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O País – A verdade como notícia

Como de costume, o Centro Cultural Franco-Moçambicano (CCFM), em Maputo, apresenta obras de arte, mas, desta vez, trata-se da exposição de pinturas do artista português. A obra é intitulada “Itinerâncias relativas”, e foi disponibilizada ao público na noite desta quarta-feira.

“Itinerâncias relativas”, de João de Azevedo viajou pelo mundo, e, através da pintura, tenciona mostrar às pessoas diversas manifestações sociais e culturais, de pessoas em busca da liberdade e melhores condições de vida.

Com a exposição aberta no Franco-Moçambicano, “Itinerâncias relativas” é o resultado de mais de 50 anos de carreira de João de Azevedo.

João de Azevedo está no país desde 1 de Abril, e diz que foi tempo suficiente para organizar a exposição. São no total 58 pinturas com diferentes manifestações sociais e culturais pelo mundo, e trechos retirados de livros, cartazes e filmes para educação de camponeses, entre os períodos de 1966 -2016.

A exposição aberta no Franco-Moçambicano até dia 16 deste mês.

João de Azevedo nasceu em Portugal, em 1950, e trabalhou em Moçambique por 11 anos, de 1977 a 1988, país pelo qual tem um carinho especial. Motivo mais do que suficiente para agora regressar e expor suas obras plásticas.

 

O espectáculo de Paco Montalvo, “Alma do violino flamenco”, vai decorrer amanhã, às 20:00h. Montalvo é considerado um dos melhores violinistas do mundo, tendo sido nomeado e premiado mais de dez vezes.
Assim, tem sido aclamado no Carnegie Hall de Nova Iorque, nos EUA, e acompanhado pela New England Symphonic Orchestra, segundo o site EMO.

A actuação do violinista surge no âmbito da cerimónia de abertura do 17.º Ciclo de Cinema Europeu, que traz o melhor da 7ª arte do velho continente a Moçambique, a partir do dia 3 deste mês a 28 de Agosto, nas cidades de Maputo, Beira e Quelimane.

Em Maputo, os filmes poderão ser vistos no Centro Cultural Franco-Moçambicano, do dia 3 a 13 do mês em curso. Já na Beira e Quelimane, as exibições vão decorrer do dia 22 deste mês a 6 de Junho e 22 a 25 de Agosto, respectivamente.

Durante o Ciclo, serão apresentados 12 filmes europeus produzidos nos últimos anos, muitos dos quais foram premiados. Haverá ainda um programa paralelo com documentários, workshops, debates e filmes para crianças.

O espetáculo de música e flamenco vai acontecer no Polana Serena Hotel, e as entradas são gratuitas.

 

Não fosse uma visita anunciada, o Dia Internacional do Jazz, que se celebrou hoje, teria passado como tantos outros na Enfermaria de Oncologia do Hospital Central de Maputo. Graças a iniciativa da More Promotions, vários músicos, sobretudo de tenra idade, foram tocar saxofone aos pacientes daquela repartição.

Na verdade, a comitiva, igualmente constituída por diversos judocas, como Edson Madeira, chegou ao Hospital Central por volta das 15h. Poucos minutos depois, Satish Tulsidás, o médico em serviço, recebeu-os a todos de braços abertos, dando a permissão, à entrada, para que a solidariedade caminhasse, de corredor em corredor até ao encontro dos enfermos, débeis, encurralados entre a solidão das quatros paredes de um quarto. Naquele instante, Moreira Chonguiça e os Big Band entraram e seguiram o corredor à direita, que os permitiu chegar ao quarto número 1 da Oncologia. Lá estavam quatro mulheres, entre os 33 e os 60 anos de idade, tentando conversar com o silêncio. Com a excepção de uma, todas deitadas. Então Chonguiça apresentou-se às pacientes: Sara, Mílvia, Celina e Joaquina. As primeiras duas, com 33 e 35 anos respectivamente, reconheceram o saxofonista. No entanto, envergonhada, Mílvia fugiu, mas acompanhou tudo à meia distância.

