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O País – A verdade como notícia

O álbum “M & M” foi nomeado para o South African Music Award (SAMA), na categoria de “Best African Artist Album” (Melhor Álbum de Artista Africano).
 
O disco de Moreira Chonguiça e Manu Dibango foi lançado ano passado, tendo sido produzido durante cinco anos. “M & M” homenageia grandes clássicos de jazz que marcam os percursos artísticos de Chonguiça  e de Dibango.
 
Reagindo à nomeação, o saxofonista moçambicano disse que se sente honrado pelo facto do CD ser reconhecido pela indústria musical sul-africana. O “M & M” mostrou, uma vez mais, o poder da colaboração. Foi um enorme privilégio gravar lado a lado com um dos maiores músicos de África, e esta é uma experiência que me marcará para sempre”, diz Moreira Chonguiça num comunicado.
 
Gravado na capital francesa, no “Ferber Studios”, “M&M” foi masterizado na Cidade de Cabo, na África do Sul, pela “Milestone Studios”.
 
Esta será a nona nomeação de Moreira Chonguica para o SAMA. Com o mesmo disco, ano passado, também foi nomeado para o prémio AFRIMA.
 
 
 
 

 

A Biblioteca Nacional vai lançar, na próxima segunda-feira, na sua sede, em Maputo, a campanha nacional “Doar um livro é contribuir para a cidadania responsável e desenvolvimento sustentável”.

A campanha, de acordo com um comunicado envido pelo Ministério da Cultura e Turismo, pretende promover o acesso à informação, maior acesso ao livro e gosto pela leitura. Aliado a isso, pretende, igualmente, revitalizar e apetrechar, com livros e mobiliário, as bibliotecas públicas do país.

O lançamento da campanha coincide com o Dia Internacional do livro e de Direito de Autor e terá uma acção contínua até dia 26 de Agosto de 2018.

 

“Escrever e publicar: o que faz um escritor?” foi o tema da última mesa redonda que decorreu, esta quarta-feira, no Centro Cultural Brasil-Moçambique, em Maputo. Lucílio Manjate é autor e docente que, como orador, procurou desmistificar alguns mitos sobre a escrita, a publicação e a formação do escritor, que têm sido veiculados ao longo dos anos no contexto da literatura moçambicana.

Lucílio Manjate acredita que escrever significa construir uma máquina de linguagem. “O poeta é um objecto construído que não nasce da inspiração, mas que resulta do labor, da linguagem que o autor utiliza. Esta ideia de trabalho contrapõe-se à ideia de inspiração”, afirmou, subsidiando: “olhamos a literatura do mundo e vemos autores jovens a ganhar prémios e vemos escritores que não esperam por um momento para ter o devido reconhecimento. A idade e a experiência contam, mas o conhecimento e o domínio de técnicas mais ainda”.

Por outro lado, Manjate explicou que a literatura enquanto construção exige regularidade, constância, que o escritor aprende em cada livro que escreve, daí que não pode publicar quando achar conveniente, deve publicar com regularidade de modo a avaliar quem são seus leitores. “Há autores que depois de algum tempo não reconhecem suas obras, e, para não esquecerem, os mesmos deve escrever e publicar”.

Como forma de encerar o primeiro momento, que foi referente aos tabus, Lucílio acrescentou dizendo que a literatura não é uma pista de atletismo, os escritores não estão a competir, simplesmente o autor deve superar o seu próprio trabalho.

Ora, Manjate deixou algumas dicas do que um escritor deve fazer: ler obras clássicas, ficção, medicina ou física, de modo a aprender técnicas mesmo que de forma inconsciente. O escritor realça, igualmente, a importância dos jornais, da rádio e da televisão. “Tem de estar cercado de informação para adquirir consciência do tempo em que vive. O escritor tem que saber em que género escreve, deve ler mais para saber como este se manifesta. O escritor deve ler de forma crítica as suas próprias obras. Deve também escrever muito para adquirir experiência e aprimorar seus conhecimentos, aliás, a arte faz-se na prática”.

No momento, o escritor realçou a importância da recepção crítica e da crítica literária pois estes ensinam o autor a escrever. “O escritor olha com aversão ao crítico, mas o autor deve ler o que a crítica diz, quando o crítico escreve para o jornal é para introduzir o leitor à obra. Não tenham medo de inovar, recriar, combinar o improvável, a rebeldia torna-se a marca do escritor” apelou.

