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O País – A verdade como notícia

Os saxofonistas Moreira Chonguiça e Manu Dibango vão participar no África Festival, Wurtzburg, Alemanha, no próximo dia 31 de Maio.

África Festival é o maior evento que promove música africana e este ano celebra 30 anos de existência e Manu Dibango e Moreira Chonguiça vão promover o álbum conjunto “M&M”, que resulta de um trabalho iniciado em 2012 pelos dois saxofonistas.

Este ano, o festival conta com mais de 6750 músicos de 56 países que actuaram no festival ao longo dos 30 anos.

Moreira chonguiça partiu ontem para França, para aprofundar os ensaios com a banda Manu Dibango. O disco M&M” foi nomeado para a categoria de Melhor Álbum Africano no South African Music Awards, (SAMA).

Lançado em 2017, o álbum homenageia grandes clássicos de jazz que marcaram as carreiras do saxofonista moçambicano, Moreira Chonguiça e do saxofonista camaronês, Manu Dibango e Fany Mpfumo, através da música Ungahlupeki Nkata.

África Festival é um evento cultural e musical que se realiza anualmente durante 4 dias em Wurzburg e é o festival de música mais longo e extenso na Europa.

 

O Centro Cultural Franco-Moçambicano e o agrupamento TP50 apresentam “Recriançando – Um Tributo à Criança Moçambicana”, sábado, às 10h30, na Sala Grande.

Na verdade, trata-se do lançamento do CD em homenagem às crianças moçambicanas. “Recriançando” é uma história educativa com base nas músicas do CD.
O espectáculo de lançamento vai contar com apresentações de teatro, música e dança, tendo a participação de 16 músicos, dois bailarinos, quatro actores e 14 crianças. Entre os membros do grupo, destacam-se artistas como Hortêncio Langa, Timóteo Cuche, Texito Langa e Xixel.

Segundo o comunicado dirigido à redacção, o CD, que contém músicas educativas de autoria de Tio Turutão e do TP50, teve uma repercussão considerável e tem sido disseminado com sucesso por todo o país.

Em 2017, em parceria com a rádio pública e outros parceiros, TP50 lançou um CD infantil denominado “Recriançando: Um Tributo ao Tio Turutão”. Com o projecto pretendia-se relançar a música infantil nacional, tendo em conta a potencialidade da música como elemento natural e fundamental na educação e desenvolvimento da criança e dando resposta à estagnação da produção musical infantil moçambicana.

 

A exposição de arte intitulada “Almas cruzadas”, de Simões e Rob Van Doeselaar, será inaugurada no último dia do mês corrente, pelas 18 horas, na Galeria Kulungwana, na Estação Ferroviária de Maputo, onde estará patente até ao dia 29 de Junho de 2018.

“Almas Cruzadas” é uma junção entre o escultor moçambicano Simões e o pintor holandês Rob Van Doeselaar, como resultado da amizade e convivência artística que se estabeleceu entre os dois artistas nos últimos quatro anos.

Simões formou-se, fundamentalmente, sob a influência do escultor Alberto Chissano, tendo, ao longo da sua carreira, trabalhado ainda com um amplo conjunto de outros artistas nacionais e estrangeiros.

Rob Van Doeselaar teve como primeiras influências os grandes mestres holandeses, passando posteriormente a interessar-se também pela arte contemporânea. A sua pintura é um compromisso entre duas influências, em que sobressaem as tonalidades fortes e contrastantes, fruto provável da sua longa permanência em África e na Ásia.

Esta exposição permite aos estudantes de arte, especialistas e público em geral a possibilidade de mais uma vez poderem ter acesso à obra destes dois artistas, unidos por laços de amizade.

 

 

 

 

 

Os cantores Mr. Bow e Liloca cantaram juntos, hoje, no programa Big Box Show, apresentado por Emerson Miranda, na Stv. A música em causa é intitulada “Ainda vais me amar”, cuja primeira versão foi lançada ano passado com participação da cantora angola Edmázia.
Entretanto, King Bow alterou um pouco a melodia da música e fez o vídeo-clip ao lado da cantora Liloca, que, além do palco, partilham o mesmo lar.

“A ideia de fazer a música surge porque leva-nos à estória de um casal. Achei sugestivo ter a participação da Liloca na mesma. Achamos que combina melhor quando é um casal a fazer, e nós somos um casal de artistas. Então, enquadra-se”, referiu Mr. Bow.

Quando questionado sobre porque fazer o vídeo-clip com Liloca e não com Edmázia, que participou na primeira versão, que, aliás, faz sucesso nas pistas de dança até hoje, Mr. Bow respondeu: “sou uma pessoa que, quando quer fazer uma coisa, primeiro analisa, avalio se estou a fazer a coisa certa ou não, o que vier depois da minha decisão não tem efeito”, explicou Mr. Bow, acrescentando: “eu é que componho, eu é que canto, é uma opinião que a pessoa pode ter e que acima da minha não tem efeito”.

Para Liloca, cantar ao lado do seu parceiro foi uma boa experiência como a anterior e diz que a música retrata o estágio actual da sua relação.

“É sempre bom! É uma experiência muito boa! Achamos por bem cantar juntos esta música. Por que não pensarmos no futuro, e não só pensar no presente? Será que lá no futuro, quando eu estiver mais velhinha, quando eu não estiver nestas condições, quando eu não tiver mais força, será que vai me amar da mesma forma, vai me proteger, vai me ajudar”, realçou Liloca.
Para a cantora, não há melhor coisa que cantar com a pessoa com quem se tem uma relação e que o público pode esperar por trabalhos do casal.

Liloca, recentemente, lançou uma música intitulada “Xavito”. A música tem uma composição do cantor, compositor e produtor Slowly. É uma crítica social: “é um apelo para as pessoas não roubarem. Slowly fez esta composição. Apresentou-nos, gostamos da ideia e lançamos”, esclareceu Liloca.

Além de “Ainda vais me amar”, Mr. Bow lançou, recentemente, duas novas músicas: “Vuya” e “Happy”, que compõem o álbum que será lançado numa data ainda por anunciar.

“De um tempo para cá, tenho lançado duas a três músicas em simultâneo e, desta vez, não poderia ser diferente. Essas músicas pertencem ao álbum que não consegui lançar ainda. Eu, como artista, tenho que surpreender os meus admiradores. Quando lanço músicas e eles se sentem identificados, orgulhosos, é um bom sinal”.

De acordo com Bow, a música “Happy” não é o seu ritmo habitual, mas enquadra-lhe num estilo que o cantor está a investir e tem um bom retorno.

 

 

Inicia na sexta-feira, dia 25 de Maio e prolonga-se até ao dia 17 de Junho, a 15ª Edição do FITI – Festival Internacional Teatro de Inverno, com a participação de 25 grupos de teatro, todas as sextas, sábados e domingos, a partir das 18h, no Centro Cultural Franco-Moçambicano, Teatro Avenida, Cine-Teatro Gil Vicente, Centro Cultural Brasil-Moçambique e Fundação Fernando Leite Couto, de acordo com um comunicado de imprensa do Franco.

A sessão de abertura do FITI 2018 será realizada no Centro Cultural Franco-Moçambicano com a apresentação da peça teatral “As mentiras dos Homens”, do Grupo “Só Mulheres” proveniente da cidade da Beira e constituído apenas por mulheres.

O FITI 2018 será constituído por espectáculos de teatro de Moçambique, Angola, África do Sul, Portugal e Argentina e, à semelhança da edição passada, personalidades do teatro que se destacam na sua promoção e divulgação serão homenageados.

Destaca-se, na presente edição, a estreia de uma co-produção da obra teatral Mar Me Quer, baseada no romance Mar Me Quer de Mia Couto, entre o Grupo de Teatro Girassol de Moçambique e a Companhia de Teatro João Garcia Miguel de Portugal, que será apresentada no dia 26 no Gil Vicente.

A presente edição do Festival Internacional Teatro de Inverno é de carácter demonstrativo, tendo como objectivo a divulgação do produto artístico dos grupos, a troca de experiências e a capacitação dos actores.

O FITI – Festival Internacional Teatro de Inverno é uma iniciativa da Associação Cultural Girassol que teve o seu início em 2004 com o objectivo de apoiar os grupos amadores de teatro através da divulgação do seu trabalho artístico, associativismo cultural e formação de actores, tendo inicialmente sido de carácter competitivo.

Melanie de Vales de Moçambique, Expedito Araújo e Renan Dias do Brasil, vão juntar-se, amanhã, no Centro Cultural Brasil Moçambique, pelas 18:30h para dar um show litero musical intitulado “Certificado de amor à Língua Portuguesa”.

Melanie de Vales actriz moçambicana, que interpretou o papel de “Rosa”, no filme de Licínio de Azevedo “Comboio de Sal e Açúcar”, aceitou o convite feito pelo actor brasileiro Expedito Araújo para homenagear a língua. O show vai abarcar poemas de renomes da literatura portuguesa, moçambicana, timorense e brasileira.

Juntamente com o músico brasileiro Renan Dias, o trio vai trazer o melhor da arte, através dos poemas que vão ser recitados, encenados e tocados pelos artistas, em nome do amor.

Expedito Araújo explica que a ideia de criar este show surge pela efeméride do dia da língua portuguesa, celebrado a 5 de Maio, Araújo diz ainda que “O amor sempre foi um assunto profícuo, tema recorrente para muitos artistas, especialmente para os artistas das palavras. Interessante notar o quanto o amor é um assunto atemporal e provavelmente nunca sairá de moda. Por isso a escolha do formato recital, sendo assim, tive a iniciativa de propor algo artístico e cultural de interesse do público para mostrar a riqueza através das palavras”.

