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O País – A verdade como notícia

O artista plástico João Fornasini vai inaugurar a exposição intitulada “Olhares de mim”, no Centro Cultural Brasil-Moçambique (CCBM), amanhã, pelas 18h30, em Maputo.

Na sua obra, Fornasini usa materiais como acrílico e óleo nas técnicas, o que lhe facilita ter uma antevisão daquilo que o quadro ou a obra em si virá a ser.

João Fornasini nasceu em 1960, na cidade de Maputo, começou a sua carreira artística em 1977, no entanto, como artista plástico, em 1996.

Ao longo da sua carreira, realizou cinco exposições individuais, nomeadamente “Lost Gardens”, na Cats-Gardem Gallery, em 1999, “Absences”, em 2001, “Zandamela”, na Associação Moçambicana de Fotografia, em 2006 e “Outros Espaços”, no Instituto Camões, em 2011.

Fornasini criou a sua oficina "Valeiro artes" e tornou-se membro do Núcleo d'Arte. Sua sexta exposição, chamada “Errantes”, segundo o autor, tem a ver com os movimentos de animais, pessoas e a própria biodiversidade, já que é amante da natureza.

 

De Moçambique para Moçambique. Assim é a exposição patente no Núcleo de Arte, na cidade de Maputo. Inaugurada sexta-feira à noite, a colectiva conta com Ju Reino da Costa como principal expositora. A artista cá nasceu na década de 60. No entanto, só agora teve a possibilidade de vir partilhar as memórias contidas na sua obra e o seu imaginário.

Na verdade, esta viagem de regresso à terra natal é a concretização de um sonho da artista plástica que também navega muito em cerâmica. Aliás, Raízes, o título da exposição colectiva, inclui obras de pintura em tela, cerâmica, escultura e desenho. “Esta ocasião é dois em um: oportunidade de visitar a terra onde nasci e cresci e, ao mesmo tempo, expor o trabalho que tenho estado a desenvolver”, confessou Ju Reino da Costa, quem começou a sua arte com pintura, mas que há uns anos redescobriu a cerâmica, algo já feito nos tempos de escola. Quiçá, por isso, em Raízes, Reino da Costa tem alguns registos que, tendo usado na cerâmica, igualmente, aplicou-os na pintura. Bem dito, só assim a sua linguagem fica mais completa.

No seu percurso criativo, a artista vai sempre experimentado, fazendo formações para aprender novas técnicas, afinal, gosta muito de as misturar. Sempre atenta ao vegetal, que é uma necessidade de partilhar a sua preocupação pelo planeta muitas vezes maltratado. “Além disso, penso que tudo que eu vejo num mundo vegetal, como as belas acácias daqui de Maputo, podem ser aplicado à arte. Fascinam-me as folhas e o mundo marinho também. Tudo isto está ligado à necessidade de preservação. E o que faz um artista é a capacidade de observar e tirar disso qualquer coisa. É isso que tento fazer. Outra coisa que me fascina na natureza é a diversidade, e acho que temos que a aplicar na vida humana. Duas pessoas não são iguais e temos que respeitar isso”.

Se para alguns autores a satisfação surge depois da obra estar completa, com Ju Reino da Costa o cenário é bem diferente. O que mais dá gozo à artista é o processo do seu trabalho, a busca. “Não penso tanto no que a obra vai ser no fim. A procura e os experimentos é que me dão mais prazer”.

Ju Reino da Costa gostava que os apreciadores da exposição encontrassem nas obras um universo em que o respeito pela natureza está presente, com a sua beleza e diversidade.

A maior parte das obras da artista com cordão umbilical em Moçambique foram concebidas especialmente para exposição patente no Núcleo de Arte até 23 deste mês.

De acordo com Titos Pelembe, Vice-Presidente do Núcleo de Arte, a exposição Raízes vale muito pela riqueza temática e cultural: “esta vinda da Ju abre um espaço de exaltação do convívio entre os artistas e com a cultura”.

Além dos trabalhos de Ju Reino da Costa, Raízes inclui algumas obras de autores como Makamo, Norberto, Mahumana, Nely e Nelsa Guambe.

 

Ju Reino da Costa

Artista

“Quando pensei nesta exposição, conclui que fazia muito sentido voltar com uma temática ligada à minha terra natal e à paixão que tenho pelo mundo vegetal: Raízes. Tem sido uma descoberta ir à procura de algumas memórias que estavam cá dentro perdidas, visitar lugares que não me lembrava e que vou descobrindo. Na exposição há dois trabalhos com colagem de capulana dedicados à África. E, nesta colectiva, fiquei deslumbrada com a riqueza cultural que encontrei nas obras de outros artistas”.

