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O País – A verdade como notícia

A selecção nacional de futsal falhou, ontem,  o acesso ao Campeonato Africano das Nações, edição 2024, ao perder por duas bolas sem concorrência diante da Zâmbia, em jogo da segunda “mão” da única eliminatória que garante a qualificação à prova. 

Moçambique perdeu por um agregado de 4-3 no conjunto das duas “mão”. O combinado nacional o jogo da primeira “mão”, em Maputo, por 3-2. 

A selecção nacional partiu para a capital zambiana, Lusaka,  em vantagem na eliminatória, resultado que até certo ponto era de risco. A turma orientada por Faruk “Farukito” Ismael precisava apenas de um empate com qualquer número de golos para se qualificar ao CAN. 

Apesar desse facto, o conjunto moçambicano não conseguiu ser mais astuto em relação à selecção zambiana, que conseguiu marcar dois golos, vencendo, por isso,  com um agregado de 4-3. A partida entre as duas selecções teve lugar na Arena Automotiva, em Lusaka. 

Além de falhar a presença no CAN, Moçambique falhou também a organização do evento, que tinha sido inicialmente marcado para Maputo. 

O país não dispõe de infra-estruturas adequadas para acolher essa importante prova continental. Assim, o CAN vai ter lugar em Marrocos. 

 

O árbitro moçambicano, Marques Abdala, foi empossado como presidente da recém-criada Associação dos Árbitros de Basquetebol da Cidade de Maputo. O jovem árbitro assume a liderança da agremiação com a missão de dinamizar a classe, assim como defender os interesses dos homens do apito.

 Marquinhos, como também é conhecido nas lides desportivas, defende que se deve fortalecer o basquetebol ao nível da cidade de Maputo, tendo como foco uma arbitragem qualificada. Esse facto na sua óptica poderá elevar a modalidade na capital do país.

“É uma honra e muita responsabilidade ser o primeiro presidente desta recém-criada Associação de basquetebol da idade de Maputo”, disse o dirigente, sublinhando que  vai centrar as suas atenções na defesa dos interesses da classe e lutar para melhoria de condições.

Marquinhos entende ainda que, uma vez que a agremiação é nova, terá a dura missão de introduzir novas dinâmicas, tendo em vista promover o crescimento da associação.

“Vamos lutar para que a Associação de Árbitros de Basquetebol seja reconhecida ao nível nacional, bem como internacional”, explica. Entende ainda que, para que tal aconteça, é necessário que a agremiação seja organizada a vários níveis e que, acima de tudo, seja abrangente. 

Marques Abdla foi candidato único nas eleições que decorreram no início do mês em curso e vai gerir a agremiação nos próximos quatro anos. 

O tenista moçambicano Edilson Rosa sagrou-se campeão mundial de ténis, na categoria de juniores, na prova realizada no Courts do Jardim Tunduro. Edilson Rosa diz que foi uma vitória emocionante e que abre boas perspectivas para o futuro.

Inédito! Há sempre uma primeira vez para o país em todas modalidades. Desta feita foi no ténis, onde o país alcançou a sua primeira conquista mundial, no circuito de juniores, prova que decorreu na capital do país.

O jovem tenista moçambicano de 16 anos, Edilson Rosa, foi o autor da proeza, ao derrotar na final o britânico Casey Drake, por dois a zero.

Tal como nas meias-finais, Edilson Rosa encontrou um oponente forte, que vinha acumulando exibições sólidas nas fases anteriores. Entretanto, o tenista nacional demonstrou ter mais atributos, e, com o apoio do público, conseguiu alcançar a vitória após vencer com parciais 6-2/6-2.

“Hoje o jogo não foi fácil mas com a ajuda de todos amigos e familiares e o público em geral que esteve aqui hoje a dar-me força, conseguimos. Eles fizeram-me acreditar que havia uma chance de ganhar e assim foi. O segredo foi nunca baixar a cabeça. Uma vez estando no campo, jogar mais uma bola é uma chance que tens pra ganhar” confessou Edilson Rosa.

Uma conquista não só de Edilson Rosa, mas da modalidade no seu todo e de todo povo moçambicano, segundo Jonas Alberto, Presidente da Federação Moçambicana de Ténis.

