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O País – A verdade como notícia

A banda (In)Disciplinados viaja, quinta-feira, para Angola, onde vai participar do 5º Concerto Internacional de Praia, denominado Voto Certo, a decorrer na Baía Azul, município da Faia Farta, em Benguela. O concerto, promovido pelo Rasgado´s Jazz Club, vai acontecer no Sábado e junta músicos moçambicanos e angolanos.

Este concerto é feito em apoio a Benguela nas eleições que vão acontecer a 23 de Agosto do ano em curso. Os (In)Disciplinados partem para Angola na quinta-feira (17), com grande expectativa por ser a primeira aparição da banda fora de Moçambique. “Esperamos representar Moçambique ao mais alto nível. Para este festival intensificamos os ensaios. Levaremos alguns temas nacionais de que fizemos aranjos mas também vamos interpretar alguns clássicos.

Vamos tocar “human nature”,  de Michael Jackson mas numa versão de Miles Davis, “Drenagem”,  de Zaida Lhongo, “Viola”, de Anónio Marcos e temas da nossa autoria, disse Sarmento de Cristo, saxofonista da banda.

O grupo foi seleccionado entre outras bandas de países de língua portuguesa. Os (In) Disciplinados tiveram 80 por cento de votos e são a única banda convidada de fora de Angola.

Os (In)Disciplinados surgiram na Escola de Comunicação e Artes (ECA), da Universidade Eduardo Mondlane, com a introdução de “Assamble”,  disciplina do curso de licenciatura em música, regida pelo guitarrista, compositor, intérprete e professor Jimmy Dludlu. O professor é mentor da banda, que abraçou o Jazz, Afro-jazz, Marrabenta e ritmos africanos.

 “Os (In)Disciplinados vão representar a ECA  e esperamos que os nossos rapazes representem condignamente, deixem a nossa marca”, disse Henrique Manhiça, administrador da ECA, acrescentando que esta banda vai fotalecer a imagem da escola além-fronteiras.
A banda é composta por cinco elementos seleccionados de turmas diferentes. Domingos Aligema é o baixista, Déuscio Vembana, pianista e vocalista, Regino Matimbe, guitarrista, Sarmento de Cristo, saxofonista, e Tonny Guindo, baterista.

A denominação “Indisciplinados” foi atribuída por Jimmy Dludlu, pelo facto de os membros do grupo não serem assíduos, facto que levou o professor a solicitar que fossem expulsos da Escola.

O grupo abriu o concerto de lançamento do álbum “In the Groove”, de Jimmy Dludlu e actuou com o seu mestre nas celebrações do Dia Mundial do Jazz.

Entre os músicos convidados, destacam-se os (In)Disciplinados de Moçambique e a AfraSound Stars, a maior banda de Jazz, Blue e Soul Music, de Angola. Dodó Miranda, Esperança Miranda (uma nova promessa do Jazz), Banda FM da Rádio Benguela, Duo Lázaro & Kátia, fazem parte dos músicos que abrilhantarão este concerto que é aguardado com grande  expectativa pelos amantes do jazz.

Os planos disciplinados de uma banda ambiciosa

Depois da estreia no estrangeiro, a banda está a preparar-se para fazer um concerto de lançamento. “Vamos fazer parte de alguns concertos e no momento certo vamos anunciar quais são esses concertos. Já estamos a fazer as gravações para o nosso álbum e o que está a acontecer agora é muito trabalho. Vamos trazer nossas composições e interpretar alguns temas, com alguns  aranjos.
Vamos convidar alguns artistas como o nosso docente Jimmy Dludlu,  António Marcos para fazer parte do lançamento do nosso show”, garantiu Tony Guindo (baterista).

 

 

 

Dentro de dois meses, aproximadamente, o Jardim Tunduru vai receber mais uma edição da Feira do Livro de Maputo. Enquanto o grande momento de intercâmbio literário não chega, o Conselho Municipal da capital do país e seus parceiros promovem o “A caminho da feira”, actividade que, entre outras pretensões, divulgam o evento que irá arrancar no dia 5 de Outubro.

