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Com música, dança e muita inovação, mulheres tentam disseminar o espírito revolucionário na maneira de ser e estar. Trata-se do grupo Revolução Feminina, que, na última sexta-feira, actuou na Fundação Fernando Leite Couto, em Maputo.

Referindo à sua arte, Guiggaz M Black, membro e fundadora de Revolução Feminina, explica como surgiu a ideia de criar este grupo, numa sociedade em que o RAP tem cara masculina. “Revolução Feminina partiu de um sentimento que já vinha crescendo dentro de mim. De princípio eu trabalhava como técnica de som e, daí, comecei a repar. Descobri que existiam mais mulheres a repar e pensei: Porquê não unir-me às meninas e partilhar o sentimento que tenho dentro de mim? Então foi daí que criamos a revolução feminina”, explicou.

Guiggaz diz ainda que a revolução feminina não é só para mulheres que repam, mas para todas as mulheres com espírito revolucionário, mulheres que através do seu talento podem mudar o mundo, sem precisar necessariamente de ser cantando. Deu exemplo de si mesma, que é electricista, técnica de som, designer gráfico e rapper. “Não importa se a mulher desempenha uma actividade que todo mundo faz ou que todas as mulheres fazem, desde que a pessoa tenha esse espírito revolucionário, e nós até gostamos quando aparecem mulheres que façam outro tipo de actividades”.

O grupo conta com vários membros, uns mais activos que os outros, como é o caso de FT, Énia Lipanga, Patrícia e a própria Guiggaz M Black.
Na sexta-feira, as revolucionárias levaram ao público composições próprias e algumas músicas adaptadas. Dessa forma transmitiram ao público o prazer de se ser diferente, através de rimas, e até passos de marrabenta adaptados ao hip-hop.

Uma curiosidade sobre o grupo é que apesar de ser maioritariamente constituído por mulheres e ter como principal foco a mulher, não exclui em momento algum os homens, e é por isso que o grupo conta com dois membros masculinos, no baixo e na guitarra.

O grupo existe desde 2012 e tem em vista revolucionar o mundo da música especificamente o hip-hop.

 

A Casa Provincial da Cultura de Inhambane encontra-se num avançado estado de degradação. Com o ciclone Dineo de 2017, a situação veio a agravar-se ainda mais, tendo deitado abaixo o tecto do salão principal, onde aconteciam as actuações artísticas.

A actual imagem que a casa apresenta poderá num futuro breve apresentar uma nova roupagem, graças ao memorando de cooperação assinado esta sexta-feira, entre o titular da cultura e turismo e a organização Matapa Music and Arts, sediada no Canadá.

O representante legal da organização já garante o arranque das obras de reabilitação da casa da Cultura.
Sem avançar custos monetários, a Matapa Music and Arts compromete-se também a alocar seus técnicos para a formação de quadros da Cultura e Turismo, bem como a formação de artistas e grupos culturais, de modo a internacionalizar as diversas práticas locais e do país, em geral.

 

A Fundação Fernando Leite Couto, no quadro das celebrações do seu 3º aniversário, protagoniza uma oficina com o tema: “Poesia, meu anseio – encontro com Fernando Leite Couto”, para o dia 24 do corrente mês, pelas 16 horas e 30 minutos.

Este evento, a realizar-se na sede daquela fundação em Maputo, tem por objectivo promover discussões em torno da poesia e, para tal, foram escolhidos três títulos de Fernando Leite Couto: “Quero-te, poesia”, “Carta aberta aos meus amigos” e “Olhos deslumbrados”. O evento contará também com a participação de diferentes poetas, como jovens oriundos de diferentes províncias de Moçambique, mas residentes em Maputo. Muitos irão participar, no entanto apenas 12 serão escolhidos.
Celso Muianga, editor da Fundação Fernando Leite Couto, diz que a selecção dos 12 poetas dependerá da estética dos seus textos, da criatividade. “Ainda estão a decorrer as inscrições, alguns jovens já se inscreveram”, disse Muianga, acrescentando: “Depois da oficina, os poetas seleccionados estarão vinculados a nós, e vamos trabalhar de modo que os mesmos façam trabalhos acabados e que tenham qualidade suficiente para serem publicados e conhecidos pelo público”.

