Skip to main content

O País – A verdade como notícia

Sunderland não desiste de Geny Catamo

O Sunderland não está perto de desistir de tentar contratar Geny Catamo ao Sporting, mas a verdade é que o preço pode ser um entrave

Sunderland não desiste de Geny Catamo

O Sunderland não está perto de desistir de tentar contratar Geny Catamo ao Sporting, mas a verdade é que o preço pode ser um entrave

A Stv transmite, sábado, às 16h00, o jogo Manchester Ciy vs Wolves, inserido na 36ª jornada da Liga Inglesa de futebol. À entrada desta ronda, o Manchester United ocupa a quarta posição com 63 pontos, enquanto o Wolves é 13º classificado com 43.

A tentativa do Manchester United de garantir uma vaga na próxima edição da Liga dos Campeões será testada novamente no sábado, em Old Trafford, contra o Wolverhampton Wanderers, conjunto que pretende terminar a temporada em alta.

À entrada desta ronda, o Manchester United ocupa o quarto lugar com 63 pontos, portanto, com 19 pontos de atraso em relação ao primeiro classificado, Manchester City.

O quinto classificado, o Liverpool, o primeiro clube fora da zona que dá acesso à Liga dos Campeões, está um ponto atrás do Manchester United. Os “red devils” perderam na última partida na Liga Inglesa, por 1-0, diante do West Ham United em pleno London Stadium.

O Wolverhampton, por sua vez, arrancou uma vitória suada no encontro com o Aston Villa (1-0) em casa. Este resultado coloca a equipa com mais portugueses na Liga Inglesa na  13.ª posição com 40 pontos. O saldo do Wolverhampton, na Liga Inglesa, é de 30 golos marcados e 50 sofridos em 35 jogos.

No último confronto entre as duas formações, o Manchester United venceu por 1-0 com golo solitário de Marcus Rashford aos 76’.

As actuações de Rashford têm sido importantes para o Manchester United esta temporada. O avançado inglês é o melhor marcador da equipa com 16 golos, sendo também o quinto melhor marcador da Liga Inglesa na temporada 2022/2023.

Rúben Neves e Daniel Podence são os melhores marcadores do Wolverhampton Wanderers, cada um com seis golos.

O Manchester United tem sido formidável em casa esta temporada, com 12 vitórias, três empates e apenas uma derrota em 16 partidas. O United tem uma sequência invencível de 15 partidas em casa (12 vitórias, 3 empates e 0 derrotas) desde Agosto de 2022.

O Wolves tentará inverter uma sequência de maus resultados fora de casa esta temporada, sendo que o seu registo é de cinco empates, 10 derrotas e apenas duas vitórias. Os Wolves procura reverter uma sequência sem vitórias de seis partidas fora de casa. A última vez em que venceram fora foi a 11 de Fevereiro contra o Southampton.

Nos últimos seis jogos do campeonato, o Manchester United venceu três, empatou um e perdeu dois. O Wolves, por sua vez, venceu quatro e perdeu duas.

 

ESCÂNDALO DE APOSTAS ATINGE FUTEBOL ESPANHOL E JÁ HÁ QUATRO DETIDOS

Dois jogadores do Conil CF, da terceira divisão, terão recebido cerca de um milhão de euros. De acordo com informações veiculadas pela imprensa espanhola, cerca de 30 mil apostadores terão sido afectados devido ao esquema montado por dezenas de intervenientes do mundo do futebol.

Há mais um escândalo de apostas a interferir na actualidade do futebol, desta vez em Espanha, tratando-se de uma polémica que surge algumas horas após a Operação Penalidade Máxima no Brasil.

Segundo informações apuradas pelo jornal ABC, a operação Monybet realizada na província de Cádiz já conduziu à detenção de quatro pessoas, entre os quais um guarda-redes e um defesa do Conil CF, da terceira divisão de Espanha, acusados de receber cerca de um milhão de euros, além de dois dirigentes.

A juntar às quatro detenções, há ainda 34 indivíduos sob investigação das entidades espanholas, sendo que seis ainda actuam no referido escalão, sendo acusadas de receber quantias financeiras em troco de acções e resultados combinados, tendo levado à identificação de um valor a rondar os 17 mil euros através de várias contas de “criptomoedas”.

De acordo com as mesmas informações, cerca de 30 mil apostadores terão sido afectados devido ao esquema montado por dezenas de intervenientes do mundo do futebol.

 

ESCÂNDALO ABALA BRASIL

O escândalo de apostas no futebol brasileiro continua a dar que falar e já conta com a identificação de 19 suspeitos, sendo que a polémica foi comentada por Abel Ferreira, esta quinta-feira, após o triunfo frente ao Grémio (4-1).

“O futebol é maior do que todas as polémicas, e a verdade é que já tivemos tantas… Posso dizer que é lamentável, mas o futebol, para mim, é isto que vimos aqui no jogo [triunfo por 4-1 diante do Grémio]. Acredito que as entidades farão o seu trabalho de excelência. O futebol vai sobreviver e continuar”, atirou sobre o caso Operação Penalidade Máxima em conferência de imprensa, após o jogo na madrugada desta quinta-feira.

“A máquina para mim é o trabalho. Somos uma máquina de trabalho que sabe lidar com as adversidades com muito equilíbrio. Acima de tudo, peço aos jogadores que cada um trabalhe com os recursos que tem e seja a sua melhor versão. Os nossos adeptos vão reconhecer o trabalho a seu tempo. São apenas três pontos e daqui a três dias temos mais um caminho de pedra”, acrescentou de seguida.

