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O País – A verdade como notícia

O tenista moçambicano Edilson Rosa voltou a conquistar o Circuito Mundial de Ténis em Juniores, esta sexta-feira, prova que teve lugar nos “courts” do Jardim Tunduro, na cidade de Maputo.

No duelo da final, da segunda etapa do circuito, Edilson Rosa derrotou o angolano Daniel Domingos por dois sets a zero, vencendo o primeiro por 6-1 e o segundo por 4-1, antes da desistência do seu adversário.

Com esta vitória, Edilson sobe 300 posições no Ranking do Ténis da ITP, em juniores, passando da posição 800 para a posição 500.
Edilson Rosa junta esta conquista à alcançada na semana passada, na primeira etapa do Circuito Mundial da categoria, quando venceu um britânico na final.

Está adiada a disputa da primeira janela de qualificação para o Afrobasket 2025 em seniores masculinos, evento que deveria arrancar amanhã, em Maputo, no pavilhão do Maxaquene. 

O adiamento deve-se à indisponibilidade dos países da região devido aos problemas financeiros. O evento poderá acontecer, em princípio, na próxima sexta-feira. 

A Federação Moçambicana de Basquetebol (FMB) chamou a imprensa para dar o ponto de situação sobre a organização da janela de qualificação, competição que contaria com a presença de mais de 10 países da região austral de África. O presidente da FMB, Paulo Mazivila, explicou que o adiamento deve-se a muitos factores que não são da alçada da instituição que dirige.

“Estamos sempre a mandar emails para a FIBA-África para a confirmação das equipas que vão participar desta janela. Sucede que a FIBA não nos está a conseguir responder”, disse Paulo Mazivila, explicando ainda que “temos estado em contacto com o presidente da zona, Paulo Madeira, e ele respondeu-me na segunda-feira que as equipas estão com dificuldades financeiras, como é o caso do Botswana, Zimbabwe e as Comores nem sequer pronunciaram-se”, explica.

Diante da situação, o dirigente explicou que a FIBA solicitou à FMB para que se adiasse a disputa desta prova para o próximo mês. “A Federação Moçambicana de Basquetebol não aceitou esse adiamento para Março devido a muitos custos que nós temos. Temos jogadores no hotel, temos a logística de alimentação e transporte. Portanto, seria muito oneroso para nós”, anota Mazivila.

A FMB, em coordenação com a FIBA, trabalha no sentido de fixar novas datas para a janela de qualificação.

“Numa conversa telefónica com o presidente da zona, Paulo Madeira, ficou acordado que a prova seria disputada na próxima sexta-feira (23) até dia 25, isto se apenas comparecer a África do Sul, por sinal único país que havia confirmado a sua presença em Maputo”, precisou o dirigente.

Apesar do adiamento, a selecção nacional vai continuar a trabalhar. 

Selecção nacional de basquetebol sénior masculino disputa, de 17 a 25 de Fevereiro, no Pavilhão do Maxaquene, a primeira janela de acesso ao Campeonato Africano de Basquetebol, “Afrobasket” 2025.

De sábado, 17 de Fevereiro, até ao próximo domingo, 25, Moçambique terá de provar, na quadra do Pavilhão do Maxaquene, que tem força no basquetebol masculino no contexto da zona VI. Sem a maior força da modalidade integrada na primeira janela de acesso ao “Afrobasket”, Angola, a selecção nacional terá, naturalmente, de mostrar os seus argumentos na região e que tem um lugar no concerto das Nações africanas, com um passado revelador disso com presenças constantes nas fases finais do Campeonato Africano.

Uma coisa é real: na zona VI, houve registo de evolução de outras nações que apostaram na modalidade, pelo que os nomes e o histórico do país na modalidade não serão arrolados ao sinal da “bola ao ar”.

Com a base da equipa a ser constituída por um naipe de jogadores que actuam internamente, o seleccionador nacional, Milagre “Mila” Macome procura apresentar um conjunto com uma estrutura defensiva muito forte, mas também com maior clarividência ofensiva.

