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É já amanhã que Oliver Mtukudzi e Judith Sephuma vão mais uma vez actuar em Maputo. O músico zimbabwiano e cantora sul-africana vão partilhar o palco com Jimmy Dludlu e Yolanda Kakana – estrelas de Jazz da África Austral, no primeiro evento clássico organizado pelo Standard Bank e o Município de Maputo em celebração do aniversário destas duas instituições.

O evento visa promover a cultura moçambicana através da música, bem como, impulsionar o turismo nacional.

Oliver Mtukudzi e os seus parceiros de palco garantem um show memorável e de muita interação com o público. Aliás é o reencontro de artistas que têm colaboração em discos já publicados.

"Juntem-se a nós, são todos convidados. Eu sugiro que venham com sapatos de dança pois não vão só sentar e assistir. Vocês vão dançar. Dinamite é tudo quanto espero do show", referiu Oliver Mtukudzi.

"Temos boas músicas que as pessoas conhecem e outras mais que vão amar. Tal como disse o Oliver, o show ser igual a um dinamite", apontou Judith Sephuma.

Por sua vez, a dona do sucesso xiluva, Yolanda Kakana disse na conferência de imprensa havida que "seleccionamos um repertório que é o resumo dos dois álbuns e espero que a partir deste show surjam futuras colaborações".

Jimmy Dludlu, a figura de cartaz deste que é o primeiro concerto organizado pelo Standard Bank e o Município de Maputo, garante que "vai ser uma grande festa, por isso apelo que todos os fãs da música africana estejam em grande no show de amanhã".

Para além dos músicos estiveram na Conferência de Imprensa, os representantes do Ministério da Cultura e Turismo (MICULTUR) e Município de Maputo, respectivamente. Arnaldo Bimbe, representante do MICULTUR apela que mais instituições apostem na promoção da cultura como forma de impulsionar o negócio e a identidade Nacional.

A equipa do O País, ficou a saber do representante do Conselho Municipal da Cidade de Maputo, Eldorado Dabula que a capital do país já está a candidatar-se para a Rede das cidades criativas na modalidade de música da UNESCO. "Isto significa que já atingimos um patamar que gostaríamos de estar na mesa dos grandes da música ao nível de África e do Mundo e oxalá que consigamos ser admitidos e passar a receber muito mais eventos para a nossa cidade das Acácias".

O concerto está marcado para o início da noite de hoje, por volta das 19h no Hotel Polana Serena, e já conta com cerca de 800 pessoas.

 

“Casa dos estudantes do império – Subsídios para a História do seu período mais decisivo (1953 a 1961)”, de Hélder Martins, será lançado, num acto público, no dia 30, às 17 horas, em Maputo, no Centro Cultural da Universidade Eduardo Mondlane.

Filipe Gaspar Matusse (Presidente da AMEAM), Fernando Vaz (autor do prefácio e ex-Presidente da CEI), Mário Machungo (ex-Presidente da Mesa da Assembleia Geral da CEI) e o historiador Luís Filipe Pereira, para além do Director Geral do Grupo Leya para Moçambique, Pedro Macedo, Serão oradores neste evento

O livro já está à venda nas livrarias, no país.

Dado que o tema é de tão grande interesse, não só no país, como em todos os PALOPSs e em Portugal, onde vive uma grande população africana, o livro foi também editado em Portugal, pela Editora Caminho do Grupo Leya, onde se encontra à venda. Por outro lado, o livro está à venda também em Angola e está previsto que será comercializado em Cabo Verde.

Neste livro, o autor utilizou as suas memórias de activista da CEI, mas sobretudo fez um importante trabalho de pesquisa histórica, o que lhe permitiu documentar o seu texto com muitas fotos e digitalizações de documentos, nomeadamente, com as digitalizações dos Diários do Governo com as decisões administrativas sobre a CEI. Ele revela, neste livro, a verdadeira data e circunstâncias da criação da CEI, bem como descreve a complicada luta para pôr fim à 1ª Comissão Administrativa. O autor também põe em evidência, com grande detalhe, o trabalho realizado pelas cinco direcções democraticamente eleitas pelos estudantes, entre Fevereiro de 1957 e Dezembro de 1960. A sua aturada pesquisa histórica permitiu-lhe afirmar que nunca houve nenhuma decisão administrativa a legalizar o encerramento da CEI.

O autor faz, igualmente, um trabalho de análise sobre as circunstâncias e o ambiente, nacional e internacional, em que as medidas administrativas das autoridades coloniais-fascistas relativamente à CEI foram tomadas e mostra a importância da luta dos estudantes para a conquista dos seus direitos associativos.

O autor analisa a influência da CEI na Luta de Libertação de cada uma das ex-colónias portuguesas e conclui que foi em Moçambique que a influência da CEI foi menos intensa.

Sempre apoiado no rigor dos factos históricos, o autor desmistifica alguns mitos que se criaram à volta da CEI.

Esta nova obra de Hélder Martins é lançada sob a chancela da Leya Moçambique (Texto Editores, Lda) e Associação dos Médicos Escritores e Artistas de Moçambique (AMEAM).

 

A Associação Cultural Girassol realiza, no dia 29, no Camões – Centro Cultural Português, em Maputo, um colóquio que vai juntar os Organizadores do Festival Internacional Teatro de Inverno (FITI), actores, estudantes de teatro e de produção, representantes das instituições governamentais, jornalistas culturais e académicos. O encontro tem como objectivo analisar o papel do FITI na promoção e desenvolvimento do teatro em Moçambique.

Tendo como orador principal o académico Nataniel Ngomane, além dos co-oradores Geraldo Mutuque, docente do IsArC; Maria Atália, docente da ECA e encenadora; Joaquim Matavel, coordenador do Girassol e do FITI; a moderação será feita pelo Filósofo Dionísio Bahule, e também pretende discutir temas específicos relacionados com a produção e realização de festivais; recolher as sensibilidades dos actores em relação ao FITI; discutir a viabilidade de institucionalização do FITI e discutir o papel das instituições governamentais, públicas e privadas no apoio ao FITI e no desenvolvimento do teatro no país.

 

O Centro Cultural Franco-Moçambicano acolhe, no dia 1 de Dezembro, às 20:30h, o espectáculo “Ximbombo, o rufar dos tambores”, em homenagem a Casimiro Nhussi.

“Ximbombo, o rufar dos tambores”  é um espectáculo que a Companhia Nacional de Canto e Dança (CNCD) apresenta para encerrar a sua temporada 2017 em homenagem a Casimiro Nhussi, um dos maiores ícones de dança moçambicana, que se notabilizou como bailarino, professor, coreógrafo e director artístico desta companhia.

O espectáculo que comportará o resumo das principais obras desta companhia nos domínios da música, canto e dança e com realce das obras de Nhussi.

Para além da dança corporizada pela sua companhia Nafro Dance, tem vindo a destacar-se como músico e já gravou três álbuns, o último dos quais dá nome a este espectáculo, cuja música ganhou direito por votação popular a estar no final do Ngoma Moçambique, para além de ter sido nomeado pelos Canadian Music Awards.

É em reconhecimento destes feitos, da sua carreira brilhante e coincidindo com a celebração dos 35 anos da carreira daquele que foi seu primeiro bailarino, que a Companhia Nacional de Canto e Dança brinda o público com este maravilhoso espectáculo.

 

A luta continua, 40 anos depois: histórias entrelaçadas da África Austral, coordenado por Caio Simões de Araújo (Universidade de Genebra), é o título do livro que será lançado no dia 30. A cerimónia terá lugar no Franco-Moçambicano, em parceria com a Embaixada de França em Moçambique, a AFRAMO e a Alcance Editores, às 18h.

A luta continua, 40 anos depois: histórias entrelaçadas da África Austral é o quinto livro da colecção «Regards Croisés França-Moçambique» lançada pela Embaixada da França e a Alcance Editores em 2015. Os primeiros dois livros da mesma colecção foram publicados em Maio de 2015.

O livro é resultado da conferência internacional A Luta Continua, 40 Years Later: entangled histories and legacies of empire in Southern Africa, financiada e realizada no Instituto Francês da África do Sul, em Joanesburgo, com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian e da Fundação Pierre du Bois para a História do Tempo Presente.

Cerca de quatros décadas após o desmontar do “último império,” o livro retoma o lema da libertação moçambicana, “a luta continua”, como um ponto de partida para revisitar o problema histórico e historiográfico da descolonização na África Austral.

De Maputo a Joanesburgo ou Harare, no original ou em tradução – the struggle continues –, esta frase tornou-se um símbolo das lutas transnacionais contra sistemas de opressão interligados, tais como o colonialismo e o racismo do apartheid.

Ao longo de dez capítulos, investigadores de várias nacionalidades e trajectórias académicas reflectem sobre as dimensões entrelaçadas, internacionais e comparativas da descolonização como um momento histórico complexo e multifacetado. O livro pretende fazer justiça a esta história rica e diversa ao compilar, no mesmo volume, estudos sobre Angola e Moçambique e outros países da região, como Zimbabwe, Namíbia e África do Sul.

Caio Simões de Araújo é Doutorado em História e Política Internacional no Instituto de Altos Estudos Internacionais, da Universidade de Genebra, Suíça. É Mestre em Sociologia e Antropologia Social pela Central European University, de Budapeste, Hungria, e Licenciado em Relações Internacionais pela Universidade de Coimbra, Portugal. Seus interesses de investigação incluem a história do colonialismo, do apartheid e da descolonização na África Austral, a história transnacional do (anti-)racismo, e as histórias entrelaçadas do Sul Global.

 

Rui Veloso subiu ao palco e levou o público a uma viagem ao tempo, cantando os seus grandes sucessos. A primeira vez que veio a Moçambique foi há 20 anos. Mas o cantor português que interagiu várias vezes com o público durante a noite disse que estar feliz por voltar a perola do Índico.
 
 “É sempre bom voltar a Moçambique, rever amigos e cantar para um povo irmão”, disse o artista.

 “Nunca me esqueci de ti”, “Não há estrelas no céu” temas sobejamente conhecidos que levaram os espectadores aos gritos de emoção.
O músico juntamente com o seu guitarrista por várias vezes brincaram, proporcionando momentos emocionantes, com um dedilhar sincronizado.

Rivaldo, guitarrista baixo, e Dálvia, cantora, foram uma das surpresas da noite. Rui Veloso conheceu os moçambicanos num dos bares da cidade de Maputo e rendeu-se ao talento da dupla. Rivaldo e Dálvia acompanharam o músico português na música “Jura”. A potência da voz de Dálvia surpreendeu os espectadores, silencio se ouviu por alguns instantes, para no fim da estrofe soarem assobios e aplausos.

 “Anel de Rubi” o tema por muitos aguardo foi a música que marcou o fim da noite. Para este grande momento o protagonista da noite convidou para o saxofonista Moreira Chonguica, Stewart sukuma e a jovem revelação Dalvia. “Anel de Rubi”, foi cantado por todos os especadores, alguns casais deram gosto ao pé e entraram numa contradança, e quem não dançou cantou a letra por completo.

Rui Veloso despediu-se do público, mas os espectadores não acreditavam que o fim havia chegado e imploravam por mais uma música. O artista não se fez de errogado e cantou novamente. Uma noite cheia de emoção, onde momentos foram recordados, pode-se até afirmar, o After MOZEFO Concert vai ficar para a história.

O mural, que recentemente foi alvo de perfurações para dar lugar à montagem de canos de casa de banho, foi visitado semana finda pelo ministro da Cultura e Turismo, Silva Dunduro, na sequência de críticas, algumas com um tom de contundência, de vários segmentos da sociedade, que deploravam o trato que aquela obra foi alvo.

