O País – A verdade como notícia

O Instituto Superior de Artes e Cultura (ISArC) e o Instituto Superior de Educação e Tecnologia (ISET-OWU) organizam de 2 a 4 de Junho o 4? Acampamento de Dinâmica do Grupo, com o lema “Humanismo e Cidadania – várias culturas, uma identidade, o extraordinário pertence aos que fazem as coisas acontecerem”. Esta actividade está inserida na Disciplina de Dinâmica do Grupo leccionada no curso de Licenciatura em Gestão e Estudos Culturais ministrado no ISArC.

Este acampamento terá lugar no distrito de Namaacha, no posto Administrativo de Changalane, nas Instalações do ISET-OWU e, inspirado no lema acima, serão realizadas conversas abertas de forma a inspirar os futuros profissionais. Estas serão feitas com Gilberto Mendes (actor e Director da Companhia de Teatro Gungu); Minó dos Santos (Locutor e Produtor do Festival Zouk); Afonso Rafael (Empreendedor e Empresário); Jorge Rafael Tinga ( Presidente do Município de Namaacha) e Miguel Marrengula (Animador Sociocultural e Docente Universitário).
 
De entre vários aspectos pretende-se que o encontro propicie uma experiência vivencial aos estudantes e outros interessados; promova o intercâmbio cultural e académico entre estudantes e docentes do ISArC e do ISET-OWU; propicie a operacionalização dos conhecimentos teóricos da disciplina e contribua para a desenvoltura dos estudantes; realize actividades de Extensão Universitária com a comunidade de Changalane visitando a gruta e envolvendo a comunidade em acções conjuntas com instituições do ensino superior. No local serão realizadas várias actividades tais como: dinâmicas de grupo, sarau cultural, visitas a gruta, projecção de filmes e actividades desportivas.

 

 

O livro de estreia de Álvaro Taruma, "Para Uma Cartografia da Noite", vai ser apresentado, hoje, às 18h30, no espaço "Atelier Aberto", em Lisboa, capital portuguesa. A apresentação estará a cargo de Fernanda Angius, professora reformada de Literatura e História da Arte.

O evento que confirma a internacionalização literária do autor contará com a participação de associações culturais locais, e destina-se a um público variado.

O convite para o lançamento em Lisboa já havia sido efectuado um pouco após a apresentação do livro em Maputo,  ano passado, pelo Círculo de Escritores Moçambicanos na Diáspora  (CEMD) e também já era um desejo particular do autor com vista a divulgação internacional do nome e da obra, sobretudo no espaço de língua portuguesa.

O Atelier Aberto é um espaço frequentado pela boémia lisboeta, e é gerido pelo artista moçambicano Malenga,  radicado há vários anos em Portugal, e integra uma galeria e restaurante com gastronomia africana, para além de receber músicos e tertúlias literárias.

O desejo inicial com a experiência é encontrar e entrecruzar culturas, para que os portugueses e outros povos falantes da língua portuguesa possam beber da experiência literária moçambicana,  sobretudo a nova poesia feita por autores jovens, servindo,  portanto, de um porta-voz da geração emergente de poetas pós 2010. “E é também disso que irei debruçar-me durante a apresentação”, disse Taruma.

O livro “Para uma cartografia da Noite” tem por um lado um condão autobiográfico mas que caracteriza uma experiência dos nossos tempos, sendo portanto universal, embora marcado por características próprias de uma poesia marcadamente lírica. “É tambem esse lado lírico e irreverente de que quero falar e descortinar elementos que nos unem e ao mesmo tempo nos separam enquanto povos Unidos por uma mesma língua e traços sociais”.

 

Moçambique aprovou a lei do cinema e audiovisual em Novembro no ano passado. O instrumento era bastante esperado pelos profissionais de cinema, que durante muitos anos lutaram pela sua aprovação. Em conversa com “O País”, a grande estrela do cinema nacional, Ana Magaia, mostrou a sua satisfação pela grande vitória.

Ana disse ter esperança de ver a sétima arte regulamentada, em Moçambique, pois afirma que o trabalho – até ao momento – é feita “atoa e sem comando algum”. Mas com a lei as pessoas passarão a ter uma direcção para fazer o cinema. Com a sua firmeza e generosidade, revelou que vê a vitória como uma luz no fundo túnel para os artistas mais novos. “Apesar de termos muitos jovens com muita vontade e talento, não há meios e as coisas não estão encaminhadas. Então, neste momento tudo indica que as coisas vão andar principalmente para os jovens”, frisou.