Com o experiente Pio “Lingras” Matos e o motivados e em forma Baggio Chimonzo a recuperarem de lesões contraídas durante a fase de preparação,  Nilton Seifane e Hilário Malale podem, em caso de indisponibilidade de Matos e Chimonzo, ser  a  solução para posição 1.

Espera-se, de qualquer das formas,  que os jogadores eleitos para a armação do jogo tenham a capacidade de dar consistência, quer nos ataques de posição (pausados) quer nos contra-ataques.

Defensivamente, jogadores como Elves “Stam” Honwana podem emprestar muita agressividade à selecção nacional de basquetebol nesta primeira janela de acesso ao “Afrobasket” 2025.

Apesar de não ter disputado a última Liga Moçambicana de Basquetebol Mozal, em Dezembro do ano passado, Elves Honwana é um jogador experiente e talhado para este tipo de missões. O seu tiro exterior é também uma das armas a serem usadas para desequilibrar.

Aliás, o conjunto de Milagre “Mila” Macome deve potenciar o jogo exterior para fazer a diferença diante dos seus oponentes.   Na zona restritiva, Elton Ubisse, Turdivales Nhatumbo e outros jogadores chamados por Milagre Macome terão de fazer a diferença no jogo interior, ganhando a luta das tabelas e jogando, igualmente, em situações de “pick and rol”.

Outro aspecto trabalhado, desde o arranque da preparação, é a eficácia na linha de lances, determinante na definição dos resultados dos jogos.
A verdade é que, se no passado as estatísticas indicaram um aproveitamento não muito bom, agora é fundamental que a percentagem seja positiva em todos os jogos desta primeira janela de qualificação para o “Afrobasket” 2025.

Posicionar-se em primeiro, e garantir uma vaga no Grupo A da segunda fase de apuramento para o “Afrobasket” , é objectivo traçado pela Federação Moçambicana de Basquetebol, elenco dirigido por Paulo Salvador Mazivila.

A primeira janela de qualificação para o “Afrobasket”, a realizar-se em Maputo, deve movimentar as selecções nacionais de Moçambique, anfitrião; Zimbabwe e Botswana (ndr: haviam solicitado à FIBA-África para subsidiar a sua participação na prov em 30 USD por pessoa, no lugar dos 90 USD definidos pela FMB)  África do Sul, Maurícias e Comores.

Para esta empreitada, este organismo fez algumas obras de melhoria na quadra e nos balneários do Pavilhão do Maxaquene.
A organização do certame está orçada em MZM 15 milhões, valores que a FMB procurou colectar de vários parceiros.

 

JOGADORES MOTIVADOS

Pio “Lingras” Matos deu a cara, há dias, para perspectivar a primeira janela de qualificação para o “Afrobasket” 2025.

“A expectativa é alta e é de nos qualificarmos para o “Afrobasket”. Estamos firmes nos nossos objectivos. Estamos cientes de que, mais do que cumprirmos esse desiderato, temos de agradar ao nosso público, fazendo um bom espectáculo”, disse em entrevista ao “Lance”.

Ubisse passou por uma cirurgia, regressou e disputou a “Road to Bal”, na vizinha África do Sul, e a Liga Moçambicana de Basquetebol Mozal, prova na qual o Ferroviário da Beira ficou na terceira posição.

Sem aquela prestação de outros tempos, nas referidas provas, Ubisse espera, agora, ao serviço da selecção nacional, estar no seu melhor nível.
“Vão ser jogos muito aguerridos e nós temos noção disso. As equipas evoluíram muito nos últimos anos. Nesse sentido, devemos estar bem preparados para enfrentar esta competição”

O Governo compromete-se a pagar os prémios aos atletas até finais do próximo mês, depois da participação do país nos Jogos Africanos, em Acra, Gana. Reconhece ainda que houve falta de comunicação no tratamento do assunto. A dívida subiu de 14 milhões de Meticais para 16.

