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O rapper português Valete é um dos principais convidados à 8ª Edição do Festival AZGO, evento a ter lugar em Maputo, no dia 19 de Maio. Este ano, o AZGO inaugura uma nova roupagem, passando a ser um evento de três dias repletos de diversas actividades, nomeadamente: workshops, exposições, actividades para crianças e concertos.
 
Muito se pode esperar desta 8ª edição do AZGO, desde o festival escolar – AZGOZITO – que este ano vai repor o concerto Recriançando do agrupamento TP50. A Zona Artística, este ano, ganha uma nova designação – Azgo Art and Design BAZAR.
 
O Campus Principal da Universidade Eduardo Mondlane vai acolher vários músicos e estilos musicais diferentes, conhecidos, experimentais e alternativos para celebrar num único dia e em dois palcos. Além de espectáculos, o evento prevê, igualmente, reflexões com o AZGO Dialogar, com presença de artistas e agentes culturais moçambicanos no mercado internacional.

Com o AZGO Dialogar, a ideia é fazer de Maputo um centro de debate de ideias sobre cultura como factor de desenvolvimento e estimular a intervenção de Moçambique no debate global sobre a indústria criativa.

Entre vários músicos que farão parte desta edição do festival AZGO destacam-se Sara Tavares, Elida Almeida (Cabo-Verde), Sibu Mabuse, Dj Lag (África do Sul), Kappa Dech, Roberto Chitsondzo, Hot Blaze, Timbila Muzimba (Moçambique), Flávia Coelho (Brasil) e Yola Semedo (Angola).

 

Um dos factores importantíssimos para o desenvolvimento de país é a cultura. Por isso, Miguel Marrengula e João Mucavele, académicos e pesquisadores, resolveram publicar o livro “Animação sociocultural, desenvolvimento local e lideranças tradicionais em Moçambique”, num evento a ter lugar no lugar onde se encontra o memorial às vítimas do Apartheid, na Matola, no próximo dia 13, pelas 17 horas e 30 minutos.

O livro é produto de investigação dos académicos Manuel Marrengula e João Mucavele e surge da necessidade de se desenvolver programas de operacionalização da arte e cultura como instrumentos de intervenção para o desenvolvimento nas comunidades. Com esta obra, portanto, os autores querem que os líderes sejam agentes activos na resolução dos problemas.

Os autores centraram-se na comunidade porque vêm-na como centro da animação sociocultural. “O local tem a ver com onde as acções quotidianas ocorrem, e é na comunidade onde a vida ganha seu ritmo”, justificam os autores.

“Animação cultural” traz consigo conhecimento científico e vai ao encontro do conhecimento empírico da comunidade. Marrengula e Mucavele dizem que a ciência deve resolver os problemas que enfermam a comunidade, e um dos pressupostos da animação sociocultural é levar o conhecimento teórico para entender as práticas perpetradas pela comunidade no seu dia-a-dia.

Neste caso específico, os autores focalizam-se nas lideranças tradicionais como um ponto de partida. Os outros aspectos directamente ligados ao desenvolvimento e animação cultural serão produtos das próximas pesquisas, pois têm a ideia de, anualmente, produzir livro um sobre animação sociocultural.
Os autores pretendem também mostrar que a teoria e a prática não podem ser dissociadas. “Tem que haver uma relação harmoniosa entre ambas, para que nós, académicos, possamos ver e conviver com as comunidades para sentir e relacionar-se com os problemas que as comunidades têm”, afirmou Miguel Marrengula.

O livro engloba um estudo a sete distritos das províncias de Maputo, Gaza, Inhambane e Nampula, onde, segundo os autores, existe uma grande valorização da figura do líder tradicional.

 

 

O Centro Cultural Português – Camões acolhe no dia 11 deste mês, a inauguração da exposição ‘Moçambique – José Cabral’, do fotógrafo moçambicano José Cabral, que resulta de uma parceria entre o Camões e a Associação Kulungwana.

A exposição Moçambique- José Cabral reúne um conjunto alargado de fotografias, entre provas de autor e novas impressões. Depois do Camões, o trabalho será apresentado na Galeria da Associação Kulungwana, a 26 do mesmo mês.

