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O País – A verdade como notícia

Moda e empreendedorismo. Esta é a nova aposta da estilista Sara de Almeida. Para a concretização do intento, o grupo Sara de Almeida Multi Services inaugurou, sexta-feira, a loja S.A. Store, na cidade de Maputo. O evento teve lugar no Maputo Shopping Center, e surge com o objectivo de impulsionar o percurso de Sara de Almeida, sempre na perspectiva de oferecer roupa de qualidade aos moçambicanos.

Com efeito, a S.A. Store é uma loja que fornece roupa desenhada pela estilista e assessórios diversos para todas as idades, mas também roupa importada como forma de diversificar as peças e oferecer propostas de padrão nacional e internacional. “No nosso país a ideia do empreendedorismo tem sido a palavra de força para a juventude, é neste prista que o grupo Sara de Almeida estende os seus serviços apostando na abertura de uma loja, como forma de estar mais perto do cliente”, disse a estilista, na sessão de abertura da loja.

A nova aposta da estilista moçambicana surge, igualmente, para contribuir para redução da taxa de desemprego no país. “Este projecto é também a forma que o Grupo Sara de Almeida Multi Services encontrou para empregar moçambicanos”, afirmou.

A cerimónia de inauguração da S.A. Store contou com vários convidados do mundo da moda e diversas individualidades.

 

 

 

 

 

Fosse guitarra uma bola e a música um Nou Camp, definitivamente, dir-se-ia que Jimmy Dludlu é um Lionel Messi. Não pela altura, que o menino de Chamanculo nem é baixo, mas pelo talento, tão espontâneo quanto incrível. O Standart Bank – Acácias Jazz Festival sabe das qualidades do Jimmy, nos dribles, por isso, convidou o guitarrista como figura de cartaz para colorir a primeira edição do evento que também contou com outros grandes nomes da música africana: Oliver Mtukudzi e Judith Sephuma.

Ao espectáculo de ontem à noite, Jimmy Dludlu aglutinou a sua actuação a uma hora intensa, preenchida de alto e bom som como se tocar fosse sinónimo de celebrar uma festa à moda africana, cheia de vida, cor e sorrisos.

O guitarrista subiu ao palco do Hotel Polana, cidade de Maputo, depois de um suspense necessário. E enquanto o momento mais aguardado da noite não acontecia, com a excepção da área VIP, todo o auditório pôs-se em pé, quiçá, perspectivando o que iria acontecer de seguida. Foi então que um menino com aproximadamente 50 anos de idade e tantos outros de percurso artístico, preenchido de prémios e reconhecimento inquestionáveis, apareceu tocando Moçambique, nas notas de um jazz misturado com cancioneiro popular. Foi uma espécie de um prelúdio, porque, de seguida, o guitarrista recuou anos para ir revitalizar um dos seus grandes sucessos “Linda”, do álbum “Echoes from the past”, passando por “Masseve”, do In the Groove, seu último disco, sem se esquecer de brincar aos “hama tué tué”, tocando. O back the tinme continuou ainda com outro grande sucesso na inauguração do Standart Bank – Acácias Jazz Festival, “How about the ones in the village”, cumprindo um rigor que já é uma marca sua: “tocar como sempre e brilhar como nunca”. Aí, antes mesmo de tocar “The greatness of Jesus”, como forma de agradecer ao Criador, pelas bênçãos e pela felicidade de ali estar, como fez menção, Jimmy ressuscitou Michael Jackson, interpretando-o com guitarra nas mãos. E, lá mais para o fim, “Há deva” trouxe de volta, aos aplausos, a obra de Alberto Machavele.

Jimmy encerrou a sua actuação com “Pátria amada”, e, no palco, esteve com vários músicos, como Nelton Miranda (baixo), Stélio Mondlane (bateria), bem como Onésia e Sheila nos coros.