Depois de, na segunda-feira, os atletas se terem dirigido à Secretaria de Estado do Desporto para exigir explicações em relação ao não pagamento da dívida de 14 milhões de Meticais, o caso voltou a ter outros desenvolvimentos ontem.

A SED chamou, ontem, os atletas para um encontro, que decorreu à porta fechada, e sem a presença dos jornalistas. O encontro durou mais de uma hora. Depois do encontro, as partes deram a conhecer as decisões tomadas. O Governo, tal como o fez em outras ocasiões, reconheceu a dívida e justificou.

“Pedimos desculpa aos atletas pelo incumprimento. É verdade que a conjuntura que o país atravessa nos levou a ter de protelar o pagamento. Às vezes, a alegria em algumas coisas pode-se transformar em tristeza para outras”, justificou Gilberto Mendes, assumindo que o Governo tinha programado o pagamento dos prémios para o ano passado, pois havia certeza de que as obrigações financeiras poderiam ter sido cobertas com o orçamento que o Governo tinha.

Nesse sentido, tal como garantiu o dirigente, o Governo compromete-se a efectuar o pagamento até finais do próximo mês, depois da participação do país nos Jogos Africanos, cuja fase final vai ser em Acra, Gana.

“Agora, a nossa concentração está nos Jogos Africanos. Vamos deslocar 58 atletas para Acra, mas também poderíamos optar em não ir ao evento ou diminuir a delegação para amortizar a dívida. Ora, acho que essa não seja, provavelmente, a melhor solução, porque vamos à procura dos resultados desportivos”, explica Gilberto Mendes.

O pagamento dos prémios, segundo assegurou Gilberto Mendes, deverá ser feito de forma faseada e em função dos eventos em que os atletas participaram.

Os atletas entendem que valeu a pena exercer pressão sobre o Governo, pois só assim é que tiveram esclarecimentos em relação às suas preocupações.
“Neste momento, nós concordamos com a proposta que nos foi dada. O que nós vamos fazer é esperar que o pagamento seja feito depois desse evento.

Depois disso, nós vamos ver no que vai resultar. Esperamos que seja da melhor forma. Acreditamos na palavra que recebemos, acreditamos no compromisso do Governo. Tudo foi dito diante do povo moçambicano”, disse Osvaldo Machava, porta-voz dos atletas.

O embate entre Ferroviário de Maputo e Costa de Sol marca a abertura do Campeonato Provincial da Cidade de Maputo, que arranca na próxima semana e vai contar com 16 equipas divididas em duas séries. O sorteio, que decorreu na tarde desta terça-feira, na sede da Associação de Futebol da Cidade de Maputo, ditou ainda que os eternos rivais e vizinhos, Maxaquene e Desportivo, estivessem no mesmo grupo.

Dezasseis equipas, três das quais que vão disputar o Moçambola 2024, juntam-se durante dois meses para disputar o Campeonato Provincial da Cidade de Maputo, a primeira prova futebolística do ano, dentro do calendário da Federação Moçambicana de Futebol.

De acordo com o sorteio realizado esta terça-feira, na sede da Associação de Futebol da Cidade de Maputo, AFCM, as equipas participantes e filiadas foram divididas em dois grupos de oito equipas cada, devendo disputar a prova num sistema de todos contra todos em uma única volta.

Até chegar à final da prova, os primeiros quatro de cada grupo apuram-se para quartos-de-final, num sistema cruzado, em que o primeiro do grupo A defronta o quarto do grupo B, o segundo do A joga com o terceiro do B, enquanto o terceiro do A defronta o segundo do B e o quarto do grupo A terá pela frente o primeiro do grupo B.

Assim, de acordo com o sorteio, a Série A terá as equipas da Black Bulls, Estrela Vermelha, Maxaquene, Liga Desportiva, Matchedje, Desportivo, Nacional e União Desportiva de Zimpeto, esta última filiada este ano e que vai fazer a sua estreia.