O Torneio “O Treinador” entra, este fim-de-semana, na sua fase decisiva com a realização de jogos das meias-finais da competição em seniores masculinos e femininos. Esta sexta-feira, às 18h00, no pavilhão d’A Politécnica, a equipa “B” bate-se com o Costa do Sol em duelo de acesso à final. O conjunto orientado por Leonel “Mabê” Manhique, campeão nacional, parte como principal favorito a vencer a partida. Aliás, o Costa do Sol apresenta melhor estrutura com jogadoras de selecção nacional que, em Fevereiro último, disputaram as eliminatórias da zona VI de acesso ao “Afrobasket” do Ruanda. Este ano, o Costa do Sol recebeu as atletas Sheila Chaguala e Benezita Muchave (que representavam o Ferroviário de Maputo) bem como Isabel Mavamba, atleta que regressa à competição.

Com uma formação constituída por atletas jovens, a A Politécnica procura construir uma equipa equilibrada. Ao nível dos seniores masculinos, numa partida marcada para as 20h00, o Costa do Sol joga acesso à final também com a A Politécnica. Os vice-campeões nacionais têm, à partida, mais argumentos para se qualificarem para a final. O Costa do Sol terminou a fase regular na 2ª posição com nove pontos, menos um que o Ferroviário de Maputo.

Os “politécnicos”, com ousadia, vão entrar para a quadra com o objectivo de dificultar no máximo a prestação do Costa do Sol.

No sábado, às 17h00, o Ferroviário de Maputo mede forças com o Costa do Sol sub-20 (uma espécie de equipa “B” “canarinha”) na segunda meia-final da competição. Com uma campanha cem por cento vitoriosa, na fase regular, o Ferroviário de Maputo parte para este duelo com os olhos postos na vitória. De resto, na fase regular, o conjunto comandado por Horácio Joaquim Martins foi mais forte que os “canarinhos”, um conjunto formado por jogadores que, em Janeiro último, foram campeões nacionais de juniores, em Quelimane, sob orientação de Paulo “Mangolê” Sambo.

Na fase de grupos, o Costa do Sol sub-20 teve um saldo de duas vitórias e três derrotas, números que colocaram esta formação na quarta posição com sete pontos.

Os jogos da final do torneio “O Treinador” estão agendados para o próximo dia 19 de Maio, no pavilhão da A Politécnica.

 

“NACIONAL” DE NATAÇÃO DE INVERNO MOVIMENTA MAIS DE 300 ATLETAS

Arrancou, hoje, na piscina de 50 metros da Escola Secundária Estrela Vermelha, a edição 2023 do Campeonato Nacional de Inverno, competição que vai movimentar acima de 300 nadadores.

Os mesmos vão disputar, até domingo, sete jornadas, ao fim das quais serão encontrados os grandes vencedores. Estão inscritos nesta competição os clubes Naval, Tubarões, Ferroviário de Maputo, Barracudas, Golfinhos e Ferroviário da Beira, esta última colectividade com mais de 20 nadadores.

Barracudas e Tubarões são potenciais candidatos ao título nesta prova, não fossem as colectividades que, nos últimos tempos, têm bipolarizado a modalidade.

Ano passado, o Clube Barracudas foi o grande vencedor da prova tanto em masculinos quanto em femininos, numa prova que decorreu na Piscina Olímpica do Zimpeto. O Clube Tubarões ficou em segundo lugar, seguido dos Golfinhos e Ferroviário de Maputo.

Clube Naval, Ferroviário da Beira e Clube de Zimpeto ocuparam a quarta, quinta e sexta posições da prova, respectivamente.

O campeonato contou com a participação 222 nadadores em representação do Ferroviário da Beira, Associação provincial de Natação de Tete, Barracudas, Tubarões, Ferroviário, Golfinhos, Zimpeto e Naval.

 

MARÍTIMO DE ZAINADINE JR E GENY JOGA CARTADA DIFÍCIL EM ALVALADE

O Marítimo, formação em que evoluem os internacionais moçambicanos Zainadine Júnior e Geny Catamo, vai contar com o apoio dos madeirenses no jogo com o Sporting, em Alvalade, no sábado, em desafio inserido na 32ª jornada da I Liga Portuguesa.

Os responsáveis do clube verde-rubro esperam contar com a presença de 300 adeptos, a maioria dos quais estudantes madeirenses residentes em Lisboa ou nos arredores da capital. Um apoio importante para um jogo que se prevê como de extrema dificuldade para os insulares, que continuam na luta pela permanência, nem que seja através do “play-off”.

Entretanto, o treinador José Gomes tem, de momento, apenas uma baixa, o extremo Geny Catamo, por estar emprestado pelo Sporting.

Ainda no sábado, o Chaves de Bruno Langa recebe, às 16h30, o Paços de Ferreira, formação que ocupa a penúltima posição com 20 pontos. À entrada desta ronda, o Chaves é o sétimo classificado com 43 pontos.

Por sua vez, o Estoril de Mexer, 15º classificado com 28 pontos, joga em casa na próxima segunda-feira, 15 de Maio.

O Autódromo Internacional de Maputo abre as suas portas, no próximo dia 20 de Maio, para acolher a mais destacada prova do automobilismo do desporto motorizado em Moçambique: o Super Grande Prémio Picanto Cup. Há mesmo que preparar os corações para tão grande emoção a ser proporcionada pelos pilotos ao volante de máquinas devidamente afinadas.

Contagem decrescente para a adrenalina voltar a subir com o roncar dos motores, momentos de ultrapassagens de cortar a respiração assim como recuperação de lugares no Super Grande Prémio Picanto Cup 2023.

É que, no próximo dia 20 de Maio, terá lugar a segunda prova da competição que contará com a disputa da prova de resistência (12h30), Manga “A” (14H45 e com 10 voltas previstas) e Manga “B” (16h30 e com dez voltas).

Adivinham-se, e com a segurança dos pilotos e público garantido, momentos também de pronta intervenção do “safety car” quando se justificar.

O grande atractivo será, seguramente, o “Drifty Experience” a partir das 17h30, que promete prender as atenções dos amantes do desporto motorizado e não só. Há mesmo que preparar os corações para tão grande emoção que pilotos irão proporcionar com a sua perícia ao volante.

