. A única vantagem que os “hidroeléctricos” carregam é o facto de terem tido todos os seus jogadores que estavam ao serviço dos Mambas em actividade, bem como o facto de terem chegado a Maputo com antecedência de uma semana para o jogo, para se ambientarem ao clima e à pressão do jogo.

Por isso, será um jogo de grandes proporções, que terá transmissão em directo, sábado, quando forem 14h00, na Stv Notícias.

Ainda sábado, mas na capital do norte, o Ferroviário de Nampula terá pela frente o Incomáti de Xinavane. Os “locomotivas” da capital do norte são claros favoritos a vencer o jogo, não só por jogarem em casa, mas, acima de tudo, por deterem uma legião de jogadores experientes e que procuram resgatar a mística desta formação que já logrou conquistar a prova.

Os “açucareiros”, por seu turno, trocaram de treinador recentemente e Victor Mayamba chega para provar que é possível reverter o cenário de crise que a equipa teve nas primeiras seis jornadas.

O terceiro classificado, com 11 pontos, recebe, neste caso, o penúltimo posicionado com quatro pontos.

 

DOMINGO HÁ MAIS JOGOS

Domingo, o jogo de cartaz é o que vai envolver a Liga Desportiva de Maputo e a Black Bulls. Duas equipas parceiras que tiveram um arranque a meio gás na prova, justificado pelas posições que ocupam neste momento.

Os “touros”, com estatuto de campeões nacionais, realizaram jogos de controlo com equipas nacionais e estrangeiras, com destaque para o Royal Leopards de eSwathini, tendo conseguido bons resultados. Actualmente, ocupa a quarta posição e segue para as suas posições do pódio e este jogo pode ser o culminar desse desiderato.

A Liga Desportiva de Maputo não esteve bem e, em seis jogos, somou cinco pontos, muito pouco para uma equipa que já foi campeã nacional por quatro ocasiões. Um jogo, também com transmissão na Stv Notícias, domingo, a partir das 14h00.

Na vila portuária de Nacala, haverá um jogo entre dois irmãos: os Ferroviários de Nacala e de Maputo. Um jogo imprevisível, tendo em conta os confrontos entre as duas equipas.

Aliás, com a irmandade colocada de lado, o resultado final não será surpreendente, ainda que a turma de Maputo tenha ligeira vantagem no campo das possibilidades. As duas equipas seguem-se na tabela classificativa com a turma de Nacala à frente, com nove pontos, mais um, comparado à turma de Maputo.

Um jogo de destaque terá lugar, também, em Lichinga, onde a turma local do Ferroviário recebe a Associação Desportiva de Vilankulo.

Dois pontos separam as duas equipas, a maior para os anfitriões, que têm alguma vantagem no jogo, a quererem aproveitar o facto de os “hidrocarbonetos” ainda não terem assentado as estratégias do novo treinador, Artur Comboio. Ou seja, há que saber fazer aproveitamento das oportunidades para que cada uma das equipas possa sair em vantagem no jogo.

Finalmente, em Quelimane, o lanterna vermelha recebe o Ferroviário da Beira. Um jogo que não seria dos sonhos para Nacir Armando, que se vê a ferro e fogo, tendo em conta que uma derrota pode agudizar a pressão que pesa sobre o técnico.

Em seis jogos, os “militares” somam apenas um ponto e não devem perder mais pontos em casa, se quiserem acalentar esperanças de continuar na alta-roda do futebol moçambicano.

Uma jornada que pode trazer surpresas nos resultados e algumas alterações na tabela classificativa.

A delegação moçambicana que esteve no Africano de Vólei de Praia, em Agadir, Marrocos, chegou ao país esta quarta-feira, depois de conquistar o continente. Mas já pensa no Mundial do México, com olhos postos nos Jogos Olímpicos de Londres, em 2024.

Quatro duplas moçambicanas, sendo duas masculinas e outras duas femininas, deixaram Maputo à procura de conquistar o continente a partir das areias de Agadir, Marrocos. Foi uma expedição de descobrimentos a que não se assustaram pela presença de outros navegadores e a conquista acabou por ser fácil.