A Série B terá duas equipas do Moçambola, nomeadamente Ferroviário e Costa do Sol, que, curiosamente, vão disputar a jornada inaugural da prova, para além das Águias Especiais, 1.º de Maio, Mahafil, Vulcano, Ferroviário das Mahotas e Tsondzo, esta última que também marca a sua estreia na prova de seniores.

Os representantes das duas colectividades que abrem a prova mostraram-se felizes com a disputa da prova, tendo em conta que vai ajudar na preparação das duas equipas.

Isidro Amade, do Ferroviário de Maputo, disse que, apesar de ser uma prova que vai ajudar o treinador a avaliar os jogadores, é uma prova para ser ganha. “Está é a primeira competição do ano, que serve para avaliar atletas para estar bem no Moçambola, mas o Ferroviário, em todas as competições que entra, entra para ganhar”, disse Isidro Amade, acrescentado que o Costa do Sol “não é rival, é um clube da Cidade de Maputo como nós, e com mesmo número de títulos. Vai ser um bom jogo para os espectadores que estão ávidos para ver futebol”.

Já Hélder “Mano Mano” Muianga, do Costa do Sol, diz que iniciar a prova com os “locomotivas” vai dar oportunidade de preparar a equipa para competir ao mais alto nível. “O Costa do Sol estava à espera de um torneio desta magnitude, para aproveitarmos para preparar melhor a equipa com adversários como Ferroviário de Maputo. Estamos num grupo com equipas teoricamente fracas, da segunda liga, mas eu acho que é um grupo mais difícil, porque é sempre complicado jogar com equipas pequenas”, disse Mano Mano.

 

TRINTA MIL METICAIS PARA O VENCEDOR DA PROVA

A patrocinadora oficial da prova, JogaBets, assume a responsabilidade de todas as despesas, num investimento de cerca de 1 525 000 Meticais. Deste valor, 850 mil Meticais são destinados à Associação de Futebol da Cidade Maputo, para arcar com os custos de organização, e o restante do valor é destinado às premiações.

Vasco Jafa, representante da JogaBets, disse, na ocasião, que “estamos aqui para manifestar o nosso apoio na promoção do desporto nacional, e, nesta época, vamos apoiar a Associação de Futebol da Cidade de Maputo com um valor monetário para as operações, e também vamos fazer as premiações para os vencedores, que estão avaliadas em 675 mil Meticais, dos quais o campeão irá levar 300 mil, o vice-campeão 150 mil e o terceiro classificado 75 mil”.

No que diz respeito aos prémios individuais, Vasco Jafa esclareceu que “vamos dar 25 mil ao melhor marcador, 25 ao melhor guarda-redes… a equipa Fair-play vai levar 50 mil Meticais e o quarteto da arbitragem vai levar 20 mil”.

A prova arranca a 24 de Fevereiro e estende-se até 14 de Abril, dia em que será conhecido o campeão da Cidade de Maputo que vai substituir a Black Bulls ou a revalidação do título dos “touros”.

O país vai ser representado por 32 atletas de mais de cinco modalidades nos Jogos Africanos de Acra, no Gana, que vão decorrer de 8 a 23 de Março próximo. O principal objectivo desta participação é a busca de vagas para os Jogos Olímpicos de Paris, ainda este ano, na França. Até ao momento, o país já ocupou duas vagas nas olimpíadas de Paris, através de Daysi Nhaquile e Alcinda Panguana.

Atletismo, natação, judo, boxe, ténis e vólei de praia são algumas das modalidades que estarão presentes em Acra, no Gana, nas chamadas olimpíadas africanas, que vão ser disputadas de 8 a 23 de Março próximo.

Serão, ao todo, 32 atletas que vão representar o país, na busca de mais vagas para os Jogos Olímpicos de Paris, em Julho e Agosto próximos, numa delegação que tem 56 elementos, incluindo treinadores, médicos, staff de apoio e dirigentes.

