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O País – A verdade como notícia

A música, esta, será apresentada pela cantora Tchakaze. A Melhor Voz Feminina do Ngoma Moçambique vai, mais uma vez, cantar “Nkata” para as mulheres violentadas nos seus lares ou onde for. E por que não para os homens? Esta voz que vai alargando os seus caminhos nos últimos tempos vai cantar “não à violência doméstica” para ambos sexos, até porque os mentores da violência, como diz o outro, são os interlocutores válidos.

O convite a Tchakaze a este evento é mesmo que mostrar que o evento não é apenas de gastronomia, como também de consciencialização. Aliás, nada melhor que alegrar o estômago e a consciência ao mesmo tempo. 
Entretanto, a sua actuação não se prende apenas a esta música. Sucessos como “Ximbvembu” e “Guitarra de Latinha”, seus últimos singles, são músicas que vão incorporar o seu repertório ao vivo.

O momento cultural não se vai prender só na música, a declamação da poesia, exposição de artes plásticas, a feira do disco e do livro vão tornar o evento cada vez mais plural.

O segundo momento do Festival de Mariscos começa às 18h00 e é dedicado ao “karaoke” e “after party”. Nesta fase que sugere mais animação, o Dj Faya é o artista que vai assumir o controlo da festa. 

O Festival de Mariscos passa, a partir deste fim-de-semana, a ser um evento mensal, onde as artes, com destaque para a gastronomia, vão traduzir aquilo que é a cultura moçambicana, afinal este é o principal objectivo do evento.

“Only Jazz Without Stress”, pouco a pouco, vai se tornando um espaço ideal para aquilo que é o seu propósito: aliviar o stress do trabalho. É voltado aos amantes da música, sobretudo de jazz, mas expõe um cardápio alargado de artistas moçambicanos renomados e ainda em ascensão. 

Esta quinta-feira (20), o músico eleito para comandar o palco do Terminus é Zoco Dimande. O guitarrista, com mais de 20 anos de carreira, vai partilhar com os seus seguidores e com aqueles que gostam de o ver a actuar no Projecto Mabulu as melhores músicas que foi actuando com o tempo. 

O autor de “My Life”, álbum que foi muito bem recebido pela crítica em Moçambique, não vai faltar. Conta-se, nesta actuação de cerca de quatro horas, com as músicas do álbum que está a caminho e as recriações que faz no périplo pelo acervo nacional.

A sexta-feira é dedicada a banda composta pelos músicos que não passam despercebidos no Bar Arriégua (Hotel Terminus): Jazz Network. Acompanhantes de grandes vocalistas nacionais e internacionais, os músicos – Valter Mabas, na guitarra; Hélder Gonzaga, no Baixo; Muzila Xavier, no saxofone e Tony Paco na Bateria – vão comandar a noite que marca o início do fim-de-semana.
Seja qual for o sufoco que o dia lhe terá causado, a música vai ajudar a suavizar o stress. 
 

As artes e manifestações culturais estão presentes na 13ª edição dos Jogos Desportivos Escolares. A prova disso é a participação do cantor e compositor Mr. Bow neste evento que decorre na província de Gaza.

Neste regresso à sua terra natal, “The King of Mozambique” levou o melhor de si para alegrar as crianças de vários cantos do país, as quais, muitas delas, apenas têm a oportunidade de ver o músico através da televisão. Desta vez foi diferente. Graças à iniciativa do Governo, envolvendo sobremaneira o Ministério da Juventude e Desportos e Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano, Bow teve a missão de, há uma semana, colorir a atmosfera dos Jogos, na presença do Presidente da República, da governadora de Gaza e de vários ministros, na cerimónia de abertura.

Não obstante, mais do que cantar para as crianças do país inteiro, o autor de “You are my number one” ficou estimulado pela possibilidade de levar uma mensagem positiva aos alunos, revelando o seu comprometimento com as causas dos jovens e adolescentes. Por isso, parte das suas músicas, seleccionadas para o efeito, investem numa temática cuja essência é motivar os petizes a optarem por um comportamento exemplar, com conhecimento e integridade, pois, para o músico, só assim é possível fintar as artimanhas da vida. Logo, parte dos temas de Bawito para esta jornada desportiva abordam questões quotidianas – e em diferentes ângulos –, como combate à caça furtiva, uma luta constante que Moçambique está a travar, a necessidade de exterminar o HIV/SIDA, malária, e, claro, realça a importância de práticas desportivas para o desenvolvimento saudável do organismo, alicerçado no fortalecimento do espírito de colectividade.