Os homens é que mais se evidenciaram! Duas medalhas a levantarem a bandeira bem alto no pódio de Agadir. A prata e o bronze vieram com Ainadino e Jorge e José e Osvaldo, que foram os heróis moçambicanos em Marrocos.

Ainadino diz que depois de conquistar a região austral (zona VI), onde venceram todos os circuitos, a meta era mostrar-se ao continente. Assume que não foi tarefa fácil, mas a experiência acabou por ditar as regras do jogo. Mau grado que o adversário, na final, tenha sido uma dupla marroquina, que, puxada pelo seu público, suplantou os moçambicanos.

“Nosso objectivo era atacar ao nível de toda a África e conseguir estar no pódio, no segundo lugar. Por isso digo que os nossos resultados foram satisfatórios. Não foi desta que fomos campeões, mas acredito que, da próxima, será melhor”, enalteceu Ainadino, empunhando a sua medalha e o troféu que recebeu em Marrocos.

As mulheres também foram bravas, embora as duas duplas não tenham alcançado o pódio. Vanessa e Ana Paula representaram a força da mulher moçambicana e suplantaram várias outras. Também tinham o objectivo de espalhar o seu perfume em África, depois de não mais haver espaço na região.

Mas, tal como os homens, sofreram a bem sofrer com o público que puxava pelas marroquinas. Cederam, nas meias-finais, e tiveram que disputar o bronze. Não deixaram os seus créditos em mãos alheias e contentaram-se com o pouco.

Na hora do balanço, Vanessa Muianga diz que “conquistar a medalha de bronze é muito gratificante, porque não foi fácil. Isso é fruto de muito trabalho e dedicação e penso que, das próximas vezes, vamos tentar [fazer] mais do que isso. Porém, até agora, o nosso objectivo foi alcançado, que era qualificarmo-nos para o mundial”.

A outra dupla, Ângela e Natália, terminou na sétima posição, na sua estreia absoluta em provas desta magnitude. Até porque já não tem nada a provar na região e, na próxima, vai estar melhor concentrada e preparada para conquistar África.

 

 

PREPARAR O MUNDIAL COM OLHOS VIRADOS PARA LONDRES

África está conquistada, mas não é tudo. Aliás, as duplas moçambicanas não foram a Agadir apenas para desfilar a sua classe, mas também para espalhar o perfume e alcançar o objectivo de marcar visto para o Mundial do México.

Esse visto está carimbado e os passaportes estão pintados para México. Contudo, atravessar o oceano atlântico é apenas um caminho. Um desvio que deve levar o vólei moçambicano aos Jogos Olímpicos de Paris, em 2024.

É assim que pensam o seleccionador nacional, Alexandre Pontela, e o presidente da Federação Moçambicana de Voleibol, Mohamed Valá.

Para Pontela “o nosso objectivo não será ir para o mundial apenas para participar, porque isso só não faz sentido, olhando para o tamanho do projecto do vólei moçambicano”. É preciso mais ambição, e a ambição é fazer com que o nível do vólei suba ao nível das principais potências mundiais”.

Mohamed Valá quer mais: “precisamos de participar mais em circuitos internacionais e mundiais para podermos aumentar os nossos índices de confiança e diminuir um pouco de pressão com o público e enfrentarmos as provas africanas para ficarmos em primeiro lugar”.

Isso é possível com trabalho, investimento e dedicação de todos, assumem todos.

África está conquistada, agora falta o mundo e o planeta.

 

 

 

Ainadino

Voleibolista

Já conquistamos África, porque acredito que alcançamos o nosso objectivo. Chegamos ao pódio e qualificamo-nos ao Mundial. Numa fase inicial, queremos chegar ao Mundial e passar da primeira fase, esse é que é o nosso objectivo, porque não é fácil competir com países que vivem desta modalidade. Todavia, temos estado a trabalhar para isso e acredito que, nas próximas fases que formos, daremos tudo de melhor para passarmos da primeira fase.

 

Vanessa

Voleibolista

Conquistar a medalha de bronze é muito gratificante, porque não foi fácil. Esta conquista é fruto de muito trabalho e dedicação e penso que, das próximas vezes, vamos tentar mais do que fizemos. Entretanto, até agora, o nosso objectivo foi alcançado, que era qualificarmo-nos para o Mundial. Vamos continuar a trabalhar bastante para que possamos conseguir bons resultados e vamos treinar muito. Vamos dedicar-nos ainda mais para chegarmos ao Mundial em boa forma.

