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O País – A verdade como notícia

A Federação Moçambicana de Basquetebol (FMB) garante que há condições para acolher a primeira janela de qualificação para o Afrobasket 2024. O evento vai decorrer de 17 a 25 do mês em curso, em Maputo, e vai contar com a participação de 10 países da Zona VI de África.

O pavilhão do Maxaquene é o palco escolhido para acolher a prova, que se espera que venha a ser um evento de sucesso. A FMB convocou, esta terça-feira, a imprensa, para dar a conhecer os passos que estão a ser dados tendo em vista a organização dessa janela de qualificação.

“É o primeiro evento internacional que nós organizamos desde que tomámos posse. Estamos preparados para fazer o melhor. Naturalmente, não vamos conseguir superar as expectativas dos outros eventos, mas vamos tentar fazer o nosso melhor para tentarmos trazer uma nova impressão e novas ideias daquilo que deve ser o basquetebol de agora em diante”, disse o presidente da Federação Moçambicana de Basquetebol, Paulo Mazivila.

O dirigente diz que a FMB tem estado a correr contra o tempo, motivada pelo facto de a FIBA-África ter informado tarde à instituição que dirige em relação à organização do evento. Ainda assim, garante Paulo Mazivila, a federação já tinha consciência de que, a qualquer momento, poderia ser notificada.

“Na verdade, os nossos preparativos começaram atempadamente. Nesse sentido, podemos garantir que, a partir do dia 17, o país vai testemunhar a festa do basquetebol ao nível da região austral de África”, garante o dirigente. A Federação Moçambicana de Basquetebol diz estar a trabalhar afincadamente de modo a criar as condições recomendadas pela FIBA-África.

A organização desta prova está avaliada em mais de 15 milhões de Meticais. A FMB ainda não dispõe de todo o valor, daí que ainda está a bater às portas aos potenciais patrocinadores.

“Estamos à espera do apoio das pequenas e médias empresas. Devo garantir que algumas já manifestaram interesse em nos ajudar com o pouco que tem. Já desenhámos o nosso guião de contrapartidas e já o partilhámos com essas empresas”, anota o dirigente.

 

SELECÇÃO NACIONAL INTENSIFICA PREPARAÇÃO

A selecção nacional sénior masculina está a intensificar a preparação tendo em vista a participação nesta janela de qualificação para o maior evento de basquetebol continental. O “cinco” nacional arrancou com os trabalhos há um mês.

“Os treinos, a cada dia que passa, têm-se intensificado. Todos os jogadores que estavam na Beira já estão em Maputo, e os que estavam em Quelimane também. Podemos garantir que a selecção está a fazer o seu trabalho sem nenhum constrangimento”, garante Paulo Mazivila.

Espera-se que, nos próximos dias, os jogadores que actuam em Portugal possam juntar-se à selecção, podendo integrar a última etapa de preparação antes do arranque da prova.

“Acredito que, num espaço de sete dias, os atletas poderão chegar ao país. Estamos a criar todas as condições para lhes trazer cá”.

 

MOÇAMBIQUE PODERÁ SER PALCO DA SEGUNDA JANELA

A Federação Moçambicana de Basquetebol equaciona a possibilidade de o país acolher a segunda janela de qualificação para o Afrobasket. Segundo Paulo Mazivila, assim que terminar a primeira janela, a FMB vai submeter a candidatura à FIBA para manifestar o interesse de sediar a segunda.

“Espero que tenhamos sorte de conseguir trazer de novo a janela para Moçambique. A nossa perspectiva é intensificar os eventos do basquetebol no país para que não haja sede dessa modalidade”, explica Mazivila.

O quarteto formado pelo Ferroviário de Nampula, Desportivo de Nacala, Baía de Pemba e Textáfrica de Chimoio ainda não abriu as suas “oficinas”, tendo em vista a preparação da edição 2023 do Moçambola, prova cujo arranque está previsto para Abril.

Ainda assim, já há algumas movimentações por parte, por exemplo, dos “locomotivas” da capital do Norte, que já anunciaram jogadores dispensados e os que renovaram os seus contratos, como é o caso de Telinho. Entre as saídas, destaque para o avançado Mário Sinamunda, atleta que não convenceu o técnico Artur “Turito” Macassar.