De acordo com a Agenda Cultural Online – EMO, a exposição é acompanhada do livro Moçambique – José Cabral, uma edição bilingue (português/inglês) da KYZ Books e da Associação Kulungwana, coordenada por Alexandre Pomar. O livro reúne mais de 100 fotografias de José Cabral e inclui textos do coordenador e de Drew Thompson (Estados Unidos da América).

 

 

O saxofonista Moreira Chonguiça participa, como orador principal, numa palestra sobre Motivação Pró-Cidadania, que terá lugar no anfiteatro do edifício sede da Autoridade Tributária, em Maputo.

Sobre a palestra que terá início às 10 horas desta quarta-feira, Moreira Chonguiça afirma: “Estamos a passar por momentos não muito bons. Mas nunca devemos esquecer que devemos erguer as mãos e trabalhar. A palestra a ser proferida é uma forma de criar motivação a todos os trabalhadores da Autoridade Tributária para que olhem sempre para frente com esperança e nunca deixar de emprestar os seus conhecimentos, trabalhando para que consigamos sempre bons resultados”.

 

Abril é o mês da mulher moçambicana, do ponto de vista simbólico e prático, o reflexo de luta e coragem. Uma dessas mulheres que luta com pujança rumo à concretização dos seus intentos é Ivete Vales, das raras saxofonistas que o país produz.

A quatro dias das celebrações do Dia da Mulher Moçambicana, falando do seu ofício artístico, mesmo considerando o facto de o saxofone estar associado, muitas vezes, aos homens, a artista afirma que  prefere acreditar no lado bom de tudo, por isso, vê o saxofone como um instrumento que deve ser tocado por qualquer pessoa, sem importar o sexo.

Para Vales, qualquer profissão tem seus desafios, cabe às pessoas focarem-se no que é importante, no seu caso, em contribuir musicalmente através do seu trabalho com o saxofone.

Com efeito, Ivete Vales assume estar a trabalhar com afinco, de modo a representar ao mais alto nível a mulher moçambicana, que no dia 7 comemora o seu dia. “Sinto-me a representar a mulher moçambicana, nada melhor que ter nascido cá e, depois, de ter tido a oportunidade de ver a forma de ser e estar da cultura fora de Moçambique e de África. Estou a tentar representar a mulher e a cultura do país, por via da música e de conhecimentos científicos também”, Referiu.

Para além da música, Ivete abraça outra área, que é a docência, na Escola de Comunicação e Artes (ECA), da universidade Eduardo Mondlane (UEM).

Amante de música desde criança, Ivete é saxofonista e deu os primeiros sopros quando ingressou na Escola Nacional de Música. Nesse período, também cantou e aprendeu a tocar outros instrumentos musicais. “Saxofone é o meu instrumento de eleição, mas também tenho noções básicas de piano”, reiterou.

No início da carreira, gostava mais de cantar e, por conta disso, participou no Festival dos Pequenos Cantores, evento que visava descobrir talentos, na Rádio Moçambique (RM).

Ivete Vales referiu-se ao seu percurso artístico na tarde desta terça-feira, logo depois de ter tocado no programa “A tarde é sua”, da Stv.  

 

 

A cantora Euridse Jeque garante que vai aparecer de forma diferente do habitual no Festival Tropical Zouk, evento a realizar-se este mês, em Maputo. Na edição deste ano, a cantora quer investir num ritmo mais afro/zouk. Como exemplo dessa pretensão, Euridse Jeque tem a música “Dá na cara”, que faz parte dos seus novos lançamentos.

Na verdade, Jeque lançou recentemente três músicas, nomeadamente: “Como te amo”, “Não bate” e “Dá na cara”, música que intitula o albúm a ser lançado numa data ainda por anunciar.

Euridse Jeque, que foi eleita a cantora mais bem vestida  de 2017 pelo Mozambique Fashion Week (MFW), espera que o público continue dando o seu apoio, escutando suas músicas, que, brevemente, irá lançar mais novidades.

Nascida em Quelimane, Euridse Jeque começou a cantar a solo em 2011, e já conta com várias músicas que são um sucesso em Moçambique e no mercado estrangeiro. A sua carreira conta com parcerias com músicos já estabelecidos como Grace Évora, Johnny Fonseca, Danilo Tavares, entre outros.

A cantora afirmou, hoje, depois de ter lançado oficialmente a música “Como te amo”, no programa Manhãs Alegres da Stv, que este ano será repleto de muitas novidades e trabalho árduo, e que se esforça sempre em dar um toque especial às músicas, pois nem todas que interpreta são suas composições.  