Feitas as apresentações, Moreira Chonguiça começou a soprar o seu sax, tocando “in a sentimental mood”. Enquanto tocava, Sara, visivelmente abatida, com um capuchinho à cabeça, sorria como quem absorve a magia e o poder do saxofone. O sorriso deve ter espantado a doença por alguns instantes e contagiado o saxofonista, que ficou hipnotizado ao soprar. “Sentimo-nos bem com a música tocada. Gosto da música do Moreira, que o conheço de televisão. Seria bom que tivéssemos iniciativa destas todos os dias”, exprimiu-se Sara, ouvindo Mílvia a seguir, sua colega de quarto: “Gostei do gesto. A visita veio lembrar-nos que não estamos só. Agora, ficaria feliz se o Moreira voltasse aqui ao hospital e tocasse só para mim”.  

A visita prolongou-se por mais quartos, nos quais Moreira Chonguiça e More Jazz Big Band tocaram “All blues”, com o sentimento de quem sabe quanto custa perder um familiar que cedeu ao cancro: “Eu, pessoalmente, já perdi uma pessoa na família por causa de cancro e não é uma coisa bonita. Mas é importante sabermos que temos que viver com isto. Para podermos combater a doença, temos que a aceitar; para podermos vencê-la, temos que a perceber. E nós só percebemos estando presente. Esta é das coisas mais especiais que nós já fizemos”, confessou Moreira Chonguiça.

A pretensão da More Promotions é de, uma vez por mês, promover este tipo de iniciativa – explica Chonguiça –, “em que vamos visitar a quem precisa para que possamos voltar a casa e podermos levar uma mensagem boa às nossas famílias”.

Além de música, os pacientes de Oncologia ganharam um lanche da Pizza Hut.

Nas próximas três semanas, acompanhado de More Jazz Big Band e outros músicos, Moreira Chonguiça vai visitar a Escola Especial de Maputo, com o mesmo propósito. Bem dito, a visita deveria acontecer esta terça-feira, mas, devido aos exames, teve que ser adiada.
Momentos depois de comemorar o Dia Internacional do Jazz na Oncologia, os visitantes levaram “All blues” a mais cidadãos da cidade de Maputo: vendedeiras, engraxadores de sapatos e peões, afinal, segundo Moreira, “saber ser e estar não se baseia apenas em teorias de livros, a prática é importante”.

 

Moreira Chonguiça – Saxofonista/ More Promotions
"A maior forma de terapia não são só os medicamentos; a maior forma de terapia não são só as instruções médicas, mas, sim, a arte, em particular a música. Por isso a própria Direcção do Hospital foi muito receptiva em relação à nossa iniciativa. Se queremos viver numa sociedade inclusiva, devemos de dar atenção a outras pessoas que enfrentam outros desafios, neste caso, os doentes com cancro. Tocar para pacientes que precisam é realmente muito especial".

Satish Tulsidás – Médico
"Temos colaborado com o Moreira Chonguiça há alguns anos. Ele falou-nos desta iniciativa inserida no Dia Internacional do Jazz e achamos que sim, porquê não? Os doentes estão aqui internados e um bocadinho do carinho das pessoas e dos músicos, de certa maneira, põe a moral dos doentes em alta porque a música ajuda. Várias instituições têm apostado em usar a música como um efeito terapêutico e, para nós, também é uma grande valia".

Kelton Massinga – More Jaz Big Band
"Normalmente, quando vamos tocar, a emoção é maior e ficamos felizes por isso. Mas desta vez foi tudo muito diferente, a mensagem que trouxemos também foi diferente. Nós viemos à Enfermaria de Oncologia do Hospital Central de Maputo para mostrar que, através da arte, nós podemos curar. Acho que esta iniciativa é das coisas mais importantes que nós já fizemos como grupo".