Como é de habitual, o Conselho Municipal de Maputo escolheu um autor para, no “A caminho da feira”, partilhar experiências literárias. A missão calhou na escritora Paulina Chiziane, que recentemente lançou mais um livro: O canto dos escravos. No entanto, para a conversa da próxima sexta-feira, o pretexto para o encontro que inclui um clube de leitores do bairro das Mahotas, arredores da cidade de Maputo, será As andorinhas, uma obra constituída por três estórias, todas “inspiradas” em figuras reais, como Eduardo Mondlane e Lurdes Mutola.

A conversa com os leitores que se organizaram para a VII actividade do “A Caminho da Feira do Livro” irá acontecer na Biblioteca Municipal das Mahotas, localizada na Casa Agrária daquele bairro, das 10h às 12h.
Referindo-se ao encontro, Chiziane explicou que lhe interessa levar a obra As andorinhas aos leitores pela forte componente que tem com a liberdade. Nada ao desbarato, que, para a contadora de estórias, a busca pela liberdade deve ser uma preocupação de todas gerações e de forma constante.

A intervenção de Paulina Chiziane será algo breve, no entanto suficientemente produtivo para a autora introduzir o clube de leitores juvenil numa futura leitura de O canto dos escravos, outro livro de Chiziane que tem na liberdade um meio e um fim. Aliás, a escritora clarifica: “as andorinhas, as águias e as personagens do livro que perseguem o voo daquelas aves são em si símbolos de liberdade”. Então, considerando esse simbolismo, Paulina Chiziane promete, ao conversar sobre o livro, transportar os leitores para a realidade, “para que as pessoas possam ter uma oportunidade de meditar sobre a vida”.
Sem expectativa nenhuma em relação ao encontro, Paulina apenas quer ter uma conversa aberta com gente nova, o que considera muito importante para os autores e para os leitores. Por isso deixa uma felicitação: “está de parabéns o Conselho Municipal por este tipo de iniciativas. Faltava esta vontade de tirar o escritor do anonimato de modo que possa inspirar novos leitores. É sempre necessário levar o livro às pessoas”.

 

 

 

O Movimento Literário Kuphaluxa continua a fazer da escrita um pretexto para reflexão, no Centro Cultural Brasil-Moçambique (CCBM), em Maputo. Nesta quarta-feira, foi a vez do autor de Álvaro Taruma partilhar as suas experiências literárias com os leitores, numa conversa subordinada ao tema “Entre a ideia e o texto – a poesia que (in)surge”.

A apresentação de Taruma concentrou-se nos momentos e nos processos de criação do texto. “Foi uma espécie de oficina literária aberta, onde partilhei, acima de tudo, a minha dificuldade em preparar o ‘estojo literário’, por exemplo. E digo estojo ao esboço feito antes, em termos de ideias e de artifícios para a construção do texto”. O poeta falou, igualmente, da espontaneidade que perpassa o seu processo de criação, procurando mostrar que há um espaço vago entre a ideia e o texto, pois, muitas vezes, a ideia pode originar um produto diferente do texto inicial a que o autor se propõe criar.

Porque a escrita é feita de leituras, Álvaro Taruma auxiliou-se a pequenos textos, tais como o do poeta português António Carlos Cortez, que versam sobre momentos metapoéticos e que defendem, sobretudo, uma espécie de poesia insurgente, evasiva mas também uma poesia muito alicerçada na linguagem, a tese que se propôs defender.

A intervenção de Taruma enquadra-se à Mesa Literária, actividade semanal levada a cabo pelo Movimento Literário Kuphaluxa e que tem em vista a aproximação dos artistas ao seu público. Com efeito, serviu para uma conversa à volta de livros e sobre vivências.

Para Álvaro Taruma, o encontro desta quarta-feira foi uma espécie de retorno à casa uma vez que o seu livro, "Para uma cartografia da noite", em parte foi forjado numa daquelas salas do CCBM, “onde expúnhamos as nossas ideias e os nossos processos de criação aos outros confrades para podermos discutir em relação ao texto. Portanto, voltar àquela sala com o público que lá estava, parte do qual foi integrante e ainda é do movimento Kuphaluxa, para mim, foi interessante e emocionante”.