O objectivo não poderia ser outro. É do interesse de Mr. Bow contribuir para o bem-estar dos jovens e adolescentes por via da música. E o músico explica: “Eu acredito que actividades extra-curriculares, que envolvem a música e o deporto são muito importantes para firmar a personalidade do Homem. E, quanto mais cedo apostarmos nessas actividades, melhor criaremos condições de forjar uma juventude esclarecida, feliz e apegada aos valores da boa convivência social. Por isso felicito o Governo pela coragem de levar a cabo este grande evento”, afirmou o músico, deixando ficar uma mensagem para o seu público juvenil. “Às crianças, que aproveitem esta oportunidade de conhecer mais uma província do país para perceberem o quão é bom convivermos e juntos construirmos uma nação harmónica. Afinal, a divertirmo-nos também edificamos um país”.
Além da sua participação no dia inaugural da 13ª edição dos Jogos Desportivos Escolares, Mr. Bow voltará a ter um encontro marcado com os alunos. No caso, no dia do encerramento do evento.

A realizar-se pela primeira vez em Gaza, sob o lema “Desporto escolar, conservando a natureza”, a 13ª edição dos Jogos Desportivos Escolares irá prolongar-se até dia 24 deste mês.

 

Roberto Isaías é o músico que venceu um concurso público para criar uma música sobre a campanha do Direito à Informação. Por isso, o músico participa desde esta quinta-feira, num “road-show” de divulgação da Lei do Direito à Informação. O evento, a inaugurar em Boane, segue a posterior para os distritos de Namaacha, Moamba e Manhiça durante sete dias.

Trata-se de sessões culturais consistirão na exibição de peças de teatro, apresentação da música sobre acesso à informação (pelo músico Roberto Isaías) e grupos de dança locais.

A acção visa massificar o conhecimento dos cidadãos sobre a existência e os mecanismos de acesso à informação, bem como melhorar a interacção dos cidadãos com as instituições públicas e aumentar o seu conhecimento sobre os seus direitos e deveres.

Participarão do evento, Governos distritais e municipais, Conselhos Consultivos, líderes comunitários, plataformas distritais, estudantes e a comunidade em geral.

O road-show será realizado em palcos móveis, em quatro distritos, de 20 a 27 deste mês, nas escolas secundárias localizada nas sedes dos distritos.

O evento é levado à cabo pela Sociedade Aberta (SA) – Organização da Sociedade Civil moçambicana, criada em 2004, que se dedica à pesquisa e promoção de modelos de desenvolvimento local, com grande enfoque para as áreas de Governação Local e renda comunitária.

A “The boss lady” ou simplesmente Liloca está de volta à ribalta e com vários projectos em manga, depois de um período de convalescença. Dentre os vários planos da cantora destaca-se a produção de um álbum, revelou a cantora, na manhã de hoje.

Segundo a artista, o desejo de lançar um CD vem há algum tempo. “Eu queria tanto ter lançado, ano passado, e não foi o caso”, explicou. Interrogada sobre a data do possível lançamento, a artista esclareceu que está a trabalhar e, se tudo der certo, até ao final do ano o álbum sai.

E, mesmo sem querer dar muitos detalhes sobre o centeúdo do futuro disco, “The boss lady” deixou escapar que os seus leais seguidores serão agraciados com a Liloca de sempre, “cheia de alegria, atitude e boa música”. “Os estilos continuam os mesmos. Tenho temas mais agitados e mais calmos”, acrescentou.

Neste momento, a cantora tem se divido entre a maternidade, estúdio, gravação de vídeo-clipes, espectáculos e viagens. Falando em viagens, na última semana, Liloca esteve a participar do reality show Coke Studio, no Quénia.

A quando da sua partida, a artista havia dito que um dos seus maiores anseios, ao participar do reality show, era cantar em outros ritmos africanos. E ao fazer o balanço da sua participação no Coke Studio, Liloca afirmou que este objectivo foi alçando. “Eu fiz dupla com uma cantora do Uganda e o ritmo das nossas músicas é uma mistura de estilos moçambicanos, sul-africanos e ugandeses”, detalhou.

Ao longo da sua trajectória musical, Liloca somou duas premiações no Mozambique Music Awards (MMA) e, em 2007, venceu o prémio de artista revelação no Ngoma Moçambique. O seu primeiro CD, “Tic tac é meu style”, foi lançando em 2007 e o segundo, “Magnifica”, em 2009.

 

 

A Willow Internacional School, um estabelecimento de ensino sediado na Cidade da Matola, organizou, no sábado (15), mais uma edição do Festival da Diversidade Cultural, que envolveu alunos, professores e encarregados de educação. O evento contou ainda com a presença de alguns membros do Governo da Cidade da Matola e Maputo e encarregados de educação.