Ainda na abertura do Standart Bank – Acácias Jazz Festival actuaram Judith Sephuma, Oliver Mtukudzi e Banda Kakana. Destes, antecedeu Jimmy a sul-africana, quem levou ao Polana “One Word”, título do seu novo álbum, composto por 11 músicas. No entanto, Sephuma não se restringiu à novidade. Longe disso, tendo tocado pouco daquele disco, investiu muito nas músicas dos anteriores. Assim, fez ecoar “Le tshephile mang”, “A cry, a smile, a dance”, “Iya iyo” ou “Mme motswadi”. Quem pôde, há-de ter reinventado um passado, curtindo a quinta-feira como se do dia seguinte nada importasse. Nem mesmo o patrão.

Do estrangeiro, esteve ainda, mais uma vez no país, Oliver Mtukudzi. O zimbabwiano cantou, tocou, dançou e ainda recebeu um gracejo, afinal, quando os instrumentos cessaram por alguns instantes, lá no fundo, uma voz, sem rosto, declarou-se: “I love you, Oliver”, dito gritado, mas suficientemente excitante. O músico estava distante, mas deve ter ouvido, pois, instintivamente respondeu com o polegar a dizer em silêncio: “se estivesses perto, dava-te meu número do celular”. Mas a dona da voz não percebeu. Então, ficou quieta no seu assento.

À parte os celulares que estiveram constantemente a filmar, Mtukudzi fez o que lhe competia, cantar músicas como “Ndakuvara”, “Neria”, “Ndima ndapedza” e “Todii”.

A primeira edição do Standart Bank – Acácias Jazz Festival foi aberta pela Banda Kakana, que, “Juntos”, cantando amor e fraternidade, lá levaram suas serenatas, ao nível dos grandes que almejam ser.

Com efeito, o festival, assim, encerrou o mês em que a cidade de Maputo completou mais um aniversário, condenando cerca de 800 pessoas que estiveram na tenda do Polana ou a dormir até bem tarde, com um sonho colorido, ou a terem que adormecer no serviço. Hoje é dia de trabalho.

 

 

O romance A Noite, do escritor moçambicano Aurélio Furdela, é o vencedor da edição 2017 do Prémio Literário 10 de Novembro, instituído em 2005, pelo Conselho Municipal da Cidade de Maputo e a Associação dos Escritores Moçambicanos, AEMO, com o alto patrocínio da MCEL, para celebrar o Dia da Cidade das Acácias.

Este prémio distingue obras literárias de ficção escrita em língua portuguesa, por escritores residentes nesta Cidade.

O Laureado, em declarações feitas no acto da divulgação do vencedor, doou 10 % do valor monetário a que tem direito, à Cruz Vermelha, na ideia desta abrir uma conta bancária na qual quem estiver interessado poderá depositar o equivalente a um dólar, no sentido de ser canalizado aos milhares de jovens africanos que em pleno século XIX se debatem com as garras da escravatura, em busca de melhores condições de vida em solo europeu.

Sobre o romance A NOITE, o júri refere que é um original que denota uma grande capacidade técnica de construção narrativa, apesar da complexidade do tema, relações de poder e trocas comerciais no Mwenemutapa, o autor consegue manter uma coerência  do enredo, explorando várias situações de conflito entre personagens de diferentes dimensões. A descrição dos diferentes cenários e acções das personagens revela um grande trabalho de pesquisa e capacidade de efabulação. Diálogos muito bem colocados, que não deixam dúvidas sobre a experiência e maturidade literária do autor.

Com o Premio 10 de Novembro, em edições anteriores, foram distinguidos outros nomes sonantes da nossa literatura, tais como: Calane da Silva, Amin Nordine, Lucílio Manjate, Alexandre Chauque, entre outros.

António Cabrita e João Donato lançam, hoje, às 17h30, o livro O Blue da Majika, no Camões – Centro Cultural Português, em Maputo.

O Blue da Majika resulta de um desafio que o escultor João Donato lançou ao escritor António Cabrita para escrever sobre as suas mais recentes peças de cerâmica: quinze recriações de instrumentos musicais tradicionais moçambicanos.

António Cabrita, actualmente professor da Escola de Comunicação e Artes da Universidade Eduardo Mondlane, recordou a mítica histórica da Música das Esferas, que supostamente governaria a harmonia do cosmos, divertiu-se a buscar uma origem para a criação destes instrumentos musicais e vitais para propagarem a comunhão dos ritmos e a empatia entre os humanos tão permeáveis à indiferença e à discórdia. É também descrito nestas fábulas que os animais deixaram de falar no instante em que rejeitaram a grande oferenda do Vento ao mundo: a música.

 Com este argumento, e criando igualmente canções para alguns instrumentos, António Cabrita escreveu dezassete poemas que ilustram as peças de cerâmica correspondentes. São assim convocados a esta orquestra a Mbila, o Pankwé, a Chigovia, a Gocha, a Majika, o Mpundo, o Trompete, a M’bira, o Chitende, o Masseve, a Malimba, o Xirupe, os Tambores, o Makwilo, entre outros, numa pauta com novas melodias, embora também se forneçam notas descritivas sobre cada um dos instrumentos, as suas características técnicas, morfológicas e a sua inserção na vida material e simbólica das comunidades.

O Blue da Majika pretende, através da reflexão e da diversão, ser um objecto pioneiro na articulação entre as artes e a poesia.

As 15 peças de cerâmica de João Donato estiveram expostas no Núcleo de Arte, numa exposição individual que esteve patente ente 14 e 20 de Novembro.

 

A Sociedade Moçambicana de Autores (SOMAS) juntou a sua voz ao repúdio contra o que tratamento dado ao mural do artista plástico, Malangatana Valente Ngwenya, no recinto do Centro dos Estudos Africanos (CEA), na Universidade Eduardo Mondlane (UEM).

Depois da indignação que iniciou com um artigo de opinião da autoria do escritor Nelson Saúte, com amparo de outros segmentos da sociedade, a SOMAS divulgou, ontem, uma nota vincando a sua indignação.

“A SOMAS considera a colocação de furos e tubagem da casa de banho no mural do poeta e artista Malangatana uma violação ao direito do autor, para além de denotar falta de cultura, de civismo institucional e de respeito para com as artes, não apenas da parte do CEA, mas da própria UEM”, refere um comunicado de imprensa que tivemos acesso.

O guardião dos direitos autorais no país considera que há mesmo indícios criminais e defende, deste modo, que tem de haver uma intervenção do Ministério Público.

“Um desrespeito que urge repudiar e exigir responsabilidades, não apenas disciplinares, mas o respectivo procedimento criminal pelo Ministério Público”, vincaram no comunicado.

A SOMAS deplora ainda o facto de ser numa entidade como a UEM a acontecer o que classifica de “horripilante” gesto.

“É exactamente nesta Universidade, detentora de um inestimável património cultural, e que se espera ser a instituição que cultiva e mantém viva a memória de Malangatana, enquanto filho amado da nação moçambicana, que ocorre a mais gritante e horripilante violação a cultura e legado de Malangatana e do povo moçambicano” frisa.

O ministro da Cultura e Turismo, Silva Dunduru, visitou recentemente o mural e manifestou tambem desagrado pelo que viu, tendo considerado a acção como “um atentado grosseiro às artes”.

De acordo com informações que tivemos acesso, de fontes oficiais, “o restauro do mural vai acontecer num esforço conjunto entre o Ministério da Cultura e Turismo e a Universidade Eduardo Mondlane”.

Com efeito, o Ministério da Cultura e Turismo já mandou ao local um especialista para se inteirar dos níveis de intervenção a serem levados a cabo para solucionar os danos causados ao mural.

Segundo Afonso Malace, do Museu Nacional de Arte, curador e especialista na área de conservação e restauro, o mural deverá passar por um restauro total, pois “para além dos locais furados, verificam-se lacunas na camada cromática. Isso deverá, também, ser solucionado”.

Aquele especialista disse que, neste momento, se está num processo de levantamento das necessidades e destacou a complexidade do processo.
“Temos que procurar materiais semelhantes ou iguais àqueles usados na obra original.

A indignação de Nelson Saúte
“Perante esta ultrajante imagem, perante este vitupério, perante este insulto ao Mestre, sou incapaz de redigir estas palavras de forma desapaixonada. Isto revela algo de grave. Muito mais grave do que a irresponsabilidade de um incauto canalizador. Vivemos um tempo em que o sucesso material tem concitado o entusiasmo de quem ignora a cultura. Por outro lado, não se fala nem se ensina sobre os nossos artistas. Lá fora, os miúdos vão aos museus ver as obras que estudaram na escola. Aqui existe um real desprezo pela cultura. A cultura – ou melhor, o folclore – serve para abrir comícios. Para muitos, cultura é apenas quando se levanta poeira. Dançar e cantar. Não existem outras manifestações culturais” escreveu Saúte, num artigos publicados neste jornal.

É já amanhã que Oliver Mtukudzi e Judith Sephuma vão mais uma vez actuar em Maputo. O músico zimbabwiano e cantora sul-africana vão partilhar o palco com Jimmy Dludlu e Yolanda Kakana – estrelas de Jazz da África Austral, no primeiro evento clássico organizado pelo Standard Bank e o Município de Maputo em celebração do aniversário destas duas instituições.

O evento visa promover a cultura moçambicana através da música, bem como, impulsionar o turismo nacional.

Oliver Mtukudzi e os seus parceiros de palco garantem um show memorável e de muita interação com o público. Aliás é o reencontro de artistas que têm colaboração em discos já publicados.

"Juntem-se a nós, são todos convidados. Eu sugiro que venham com sapatos de dança pois não vão só sentar e assistir. Vocês vão dançar. Dinamite é tudo quanto espero do show", referiu Oliver Mtukudzi.

"Temos boas músicas que as pessoas conhecem e outras mais que vão amar. Tal como disse o Oliver, o show ser igual a um dinamite", apontou Judith Sephuma.

Por sua vez, a dona do sucesso xiluva, Yolanda Kakana disse na conferência de imprensa havida que "seleccionamos um repertório que é o resumo dos dois álbuns e espero que a partir deste show surjam futuras colaborações".

Jimmy Dludlu, a figura de cartaz deste que é o primeiro concerto organizado pelo Standard Bank e o Município de Maputo, garante que "vai ser uma grande festa, por isso apelo que todos os fãs da música africana estejam em grande no show de amanhã".

Para além dos músicos estiveram na Conferência de Imprensa, os representantes do Ministério da Cultura e Turismo (MICULTUR) e Município de Maputo, respectivamente. Arnaldo Bimbe, representante do MICULTUR apela que mais instituições apostem na promoção da cultura como forma de impulsionar o negócio e a identidade Nacional.

A equipa do O País, ficou a saber do representante do Conselho Municipal da Cidade de Maputo, Eldorado Dabula que a capital do país já está a candidatar-se para a Rede das cidades criativas na modalidade de música da UNESCO. "Isto significa que já atingimos um patamar que gostaríamos de estar na mesa dos grandes da música ao nível de África e do Mundo e oxalá que consigamos ser admitidos e passar a receber muito mais eventos para a nossa cidade das Acácias".

O concerto está marcado para o início da noite de hoje, por volta das 19h no Hotel Polana Serena, e já conta com cerca de 800 pessoas.

 

“Casa dos estudantes do império – Subsídios para a História do seu período mais decisivo (1953 a 1961)”, de Hélder Martins, será lançado, num acto público, no dia 30, às 17 horas, em Maputo, no Centro Cultural da Universidade Eduardo Mondlane.

Filipe Gaspar Matusse (Presidente da AMEAM), Fernando Vaz (autor do prefácio e ex-Presidente da CEI), Mário Machungo (ex-Presidente da Mesa da Assembleia Geral da CEI) e o historiador Luís Filipe Pereira, para além do Director Geral do Grupo Leya para Moçambique, Pedro Macedo, Serão oradores neste evento

O livro já está à venda nas livrarias, no país.

Dado que o tema é de tão grande interesse, não só no país, como em todos os PALOPSs e em Portugal, onde vive uma grande população africana, o livro foi também editado em Portugal, pela Editora Caminho do Grupo Leya, onde se encontra à venda. Por outro lado, o livro está à venda também em Angola e está previsto que será comercializado em Cabo Verde.

Neste livro, o autor utilizou as suas memórias de activista da CEI, mas sobretudo fez um importante trabalho de pesquisa histórica, o que lhe permitiu documentar o seu texto com muitas fotos e digitalizações de documentos, nomeadamente, com as digitalizações dos Diários do Governo com as decisões administrativas sobre a CEI. Ele revela, neste livro, a verdadeira data e circunstâncias da criação da CEI, bem como descreve a complicada luta para pôr fim à 1ª Comissão Administrativa. O autor também põe em evidência, com grande detalhe, o trabalho realizado pelas cinco direcções democraticamente eleitas pelos estudantes, entre Fevereiro de 1957 e Dezembro de 1960. A sua aturada pesquisa histórica permitiu-lhe afirmar que nunca houve nenhuma decisão administrativa a legalizar o encerramento da CEI.

O autor faz, igualmente, um trabalho de análise sobre as circunstâncias e o ambiente, nacional e internacional, em que as medidas administrativas das autoridades coloniais-fascistas relativamente à CEI foram tomadas e mostra a importância da luta dos estudantes para a conquista dos seus direitos associativos.

O autor analisa a influência da CEI na Luta de Libertação de cada uma das ex-colónias portuguesas e conclui que foi em Moçambique que a influência da CEI foi menos intensa.

Sempre apoiado no rigor dos factos históricos, o autor desmistifica alguns mitos que se criaram à volta da CEI.

Esta nova obra de Hélder Martins é lançada sob a chancela da Leya Moçambique (Texto Editores, Lda) e Associação dos Médicos Escritores e Artistas de Moçambique (AMEAM).

 

A Associação Cultural Girassol realiza, no dia 29, no Camões – Centro Cultural Português, em Maputo, um colóquio que vai juntar os Organizadores do Festival Internacional Teatro de Inverno (FITI), actores, estudantes de teatro e de produção, representantes das instituições governamentais, jornalistas culturais e académicos. O encontro tem como objectivo analisar o papel do FITI na promoção e desenvolvimento do teatro em Moçambique.

Tendo como orador principal o académico Nataniel Ngomane, além dos co-oradores Geraldo Mutuque, docente do IsArC; Maria Atália, docente da ECA e encenadora; Joaquim Matavel, coordenador do Girassol e do FITI; a moderação será feita pelo Filósofo Dionísio Bahule, e também pretende discutir temas específicos relacionados com a produção e realização de festivais; recolher as sensibilidades dos actores em relação ao FITI; discutir a viabilidade de institucionalização do FITI e discutir o papel das instituições governamentais, públicas e privadas no apoio ao FITI e no desenvolvimento do teatro no país.

 

O Centro Cultural Franco-Moçambicano acolhe, no dia 1 de Dezembro, às 20:30h, o espectáculo “Ximbombo, o rufar dos tambores”, em homenagem a Casimiro Nhussi.

“Ximbombo, o rufar dos tambores”  é um espectáculo que a Companhia Nacional de Canto e Dança (CNCD) apresenta para encerrar a sua temporada 2017 em homenagem a Casimiro Nhussi, um dos maiores ícones de dança moçambicana, que se notabilizou como bailarino, professor, coreógrafo e director artístico desta companhia.

O espectáculo que comportará o resumo das principais obras desta companhia nos domínios da música, canto e dança e com realce das obras de Nhussi.

Para além da dança corporizada pela sua companhia Nafro Dance, tem vindo a destacar-se como músico e já gravou três álbuns, o último dos quais dá nome a este espectáculo, cuja música ganhou direito por votação popular a estar no final do Ngoma Moçambique, para além de ter sido nomeado pelos Canadian Music Awards.

É em reconhecimento destes feitos, da sua carreira brilhante e coincidindo com a celebração dos 35 anos da carreira daquele que foi seu primeiro bailarino, que a Companhia Nacional de Canto e Dança brinda o público com este maravilhoso espectáculo.

 

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