O encontro durou hora e meia, na opinião do poeta, tempo suficiente para que o artista não caia no esquecimento.
 
 

 

Jay Oliver está em Moçambique pela terceira vez. O músico angolano tem dois espectáculos marcados no país, um em Maputo, amanhã, no Glória Hotel, e outro na Matola, Parque dos Poetas, sábado.
A primeira passagem do cantor pelos palcos moçambicanos foi em 2016, no “show” de Nelson Freitas, e sentiu-se contagiado com o calor dos moçambicanos. “Pude ver que as minhas músicas são muito conhecidas aqui em Moçambique”, disse o cantor e acrescentou que “não sabia que era assim tão popular”.
Oliver espera receber o mesmo calor desta vez e promete fazer o público vibrar ainda mais com as suas músicas. “Para além dos temas já conhecidas, trago um repertório novo para este espectáculo”, promete o cantor.
Em entrevista ao “O País”, Oliver confessou inspirar-se em filmes, livros ou estórias vividas por ele ou por outras pessoas para compor. “Estou a preparar o segundo álbum que está a 80%, faltando alguns acabamentos, antecipou-se. O artista acredita que será um bom álbum e que todo o mundo terá acesso porque além do formato físico irá disponibilizá-lo na plataforma digital.
Actualmente, o Jay Oliver tem promovido alguns temas que farão parte deste novo álbum, cujo o título não foi referenciado. Trata-se de “Ex-damo” e “Você sabe me tocar lá”, bastante tocadas no país e, como conta, são as que lhe permitem ser solicitado pelo sucesso que fazem no universo PALOP. Noutro instante, o artista disse ter outro tema – “Mambo bom” – que ainda este fim-de-semana estará disponível.
Jay Oliver disse estar disposto não só para cantar, mas também para fazer parcerias com alguns músicos moçambicanos. Na sua locução, o artista fez questão de enumerar alguns nomes: Twenty Fingers, Cláudio Ismael e Messias Maricoa. Para o cantor, os três artistas têm a mesma entrega quando o assunto é fazer música tal como ele.
Oliver, a par de alguns artistas angolanos, tem recebido muito carinho dos moçambicanos nas redes sociais e espera que esta não seja a última vez no país, porque considera Moçambique sua segunda casa.

os remos dispensa,

temos as mãos

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Sangare Okapi

O Aeroporto é um bairro único na cidade de Maputo. Diferente. Graças à sua extraordinária e encantatória localização, para ele confluem várias vozes com outros cânticos, para ele confluem todas as pedras fundamentais entre o Aeroporto Internacional, a linha férrea, a vala de drenagem e no meio das avenidas de Angola e Moçambique, por “sinal e sina” projecta-se e edificam-se espaços múltiplos para alargamento das distâncias.

Neste bairro as paixões são representadas à altura dos acontecimentos, Malangatana pintou os lugares cativos e a ternura da nossa sociedade, Lindo Lhongo, o dramaturgo, acendeu a luz da intimidade nas suas celebres peças As Trinta Mulheres de Muzelenie e Os Noivos ou Conferência Dramática sobre o Lobolo, Oblino, o escultor, ergueu o alfabeto da melancolia, Vasco Manhiça, o artista plástico, com uma aritmética global e globalizante, expõe a doença do capitalismo, com todos os seus sintomas.

Se olharmos o bairro como um palco, Montaparnasse negra, como um articulista já o descreveu nos anos 80, estende-se, o bairro, como uma privilegiada montra de sofridos êxitos. Mais do que uma consistência dos sonhos é a renovação e a multiplicação dos lugares. Há um olhar longínquo que se infiltra como o ar nas janelas do bairro, este olhar redesenha o Aeroporto como a metrópole da nação criativa, sonhadora, futurista e utópica. SHIKHANI redefiniu a preto e branco os equívocos da nossa história, Naftal Langa esculpiu a memória colectiva, instaurando desde sempre o mesmo sonho de retratar todas as épocas, Elói Vasco, com a sua música de grande lirismo, sintetiza múltiplas referências, traduz a dor exposta no “Mural do Povo”, desde as hostilidades sociais à explosão do grito suburbano no seu Rythm & Blues rouco  Bantu e Laurentino.