Guilherme Zandamela – More Jaz Big Band
"Moveu-me vir tocar aqui no Hospital saber que se trata de uma experiência diferente. Não me lembro de ter tocado num ambiente deste tipo, numa situação delicada. Penso que é uma causa nobre incluir a arte no contexto hospital. Penso que assim podemos ajudar os doentes a reconfortarem-se. É um gesto nobre vir aqui tocar".

 

Com uma mão cheia de anos e vários concertos, o projecto Xiquitsi regressa nesta Temporada para celebrar seu quinto aniversário. E porque é de números que se está a falar, ao contrário do habitual, 2018 terá cinco séries, mesmo a condizer com a idade do projecto que se tornou uma realidade graças a muitos sacrifícios. Um desses sacrifícios foi enfrentado pela Directora Artística, Kika Materula, que, ao nível pessoal, nos últimos dois anos, teve que mudar de vida e vir morar em Moçambique a 100%, pois, de outra forma, não seria possível contribuir para o desenvolvimento do projecto.
Na óptica de Kika Materula, os cinco anos do Xiquitsi transformaram a vida musical do país à medida em que o projecto foi contribuindo fortemente para formação de compositores e realização de concertos inéditos com músicos tradicionais com orquestra clássica. “Formamos uma orquestra juvenil e temos hoje, inclusive, uma orquestra infantil experimental e um coro. Foram vários os concertos organizados neste país, não só no âmbito da Temporada de Música Clássica como a convite de várias empresas e instituições. Os cinco anos do Xiquitsi são de muito crescimento, de muito aprendizado e muitas vitórias”, garantiu Materula.
No entanto, o Xiquitsi não existiria por si só. O sonho de tornar a música clássica um fenómeno nacional tornou-se realidade graças à generosidade de vários patrocinadores e apoios. São os casos das missões diplomáticas, embaixadas e empresas. Essas entidades foram a base para a realização do Xiquitsi. “Sem esse apoio, não poderíamos estar a trazer os músicos que têm estado a performar os nossos alunos e não conseguiríamos sequer apoiar os alunos com as aulas e não teríamos os espaços e instrumentos para as lições. E claro, não existiria o projecto sem Associação Kulungwana. O Xiquitsi é o maior projecto da Associação Kulungwana e exige um esforço diário por parte de todos os colaboradores”, reconhece Kika Materula.
Um dos grandes momentos que marcaram a história do Xiquitsi e do País nos últimos anos foi a criação da orquestração da música nacional. Nisso, o projecto fez música com vários autores da praça, como os irmãos Willy e Aníbal, Banda Kakana, Gabriel Chiau, Hortêncio Langa e sem descartar a linda voz da Xixel. No mesmo espírito criativo, Xiquitsi orquestrou  músicas de grandes escritores moçambicanos e de língua portuguesa: Paulina Chiziane e Mia Couto, e usou a voz de Calane da Silva para cantar poesia.
Mais recentemente, ano passado, durante a quarta Temporada, os Acordes da Música Clássica uniram-se à música ligeira moçambicana na voz de Stewart Sukuma, recriando seus temas e, com isso, concretizando o sonho de o autor actuar com uma orquestra.
Um outro momento importante para o projecto ocorreu quando Estevão Chissano, um dos alunos do Xiquitsi, escreveu uma missa com 24 minutos, contendo cinco andamentos. Nunca se viu algo assim na história recente do país. Com formação, troca de experiência – afinal os alunos têm tocado com músicos do panorama musical internacional –, com talento e empenho, o fruto amadureceu e caiu da árvore, para grande orgulho de Kika Materula.
A propósito de orgulho, a Directora Artística desde projecto voltou a tocar o céu, quando duas alunas do Xiquitsi, ganharam um concurso pelo YouTube e, ano passado, seguiram para Coreia do Sul(Seoul International Community Orchestra Festival) onde tocaram com uma orquestra com jovens de vários países do mundo. Neste mês, Florêncio Manhique, Kleyd Alfainho e Inerzio Macome encontram-se num estágio de orquestra e a participar no Festival de Música da Primavera da Cidade de Viseu, em Portugal mercê de uma parceria entre este Festival e o Xiquitsi. Outra parceria não menos importante resultou em troca de experiências entre alunos do projecto Xiquitsi e do Projecto Neojibá em Salvador da Baía, Brasil.
O Xiquitsi tem, neste momento, cerca de 200 alunos, distribuídos entre os naipes (grupos) de violino, viola, violoncelo, contrabaixo, obué, clarinete e percussão. Tem também uma classe que abriu este ano, em parceria com a banda Timbila Muzimba, que está a leccionar os alunos, com um professor moçambicano radicado em Portugal, Aldovino Munguambe.
Materula garante que pelo projecto tem passado vários alunos de diferentes bairros e tem alcançado toda a cidade de Maputo.
Pelo Xiquitsi, já passaram artistas de África do Sul, Alemanha, Argentina, Brasil, China, Espanha, Finlândia, França, Inglaterra, Israel, Japão, Noruega, Portugal, Suécia, Uruguai e Venezuela, país que inspirou o Xiquitsi.