“Estamos muito contentes, significa muito para Moçambique, é marco histórico para o ténis moçambicano, ganhar um evento internacional desta envergadura. Para nós, é uma prova de que quando existe investimento no desporto, consegue-se colher frutos”, explicou Jonas Alberto.

Gilberto Mendes, por seu turno, diz que esta vitória pode dar ao país a possibilidade de se posicionar melhor no ranking internacional de ITF.

“O Edilson Rosa teve uma grande performance, estamos satisfeitos e estamos a comemorar está vitória e a fazer o passo a passo, sem nos emocionarmos muito, o Edilson deu início ao objectivo que é nos colocar bem posicionados no Ranking internacional”, disse o Secretário de Estado do Desporto.

O circuito de Maputo, que teve lugar nos Courts do Jardim Tunduro, contou com a participação de atletas de mais de 25 países de todo mundo que procuravam pontuar e melhorar a posição no ranking mundial da ITF.

Alberto Simango Jr. toma posse, esta tarde, em Maputo, como novo presidente da Liga Moçambicana de Futebol. O dirigente foi eleito há uma semana para dirigir o órgão responsável pela organização da mais importante prova do futebol moçambicano, o Moçambola.

Simango foi eleito com um total de 11 votos, contra um do seu adversário, Victor Miguel. O dirigente tem em mangas o projecto de revolucionar o Moçambola, tornando a prova mais atractiva e competitiva.

O ex-presidente da Federação Moçambicana de Futebol regressa à Liga Moçambicana de Futebol nove anos depois e vai suceder no cargo a Ananias Couana.

A selecção nacional de futsal joga, este sábado, cartada decisiva na qualificação para o CAN de Marrocos, este ano. Está com uma vantagem magra, mas que abre perspectivas de um bom resultado, até porque pressiona os zambianos na segunda mão.

A selecção nacional de Futsal já se encontra em Lusaka, capital da Zâmbia, para o jogo da segunda mão da eliminatória única de acesso à fase final do Campeonato Africano das Nações da modalidade, este ano, no Marrocos.

Leva consigo uma vantagem magra após vitória na primeira mão, em Maputo, por 3-2, que pressiona os zambianos e deixa confiantes os moçambicanos.

Por isso mesmo, realizou, esta quinta-feira, duas sessões de treinos em Lusaka, onde o seleccionador nacional priorizou aspectos de ataque e contra-ataque, bem como a concentração defensiva e os remates a longa distância.

As duas sessões em Lusaka juntam-se a outras duas já realizadas em Maputo após o jogo da primeira “mão”, disputado no pavilhão da Universidade Eduardo Mondlane, que terminou com a vitória do combinado nacional por 3-2.

Farukito Patel acredita que a selecção nacional irá desembarcar em Maputo, ido de Lusaka, com a qualificação para o CAN 2024 garantida. O seleccionador nacional diz que o mais importante é manter a concentração em toda a partida e não dar espaço ao adversário para tentar “furar” a defesa moçambicana.

Auto-crítico, o técnico diz que a equipa terá de jogar melhor que o encontro de Maputo e diz que tal é possível, pois demonstrou isso na primeira parte dessa vitória por 3-2 da primeira “mão”.

O seleccionador nacional, Faruk Ismael (Farukito), promete uma equipa muito competitiva em Lusaka, onde está ciente do acrescido grau de dificuldade, não só pela eliminatória em aberto, mas também pela qualidade e capacidade combativa do adversário que em Maputo vendeu cara a derrota.

A partida na capital zambiana está marcada para às 16h00 locais, o mesmo horário de Maputo, na Arena Automotiva, um pavilhão multiusos situado no centro de Lusaka.

A União Desportiva de Almería apresentou oficialmente, na última terça-feira, o lateral-esquerdo moçambicano Bruno Langa, que trocou o Grupo Desportivo de Chaves de Portugal pela equipa espanhola no último dia do mercado de transferências de Inverno.

Na conferência de imprensa da sua apresentação, o moçambicano mostrou-se satisfeito com esta nova etapa na sua carreira e não escondeu a sua satisfação pelo salto alcançado.