Assim, as atenções estarão viradas para as modalidades individuais em que o país tem mais possibilidades de qualificação, nomeadamente atletismo, natação e judo, que podem, em Acra, garantir mais lugares a Moçambique nos Jogos Olímpicos de Paris 2024, por via dos tempos mínimos.

O boxe é outra modalidade que dá garantias de mais vagas para o país, com pugilistas que vêm buscando a qualificação em várias competições. Aliás, a maior preparação dos pugilistas moçambicanos será durante o Campeonato Nacional da modalidade, que terá lugar ainda este mês de Fevereiro, em Quelimane.

No que ao ténis diz respeito, a expectativa é de melhorar ainda as performances dos atletas, sendo que a qualificação para os Jogos Olímpicos seria inédita para esta modalidade.

Relativamente ao vólei de praia, as expectativas de Moçambique residem nas duplas Ana Paula Sinaportar/Vanessa Muianga, em femininos, e Ainadino Martinho/Jorge Monjane, em masculinos, atletas que têm estado a dominar a região austral de África quando realiza os seus circuitos regionais.

Para além destas duas duplas, o país vai fazer-se representar nos Jogos Africanos de Acra, na modalidade de vólei de praia, por Ângela Tembe/Natália Íntego, em femininos, e por Osvaldo Mungoi/José Mondlane, em masculinos.

Esta terça-feira, a sessão do Conselho de Ministros analisou a informação sobre esta participação de Moçambique e a porta-voz do Governo, Ludovina Bernardo, disse que o Governo está a trabalhar para viabilização da participação dos atletas moçambicanos nos Jogos Africanos, que terão lugar em Acra, Gana.

Carlos Gilberto Mendes, por seu turno, em declarações à RM-Desporto, referiu que a prova será uma oportunidade de o país qualificar mais atletas para os Jogos Olímpicos de Paris 2024, acrescentando que as selecções nacionais já estão a trabalhar para garantir uma boa prestação na prova africana.

“Neste momento, as federações finalizam o processo de envio dos nomes para este grande evento, que deverá também incluir modalidades não-olímpicas”, disse Gilberto Mendes.

Para já, Moçambique garantiu duas vagas nos Jogos Olímpicos de Paris, nomeadamente por Rady Gramane, no boxe, e Deisy Nhaquile, na vela.
A delegação moçambicana deixa a capital do país no próximo dia 5 de Março, com destino a Acra, para a participação na 13.ª edição dos Jogos Africanos, a decorrerem de 08 a 23 de Março próximo.

O internacional moçambicano fez a sua estreia pelo Almeria da Espanha, esta segunda-feira, na recepção ao Athletic Club Bilbao. Bruno Langa entrou na segunda parte e conseguiu segurar o nulo que prevaleceu até ao apito final do jogo. Reinildo Mandava e Alfons Amade não tiveram a mesma sorte este fim-de-semana, tendo somado derrotas nas respectivas equipas.

Uma estreia auspiciosa para Bruno Langa na LaLiga, a principal prova futebolística da Espanha. Na recepção ao Athletic Club Bilbao, a União Desportiva de Almeria, de Bruno Langa, empatou sem abertura de contagem, em partida que contava para 24.ª jornada da I Liga Espanhola.

O lateral-esquerdo moçambicano entrou na partida aos 66 minutos, para o lugar Alex Centelles, e fez uma estreia de grande nível, numa altura em que a equipa jogava com menos uma unidade, por expulsão de Ramazani por acumulação de cartões amarelos.

Havia necessidade de dar maior pendor defensivo para evitar sofrer golos e a entrada de Bruno Langa deu outra dinâmica à equipa. É que, depois da entrada do lateral-esquerdo moçambicano, o Almería teve mais oportunidades de se adiantar no marcador, mas o guarda-redes do Bilbao conseguiu manter a sua baliza inviolável.

Apesar do empate, a formação de Bruno Langa mantém-se na última posição da tabela classificativa com sete pontos, fruto de sete empates, e 17 derrotas em 24 jogos. Já o Athletic Bilbao ocupa a quinta posição com 46 pontos, resultantes de 13 vitórias, sete empates e quatro derrotas.

Na próxima jornada, a 25ª, o Almería vai a terreno do Granada, uma semana antes do encontro entre os dois moçambicanos, Bruno Langa e Reinildo Mandava, no embate entre Almeria e Atlético Madrid, no dia 25 de Fevereiro corrente.

 

REINILDO NÃO MANDOU NESTA JORNADA

Ainda nesta jornada, destaque para dois moçambicanos que sofreram derrotas nas respectivas equipas. Reinildo Mandava, que entrou na equipa do Atlético de Madridaos 66, para o lugar do internacional belga, Witsel, perdeu na visita a Sevilha, por uma bola sem resposta e atrasou-se na corrida pelos lugares cimeiros da competição.

O Sevilha abriu o marcador aos 15 minutos pelo avançado espanhol Isaac Romero, e não mais cedeu na defensiva para permitir o empate dos colchoneros.

Foi, de resto, a sexta derrota do Atlético de Madrid na presente edição da LaLiga, que coloca a equipa na quarta posição, com 48 pontos, mais dois que o Athletic Club Bilbao, que luta pela entrada directa na Liga dos Campeões 2024/2025.

Os colchoneros estão, assim, a 13 pontos do líder da prova, o Real Madrid, que soma 61 pontos, enquanto o Girona é segundo com 56 e Barcelona terceiro com 51.

Dos moçambicanos na diáspora, destaque deste fim-de-semana vai para Witti Quembo que foi, a par de Geny Catamo, um dos únicos a vencer. Witti ajudou o Nacional a vencer o Vilaverdense por 3-2, após fazer assistência para o primeiro golo. Witti foi titular.

Geny Catamo, que também foi titular pelo Sporting, viu a sua equipa golear o Sporting de Braga por 5-0.
Já os restantes moçambicanos a actuarem fora de portas viram as suas equipas empatarem ou saírem derrotadas no fim-de-semana.

Luís Miquissone foi suplente utilizado no empate do Simba da Tanzânia diante do rival Azam FC, a um golo, enquanto Gildo Vilankulo, do Sporting da Covilhã, empatava sem abertura de contagem diante do Académica OAF.

Geraldo Matsinhe foi titular na derrota do Juventude Évora diante do Barreirense à tangente, Mexer Sitoe, também titular, viu o Bandirmaspor perder por duas bolas sem resposta diante do Goztepe, na Turquia.

Jonatham Muiomo, recuperado da lesão, foi titular no Veelbert da Alemanha e sofreu uma goleada de 5-0 diante do Dusseldorf.

 

METADE DOS MOÇAMBICANOS NÃO FORAM A JOGO NO FIM-DE-SEMANA

Por seu turno, Alfons Amade continua a ganhar espaço no Oostende da segunda liga da Bélgica. O internacional moçambicano não foi convocado para o jogo da sua equipa diante do Standard de Liege. Amade só disputou 10 jogos pela sua equipa, sendo sete para a Challenger Pro League e outros três para o Croky Cup.

O Oostende segue na 15.ª posição com 16 pontos contabilizados em 20 jogos efectuados e está na posição da despromoção.
Os restantes jogadores, Guima, Zainadine, Clésio (lesionado), Kambala, Edmilson, David Malembane, Ratifo, e outros, não foram a jogo no fim-de-semana.

A selecção sénior masculina de basquetebol faz os últimos ensaios, tendo em vista a participação na primeira janela de qualificação para o Afrobasket 2023, prova que vai ter lugar em Maputo, a partir do próximo sábado, no pavilhão do Maxaquene.