Por seu turno, o Baía de Pemba tem estado, a conta gotas, a anunciar alguns reforços para a presente temporada. Uma das grandes contratações é de Raúl, jogador que, na época passada, vestiu as cores do Ferroviário de Maputo. Apesar dessas movimentações, os dois clubes ainda não arrancaram com os trabalhos de preparação, ou seja, com a pré-época.

Se por um lado no Ferroviário de Nampula e Baía de Pemba há sinais de vitalidade, por outro, não se pode dizer o mesmo em relação aos regressados do Desportivo de Nacala e do Textáfrica de Chimoio.

Os dois não só ainda não abriram as suas “oficinas”, assim como ainda não anunciaram reforços nem as respectivas equipas técnicas. Sabe-se que, por exemplo, os “fabris” do Planalto têm uma nova direcção recentemente eleita. Os quatros clubes poderão arrancar com a preparação nos próximos dias.

 

OITO CLUBES NA LINHA DA FRENTE

Oito clubes que vão corporizar o Moçambola 2023 já estão no terreno a preparar a época. O Costa do Sol foi a primeira equipa a iniciar os trabalhos, tendo já observado dois estágios. O primeiro foi na capital provincial de Gaza, Xai-Xai e o segundo foi na vizinha África do Sul, concretamente em Nelspruit. OS “canarinhos” prosseguem com os trabalhos internamente, sob as ordens do Horácio Gonçalves.

O Ferroviário de Maputo foi o segundo clube a abrir as “oficinas”, curiosamente com uma nova roupagem. Os “locomotivas” da capital do país contam com um naipe de novos jogadores, após levar a cabo uma autêntica “vassourada”, dispensando metade do plantel, entre eles o veterano Saddan “Kito” Guambe. O Ferroviário, que esta época está às ordens do português Sérgio Boris, pretende devolver a mística e a veia ganhadora do clube.

A Associação Black Bulls também já arrancou com a preparação da época, com os olhos postos na conquista de todas as provas internas em que estiver envolvido, tal como o seu patrono Junaid Lalgy fez referência no acto da apresentação do novo treinador, Hélder Duarte.

No rol das metas para a presente temporada consta também o desejo de chegar à fase de grupos nas competições africanas, concretamente na Taça Nelson Mandela. Os “touros” contam, para essa empreitada, com reforços de pesos, com o internacional moçambicano Ernani Siluane à cabeça. Os vencedores da Taça de Moçambique vão, na primeira fase da preparação, trabalhar internamente, podendo posteriormente efectuar um estágio fora de portas.

Por seu turno, o Ferroviário da Beira, emblema que foi a Portugal buscar o experiente treinador Daúto Faquirá, já está a preparar a época. Os campeões nacionais, que pretendem revalidar o título, desenvolvem os seus trabalhos internamente. Os “locomotivas” da Beira contam com caras novas no plantel, com destaque para o regressado Dayo Domingos, que na época passada vestiu as cores da União Desportiva do Songo.

A Associação Desportiva de Vilankulo também já está no terreno. Os “hidrocarbonetos” arrancaram com os trabalhos na semana passada. Sem muitas novidades, a equipa orientada por Antero Cambaco vai desenvolver a sua preparação internamente e muitas fases, segundo o plano de trabalho da equipa técnica.

Com uma equipa literalmente renovada, a União Desportiva do Songo também já abriu as suas “oficinas”. Depois de “varrer” metade do plantel, os “hidroeléctricos” contam com reforços de peso, tal é o caso do internacional moçambicano Kamo Kamo, do regressado Lau King e também de alguns estrangeiros.

Segundo o plano de trabalho desenhado pela equipa técnica chefiada pelo britânico Mark Harrison, cogita-se a possibilidade de observar um estágio em Malawi, onde na época passada conquistou uma prova organizada por um clube daquele país.

A primodivisionária formação do Brera Tchumene FC já está a preparar a época. Um dos grandes passos marcados pela direcção do clube foi manter o técnico Hassan Júnior na equipa técnica. O jovem técnico foi responsável pela subida do clube ao Moçambola. O emblema da província de Maputo manteve, igualmente, uma boa parte do plantel responsável pela façanha.

Os Mambas vão receber 500 mil dólares, equivalente a 32.5 milhões de meticais, pela sua participação no Campeonato Africano de Futebol (CAN). O valor será atribuído pela Confederação Africana de Futebol (CAF). 