O poeta e editor Mbate Pedro foi a figura escolhida para monitorar a oficina e espera transmitir e colher experiência dos participantes. “Fico feliz por ter sido escolhido como monitor, espero partilhar alguns ensinamentos que adquiri, inclusive, fora do país”, disse Pedro.

O poeta louva este tipo de iniciativa, pois acredita que seja a oportunidade de jovens poetas mostrarem seu talento.

Este evento tem como finalidade a criação de um ambiente de partilha de referências de poesia em Moçambique e possivelmente o lançamento de um livro de poesias. A inscrição para os poetas que queiram participar, decorre até  ao dia 20 de Abril.

 

A segunda edição do Prémio INCM/Eugénio Lisboa aproxima-se, e as candidaturas para o concurso literário estarão abertas de 23 deste mês a 30 de Junho. As mesmas podem ser entregues no Camões — Centro Cultural Português em Maputo, no Polo da Beira ou ainda no Centro de Língua Portuguesa da Universidade Pedagógica em Nampula. Os moçambicanos residentes em Portugal que concorrem a este Prémio podem dirigir-se à INCM.

Podem concorrer a este prémio todos os cidadãos moçambicanos a residir em Moçambique ou no estrangeiro, ou estrangeiros residentes em Moçambique há pelo menos 10 anos.

As obras concorrentes devem ser inéditas, em português e devem ser assinadas com um pseudónimo do autor. Deverão ser apresentadas em três cópias e em papel, no formato A4, e acompanhadas de uma gravação em formato digital.

A iniciativa deste concurso é da Imprensa Nacional — Casa da Moeda de Portugal, e enquadra-se na missão de promoção da Língua Portuguesa.

Eugénio Lisboa teve grande relevância enquanto cidadão e homem de cultura nascido em Moçambique, mas também enquanto autor de prosa, ensaios e crítica literária à Imprensa Nacional, razão pela qual a Casa da Moeda entendeu criar este prémio literário, destinado a seleccionar trabalhos inéditos de grande qualidade no domínio da prosa literária em Moçambique.

 

“Escrever e publicar: o que faz um escritor?“. Esta é a nova proposta de conversa para o dia 18 deste mês, no Centro Cultural Brasil-Moçambique, em Maputo. Lucílio Manjate é o autor escolhido para trazer o assunto ao debate. Manjate procurará percorrer e desmistificar alguns mitos sobre a escrita, a publicação e a formação do escritor, que têm sido veiculados ao longo dos anos no contexto da literatura moçambicana. Este exercício, porém não é nada mais nada menos que partilha de um ponto de vista “pessoal” sobre a questão, avançou o CCBM.

Lucílio Manjate é escritor e docente na Universidade Eduardo Mondlane. Publicou livros de ficção como Manifesto (2006, Prémio Revelação Telecomunicações de Moçambique), Os silêncios do narrador (2010, Prémio 10 de Novembro), A legítima dor de dona Sebastião (2013) e Rabhia (2017, Prémio Literário Eduardo Costley White).

A Conversa está marcada para as 18 horas no CCBM, Maputo.
 

O Poeta e Activista de Direitos Humanos, Custódio Duma considerou, na mesa literária realizada pelo Centro Cultural Brasil-Moçambique, hoje, que a sociedade moçambicana ainda mostra dificuldades em aceitar críticas.

Para Duma existe uma ala conservadora que não aceita o cunho crítico dos seus poemas e que por isso, a crítica meso sendo construtiva é tida como algo negativo, e alguns sectores não se identificam com seus textos e preferem distanciar-se.

"Essa ala conservadora, rejeita mais a minha poesia, porque em algum momento é crítica a algumas situações da governação" referiu Duma, acrescentando que não tem nada contra isso porque as suas obras são suscetíveis de serem apreciadas de forma positiva assim como não.

Ainda neste contexto, Duma falou dos seus dois livros, dos quais destacou a "estrada sem asfalto", onde o autor mostra uma ligação que as pessoas têm com a terra, o autor sustenta que quando pisamos a terra temos um maior contacto com a realidade local, e explica também que algumas pessoas que caminham pela "estrada sem asfalto" não conhecem e nem conseguem fazer valer os seus direitos de cidadania.

O autor diz que o livro é uma crítica e chama-nos a uma reflexão e mudança de mentalidade.

Quando questiona se considera-se um poeta na sua plenitude, Duma respondeu dizendo que não se considera um poeta, justificando que os verdadeiros poetas desligam-se da sociedade e escrevem assuntos interessantes como se não vivessem naquela sociedade.

"Os verdadeiros poetas comtemplam coisas inimagináveis, há poesias que leio e fico admiro com a maneira como o poeta escreve, eu não sou esse poeta, não consigo chegar a esse nível", reiterou Duma.

Acrescentando "a minha tentativa de poesia é um impulso, nos meus textos agrego sentimentos que eu mesmo vivo com outros cidadãos, daquele que eu almejo se alguém vier e disser que eu não faço poesia, eu aceito porque eu admiro os que fazem a poesia verdadeira e espero chegar a esse nível um dia".

Custódio, afirma ainda que não conhece o seu verdadeiro público, prefere pensar num público mais diversificado porque conhece pessoas singulares e colectivas que apreciam as suas obras e debatem junto dele em alguns saraus culturais realizados por alguns pontos na cidade de Maputo, mas não saberia segmentar esse público.

Custódia Duma, realça que as pessoas que leem textos poéticos e não só, despertam em si a consciencialização, acrescenta que há necessidade de ler textos dessa natureza, porque também libertam a mente de quem os lê.

"O poema de consciencialização, o acesso à informação contribuem para o despertar do cidadão, através das artes podemos melhorar a cidadania".

Custódio Duma, jurista, activista dos direitos humanos, com uma veia literária já conhecida, tendo publicado uma obra de poesia intitulada “Estrada Sem Asfalto (2013), abordou o tema LEITURA E CIDADANIA, visando reflectir a literatura como um direito e o papel da leitura literária na formação do homem como um actor social.

 

 

A Vila Artística Dans'Artes realiza, no próximo dia 6 de Maio, no Teatro Gilberto Mendes, em Maputo, a partir das 15 horas, o espectáculo intitulado "Inteligências, Artes e EducArte".

O espectáculo será protagonizado por cerca de 70 alunos de Maputo e Matola – com idades compreendidas entre os 3 e 17 anos – dos quais mais de metade são bolseiros da Vila Artística Dans'Artes. O programa insere-se no âmbito dos planos de formação visualizados aquando da criação do projecto Dans’Artes. Um leque de disciplinas compreende esta formação infanto-juvenil: dança com técnicas de danças moçambicanas, ballet, hip-hop, valsa e afrobeat.

O espectáculo acentua o trabalho criativo e do imaginário das crianças, como forma de contribuir para o desenvolvimento de inteligências, tais como corporal, cinestésica ou motora, espacial e rítmica musical.  

No dia do espectáculo, a organização irá, igualmente, apresentar ao público um desfile de moda africana para crianças, com a participação de cerca de 16 alunos(as) da Dans'Artes Escola de Artes, pela ocasião do dia da Criança Africana, que se celebra do dia 16 de Junho, como forma de expor mais um trabalho de criação da Marilena Dance Shop. Além disso, “iremos igualmente premiar textos de crianças que terão participado ao concurso de poemas para a composição de músicas – que irão constar do primeiro álbum de música infantil, da Dansartes, a ter lugar no final do corrente ano, na Vila Artística Dansartes”, avança a organização no comunicado de imprensa.

Por outro lado, a Marilena Dance Shop, uma das criações da Vila Artística Dans’Artes, implementada pela coreógrafa e bailarina Maria Helena Pinto, expõe, no dia 10 de Maio, das 18h30 às 19Hh0, na Fundação Fernando Leite Couto, em Maputo, três linhas de trajes de capulana da colecção "Inspiração Feminina e Espectáculo".