 

 

“O jazz é de todos. Tem raízes em África, mas pertence ao mundo. Por isso, a 30 de Abril de cada ano celebra-se o Dia Internacional do Jazz”. A convicção é de Moreira Chonguiça, quem defende que este é dos poucos idiomas existentes no planeta que acompanhou o ser humano em vários anos.

Assim sendo, à imagem de há dois anos, a More Promotions realiza, esta segunda-feira, em Maputo, dois eventos de domínio social e cultural, como forma de eternizar a efeméride. A primeira actividade será uma visita à Enfermaria de Oncologia do Hospital Central de Maputo (HCM), onde Moreira Chonguiça, na companhia de More Jazz Big Band e mais artistas vão fazer dos acordes musicais um recurso terapêutico em benefício dos pacientes lá internados. No HCM, a partir das 15h, serão tocadas duas músicas, no entanto, o factor terapêutico vai afectar, igualmente, todos os artistas envolvidos, garante Chonguiça: “se o jazz tem o estatuto e o prestígio que possui ao nível global, é por causa desta relevância. As pessoas podem usar o ritmo para se divertir, há quem dança, medita… e é a melhor terapia que um ser humano pode ter”.

Depois da visita aos pacientes do HCM, com o mesmo elenco, a More Promotions vai realizar um concerto em marcha pelas avenidas da capital do país, com início previsto na esquina entre as Avenidas 24 de Julho e Julius Nyerere. A marcha vai prolongar-se até à Pizza Hut, onde a comitiva prevê comer uma pizza, falar de jazz, literatura e cultura num ambiente descontraído.

Portanto, o foco da More Promotions no Dia Internacional do Jazz é responsabilidade social, porque, com o gesto, pretende fazer do momento uma oportunidade conducente à consciencialização e promoção dos valores que o ritmo musical enaltece: a inclusão (racial, do género ou de idades).

Ora, além das actividades programadas para esta segunda-feira, a More Promotions vai levar aos palcos do Café Acácia, em Maputo, um concerto gratuito, das 11h às 18h do dia 5 de Maio, pois interessa à organização a participação do maior número de crianças possível, de modo que os valores do jazz permaneçam intactos no futuro, sempre com a presença dos meninos do Big Band, um projecto para criar novos músicos? Moreira Chonguiça esclarece: “De maneira nenhuma o More Jazz Big Band é um espaço para criar músicos. Não, não é isso. O More Jazz é um espaço em que jovens tocam a guitarra ou o saxofone e fazem da arte, em geral, e do jazz, em particular, um recurso que lhes permite ser pessoas melhores. Nós concebemos o jazz como uma plataforma de inclusão, onde se preza o respeito por nós próprios e pelo outro. Temos o cuidado de, através do jazz, trazermos os valores da humanidade”.