A promessa foi cumprida. A CAF vai, tal como já tinha avançado, premiar em valores monetários às selecções que participaram na edição deste ano do CAN. A medida visa estimular as selecções nacionais que têm marcado presença na alta-roda do futebol africano. 

Nesse sentido, os Mambas vão encaixar 500 mil dólares, equivalentes a 32.5 milhões de meticais. A selecção nacional, recorde-se, foi eliminada na fase de grupos da prova, com um saldo de dois empates contra o Egipto e Gana e uma derrota, diante do Cabo Verde. 

A CAF avança ainda que, as equipas que terminaram em terceiro lugar em seus grupos, mas que não se qualificaram para os oitavos-de-final, terão direito a um valor de 700 mil dólares norte-americanos, aproximadamente 45.5 milhões de meticais. 

As selecções qualificadas para os oitavos-de-final vão encaixar um prémio de 800 mil dólares, cerca de 52 milhões de meticais, e as que chegaram aos quartos-de-final recebem 1.3 milhão de dólares, equivalente a 84.5 milhões de meticais.

O vencedor da prova 7 milhões de dólares, cerca de 455 milhões de meticais, o vice-campeão 4 milhões (260 milhões de meticais). Já os semifinalistas terão 2.5 milhões de dólares (162.5 milhões de meticais).

Sob o lema “cultivando mentes”, o Clube de Xadrez Quadrado Mágico procedeu, na manhã deste sábado, 3 de Fevereiro, no distrito da Ka Tembe, as suas actividades para o ano 2024.

Numa cerimónia simples, honrada pela presença dos campeões nacionais de xadrez Vânia Bilhete e Donaldo Paiva (que se impuseram no recém-terminado campeonato nacional disputado em Manica), cerca de vinte crianças oriundas de Marracuene e outros pontos da capital deram início a uma época que se vai prolongar até Dezembro.

Na ocasião, Vânia Vilhete e Donaldo Paiva falaram, de forma breve, do seu
percurso na perspectiva de incentivarem os mais novos a desenvolverem as suas capacidades e habilidades, cultivando o conhecimento.

O director da Academia Quadrado Mágico, Mateus Viageiro, incentivou os petizes a praticarem o xadrez, uma modalidade que estimula a mente. Viageiro disse, igualmente, que este ano será marcado pela disputa de provas ao nível continental.

Aliás, está prevista à deslocação de alguns xadrezistas de palmo e meio do Clube de Xadrez Quadrado Mágico ao Lesotho, onde irão disputar uma competição regional. De resto, segundo Mateus Viageiro, a ideia passa não somente por formar novos campeões como também por mantê-los em contacto (disputa de provas) com atletas de outros quadrantes, ganhando mais tarimba competitiva.

O Clube de Xadrez Quadrado Mágico é um projecto que pretende elevar, cada vez mais, o xadrez no país e além-fronteiras. Reúne, por isso, figuras incontornáveis da modalidade e com credenciais dadas a nível nacional e internacional: Mateus Viageiro e Ivan Andrade (mestres FIDE) e Vânia Vilhete e Donaldo Paiva (campeões nacionais da modalidade).

A iniciativa terá uma forte componente social, levando uma modalidade que estimula o conhecimento e pensamento às comunidades carentes e desfavorecidas.

Os mentores pretendem ensinar aos alunos a prática desta modalidade, assim como os incentivar a participar em actividades de cariz social que vão ao encontro do lema “Quadrado Mágico Cultivando Mentes”.

A prática de acções de solidariedade para com o próximo é, igualmente, uma das fortes componentes do projecto que vai identificar áreas de acção.

Retirado da modalidade em 2018, Mateus Viageiro é mestre FIDE e dominou o xadrez durante cerca de vinte anos. Mateus Viageiro tornou-se mestre FIDE (Federação Internacional de Xadrez) nas Olimpíadas de Itália, em 2006.

O seleccionador nacional do Futsal, Faruk Ismael, garante a vitória diante da Zâmbia, este sábado. O jogo está inserido da primeira eliminatória de acesso ao CAN da modalidade, cuja fase final vai ser em Marrocos.

A selecção nacional de Moçambique vai procurar marcar um passo importante rumo ao CAN 2024, prova cuja fase final vai ser em Marrocos. Para lá chegar precisa suplantar a Zâmbia, vencendo primeiro a partida deste sábado no pavilhão da Universidade Eduardo Mondlane, para depois pensar na segunda eliminatória em terras zambianas.