Na primeira prova do Super Grande Prémio Picanto Cup, destaque para a equipa da Moztek Pro 31 (formada por Remi Guigue e Pedro Oliveira) que ficou em primeiro lugar com um total de 71 pontos, seguida da Prodata 23 (Manuel Barbosa e André Almeida) com 66 pontos. A fechar os lugares de pódio, tivemos a Fivestar Racing 05 (Paulo Collinson e Nico Banze) com 61 pontos.

A volta mais rápida pertenceu ao piloto Nico Banze da Equipa Fivestar Racing 05 com o tempo de 01.49.567. A mesma foi marcada pela presença do edil de Maputo, Eneas Comiche, que fez questão de honrar a largada para a formação da grelha de partidas para a Manga A1.

CALENDÁRIO AJUSTADO

Depois do adiamento do primeiro Super Grande Prémio Picanto Cup em Março, devido às inundações urbanas que deixaram o Autódromo Internacional de Maputo sem condições para acolher provas, a organização da prova ajustou as datas das mesmas.

Com efeito, a terceira prova do Super Grande Prémio Picanto Cup está agendada para o próximo dia 10 de Junho, sendo que 14 dias depois os pilotos moçambicanos irão competir no circuito de Zwarkhops, na África do Sul, a 24 de Junho.

Esta prova marcada para a terra do rand não conta para a classificação do Super Grande Prémio Picanto Cup. Já a quarta e quinta provas do Super Grande Prémio Picanto Cup estão previstas para os dias 16 de Setembro e 10 de Outubro, respectivamente. A grande festa encerra-se no dia 25 de Novembro, com a realização da sexta prova na qual serão coroados os campeões da época 2023.

Luz verde para a retoma das provas na Cidade de Maputo, epicentro da modalidade da bola ao cesto em Moçambique. O Torneio 12 horas de basquetebol, evento havido sábado, foi uma espécie de injecção para que se saísse da letargia a que a modalidade caiu com uma crise de falta de provas desde Novembro do ano passado. Com os árbitros “alinhados” sob o ponto de vista dos caminhos que devem ser seguidos para o pagamento da dívida de 130 mil Meticais que transitou da época passada, e fé no bom senso dos clubes quanto ao pagamento de taxas de inscrição e filiação, abre-se uma nova página no cenário de provas na capital do país.

A Comissão de Gestão da Associação de Basquetebol da Cidade de Maputo tomou posse no sábado, sem que traga a varinha mágica para alavancar a modalidade, mas com ideias firmes de quem pretende mudar o paradigma.

Na quadra, ou se quisermos no jogo jogado, importa que as provas arranquem o mais breve possível para que os atletas possam ter ritmo competitivo. O mais breve possível, olhando para o plano de actividades, é no próximo fim-de-semana, de 19 a 21 de Maio, com o arranque do Torneio de Abertura, primeira prova oficial da temporada.

“A primeira prova a ser realizada oficialmente será o Torneio de Abertura, isto daqui a uma semana, segundo as nossas previsões. No passado sábado, tivemos uma espécie de experiência para cativar e mostrar as pessoas que já estávamos a trabalhar. Realizámos um torneio denominado 12 horas, que contou com a participação de várias equipas da capital. Como comissão, tivemos um excelente feedback das equipas, dos treinadores, atletas e dirigentes que lá estiveram. Foi um evento que nos deu algum alento em relação àquilo que pretendemos fazer”, começou por explicar Sérgio “Serginho” Hitie, membro da Comissão de Gestão da Associação de Basquetebol da Cidade de Maputo.

O passado a dar somente será firme se, efectivamemente, a malapata de condicionalismos de disponibilidade de pavilhões seja aligeirada. Ou seja, sem pavilhões a modalidade não poderá fluir, um cenário que, para já, parece estar bem encaminhado em função das conversações entre a Comissão de Gestão da Associação de Basquetebol e os clubes proprietários das infra-estruturas.

“Temos o pavilhão do Maxaquene, com luz, desde o sábado passado. Reabilitámos o pavilhão anexo do Maxaquene devido aos jogos das camadas de iniciação, isto no período da manhã. Iremos agilizar tudo isto, em coordenação com os clubes, para que nenhum jogo decorra sem sobressaltos.

Já conversamos com o Maxaquene e vamos assumir que os acordos devem ser feitos por escrito para que não haja dúvidas e recuos. Decorrem, neste momento, obras de reabilitação do pavilhão do Desportivo, sendo que as mesmas estão numa fase conclusiva. Vamos conversar com a direcção deste clube e também da A Politécnica que está disponível.”

A Comissão de Gestão da ABCM vai acelerar o diálogo com alguns clubes para que se encontre um meio-termo em relação à marcação de jogos de equipas sem campo. “Temos um cenário em que marcamos jogos para as equipas da casa, e, quando agendamos partidas de outras formações sem pavilhão, somos cobrados. Não queremos dizer para que eles- os clubes que têm pavilhões – façam de borla. Se quisermos ter basquetebol a fluir, na cidade de Maputo, os clubes terão que abrir um bocado a mão para que o basquetebol continue.”

A legalização da ABCM – um processo iniciado ainda no reinado do malogrado Rui Hélder Guilaze – é um caminho a seguir, até porque não faz sentido ter uma agremiação não reconhecida, sobretudo num cenário em que vamos pedir apoio às instituições.

Num ano atípico, em que as selecções nacionais de basquetebol sénior masculino e feminino têm compromissos no “Afrocan”, em Julho, e “Afrobasket”, entre Julho e Agosto, há que desenhar um calendário flexível que não choque com o plano de preparação das mesmas.

Por outro lado, a Comissão de Gestão da Associação de Basquetebol da Cidade de Maputo deve divulgar um calendário tendo em conta as datas da fase de apuramento à Liga Mozal, Taça dos Clubes Campeões Africanos e outras provas internacionais. A solução passa por aumentar o volume de jogos, ou seja, realização de duas partidas por semana.