Faltando apenas quatro dias para o arranque da competição, o combinado nacional, que trabalha há um mês, continua a aprimorar os aspectos técnico-tácticos, na perspectiva de se apresentar nos seus melhores níveis.

Milagre Macome tem estado, desde o arranque da preparação, a trabalhar na solidificação da sua filosofia de jogo, sobretudo pelo facto de estar ciente das adversidades que poderá encontrar na competição.

Os jogadores estão cientes da responsabilidade que carregam, até porque a janela de qualificação será em Maputo.

“A expectativa é alta, é de nos qualificarmos para o Afrobasket. Estamos firmes nos nossos objectivos. Estamos cientes de que, mais do que cumprirmos esse desiderato, temos de alegrar o nosso público, fazendo um bom espectáculo”, disse Pio Matos Jr.

O mesmo sentimento é partilhado por Helton Ubisse, atleta que regressa à selecção depois de um período sabático, devido à lesão que o apoquentava.
“Queremos entrar na fase de grupos da competição. Estamos a trabalhar para tal. Com muito trabalho, é possível alcançar esse objectivo”, anota Helton Ubisse.

Os objectivos são claros, mas os atletas estão cientes de que não será fácil.

“Como sempre, esperamos enfrentar muitas dificuldades, mas vamos saber superá-las, tal como o temos feito. O que mais queremos é trazer alegria para o nosso povo”, garante Pio. Helton Ubisse entende que todas as equipas parecem teoricamente fáceis, mas na realidade não.

“Vão ser jogos muitos aguerridos e nós temos noção disso. As equipas evoluíram muito nos últimos anos. Nesse sentido, devemos estar bem preparados para enfrentar esta competição”, diz Ubisse.

A primeira janela de qualificação para o Afrobasket vai contar com a presença de 10 países da zona austral de África.

 

CERIMÓNIA DE ABERTURA EM PREPARAÇÃO

A Federação Moçambicana de Basquetebol (FMB) esmera-se na preparação da cerimónia de abertura do evento. O presidente da agremiação, Paulo Mazivila, garante que haverá muito espectáculo.

“Vamos tentar criar um ambiente de festa com a diversidade cultural que temos em Moçambique. Queremos aliar o desporto à cultura nacional. Portanto, o país vai convergir nesse evento”, afirma o dirigente.

O dirigente garante que todos os aspectos ligados ao evento estão acautelados, desde os aspectos técnicos e organizacionais.

“Está tudo a postos. As equipas estão a trabalhar. Estamos à espera do dia para que as coisas possam acontecer”, anota Paulo Mazivila.
O grupo Tofo da Mafalala é um dos que vão abrilhantar a cerimónia de abertura. Esteve, por isso, recentemente, a ensaiar as coreografias no pavilhão do Maxaquene, local que vai acolher o evento.

Um grupo de atletas de várias modalidades dirigiu-se, ontem, à Secretaria de Estado do Desporto para reivindicar o pagamento da premiação por terem conquistado medalhas nas competições internacionais. O Estado deve 14 milhões de Meticais e há sete anos que não efectua pagamentos.

Estão à espera há sete anos. Estão há sete anos à procura de uma resposta que nunca chegou. Conquistaram medalhas nas competições internacionais vestindo as cores nacionais, quer medalhas de ouro, quer de prata ou bronze. E, como manda o regulamento, eles têm direito a receber prémio do Estado, algo que nunca aconteceu. Cansados de esperar, os atletas dirigiram-se à Secretaria de Estado do Desporto para reivindicarem os seus direitos.

“Desde 2017, há um grupo que até hoje ainda não recebeu os seus prémios e, de lá para cá, foi-se acumulando. Nunca houve premiação desportiva. Há um certo desgaste por parte dos atletas”, disse Délcio Soares, atleta de voleibol.

O atleta afirma que, durante esses anos, foram tentando aproximar-se à Secretaria de Estado do Desporto, de modo a inteirar-se da situação.