 

Mohamed Valá

Presidente da FMV

O nosso objectivo no Campeonato Africano era estarmos no pódio e qualificar as nossas duplas, masculinas e femininas, para o Campeonato do Mundo do México. Conseguimos esse feito. Nós precisamos de participar mais em circuitos internacionais e mundiais para podermos aumentar os nossos índices de confiança, diminuir um pouco de pressão com o público e enfrentar as provas africanas para ficarmos em primeiro lugar. Para o mundial, precisamos de trabalhar e preparar melhor a nossa participação.

 

Alexandre Pontela

Seleccionador nacional

Estou muito feliz pela qualificação ao mundial. Podemos esperar uma preparação mais intensa, mais forte, porque o nosso objectivo não é ir ao mundial apenas para participar. Isso não faz sentido isso, olhando para o tamanho do projecto que o país vem desenvolvendo. Queremos estar no nível das principais potências mundiais a longo prazo. A preparação para o próximo mundial, com certeza, vai exigir muito dos nossos atletas, muita dedicação e esforço, porque nosso alvo é mostrar um excelente voleibol.

O internacional moçambicano, Edmilson Dove, está cada vez mais próximo de completar o seu retorno à primeira divisão do futebol da África do Sul, agora pela porta do Kaiser Chiefs.

De acordo com o capitão da União Desportiva de Songo, John Banda, em entrevista ao FARPost, o jogador moçambicano retornou à vizinha África do Sul para tentar uma possível transferência.

“Sim, ele viajou para a África do Sul. Sei que ele está a fazer exames médicos e não testes. Ele é um bom jogador. Ele não indicou o tempo que vai ficar, mas apenas disse que vai para a África do Sul. É bom que ele volte”, disse John Banda ao FARPost.

O lateral esquerdo voltou a Moçambique em Janeiro de 2022, tendo assinado pela UD Songo, numa tentativa de recuperar a sua forma física, que havia perdido devido a lesões que o apoquentaram durante uma temporada.

Na altura, o treinador do Cape Town City, Eric Tinkler, deixou claro ao internacional moçambicano que não era garantida a posição na equipa, devido à forte concorrência que havia na sua posição.

Dove vem treinando com a equipa do Kaiser Chiefs há alguns dias, enquanto procura preencher a posição de lateral-esquerdo.

O jogador impressionou o técnico do Kaiser, Arthur Zwane, enquanto representava os Mambas no Torneio Cosafa 2022, realizado em Durban no mês passado.

Antes do Cosafa, Dove disse que as lesões contribuíram para sua saída do Cape Town City, mas que mantinha as possibilidades de regresso em aberto. “Depois da minha lesão, muitas coisas não saíram do jeito que eu queria, mas não posso debruçar-me sobre isso… as portas abrir-se-ão e estou disposto a dar o próximo passo quando isso acontecer”, disse Dove, citado pelo FARPost.

O jogador, de 28 anos, disse ainda estar a ajudar a nova geração de jogadores moçambicanos a valorizar a importância de jogar em competições internacionais como Cosafa e CHAN.

Dove ingressou no Cape Town City em 2017, vindo do Ferroviário de Maputo, e fez 102 jogos oficiais, onde marcou cinco golos e fez duas assistências.

A participação de Moçambique nos Jogos da Commonwealth começa a ter frutos positivos com a conquista das primeiras medalhas. No boxe, o país já garantiu, no mínimo, o bronze, através de Alcinda Panguane e Rady Gramane, que venceram nos seus combates de hoje, quarta-feira.

As pugilistas moçambicanas, Alcinda Panguane e Rady Gramane, já têm o bronze garantido nos Jogos da Commonwealth, que decorrem em Birmingham, Inglaterra. As duas pugilistas venceram os seus combates dos quartos-de-final e garantiram, não só as meias-finais, mas também a medalha de bronze.

Alcinda Panguane teve mais dificuldades para superar a sua adversária, a camaronesa Clotilde Essiane, tendo vencido à tangente, ou seja, 3-2 no somatório dos juízes do combate.