Há três anos que a More Promotions tem uma parceria com a UNESCO para complementar alguns projectos, como More Jazz e o Festival Internacional de Jazz. De alguma maneira, assume Chonguiça, “essa parceria veio legitimar o trabalho que temos estado a fazer com jovens como os de Big Band e em workshops pelo país fora”.

Na óptica do saxofonista, Moçambique está a produzir artistas fantásticos de jazz. “E o mais importante é que se está a falar de jazz, as pessoas estão a tocar, a praticar, a pensar e a expandir o género musical. Estamos num bom caminho”. E uma prova disso é a recente nomeação do álbum “M & M”, de Moreira Chonguiça e Manu Dibango, para a categoria de “Best African Artist Album” (Melhor Álbum de Artista Africano) do South African Music Award (SAMA).

O grupo Coral de Belém, um dos 30 concorrentes ao premio máximo da nona edição do Fest Coros, anunciou logo na segunda gala que desiste desta nova edição sem dar nenhuma explicação.  Entretanto, o Coral Angels of Lakayero ficou na primeira posição, Coral Evangelho na segunda posição e o terceiro lugar foi preenchido pelo Coral Ebenezer o  classificado  e os corais Alfa Gospel, Praise the Lord, Movimento Volta para Jesus foram eliminados por insuficiência de votos.

Já o corpo de júri diz que sai desta gala sem ver ultrapassadas as suas expectativas e recomenda mais trabalho aos grupos que seguem para a terceira gala.
A artista convida, Bennie Chaide, deixa uma mensagem de conforto aos grupos eliminados.

Depois da primeira e segunda galas, a nona edição passa a ser realizada no Auditório Municipal Carlos Tembe, antigo Cinema 700, na Matola.

 

Com direito a oferta de rosas, presença de grandes figuras nacionais e estrangeiras, foi lançada a 82ª edição da Feira do Livro da Minerva da Central, uma das mais antigas livrarias do continente africano. A cerimónia de lançamento do evento literário aconteceu na noite desta quinta-feira, e contou a presença do Ministro da Cultura e Turismo, Silva Dunduro.

Além do governante, Teodoro Waty, Marcelo Panguana, Eduardo Quive, Cristiana Pereira, Arcélio Tivane e Lucílio Manjate foram alguns dos oradores escolhidos para discursar acerca do seu contributo no universo da literatura. Cada escritor, à Minerva Central, procurou levar uma sumula de uma das suas obras, desta forma convidando os leitores a aumentarem ainda mais o gosto pela leitura e o, naturalmente, o desejo de as ler.

Teodoro Waty, no seu discurso, aproveitou a oportunidade do lançamento de mas uma feira para dizer que “A Minerva Central, longe de ser uma inimiga, é uma concorrente, estamos a falar de uma concorrência sã, uma concorrência que produz amizade, que produz sinergias, estamos a festejar o livro em várias dimensões, estamos a festejar o conhecimento pelo livro”, disse.

A abertura da feira foi feita pelo Ministro da Cultura e Turismo, Silva Dunduro, que em seu discurso trouxe uma novidade, a futura localização da Minerva Central. A casa dos livros vai deixar a actual localização. No entanto, as futuras instalações estarão prontas daqui a três meses, numa das principais avenidas da capital do país: 25 de Setembro. Mais essa ainda não é a novidade completa. Na verdade, a Minerva Central vai passar a ocupar as instalações do café e restaurante Continental, daí a Direcção da livraria ter decido mudar o nome. A Minerva não mais se chamará Central, mas Continental, ou melhor, Minerva Continental.

Silva Dunduro apelou aos escritores e apreciadores de literatura para que participem nas feiras do livro e do disco. “A feira realiza-se num momento em que estão em curso as fases distritais do X Festival Nacional da Cultura, cuja fase final decorrerá na Província do Niassa, de 26 a 30 de Julho. Desta forma, exortamos aos escritores e apreciadores da literatura, instituições públicas e privadas que participem nas feiras do livro e do disco, nos debates e nas oficinas literárias a ter lugar no contexto do Festival”, apelou o ministro.