Porque trabalho não é feito apenas pelos jovens, a actriz que carrega décadas de experiência, repartiu a responsabilidade por outros agentes. “A pôr-se em prática a lei do cinema, o Governo terá as suas responsabilidades e nós, os profissionais com mais experiência, deveremos continuar a dar a nossa força e préstimos”, detalhou.

A artista explicou que o cinema moçambicano sempre teve bons profissionais, mas as condições do país não ajudaram para que a indústria se desenvolvesse. “O cinema teve uma grande explosão no período pós-independência. Tivemos uma fase de co-produções com outros países. Infelizmente, vários factores condicionaram a queda, mas algumas pessoas continuaram a fazer cinema por teimosia”, desabafou.

Para além de ser atriz, Ana Magaia tem outras responsabilidades no cinema. Foi directora de casting nos filmes "Africa dreaming”, em 1997, e "Terra sonâmbula", em 2007. Em "A voz dos dugongos", em 2001, "O Gotejar da Luz", em 2002, e "Blood Diamond", em 2006, ocupou o cargo assistente de realização. Como produtora, deu luz a vários trabalhos dentre os quais "Recursos e vida", série sobre o Meio Ambiente, e "Língua viva", de Gonçalo Mourão, os dois em 2000.

Actualmente, dá formações regulares de eloquência e performance no Instituto Camões. Tem alguns projectos de produção, mas preferiu não revelar detalhes.

 

Indumentária impecável, coreografias bem ensaiadas e instrumentos musicais, foram algumas das tácticas utilizadas pelos grupos que lutavam para chegar à final do FestCoros. Porém, isto por si só não bastava. O júri, profissional como sempre, avaliou detalhadamente o uso das técnicas de música coral, tendo sentenciado cada coro com muito rigor.

A maior parte dos corais, que desfilou no palco do Auditório Municipal da Matola, fez um espectáculo memorável interpretando temas originais e clássicos da música barroca como “Aleluia,”de Handel, que arrancou aplausos e largos elogios do jurado.

A 7ª gala e semi-final do maior festival de música coral do país contou com a participação de 16 grupos, sendo que dois foram eliminados. Os corais Levitas e Belém perderam a oportunidade de lutar pelo grande prémio. Os que passaram para a fase seguinte festejaram com muita euforia. Porém, cientes do grande desafio que se aproxima, prometeram dar o seu máximo nos ensaios. Todos querem contribuir para que a próxima gala, tal como a de ontem, seja um sucesso.

No próximo domingo, serão conhecidos os três grandes vencedores da 8.ª edição do FestCoros. O primeiro classificado terá o prémio de 200 mil meticais, o segundo 100 mil meticais e o terceiro 50 mil. A eleição será feita pelo voto do público e pelas notas dos júris.

De noite, os animais do Museu da Historia Natural, em Maputo, ressuscitam e conversam entre si. Esta ficção é narrada no livro, infanto-juvenil, “Perdido no museu” de Nuno Negrão, lançado em 2015. No princípio da noite de sexta-feira, “Perdido no museu” foi interpretado pelos colaboradores do museu e literalmente os animais ressuscitaram.
 
Quando passavam poucos minutos das 18h, as luzes do museu apagaram-se e os animais embalsamados ganharam vida. O serpentário, que recepciona os visitantes, ao aperceber-se que estava acordado, entrou no palácio e iniciou uma busca de sala em sala à procura dos seus parentes.

Após ser atacado por grandes antílopes e fugir dos dentes afiados da boca do tubarão, a grande ave encontrou uma estrela-do-mar. Durante um interrogatório minucioso, feito pelo animal marinho, descobriu que afinal era uma ave. Nesse instante, o serpentário voou em direcção a sala da avestruz e outros parentes. Matou as saudades, mas porque o dia já se aproximava, a grande ave voltou à porta do museu e ocupou a sua nobre posição. Neste momento, as luzes do Museu da História Natural acenderam-se e o público que viajava na estória, tomou consciência de que tudo passava apenas de uma ficção.

A interpretação do livro de Nuno Negrão era o culminar das actividades agendadas durante a Semana Internacional dos Museus. Durante sete dias, alunos de diversas escolas da capital do país visitaram-no e com o apoio de guias descobriram detalhes da fauna e da história de Moçambique.