Faruk “Farukito” Ismael diz que a selecção está devidamente preparada para encarar o jogo contra a Zâmbia, partida que, tal como disse, apenas só a vitória interessa. O técnico entende que, para tal, é necessário que os seus jogadores estejam concentrados. 

Por seu turno, os jogadores estão cientes da importância desta eliminatória, daí que garantem que estão focados para a obtenção de um bom resultado. 

Apesar de jogar fora, os zambianos prometem encarar a partida de peito aberto. O seleccionador da Zâmbia, Witson Nyirenda, reconhece a qualidade do conjunto moçambicano que, na sua opinião, tem jogadores experientes e que já jogaram ao mais alto nível no continente africano. 

Ainda assim, o jovem treinador diz que a sua equipa vai encarar a partida com muita seriedade e que, acima de tudo, os seus jogadores vão divertir-se. 

O alerta sobre a possibilidade de os clubes Textáfrica, Desportivo de Nacala e Associação Desportiva de Vilankulo não acolherem os seus jogos em casa, foi lançado esta quarta-feira por Faizal Sidat, presidente da Federação Moçambicana de Futebol, na abertura da Assembleia-Geral Ordinária da Liga Moçambicana de Futebol. O dirigente federativo diz que os campos ainda não reúnem condições para acolherem jogos

A Associação Desportiva de Vilankulo, o Desportivo de Nacala e o Textáfrica de Chimoio poderão não realizar jogos do Moçambola nos seus respectivos campos, caso não cumpram as recomendações do Departamento de Licenciamento de Clubes da Federação Moçambicana de Futebol. Os três recintos apresentam muitas anomalias.

A informação, sobre a possibilidade de  a Associação Desportiva de Vilankulo, Desportivo de Nacala e Textáfrica de Chimoio não efectuarem jogos do Moçambola nos seus respectivos campos, foi avançada pelo presidente da Federação Moçambicana de Futebol no decurso da Assembleia-Geral da Liga Moçambicana de Futebol.

De acordo com Feizal Sidat, os clubes responsáveis já receberam os respectivos avisos por parte do Departamento de Licenciamento de Clubes com as respectivas recomendações.

“O campo do Textáfrica, se não tiver o piso regular, estará fora da rota do Moçambola. O campo do Desportivo de Nacala neste momento está fora, tal como o campo de Vilankulo”, disse no seu discurso de abertura da Assembleia Geral da LMF perante os presidente de todas as colectividades que vão disputar o Moçambola 2024.

E não foi por falta de aviso para esses clubes, tal como avança Feizal Sidat. “Do contrário, terão de indicar outros campos para realizarem os seus jogos caseiros. O aviso está dado”, alerta o presidente da FMF.

Recorde-se que, no ano passado, o campo da Associação Desportiva de Vilankulo foi interditado por não reunir condições para acolher jogos do Moçambola, tendo indicado, na altura, o Estádio Municipal da Maxixe, reabilitado ano passado pela Federação Moçambicana de Futebol.

Num outro desenvolvimento direccionado aos clubes, Feizal Sidat deixou claro que as regras devem ser cumpridas, realçando os clubes que colocam oficiais e directores desportivos no banco, mas que acabam por exercer o papel de treinadores.
“Depois viram treinadores. Temos de acabar com isso. Agora só vai sentar-se no banco técnico quem tem o respectivo nível”, deixou o aviso Sidat.

O dirigente máximo da Casa do Futebol prometeu ainda que, para este ano, haverá uma marcação cerrada contra este tipo de práticas e todos os prevaricadores serão punidos dentro da lei.

Reinildo Mandava apontou o seu primeiro golo ao serviço do Atlético de Madrid, abrindo caminho para uma vitória por 2-1, diante do Rayo Vallecano. Já Bruno Langa, outro internacional moçambicano e que actua na esquerda, deixa o Chaves de Portugal para se juntar a Mandava na Espanha, mas a representar o lanterna vermelha, Almeria

O internacional moçambicano Reinildo Mandava marcou o seu primeiro golo ao serviço do Atlético de Madrid da Espanha. O lateral esquerdo moçambicano ajudou a sua equipa a vencer o Rayo Vallecano por duas bolas a uma, em jogo da 20.ª jornada da primeira liga espanhola, a LaLiga.