Victor Gonçalves, coordenador da feira do livro, explicou de onde surgiu o projecto “Minerva Continental”.

“A ideia surgiu de várias maneiras. Primeiro, o continental vem a degradar-se há vários anos, aos nossos olhos, pois somos vizinhos, custa-nos como instituição histórica que somos, ver a degradação de um espaço e não podermos fazer nada. Segundo, a ideia de um café, onde tu podes estar, ler o jornal, ler um livro, beber um café, comer um sushi, comer uma refeição, sempre nos pareceu muito simpática, pois achamos que a cultura e a gastronomia estão inexplicavelmente ligadas”, contou Victor.

O coordenador conta ainda que o continental “ficou livre há cerca de um mês, e nós abordamos os proprietários no sentido de saber se haveria algum interesse de vender o espaço. Falamos também com o Ministério da Cultura e Turismo que nos deu o seu apoio, e nós avançamos”.

No evento, convites foram deixados a todos os amantes da literatura moçambicana, todos agendados para o início de Maio. Para o dia 03, a proposta é feita por Arcélio Tivane que vai falar sobre seu livro “Você Pode Ser Rico”. Na mesma onda de conversa, surge o convite feito por Ungulani Ba Ka Khosa, para o evento marcado para o dia 11, tendo como tema de conversa a sua última obra lançada, “Gungunhana ”. Nos dias 8  e 10 de Maio, Marcelo Panguana e Teodoro Waty respectivamente, vão lançar um livro.
 

 

O Centro Cultural Moçambicano-Alemão vai apresentar, amanhã, a partir das 18h30, no jardim do Franco-Moçambicano, o habitual sarau “Noites de Poesia”, que normalmente acontece uma vez por mês, em Maputo.

O evento de poesia e música que é dinamizado pelo colectivo Poetas D’Alma e irá receber, nesta edição, o grupo de jovens artistas, Arrabenta Xithokozelo, para apresentação da sua produção artística. As obras: (i) Poesia total, de Leo Cote, será apresentada por Américo Pacule, linguísta; (ii) Descrição das Sombras, de M.P. Bonde, terá a introdução do professor de literatura da FLCS/UEM, Aurélio Cuna, e ainda, o CD intitulado Moringané, de Sérgio Muiambo, será apresentado pelo sociólogo e docente da UEM, Hélder Nhamaze.

O evento também constitui uma celebração do Dia Mundial do Livro e dos Direitos do Autor que se celebrou na segunda-feira.

Arrabenta Xitokozelo é um colectivo fundado em 2006 e sediado no Teatro Avenida, em Maputo. O colectivo é constituído por amantes e entusiastas da literatura, motivados pelo estudo e pela investigação estética da arte.

No evento, haverá sessão de autógrafos com os autores das três obras que serão apresentadas.

 

 

Mais uma exposição no BCI, em Maputo. Desta vez, a obra de artes plásticas é intitulada "Bana Nkulunguana". Em língua tsonga, “nkulunguana” são sons emitidos pelos povos africanos para expressar alegria.

Samuel Chiboleca, o autor da exposição, embarca, desde o princípio desta noite, numa aventura em que transporta sons em quadros coloridos.

Com exposição aberta no auditório do edifício do BCI, "Bana Nkulunguana" é o resultado de mais de 40 anos de carreira artística de Chiboleca.

São ao todo 25 obras que expressam as vivências do povo moçambicano. Chiboleca pretende reverter parte da venda destas obras ao apoio à Associação dos Deficientes Auditivos.

Samuel Chiboleca nasceu em Marracuene, província de Maputo, em 1955 e começou a pintar em 1968, na Escola Primária de Marracuene.

 

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