 

No próximo dia 26, às 18h, o conceito denominado “Only Jazz Without Stress” recebe, no Hotel Terminus, em Maputo, António Cabrita, para uma conversa intitulada “Arte e Escatologia: Enunciação Existencial”. O evento tem como curador o filósofo Dionísio Bahule, num conceito que se alarga para “Literature, Whinny and Jazz Without Strees”. Para Bahule, cruzar a literatura e o jazz é, de certa forma, retornar ao lugar de origem pois a África é fruto da arte. E o que mais se pretende descortinar é até que ponto a arte é o centro da vida.

Com Cabrita, espera-se uma conversa de 45 minutos em torno da consciência artística do mundo. No evento será apresentado o último livro do autor: Os crimes montanhosos, em co-autoria com o poeta Mbate Pedro, publicada mês passado sob a chancela da Cavalo do Mar.

A conversa, segundo avança um comunicado enviado à nossa redacção, claramente, poderá abrir-se para muitas outras obras do poeta, com destaque para “Anatomia comparada dos animais selvagens” publicado pela editora Coisas de Ler, um dos livros finalistas do Prémio Literário Glória de Sant’Anna 2018, juntamente com “Cicatriz Encarnada”, de Rogério Manjate, e “o deus restante”, de Luís Carlos Patraquim.

A literatura e o jazz cruzam-se no Hotel Terminus pela segunda vez, quinze dias depois de receber o poeta e sociólogo Filimone Meigos.

Um dia depois, 27, também às 18h00, desfila no palco do Terminus a banda Jazzy Networkers.

 

As portas do Museu Nacional de Arte, em Maputo, estarão abertas, esta sexta-feira, para inauguração da “Exposição itinerante de artes plásticas moçambicanas”. A cerimónia de inauguração está marcada para iniciar às 18h, e insere-se na cooperação entre o Ministério da Cultura e Turismo de Moçambique e o Ministério da Cultura de Cuba.

“Exposição itinerante de artes plásticas moçambicanas” constitui uma réplica da que foi exibida na Galeria Origens Del Grand Teatro de Havana, capital cubana, de 15 de Dezembro de 2017 a 22 de Janeiro deste ano. Por via da exposição, conforme avança o comunicado do Ministério da Cultura e Turismo, cristaliza-se a difusão da cultura moçambicana nos planos nacional e internacional, proporcionando oportunidades de intercâmbio artístico-cultural e social entre os fazedores das artes no país.
A exposição itinerante reúne 59 obras, nas modalidades de pintura, escultura, desenho, serigrafia, gravura, cerâmica e fotografia de artistas como Malangatana, Noel Langa, Naguib, Gemusse, Pedro Mourana e Idasse Tembe.
A mostra ficará patente no Museu Nacional de Arte desde esta sexta-feira a 3 de Junho. Nesse período, será complementada e enriquecida por sessões culturais diversas, tais como palestras, debates, feiras de arte, artesanato e gastronomia.

 

A 3ª Sessão Experimental do Maputo Cinema Festival (MCF) terá lugar no recinto do Conselho Municipal de Maputo (CMM), pelas 16 horas, nos próximos dias 28 e 29.

A sessão será realizada pelo Estúdio 5, um grupo de jovens pensadores e estudantes de arquitectura com diferentes experiências, sendo a mais recente adquirida na vizinha África-do-Sul, com objectivo de aprimorar a terceira edição do evento.

De acordo com o comunicado em nossa posse, o principal interesse do MCF está nos problemas relacionados com a cidade, desde os sociais, a problemática de espaços privados versus espaços públicos e a transformação de centros urbanos através da mudança dos grupos sociais, mas também os problemas físicos, como os espaços mal utilizados, resultantes de um planeamento físico inadequado.

As sessões experimentais que o grupo tem vindo a desenvolver para ganhar experiência na área e formar uma equipa multidisciplinar capaz de dinamizar a 1ª edição do Maputo Cinema Festival que está agendada para 2020.

Maputo Cinema Festival (MCF) é uma experiência urbana da qual o cinema e a arquitectura juntam-se para (re) visitar memórias, abrindo a porta de um outro futuro.