“O que nós prevemos é dar mais jogos durante a semana, ou seja, as equipas fazerem dois ou se calhar três jogos. Vamos avançar com uma proposta, que vai permitir dar ritmo aos atletas. Logo que terminar, e se formos a tempo da competição africana, iremos iniciar o Campeonato da Cidade, prova na qual prevemos também fazer disputar dois a três jogos por semana. Apesar de tudo, somos um país com alguma deficiência relativamente a treinos e condições físicas. Isto pode-se colmatar com mais jogos e torneios”, realçou Sérgio “Serginho” Hitie.

A fonte deu mais detalhes sobre este ponto: “Tivemos uma reunião conjunta, onde definimos algumas prioridades e, algumas delas, passam por termos um encontro com a Federação Moçambicana de Basquetebol e a Liga, no sentido de percebermos quais são as datas dos jogos, tanto da selecção quanto da Liga, que é o campeonato nacional. Depois de sabermos quais serão as datas, iremos, dentro do nosso programa de actividades e do campeonato, alocar vários jogos que permitirão que as equipas da capital não fiquem paradas pelo facto de estarem a sair de três ou quatro equipas diferentes para representar a selecção ou mesmo para competições de clubes. ”

 

“FOMOS FRANCOS COM OS ÁRBITROS, PRIORIDADE PASSA POR PAGAR DÍVIDAS”

A Comissão de Gestão da Associação de Basquetebol da Cidade de Maputo, que tem um mandato de seis meses, reuniu-se com os árbitros com vista a encontrar soluções para a dívida que transitou do ano passado.

No referido encontro, ficou claro que há necessidade premente de se proceder ao pagamento dos 130 mil Meticais aos homens do apito assim como aos dois funcionários fixos da agremiação que não recebem há cerca de um ano.

“Tal como disse, nós tomámos posse recentemente. Antes disso, fizemos o nosso trabalho de casa. Temos alguns parceiros que irão ajudar-nos no sentido de saldar esta dívida aos árbitros e aos funcionários fixos da Associação de Basquetebol da Cidade de Maputo. Nós julgamos que não é justo que pessoas estejam a trabalhar para o basquetebol e fiquem tanto tempo sem receber. Portanto, esta é a realidade também, antes mesmo de iniciarmos as provas, se conseguirmos, pagar aos árbitros o valor completo da dívida e, a partir daí, fazermos os pagamentos atempados e certos.

Achamos que, antes mesmo de começarmos as provas, iremos pagar aos árbitros”, mostrou-se convicto Sérgio “Serginho” Hitie.

Os árbitros, aos olhos da Comissão de Gestão da Associação de Basquetebol da Cidade de Maputo, “ têm a sua razão, forma de ver as coisas, e nós somos uma comissão que foi criada recentemente”.

“Era certo que sentássemos com os árbitros déssemos a conhecer aquilo que é o nosso plano de actividades e objectivos para alavancar o basquetebol. Convidamos os árbitros para uma reunião e eles estiveram lá em massa. [Quero] agradecer, desde já, a todos os árbitros. Fomos francos com os árbitros. A nossa prioridade é pagar esta dívida que existe”.

Os clubes filiados têm, e como, a sua responsabilidade e obrigações neste processo, até porque há valores a serem pagos à Associação de Basquetebol da Cidade de Maputo. “Confiamos também nos clubes, no sentido de pagarem o que está em dívida, mas não estamos somente a depender deste pagamento dos clubes. Estamos à procura de outras fontes para trazermos o valor que é devido aos árbitros. Eles perceberam a situação e estão do nosso lado. Da mesma forma que confiamos nos árbitros, sabemos que eles estão do nosso lado. Os jogos do Torneio 12 horas de basquetebol foram apitados pelos árbitros sem nenhum pagamento. Foi uma espécie de bónus. Eles aceitaram apitar o torneio sem que fossem pagos”, revelou.

Real Madrid e Manchester City defrontam-se, esta terça-feira, às 21h00, em jogo da primeira mão das meias-finais da Liga dos Campeões Europeus de futebol.

Apesar de só se terem defrontado pela primeira vez em 2012, Real Madrid e Man City já são velhos conhecidos. E apesar do histórico de confrontos ser equilibrado (V3, E2, D3), os Merengues, que contam com 14 títulos, têm tido sempre sucesso quando os duelos são nesta fase: a primeira vez aconteceu em 2015/16 (total: 1-0) e a mais recente foi em 2021/22 (total: 6-5), após uma eliminatória emocionante, escreve o sítio da UEFA.

Quando se pensa em Real Madrid na Liga dos Campeões Europeus, as estatísticas falam por si. Esta é a décima vez que disputa as meias-finais nas últimas 12 épocas e ambiciona o sexto título desde 2014 e o 15º no total, números que fazem dele o clube mais titulado da competição. Para contextualizar, o segundo tem metade.

A facilidade com que a equipa de Carlo Ancelotti bateu o Chelsea (total de 4-0 nos quartos-de-final), mostra o quanto o clube gosta desta competição. É certo que o Manchester City será um teste bem mais complicado, mas, tendo em conta o seu histórico, o Real Madrid tem boas hipóteses de passar.

Vencedor de quatro títulos da Premier League sob o comando de Guardiola, o City não conquista um troféu europeu desde 1970 (Taça dos Vencedores de Taças). Além disso, continua a escapar-lhe o mais cobiçado prémio do futebol de clubes europeu, a Liga dos Campeões, na qual foi finalista vencido em 2021. Mas agora com o temível Erling Haaland no plantel, possui uma arma à qual nem o Real Madrid pode resistir, sendo que o norueguês já fez a vida negra a outro clube espanhol, no caso o Sevilha, com um total de seis golos em três jogos.

 

HAALAND DE OLHO EM RECORDE

Começam a faltar palavras para definir Erling Haaland, avançado do Man City que é uma autêntica força da natureza. O norueguês voltou a mostrar a sua qualidade graças a dois golos frente ao Bayern nos quartos-de-final. Soma agora 12 nesta edição e tem boas possibilidades de bater um recorde de longa data.