Já Rady Gramane foi a mais demolidora, ao somar a pontuação máxima dos juízes, ou seja, venceu todos os três assaltos e foi pontuada com unanimidade, no combate diante da inglesa Kerry Davis.

As duas atletas vão disputar o acesso à final da prova, esta sexta-feira. Alcinda Panguane terá pela frente a austríaca Kaye Frances Scott por um lugar na final e na disputa pelo ouro, na categoria dos -70kg.

Já Rady Gramane, na categoria dos -75kg, vai disputar acesso à final diante da nigeriana Jacinta Umunnakwe, quando forem 13h30 de Maputo.

Estas são as primeiras medalhas garantidas nos Jogos da Commonwealth, que terminam domingo, em Birmingham, depois das participações inglórias do triatlo, natação e atletismo, onde os atletas conseguiram terminar as provas e, alguns, melhorar as suas marcas.

Ainda hoje, Édio Mussacate esteve em acção, nas provas de atletismo, nos 400 metros. O atleta moçambicano esteve na última série das preliminares e terminou na última posição, com o tempo de 48 segundos e 73 centésimos, ainda assim melhorando a sua marca, que era de 48:85 segundos.

Já Caio Lobo, na natação, competiu na prova dos 200 metros livres e estabeleceu um novo recorde nacional. Lobo fez a prova em 2:13:46 minutos (dois minutos, treze segundos e quarenta e seis centésimos), quebrando o anterior recorde, que era de 2:14:03. Ainda assim, ficou pelo caminho.

Estas foram as últimas provas de natação para o país.

 

MAIS PROVAS PARA ESTA QUINTA-FEIRA

Para esta quinta-feira, há mais participações de Moçambique em Birmingham. Armando Sigaúque entra em cena nos quartos-de-final do boxe, na categoria dos -54kg, defrontando o norte-irlandês Dylan James Eagleson, quando forem 17h00 de Maputo.

Tiago Muxanga volta aos ringues, também esta quinta-feira, nos quartos-de-final, depois de ultrapassar o seu adversário, na terça-feira, o camaronês Albert Mengue. O adversário desta quinta-feira é o austríaco Wendell Stanley, para lutar pelas meias-finais e pelas medalhas.

No atletismo, será a vez da Ancha Mandlate correr na terceira série dos 200 metros, à procura de um lugar na fase seguinte, a partir das 15h00 de Maputo.

O internacional moçambicano, Edmilson Dove, está no radar do Kaiser Chiefs da África do Sul. As excelentes exibições protagonizadas pelo jogador da União Desportiva do Songo e na selecção nacional, quer no torneio Cosafa, quer na eliminatória para CHAN, encheram os olhos dos dirigentes do clube sul-africano, que já incitaram contactos para ter o jogador no seu plantel.

A informação circula na imprensa sul-africana, que afirma que o jogador deixou bons indicadores de estar de regresso à sua forma física de antes da lesão que o afastou dos relvados durante uma época, quando estava ao serviço do Cape Town City.

Edmilson Dove esteve em evidência ao serviço dos Mambas no torneio Cosafa, onde foi capitão nos embates diante da África do Sul e Senegal, tendo descansado diante da Namíbia, no jogo de atribuição do terceiro lugar.

Na eliminatória de acesso à fase final do CHAN 2023, Dove voltou a vestir a braçadeira de capitão e carregou os Mambas a uma importante vitória na Zâmbia, que garantiu a passagem à última eliminatória de acesso à fase final do CHAN da Argélia.

A concretizar-se a transferência, que teria que ser ainda este mês, tendo em conta o período de contratação de jogadores que encerra a 31 de Agosto, seria o regresso do jogador ao futebol sul-africano.

O lateral esquerdo teve a sua primeira, e única, experiência no estrangeiro ao serviço do Cape Town City, da África do Sul, clube a que se juntou na temporada 2016/17, saindo do Ferroviário de Maputo, clube que o projectou para a alta-roda do futebol.

Nos “citizens”, Dove jogou até ao meio da época passada, 2021/22, na África do Sul, depois de não conseguir recuperar o seu lugar na equipa, uma época após a lesão no tornozelo, o que acabou por ditar a sua saída do clube sul-africano.