“Há dois anos que temos vindo a fazer isso. A SED orientou-nos a fazer uma carta para o Fundo de Promoção Desportiva, mas até agora ainda não obtivemos uma resposta plausível”, explica Soares, corroborado por Aldevino Nuvunga.

“Com muita educação, viemos à Secretaria de Estado do Desporto ter com os nossos dirigentes para ver se nos ouvem. Esse é o nosso grito de socorro que temos vindo a lançar há anos, desta feita, de uma maneira formal”, anota Nuvunga.

A resposta às suas preocupações, diz Aldevino Nuvunga, já ultrapassa as fronteiras do desporto.

“Isso começa a afectar a nossa vida. Despendemos muito tempo para estas conquistas. Como devem imaginar, um atleta não sai de casa para uma competição simplesmente. Ele treina, dedica-se a até abdica de muitas coisas que deveria fazer, provavelmente que trouxessem sucesso noutras vertentes”, lamenta.

Délcio Soares defende que os prémios que estão a reclamar não foram os atletas que decidiram, mas o Estado é que aprovou o regulamento em 2023. Questiona, o voleibolista moçambicano, por que razão não se faz o pagamento dos mesmos.

“Nós também somos heróis neste país. Herói não é somente quem pega em arma é, sim, quem defende o seu país, quer na cultura, quer no desporto ou na literatura. Tudo faz parte. Sentimo-nos de certo modo marginalizados, tendo em conta que não há quem nos defenda. Estamos cansados de ‘palmadinhas’ nas costas”, questiona Délcio Soares.

 

“É MUITO TRISTE”

Alcinda Panguana é uma das atletas que garantiu a qualificação para os Jogos Olímpicos, Paris 2024. Já, também, conquistou muitas medalhas para o país de luvas em punho.

“Nós trabalhámos para uma determinada causa e, se ela não chega ao fim, torna-se muito complicado para mim”, diz Panguana, para depois questionar: “Como é que nós vamos ter vontade de trabalhar para defender a bandeira. Se tu trazes algo para o país, que dignifique, e, de facto, trabalhaste durante quatro anos para garantir a qualificação para os Jogos Olímpicos e, no fim, isso não é valorizado… Não quero gastar o meu esforço em vão”, desabafa a pugilista moçambicana.

 

ENCONTRO (IM)PRODUTIVO

Diante da situação por que têm passado, os atletas mantiveram um encontro com o director nacional do Desporto para Alto-Rendimento, Francisco da Conceição, que durou aproximadamente uma hora. À saída da “cimeira”, o dirigente garantiu que o mesmo foi saudável.

“Seríamos hipócritas e cínicos se nós disséssemos que não é legítimo que há um direito que lhes assiste que não está a ser cumprido por várias razões nesta altura”, referiu o dirigente, ajuntando, mesmo sem avançar datas, que o Estado está a trabalhar para a liquidação da dívida.

“Estamos tranquilos. Em momento oportuno, poderemos dar a resposta que for encontrada para poder minorar o impacto negativo desta situação actual”, precisou Francisco da Conceição.

Apesar do encontro, os atletas dizem que continuam com muitas dúvidas.

“É uma tentativa de gestão de tempo. Para que finalidade, nós continuamos sem perceber. Seria fácil eles dizerem a verdade aos atletas em termos de prazos em que irão pagar a dívida. Isso permitiria que tivéssemos uma base de como agirmos em caso de não cumprirem a sua palavra”, afirma Aldevino Nuvunga.

O atleta esclarece que estão a defender uma causa.

“Não fazemos isso porque somos baixos ou pessoas sem dignidade. Pelo contrário, sentimo-nos envergonhados por chegarmos a esse extremo pelo facto de os nossos dirigentes estarem há sete anos sem pagar os nossos prémios”, explica.

Diante desta situação, os atletas ameaçam boicotar todas as competições internacionais que, em princípio, deverão participar. Essa medida visa, segundo os mesmos, encontrar uma solução que beneficie, não só o Estado, mas também a eles.

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