Aqui chegados, devemos nos lembrar dos quintais de latas de parafina (phalafêni) bantustanizando as casas civilizadas de madeira & zinco, onde a vela no dorso do carvão refundiu o discurso da felicidade de muitas famílias, que têm no batique a gratidão e a bondade do percurso frenético do seu quotidiano.

Azmir, Simbine, Ukheyo, Amós Mawai, Beto Sitói, Bachito, Hambro, Thafu, de geração em geração com seus “Olhos de Deus” vão pondo em cena a difusão das figuras de cores múltiplas que reinventam o tempo para melhor diluir as fronteiras.

Hobjwana, Neto, Makazaku e João Timane entre o óleo e a tela traçam caminhos fragmentados, imagens fantásticas, questionastes a encherem-se de pássaros, gritos, flores, ferramentas indecifráveis, arquitectam um bairro “sempre” em ascensão. Uma Torre de Babel?

O poeta Sangare Okapi, (re)coloca o espólio do bairro numa dimensão satírica e contraditória:

Nu e vazio regresso pelo túnel da memória (alguma rede ou algum anzol do chão cavado)! Que recordações para o futuro!… (…) (in Mesmos barcos ou poemas de revisitação do corpo, 2007, p.15).

Amosse Mucavele

O maestro e violinista brasileiro Cláudio Cohen visita Moçambique, com intento de criar um projecto de orquestra que irá integrar instrumentos clássicos e tradicionais moçambicanos, para fazer um grande concerto africano, de músicos e compositores africanos.
Para Cohen, a cultura brasileira tem uma forte influência do continente africano, sobretudo na música. “Entendo que a música é música, a pintura é pintura e temos que integrar as artes como um todo, sem nenhum tipo de barreira”, disse.  
Kika Materula, directora artística do projecto Xiquitsi, primeira Orquestra Clássica em Moçambique, considera o encontro um início de uma longa caminhada e é optimista quanto ao futuro do projecto. “Já consigo sentir e ver o sucesso deste primeiro passo”, afirmou.
As artes e cultura não têm fronteiras. Para o Ministro da Cultura e Turismo Silva Dunduro, é preciso fazer das artes e cultura um instrumento de paz, de redução de desigualdades sociais, que permita realmente, ligar povos. “Temos uma relação histórica com o Brasil, como também uma cooperação já há bastantes anos”, disse acrescentando que este projecto vai fortificar as relações entre os dois países. Depois de se criar a orquestra o ministro espera para além de expandir as actuações entre Brasil e Moçambique, internacionalizar a cultura moçambicana.
O Embaixador do Brasil em Moçambique, Rodrigo Soares, declarou que este projecto possa a contribuir para o enriquecimento da música moçambicana, clássica e popular. “Que o Brasil possa ajudar na formação e no treinamento de músicos moçambicanos”, afirmou.
Agentes culturais de Moçambique acham a iniciativa positiva e poderá trazer vantagens para os profissionais da arte e a sociedade em geral. “Este intercâmbio com o Brasil pode incentivar em parceria com as nossas escolas do ensino básico e superior e parcerias com artistas já consagrados”, explicou Roberto Isaías, músico e Secretário-geral da Associação Empresarial, Promotores de Eventos e Espetáculos (AEPPEE).
A primeira apresentação da orquestra com os instrumentos clássicos e tradicionais de Moçambique está prevista para setembro de 2018, na Ilha de Moçambique.

O padre Arcanjo Sentinela lançou, ontem, o livro Lógica de acção e critérios teológicos da Pastoral Social na Diocese de Quelimane (1978-2008). Trata-se de um livro de 260 páginas que faz uma radiografia deste período da actividade pastoral na Diocese de Quelimane.

A obra, de carácter pastoral é também cultural. O autor diz que a obra tem importância pastoral e social no seio dos seres humanos. Aliás nela, o padre dá destaque aos feitos do falecido Dom Bernardo Governo enquanto bispo da Diocese de Quelimane.

O padre Arcanjo reside actualmente na Áustria e é pároco de uma paróquia naquele país.