“MCF repensa espaços urbanos abandonados e ignorados como salas de cinema temporárias e convida o público a sentir a cidade como uma coletiva extensão da nossa existência como espécie, chegando a testar até que ponto o cinema pode influenciar a dinâmica urbana de uma cidade” lê-se no comunicado enviado ao O País.
 “Em Moçambique, a situação do cinema é caótica, isto deve-se principalmente ao fato dos núcleos de arte do país estarem a ser transformados em igrejas e instituições privadas, esquecendo que a arte desempenha o mesmo papel que as igrejas, no sentido de incentivar os jovens à criatividade e criar oportunidades para pessoas necessitadas”, avança o comunicado.

A última sessão experimental foi realizada nas ruinas em frente ao Ministério de Interior na cidade de Maputo, com duração de três dias em Dezembro de 2016.

 

 

O trio de alunos do projecto Xiquitsi, escolhido para estagiar em Portugal e participar do Festival de Música da Primavera da cidade de Viseu já se encontra naquele país europeu e admite ter sido bem recebido e encaminhado. Segundo revela um dos alunos, “o próprio director (José Carlos) esteve à nossa espera no conservatório, para nos dizer como iriam decorrer as nossas actividades”, disse Florêncio Manhique, quem garante que os três estão a adquirir muita experiência num contexto em que música clássica é tradição.

Nestes dias, os três alunos do projecto Xiquitsi estão a ter aulas de instrumento. No entanto, apesar do foco actual ser o estudo individual de cada um dos membros, os mesmos têm tido aulas com os estudantes portugueses, integrados em naipes, nome que se dá a um grupo de instrumentos musicais ou vozes idênticas dentro de um coro ou orquestra.

Quanto ao tempo gasto no estágio, em média, por dia, são cinco horas de trabalho mais três ou quatro de estudo individual”.

Além de Florêncio Manhique, estagiam em Portugal, igualmente, Kleyd Alfainho (viola), e Inerzio José Macome (violoncelo).

 

 

A cantora cabo-verdiana Elida Almeida é uma das atracções da 8ª edição do Festival Azgo. Com os pés no Tabanka, género cabo-verdiano, a voz de Elida Almeida faz um retrato do quotidiano do seu país, no segundo álbum, intitulado “Kebrada”, que apresentará no Azgo, a 19 de Maio próximo, segundo um comunicado da Soarte Media.

A cantora vem a Maputo, integrada no circuito IGODA, de que fazem parte, em Maputo – Moçambique, o festival Azgo, Bassline Africa Day (Joanesburgo, África do Sul), MTN Bushfire (Malkerns, Suazilândia), Sakifo Festival (Saint-Pierre, Ilha da Reunião) e Zakifo Festival (Durban, África do Sul) como membros fundadores.

A cantora cabo-verdiana esteve pela primeira vez em Maputo em Dezembro de 2015, no Centro Cultural Franco Moçambicano, onde apresentou seu primeiro álbum “Ora Doci Ora Margos.

Elida Almeida cresceu numa zona sem energia eléctrica, onde ouvia música o dia todo com os primos, sobrinhos, que viviam consigo na casa da sua avó.

 

Melodias clássicas vão ser produzidas e apresentadas na Sala Grande e no jardim do Centro Cultural Franco-Moçambicano, próximo sábado, das 18h às 23h, na 1ª edição do Jazz no Franco.

Ivan Mazuze?, um dos melhores saxofonistas moçambicanos da actualidade e melhor estreante do continente africano no African Jazz Network, irá celebrar em forma de concerto o Dia Internacinal do Jazz 2018. O evento contará também com a participação de dois grandes artistas, o pianista, compositor e director musical sul-africano Sibusiso Mash Mashiloane e o guitarrista e compositor moçambicano, Walter Mabas.

Para além do jazz tocado através do saxofone, piano, guitarra e outros instrumentos musicais, o evento terá, como se diz em inglês, a special entrance, isto é, a entrada especial, que vai acontecer alguns dias antes do evento. A mesma entrada será feita com filmes, que poderão ser vistos no auditório do CCFM. Bird, de Clint Eastwood e Miles Ahead de Don Cheadle foram as escolhas para entreter o público durante os dois dias.

A ideia da exibição dos filmes é do saxofonista Ivan Mazuze, a viver na Noruega, e as apresentações estão previstas para os dias 18 e 19 deste mês, às 19 horas.

Segundo o comunicado dirigido à redacção, o evento surge no âmbito das celebrações do Dia Internacional do Jazz, que se comemora a 30 de Abril de cada ano.

 

 

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