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O País – A verdade como notícia

A luta continua, 40 anos depois: histórias entrelaçadas da África Austral, coordenado por Caio Simões de Araújo (Universidade de Genebra), é o título do livro que será lançado no dia 30. A cerimónia terá lugar no Franco-Moçambicano, em parceria com a Embaixada de França em Moçambique, a AFRAMO e a Alcance Editores, às 18h.

A luta continua, 40 anos depois: histórias entrelaçadas da África Austral é o quinto livro da colecção «Regards Croisés França-Moçambique» lançada pela Embaixada da França e a Alcance Editores em 2015. Os primeiros dois livros da mesma colecção foram publicados em Maio de 2015.

O livro é resultado da conferência internacional A Luta Continua, 40 Years Later: entangled histories and legacies of empire in Southern Africa, financiada e realizada no Instituto Francês da África do Sul, em Joanesburgo, com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian e da Fundação Pierre du Bois para a História do Tempo Presente.

Cerca de quatros décadas após o desmontar do “último império,” o livro retoma o lema da libertação moçambicana, “a luta continua”, como um ponto de partida para revisitar o problema histórico e historiográfico da descolonização na África Austral.

De Maputo a Joanesburgo ou Harare, no original ou em tradução – the struggle continues –, esta frase tornou-se um símbolo das lutas transnacionais contra sistemas de opressão interligados, tais como o colonialismo e o racismo do apartheid.

Ao longo de dez capítulos, investigadores de várias nacionalidades e trajectórias académicas reflectem sobre as dimensões entrelaçadas, internacionais e comparativas da descolonização como um momento histórico complexo e multifacetado. O livro pretende fazer justiça a esta história rica e diversa ao compilar, no mesmo volume, estudos sobre Angola e Moçambique e outros países da região, como Zimbabwe, Namíbia e África do Sul.

Caio Simões de Araújo é Doutorado em História e Política Internacional no Instituto de Altos Estudos Internacionais, da Universidade de Genebra, Suíça. É Mestre em Sociologia e Antropologia Social pela Central European University, de Budapeste, Hungria, e Licenciado em Relações Internacionais pela Universidade de Coimbra, Portugal. Seus interesses de investigação incluem a história do colonialismo, do apartheid e da descolonização na África Austral, a história transnacional do (anti-)racismo, e as histórias entrelaçadas do Sul Global.

 

Rui Veloso subiu ao palco e levou o público a uma viagem ao tempo, cantando os seus grandes sucessos. A primeira vez que veio a Moçambique foi há 20 anos. Mas o cantor português que interagiu várias vezes com o público durante a noite disse que estar feliz por voltar a perola do Índico.
 
 “É sempre bom voltar a Moçambique, rever amigos e cantar para um povo irmão”, disse o artista.

 “Nunca me esqueci de ti”, “Não há estrelas no céu” temas sobejamente conhecidos que levaram os espectadores aos gritos de emoção.
O músico juntamente com o seu guitarrista por várias vezes brincaram, proporcionando momentos emocionantes, com um dedilhar sincronizado.

Rivaldo, guitarrista baixo, e Dálvia, cantora, foram uma das surpresas da noite. Rui Veloso conheceu os moçambicanos num dos bares da cidade de Maputo e rendeu-se ao talento da dupla. Rivaldo e Dálvia acompanharam o músico português na música “Jura”. A potência da voz de Dálvia surpreendeu os espectadores, silencio se ouviu por alguns instantes, para no fim da estrofe soarem assobios e aplausos.

 “Anel de Rubi” o tema por muitos aguardo foi a música que marcou o fim da noite. Para este grande momento o protagonista da noite convidou para o saxofonista Moreira Chonguica, Stewart sukuma e a jovem revelação Dalvia. “Anel de Rubi”, foi cantado por todos os especadores, alguns casais deram gosto ao pé e entraram numa contradança, e quem não dançou cantou a letra por completo.

Rui Veloso despediu-se do público, mas os espectadores não acreditavam que o fim havia chegado e imploravam por mais uma música. O artista não se fez de errogado e cantou novamente. Uma noite cheia de emoção, onde momentos foram recordados, pode-se até afirmar, o After MOZEFO Concert vai ficar para a história.

O mural, que recentemente foi alvo de perfurações para dar lugar à montagem de canos de casa de banho, foi visitado semana finda pelo ministro da Cultura e Turismo, Silva Dunduro, na sequência de críticas, algumas com um tom de contundência, de vários segmentos da sociedade, que deploravam o trato que aquela obra foi alvo.

Durante a visita ao mural, Dunduro mostrou-se agastado com “a banalização da obra”, tendo considerado a acção como “um atentado grosseiro às artes”.

De acordo com informações que tivemos acesso, de fontes oficiais, “o restauro do mural vai acontecer num esforço conjunto entre o Ministério da Cultura e Turismo e a Universidade Eduardo Mondlane”.

Com efeito, o Ministério da Cultura e Turismo já mandou ao local um especialista para se inteirar dos níveis de intervenção a serem levados a cabo para solucionar os danos causados ao mural.

Segundo Afonso Malace, do Museu Nacional de Arte, curador e especialista na área de conservação e restauro, o mural deverá passar por um restauro total, pois “para além dos locais furados, verifica-se lacunas na camada cromática. Isso deverá, também, ser solucionado”.
Aquele especialista disse que, neste momento, se está num processo de levantamento das necessidades e destacou a complexidade do processo.

“Temos que procurar materiais semelhantes ou iguais àqueles usados na obra original. O mural é diferente de uma tela, requer um tratamento especial e rigoroso, por causa da natureza do seu suporte”, explicou.

A documentação fotográfica do processo de restauro; fixação da camada cromática; limpeza superficial; preenchimento das faltas no suporte; preenchimento e integração do suporte; planificação do suporte; preenchimento e integração das faltas da camada cromática; retoque e integração da camada cromática face; harmonização e, por fim, a aplicação de protecção são os passos que, segundo aquele especialista, serão seguidos no processo de restauro.
Recorde-se que o mural foi pintado em 1998.

O músico português, Rui Veloso, será o protagonista do After MOZEFO Concert. Um concerto que marca o encerramento de uma semana de muitos debates, onde foram identificados os problemas e as possíveis soluções para o desenvolvimento de Moçambique.

Rui Veloso tem mais de 35 anos de carreira e é o autor do sucesso “Anel de Rubi”. Não é a primeira vez que o músico português brinda os moçambicanos com o seu talento, o artista prometeu que a noite será inesquecível.

De acordo com a organização do evento todas as condições estão criadas para o público que se fez presente possa divertir-se ao som de uma boa música.

O escritor moçambicano Pedro Pereira Lopes é o vencedor da 1.ª edição do prémio Literário INCM/ Eugénio Lisboa. O Prémio INCM/Eugénio Lisboa contempla a edição da obra vencedora, bem como a atribuição do valor monetário de 5000€ (cinco mil euros) ao vencedor.

O júri constituído pelo escritor moçambicano Ungulani Ba Ka Khosa, na qualidade de Presidente, por Teresa Manjate e Alexandra Pinho, deliberou, por unanimidade, atribuir o prémio de prosa literária INCM/Eugénio Lisboa ao texto “Gente Grave”, da autoria de Pedro Pereira Lopes, e uma menção honrosa a “Bebi do Zambeze”, de António Manna.

A atribuição do Prémio Literário INCM/Eugénio Lisboa a “Gente Grave” deve-se, segundo o júri, ao facto de o autor explorar um género pouco trabalhado em Moçambique e de combinar o policial e o fantástico. O júri sublinhou, também, a correção, coerência e coesão linguística da obra da autoria de Pereira Lopes. Por seu turno, a atribuição de menção honrosa a “Bebi do Zambeze” deve-se à riqueza do imaginário explorado pelo autor.

Concorreram à 1.ª edição do Prémio INCM/Eugénio Lisboa um total de 36 textos, dos quais 22 entregues em Maputo, 11 em Nampula, dois na Beira e um em Lisboa.

A Imprensa Nacional — Casa da Moeda (INCM) de Portugal criou o Prémio Literário INCM/Eugénio Lisboa em Moçambique, em 2017, com vista a incentivar a criação literária no país.

 

A Banda Kakana diz estar a preparar “várias surpresas”, a par dos êxitos dos seus dois álbuns, para fazer do festival Standard Bank Acácia Jazz um evento memorável.

Segundo avançou a vocalista da banda, Yolanda Chicane, o agrupamento encontra-se, “domado pelo espírito de shows”, fundamentalmente por ter lançado, recentemente, o seu mais novo trabalho discográfico, intitulado “Juntos”, que é, na verdade, a continuidade do álbum “Serenata”, sendo todavia mais acústico e com reforço de mensagens que destacam o amor, a paz e os grandes valores morais.

Ao detalhe, a vocalista e líder da banda assegurou que, tratando-se de um festival de jazz, a Banda Kakana irá brindar os amantes deste género musical, o jazz, “sem, no entanto, descurar os estilos que nos caracterizam e pelos quais o público identifica-nos, como a Marrabenta, a Mutimba e outros ritmos misturados”.

“Iremos apresentar alguns temas do novo disco, Juntos, bem como do antigo, Serenata. Temos, ainda, algumas surpresas preparadas”, referiu, acrescentando que o público que se fará presente, irá indubitavelmente encontrar o melhor que a Banda Kakana tem por oferecer.

A respeito da primeira edição do grande festival Standard Bank Acácia Jazz, evento que encerra, no dia 30 de Novembro, o mês de celebração dos 130 anos da Cidade de Maputo, Yolanda Chicane destacou a sua importância para a capital do país.

“É uma excelente iniciativa do Standard Bank que, olhando para a sua designação, nos remete para a Cidade de Maputo, a cidade das acácias. Julgo que a capital do País é merecedora desta homenagem”, manifestou.

Refira-se que o espectáculo esta agendado para o próximo dia 30 de Novembro, na capital do país.
 

A Livaningo cartão d´arte regressa ao universo editorial dois anos depois, já como Kuvaninga, com duas obras a lançar e um documentário. Trata-se da colectânea de poesia intitulada Meu reflexo, do jovem moçambicano Mijoma (pseudónimo de Miguel Maputso) e do livro de contos designado A Vingança de Jesus Cristo, do escritor e docente universitário Osvaldo das Neves. As duas obras, a última saindo pela segunda vez, serão lançadas no dia 23 deste mês, no Centro Cultural Brasil-Moçambique, em Maputo, a partir das 18h.

Meu Reflexo conta com o prefácio e apresentação de Osvaldo das Neves. A obra de Das Neves, por sua vez, será apresentada pelo professor brasileiro de Literatura Brasileira na Faculdade de Letras e Ciências Sociais da UEM, José Pessoa.

À cerimónia, adiciona-se o lançamento de um documentário que retrata os cinco anos da editora – as oficinas de produção, os membros, os primeiros e os mais significativos escritores publicados e os parceiros que foram colaborando com a editora desde os primeiros passos.

Além disso, conta-se com um recital de poesia do declamador moçambicano Negro; a representação do texto que dá o título ao livro A Vingança de Jesus Cristo por parte do grupo teatral Katchoro e que conta com a encenação do actor Diaz Santana e um momento musical com a banda liderada pelo músico San Lo. 

 

Os livros

Meu Reflexo, de Mijoma (Miguel Maputso).

É uma colectânea inédita de 54 poemas, em que o sujeito poético propõe-nos uma reflexão sobre várias coisas “estranhas” que acontecem no quotidiano. Tal como sustenta Osvaldo das Neves no seu prefácio ao livro, “em nada adianta acusá-lo de falho de metáforas e demais subterfúgios linguísticos. Para um mundo cruel, basta uma linguagem crua, que nos diga aquilo no que o materialismo exacerbado nos transformou: seres solitários, incapazes de experimentar o amor, embora o almejemos em potência e sempre em terras de longe”. Num outro momento da sua apreciação, das Neves caracteriza Mijoma como profeta, aquele que muito diz, mas ainda “oculta nos versos os males que ainda estão por vir” e aconselha: “escutá-lo um pouco mais levar-nos-á a formas outras de reinventar a vida.”

 

A Vingança de Jesus Cristo, de Osvaldo das Neves

É uma colectânea de contos publicada pela primeira vez em Setembro de 2015. Regressa, dois anos depois, também com o regresso da editora, por ter sido o livro mais vendido e que até agora é deveras procurado. Segundo Suleiman Cassamo, nas suas notas sobre o livro, “A Vingança de Jesus Cristo faz jus ao título da obra. É o conto mais longo de todos, com nove páginas, mas, a sua duração não massa o leitor. Chega até a ser escassa, porque bem escrito. Um velho espevitado pelo vinho e pela insaciável curiosidade do neto – estão os dois junto a fogueira – narra a morte de Cristo.

O grande fórum MOZEFO, que arranca amanhã, vai ser marcado por animação cultural de diversos grupos. Nesta manhã, o Centro de Conferências Joaquim Chissano  foi espaço para o último ensaio, no qual os artistas aprimoraram todos os detalhes para que no arranque do evento não falte nada.

Moreira Chounguiça, que falava em representação dos grupos culturais, referiu que tudo está aposto para que o casamento entre a cultura e o MOZEFO seja de facto uma realidade. O saxofonista recordou que dos grupos culturais esperados o destaque vai para a Companhia Nacional de Canto e Dança. "Nenhum detalhe deverá falhar e ao longo das últimas semanas trabalhamos neste sentido. Apenas vamos esperar pela hora para que todo o trabalho feito nos ensaios venha se repercutir na hora do arranque do grande fórum MOZEFO, quando os artistas subirem ao palco".

O detalhe ora preparado não será para menos, até porque o Chefe do Estado, Filipe Nyusi, vai fazer a abertura do evento.

O reportório de artistas é bastante grande, sendo que o destaque vai para o próprio Moreira Chounguiça, Alvim Cossa, Lizha James e o conceituado grupo Companhia Nacional de Canto e Dança. "Vai ser uma celebração da diversidade cultural moçambicana, desde o que a gente tem de nosso tradicional, rituais do Norte de Moçambique, Centro e Sul". Chounguiça referiu num outro desenvolvimento que os artistas que vão subir ao palco irão levar uma vertente futurística da cultura moçambicana, tendo em conta que, segundo explicou, será um momento de juncão de várias gerações de artistas.     

Enquanto o segundo grande fórum MOZEFO não começa, ainda esta manhã, a SOICO leva à juventude o segundo dia de MOZEFO Young Leaders, evento inaugurado ontem pelo Ministro da Juventude e Desportos, Alberto Nkutumula. No primeiro dia do Young Leaders, os jovens puderam dialogar com o antigo Primeiro-Ministro de Cabo Verde, José Maria Neves, e com o antigo Vice-Primeiro-Ministro de Protugal, Paulo Portas.

O músico português Rui Veloso já está em Maputo para actuar no último dia do segundo Grande Fórum MOZEFO. Num breve contacto com a Stv, Veloso disse estar com muita expectativa e revelou o seu amor por Moçambique.

Desembarcou no aeroporto internacional de Maputo logo cedo e já sentiu o calor tropical, que antecipa a atmosfera que o espera no concerto. Não é a primeira vez que vem actual em Moçambique, mas a expectativa é sempre a mesma.

Rui Veloso diz que a cultura é algo sério, por isso a sua incorporação neste Grande Fórum MOZEFO é um sinal de valorização dos artistas.

Uma aposta, que para já está garantida neste evento que promete debates acesos sobre vários temas da vida económica e social, tendo como foco o conhecimento.

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