Com acordo de rescisão amigável, o internacional moçambicano juntou-se à União Desportiva do Songo, clube que representa, como capitão, desde o início da temporada moçambicana.

Ferroviário de Lichinga e Ferroviário de Nampula protagonizam o embate mais importante da fase regional da Taça de Moçambique. É o único embate entre equipas que militam no Moçambola 2022.

A Taça de Moçambique entra para a fase regional, com um equilíbrio entre as equipas da primeira e segunda divisão do campeonato nacional de futebol. Ou seja, das 20 equipas qualificadas aos oitavos-de-final, metade são da primeira divisão e a outra metade da segunda.

Vale dizer que das 12 equipas do Moçambola, apenas o Incomáti de Xinavane e o Matchedje de Mocuba não conseguiram transitar da fase provincial.

Quis o sorteio da fase regional da Taça de Moçambique ditar um embate de gigantes na zona Norte. Os Ferroviários de Lichinga e de Nampula cruzam caminhos para os oitavos-de-final da segunda maior prova futebolística do país.

No embate entre as duas equipas para o Moçambola 2022, realizado a 15 de Maio deste ano, para a segunda jornada, os “locomotivas” de Nampula venceram a tangente, com golo de Salas, numa recarga a uma grande penalidade, num jogo que teve como palco o Estádio 25 de Junho. Para a Taça de Moçambique, o jogo é a uma mão, nesta fase, e será no 1º de Maio de Lichinga.

Daí prever-se um jogo equilibrado, que vai deixar pelo caminho um grande do futebol moçambicano, na segunda maior competição futebolística do país.

Ainda pela zona Norte, que apura um representante para a fase nacional, o Ferroviário de Nacala tem deslocação a Pemba para defrontar o Baía FC.

Os vencedores destes dois jogos disputam a finalíssima para apurar o representante da zona Norte nos quartos-de-final, a fase nacional.

 

EQUIPAS DO MOÇAMBOLA JOGAM FORAM NO CENTRO E SUL

Pela zona Centro, que apura três equipas para a fase nacional, as duas equipas do Moçambola jogam fora de portas, nomeadamente, o Ferroviário da Beira, que vai a Moatize defrontar o Bagamoio FC local, e a União Desportiva de Songo, que vai à Beira jogar com o Estrela Vermelha.

Há, ainda, o duelo entre Sumeia FC de Mocuba e FC da Soalpo, ambos da segunda divisão da zona Centro, pela província da Zambézia e Manica.

Tal como no Centro, na zona Sul as equipas do Moçambola jogam fora de portas. A Associação Desportiva de Vilankulo vem a Maputo defrontar o Estrela Vermelha, da capital do país, e a Black Bulls terá pela frente o Desportivo da Matola.

Já o Costa do Sol tem encontro marcado com Desportivo Maputo, num dos clássicos mais antigos do futebol moçambicano. Apesar de ser jogo entre equipas de escalões diferentes e os “alvi-negros” não passarem pelo melhor momento no campeonato da Cidade de Maputo, prevê-se um jogo de difícil prognóstico.

Por seu turno, o Clube de Chibuto aguarda pelo vencedor do jogo entre o Ferroviário de Maputo e o Vulcano, que se disputa esta quarta-feira. O jogo não se realizou na devida altura porque os “locomotivas” da capital accionaram a cláusula que os protege por terem tido dois jogadores nos Mambas.

A zona Sul apura quatro equipas aos quartos-de-final, que se juntam às restantes três do Centro e uma do Norte, na fase nacional.

Os jogos da fase regional têm lugar ainda este mês de Agosto.

No dia de exultação dos 45 anos de existência, o 1º de Agosto recebeu uma prenda das moçambicanas Tamara Seda e Onélia Peróla Mutombene: o título na Taça de Angola. Mas atenção que Rosa, extremo angolana, teve uma noite de gala no pavilhão principal da Cidadela Desportiva. Rosa Gala foi a MVP da final, com 20 pontos.

Dia de celebração do 45º aniversário do 1º de Agosto, dia de glória para o clube “militar”. Com duas basquetebolistas moçambicanas, nomeadamente, Tamara Seda, enorme nas tabelas, e Onélia Mutombene, a fazerem a posição 1 e  a contribuírem para elevação aos céus de mais um troféu para as “agostinas”.

Foi, em pleno pavilhão principal da Cidadela Desportiva, uma espécie de “vingança” depois da derrota sofrida  em Junho pelo 1º de Agosto diante do Interclube na Supertaça, por 81-76.

Era de prever um duelo de cortar a respiração entre Tamara Seda e Onélia Peróla Mutombene (do lado do 1º de Agosto) e Ingvild Mucauro (com vestes de reforço do Interclube).

Era, pois, até pela rivalidade que encerra esta partida, mesmo fora da esfera angolana.  Retrospectivamente, permitam-nos, há que assinalar as disputas entre os dois conjuntos na Taça dos Clubes Campeões Africanos, onde se bateram a valer. Isto em tempos outros das velhas raposas Apolinário Paquete (ex-coach do Inter) e  o malogrado Higino Garcia (1º de Agosto).

Mas voltemos ao pavilhão da Cidadela. Equilibrado, e com as “polícias” e as “militares” a optarem por marcação ao homem,  o primeiro quarto fechou com um parcial de 19-16, favorável ao D’Agosto. Uma vantagem de seis pontos, nos primeiros cinco minutos, forçou um “time out” para os ajustes defensivos da equipa de Carlos Dinis.  Ao fim do segundo quarto, Tamara Seda contabiliza seis pontos!

No segundo quarto, e com 9:10 por se jogar, registava-se um parcial de 4-4 (23-19 a favor do 1º de Agosto). Rosa foi de gala com acertivos tiros na zona dos 6,75 metros, contribuindo para que o D’Agosto abrisse uma vantagem de seis pontos: 34-28. O D’Agosto forçou o rival Interclube a cometer muitos erros, ganhava as segundas bolas (Tamara Ceda e Cristina Matiquiti eram donas e senhoras das tabelas)  e explorava  contra-ataques para fazer a diferença. E vale a pena, neste aspecto, destacar a visão de Walter Costa, que apostou numa equipa mais baixa e veloz que desequilibrou, chegando, desta forma, ao intervalo a vencer por 42-35.

O terceiro quarto foi ainda mais equilibrado. Tanto as “polícias” quanto as “agostinas” venderam as suas capacidades na quadra. Perante, diga-se, não mais de duas mil pessoas nas bancadas! Época de eleições, época de emoções outras e caça ao voto ao rubro. Mas o basquetebol, essa modalidade espectacular que domingo perdeu um dos seus maiores interprétes (Bill Russel), é coisa outra!

É tanta emoção, de tal sorte que Interclube e D’Agosto, superiormente comandadas por Rosa Gala (que grande actuação!) e a base americana Meighan Simmons (acertiva nos tiros exteriores), deram “show” na quadra!

O Inter esteve mais esclarecido ofensivamente, vencendo por um parcial de 18-11, sendo que, no final do terceiro quarto, o marcador indicava o registo de 53-53.

O quarto e derradeiro quarto foi de êxtase! Impróprio para cardíacos. Da Pérola do Índico, saiu, na zona restrita, a jogada que decidiu o jogo! Difícil de perceber? Vamos lá aos factos: com seis segundos por se jogar, Italee Lucas colocou o resultado em 72-72. Na  jogada seguinte, Tamara Seda, mesmo sobre a buzina, concretizou dois pontos que deram a vitória (74-72) ao 1º de Agosto. Foi decisiva, uma vez mais, a poste moçambicana que sinalizou positivo para mais uma conquista do D’Agosto.

Mas Rosa Gala teve mesmo uma noite de gala com 20 pontos contabilizados e, claro, a chamar a si o título de Jogadora Mais Valiosa (MVP). Do Lado do Interclube, brilhou a base americana Simmons, com 17 pontos. Ouro sobre azul para um clube que festejou, segunda-feira, os seus 45 anos de existência! Não houve a euforia de Malanje para Ingvild Mucauro, mas houve muita alegria para Tamara Seda e Onélia Mutombene.  Angola está no papo, Angola a seus pés! Quem diria?

+ LIDAS

Siga nos

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE