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As portas do Museu Nacional de Arte, em Maputo, estarão abertas, esta sexta-feira, para inauguração da “Exposição itinerante de artes plásticas moçambicanas”. A cerimónia de inauguração está marcada para iniciar às 18h, e insere-se na cooperação entre o Ministério da Cultura e Turismo de Moçambique e o Ministério da Cultura de Cuba.

“Exposição itinerante de artes plásticas moçambicanas” constitui uma réplica da que foi exibida na Galeria Origens Del Grand Teatro de Havana, capital cubana, de 15 de Dezembro de 2017 a 22 de Janeiro deste ano. Por via da exposição, conforme avança o comunicado do Ministério da Cultura e Turismo, cristaliza-se a difusão da cultura moçambicana nos planos nacional e internacional, proporcionando oportunidades de intercâmbio artístico-cultural e social entre os fazedores das artes no país.
A exposição itinerante reúne 59 obras, nas modalidades de pintura, escultura, desenho, serigrafia, gravura, cerâmica e fotografia de artistas como Malangatana, Noel Langa, Naguib, Gemusse, Pedro Mourana e Idasse Tembe.
A mostra ficará patente no Museu Nacional de Arte desde esta sexta-feira a 3 de Junho. Nesse período, será complementada e enriquecida por sessões culturais diversas, tais como palestras, debates, feiras de arte, artesanato e gastronomia.

 

A 3ª Sessão Experimental do Maputo Cinema Festival (MCF) terá lugar no recinto do Conselho Municipal de Maputo (CMM), pelas 16 horas, nos próximos dias 28 e 29.

A sessão será realizada pelo Estúdio 5, um grupo de jovens pensadores e estudantes de arquitectura com diferentes experiências, sendo a mais recente adquirida na vizinha África-do-Sul, com objectivo de aprimorar a terceira edição do evento.

De acordo com o comunicado em nossa posse, o principal interesse do MCF está nos problemas relacionados com a cidade, desde os sociais, a problemática de espaços privados versus espaços públicos e a transformação de centros urbanos através da mudança dos grupos sociais, mas também os problemas físicos, como os espaços mal utilizados, resultantes de um planeamento físico inadequado.

As sessões experimentais que o grupo tem vindo a desenvolver para ganhar experiência na área e formar uma equipa multidisciplinar capaz de dinamizar a 1ª edição do Maputo Cinema Festival que está agendada para 2020.

Maputo Cinema Festival (MCF) é uma experiência urbana da qual o cinema e a arquitectura juntam-se para (re) visitar memórias, abrindo a porta de um outro futuro.

“MCF repensa espaços urbanos abandonados e ignorados como salas de cinema temporárias e convida o público a sentir a cidade como uma coletiva extensão da nossa existência como espécie, chegando a testar até que ponto o cinema pode influenciar a dinâmica urbana de uma cidade” lê-se no comunicado enviado ao O País.
 “Em Moçambique, a situação do cinema é caótica, isto deve-se principalmente ao fato dos núcleos de arte do país estarem a ser transformados em igrejas e instituições privadas, esquecendo que a arte desempenha o mesmo papel que as igrejas, no sentido de incentivar os jovens à criatividade e criar oportunidades para pessoas necessitadas”, avança o comunicado.

A última sessão experimental foi realizada nas ruinas em frente ao Ministério de Interior na cidade de Maputo, com duração de três dias em Dezembro de 2016.

 

 

O trio de alunos do projecto Xiquitsi, escolhido para estagiar em Portugal e participar do Festival de Música da Primavera da cidade de Viseu já se encontra naquele país europeu e admite ter sido bem recebido e encaminhado. Segundo revela um dos alunos, “o próprio director (José Carlos) esteve à nossa espera no conservatório, para nos dizer como iriam decorrer as nossas actividades”, disse Florêncio Manhique, quem garante que os três estão a adquirir muita experiência num contexto em que música clássica é tradição.

Nestes dias, os três alunos do projecto Xiquitsi estão a ter aulas de instrumento. No entanto, apesar do foco actual ser o estudo individual de cada um dos membros, os mesmos têm tido aulas com os estudantes portugueses, integrados em naipes, nome que se dá a um grupo de instrumentos musicais ou vozes idênticas dentro de um coro ou orquestra.

Quanto ao tempo gasto no estágio, em média, por dia, são cinco horas de trabalho mais três ou quatro de estudo individual”.

Além de Florêncio Manhique, estagiam em Portugal, igualmente, Kleyd Alfainho (viola), e Inerzio José Macome (violoncelo).

 

 

A cantora cabo-verdiana Elida Almeida é uma das atracções da 8ª edição do Festival Azgo. Com os pés no Tabanka, género cabo-verdiano, a voz de Elida Almeida faz um retrato do quotidiano do seu país, no segundo álbum, intitulado “Kebrada”, que apresentará no Azgo, a 19 de Maio próximo, segundo um comunicado da Soarte Media.

A cantora vem a Maputo, integrada no circuito IGODA, de que fazem parte, em Maputo – Moçambique, o festival Azgo, Bassline Africa Day (Joanesburgo, África do Sul), MTN Bushfire (Malkerns, Suazilândia), Sakifo Festival (Saint-Pierre, Ilha da Reunião) e Zakifo Festival (Durban, África do Sul) como membros fundadores.

A cantora cabo-verdiana esteve pela primeira vez em Maputo em Dezembro de 2015, no Centro Cultural Franco Moçambicano, onde apresentou seu primeiro álbum “Ora Doci Ora Margos.

Elida Almeida cresceu numa zona sem energia eléctrica, onde ouvia música o dia todo com os primos, sobrinhos, que viviam consigo na casa da sua avó.

 

Melodias clássicas vão ser produzidas e apresentadas na Sala Grande e no jardim do Centro Cultural Franco-Moçambicano, próximo sábado, das 18h às 23h, na 1ª edição do Jazz no Franco.

Ivan Mazuze?, um dos melhores saxofonistas moçambicanos da actualidade e melhor estreante do continente africano no African Jazz Network, irá celebrar em forma de concerto o Dia Internacinal do Jazz 2018. O evento contará também com a participação de dois grandes artistas, o pianista, compositor e director musical sul-africano Sibusiso Mash Mashiloane e o guitarrista e compositor moçambicano, Walter Mabas.

Para além do jazz tocado através do saxofone, piano, guitarra e outros instrumentos musicais, o evento terá, como se diz em inglês, a special entrance, isto é, a entrada especial, que vai acontecer alguns dias antes do evento. A mesma entrada será feita com filmes, que poderão ser vistos no auditório do CCFM. Bird, de Clint Eastwood e Miles Ahead de Don Cheadle foram as escolhas para entreter o público durante os dois dias.

A ideia da exibição dos filmes é do saxofonista Ivan Mazuze, a viver na Noruega, e as apresentações estão previstas para os dias 18 e 19 deste mês, às 19 horas.

Segundo o comunicado dirigido à redacção, o evento surge no âmbito das celebrações do Dia Internacional do Jazz, que se comemora a 30 de Abril de cada ano.

 

 

O músico e compositor Dino Miranda participa, pela primeira vez, no Festival HIFA (Festival Internacional de Artes de Harare), um evento anual que acontece durante seis dias e que apresenta o melhor das artes e cultura do Zimbabwe, da África Austral e a nível internacional. O programa abrangente do festival inclui várias manifestações artísticas, como são os casos de teatro, dança, música, circo, performance de rua, moda, palavra falada e artes visuais.

Dino Miranda foi o artista moçambicano escolhido a participar na edição deste ano. “Recebi o convite da própria produção para participar desse festival e senti-me lisonjeado” disse.

Desde a sua criação, em 1999, o Festival recebeu reconhecimento por seu apoio às artes e cultura no Zimbabwe e é visto como um dos principais contribuintes para o desenvolvimento daquelas áreas. O HIFA é considerado, hoje, o maior evento cultural do Zimbabwe e um dos oito principais festivais do continente.

O HIFA passou a ser visto como um símbolo importante de algo positivo sobre o Zimbabwe, unificando grupos social e culturalmente díspares daquele país num contexto de conflito ideológico e de incerteza política. Com a iniciativa, a organização do evento espera reunir grandes audiências para celebrar a capacidade terapêutica e construtiva das artes.

Dino Miranda começou a sua carreira profissional em Maputo, concretamente  em 1997, tocando com bandas de música rock. Em 1998, o músico engrena no projecto ASAGA, uma iniciativa de Chico António, no qual fez parte desse projecto/escola por dois anos como guitarrista.

A nível nacional, Dino Miranda participou do Festival Verão Amarelo, ”Três vozes do Afro-Jazz ao Vivo (Dino Miranda/Jeff Maluleke/340ml) ”, e, entre várias outras actividades, lançou o CD ”Moya Wa Kaya”.

A nível internacional, Miranda fez parte da Tourné da Cidade do Cabo a Joanesburgo, juntamente com artistas de reggae ingleses e jamaicanos, nomeadamente, Starkey Banton, Prince Malachi, Peter Spence, Dawit Menelik Tafari e Mama B, tendo tido também  a oportunidade de participar no Sunny Ocean Reggae Festival (Cape Town/2007).

Mais tarde, participou no Pan African Space Station II Festival, numa colaboração com um dos grandes maestros do jazz sul-africano, Bekhi khoza (2009). Depois, com os Napalma, em 2015, no Awesome Africa Festival, partilhando o palco com Salif keita, e, por fim, entre 2016 a 2017, esteve em Victoria Falls/Zimbabwe, para o Vic Falls Carnival, Festival de Final de Ano.