“Estou muito grato pela oportunidade que o clube me deu. Sei qual é a situação do clube e vim para ajudar a superar este difícil desafio. Sou mais um, aqui, para ajudar. Sei que não vai ser fácil. Estou numa fase de crescimento. Parti de Moçambique para Portugal e sempre tive o sonho de chegar ao mais alto nível. Esta é uma oportunidade para mim. Acho que vai ser difícil, mas com trabalho vou conseguir”, disse Bruno Langa.

Antes desta apresentação, Bruno Langa fez parte da lista dos convocados no seu novo clube para o jogo com Valência, no fim-de-semana, uma partida em que o Almería saiu derrotado por 1-2, mas o moçambicano, que tinha realizado apenas um treino, não saiu do banco de suplentes.

Bruno Langa abordou, durante a conferência de imprensa da sua apresentação, vários assuntos, dentre os quais as semelhanças físicas com Akieme. Langa disse, na ocasião, que “não tenho muito a dizer. É verdade que vi alguns jogos de Akieme e aprendi algumas coisas que ele tem e eu não, mas o meu desafio é dar o meu melhor aqui, em Almería e mostrar a minha verdadeira versão”.

Estando, agora, a representar uma equipa que ocupa a última posição do campeonato espanhol, Bruno Langa foi confrontado com a possibilidade de representar o Almería, mesmo que seja rebaixado.

“Sim, claro. Foi o que disse antes. Esta também é uma oportunidade para mim e vim porque quero fazer parte desta família. Farei o meu melhor para que, no final, o clube queira contar comigo”, explicou.

E disse mais: “Procurarei sempre transmitir energia positiva ao grupo. É o que tenho feito desde que cheguei. Tento ajudar todos com essa energia positiva”.

A boa prestação do moçambicano no CAN 2023, na Costa do Marfim, foi um dos factores fundamentais para a mudança do lateral-esquerdo de 26 anos de Portugal para Espanha, num acordo de empréstimo e com opção de compra.

Na temporada 2023/2024, Bruno Langa fez 17 jogos e marcou um golo ao serviço do Chaves, clube onde ficou por três épocas e contabilizou 80 jogos no total.

A selecção nacional de Futsal vai defrontar, no próximo sábado, na Arena Automotiva, em Lusaka, a sua congénere da Zâmbia em jogo da segunda eliminatória de acesso ao Campeonato Africano da modalidade, cuja fase final vai ser em Marrocos.  

O combinado nacional partiu, esta quarta-feira, àquele país, com a predisposição de fazer história. Para tal, o conjunto de Faruk “Farukito” Ismael pretende conservar a vantagem que leva de Maputo, tendo em conta que venceu o jogo da primeira eliminatória, por 3-2. 

O seleccionador nacional está ciente das dificuldades que o combinado nacional poderá enfrentar nas terras zambianas. Ainda assim, considera que, com muito trabalho, é possível vencer o jogo e, por via disso, garantir a presença na mais importante prova do futsal a nível do continente africano. 

“Vamos tentar fazer o nosso melhor. Vamos, naturalmente, jogar para vitória, embora precisemos de apenas um empate”, disse Farukito. O técnico considera que há muitos aspectos por melhorar, olhando para a prestação da selecção no jogo da primeira eliminatória, em Maputo.

“Os meus atletas acusaram um pouco de pressão, sobretudo quando sofreram o primeiro golo. O medo de errar tomou conta deles o que, de certo modo, contribuiu para que a Zâmbia crescesse no jogo”, explica.

Entende, porém, que apesar desse factor, a selecção nacional tem a capacidade suficiente para fazer melhor, o que poderá culminar com o resultado que possibilite o combinado nacional garantir a qualificação.

O grupo de trabalho está focado no jogo do próximo sábado, em que só a vitória interessa.

“No jogo da primeira “mão” não tínhamos conhecimentos das qualidades da Zâmbia, mas agora sentimo-nos preparados nesse aspecto. Julgo que estamos em condições de fazermos um bom resultado e voltarmos de Lusaka com a qualificação garantida”, anota Mário Jonas.