A marca de 17 golos de Cristiano Ronaldo pelo Real Madrid em 2013/14 ainda não foi batida e, mesmo que o City chegue à final, apontar seis golos em três jogos é complicado. No entanto, Haaland há muito que pulveriza recordes nesta prova e precisou apenas de 22 partidas para apontar 35 tentos.

O treinador do Real Madrid, Carlo Ancelotti, antevê uma partida difícil diante dos actuais campeões ingleses. “Nos quartos-de-final, estivemos a bom nível e fomos particularmente sólidos na defesa. Este é um resultado merecido e toda a gente está muito satisfeita”. Por sua vez, o treinador do Manchester City, Pep Guardiola, acredita na vitória diante dos merengues. “É a terceira época seguida em que disputamos as meias-finais. Para ganhar, primeiro é preciso tentar, e é por esta regularidade que acredito que mais tarde ou mais cedo vamos ser campeões”.

 

PSG PODERÁ ACELERAR “DOSSIER” JOSÉ MOURINHO

A imprensa inglesa avançou, ontem, que o director-desportivo do PSG, Luís Campos, já contactou com o empresário de José Mourinho para acertar pormenores sobre a provável contratação do treinador da AS Roma.

O Paris Saint-Germain parece estar convicto de que é preciso iniciar um novo ciclo no comando técnico da equipa principal e já está a preparar a sucessão de Christophe Galtier, que não deve continuar em Paris para lá do verão.

Segundo a RMC Sport, citado pelo Notícias ao Minuto, o clube francês vai acelerar o dossier para contratar José Mourinho, técnico que não tem a continuidade assegurada na AS Roma para lá do final desta temporada.

De acordo com a mesma fonte, Luís Campos, dirigente português que assume o papel de conselheiro para o futebol do PSG, já entrou em contacto com o empresário do treinador luso sobre uma possível chegada ainda este verão, com Mourinho a estar interessado na mudança para a capital francesa.

A RMC Sport garante ainda que José Mourinho, apesar de estar contente com a vida em Roma, gostaria de encontrar um novo clube mais próximo das suas ambições de lutar por títulos. Daí que o português tenha aberto a porta ao PSG, mas também ao Real Madrid que não sabe se contará com Carlo Ancelotti a partir da próxima temporada.

O treinador setubalense, recorde-se, tem contrato com a AS Roma até Junho de 2024, mas nas últimas semanas surgiram vários rumores que apontam a sua saída do clube italiano no próximo verão.

 

MESSI E PSG FAZEM AS PAZES

Lionel Messi recorreu às redes sociais para deixar uma mensagem a propósito do castigo de que foi alvo por parte do Paris Saint-Germain após uma viagem não autorizada do argentino à Arábia Saudita.

Num vídeo publicado na rede social Instagram, o camisola 10 do conjunto de Paris pediu desculpa não só ao clube, como também aos companheiros de equipa por esta atitude.

“Olá. Eu queria fazer este vídeo por causa do que está a acontecer. Antes de tudo, obviamente peço desculpas aos meus companheiros e ao clube. Sinceramente, pensei que teríamos um dia de folga, depois o jogo como aconteceu nas semanas anteriores”, começou por contar o internacional argentino, que explicou depois as razões que o levaram a viajar até ao Médio Oriente.

“Eu já tinha organizado esta viagem para a Arábia Saudita que já tinha sido cancelada e desta vez não foi possível. Peço desculpa aos meus companheiros e ao clube, não repetirei isto e cá estarei para o que o clube decidir. Nada mais, um abraço”, finalizou Lionel Messi.

Num duelo em que os internacionais moçambicanos Zainadine Jr. e Geny Catamo foram titulares, o  Marítimo empatou, domingo, com o Rio Ave a duas bolas e continua a fazer contas para a permanência. Um resultado injusto tendo em conta aquilo que ambas as equipas fizeram durante a primeira parte.

A formação madeirense dominou por completo toda a primeira parte. Contudo, pecou na finalização. Muitas oportunidades construídas através de Félix Correia, André Vidigal (atirou uma bola à barra) e Geny Catamo.

O Rio Ave deu uma lição de eficácia. Nas duas oportunidades construídas, marcou dois golos, por Hernâni e Leonardo Ruiz. O Marítimo ainda conseguiu reduzir à beira do intervalo por intermédio de Félix Correia.

Na segunda parte, o jogo foi mais repartido, pese embora o Marítimo ter sempre mais iniciativa do jogo apesar de não ter construído, como aconteceu na primeira parte, muitas oportunidades para marcar. Contudo, ainda teve capacidade para chegar ao empate através de André Vidigal. Nos últimos minutos, a equipa madeirense ainda tentou chegar ao triunfo, mas sem sucesso.  Com este empate, o Marítimo continua em 16.º lugar, agora com 23 pontos. O Rio Ave é 12.º com 39.

 

ESTORIL PERDE SEM MEXER

Mexer não esteve sequer no banco de suplentes do Estoril no jogo em que a sua formação perdeu, sábado, com o Boavista por 1-0,  em jogo da 31.ª jornada da I Liga Portuguesa. Um golo de Ricardo Mangas, aos 50 minutos, ditou a vitória dos axadrezados, que subiram provisoriamente ao nono lugar, com 40 pontos, em igualdade com Chaves (tem menos um jogo) e Casa Pia.

Os boavisteiros estão a quatro pontos do Vitória de Guimarães, na sexta posição, que dá acesso à Conference League, enquanto o Estoril segue no 15.º posto, com 28 pontos, e mantém-se na luta pela permanência no principal escalão.