“É necessário investir em procedimentos técnicos antes de se levar as nossas modelos às passarelas. E, nesse sentido, o país tem um défice enorme”. Quem pensa assim é Manuel Lima, da Bee Like Model, uma instituição vocacionada a formar modelos desde muito novas.

A ideia da escola é fazer com que as adolescentes e jovens moçambicanas que aspiram ser top model possam ter uma preparação acentuada nesse processo. Tal atitude, tem na motivação a percepção de que, actualmente, “há cada vez menos entidades focadas em investir nesta arte, a nível nacional. Como consequência, é visível a falta de traquejo de muitas que vão à passarelas, por não existir um rigor ao nível da selecção, da motivação, o que cria uma situação negativa. Para reverter o cenário, criamos a escola que enche de ferramentas teóricas e práticas as candidatas a modelos”, explicou Manuel Lima da Bee Like.

Além de formar modelos, sobretudo nas componentes de saber ser, vestir e estar, a Bee Like Model agencia-as, preparando-as para um padrão internacional. Por isso, as meninas são desafiadas a aprender a falar inglês e francês, de modo que, em geral, a língua não constitua para elas um factor de exclusão. Passa pela instituição localizada em Maputo preparar as meninas modelos para vida, por via da moda, porque “a cultura é importante para o individuo”, defende Manuel Lima.

Como forma de dar crédito a instituição, a escola tem contratos com as modelos, com o conhecimento dos pais/ encarregados de educação, e atribui diplomas. O propósito consiste em encontrar mecanismos que permitam exportar modelos qualificadas aos mercados da moda internacional.

 

 

“Metamorfoses debaixo do Trópico de Capricórnio” é o título da exposição de Francisco Sepúlveda que inaugura hoje, às 18h30, no Centro Cultural Franco-Moçambicano, em Maputo.

O objectivo da exposição que estará patente no Franco até 9 de Setembro é de apresentar o universo mágico e misterioso do artista latino-americano Francisco Sepúlveda, a sua mitologia interior que se mistura com a realidade de dois continentes: América (Latina) e África.
O artista inspira-se na herança cultural do seu Chile natal, assim como nas suas incessantes e numerosas viagens para melhor moldar o seu universo. Da Ilha de Páscoa à Ilha de Robinson Crusoé, da Bolívia à Amazónia, do México a Cuba, da Lituânia aos Balcãs, da Grécia ao Mali… todas essas experiências enriquecem a obra do artista, assim como a descoberta deste novo país que o encanta: Moçambique.

Os críticos abordaram o trabalho do artista falando da ‘’Galáxia Sepúlveda’’, da ‘’paleta dos deuses’’, comparando-o a um ogre voraz e insaciável, que devora os universos para melhor moldar um só: o seu próprio, único, luminoso, fascinante.

As obras deste artista figuram em prestigiosas colecções privadas e públicas de instituições tais como a New York Public Library, em Nova Iorque, a Graphische Sammlung Der ETH, em Zurique, o Centro de Arte Contemporânea de Cordoba, na Argentina, a Biblioteca Nacional de Espanha, em Madrid, a Biblioteca Nacional de França, em Paris, a Biblioteca Municipal de Part-Dieu, em Lyon, o Instituto Cervantès, em Lyon, a Biblioteca Real da Bélgica, em Bruxelas, e a Biblioteca da Catalunha, em Barcelona.

Sepúlveda recebeu o Grande Prémio Azart 2009.

Um olhar latino sobre Sepúlveda

Francisco Sepúlveda nasceu em 1977, em Santiago do Chile, e estuda desenho, pintura e gravura na Escola de Belas-Artes de Santiago e no Atelier Wilfredo Lam, onde explora técnicas experimentais de gravura. Francisco Sepúlveda expõe desde 1995 e viaja muito, expondo regularmente em França, na Suíça, na Alemanha, nos Estados Unidos e na América Latina.
Simultaneamente exuberante, misteriosa e mágica, a obra de Sepúlveda abunda nas referências às suas raízes sul-americanas e às diferentes culturas às quais foi exposto durante as suas viagens pelo mundo.

 

 

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