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O festival Standard Bank Acácia Jazz, agendado para 30 de Novembro, no Hotel Polana, vai encerrar o mês de celebração dos 130 anos da cidade de Maputo, que tem o Standard Bank como patrono.

Segundo declarações de António Macamo, membro do Conselho de Administração do Standard Bank, no jantar de gala dos 130 anos de Maputo, o banco apadrinha pela segunda vez as festividades do aniversário da capital do país em resposta ao chamamento para o cumprimento da responsabilidade social que cabe a esta instituição bancária como promotora do desenvolvimento do País.

“É neste quadro que nos associamos às celebrações de tão importante data, certos de que é papel de todas as forças vivas da sociedade contribuir para que Maputo, cidade mística, onde se misturam a antiguidade, o clássico e o moderno, seja uma cidade próspera”, indicou António Macamo, acrescentando que ao Standard Bank, com o seu estatuto de único banco a operar no País há mais de 100 anos, que testemunhou diferentes transformações que Moçambique viveu, é-lhe conferida a responsabilidade para cumprir com os desafios que se impõem.

“No cumprimento desta tarefa, o Standard Bank tem promovido diversas actividades culturais, cívicas, desportivas e sociais, sendo de destacar, na arena cultural, o festival Standard Bank Acácia Jazz, agendado para o dia 30 de Novembro, como forma de fechar com chave de ouro o mês da nossa cidade”, concluiu António Macamo.

Importa realçar que este evento cultural terá como figura de cartaz o guitarrista moçambicano, autor da melhor música – “Ha Deva” – de 2016 no Ngoma Moçambique, Jimmy Dludlu.

Do alinhamento dos protagonistas do festival constam igualmente os renomados artistas Judith Sephuma, da África do Sul, Oliver Mtukudzi, do Zimbabwe, e a conhecida Banda Kakana, de Moçambique. 

 

 

General Muzka, músico moçambicano radicado na África do Sul, reiterou a sua vontade de ver os Mambas Legends vencerem o jogo diante dos Barcelona Legends.

Apesar de ter feito uma música para a selecção nacional, em 2010, General diz ser esta a primeira vez que vem ao Estádio Nacional do Zimpeto, onde espera que que os Mambas sejam vitoriosos e reconhecidos internacionalmente por terem derrotado as antigas lendas do Barcelona.

Ligado à tradição, Muzka refere que o clima é propício para a votória dos Mambas, em casa. “Chuva significa bênção, quer dizer que os antepassados estão do nosso lado e nos vão abençoar com uma vitória, refere.

No repertório para esta tarde, vai incluir a música dedicada à nossa selecção, mas diz que preferia cantar no intervalo da partida, depois de se verificar o seu desempenho e servirá igualmente para os dar força.

O espectáculo que antecede o jogo entre as antigas lendas dos Mambas e Barcelona, no Estádio Nacional do Zimpeto, já começou.

O pontapé de saída foi dado por Mr. Bow, que iniciou a sua actuação com “vida boa.”

"Guilhermina", uma das músicas do ultimo álbum do artista, também fez parte do repertório.

De seguida, Os do Momento deliciaram os espectadores com "Sabores".

Os outros músicos que também fizeram o espectáculo com e para os espectadores são: Marllen, VJ, Doppaz, Dama do Bling, Denny OG, General Muzka e DJ Damost.

Conforme a promessa, o Projecto Xiquitsi, iniciativa levada a cabo pela Associação Kulungwana, homenageou, ontem, a cidade de Maputo, no primeiro concerto da última série da presente temporada de música clássica, num espectáculo único, que envolveu também música popular, com a participação de Stewart Sukuma, acompanhado pela banda Nkhuvu e pela orquestra e Coro Xiquitsi com mais de 50 músicos em palco. No concerto desta sexta-feira, não faltaram personalidades que vivem na capital, desde o Presidente do Conselho Municipal de Maputo, David Simango, corpo diplomático acreditado no país e parceiros.

A propósito de David Simango, Presidente do Município, na sua intervenção, enalteceu a iniciativa da Associação Kulungwana e disse que o Projecto Xiquitsi constitui um sinal óbvio de que a cidade das acácias está a crescer.

A noite do primeiro concerto da série serviu ainda para os alunos do Xiquitsi homenagearem à sua professora e Directora Artistica do projecto Kika Materula, por tudo o que tem feito em prol da música clássica ao nível nacional, levando artistas consagrados do estrangeiro para Maputo e de Moçambique para o estrangeiro: Portugal, Brasil, Coreia do Sul, só este ano, por exemplo.

Entre as músicas tocadas no Centro Cultural da Universidade Eduardo Mondlane, ontem, destacam-se “Mbilu Yanga” (letra de Stewart Sukuma com orquestração de Estevão Chissano), Canção Moura (música de Stewart Sukuma, uma letra feita pelo escritor angolano José Eduardo Agualusa), Why? (obra de Stewart Sukuma com orquestração de Daniel Moreira), Felizminha (orquestrada por Estevão Chissano).

Como convidados estiveram os músicos Maya Egashira (violino), António Rosa (clarinete) e Calane da Silva, a declamar.

Os espectadores não pouparam palmas a toda organização, aos músicos nacionais e internacionais, principalmente à figura da noite, Stewart Sukuma, a Directora Artística do Xiquitsi Kika Materula.

Desde modo, aconteceu a grande homenagem aos 130 anos da cidade de Maputo, e mesmo com a chuva que se fez sentir a sala esteve super lotada.

 

Esta é a primeira edição do Movitel Kings of House, considerado o maior espectáculo de música house em Maputo. O evento insere-se no rol de actividades das celebrações dos 130 anos da Cidade de Maputo.

“Queremos que o Movitel Kings of House seja uma marca internacional, queremos colocar de facto Maputo no mapa de grandes shows”, referiu a organização.

O evento será realizado amanhã, a partir das 15 horas, e traz para a capital moçambicana os maiores êxitos de dj e o melhor e mais premiado dj de África, um dos 100 melhores do mundo, Black Coffee. Da Holanda, teremos o dj Gregor Salto, e um dos mais notáveis dj’s brasileiros da actualidade, Jord.

Em conferência de imprensa ocorrida, esta quarta-feira, no Campo de Maxaquene, o dj Gregor Salto disse ser esta a segunda vez que se encontra em solo moçambicano e que a primeira vez foi há quatro anos.

“Estou muito feliz por estar cá, vão haver muitas surpresas durante o show, declarou dj Gregor, o único dj que esteve presente na conferência, visto que os outros chegarão ao país a partir de hoje.

Aos três “kings of house” juntam-se os djs moçambicanos, Mr. Hands, E.O.D, Nuclear Toaster, Benny Bubblez, Acizzy e Rude.

Juntar-se-ão a estes animadores moçambicanos mais quatro djs, RZ, Hawayano Drizzy, DVVD e Fredy F & Sinatra, seleccionados através de um concurso promovido pela One Million e pela Gloom.

“Mais de 300 candidatos enviaram os seus mixes e desses foram seleccionados os melhores”, disse Milvan Muiane, director da One Million.

Segundo a organização do evento, o Movitel Kings of House não será apenas um espectáculo musical, mas um momento de concretização de sonhos, exaltação de valores da cidadania e o cume do bom entretenimento.

O palco, luz, multimédia, efeitos especiais e lasers, e todo o cenário montado no Campo de Maxaquene, em Maputo, vão deixar os fiéis da música electrónica deslumbrados.

“Será uma verdadeira festa à altura da reputação dos grandes maestros das misturas”, referiu a organização.

Movitel King of House é um evento produzido pela Gloom e One Million e tem como parceiros a Heineken, Zap e BCI.

Felipa Neves, brand manager da Heineken, disse que o evento será uma verdadeira festa à altura dos munícipes de Maputo e seus visitantes.

“A Heineken vai disponibilizar 10 táxis para o transporte dos espectadores para casa”, disse e explicou que a iniciativa está alinhada à campanha “se beberes, não conduzas” da Heineken.

Por sua vez, João Peixoto, chefe do Departamento de Marketing da Movitel, disse que a Movitel vai fazer um streaming live do evento, para que as pessoas de outras províncias possam ver o espectáculo em tempo real.

De modo a encerrar a temporada de música clássica em grande, celebrando os 130 anos da cidade de Maputo, o projecto Xiquitsi agendou uma série de ensaios com todos músicos que vão integrar os dois últimos espectáculos do ano.

Assim, depois de vários ensaios realizados no Cine-Teatro Gil Vicente, a partir desta quarta-feira, a preparação passa a acontecer no Centro Cultural da Universidade Eduardo Mondlane (CCUEM), local do evento. E o ensaio geral para o concerto de sábado estende-se desta tarde até às 20h. Amanhã, o ensaio geral será para o concerto de sexta-feira, das 16h30 às 20h.

O concerto de encerramento da edição 2017 do Xiquitsi, além de Cláudio Ferreira na direcção orquestral, contará com os músicos: Maya Egashira (violino), Timóteo Bene Júnior (tenor), a aluna do Xiquitsi Márcia Massicane (soprano), Xixel Langa (voz), Carlos Pereria (direcção coral) e Kika Materula (direcção artística). E, como se impõe, não faltará também a grande missa de Estevão Chissano e “cidade menina”, de Mia Couto e Hortêncio Langa.

 

O primeiro concerto do Xiquitsi desta série, vai realizar-se às 19:30h de sexta-feira, no CCUEM, e estará voltado à celebração do dia da Cidade de Maputo (130 anos). No mesmo, Stewart Sukuma será acompanhado pela banda Nkhuvu e, claro, pela orquestra Xiquitsi.

 

Nesta última série da temporada “vamos fazer uma mistura da música moçambicana com uma orquestra de música clássica”, lembrou Kika Materula. 

 

 

 

 

 

 

A cantora e compositora moçambicana de afro jazz, Assa Matusse, lançará, oficialmente, o seu primeiro álbum intitulado “+ EU”, às 20:30h do próximo sábado, na sala grande do Centro Cultural Franco Moçambicano, em Maputo.

O álbum é cantado em três línguas: Português, Inglês e Changana. Assa Matusse conta que gosta muito de cantar em língua local, e que o afro jazz exige que se cante “de certa forma” em línguas bantu. “Gosto muito de fazer articulação em Changana, a melodia é diferente”, disse.

O álbum tem fusão de vários ritmos para além do afro jazz. Assa Matusse junta a este disco o jazz e outros. 

Antes de Moçambique, a cantora fez o lançamento do seu disco na Noruega, país onde fez a formação académica e gravou uma parte das músicas do seu trabalho discográfico. As outras foram com músicos moçambicanos. “Fiz o lançamento na casa da cultura de Trondheim, cidade onde estudei. Convidei em especial a minha professora Teresa Ulfam, para actuar comigo”, reforçou.

Assa também fez shows em Antique Varriata, e o último concerto foi em Oslo, Capital da Noruega. “Estava muito ansiosa e nervosa por saber que cantaria na capital do país, mas por causa do medo acabei me superando e foi um espectáculo super bom”, disse acrescentando que tem alguns seguidores na Noruega, onde é sempre bem recebida e o público adere a seus espectáculos, naquele país.

Assa Matusse nasceu em 1994, na cidade de Maputo, e marcou presença em grandes concursos e projetos musicais nacionais e internacionais tais como: Tribo Júnior (1°lugar), Super Tardes, produzido pela STV em parceria com a Vodacom (3º lugar); Umoja (Intercâmbio cultural entre países africanos e Noruega); Prémio revelação feminina no Ngoma Moçambique 2013 (1º lugar); Concurso internacional “The Voice of Pangea” realizado em Madrid, Espanha (2016).

“Muitos tentaram concorrer para o The Voice of Pangea, incluindo os próprios nativos daquele país e não conseguiram, eu concorri e ganhei”, referiu e adicionou que foi um momento muito marcante e emocionante.

Assa conta que a inclinação pela música começou ainda na barriga de sua mãe e já aos sete anos já cantava rap com os irmãos mais velhos. Foi nessa altura que começou a fazer imitação de músicas. “Desde pequena escuto o meu pai a tocar guitarra, mesmo sem me aperceber que ele tocava porque ainda era um bebé”.

 

João Paulo Borges Coelho tem uma nova obra literária, a qual, de algum modo, projecta a cidade da Beira para o mundo, não fosse “Ponta Gea” o título da narrativa.

Sobre o novo livro, com a modéstia e simplicidade que lhe caracteriza, João Paulo Borges Coelho explica que não traz propriamente uma estória, mas um projecto de pôr a infância em conjunto com a ficção. Todavia, o autor adianta que não se trata de uma obra autobiográfica, como alguns leitores poderão pensar, trata-se sim de fazer o percurso da descoberta do mundo através dos olhos da infância, conforme esclarece o Prémio LeYa 2009: “Trago aqui um conjunto de estórias em que cada uma corresponde a um pormenor da memória e cobre o período em que uma criança começa a sair de casa e a descobrir o mundo à sua volta”.

Na percepção de Borges Coelho, “Ponta Gea” canibaliza a sua infância, mas é um projecto de ficção que não corresponde ao rigor da lembrança. Logo, é a infância do narrador que está em causa na obra.

Ao escrever o livro que será lançado no Camões – Centro Cultural Português, em Maputo, às 17:30h desta terça-feira, moveu João Paulo Borges Coelho a possibilidade de deixar ficar uma mensagem sobre o que lhe inquieta, ariscamos, como autor e como historiador. Por isso, o escritor tem um desejo: “Gostaria de chamar atenção para um passado de que andamos esquecidos. Nós como que apagamos o passado anterior à independência nacional. Para mim seria importante que os leitores, através desta leitura, despertassem as experiências das suas próprias infâncias”. E Borges Coelho continuou: “é importante notar que a vida não começou numa data certa. É importante sabermos quem foram os nossos avôs, por exemplo. E, nesse sentido, não há receitas. Se nós esquecermos o ontem viveremos o hoje sem grande estrutura e sem grande esperança porque ir buscar atrás é apontar para frente também”.

“Ponta Gea” tem 348 páginas e a obra será apresentada pelo jornalista Fernando Lima. O livro sai sob a chancela da Editorial Ndjira.

 

“Ponta Gea”: o princípio de um olhar à infância

Não é a primeira vez que João Paulo Borges Coelho retrata o bairro da “Ponta Gea”, na sua escrita. Antes de o fazer nesta aventura, o escritor já havia inserido as imagens daquela parte da Beira numa outra obra literária, o segundo romance do seu percurso literário: ”As visitas do Dr. Valdez”, com qual venceu o prémio de literatura José Craveirinha, em 2004. No entanto, desta vez, o bairro da Ponta Gea  ganha um protagonismo ainda maior porque empresta o nome ao título do livro, cujo preâmbulo começa da seguinte maneira:

“A infância não é um lugar, nem tão-pouco um tempo. O que ela é, afinal?/ Se tomássemos a imagem das ilhas, estaríamos neste livro face a um arquipélago de episódios em que o núcleo de cada um me fosse imposto com insistente nitidez, mas em que as margens, mais incertas, existissem um esforço contrário ao de evocar – o esforço da partida”

Alusivo ao dia mundial de cinema, comemorado ontem, o Instituto Nacional de Audiovisual e Cinema (INAC) inaugurou, hoje, uma exposição usando material reciclado. 

Latas de rolos de cinema, ramos de coqueiros, papel, tinta, tampinhas de garrafas plásticas, até peças de viaturas, foram alguns dos matérias usados. Tudo que deveria ser lixo, mas que foi transformado em obras de arte. Uma obra de arte feita pelos alunos da Escola Especial número um. 

Ainda em relação ao dia mundial do cinema foi projectado o filme “Vingança dos Mortos” de um jovem cineasta amador da província de Gaza, Santos Macuácua. 

O projecto CineArtEscola conta com a participação de várias escolas para além da Escola Especial número um, e visa incentivar a produção audiovisual e cinematográfica nas crianças, assim como criar o gosto pela produção nesta área.

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