O Dia Internacional dos Museus é celebrado anualmente a 18 de Maio. A comemoração da data acontece desde 1977, por proposta do ICOM – Conselho Internacional de Museus (organismo da UNESCO). Neste dia, vários museus, em todo mundo, têm entrada gratuita, sendo possível visitar as suas exposições e obras, assim como participar nas iniciativas preparadas para recordar a efeméride. Em Maputo, o Museu da História Natural fez uma celebração alargada.

O Museu da História Natural, localizado no bairro da Polana, existe há 103 anos e o edifício foi construído no estilo manuelino. As suas colecções e arquitectura atraem estudantes e turistas.

 

Ne me quite pas. O título da música interpretada por uma das vozes respeitáveis do Brasil transpareceu o que cada um do público no Campus da UEM, sábado, desejava dizer: “Não me deixe”, no caso – e num francês catastrófico –, como se Maria Gadú tivesse que actuar num espectáculo infinito. A brasileira sabia que nenhuma recompensa a conseguiria manter no palco a noite toda, por isso orou ao tempo para que a permitisse ser eterna na memória das pessoas. Para o efeito, acompanhada de “três putinhos” (no violino, na bateria e no baixo) fez o AZGO viajar na poesia das suas letras, nesta 7ª edição do Festival cantadas ao ritmo rock, sempre com aquele encanto metafórico. Particular.  

Maria Gadú subiu ao palco quase 21h, vestida feito um Axl Rose, James Hetfield ou Per Gessle. No rosto, sempre o sorriso meio envergonhando, que desaparece, quando a alma é possuída pela música. E entre os temas escolhidos para este primeiro encontro com o país, a brasileira trouxe “Bela flor”, a melancolia contida em “Dona Cila” e “Extranjero”, e, mesmo sem Leandro Leo, cantou “Laranja”, sem o azedume que em muitos casos caracteriza a fruta. Nada que satisfizesse, o público queria mais. Logo, a cantora convidou a todos a passear pelo seu “Lounge” e pelo mundo doente além da conta em “Axé Acappella”. Em forma, Gadú tocou as notas dos corações e deixou o melhor para o fim. Então não se ouviu mais nada na UEM, além de “Shimbalaie”, tão aguardada. Aí a emoção ganhou outras vozes e o auditório “viveu anos em segundos”, algo incontrolável quanto a vontade de negociar com o tempo para que os segundos durassem mais. Sem efeito. Gadú, depois de deixar os espectadores aos delírios, foi-se embora, feliz “por finalmente ter vindo a Moçambique, depois de vários encontros adiados”, disse.

Não obstante, a 7ª edição do AZGO não terminou com actuação da brasileira. Antes, no palco Fany Mpfumo, já haviam estado Freshlyground, grupo sul-africano que conta com um moçambicano na guitarra: Julinho Sigauque. Pela segunda vez no AZGO, os “bafanas” liderados por Zolani Mahola foram o pretexto para danças improvisadas. Com “Doo be doo”, “Pot belly” ou “Waka waka” Freshlyground foi “fresh”, actuando num território que bem conhece, no qual, a barreira linguística resume-se em nada. Por isso, todos entenderam o sarcasmo de “Banana republic”, e apoiaram.

Ainda no palco Fany Mpfumo, estiveram duas grandes lendas do hip-hop em português. O primeiro foi “O manda chuva”, com Mambas às costas numa camiseta que é Moçambique. Boss AC foi ao palco por volta das 22h, tendo, como enorme suporte para a sua actuação, o cantor TC. AC cantou temas como “Sexta-feira”. Depois, o rapper recuou no tempo e foi buscar no passado temas badalados como “Anda cá ao papá”, “A carta que eu nunca te escrevi”, “Lena” e “Hip-Hop (sou eu e és tu)”. A sua hora ficou feita, e, antes de se ir embora, ainda reconheceu que “o Hip-Hop moçambicano está num bom caminho, com grandes rappers como Azagaia e Ivety”.

Porque não se pode falar no Diabo, que aparece, horas depois, à semelhança da edição passada do AZGO, no Fany Mpfumo, Azagaia foi leal à causa revolucionária que Os Cortadores de Lenha defendem. Em pouco tempo que esteve no palco, Azagaia começou com “Cubaliwa”. Trajado a Samora, cantou “A marcha”, “Povo no poder” e apagou actuação de Boss AC, tanto que, depois dos punhos no ar voltarem à posição natural, um mar de gente deixou o Campus. Empolgado. Mas com os punhos em silêncio.