 

DOMINGUES MARCA NA PRÓPRIA BALIZA

O internacional moçambicano Elias Gaspar Pelembe, ou simplesmente Domingues, marcou na própria baliza (56’) no duelo em que o Royal AM empatou com Orlando Pirates a uma bola na passada terça-feira, 3 de Maio. O Royal AM chegou ao golo de empate aos 90+1 por intermédio de Menzi Massuko. Com este resultado, o conjunto do capitão dos Mambas passou a ocupar a 8ª posição na Liga Sul Africana com 38 pontos, enquanto o Orlando Pirates é 2º classificado com 50. O Royal AM volta a entrar em cena no próximo sábado, 13 de Maio, quando receber o Swallows, 10º classificado com também com 34 pontos.

 

CLÉSIO BAÚQUE ESTREIA-SE A MARCAR, WITI SAI DA ZONA DE DESPROMOÇÃO

À sexta jornada da Liga da Finlândia, o internacional moçambicano Clésio Baúque fez o gosto ao pé. Baúque marcou, sexta-feira, o segundo golo do Honka (aos 41’) na goleada imposta ao Lahti, por 3-0. Os outros golos foram da autoria de Kevin Jansen aos 36’ e 81.

Com esta vitória, o Honka passou a ocupar a 4ª posição com nove pontos, resultantes de duas vitórias, três empates e uma derrota.

Em seis jornadas, a equipa de Clésio Baúque marcou cinco golos e sofreu três.  Na próxima jornada, agendada para esta terça-feira, 9 de Maio, o Honka mede forças com o Kups, terceiro classificado da prova com dez pontos.

 

WITI SAI DA ZONA DE DESPROMOÇÃO

O Nacional, conjunto em que evolui o internacional moçambicano Witi Quembo (que não foi convocado), deixou os lugares de despromoção na II Liga, ao vencer o Benfica B, por 2-1, depois de sete jogos sem ganhar na competição.

Clayton Sampaio, aos 40 minutos, e Dudu, aos 70, foram os marcadores de serviço dos madeirenses que, desta forma, ganharam novo fôlego na luta pela permanência na competição. O golo dos benfiquistas, apontado por Bajrami, aos 45+2, foi insuficiente para impedir o desaire das ‘águias’, escreve o “Sapo”.

Mais pressionantes, os benfiquistas foram a equipa mais perigosa e dispuseram de várias oportunidades para materializar o domínio exercido no primeiro tempo, período em que o Nacional, mais eficaz, conseguiu inaugurar o marcador, num cabeceamento colocado de Clayton Sampaio, após livre cobrado por André Sousa.

O 1-0 afectou por momentos os anfitriões e galvanizou os madeirenses que, aos 44 e 45 minutos, só não ampliaram a vantagem porque o guarda-redes Samuel Soares efectuou duas defesas enormes para impedir que Rúben Macedo e Paulo Vitor, respectivamente, ‘faturassem’ o segundo do Nacional.

Já em tempo de compensação, aos 45+1, o Benfica B respondeu num remate cruzado de Henrique Pereira que Lucas França defendeu para canto. Volvido um minuto, o guardião da formação insular já nada pôde fazer para impedir o 1-1 de Bajrami, que aproveitou a confusão na área para desviar para o empate com que se atingiu o intervalo.

No segundo tempo, período em que ambos os conjuntos dispuseram de claras ocasiões de golo, apenas o Nacional foi eficaz na finalização. Aos 70 minutos, após assistência de Carlos Daniel, Dudu colocou os madeirenses novamente na frente do marcador num remate que desvia num adversário e trai o guarda-redes Samuel Soares.

34 medalhas das quais 10 de ouro, 17 de prata e 7 de bronze. Este é o saldo da participação da selecção nacional de natação na 19ª edição do Campeonato Africano da Zona VI, prova realizada de 3 a 7 de Maio, em Luanda, Angola.

No quadro geral de medalhas, Moçambique fechou a sua participação na 4.ª posição, sendo que na classificação por equipas ficou em 3.º lugar com 1652 pontos dos quais 903 em masculinos e 749 em femininos.

Na Piscina de Alvalade, estiveram em destaque na prova os nadadores Matthew Laurence, Caio Lobo, Kyle Masihh e Kaio Fafitine (Clube Barracudas de Maputo), Diego Boca, Mason Cohen, Cleyton Munguambe e Abdul dos Santos (Clube Tubarões de Maputo) que açambarcaram medalhas de ouro e prata.

Já no escalão de femininos, evidenciaram-se as nadadoras Marta Mpfumo (Tubarões) e Ângela Chicumbe (Barracudas).

A Namíbia foi a grande vencedora da prova com 94 medalhas, sendo 38 de ouro, 29 de prata e 27 de bronze, seguida da anfitriã Angola com 59 das quais 22 de ouro, 19 de prata e 18 de bronze.

A fechar os lugares de pódio, a África do Sul contabilizou 39 medalhas, das quais 11 de ouro, 15 de prata e 13 de bronze.

Na 5.ª posição, tivemos a Zâmbia com 28 medalhas (10 de ouro e igual número de prata ainda 8 de bronze), enquanto eSwatine contabilizou 11 medalhas, das quais 6 de ouro, 3 de prata e 2 de bronze.

A 19.ª edição do Campeonato Africano da Zona IV, encerrado ontem com a disputa da prova em águas abertas na Ilha do Mussulo, em Luanda, contou com a participação de nadadores de 12 países, nas distâncias de três e cinco quilómetros. Angola, África do Sul, Namíbia, Moçambique, Zâmbia, Botswana, eSwatini, Mauritânia, Uganda, Lesotho, Seychelles e Tanzânia foram os países que competiram no evento.

Lembre-se que, ano passado, na Zâmbia, a selecção nacional ficou em 2.º lugar com um total de 60 medalhas, das quais 24 de ouro, 20 de prata e 16 de bronze.

Feitas as contas, Moçambique contabilizou 1987,50 pontos, tendo sido superado apenas pelo vencedor Zimbabwe com 2735. Em terceiro e quarto lugares ficaram a anfitriã Zâmbia e a vizinha África do Sul, respectivamente.