Depois da eliminação de quatro grupos na última semana, os grupos que seguiram para esta terceira gala da nona edição do FestCoros subiram ao palco com o objectivo de arrancar a pontuação máxima do corpo de júri e de convencer o público a votar cada vez mais.

No fim da gala, que se realizou no Auditório Municipal Carlos Tembe, na Matola, deu-se a conhecer que o Grupo Coral LENMED-Hospital Privado de Maputo foi o grupo mais votado da última semana. Na segunda posição, manteve-se o Grupo Coral Evangelho e na terceira posição ficou o Grupo Coral Tchivirika África.
Por insuficiência de votos, foram eliminados os grupos corais Ramat Leck, One Gospel, Internacional IDV.

Nesta gala, o corpo de júri foi muito rigoroso, facto que de certa maneira surpreendeu aos concorrentes.

 

A Cerimónia de Abertura da 17ª edição do Ciclo de Cinema Europeu, na Beira, em Sofala, vai decorrer no Camões – Centro Cultural Português, Pólo da Beira, às 18h00 do dia 24 de Maio, com a exibição do filme espanhol «Primos».

Nesta edição, segundo um comunicado da instituição, Portugal vai participar com o filme "Ruth", de António Pinhão Botelho, que será apresentado no dia 31 de Maio, às 18h00, também no Camões da Beira.

Ruth retrata a sociedade portuguesa metropolitana e ultramarina no início da década de 60. É também a história de um mito do futebol, em todo o mundo: Eusébio, moçambicano que se tornou numa lenda no mundo de futebol nas terras lusas.

Durante a 17ª edição do Ciclo de Cinema, serão apresentados 11 filmes europeus produzidos nos últimos anos, muitos dos quais foram premiados e são exibidos pela primeira vez.

Nesta 17ª edição, o Ciclo de Cinema Europeu, que resulta da colaboração entre várias Embaixadas e Institutos Culturais de países europeus e da Delegação da União Europeia em Moçambique, volta a decorrer não só em Maputo, mas também na Beira e em Quelimane devido ao sucesso da edição do ano passado nestas duas cidades.

Na Beira, os eventos serão exibidos no Camões, Universidade Pedagógica, Auditório Municipal NovoCine, UniZambeze e na Casa do Artista.

Nos dias 22 e 23 de Maio serão também exibidas 6 Curtas de Cinema de Realizadores dos PALOP no Camões da Beira.

 

Foi descoberto, esta esta semana, um pote de cerâmica que prova que já havia povos que faziam trocas comerciais, na Ilha de Moçambique, muito antes da chegada dos portugueses.

O pote, com mais de 500 anos, evidencia a existência, na Ilha de Moçambique, de populações que, muito antes dos portugueses, já faziam o comércio com outros povos. Os pedaços desse pote de cerâmica carregam informação histórica preciosa, segundo revelou Ricardo Teixeira Duarte, arqueólogo há mais de 45 anos, que está envolvido na instalação do Centro de Arqueologia, Investigação e Recursos da Universidade Eduardo Mondlane, que deverá funcionar na Fortaleza São Sebastião, na Ilha de Moçambique.

“Vemos cerâmica decorada, com motivos decorativas, que pertence a tradição que designamos cerâmica sankur. Nós calculamos há mais ou menos século XVI. Quando Vasco da Gama aqui chegou (foi o primeiro europeu que chegou aqui), ele encontrou uma pequena povoação (…) então viviam aqui na Ilha populações, antes dos portugueses chegarem. Aqui estão os vestígios desse povoamento que existia antes de chegarem os portugueses”, disse.

Durante o processo de retirada, o pote foi se quebrando, mas o facto não retira o valor da importância da descoberta, no entanto, precisará de um trabalho para restaura-lo,

E porque 05 de Maio é dia do Património Mundial Africano, a Ilha de Moçambique, também Património Mundial da Humanidade, acolheu as celebrações da data, marcada por uma marcha que reuniu jovens dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa, PALOP.
Este ano, a Ilha de Moçambique celebra 200 anos de elevação à categoria de cidade.

 

Wonaistosee e Kongoloti Records convidaram os músicos moçambicanos TRKZ, Rita Couto, Iron B11 e o sul-africano Nonku Phiri para fazer parte de um concerto musical que terá lugar no Centro Cultural Brasil-Moçambique, amanhã, em Maputo.

Dos convidados, Ailton José Matavele (TRKZ) é rapper, compositor e produtor baseado em Maputo. Em 2017, TRKZ lançou a EP Filhos da terra e fez inúmeros concertos em Moçambique e Portugal.

Rita Couto é artista em diversos domínios nas artes performativas. Com uma enérgica presença em palco, a cantora do loop em indie e soul cativa facilmente.