Além de músico e compositor, Dino Miranda é também produtor, arranjista, performer, vocalista, guitarrista e Director da Miramundo Produções.

Este festival tem como principais organizadores: Manuel Bagorro, fundador e Director Artístico; Muchadeyi Masunda, Presidente do Conselho de Administração da HIFA; e Maria Wilson, Directora Executiva.

 

A Fundação Fernando Leite Couto vai ser palco para apresentações teatrais de curta duração a partir do dia 19 a 21 deste mês. A pretensão é que as apresentações sejam uma maratona de cenas breves, divertidas e emocionantes, nas quais poder-se-á ver a diversidade de estórias que podem divergir de um mesmo objecto e foco.

No dia 20, às 18h, seguem-se as apresentações de 15 cenas teatrais seleccionadas pelo júri composto por Lucrécia Paco, Sónia Sultuane, António Cabrita, Quito Tembe e Bruno Huca. Tratam-se de cenas de curta duração (5 a 10 minutos) e da amostra de um desafio que foi lançado aos grupos/artistas que partia do uso dos mesmos adereços (balde e chaves) e palavras (medo e partilha). O festival irá encerrar no sábado, às 17h, com o “Cenas do Improviso”, um espaço destinado à improvisação, ao jogo teatral e à interacção entre os actores e companhias envolvidos no festival.

Segundo o site EMO, este festival pretende celebrar o teatro através de uma programação intensiva.

Há campeonato de poesia no Centro Cultural Brasil-Moçambique, em Maputo. Designado “Moz Slam – Batalha de Poesia Falada”, a segunda eliminatória da iniciativa está marcada para dia 28, pelas 14 horas.

Este é um projecto da Palavra & Palavras Eventos, um campeonato de poesia falada que tem na sua base várias regras que envolvem a performance e poesia original dos seus participantes, um tempo limitado a três minutos para as suas apresentações, um público como júri que pontua cada apresentação de 0 a 10, a ausência de música e acessórios e a atribuição de prémios simbólicos no final.

Não existem estilos ou temas adequados, existem várias linguagens possíveis, que variam com a diversidade dos participantes que fazem parte do movimento.

O projecto tem objetivo de atrair, além de poetas, espectadores e escritores que muitas vezes têm pouca intimidade com o que a organização considera “poesia tradicional”.

A intenção é que os eventos reúnam jovens escritores de diversas vertentes e estilos: poetas, escritores, músicos, rappers, jornalistas, estudantes etc., em recitais que terão a participação activa do público, escolhendo a melhor performance e texto apresentado.

A primeira eliminatória foi a 31 de Março. A segunda realiza-se já no dia 28 de Abril. Depois, seguem-se mais, nas seguintes datas: 26 de Maio, 23 de Junho, 28 de Julho e 25 de Agosto.
A Grande final está agendada para dia 20 de Outubro no Centro Cultural Franco-Moçambicano
Para além de prémios simbólicos, o grande vencedor irá representar Moçambique no Mundial de Poesia Falada que acontece em Paris-França
a é de 8.

 

Três alunos do projecto Xiquitsi seguem viagem a Portugal, hoje, para participar num estágio de orquestra no Festival de Música da Primavera da cidade de Viseu. São Kleyd Alfainho (viola), Florêncio Manhique (violoncelo) e Inerzio José Macome (violoncelo).

Os três alunos foram seleccionados para o estágio de acordo com o resultado do seu aproveitamento no Xiquitsi 2017. Por outro lado, Kleyd Alfainho foi a terceira classificada no Prémio de Melhor Aluno 2017 e Florêncio Manhique ficou em segundo lugar.

Falando sobre o evento que se aproxima, Florêncio Manhique disse que se sente muito feliz pela oportunidade. “Vou buscar experiência diferente. Espero aprender muito. Esta é a segunda viagem pelo Xiquitsi, a primeira foi para Brasil. Isso, para mim, significa confiança, o reconhecimento do meu trabalho e o meu empenho no grupo”. Manhique ainda esclareceu: “Não vou a Portugal apenas representar o Xiquitsi, mas um País inteiro e é uma grande responsabilidade para mim”.

Este é o segundo ano, que alunos do Xiquitsi participam no Festival de Viseu, em Potugal. A primeira foi no ano passado.

O Festival Internacional de Música da Primavera de Viseu realiza-se em Abril já há dez edições. O evento procura levar à cidade alguns músicos de reconhecido valor mundial, seja para dar concertos ou formação.

Aliada à formação, a criação, sensibilização e fruição musical são os principais pilares da festa da música e é nesse aspecto que é feito o programa dos diferentes anos.

Na última edição, o festival chegou a 2000 pessoas.

A ida dos três alunos a Portugal enquadra-se numa parceria entre o Xiquitsi e o Festival de Música da Primavera da Cidade de Viseu.  

 

 

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