O reconhecimento do talento de Euridse Jeque tem sido muito visível, com muita popularidade, não só em Moçambique, mas em toda África Austral e em alguns países da Europa, como Holanda e Portugal, onde tem feito as suas produções musicais.

“O primeiro vídeo será da música ‘Como te amo’, e estamos a trabalhar para que seja lançado o mais brevemente possível”, disse Euridse Jeque, quando questionada sobre os vídeo-clips referentes às músicas recentemente lançadas.

Mais do que intercâmbio cultural, é uma amostra de que a arte não tem barreiras. Francisco Sepulveda, do Chile, e Patrice Giorda, da França, são os artistas que se juntaram aos moçambicanos Naguib, Ulysses e Victor Sousa, a fim de expor suas obras de arte, escreve EMO.

Nesta exposição, de acordo com EMO, pretende-se criar uma pequena amostra de arte contemporânea através da participação de diversos artistas, desdobrando-se em múltiplas diferenças temáticas, técnicas e estilos, podendo ser importante na formação e sedimentação da sensibilidade estética, individual e colectiva.

A exposição denominada “Ao Encontro dos Ventos”, cria no campo das artes plásticas a multiplicidade de expressões, potencializa um contínuo processo de formação, de informação e de aperfeiçoamento para os mais jovens artistas e o público em geral, com acesso a um cruzamento de diferentes linguagens e consequentemente à formação de um olhar plural do mundo da arte, avança o site EMO.

A exposição vai decorrer na Fundação Fernando Leite Couto, em Maputo, a partir do dia 4, e termina no dia 30 deste mês.

 

 

A exposição Mahotas, do fotógrafo norte-americano Daniel Jack Lyons, é inaugura próxima terça-feira, às 18h30, Centro Cultural Franco-Moçambicano (CCFM), em Maputo.

A escolha de Mahotas como fonte para esta série artística foi uma decisão consciente para oferecer uma solução positiva para a falta de serviços de saúde mental em Moçambique. Em vez de escolher um dos muitos hospitais disfuncionais em Maputo, que apenas reafirmam o problema enquanto expõem as desigualdades de saúde à distância, os retratos desta exposição envolvem os participantes e procuram honrar a sua resiliência.

Daniel Jack Lyons é um fotógrafo baseado em Nova Iorque, cujo processo é marcado pela fotografia artística combinada com uma percurso mais formal na área dos direitos humanos, pesquisa e activismo. Priorizando as experiências vivenciais de um grupo diverso de indivíduos, Lyons cumpre o seu papel como fotógrafo criativo.

O CCFM tem programado, para crianças até aos 13 anos, “Os sábados das crianças”. Todos os sábados, a partir das 10h30, estão agendadas actividades diversas, tais como cinema, desenho, leitura de contos, etc. Neste âmbito, no dia 14 deste mês haverá uma visita guiada à exposição “Mahotas”.

 

Diversas actividades artísticas estão agendadas para a cidade da Beira, a realizarem-se amanhã e terça-feira. Das actividades em causa, destaca-se o intercâmbio com agentes culturais e um encontro com professores e estudantes universitários, a acontecerem na Casa do Artista. Na verdade, A Casa do Artista e a Fundação Fernando Leite Couto realizam, na Beira, sessões culturais num contexto em que a Fundação apresenta-se pela primeira vez na cidade natal dos seus membros fundadores. A fim de se aprofundar a parceria entre a Casa do Artista e a Fundação Fernando Leite Couto terá lugar a assinatura de um “Memorando de Cooperação” entre as duas instituições culturais.

Na Casa do Artista, haverá ainda uma conversa com o escritor Mia Couto, à volta dos 35 anos do seu percurso literário. Este último evento será uma sessão aberta ao público, a decorrer no Centro Universitário de Cultura e Artes – CUCA, no dia 3, pelas 16:30h.

Todos estes eventos pretendem igualmente celebrar o 3.º aniversário da Fundação com o “regresso a casa” dos irmãos Couto: Fernando Amado Couto, Mia Couto e Armando Jorge Couto.

A Fundação foi criada pela família de Fernando Leite Couto, um impulsionador da literatura e do jornalismo no país, que viveu na cidade da Beira. O poeta Fernando Leite Couto também foi editor de muitos autores moçambicanos.

 

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