Vale isto dizer que Reinildo Manda(va) até nas balizas contrárias. Aliás, anda confiante. Na quarta-feira, apontou o segundo golo em uma semana, depois de já ter apontado o primeiro, há uma semana, ao serviço dos Mambas, diante do Gana.

Curioso é que os dois golos apontados por Reinildo Mandava foram de cabeça e, ambos na mesma posição, vindos de um cruzamento da esquerda.

Reinildo Mandava foi determinante na vitória do Atlético de Madrid sobre o Rayo Vallecano, por duas bolas a uma. Num lance de bola parada, o lateral moçambicano surgiu na grande área a concluir de cabeça, colocando a sua equipa em vantagem.

Um movimento igual ao feito na partida dos Mambas diante do Gana, no CAN da Costa do Marfim, a responder positivamente a um canto de Geny Catamo, mas, desta feita, a ser Riquelme a cobrar um livre teleguiado para a cabeça do moçambicano.

Os  visitantes responderam sete minutos depois. Alvaro Garcia soube aproveitar a  oportunidade que a equipa criou, restabelecendo a igualdade.

Na segunda parte, o Atlético voltou mais aguerrido, com Depay, ao cair do pano, a desfazer a igualdade, garantindo a vitória dos “colchoneros”. O Atlético de Madrid continua na terceira posição com 47 pontos, menos oito que o líder Girona, com 54.

Os internacionais moçambicanos, Bruno Langa e Guima, foram para a casa do Braga arrancar um empate a uma bola, em partida da 19.ª jornada da Primeira  Liga de Portugal. Guima foi totalista e Bruno entrou aos 59 minutos. O Desportivo Chaves ocupa a penúltima posição com 13 pontos.

 

BRUNO LANGA VOA PARA ESPANHA

Foto: O País

Novos rumos, novos ares. Depois de uma brilhante campanha ao serviço da selecção nacional de futebol, os Mambas, nos quais esteve nos três jogos, dois dos quais a titular, Bruno Langa respira o ar espanhol.

O lateral esquerdo moçambicano vai prosseguir a carreira em Espanha, mais concretamente ao serviço do Almería da primeira liga daquele país. Depois de duas épocas e meia ao serviço do Chaves, o jogador de 26 anos vai mudar de ares, ainda que, numa primeira instância, a título provisório, já que o acordo entre clubes é para um empréstimo até final da época.

No entanto, o moçambicano pode até permanecer no emblema espanhol para lá dessa data, já que o negócio contempla uma opção de compra. A notícia foi avançada por Fabrizio Romano e confirmada pelo jornal português Record.

Bruno Langa, que iniciou a carreira no Maxaquene, clube que representou até 2018, tendo depois mudado para a Black Bulls antes de rumar para Portugal, vai trocar ao Desportivo de Chaves, penúltimo classificado da liga portuguesa, agora com 13 pontos em 20 jogos, pelo Almeria, último colocado da LaLiga, com seis pontos em 22 jogos.

Para além dos clubes moçambicanos, Langa representou, em Portugal, o Amora e o Vitória de Setúbal, entre as épocas 2018/19 e 2019/20, antes de assinar contrato definitivo com Amora, na época 2020/21.

Na temporada 2021/22, assinou pelo Desportivo de Chaves, clube pelo qual disputou 80 jogos, tendo apontado um golo e feito duas assistências. Parte para uma nova aventura pelas terras espanholas, onde poderá fazer a sua estreia no sábado, na visita do Almeria a Valencia.

Bruno Langa torna-se no terceiro jogador moçambicano a actuar na primeira liga da Espanha, depois de Simão Mathe e Reinildo Mandava.

Hélder Duarte, foi apresentado, hoje, como treinador da Associação Black Bulls. O técnico português regressa para o clube que o projectou para o futebol moçambicano  três anos depois. Para o treinador é uma honra regressar ao cklube pelo qual chegou a Moçambique.

“Costuma se dizer que nunca podes voltar a um local onde foste feliz. Eu considero que não estou a voltar a nenhum sítio porque nunca saí. Esta sempre foi a minha casa e sempre será onde quer que eu esteja”, disse o técnico, que garante que tem a mesma disposição de sempre. 