Iran Campos, mais conhecido por Iron B11 é rapper, produtor e realizador. Formou o colectivo T.Z.OVA e produziu todos os seus lançamentos. Na verdade, Iron B11 começou a gravar em 2009, mas só em 2011 começou a dedicar-se seriamente à música.

Todos os artistas têm em comum o amor pela arte, neste caso a música.

O primeiro evento, que aconteceu em Fevereiro deste ano, reuniu a camaronesa/neo-zelandesa Estère e os moçambicanos Nandele e Mark Exodus.

Wonalivesessions são eventos virados para a criação artística afro-futurista, e, também, é uma alternativa para os eventos nocturnos de Maputo, com oferta diferente. A selecção dos artistas é feita dentro deste conceito, em todas as estações.

 

A Directora Artística do projecto Xiquitsi, Kika Materula, disse, hoje, que vai homenagear José António Abreu, por meio de um projecto de inserção colectiva, através da música, que vai beneficiar adolescentes e jovens dos vários cantos da cidade, numa primeira fase, e, depois, a nível nacional.

Kika diz ainda que os moçambicanos são mais próximos dos instrumentos, e que, com o passar do tempo, já não precisa explicar a cada jovem nome de cada instrumento. De acordo com Kika, Xiquitsi devia ser motivo de orgulho pelas mudanças que tem feito no seio da juventude moçambicana.

“O sonho de ver jovens e crianças moçambicanas a tocar aquilo que era instrumento de ‘brancos’, era considerados instrumentos dos outros, do colono, que vem da Europa, era tudo menos algo que nós podíamos chamar por tu”, referiu, acrescentando: “hoje, o Xiquitsi trata o violino, contrabaixo, piano, clarinete, precursão por tu”, disse Materula.

Kika afirmou ainda que o Xiquitsi é hoje uma realidade, graças à generosidade de um vasto leque de patrocinadores, parceiros e apoios, sem os quais nada do que foi feito teria sido possível, por isso, aproveitou a ocasião para endereçar agradecimentos.

Diferente dos anos passados, Xiquitsi terá cinco séries de concertos e está a enveredar esforços para aumentar o número de artistas moçambicanos a participar nos concertos.

 

Como de costume, o Centro Cultural Franco-Moçambicano (CCFM), em Maputo, apresenta obras de arte, mas, desta vez, trata-se da exposição de pinturas do artista português. A obra é intitulada “Itinerâncias relativas”, e foi disponibilizada ao público na noite desta quarta-feira.

“Itinerâncias relativas”, de João de Azevedo viajou pelo mundo, e, através da pintura, tenciona mostrar às pessoas diversas manifestações sociais e culturais, de pessoas em busca da liberdade e melhores condições de vida.

Com a exposição aberta no Franco-Moçambicano, “Itinerâncias relativas” é o resultado de mais de 50 anos de carreira de João de Azevedo.

João de Azevedo está no país desde 1 de Abril, e diz que foi tempo suficiente para organizar a exposição. São no total 58 pinturas com diferentes manifestações sociais e culturais pelo mundo, e trechos retirados de livros, cartazes e filmes para educação de camponeses, entre os períodos de 1966 -2016.

A exposição aberta no Franco-Moçambicano até dia 16 deste mês.

João de Azevedo nasceu em Portugal, em 1950, e trabalhou em Moçambique por 11 anos, de 1977 a 1988, país pelo qual tem um carinho especial. Motivo mais do que suficiente para agora regressar e expor suas obras plásticas.

 

O espectáculo de Paco Montalvo, “Alma do violino flamenco”, vai decorrer amanhã, às 20:00h. Montalvo é considerado um dos melhores violinistas do mundo, tendo sido nomeado e premiado mais de dez vezes.
Assim, tem sido aclamado no Carnegie Hall de Nova Iorque, nos EUA, e acompanhado pela New England Symphonic Orchestra, segundo o site EMO.

A actuação do violinista surge no âmbito da cerimónia de abertura do 17.º Ciclo de Cinema Europeu, que traz o melhor da 7ª arte do velho continente a Moçambique, a partir do dia 3 deste mês a 28 de Agosto, nas cidades de Maputo, Beira e Quelimane.

Em Maputo, os filmes poderão ser vistos no Centro Cultural Franco-Moçambicano, do dia 3 a 13 do mês em curso. Já na Beira e Quelimane, as exibições vão decorrer do dia 22 deste mês a 6 de Junho e 22 a 25 de Agosto, respectivamente.

Durante o Ciclo, serão apresentados 12 filmes europeus produzidos nos últimos anos, muitos dos quais foram premiados. Haverá ainda um programa paralelo com documentários, workshops, debates e filmes para crianças.

O espetáculo de música e flamenco vai acontecer no Polana Serena Hotel, e as entradas são gratuitas.

 

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