Durante a visita ao mural, Dunduro mostrou-se agastado com “a banalização da obra”, tendo considerado a acção como “um atentado grosseiro às artes”.

De acordo com informações que tivemos acesso, de fontes oficiais, “o restauro do mural vai acontecer num esforço conjunto entre o Ministério da Cultura e Turismo e a Universidade Eduardo Mondlane”.

Com efeito, o Ministério da Cultura e Turismo já mandou ao local um especialista para se inteirar dos níveis de intervenção a serem levados a cabo para solucionar os danos causados ao mural.

Segundo Afonso Malace, do Museu Nacional de Arte, curador e especialista na área de conservação e restauro, o mural deverá passar por um restauro total, pois “para além dos locais furados, verifica-se lacunas na camada cromática. Isso deverá, também, ser solucionado”.
Aquele especialista disse que, neste momento, se está num processo de levantamento das necessidades e destacou a complexidade do processo.

“Temos que procurar materiais semelhantes ou iguais àqueles usados na obra original. O mural é diferente de uma tela, requer um tratamento especial e rigoroso, por causa da natureza do seu suporte”, explicou.

A documentação fotográfica do processo de restauro; fixação da camada cromática; limpeza superficial; preenchimento das faltas no suporte; preenchimento e integração do suporte; planificação do suporte; preenchimento e integração das faltas da camada cromática; retoque e integração da camada cromática face; harmonização e, por fim, a aplicação de protecção são os passos que, segundo aquele especialista, serão seguidos no processo de restauro.
Recorde-se que o mural foi pintado em 1998.

O músico português, Rui Veloso, será o protagonista do After MOZEFO Concert. Um concerto que marca o encerramento de uma semana de muitos debates, onde foram identificados os problemas e as possíveis soluções para o desenvolvimento de Moçambique.

Rui Veloso tem mais de 35 anos de carreira e é o autor do sucesso “Anel de Rubi”. Não é a primeira vez que o músico português brinda os moçambicanos com o seu talento, o artista prometeu que a noite será inesquecível.

De acordo com a organização do evento todas as condições estão criadas para o público que se fez presente possa divertir-se ao som de uma boa música.

O escritor moçambicano Pedro Pereira Lopes é o vencedor da 1.ª edição do prémio Literário INCM/ Eugénio Lisboa. O Prémio INCM/Eugénio Lisboa contempla a edição da obra vencedora, bem como a atribuição do valor monetário de 5000€ (cinco mil euros) ao vencedor.

O júri constituído pelo escritor moçambicano Ungulani Ba Ka Khosa, na qualidade de Presidente, por Teresa Manjate e Alexandra Pinho, deliberou, por unanimidade, atribuir o prémio de prosa literária INCM/Eugénio Lisboa ao texto “Gente Grave”, da autoria de Pedro Pereira Lopes, e uma menção honrosa a “Bebi do Zambeze”, de António Manna.

A atribuição do Prémio Literário INCM/Eugénio Lisboa a “Gente Grave” deve-se, segundo o júri, ao facto de o autor explorar um género pouco trabalhado em Moçambique e de combinar o policial e o fantástico. O júri sublinhou, também, a correção, coerência e coesão linguística da obra da autoria de Pereira Lopes. Por seu turno, a atribuição de menção honrosa a “Bebi do Zambeze” deve-se à riqueza do imaginário explorado pelo autor.

Concorreram à 1.ª edição do Prémio INCM/Eugénio Lisboa um total de 36 textos, dos quais 22 entregues em Maputo, 11 em Nampula, dois na Beira e um em Lisboa.

A Imprensa Nacional — Casa da Moeda (INCM) de Portugal criou o Prémio Literário INCM/Eugénio Lisboa em Moçambique, em 2017, com vista a incentivar a criação literária no país.

 

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