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6 de Setembro será um dia especial para Juvenal Bucuane. Por duas razões: primeiro porque vai lançar mais um livro e, segundo, porque vai conversar sobre escrita e leitura com alunos da Escola Secundária Josina Machel, na capital do país, num evento que se insere no “A Caminho da Feira do Livro de Maputo”.

Marcada para 14h, a VIII actividade do programa que pretende divulgar a Feira que se irá realizar em Outubro terá como destaque uma palestra sobre “Livro, Leitura e Escrita”. Para o efeito, Bucuane leva consigo uma mensagem para os alunos: “quero sensibilizar os jovens a investir na leitura, porque através dela as pessoas constroem-se moral e interiormente, de modo a melhor enfrentarem desafios impostos pela sociedade”. Mas por quê? Juvenal Bucuane responde: “porque o homem precisa de leitura para tudo. A ideia não é fazer dos alunos escritores, mas quero tentar fazer com que eles despertem o interesse pelo livro. Ler constitui uma forma de as pessoas serem responsáveis”.

Como forma de incentivar os alunos secundários a ler, o poeta e escritor vai referir-se a alguns aspectos da sua experiência literária, para que os alunos saibam com quantos paus constrói-se o percurso de um escritor. Com isso, na verdade, Bucuane pensa na possibilidade de contribuir para resgatar a memória cultural, artística e literária de um tempo, focando-se no facto de ele próprio ser um dos autores da Charrua. Sendo que os alunos secundários têm pouco contacto com autores que marcaram o país, interessa-lhe o passado, “pois temos vários escritores que estão a ser esquecidos, e nem é por serem tão antigos assim. Por exemplo, não me lembro de ter ouvido falar do nascimento ou morte de um Rui Nogar, Gulamo Khan, autores que fizeram muito pela literatura. Os alunos nunca ouviram falar desses autores, quando muito, terminam na Noémia de Sousa ou José Craveirinha. De Orlando Mendes, nada. Estamos diante da perda de alguma memória na nossa literatura e é preciso revertermos esse cenário. Eventos como este do Conselho Municipal de Maputo ajudam a corrigir esse problema, que também tem como culpados os professores, que não falam dos autores”.

De acordo com Juvenal Bucuane, o “A caminho da Feira” é indispensável por ser essa possibilidade de garantir a interacção entre o autor e o leitor. “Particularmente, estando cara a cara com os leitores, aprendo a saber quais as suas ansiedades, curiosidades e emoções, o que me permite saber como me dirigir a eles. É uma relação bonita esta, porque quer o autor quer o leitor interagem por uma causa comum, o desenvolvimento da literatura, por um lado, e da cultura, de modo geral”.

 

 

 

Foram necessários seis anos para que José Manuel Luís, quem se assume como Jomalu nas lides artísticas, superasse a “Cesariana” e nos brindasse com um novo filho, aliás filha: “Lambinha”. Este substantivo, ainda que seja feminino não se refere exactamente a uma mulher exclusivamente, mas a todo aquele que põe em causa os seus conhecimentos em detrimento de ganhos ou agradecimentos de outrem.

O álbum que sai esta sexta-feira (1), no Centro Cultural Franco-Moçambicano, em Maputo, não só critica os “lambinhas”, mas também faz um périplo por diversos temas sociais. A faixa “Mafalala”, por exemplo, revisita a infância do artista e daqueles que nasceram ou passaram por aquele emblemático bairro periférico. Aliás, falar do bairro da Mafalala é, implicitamente, evidenciar um contexto histórico e sócio-cultural preponderante para a edificação de Moçambique como nação e a exaltação da nossa gente e a das nossas coisas.

Mas também há outros dramas sociais que não passaram distante do olho crítico do compositor. Os filhos que abandonam os seus pais, concretamente as mães, por isso “Mamani”; os emigrantes que buscam novos horizontes noutros quadrantes; a discriminação racial e social; a superstição; inveja, entre outros temas constam nesse trabalho que será exibido ao vivo, num frenesim rítmico tradicional e afro-jazz.

Jomalu não estará sozinho. Figuras como Salimo Mohamed, Xixel Langa e Isabel Novella estarão com o artista no palco. Aliás, desde os 12 anos que está na estrada musical sempre teve companhia, a destacar Seth Swazi e o seu irmão Osvaldo Luís, que constituíram com o outro o quarteto Ndzuti (sombra), banda que se projectou por longos anos, com apresentações em igrejas.

Antes de uma carreira a solo de facto, Jomalu trabalhou com José Mucavele como corista e tamborista tradicional, com quem percorreu longo caminho de investigação rítmica do norte ao sul de Moçambique, bem como fazendo digressões pela Europa. Por isso, com o tempo, revela-se um jovem empenhado na valorização da cultura moçambicana. O artista compõe músicas baseadas em pesquisas rítmicas e melódicas de todo o país. Mucavele foi um dos responsáveis pela sua maturidade musical. Esta patente em “Vida sem orgasmo” (2006) – com o lançamento deste álbum ganhou a oportunidade de representar Moçambique em 2007 no Festival Awesome Africa em Durban – África de Sul – “Cesariana” (2011) e agora “Lambinha”.

Desengane-se quem pensar que o artista estava desaparecido, talvez só das telas. Dai para cá tem participado em vários concertos e bem-sucedido em concursos no país, casos do Ngoma Moçambique, no qual por três anos consecutivos arrecadou prémios nas categorias de Canção Mais Votada, Melhor Canção e Melhor Voz.

Além do Ngoma, aliado ao “Projecto Pac”, Jomalu vence com uma das suas canções o concurso “FUNDAC” na categoria consagração Fanny Mfumo, espevitando ainda mais sua carreira, enchendo-a de muitas oportunidades, de entre outras a participação no Festival Festeixo em Vianna de Castelo, Portugal e ganha também o prémio “Francofonia 99”, que lhe valeu um estágio linguístico em Larochelle-França. Este feito veio galardoar o seu grande empenho pela investigação de ritmos tradicionais, encorajando-o a enriquecer o seu repertório musical.

“O Modelo Editorial do Jornal Impresso em Moçambique: uma abordagem baseada no Design Gráfico dos diários Notícias e O País”, livro de Sérgio Jeremias Langa é lançado hoje, às 17h00, no Camões – Centro Cultural Português em Maputo.

A apresentação da obra estará a cargo dos filósofos Severino Ngoenha e Dionísio Bahúle e pela professora Doutora Leonilda Sanveca, jornalista e directora da Faculdade de Ciências da Linguagem, Comunicação e Arte da Universidade Pedagógica.

É uma obra de natureza académica com a chancela da Editora EDUCAR (editora universitária), com Nota Prévia e Prefácio da autoria de Severino Ngoenha e Dionísio Bahúle.

Tal como sucedeu com o USA TODAY que, ao ter constatado a queda de leitores do jornal, se adequou a uma nova modalidade de mercado privilegiando fotografias a cores, matérias curtas e inclusão de gráficos explicativos, pressupor-se-ia que os jornais moçambicanos passariam, também, a adoptar um modelo adequado aos seus leitores.

O livro “O Modelo Editorial do Jornal Impresso em Moçambique: uma abordagem baseada no Design Gráfico dos diários NOTÍCIAS e O PAÍS” busca discutir as implicações de um jornal que chega ao leitor moçambicano sem que este tenha sido auscultado sobre um modelo adequado às suas características.

A análise dos jornais Notícias e O País é feita na perspectiva de identificar um modelo editorial gráfico com uma composição visual que responde às principais características e tipologia de leitores em Moçambique.

O lançamento do livro terá como mestre-de-cerimónias Hermínia Machel, pivô do telejornal e jornalista sénior da Televisão de Moçambique e contará ainda com a participação da cantora Xixel Langa.

Para Sérgio Langa, este livro revela uma atitude e coragem por parte do autor pelo facto de estar a iniciar uma discussão que poderá ser desenvolvida em outras vertentes. “Sinto que é uma responsabilidade ter elaborado a primeira pesquisa na componente editorial no jornal impresso” e acredita que poderá ajudar, afinal o conhecimento não deve ser reproduzido, como também deve ser criado.

Do design à comunicação

Sérgio Jeremias Langa, artisticamente conhecido como Circle Langa, é formado em Design de Comunicação Publicitária pela Academia de Artes, Escola Nacional de Artes Visuais; Licenciado em Meio Ambiente e Desenvolvimento Comunitário e Mestre em Jornalismo e Estudos Editorias. Fundador da Agência de Design de Comunicação Pixel; Artista Plástico; colunista de alguns jornais em artigos de opinião; Pesquisador na Área de Ciências da Comunicação e Docente.

A Universidade Técnica de Moçambique, em Maputo, vai receber, amanhã, o lançamento de mais um livro de ficção moçambicana. Intitulado “A pesca da morte no rio Ligonha”, o livro da autoria de Maximiano de Rosário Joaquim é uma narrativa que, na opinião do autor, ajuda o leitor a erguer-se e a encontrar as melhores pontes para atravessar a morte em busca da vida, de forma constante.

“A pesca da morte no rio Ligonha” é uma ficção sobre a guerra dos 16 anos, “porque ainda há uma espécie de auto-censura à volta do horror que a mesma causou aos moçambicanos”. Por isso, no livro de estreia, por um lado, Rosário Joaquim avança com o interesse de fazer da obra um instrumento que deve ajudar quem lê a mudar de comportamento, para que as mortes do passado não se transportem para o presente.

Por outro lado, “o pano de fundo deste livro consiste em fazer com que os moçambicanos comecem a olhar a questão étnica de outra forma, porque a génesis de grandes conflitos em África também tem que ver com as etnias. Em vez de conflitos, a proposta sobre as etnias que me interessa no livro  é a vertente formação do homem”.

Com efeito, “A pesca da morte no rio Ligonha” gira à volta de um rio que oferece sustento às famílias, mas que, no contexto de guerra, torna-se algo perigoso, daí proibir-se as comunidades de lá irem buscar o seu sustento. Ainda assim, um homem transgride a regra e vai pescar, o que lhe custa a liberdade e, depois, a vida.

Para Maximiano de Rosário Joaquim foi uma experiência dura escrever o livro, porque foi difícil encontrar tempo para se abstrair de modo a manter uma escrita exigente. Também por essa razão, a obra precisou de sete anos para ficar pronta.

Ainda sobre o livro, uma curiosidade. Embora tenha sido editado pela Ndjira em português, foi escrito em inglês, como forma de o autor, que também é tradutor e intérprete de profissão, exercitar o ofício da tradução da língua de Shakespeare para a de Camões .

“A pesca da morte” tem 198 páginas e será apresentado por Lucas do Sol.

 

O escritor moçambicano, Pedro Pereira Lopes, lança, esta quinta-feira, a obra “O mundo que iremos gaguejar de cor”. A conversa que terá lugar no Centro Cultural Português será moderada por Sara Jonas, numa sessão que contará ainda com uma leitura encenada por Guilherme Roda e com a participação musical de Chico António.

“O mundo que iremos gaguejar de cor” é um livro de contos, a primeira obra de prosa publicada pela Editora Cavalo do Mar, na colecção Pelagem Negra, e a quarta obra publicada do autor.

Segundo Adelino Timóteo, “…ao lermos ‘O mundo que iremos gaguejar de cor’ perpassa-nos algo tal que o autor que nos leva ao caos, que desconstrói a realidade, propõe-se não só a criar uma nova ordem, mas sobretudo a espantar o medo, os fantasmas que o dominam e que são a matéria alvo dos seus escritos: a fome, a miséria, a desgraça e corrupção.»