A Willow realizou este festival com o objectivo de aumentar os níveis de consciência na compreensão e tolerância pelas diferenças entre as culturas, bem como de conhecimento em relação aos hábitos e costumes de outros povos.

O concorrido evento foi abrilhantado pelos alunos daquela instituição de ensino que exibiram a diversidade cultural através de números de danças de vários países. Aliás, os petizes mostraram que além da marrabenta conhecem os passos de dança de países como Argentina, Botswana, China, Alemanha,França e Cuba.

Despedida Rita Bento, vereadora do Distrito Municipal Ka Mavota, foi uma das personalidades que acolheu o evento anterior, mas não deixou de se juntar a festa que teve lugar na Matola. “É uma grande iniciativa. Além de preservar o nosso património cultural, faz com que as crianças investiguem sobre outras culturas. Está de parabéns a direcção da Willow pela grande iniciativa. Foi um maravilhoso festival. Estão de parabéns os alunos que nos fizeram viajar, mesmo estando em Moçambique, para várias culturas”.

Além da exibição de dança de vários países, o Festival da Diversidade Cultural teve a parte gastronómica, onde os presentes puderam degustar pratos típicos dos países representados no evento.

Tudo começou ao som de uma música acústica que maravilhou os ouvidos da platéia. Audiência agraciada com um som provido das cordas da guitarra de forma descontraída para um diálogo sobre o espólio das obras de José Craveirinha e Malangatana.

Craveirinha fez poesia lírica e incisiva na altura do colonialismo. Buscava inspiração nas madrugadas, pois considerava o silêncio do dia um momento para colocar os versos no papel. Malangatana tentou escrever os poemas, mas preferiu buscar a exaltação da poesia de Craveirinha para representar nas telas através do pincel.

O evento decorreu no Centro Cultural Moçambicano-Alemão, na Cidade de Maputo, com a presença de artistas como Lucrécia Paco que não resistiu ao debate e encontrou uma forma de colocar a opinião declamando alguns versos do livro, “As negras das Lagoas” de Malangatana…fazem a exposição dos seus quadros nus, e triste hei hei hei, oh oh oh com o próprio corpo as negras pintam o fundo da parede de caniço…

O debate fluiu com o grito de socorro de um dos herdeiros de José Craveirinha, em relação às obras do pai. Segundo Zeca Craveirinha, existem vários escritos que estão a ser publicados sem respeitar os direitos do autor.

Individualmente, o herdeiro disse estar a envidar esforços para recuperar o material produzido pelo pai, mas sem sucesso. “Há pessoas que não querem devolver o espólio do meu pai… não vou revelar nomes”, disse Zeca, num tom melancólico.

Mutxine Malangatana, com um olhar sorridente, mas preocupado, contou que existem obras do seu pai em colecções privadas e públicas que estão a ser usadas para fazer exposições em Portugal e Moçambique. “Estou à espera, há mais de um ano, da resposta sobre o paradeiro das obras de Malangatana, que foram identificadas e detidas pelas autoridades legais em Lisboa, que eram expostas sem o conhecimento da família”, desabafou Mutxine.

O herdeiro tem limitações para seguir o assunto do espólio das obras além-fronteiras, porque mesmo depois de uma investigação que identificou as pessoas que estão com as telas, é difícil recuperá-las. Num outro momento, Zeca Craveirinha acrescentou que há cartas escritas pelo seu pai, durante a prisão em 1969, em Moçambique, num período solitário de três meses e meio na cela um. “Em Moçambique e Portugal existem fotografias e poemas enviados para os destinatários na altura da prisão do meu pai, mas nunca foram entregues”.

Herdeiros…mas limitados

Malangatana e José Craveirinha alcançaram a imortalidade na divulgação das obras, que continuam a ser apreciadas actualmente. Por insistência do destino, os herdeiros comungam dos mesmos problemas para recuperar e conservar as obras dos seus pais. Malangatana produziu várias telas e algumas não são conhecidas pelo público. “Estou com dificuldades sérias para a conservação das obras produzidas por Malangatana e da última vez que fiz o inventário, em 2007, já tinha algumas que corriam risco de degradação”, explicou Mutxine. Avança ainda que teve a parceria da Fundação Mário Soares, mas até hoje não conhece o total do inventário das obras.

“É um desafio que o Mutumbela sempre teve”. Falava Jorge Vaz, hoje, no programa Vidas em Directo da Stv, sobre a adaptação de textos clássicos para o teatro moçambicano. Além de produzir os seus próprios trabalhos, sempre fizeram uma excursão às obras com mais de 100 anos, entretanto com uma história actual.