Quanto ao Gil Vicente, outro palco montado no AZGO, destacaram-se “Os bons rapazes”, o monstruoso Ray Phiri, com seu eterno “Zwakala” e “Fire, Passion and Ecstacy”. Naquele palco, a grande voz feminina foi Xixel Langa, numa performance limpa, convite perfeito para que se compre o seu “Inside me”. Os amantes do reggae, bem, eles tiveram Ras Haitrm como pretexto para se agitarem em câmara lenta.

 

 

18 de Maio foi definido pelo Conselho Internacional de Museus (ICOM) como o dia Internacional dos Museus. A data é comemorada em todo o mundo e é tida como oportunidade de sensibilizar cidadãos para a importância dos Museus.

Este ano, o ICOM propõe como lema para a efeméride o seguinte: “Museus e Histórias Controversas: Dizendo o Indizível em Museus”. Outrossim, a escolha do lema prende-se com a necessidade de compreender os museus como espaços de saberes que constituem o acervo e a vida humana.

Neste âmbito, o Ministério da Cultura e Turismo exorta a todos os cidadãos a envolverem-se no desenvolvimento de actividades que visam o despertar da coincidência sobre a data e contribuir para a valorização do património cultural no contexto do desenvolvimento do turismo.

O maior festival de canto coral do país está perto do fim. A semifinal será neste domingo.

Durante seis galas, mais de 300 vozes passaram pelo palco do Auditório Municipal da Matola, levando emoção e boa sonioridade aos telespectadores da Stv. Para brindar ao público e aos participantes do concurso, a produção do FestCoros preparou algumas novidades. A primeira boa-nova é que as galas passam a ser aem directo. Com esta mudança os desafios multiplicam, pois será exigida mais disciplina e entrega aos concorrentes.  

Ainda nesta onda das surpresas, o público também foi agraciado. As percentagens de votos passam a ser 50% para os júris e 50% para o voto popular. Antes o jurado tinha o peso de 70%. A alteração dará ao público o poder de escolher o vencedor da sétima edição do evento.
Mas a lista de novidades não fica por aqui, há outros pontos. A animação das actuaçoes vai ganhar uma nova dinâmica, pelo que a produção do evento abriu espaço para os grupos corais convidarem artistas a participarem das apresentações, nestas últimas galas. E, a criatividade dos grupos, também será colocada a prova, os correntes têm a possibilidade de incluir qualquer instrumento musical ou fazerem arranjos que julgarem oportunos.

Durante esta edição do FestCoros participaram ao todo 24 grupos e a cada gala foram eliminados dois. No episódio de domingo, sobem ao palco do Auditório Municipal da Matola 16 coros. E, porque as regras jogo devem ser respeitadas, mais dois coros perderão a oportunidade de disputar a grande final, no próximo dia 28.

Com consciência da grande batalha que se aproxima, os participantes estão a dar o seu máximo nos ensaios. O optimismo na victoria é o grande lema de todos.

O corpo de jurado, para este Fest coros, é composto pela professora de música Isabel Mabota, o músico e compositor Hortêncio Langa e pelo professor e músico Arão Litsuri. Como sempre, estes prometem avaliar com rigor a todos os participantes.

 

Depois do sucesso do ano passado, a Plural Editores volta a promover a iniciativa com o apoio do Camões – Centro Cultural Português em Maputo, local onde decorre o lançamento oficial hoje (17), às 17h00, com o apadrinhamento já habitual de Roberto Chitsondzo.

A “Palavra do Ano” é uma iniciativa com a marca registada da Porto Editora e tem como principal objectivo sublinhar a riqueza lexical e o dinamismo criativo da língua portuguesa, património vivo e precioso de todos os que nela se expressam, acentuando, assim, a importância das palavras e dos seus significados na produção individual e social dos sentidos com que vamos interpretando e construindo a própria vida.

O período de sugestões começa agora e prolonga-se até o final do mês de Outubro, altura em que a Plural Editores anunciará as respectivas listas de 10 palavras candidatas à palavra do ano, definidas a partir das sugestões dos internautas, mas também com base no estudo da frequência e distribuição do uso das palavras, da monitorização da comunicação social e das redes sociais e, ainda, dos acessos e consultas aos dicionários digitais do grupo Porto Editora.

O anúncio da palavra vencedora será feito no início de Dezembro de 2017.

Em 2016, “Paz” foi eleita a palavra do ano em Moçambique. Quais serão as palavras que este ano serão escolhidas para “competir” para o título de palavra do ano?

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