Sobre o autor, o escritor António Cabrita referiu: “O Pedro Pereira Lopes é, definitivamente, uma das vozes mais interessantes do novo panorama das letras em Moçambique. Ele gosta de trabalhar os géneros e tem-se revelado bastante eclético. Lúcido, inteligente, com sentido oficinal, e um bom leitor, dentro de poucos anos será iniludivelmente uma das figuras cimeiras da nova geração.”

Pedro Pereira Lopes nasceu na Zambézia, em 1987. É membro da Associação dos Escritores Moçambicanos, pesquisador e docente no Instituto Superior de Relações Internacionais.

Obras e prémios: Setenta vezes sete e outros contos (não-publicado, 2009), 3º lugar no concurso de ficção narrativa João Dias; O homem dos 7 cabelos (infanto-juvenil, 2012), Prémio Lusofonia/Município de Trofa (2010); Kanova e o segredo da caveira (infanto-juvenil, Maputo, 2013; São Paulo, 2017), Viagem pelo mundo num grão de pólen e outros poemas (infanto-juvenil, Maputo, 2014; São Paulo, 2015), O mundo que iremos gaguejar de cor (contos), Menção honrosa do Prémio Literário 10 de Novembro (Maputo, 2015) e Menção honrosa do Prémio Literário Eduardo Costley-White (Lisboa, 2016); O comboio que andava de chinelos (infanto-juvenil, no prelo), Prémio Maria Odete de Jesus (2016).

 

Mais uma vez, Klemente Tsamba vai representar Moçambique, na 23ª edição do Festival Internacional de Teatro de Mindelo (Mendelact), que vai decorrer entre os dias 3 e 11 de Novembro deste ano, em Cabo Verde.

Depois da sua actuação no Brasil, Tsamba, artista moçambicano radicado em Portugal, voltará ao continente que o viu nascer para mais um espectáculo e, desta vez, na ilha de São Vicente.

Segundo o comunicado divulgado no site do festival, foram seleccionados no total 30 companhias de teatro de 12 países. Além de Moçambique, irão actuar grupos, companhias e artistas de Angola, Argentina, Brasil, Espanha, Inglaterra, Japão, Portugal, República Checa, São Tomé e Príncipe, Senegal e o país anfitrião Cabo Verde.

Segundo a organização, durante os últimos meses chegaram até à produção mais de duas centenas de candidaturas/propostas de companhias de quatro continentes, de mais de vinte países, comprovando o "enorme prestígio" que o evento tem conquistado no mundo inteiro.

A programação, já definida por sectores, será divulgada no início de Setembro, avançou a organização do festival de teatro, realizado desde 1994 em São Vicente.

 

 

Esta foi a primeira vez que a voz de Paula Fernandes soou para os moçambicanos. De roupas simples, mas com um talento admirável.
A tenda criada no Campus da Universidade Eduardo Mondlane estava repleta. As três mil pessoas arriscavam acompanhar a cantora nas músicas menos conhecidas, mas quando as mais tocadas em Moçambique eram interpretadas não mediam a voz.
A guitarra, sua fiel companheira, não faltou no concerto. A cantora dedilhou na maioria das músicas.
Não faltaram aplausos e animação. Nem faltaram telemóveis para testemunhar a actuação.
Em algum momento Paula Fernandes desgrudou do palco e os sortudos mereceram comprimentos. Os mais sortudos um passo de dança, aliás, a mais sortuda. Os flashes não podiam faltar…
A música mais esperada chegou. Sim, o “Pássaro de fogo” sobrevoou pelo auditório.
Foi um concerto múltiplo, em que os diversos ritmos brasileiros cruzaram-se com sonoridades do mundo.
É mais um espectáculo que Paula Fernandes fez, inserido na digressão mundial de apresentação do seu mais recente álbum “Amanhecer”. Para que não seja apenas gravado na memória, a artista registou o momento no seu telemóvel.