Personalidades como: Vinícius de Moraes, Florbela Espanca, Mia Couto, Fernando Pessoa, José Craveirinha, Ruy Cinatti, Jorge Barros Duarte, Fernando Sylvan, Mário Quintana, Cora Carolina, vão ser trazidas ao palco através da junção dos três artistas de países e realidades diferentes, mas que tem um amor comum: a língua portuguesa.

 

O escritor cabo-verdiano, Germano Almeida, venceu o Prémio Camões 2018. O escritor, que nasceu na ilha da Boavista em 1945, tem a sua obra publicada em Portugal pela editora Caminho, que acaba de editar o seu mais recente romance, O Fiel Defunto, segundo avança o Público. 
Almeida estreou-se como contista no início da década de 80 e o seu primeiro romance, O Testamento do Senhor Napumoceno da Silva Araújo, teve os direitos vendidos para vários países e foi adaptado ao cinema por Francisco Manso. 

O prémio, que chegou este ano à sua 30.ª edição, foi anunciado esta noite em Portugal , após reunião do júri, no Hotel Tivoli, Lisboa.

Criado por Portugal e pelo Brasil em 1989, o Prémio Camões tem um valor de 100 mil euros e é a mais importante consagração literária da língua portuguesa. No ano passado foi entregue ao poeta e romancista Manuel Alegre, que se tornou no 12.º português premiado.

Portugal inaugurou o prémio com Miguel Torga, em 1989.

O primeiro africano a vencer o Prémio Camões foi José Craveirinha, em 1991. Aliás, Moçambique tem dois vencedores deste Prémio, sendo que o outro é Mia Couto,  distinguido em 2013.

Os 19 grupos que disputam o prémio máximo de 250 meticais na IX Edição do Fest Coros subiram, este domingo, ao palco do então Cinema 700, actual Auditório Municipal Carlos Tembe, na autarquia da Matola, com o objectivo de arrancar a nota máxima de cada membro de júri e de convencer o público a votar cada vez mais, a ter em conta que faltam poucas galas para a grande final que terá lugar no dia 10 de Junho próximo.

No final da quinta gala, o Grupo Coral IPM Pepane, foi anunciado como sendo aquele que teve mais votos durante a semana, depois de ter conseguido a mesma posição na quarta gala. Na segunda posição ficou o coral LENMED Hospital Privado de Maputo, na terceira o coral EMTPM, o coral Ebenezer ocupou a quarta posição e o quinto lugar foi ocupado pelo coral Wunanga.

Por insuficiência de votos foram eliminados três grupos corais, nomeadamente: o Coral Pedra Preciosa, Coral Vozes Celestiais e Coral Associação Cultural Juventude Unida.

Seguem para a sexta gala 16 grupos a saber: IPM Pepane, LENMED Hospital Privado, EMTPM, Ebenezer, Wunanga, Madjaha Ya Kutsaka, Betsaide, Hush, Angels of Lakayeroi, Tchivirika ÁFRICA, Assembleia de Deus Internacional, United Voices, Soul N Melody, Branch of Jesus, Prace Machava Bunhiça e Evangelho.

O corpo de júri, quer do canto coral e dança, quer da indumentária, elogiaram os grupos pelo esforço desenvolvido para cada gala, mas não deixou de recomendá-los mais trabalho uma vez que será mais exigente nas restantes galas.

 

Das Ilhas Reunião para o palco do Centro Cultural Franco Moçambicano (CCFM). A voz de Nathalie Natambié foi escolhida para actuação inaugural da abertura oficial da oitava edição do Festival Azgo.

Bonbon Zetwal foi o primeiro tema escolhido para brindar o público que lotou o Franco Moçambicano.

De pés descalços e bem assentes ao chão, Natambié trouxe ainda, Karma e transpapaye… Levando os espectadores a viajarem pelo ritmo musical enriquecido com influências francesas e africanas.

Mas este era apenas cheirinho, pois hoje no campus da Universidade Eduardo Mondlane, além de Natambié sobem ao palco cerca de 20 artistas nacionais e estrangeiros, com destaque para Sara Tavares, Yola Semedo, Capa Dech, Valete, Timbila Muzimba, Elida Almeida, Banda Kakana, Hot Blaze, Antonio Marcos, Roberto Chitsondzo, Nochukuro, Nathalie Natmbié, Bombshelter Beast, Flávia Coelho.

Porque, Azgo não é só música, ainda ontem muitos apreciadores das artes tiveram a oportunidade de conhecer o resumo dos 30 anos de carreira do jornalista francês Youri Lanquette, através de uma exposição fotográfica intitulada “Capas Africanas”.

 

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