Não é a primeira vez que Mutumbela Gogo cutuca o saudoso Henrik Ibsen. Já adaptou duas peças do dramaturgo norueguês. A primeira foi “A casa da Boneca” e a segunda “O Inimigo do povo”. Mas o seu repertório já revisitou grandes obras internacionais.

“Se formos a reparar os temas são quase que semelhantes ao que temos passado. Nós vamos ver qual é que se assemelha à realidade actual do nosso país”, explicou Vaz aos apresentadores Liudimila Jeque e Dudas Aled.

Segundo o encenador da peça “Os pilares da sociedade”, o grande constrangimento de adaptar clássicos é trabalhar os textos à moda moçambicana e o factor tempo sempre está em questão. Segundo esclarece o profissional, a nossa realidade precisa de muita acção, intriga e humor, porque o texto apenas afugenta o público. O entrevistado disse que os textos adaptados precisam de, no mínimo, espectáculo de quatro horas. Portanto, o Mutumbela reduz até ao máximo de uma hora e pouco.

A peça estreia esta sexta-feira, mas é um trabalho que iniciou ano passado. Jorge Vaz e a falecida Graça Silva tiveram o primeiro contacto com a obra, houve também a intervenção do professor António Cabrita e, depois, regressou às mãos dos actores. Finalmente está pronto para ser apresentado aos moçambicanos.

 

Já passou por vários países. Finalmente, o filme “Portugueses do Soho” será exibido no Cinema Scala, em Maputp, a partir das 18h.

O documentário “Portugueses do Soho – Uma história que mudou a geografia” é um filme de Ana Miranda com a produção do Arte Institute que conta a história dos emigrantes portugueses que chegaram ao Soho após a segunda Guerra Mundial. Através de sua história, descobrimos a história deste bairro, bem no coração de Manhattan e da cidade de Nova York. Este documentário visa ser a voz e o registo inédito da vida destes portugueses, dando a conhecer a portugueses e americanos uma presença desconhecida por muitos.

A banda sonora do filme é da autoria da cantora Rita RedShoes e o escritor José Luís Peixoto foi o autor dos textos do filme e o narrador dos mesmos.

A realizadora do filme Ana Ventura Miranda estará presente na exibição. Em seis anos de existência, o Arte Institute já promoveu mais de 700 artistas e apresentou eventos em 57 cidades de 24 países, nos cinco continentes. “Organizamos até agora 307 eventos em todo o mundo”, refere o comunicado enviado à nossa Redacção.

Portugueses do Soho é exibido pelo NYPSFF

O NY Portuguese Short Film Festival (NYPSFF), organizado pela primeira vez em Junho de 2011, foi o primeiro festival de curtas-metragens portuguesas nos Estados Unidos. O Festival mostra o trabalho da nova geração de jovens realizadores portugueses. Ao organizar o Festival anualmente, em vários países, o Arte Institute pretende ampliar e conquistar novos públicos para o cinema português, em todo o mundo.

A Directora do Arte Institute, organização responsável pelo Festival, afirma que “O NY Portuguese Short Film Festival tem sido uma grande montra para o cinema contemporâneo português e tem aberto portas aos novos realizadores nacionais em termos de promoção e divulgação das suas curtas-metragens até mesmo para participarem noutros festivais internacionais“.

O NY Portuguese Short Film Festival já passou por todos os continentes, 21 países e 44 cidades: Nova Iorque, New Bedford, São Francisco, Sausalito, Berkeley, Providence e Rhode Island nos Estados Unidos; Lisboa, Porto e Cascais em Portugal; Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília no Brasil; Sidney na Austrália; Joanesburgo na África do Sul; Luanda em Angola; Berlim na Alemanha; Vancouver, Toronto, Ottawa, Montreal e Kingston no Canadá; Macau na República Popular da China; Paris em França, Malabo na Guiné Equatorial; Nova Deli, Chennai, Ahmedabad, Goa, Calcutá e Chandigarh na Índia; Nairobi no Quénia; Maputo em Moçambique; Varsóvia, Cracóvia, Poznan, Wroclaw e Lublin na Polónia; Brno na República Checa; Londres no Reino Unido; Szeged na Hungria, Bucareste na Roménia, Dacar no Senegal e Banguecoque na Tailândia.

As curtas-metragens foram seleccionadas e submetidas à apreciação de um Júri composto por figuras do meio cinematográfico Português, Brasileiro e Americano; como Rúben Alves (Realizador), Márcio Miranda Perez (Festival Internacional de Curtas Metragens de São Paulo) e Don Cato (Realizador).

 

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