O Fundo Bibliográfico de Língua Portuguesa, em parceria com o Governo Provincial de Inhambane, vai organizar a 1ª Feira Provincial de Leitura, que terá lugar no distrito da Maxixe, Província de Inhambane. Com o lema "Os sentidos da leitura", o evento vai decorrer entre os dias 31 deste mês e 2 de Setembro, no recinto da Universidade Pedagógica da Maxixe.

A Feira tem como objectivo promover a leitura, por via de diversas expressões de linguagem, como acto de prazer e requisito para a emancipação social e promoção da cidadania.

A Feira Provincial de Leitura de Inhambane contará com as seguintes actividades: oficina de leitura e escrita, oficina de pintura, saraus, projecção de filmes, palestras, oficinas de ludopedagogia, canto, dança, lançamento de obras, declamação de poesia, narração de estórias, animação de leitura e exposição e venda de livros a preços promocionais.

Esta exposição e venda de livros terá a duração de cinco dias – de 31 de Agosto a 4 de Setembro – no horário das 9h às 18h, e nela poder-se-ão adquirir dicionários, gramáticas, prontuários, literatura infanto-juvenil, literatura moçambicana, livros escolares, técnico-científicos e outros.

A cerimónia solene de abertura do evento terá lugar às 9:30h do dia 31 e contará com a presença do Governador da Província de Inhambane, bem como do Presidente do FBLP.

 

 

Não é só música. As artes plásticas também vão fazer parte de mais uma edição do “Moments of Jazz”. Os amantes da música têm motivos mais do que suficientes para testemunhar o espectáculo de Billy Ocean: os sons não virão apenas das colunas, também serão projectados através de cores.
“Sinfonia I”. Este é o nome da mostra que vai acompanhar as sonoridades do astro mundial que pela primeira vez visita Moçambique e, porque não, as de Fernando Luís e Miguel Xabindza, as vozes que vão içar a nossa “bandeira musical”. O título não poderia ser outro, afinal, chama-se Sinfonia, entre outras definições, a harmonia dos sons ou o cruzamento de instrumentos. Eis a proposta do artista plástico moçambicano P. Mourana em oito grandes telas que estarão patentes no Campus da UEM.
“É um sonho antigo fazer esta ponte entre a música e as artes plásticas, puxar o som para a tela e levar a tela ao espectáculo ”, disse o artista, também consciente de que não deixa de ser um teste ou, se preferirmos, um desafio. A ideia de cantar através do cruzamento de cores é a consolidação do seu amor pela música, sentimento que é partilhado por toda a família. Mais do que gostar, Mourana já aventurou-se pela arte musical noutros tempos. Hoje, o artista prefere mesmo os pincéis. Seja como for, a arte continua fervendo em suas veias.
“Quero ver se as pessoas conseguem sentir a música na tela”, deseja Mourana, embora concorde que a leitura musical é bem mais simples por sempre ter existido. Já a pintura… esta requer algum exercício. Mas esta ligeira inquietação é abafada quando se apercebe que as suas telas serão recordadas do mesmo jeito que as músicas que lá forem exibidas: “Para alguns será algo didáctico e poderão se recordar de uma música ao ver o quadro”.
Pedro de S. Betrufe Mourana, mas a conservatória artística registou-o como P. Mourana. Muito cedo (aos 11 anos) integrou a banda municipal de Inhambane, depois de sair Maxixe, sua cidade natal. Ao mesmo tempo inicia um curso de desenho artístico, mas só em 1976, quando vem a Maputo, consolida a arte de desenho e abandona a música. A sua primeira exposição colectiva deu-se em 1979. A partir desse momento e ao longo de toda a sua dilatada carreira vem abordando temas que exaltam o amor, a mulher, a poesia, a música e outros temas de intervenção social, focalizando assuntos inerentes à valorização do património cultural, à exaltação da diversidade cultural, ao diálogo entre as artes, nomeadamente a pintura e a música, tal como será em mais uma festa trazida pela BDQ Concertos.

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