O evento aberto ao público tem como mote a exibição de uma série de trajes femininos à moda africana, que serão usadas por sete modelos convidadas pela Dans’Artes Escola de Artes e desempenharão o papel de modelos. O momento inclui uma performance de dança Xigubo, poema, com acompanhamento musical, um número de circo, exibição de vídeos sobre a vida e obra da Dans’Artes e da Marilena e uma exposição de peças de roupa sensual inaugurada no passado dia 10 de Fevereiro.

 

A livraria Minerva Central vai realizar de 26 deste mês a 12 de Maio a 82ª Feira do Livro, com uma programação que inclui o lançamento e a apresentação das obras de Cristiana Pereira, Ungulani Ba Ka Khosa, Lucílio Manjate, Arcénio Tivane e Agnaldo Bata. E porque é de feira que se trata, a minerva vender livros preços promocionais com descontos até 20%.

A abertura oficial do evento acontecerá no dia 26, às 17h30 ,na Minerva Central, em Maputo, e será presidida pelo ministro da Cultura e Turismo, Silva Dunduro.
No evento, esperam-se debates, apresentações, lançamentos, exposições e outras celebrações em torno do livro para todos os públicos. Autores, críticos literários, intelectuais e conhecidas personalidades participarão nos debates, apresentações e sessões de autógrafos ao longo dos 16 dias da feira, que inclui actividades dirigidas ao público infanto-juvenil.

Das 9h às 18 horas, nos dias úteis da semana, e das 9h às 14horas, aos sábados, a feira vai permitir a visita e a participação de diferentes grupos sociais.

A Livraria Minerva foi inaugurada a 14 de Abril de 1908, tendo organizado a sua primeira Feira do Livro em 1935.  Em 2013, a Minerva foi agraciada com a atribuição do selo Orgulho Moçambicano.

Recentemente, a Minerva deixou de ser propriedade da JA Carvalho e passou a ser detida pela Minerva Lda.

 

O Centro Cultural Franco-Moçambicano (CCFM) celebra o sexagésimo aniversário do músico moçambicano Chico António, com o concerto “Chico 60”, agendado para sexta-feira, dia 13 deste mês, pelas 20h30.

Para o músico, que promete apresentar temas inéditos, o concerto “Chico 60” é o início de uma série de actividades que irão marcar as celebração dos seus 60 anos de vida. O concerto é também uma forma de celebração conjunta e de agradecimento a todos que directa ou inderectamente têm apostado e apoiado no desenvolvimento da carreira do músico.

“Será uma noite diferente, estarei ao lado dos meus amigos, fans, parceiros…Trago temas inéditos, mas sei que o público não irá deixar-me sair do palco sem cantar alguns êxitos….”  – explica Chico António, citado num comunicado do CCFM.

No concerto, Chico António será acompanhado pelos músicos moçambicanos Carlos Gove, no baixo, Rufus Maculuve, no teclado, Stélio Zoé, na bateria, Jorge Domingos, na guitarra, Timóteo Cuche, no saxofone, Onésia e Paulo Muholove nos coros e Nico M'Sagarra (França) na percussão.Anchor

Chico António nasceu a 13 de Maio de 1958, no distrito de Magude, província de Maputo. Entre 1979/1992, fez parte de grupos que compunham música com base em ritmos tradicionais moçambicanos tais como: Grupo Instrumental n°1 de música ligeira, RM (grupo da Rádio Moçambique) e Orquestra Marrabenta Star de Moçambique. Depois fez digressões por países como Inglaterra, Holanda, Itália, França, Portugal, Suécia, Noruega, Dinamarca, Zimbabué, Guiné Conacry e Cabo Verde.

Em 1990, ganha o prémio Descobertas da RFI (Radio France Internacional) e recebe uma bolsa de estudos para estudar técnicas básicas de piano, arranjos e captação de som em estúdio.

No dia 4 de Abril de 2018, Chico António recebeu o Prémio Carreira atribuído pelo Conselho Municipal de Maputo, em reconhecimento das acções de promoção e valorização da cultura moçambicana a nível nacional e internacional.

 

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