O País – A verdade como notícia

A Banda Kakana diz estar a preparar “várias surpresas”, a par dos êxitos dos seus dois álbuns, para fazer do festival Standard Bank Acácia Jazz um evento memorável.

Segundo avançou a vocalista da banda, Yolanda Chicane, o agrupamento encontra-se, “domado pelo espírito de shows”, fundamentalmente por ter lançado, recentemente, o seu mais novo trabalho discográfico, intitulado “Juntos”, que é, na verdade, a continuidade do álbum “Serenata”, sendo todavia mais acústico e com reforço de mensagens que destacam o amor, a paz e os grandes valores morais.

Ao detalhe, a vocalista e líder da banda assegurou que, tratando-se de um festival de jazz, a Banda Kakana irá brindar os amantes deste género musical, o jazz, “sem, no entanto, descurar os estilos que nos caracterizam e pelos quais o público identifica-nos, como a Marrabenta, a Mutimba e outros ritmos misturados”.

“Iremos apresentar alguns temas do novo disco, Juntos, bem como do antigo, Serenata. Temos, ainda, algumas surpresas preparadas”, referiu, acrescentando que o público que se fará presente, irá indubitavelmente encontrar o melhor que a Banda Kakana tem por oferecer.

A respeito da primeira edição do grande festival Standard Bank Acácia Jazz, evento que encerra, no dia 30 de Novembro, o mês de celebração dos 130 anos da Cidade de Maputo, Yolanda Chicane destacou a sua importância para a capital do país.

“É uma excelente iniciativa do Standard Bank que, olhando para a sua designação, nos remete para a Cidade de Maputo, a cidade das acácias. Julgo que a capital do País é merecedora desta homenagem”, manifestou.

Refira-se que o espectáculo esta agendado para o próximo dia 30 de Novembro, na capital do país.
 

A Livaningo cartão d´arte regressa ao universo editorial dois anos depois, já como Kuvaninga, com duas obras a lançar e um documentário. Trata-se da colectânea de poesia intitulada Meu reflexo, do jovem moçambicano Mijoma (pseudónimo de Miguel Maputso) e do livro de contos designado A Vingança de Jesus Cristo, do escritor e docente universitário Osvaldo das Neves. As duas obras, a última saindo pela segunda vez, serão lançadas no dia 23 deste mês, no Centro Cultural Brasil-Moçambique, em Maputo, a partir das 18h.

Meu Reflexo conta com o prefácio e apresentação de Osvaldo das Neves. A obra de Das Neves, por sua vez, será apresentada pelo professor brasileiro de Literatura Brasileira na Faculdade de Letras e Ciências Sociais da UEM, José Pessoa.

À cerimónia, adiciona-se o lançamento de um documentário que retrata os cinco anos da editora – as oficinas de produção, os membros, os primeiros e os mais significativos escritores publicados e os parceiros que foram colaborando com a editora desde os primeiros passos.

Além disso, conta-se com um recital de poesia do declamador moçambicano Negro; a representação do texto que dá o título ao livro A Vingança de Jesus Cristo por parte do grupo teatral Katchoro e que conta com a encenação do actor Diaz Santana e um momento musical com a banda liderada pelo músico San Lo. 

 

Os livros

Meu Reflexo, de Mijoma (Miguel Maputso).

É uma colectânea inédita de 54 poemas, em que o sujeito poético propõe-nos uma reflexão sobre várias coisas “estranhas” que acontecem no quotidiano. Tal como sustenta Osvaldo das Neves no seu prefácio ao livro, “em nada adianta acusá-lo de falho de metáforas e demais subterfúgios linguísticos. Para um mundo cruel, basta uma linguagem crua, que nos diga aquilo no que o materialismo exacerbado nos transformou: seres solitários, incapazes de experimentar o amor, embora o almejemos em potência e sempre em terras de longe”. Num outro momento da sua apreciação, das Neves caracteriza Mijoma como profeta, aquele que muito diz, mas ainda “oculta nos versos os males que ainda estão por vir” e aconselha: “escutá-lo um pouco mais levar-nos-á a formas outras de reinventar a vida.”