A mesma disposição é partilhada por Dani Zandamela. “Pode-se esperar uma equipa que vai lutar do primeiro até ao último minuto. Sabemos todos que se trata de uma eliminatória e as eliminatórias são para serem ganhas. Essa é a nossa mentalidade para o jogo de sábado”, garante o atleta.

Nas meias-finais da noite desta quarta-feira, Nigéria e Costa do Marfim apostam na superioridade e no factor casa para chegarem à final, nos embates diante da África do Sul e da República Democrática do Congo, respectivamente. Mas, os Bafana Bafana e os Leopardos querem contrariar este favoritismo e ter uma palavra a dizer.

Os dois finalistas do Campeonato Africano das Nações (CAN 2023) serão conhecidos esta quarta-feira, depois da disputa dos jogos das meias-finais.
No Estádio da Paz, em Bouaké, a Nigéria, de Victor Osimhen, tentará manter a sua invencibilidade e bom futebol e vencer a África do Sul, que, depois de eliminar Cabo Verde nos quartos-de-final, no desempate por penáltis, acredita que pode ir mais longe.

Em Abidjan, no Estádio Alassane Ouattara, a renascida anfitriã Costa do Marfim aposta no seu alto nível anímico e no factor casa para vencer a República Democrática do Congo (RDC), que se tem mostrado uma formação muito sólida e em fase de crescimento ainda.

A Nigéria parece ser a equipa mais forte ainda em prova, com o melhor futebolista africano do ano, Osimhen, a tentar fazer a dobradinha.
Desde que empatou com a Guiné Equatorial na partida de estreia, 1-1, as Super Águias registaram quatro vitórias consecutivas e não sofreram qualquer golo.

“Se não sofrermos golos, podemos vencer sempre”, disse o técnico José Peseiro após a vitória nos quartos-de-final sobre Angola, em Abidjan, quando Ademola Lookman marcou o golo da vitória (1-0).

Os nigerianos alcançaram, assim, a 15ª meia-final do CAN, um recorde, e pretendem erguer o troféu pela quarta vez, a primeira desde 2013, na África do Sul.

Cinco anos depois de terem perdido ante a Nigéria nos quartos-de-final da prova no Egipto, os Bafana Bafana regressam ao grande palco sob o comando do veterano técnico belga Hugo Broos.

O homem que levou os Camarões ao título de 2017 contra todas as probabilidades já colocou a África do Sul na sua primeira meia-final em 24 anos, embora contra os Tubarões Azuis, o herói tenha sido o guarda-redes Ronwen Williams ao defender quatro penáltis, disse que “o CAN já é um sucesso”, mas acredita que a sua equipa pode ir mais longe.

Recorde-se que os sul-africanos venceram Marrocos, a selecção mais bem classificada do continente, e não sofreram qualquer golo nos últimos quatro jogos.

Na outra meia-final, a Costa do Marfim regressa ao estádio onde sofreu a pior derrota da prova, 0-4 ante a Guiné Equatorial, e que ditou o despedimento do técnico Jean-Louis Gasset.

Naquele momento, parecia que os donos da casa seriam eliminados na fase de grupos, mas graças ao empate entre Moçambique e Gana, conseguido pelos Mambas já no período de desconto, passaram à segunda fase e agora podem chegar à final.

Sob o comando do técnico interino Fae, eliminaram o Senegal, nos penáltis, e o vizinho Mali por 2-1, graças ao golo de Oumar Diakite nos descontos, no final do prolongamento.

“Depois da Guiné Equatorial, estávamos no fundo do poço. Tivemos de esperar e puxar para nos classificarmos, o que aconteceu, e agora não temos medo de nada”, disse o meio-campista Seko Fofana.

A Costa do Marfim não poderá contar com Kossounou e Diakite, suspensos, mas Sebastien Haller deve ser um candidato a titular pela primeira vez neste torneio.

Por seu lado, a RDC venceu o Egipto nos penáltis nos oitavos-de-final e depois recuperou a desvantagem para derrotar a Guiné por 3-1.
Os Leopardos sonham em chegar à final pela primeira vez desde que foram campeões em 1974, na altura como Zaire.
Nigéria vs África do Sul, a partir das 19h00, e Costa do Marfim vs RD Congo, às 22h00, são os jogos das meias-finais, esta quarta-feira.

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