 

SANDRA MAGOLIÇO ARIZONA STATE UNIVERSITY, MADINA CAMARA NO SIU-EDWARDSVILLE

A extremo poste Sandra Magoliço assinou com o Arizona State University, depois de duas temporadas ao serviço do New Mexico Junior College. A equipa de basquetebol feminino representa o Arizona State University na Conferência Pac-12 na Divisão I da National Collegiate Athletic Association. O conjunto, que leva a alcunha de “Sun Devils”, joga na Desert Financial Arena em Tempe, Arizona, perto do campus.

Por sua vez, a extremo Madina Camara vai representar o SIU-Edwardsville, depois de nos últimos dois anos ter evoluído no New Mexico Junior College.

As duas atletas, a par das compatriotas Filipa Calisto e Delma Zita, sagraram-se em Março último campeãs da Região Cinco da National Junior College Athletic Association, nos EUA. O New México College venceu, para o efeito, o South Plains na final por 56-37.

No decisivo jogo, Delma Zita, Madina Camara e Sandra Magoliço fizeram parte da primeira escolha, ou seja, o “cinco” inicial que levou a melhor sobre o South Plains College da compatriota Célia Sumbana.

Filipa Calisto, “made in Ferroviário da Beira”, contabilizou 15:00 minutos no jogo, tendo saído com dois pontos e igual número de ressaltos. Sandra Magoliço concretizou seis pontos e capturou cinco ressaltos em 32:00 minutos na quadra. Concretizou três em oito lançamentos de campo, além de dois roubos de bola.

Delma Zita, base principal, registou cinco pontos e igual número de assistências, três roubos de bola e o mesmo número de ressaltos durante os 38:00 em que esteve em quadra.

A extremo Madina Camara terminou o jogo com quatro pontos, seis assistências e quatro roubos de bola em 35:00 minutos na quadra. A jogadora formada no Desportivo e, depois, transferida para o Ferroviário de Maputo concretizou dois em quatro lançamentos de campo.

Delma Zita, recorde-se, chegou a ser indicada em Fevereiro como a melhor jogadora da semana, ao liderar o New Mexico Junior College com 25 pontos, cinco ressaltos e seis roubos de bola na vitória em Midland. A internacional basquetebolista moçambicana concretizou 10 em 20 lançamentos de campo, três em sete tiros exteriores e dois em dois na linha de lances livres.

O Ferroviário da Beira vai defrontar a Association Sportive des Douanes do Senegal nos quartos-de-final da Liga Africana de Basquetebol. Esta partida está agendada para o próximo dia 21 de Maio, em Kigali, no Ruanda.

Confirmada a qualificação para os “play-offs” da Liga Africana de Basquetebol, após terminar em terceiro lugar na Conferência Nilo, no Egipto, os campeões nacionais jogam o acesso às meias-finais da prova no próximo dia 21 de Maio, em Kigali, no Ruanda.

E o adversário é nada mais nada menos que a Association Sportive des Douanes do Senegal, formação que terminou na segunda posição da Conferência Sahara.

É uma equipa com boa estrutura, pelo que o Ferroviário da Beira terá que abordar a fase final com maior concentração e procurar fazer jogos de controlo com equipas cotadas Para além desta partida, teremos os desafios Stade Malien do Mali e o Cape Town Tigers da África do Sul; Al Ahly do Egipto vs  Energy Group do Ruanda; e Petro de Luanda de Angola vs Abidjan Basket Club da Costa do Marfim. Caso se qualifique para às meias-finais, o Ferroviário da Beira vai jogar com o vencedor do jogo entre o Petro de Luanda e Abidjan Club Basket da Costa do Marfim no dia 27 de Maio.

PETRO DE LUANDA INVICTO

Com 34 pontos de Carlos Morais, o Petro de Luanda encerrou a participação na fase preliminar da Basketball Africa League (BAL), sexta-feira, com uma vitória apertada, por 91-90, sobre o Al Ahly do Egipto, em desafio pontuável para a quinta jornada da Conferência Nilo, que decorre na cidade do Cairo.

O triunfo arrancado a ferro foi alcançado no último segundo do desafio, com o Gerson Gonçalvez “Lukeny” a garantir os dois preciosos pontos para consolidar a liderança com dez pontos.

Com o registo de cinco partidas e igual número de vitórias, uma prestação inédita da equipa angolana na fase preliminar da competição a nível de clubes no actual formato, o balanço é positivo.

Deste modo, o campeão nacional terá pela frente, a partir do próximo dia 21 do corrente mês, em Kigali, Ruanda, palco da fase final da prova, pela terceira vez consecutiva, o último classificado da Conferência Sahara, Abidjan Basket Club, da Côte d’Ivoire, um adversário teoricamente mais acessível.

À partida, sabia-se que este seria o verdadeiro teste para o técnico José Neto e pupilos, depois de terem passeado toda a classe nas quatro primeiras jornadas, em que venceram os adversários com relativa facilidade.

Muito cedo, os petrolíferos superiorizaram-se ante os anfitriões que contaram com um número significativo de adeptos, apesar de a realização da televisão egípcia mostrar uma pequena claque da equipa angolana.

Com extremo-base Carlos Morais em dia sim, o técnico da turma egípcia, Agustin Julbe Bosch, bateu-se com inúmeras dificuldades para travar o capitão dos campeões nacionais que esteve imparável nos lançamentos exteriores.

No capítulo defensivo, houve muita entre-ajuda, de modo a manter afastados da zona restritiva os jogadores mais altos do Al Ahly, com realce para o poste Ahmed Ismail, ao mesmo tempo que dava pouco espaço para os bases criarem linhas de passe para os companheiros. Ao cabo do primeiro quarto, vantagem, por 26-18, para a equipa angolana, fruto da confiança do grupo.

À medida que o técnico José Neto fazia as substituições, os jogadores provenientes do banco conseguiam manter a verticalidade ofensiva e defensiva, cumprindo rigorosamente as instruções.