 

A Vingança de Jesus Cristo, de Osvaldo das Neves

É uma colectânea de contos publicada pela primeira vez em Setembro de 2015. Regressa, dois anos depois, também com o regresso da editora, por ter sido o livro mais vendido e que até agora é deveras procurado. Segundo Suleiman Cassamo, nas suas notas sobre o livro, “A Vingança de Jesus Cristo faz jus ao título da obra. É o conto mais longo de todos, com nove páginas, mas, a sua duração não massa o leitor. Chega até a ser escassa, porque bem escrito. Um velho espevitado pelo vinho e pela insaciável curiosidade do neto – estão os dois junto a fogueira – narra a morte de Cristo.

O grande fórum MOZEFO, que arranca amanhã, vai ser marcado por animação cultural de diversos grupos. Nesta manhã, o Centro de Conferências Joaquim Chissano  foi espaço para o último ensaio, no qual os artistas aprimoraram todos os detalhes para que no arranque do evento não falte nada.

Moreira Chounguiça, que falava em representação dos grupos culturais, referiu que tudo está aposto para que o casamento entre a cultura e o MOZEFO seja de facto uma realidade. O saxofonista recordou que dos grupos culturais esperados o destaque vai para a Companhia Nacional de Canto e Dança. "Nenhum detalhe deverá falhar e ao longo das últimas semanas trabalhamos neste sentido. Apenas vamos esperar pela hora para que todo o trabalho feito nos ensaios venha se repercutir na hora do arranque do grande fórum MOZEFO, quando os artistas subirem ao palco".

O detalhe ora preparado não será para menos, até porque o Chefe do Estado, Filipe Nyusi, vai fazer a abertura do evento.

O reportório de artistas é bastante grande, sendo que o destaque vai para o próprio Moreira Chounguiça, Alvim Cossa, Lizha James e o conceituado grupo Companhia Nacional de Canto e Dança. "Vai ser uma celebração da diversidade cultural moçambicana, desde o que a gente tem de nosso tradicional, rituais do Norte de Moçambique, Centro e Sul". Chounguiça referiu num outro desenvolvimento que os artistas que vão subir ao palco irão levar uma vertente futurística da cultura moçambicana, tendo em conta que, segundo explicou, será um momento de juncão de várias gerações de artistas.     

Enquanto o segundo grande fórum MOZEFO não começa, ainda esta manhã, a SOICO leva à juventude o segundo dia de MOZEFO Young Leaders, evento inaugurado ontem pelo Ministro da Juventude e Desportos, Alberto Nkutumula. No primeiro dia do Young Leaders, os jovens puderam dialogar com o antigo Primeiro-Ministro de Cabo Verde, José Maria Neves, e com o antigo Vice-Primeiro-Ministro de Protugal, Paulo Portas.

O músico português Rui Veloso já está em Maputo para actuar no último dia do segundo Grande Fórum MOZEFO. Num breve contacto com a Stv, Veloso disse estar com muita expectativa e revelou o seu amor por Moçambique.

Desembarcou no aeroporto internacional de Maputo logo cedo e já sentiu o calor tropical, que antecipa a atmosfera que o espera no concerto. Não é a primeira vez que vem actual em Moçambique, mas a expectativa é sempre a mesma.

Rui Veloso diz que a cultura é algo sério, por isso a sua incorporação neste Grande Fórum MOZEFO é um sinal de valorização dos artistas.

Uma aposta, que para já está garantida neste evento que promete debates acesos sobre vários temas da vida económica e social, tendo como foco o conhecimento.

A YODINE Produções apresenta de 21 a 26 deste mês a 7ª edição da Plataforma Internacional de dança contemporânea – KINANI. Re-conectando identidades, a plataforma pretende questionar o lugar do tradicional na linguagem contemporânea artística e na formação de identidades no contexto de globalização acelerada. A programação do evento tem como base criações provenientes de residências artísticas onde jovens coreógrafos contemporâneos e grupos de dança tradicional colaboraram com o objectivo de diluir as fronteiras que separam ambas linguagens.

O programa da 7ª Edição do KINANI conta com 25 espectáculos de dança e instalações oferecidos por 50 coreógrafos e artísticas provenientes de 14 países: Moçambique, Portugal, Estados Unidos da América, França, Zimbabwe, Quénia, Espanha, Ilha Comores, Burquina Faso, Namíbia, Andorra, Congo e Madagáscar. O grande destaque internacional vai para Vera Mantero, renomada artista Portuguesa que tornou-se um dos nomes centrais da Nova dança portuguesa, tendo iniciado a sua carreira coreográfica em 1987 e mostrado o seu trabalho pelo mundo.

De Moçambique, o destaque vai para Panaíbra Canda, recentemente distinguido pela revista alemã TANZ na categoria “novas promessas para o futuro da dança 2017”.  O universo feminino nacional será representado por Katia Manjate, Edna Jaime, Rosa Mário e Marina Tembe que apresentam diversas temáticas que colocam o quotidiano em questionamento.

As salas do Centro Cultural Franco-Moçambicano, Teatro Avenida, Museu de Pescas, terão sessões diárias entre às 18, 19 e 20 horas nas diferentes salas e o 4º Andar (espaço alternativo) a partir das 17 horas do dia 25.

A iniciativa conta com o apoio Instituto France, Camões – Centro Cultural Português, Prohelvetia, a Agência Suíça para o Desenvolvimento e Cooperação, o Centro Cultural Franco-Moçambicano (CCFM), a Fundação para o Desenvolvimento das Artes e da Comunicação (FUNDAC), Europcar e o Festival TheatherFormen.

 

 

 

O instrumentista brasileiro Yamandu Costa brindou, ontem, aos citadinos de Maputo com alguns números musicais. O evento decorreu numa das salas do Conselho Municipal de Maputo e enquadrou-se no Festival Internacional de Jazz de Maputo.

A sala nobre do Conselho Municipal ficou pequena para várias figuras que testemunharam ao espectáculo do músico brasileiro Yamandu Costa. Afinal não era para menos. Era o Jazz a cruzar culturas, pelos caminhos do Festival Internacional de Jazz de Maputo.

Yamadu levou os presentes a viajarem por uma mistura de ritmos do Brasil, convergidos em um género musical: o Jazz.

E mesmo para fazer jus à ideia de que o Jazz não tem fronteiras, ao brasileiro Yamandu Costa juntou-se o moçambicano Moreira Chonguiça.

Moreira Chonguiça, patrono do projecto More Promotions, responsável pela vinda de Yamandu ao país, disse que o evento ajuda a colocar Moçambique na rota internacional da cultura e turismo.

Filho da cantora Clary Marcon e do multi-instrumentista e professor de música Algacir Costa, Yamandu começou a estudar violão aos sete anos de idade com o pai, líder do grupo Os Fronteiriços.

Yamandu toca estilos diversos como choro, bossa nova, milonga, tango, jazz, samba e chamamé, difícil enquadrá-lo em uma corrente musical principal, dado que mistura todos os estilos e cria interpretações de rara personalidade no seu violão de sete cordas.

Foram “embalados” pelos sons de Yamandu, ontem, membros do Governo, embaixadores, diplomatas, empresários, entre outras personalidades.

 

 

A Temporada de Música Clássica chegou ao fim. O Xiquitsi encerrou sábado à noite, no Centro Cultural da Universidade Eduardo Mondlane, em Maputo, depois de três séries que marcaram o ano, em Maio, Agosto e no mês em curso, com mais de 50 concertos realizados ao longo de 2017.

O último concerto da iniciativa realizada pela Associação Kulungwana, há quatro anos, teve a direcção do maestro português Cláudio Ferreira, artista com altas credenciais em termos de percurso musical e em termos de academia, não fosse o facto de possuir dois mestrados: um no curso de Pedagogia do Instrumento e outro em Teoria e Formação Musical. E o currículo de Ferreira não deixou margem para dúvidas no concerto. Como se impunha, a orquestra actuou ao mais alto nível, com emoção, traduzindo por via da música cada sentimento dos integrantes que se elevava com disciplina colectiva.

A Noite Clássica tal como o concerto de abertura desta série, valorizou a celebração dos 130 anos da cidade de Maputo, uma homenagem à capital do país que, na verdade, começou no início do ano, com o arranque da primeira série de concertos da temporada. Por isso, à imagem da primeira série, em particular no concerto de sábado, não faltou a interpretação da obra “Cidade menina”, música escrita por um dos maiores escritores de língua portuguesa: Mia Couto, e musicada por Hortêncio Langa. “Cidade menina” é a forma como o Xiquitsi olha para Maputo, uma cidade com cor, talentosa, artística e que mexe com as pessoas.

Ainda sob a direcção do maestro Cláudio Ferreira, músicos como Carlos Pereira, Xixel Langa, Maya Egashira, bem sintonizados com os alunos do Xiquitsi, casos de Márcia Massicame, Timóteo Bene Júnior, Manuel Matsinhe, Francisco Fumo e  António Nhancale, ecoaram ao público outros sons clássicos, durante aproximadamente hora e meia: “Jiga”, “Ostinato” (G. Holst – St. Paul’s Suite); “Hombra Mai Fu, para tenor e orquestra de corda” (G. F. Haendel); “Dry Your Tears Africa, do filme ‘Amistad” (J. Williams/ Bernard Dadie) e “Ave Verum” (Karl Jenkins).

E porque o Xiquitsi forma autores de elevada qualidade, o aluno do projecto, Estevão Chissano, com a sua “Missa Kyrie, Glória, Credo, Sanctus e Agnus Dei”, teve a prestigiada missão de encerrar a série (a obra do mesmo aluno inaugurou a temporada deste ano) que, na véspera, levou aos ouvidos do auditório do Centro Cultural da UEM uma mistura de música clássica com a popular.

A última série de concertos da Temporada deste ano teve a valiosa contribuição para além da Orquestra e Coro Xiquitsi do músico Stewart Sukuma, acompanhado pela banda Nkhuvu. Foi um concerto como nunca se viu nesta “Cidade menina”, um concerto para cantar a capital, mas também serviu para realizar um sonho de Sukuma: cantar com uma orquestra.

Para Kika Materula, Directora Artística do Xiquitsi, a presente edição da temporada de música clássica foi especial por ter celebrado 130 anos da cidade de Maputo. Para Materula, o Xiquitsi é um projecto inovador e tem êxito, afinal, fez renascer a música clássica no país. A líder artística do projecto, enalteceu as parcerias que a Kulungwana tem estado a firmar para tornar o Xiquitsi cada vez mais credível, com resultados que se espelham através da deslocação de alunos moçambicanos para fora do País e músicos estrangeiros para Moçambique.

O Xiquitsi é uma iniciativa que tem merecido atenção do Conselho Municipal de Maputo, numa parceria conjunta com a Kulungwana, de tal modo que o Edil de Maputo, David Simango, reforçou que o Projecto Xiquitsi constitui um sinal óbvio de que a cidade das acácias está a crescer.

A Temporada do Xiquitsi 2017 que este ano celebrou os 130 anos da Cidade de Maputo, encerra com compromisso de celebrar em 2018 os cinco anos deste projecto que junta músicos profissionais e principiantes sem olhar para cor nem etnia. “O ano que vem será ainda mais intenso”, promete a organização.

 

 

 

Hilário da Conceição, Roberto Chichorro, Ricardo Chibanga e Mário Albuquerque, são as personalidades moçambicanas que foram homenageados, na passada sexta-feira, pela Câmara de Comércio Portugal-Moçambique (CCPM). 

Figuras ímpares da cultura e desporto, sendo Hilário da Conceição ex-futebolista; Mário Albuquerque ex-basquetista; Roberto Chichorro artista plástico e Ricardo Chibanga ex-toureiro.

Segundo o comunicado do sítio electrónico da CCPM, estas quatro individualidades são reconhecidas pela simpatia, camaradagem, valores que a organização do evento considera fulcrais.  

Durante a cerimónia de homenagem foram projectados filmes que ofereceram momentos especiais aos que estiveram presentes.
Os homenageados aceitaram o gesto com agrado. Para Roberto Chichorro é uma homenagem que vem em boa hora. “É sempre bom sermos lembrados”, afirmou.

Por sua vez, Hilário da Conceição diz que é um duplo orgulho e uma dupla satisfação serem homenageados em vida. “Tudo que é homenagem sabe bem”, referiu. 

De realçar que dos quatro homenageados, Mário Albuquerque é o único que nasceu em Portugal.

Perfil dos Homenageados
Considerados por muitos um dos melhores basquetebolistas português, Mário Albuquerque, agora com 73 anos de idade, passou a sua infância em Moçambique, para onde se mudou aos 5 anos de idade. Aos 16 anos de idade iniciou-se na prática do basquetebol ao serviço do Sporting Clube de Lourenço Marques. Transitou para os seniores logo aos 17 anos, onde se manteve até à época de 1973/74. Ganhou 11 vezes o campeão distrital de Lourenço Marques e 10 vezes o provincial de Moçambique, uma Taça de Portugal e três campeonatos nacionais. Em Portugal, conquistou quatro taças de Portugal e três campeonatos nacionais e como treinador, duas Taças de Portugal e dois campeonatos nacionais.

Ricardo Chibanga, nascido em Moçambique, foi nome sonante nos anos 60 e 70 nas arenas portuguesas e mundiais. O toureiro moçambicano foi um fenómeno que percorreu as arenas de todo o mundo, aplaudido por Pablo Picasso e Salvador Dali, e reconhecido pela sua coragem e destreza diante dos touros, formando com a Amália Rodrigues e Eusébio (seu amigo de infância) o triunvirato dos embaixadores de prestígio de Portugal na época.

Roberto Chichorro, 76 anos, nascido em Lourenço Marques (actual Maputo), vive em Portugal desde 1986. Fez a sua primeira exposição há 50 anos, suas obras encontram-se espalhadas em diversas instituições, como o Museu de Arte Contemporânea, em Lisboa, e o de Luanda.

Ilustrou vários livros, com destaque para o poeta José Craveirinha. O pintor recebeu vários prémios, Prémio Aquisição em Luanda; Menção Honrosa em 1987, no Casino Estoril e 1991 Menção Honrosa na Bienal de Óbidos.  

Suas telas retratam a luta armada nos tempos da Revolução em Moçambique e a repressão social entre os anos 40 e inícios dos anos 70 e o colorido e a vivacidade das gentes africanas num tom carregado de poeticidade e onirismo.

Hilário da Conceição, já com 78 anos de idade, foi para Portugal em 1958. Contratado para jogar futebol no Sporting de Lisboa, passado uma semana estava a jogar na primeira categoria do Sporting e passado um mês estava na selecção nacional portuguesa. Considera-se o jogador que mais anos jogou no Sporting e que mais jogos fez na história do clube. 
Tem 15 anos como profissional de futebol no Sporting, efectuou 627 jogos.

Como treinador tem muito orgulho, porque passaram pelas suas mãos os melhores jogadores do mundo e melhores europeus como: Cristiano Ronaldo, Simão Sabrosa, Rui Patrício, Ricardo Quaresma, entre outros.

O filme moçambicano “Comboio de Sal e Açúcar”, do realizador Licínio Azevedo, foi o grande vencedor do Festival Internacional de Cinema de Carthage, na Tunísia, que encerrou no último sábado, onde recebeu quatro prémios.

O filme ganhou o “Tanit de Ouro” (Trofeu de Ouro) para a melhor longa-metragem de ficção, o prémio da Federação Internacional de Críticos de Cinema e o prémio para a Melhor Imagem.

O “Tanit de Ouro” foi entregue ao realizador em cerimónia de gala no Teatro Municipal de Tunis pelo Ministro da Cultura da Tunísia.

Foram exibidos no festival, em diversas salas de cinema, sempre lotadas, 170 filmes de países árabes e africanos, sendo que 14 participaram da competição oficial de longa-metragens de ficção.

Curiosamente, o filme moçambicano que recebeu o primeiro prémio no Festival de Carthage tem como co-produtora a empresa sul-africana Urucu Media que é a produtora do filme que recebeu o Trofeu de Prata, para o segundo melhor filme, “A Ferida”, do realizador sul-africano John Trengove.

O filme moçambicano, que concorre neste momento ao Oscar para Melhor Filme Estrangeiro, já recebeu vários outros prémios internacionais.

 

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