Hélder Duarte está ciente da grandeza do clube, razão pela qual promete dar o seu máximo para alegrar a massa associativa dos “touros”, que há três anos não festeja um título nacional. 

Nesse sentido, assegura Duarte, que a sua missão é vencer todas as competições internas em que os “touros” estiverem envolvidos. As ambições vão além do plano interno, na medida em que o clube pretende chegar à fase de grupos da Taça Nelson Mandela. É, aliás,  justamente pelo facto de o projecto do clube ser que decidiu regressar a este emblema.

Além de orientar a equipa principal de futebol, Hélder Duarte vai coordenar todos os escalões de formação, uma das maiores apostas da Black Bulls desde a sua concepção. Ora, o técnico entende que para o sucesso do projecto é necessário que haja o envolvimento de todos. 

O presidente da Black Bulls, Junaid Lalgy, garante que estão criadas todas as condições para que o técnico desenvolva um bom trabalho. O timoneiro dos “touros” diz que o projecto do clube para este ano ultrapassa fronteiras.

“Além daquilo, obviamente, que é ganhar todas as competições nacionais, o nosso objectivo passa por chegar longe nas competições africanas. Isso vai, naturalmente, além de engrandecer o clube, o nome de Moçambique além-fronteiras”, disse o dirigente. 

Hélder Duarte regressa à ABB com o estatuto de campeão nacional, uma vez que conquistou o Moçambola pelo Ferroviário da Beira, por sinal seu segundo título. Antes tinha feito o mesmo ao serviço da Black Bulls na sua primeira passagem pelo emblema.

Alberto Simango Jr foi eleito para a presidência da Liga Moçambicana de Futebol depois de um escrutínio que derrotou o seu oponente por 11-1.

Foram 11 clubes que escolheram o regresso de Alberto Simango Jr a uma cadeira que muito bem conhece, tendo em conta que dirigiu durante 10 anos, de 2005 a 2015.

Victor Miguel, que fazia parte de uma lista de continuidade, acabou sendo o maior derrotado nas eleições desta quarta-feira, o que confirma o desagrado dos clubes pela liderança atual.

Recorde-se que Alberto Simango Jr, dentre vários aspectos prometidos, garante um incremento da premiação do vencedor do Moçambola, passando dos actuais 600 mil meticais para 5 milhões de meticais, bem como o aumento do número de equipas que vão disputar a prova a partir de 2025, de 12 para 14 clubes.

 

“CONTEM COM MUITO TRABALHO”, DIZ ALBERTO SIMANGO JR

No seu primeiro discurso como presidente eleito da Liga Moçambicana de Futebol, Alberto Simango Jr prometeu cumprir integralmente o seu manifesto apresentado para o bem do futebol moçambicano.

“Contem com muito trabalho porque é isso que nos comprometemos a fazer no nosso mandato”, disse Simango Jr.

Para o presidente eleito da LMF não há vencedor e nem vencido, mas todos devem estar unidos pelo bem do futebol nacional. “Hoje não sou nenhum vencedor e nem o Victor Miguel é um vencedor. Todos saímos a ganhar. Não há derrotados e todos devemos estar ligados por um fim: o desenvolvimento do futebol moçambicano”, destacou Alberto Simango Jr.

Por outro lado, Alberto Simango Jr disse que vai priorizar as ideias de todos, incluindo da lista de Victor Miguel para que o seu manifesto tenha o sucesso desejado. “As ideias de todos vão ajudar nesta missão de desenvolver o futebol moçambicano”, disse, acrescentando que vai atacar todos os pontos do seu manifesto.

“Um dos primeiros pontos que vamos atacar é a sustentabilidade da prova para reduzir os elevados custos dos clubes”, disse.

Para Simango Jr. este é o momento de trabalhar, tendo em conta que o Moçambola vai iniciar em Abril. “Vamos todos nos dedicar e nos concentrar em fazer o que as pessoas querem, que é o desenvolvimento do futebol” realçou.

A finalizar, Alberto Simango Jr disse que “vamos atacar os problemas de logística de transporte”, para depois agradecer a confiança dos clubes e prometer: “tudo farei para honrar o meu compromisso”.

Alberto Simango Jr dirigiu a Liga Moçambicana de Futebol de 2008 a 2015, tendo saído para liderar a Federação Moçambicana de Futebol até 2019. Foi membro executivo da direcção do Cosafa, da CAF e da FIFA.

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