Quando a equipa adversária tentasse fazer o pick and roll, os jogadores do Petro defendiam dois contra um para matar a jogada ofensiva dos anfitriões.

No segundo quarto, Agustin Julbe Bosch optou por subir as linhas e defender à zona 2-3, uma vez que os lançamentos exteriores de Carlos Morais continuavam a ser a principal dor de cabeça do Al Ahly.

Foi nesta altura que o poste Ahmed Imaisl passou a fazer a diferença, pois defensivamente os jogadores tricolores não conseguiam travar o adversário mais alto e, consequentemente, mais pesado, e mostrou-se quase imparável na zona restritiva.

Ao intervalo, a vantagem continuou a pertencer ao Petro de Luanda (48-44), mas, no parcial, perdeu por 26-22, para o desagrado de José Neto. A passividade defensiva era a principal dor de cabeça e ofensivamente a equipa não produziu o esperado; parecia muito dependente de Carlos Morais.

No terceiro quarto, a equipa da casa acreditou e chegou a liderar, por 53-50, mas os petrolíferos responderam à altura com um lançamento exterior do internacional angolano e capitão tricolor, numa altura em que o equilíbrio era a tónica dominante.

As duas equipas foram para o último período separadas por dois pontos (71-69), com vantagem para o Petro. Daí em diante, houve paradas e respostas, numa recta final imprópria para cardíacos, com alguns nervosismos à mistura.

Vantagem tangencial para os petrolíferos (89-88), quando restavam 42 segundos por disputar. Jone Pedro desperdiçou dois arremessos livres e, no contra-ataque, o extremo poste Anunwa Omot converteu dois pontos quase em desequilíbrio (89-90); restavam 15 segundo para o fim.

O Petro circulou a bola ao limite, Carlos Morais assumiu a finalização, mas não teve sucesso Lukeny; ganhou o ressalto e suspenso largou a bola para dar a vitória (91-90), mantendo, assim, a invencibilidade do campeão nacional.

Não há voleibol de sala na Cidade de Maputo. Há cinco meses que não se realiza nenhuma competição. Os atletas sentem-se prejudicados por isso, tendo em conta que este ano terão de participar em competições internacionais.

Cinco meses de longa espera. Os pavilhões da cidade de Maputo há muito que não recebem jogos de voleibol de sala. Tudo está parado e ninguém sabe ao certo quando é que as coisas voltarão à normalidade.

Os atletas até vislumbram a luz, apesar de não saberem o que o futuro lhes reserva. Não têm a certeza do futuro, mas imaginam as suas consequências, que garantem serão nefastas para a modalidade.

“O atleta vive de competições. Estamos a atravessar um momento muito triste. Desde que eu comecei a jogar nunca tinha visto uma paragem tão longa como esta, tirando que a que foi forçada por conta da COVID – 19”, diz Carlos Acácio, atleta da Académica de Maputo, emblema que no ano passado conquistou o “africano” de vólei de sala, tanto em masculinos, assim como em femininos.

Para Aldevino Nuvunga, também atleta da Académica de Maputo, a falta de competições na cidade de Maputo revela a falta de organização dos que estão à frente da modalidade.

“Estamos numa fase em que realmente aprendemos o quão quando o desporto tem falta de direcção pode custar caro, sobretudo aos atletas, os quais estão habituados a competir”, considera. O mesmo sentimento é partilhado por Idelso Chongo, que à semelhança dos seus colegas, não encontra nenhuma explicação para a letargia da modalidade na capital do país.

“Cinco meses sem competições é um tempo longo para um país que sempre procurou representar-se da melhor forma possível nas provas internacionais. Ao nível da Zona VI somos uma referência, tanto em clubes, bem assim na selecção nacional. Somos, inclusive, campeões em título”, lamenta Chongo.

A factura da falta de competições de voleibol de sala poderá ser cara, num contexto em que a nível de clubes e selecção, o país terá de participar em várias provas qualificativas, desde logo a corrida para o “africano” de clubes e do combinado nacional. Os atletas antevêem muitas dificuldades nessas competições.

“Temos competições africanas, em que os adversários não vão olhar para o cenário nacional. Ou seja, não vão querer saber se nós estávamos a competir ou não. E mais, essas provas vão acontecer nas datas programadas. Vamos chegar a essas competições sem rodagem, o que será prejudicial para nós”, explica Carlos Acácio. Aldevino Nuvunga considera também que o país sai a perder com a falta de provas.

“Temos um ano muito atípico, pois temos qualificações para o “africano”, Zona VI e mundial. Até este momento não estamos a competir, facto que poderá ter suas implicações”, diz.

“Teremos atletas com falta de ritmo para essas competições. Isso vai contribuir negativamente para a nossa prestação e, acima de tudo, para o alcance dos nossos objectivos”, considera Idelso Chongo.

ASSOCIAÇÃO DESGOVERNADA

A Cidade de Maputo está sem competições desde o desaparecimento físico da presidente da Associação do Voleibol. A agremiação está, neste momento, sem direcção. Desde esse fatídico acontecimento tudo está parado e a associação não tem “voz” de comando.

Os atletas consideram que é preciso encontrar uma saída, pois a modalidade é que sai a perder. Consideram ainda que, caso seja possível, é preciso que se elejam outros corpos directivos, tendo em vista salvar a modalidade.

“Não há quem nos diga algo sobre o que está a acontecer. Sabemos, porém, que a associação está sem direcção. A nossa presidente deixou um vazio enorme, pois com ela o voleibol andava na cidade de Maputo”, lamentam os atletas.

Enquanto as competições não acontecem, os clubes da capital vão treinando sem horizonte. De quando em vez, os mesmos têm feito jogos entre eles como forma de manter a forma.

“No voleibol todos somos uma família. Não há rivalidade entre nós, daí que temos tentado, à nossa maneira, movimentar a modalidade. Trata-se de algo que gostamos e que faz parte das nossas vidas”, afirma Carlos Acácio.

+ LIDAS

Siga nos

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE