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O País – A verdade como notícia

A editora Kuvaninga Cartão d’Arte realiza, esta sexta-feira, um sarau cultural com vista a lançar livros de poesia escritos e produzidos manualmente por alunos a viverem na Aldeia SOS-Maputo. O evento a iniciar às 14h terá como animação poesia, dança, canto e teatro por parte das crianças e do grupo convidado Teatro em Casa. Este é o quinto e último dia de actividades que a editora que produz livros com capa de cartão leva a cabo na naquela instituição qe acolhe crianças necessitadas.

Antes, das 10h às 13h, haverá oficina de cosedura de livros de cartão e apresentação de uma peça teatral e, posteriormente, conversa com o grupo Teatro em Casa.

É pela quarta vez que a Kuvaninga lança livros virados a um público de palmo-meio, numa plataforma denominada Projecto-Escola, em que um dos grandes objectivos é levar o livro às escolas e centros infantis e fazer com que sejam eles mesmos os autores dos textos e os criadores dos livros. Desta forma, tal como assume Fátima Furuma, Oficial de Educação da Aldeia SOS, num texto que consta do livro, esta actividade procura estimular o raciocínio e a inteligência humana; contribui para a formação da personalidade do indivíduo e a formação pelo gosto; desenvolve, no indivíduo, a percepção, a imaginação e a observação. Furuma diz ainda que se tratando de um orfanato, onde existem crianças de várias etnias e culturas, a arte pode desenvolver nelas habilidades que contribuam no seu processo educativo, no seu dia-a-dia, bem como na escolha de uma profissão.

São mais de 30 alunos, dos 9 aos 19 anos, que produziram poemas à margem dos temas como HIV/SIDA, Direitos da Criança, igualdade de género, preservação do meio ambiente e sobre a Paz. Para que pudessem ter mais subsídios sobre os temas em causa, foram exibidos diversos vídeos que abordam essas questões e houve conversa com os mesmos. A seguir, cortaram e pintaram o papelão e coseram-no com o miolo.

Esta actividade, com o lema “Livro para saber Ler, Reciclar e Ser”, contou com os apoios do Observatório Cultural de Moçambique (Ocultu) e a Cooperação Suiça, e teve como parceiro a Aldeia de Crianças da SOS-Maputo.

 

O Auditório Vinicius de Moraes no Centro Cultural Brasil-Moçambique (CCBM) foi minúsculo para acolher o concerto agendado para noite desta quinta-feira. E não era para menos, quando se tinha como músico Stewart Sukuma, quem, aliás, mostrou que a sua praia não só é marrabenta; a sua actuação centrou-se na Música Popular Brasileira (MPB), com um pouco, claro, do seu tempero. 

Acompanhado de banda, Stewart não apenas cantou, mas encarnou Djavan, para trazer aos presentes o que de melhor há na MPB. Sukuma disse-se honrado por interpretar artistas que desde cedo o inspiraram.

Mas enfim… ladainhas à parte e vamos ao concerto, ou melhor, espectáculo, porque afinal de contas, é isso que foi… 

Para o "welcome drink", Stewart Sukuma serviu “Mera Luz”, do músico que o fez brilhar durante a noite, Djavan… E depois? Veio das mais populares do Brasil: “Garota de Ipanema”, de Caetano Veloso, que serviu para o público mostrar que estava presente. 

Entre Djavan, Caetano Veloso, Gilberto Gil, entre outros, Stewart Sukuma foi interpretando vários sons, até chegar ao momento, aliás a um dos momentos, porque foram várias as músicas que levaram o público a viajar pela terra do samba à moda moçambicana. 

Entremos então para o tal momento: É verdade que diplomatas só tratam de acordos e cooperações e não cantam? "Mas que nada", engane-se quem  pensou que sim…. Stewart Sukuma convidou ao palco o embaixador do Brasil, Rodrigo Soares, que, como bom anfitrião, mostrou que sabe fazer as honras da casa: ao som de Jorge Ben Jor fez o dueto de "Mas que nada" com o convidado, para alegria do público.

Na sua apresentação, Sukuma não só ganhara um parceiro para si, mas também para a sua banda… Quando interpretava "Flor de Lis", de Djavan, o músico convidou a um dos presentes para explicar a história da música e eis que este trazia um Pandeiro (instrumento musical). Depois da explicação, foi convidado a permanecer no palco. E concerto foi acontecendo…

Para encerrar a noite, Stewart Sukuma preparara uma 'fuga colectiva' ao som de Gilberto Gil; o tema "vamos fugir" colocou todos a fugirem, sem, no entanto, sair do lugar… A música com a qual o artista esperava terminar a noite foi cantada e dançada por todos.

Quando ia abandonar o palco, veio o pedido do público: mais uma, mais uma… e a sortuda, é sempre ela…"Felisminha", que no final, também recebeu o tempero brasileiro com o pandeiro do "estagiário" da banda.

 

O músico Stewart Sukuma tem um espectáculo marcado para noite desta quinta-feira, no qual fará interpretações ao seu estilo de diversos artistas e temas brasileiros, em única apresentação no Centro Cultural Brasil-Moçambique, na cidade de Maputo. A actuação de Sukuma vai começar a partir das 19h, e o evento marcará o encerramento da programação cultural do Centro Cultural para este ano.

De acordo com uma nota de imprensa enviada à nossa redacção, com 32 anos de carreira, Stewart Sukuma “é unanimemente considerado o mais dinâmico músico da actualidade moçambicana e um símbolo da cultura de Moçambique e da preservação da Marrabenta”. E o comunicado lembra ainda que, desde 1997 até hoje, o antigo integrante de Orquestra Marrabenta Star, Alambique, Mbila e Formação 82, gravou vários trabalhos discográficos, com participações de conceituados músicos de todo o mundo, e é convidado a partilhar o palco com os maiores nomes da música internacional, tendo, com a sua Banda Nkhuvu (fundada pelo músico e já com sete anos de existência) importantes tournées em África, Europa, Ásia, Estados Unidos, América Latina e Caraíbas.

Além da arte de cantar, o músico que leva um pedaço da América Latina ao Centro Cultural Brasil-Moçambique é activista social por causas humanitárias. É este o artista que vai subir ao palco do CCBM, depois de, mês passado, ter cantado pelos 130 anos da capital do país, na última série da temporada de música clássica, Xiquitsi, realizado pela Associação Kulungwana.

 

 

Uma delegação de artistas moçambicanos partiu, segunda-feira, com destino a Cuba, para apresentar a primeira exposição de artes, denominada “Arte moçambicana em Cuba”, a ser inaugurada sexta-feira. A exposição, composta por 60 obras, entre pintura, escultura, gravura, cerâmica e artesanato de artistas de todo o país, decorrerá na Cidade de Havana, capital cubana, e terá a duração de 60 dias.

A missão moçambicana para este evento é dirigida pelo Secretário Permanente do Ministério da Cultura e Turismo, Domingos Artur, que vai procurar internacionalizar a arte e cultura moçambicana.

Domingos Artur, falando na passada sexta-feira, numa conferência de imprensa decorrida no Ministério da Cultura e Turismo, sobre a exposição, disse que as artes são um factor de intercâmbio cultural dos povos.

“As pessoas estão sedentas em conhecer a cultura africana, uma vez que as povoações cubanas são compostas maioritariamente por povo africano e a perspectiva destes é ver exibida o que Moçambique tem de melhor”, disse o Secretário Permanente.

Segundo a fonte, a exposição poderá abrir portas para que as obras sejam conhecidas internacionalmente e apareçam promotores com interesse em expô-las noutros cantos do mundo.

O Secretário Permanente do Ministério da Cultura e Turismo disse ainda que farão de tudo para tirar maior benefício desta deslocação, aproveitando nesta única viagem mostrar o grande leque criativo dos moçambicanos, e provar aos cubanos que em Moçambique há artistas com um potencial artístico muito forte.  
Ídasse Tembe, que também faz parte da delegação, em representação dos artistas, disse que os laços entre Moçambique e Cuba são seculares e a ida àquele País americano servirá também para firmar contactos com os artistas locais.

No prefácio do catálogo, da exposição, Silva Dunduro, Ministro da Cultura e Turismo, escreve que “a realização desta exposição resulta das históricas relações de amizade entre Moçambique e Cuba, há longa data. Adiantando que é no âmbito destas relações que o Ministério da Cultura e Turismo e o Ministério da Cultura de Cuba firmaram recentemente um comprometimento em promover acções com vista a assegurar uma contínua revitalização das relações de amizade e cooperação entre os dois países e povos, em particular no que se refere às actividades artístico-culturais, no âmbito da visita presidencial realizada a Cuba em Junho deste ano”.

Ainda no âmbito desta parceria, estão em curso programas de interacção entre as instituições dos dois países nas áreas de cinema, pesquisa e divulgação do património cultural, financiamento à cultura, ensino artístico, intercâmbio entre artistas e promotores de eventos culturais.

Em paralelo à exposição, serão realizadas palestras, debates sobre arte moçambicana, assim como oficinas/ateliers como forma de troca de experiências entre artistas moçambicanos e os cubanos.

 

O final do ano está a alguns passos. No entanto, antes de 2017 ir-se embora, o Museu Nacional de Arte, na capital do país, organiza a “Exposição anual MUSART 2017”, cuja inauguração terá lugar na sua sede esta quinta-feira, a partir das 18h.

Desta vez, a “Exposição anual MUSART 2017”, que estará patente nas paredes do Museu Nacional de Arte até 11 de Fevereiro de 2018, junta os seguintes autores: Achaúque, Alex Dunduro, Amisse, Augusto Aliasse, Bata, Binda, Chaná, Éneas, Famós, Fernando Machiana, Fornasini, Jonas Tembe, Kumallemo, Mahazul, Makamo, Mankew, Matomo, Mendonça, Mirel, Mugime, Muiangane, Naguib, Nené, Newton Johanet, Norberto, P. Simbine, Pekiwa, Reinata Sadimba, Rivaldo, Sebastião Matsinhe e Tsenane.

A exposição estará aberta ao público de terça a sexta-feira, das às 11h às 18h, e, aos sábados, domingos e feriados, das 14h às 18h.   

Jorge Dias é o artista vencedor da 4ª edição do programa de Residência Artística para Artes Visuais e Fotografia, em Lisboa, de acordo com uma nota enviada pelo Camões – Instituto da Cooperação e da Língua. 

Concebido ao abrigo do protocolo de cooperação celebrado entre a Câmara Municipal de Lisboa e o Camões – Centro Cultural Português em Maputo, o programa destina-se a artistas visuais e/ou fotógrafos, de nacionalidade moçambicana ou residentes em Moçambique, há mais de dez anos, que já tenham currículo na área e pretendam desenvolver um projecto coerente, consistente com o seu percurso artístico, pertinente na proposta de relação com a cidade de Lisboa e com reconhecido interesse no âmbito da arte contemporânea, informa o documento daquela instituição.

O Júri constituído por Jürgen Bock (curador independente convidado), Manuel Veiga (Câmara Municipal de Lisboa) e Alexandra Pinho (Camões – Centro Cultural Português em Maputo) avaliou onze candidaturas, uma das quais da cidade da Beira, e decidiu por unanimidade seleccionar a proposta de trabalho de Jorge Dias, pelo excelente currículo e mérito de trabalho desenvolvido ao longo da carreira artística, mas também pela sua pertinência e adequação à lógica de criação artística contemporânea que se pretende privilegiar neste programa.

O Júri considerou que a proposta de trabalho apresentada, constitui um efectivo projecto de pesquisa e questionamento, demonstrando um elevado grau de maturação e coerência com o percurso artístico do candidato.

Jorge Dias estudou Cerâmica na Escola Nacional de Artes Visuais, em Maputo, e Escultura na Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Brasil). É membro fundador do Movimento de Arte Contemporânea de Moçambique – MUVART e, actualmente, é director e docente na Escola Nacional de Artes Visuais, na capital do país

Dias Expõe regularmente desde inícios da década de 1990, tendo realizado exposições individuais em diversas instituições, entre as quais se destacam as seguintes: Museu Nacional de Arte (com Gemuce, Maputo, 2005); Centro Cultural de Lagos (com Nelson Leirner, Lagos/Portugal 2005); Centro Cultural Franco-Moçambicano (Maputo, 2007 e 2015); Camões – Centro Cultural Português (Maputo, 2010); Espaço Fundação PLMJ (com Lino Damião, Lisboa/Portugal, 2012), Mediateca do BCI (Maputo, 2014), Plano das Coisas (Maputo, 2017).

O artista participou em várias exposições colectivas, entre as quais se destacam: Réplica e Rebeldia (2007); Lisboa-Luanda-Maputo na Galeria Torreão Nascente da Cordoaria Nacional (2007); Anganza África na October Gallery (2008); Bienal de S. Tomé e Príncipe (2008); Africa Now na Sede do Banco Mundial (2009); África 2.0 na Influx Contemporary Art (2012).

Igualmente, Dias trabalhou como curador no Museu Nacional de Arte, em Maputo (2007-2010), e participou, também na área da curadoria, em vários projectos a nível nacional e internacional, entre os quais se destacam: Feira de arte ARCO´06 (Madrid/Espanha, 2006); Feira de Arte Lisboa (Lisboa/Portugal, 2004 e 2008); Expo Arte Contemporânea Moçambique (Maputo, 2004/06/08/10); como co-curador na Bienal TDM A Máquina Que Queria Voar (Maputo, 2007) e na Bienal TDM Espaços de Hoje: desafios e limites (Maputo, 2009).

Escreve sobre a produção da arte em Moçambique desde 2003 e contribui para a teorização das produções mais recentes, tendo publicado artigos nos jornais Notícias, Meianoite e O País, no blog do MUVART e na revista Artecapital (Portugal).

Jorge Dias será o artista em residência em Lisboa, entre 1 e 31 de maio de 2018.

 

Uma vez mais, o rapper Azagaia e a banda Os Cortadores de Lenha voltam a juntar-se para um espectáculo musical. Desta vez, depois da actuação na praia da Costa do Sol, no passado dia 1, o próximo local do espectáculo é o Centro Cultural Franco-Moçambicano (CCFM), na cidade de Maputo.  

Na verdade, o espectáculo designado “Probidade pública – uma narrativa audiovisual” vai servir para encerrar as actividades do Franco-Moçambicano, relativas a este ano. Assim, a partir das 20h30 da próxima sexta-feira, os músicos estarão no palco para, com punhos no ar, levar ao público as rimas que estão habituados a ouvir do Edson que dá Luz a Azagaia revestida de coragem.  

Não obstante, para haver ordem numa sociedade é necessário que haja proibições. No país, a legislação é que desempenha esse papel. A forma como os cidadãos cumprem ou resistem a essas proibições é que determina o ambiente, a qualidade de vida e o sentido de justiça que se vive. Assim, Azagaia e Os Cortadores de Lenha pretendem levar a Sala Grande, local do show, a olhar para o proibido em Moçambique, as suas razões e importância para a ordem ou caos social, de acordo com um comunicado do Centro Cultural Franco-Moçambicano enviado à nossa redacção.

Ainda segundo a mesma fonte, a actuação de Azagaia e Os Cortadores de Lenha será um espectáculo audiovisual, no qual haverá mistura de imagens de vídeo com actuações ao vivo de temas conhecidos do rapper, antigos e recentes, mas arranjados para o contexto.

O grupo será composto pelos seguintes artistas: Texito Langa (bateria), Nandele (DJ), Embrion (baixista), Mauro Stainway (teclista), Onésia e Terry (coristas) e, claro, Azagaia na voz principal.

 

 

Chama-se Hermínio Chissano, mas, nas ruas, toda a gente conhece-lhe por Duas Caras, um dos melhores rappers moçambicanos de todos os tempos. Nessa qualidade, Duas Caras prepara-se para lançar EP, numa cerimónia marcada para o próximo sábado, no Beergarden, espaço localizado no Jardim dos Madjermanes, na cidade de Maputo.

Entre 11h e 18h, Duas Caras estará com o seu novo trabalho Duditos way, obra composta por cinco músicas, as quais, em geral, trazem relatos de uma trajectória do rapper e de uma vida entregue à música. Além disso, Duas Caras aborda, no EP, questões de âmbito social, sem que isso se torne necessariamente numa apresentação de intervenção à laia de sátira. O que mais importa ao autor é reflectir sobre o seu meio, com a pretensão de fazer parte da solução. Afinal, afirmou Duas, “quando problematizamos determinada realidade, também somos chamados a apresentar possíveis soluções. Por isso preferi, nesta aparição, abordar questões que nos levem a pensar ao invés de me deixar levar apenas por uma crítica explícita. Quis algo mais subtil”.

Ora, Duditos way não se restringe apenas a rebuscar o passado do autor ou a pensar o presente. Paralelamente, neste EP, Duas Caras apresenta temas de algumas músicas com carácter exibicionista, o que revela a pretensão do autor esmerar-se na demonstração do que considera parte técnica do rap, por ser pouco explorada, mesmo ao nível dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP). “Quis fazer disso uma das minhas grandes armas. Quem for a ouvir a EP vai perceber que, mais do que eu digo, preocupo-me mais com a forma como digo. É essa arte que me interessa”.

Mesmo porque as músicas que constituem a EP são reduzidas, Duas Caras não pôde aventurar-se em vários temas. Ainda assim, o rapper garante que este trabalho funciona como antecâmara do que vai ser o seu álbum, a ser lançado em 2018. Duditos way encaixa-se num plano do que Duas Caras pretende fazer nos próximos cinco anos. Nesse intervalo temporal, Kara Boss, como também é conhecido, almeja, mais do que nunca, fazer o que, por várias razões, não conseguiu no passado. O rapper diz estar muito motivado e focado para o efeito.

Olhando para o passado, agora com mais maturidade, Duas Caras acredita que, por algum motivo, Deus quis que o seu primeiro álbum a solo não saísse na altura em que se esperava, pois era suposto que já tivesse um disco lançado há muito tempo. Porque a consumação em disco de uma carreira a solo vem tarde, o título completo deste EP não poderia ser outro: “Duditos way (o homem que chegava tarde)”. Mas por quê Duditos way? Duas explica que o título da EP é inspirado num filme norte-americano: Carlito’s way, dirigido por Brian de Palma. No filme, o personagem Carlito, depois de sair da prisão, promete a si próprio e a todos abandonar a vida que lhe custou a liberdade, como tráfico de heroína. No entanto, mesmo querendo levar vida honesta nas Bahamas, os amigos do passado regressam para o meter de novo em esquemas criminosas e perigosos. É graças a um amor antigo que Carlito encontra forças para não desistir das suas escolhas.

Com efeito, esta não é a primeira vez que Duas Caras dá um título a uma obra sua inspirado em filmes de gangsters. Há algum tempo, o rapper lançou a música “Frank Lucas”, personagem interpretada por Denzel Washington, no filme American Gangster, dirigido por Ridley Scott. Questionado sobre a permanência desse tipo de temas nas suas letras, Duas Caras disse que se revê nos filmes ao estilo gangster, nos quais, por exemplo, interessa-lhe explorar ensinamentos que enaltecem um grande sentido de pertença à família construída por laços de amizade ou afinidade.

Todas as cinco músicas de Duditos way – “Vale do rei”, “Vitz Amarelo”, “Ossos do baú”, “Não há mola” e “Põe um link” – são inéditas, e algumas contam com a participação de G2 e Cassula, uma voz que o rapper garante que vai surpreender a muitos.

Duas Caras acredita que as pessoas vão gostar da EP porque está a fazer música que não só envolve amantes do rap. “Estou num nível em que me interessa elevar a fasquia da arte de rimar, e acho que esta minha abordagem vai contribuir para se mudar alguma coisa na forma de fazer RAP”.

Além desta EP e dos discos lançados com a G. Pro (Um passo em frente, Na linha da frente e Foreva), Duas Caras lançou, há alguns anos, o single Tondje Mcee (do rhonga, “tondje”, é um calão usado para dizer macumba e/ou magia. “Mcee” provém de MC).  

As músicas do Duditos way foram produzidas por Billy Ray, Ilusionista, Trigga e Chef4Souls.

 

 

O Presidente da República, Filipe Nyusi, recebeu, na manhã de quarta-feira, Licínio Azevedo, realizador moçambicano do filme “Comboio de Sal e Açúcar”. No encontro, esteve acompanhado pelo Director do Instituto Nacional de Audiovisual e Cinema – INAC, Djalma Lourenço, de acordo com um comunicado enviado à nossa redacção daquela instituição.

Na ocasião da estreia “Comboio de Sal e Açúcar”, em salas de cinema, o Chefe de Estado encontrava-se em missão de serviço, fora de Maputo, tendo Filipe Nyusi se surpreendido ao ver  o filme durante uma viagem, num voo internacional.

Este filme foi destacado como sucesso nacional e internacional. Por isso, recebeu vários prémios importantes em festivais, e foi seleccionado como uma das seis produções africanas inscritas para concorrer ao Óscar de Melhor Filme Estrangeiro.

A pesquisa feita pelo realizador do filme para a escrita do livro que deu origem ao mesmo, em meados dos anos noventa, no trajeto ferroviário entre Nacala e Entre Lagos, foi autorizada e facilitada pelo Director dos Caminhos de Ferro de Moçambique – Norte, que na época, era Filipe Nyusi.

No encontro, o realizador ressaltou o apoio fundamental dado à produção do filme pelos CFM, Ministério da Defesa e pelo INAC.

O Presidente da República ressaltou que no seu Governo, as Forças de Defesa e Segurança irão esforçar-se no sentido de apoiar as obras cinematográficas, de forma a tornar o nome do País mais conhecido além fronteiras, uma vez tratar-se de um elemento fundamental para promoção do turismo a nível internacional. 

 

 

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