O País – A verdade como notícia

Depois de ser lançada na Beira, a obra “Os últimos dias de Uria Simango”, de Adelino Timóteo, chega à capital do país. Com esta aventura pelos corredores da história de Moçambique, o poeta e escritor diz que pretende dar mais valor à personalidade de Uria Simango, que foi sempre classificado como regionalista, o que, segundo o escritor, não constitui verdade.

Para Timóteo, lançar a obra em Maputo aparece em resposta a esse posicionamento, porque Uria Simango não era de uma região, era de uma nação, daí que deve ser visto como alguém que lutou pelo país.

Uria Simango trabalhou como missionário e viveu também em Maputo, o que motivou ainda mais o escritor a fazer chegar a obra à cidade das acácias. “A acção é fazer chegar este livro a um local onde ele também trabalhou e pensou enquanto nacionalista ”, disse.
Adelino Timóteo afirma que escrever esta obra não foi algo planeado, mas… “eu fui confrontando as informações e a medida que o tempo ia evoluindo, dei-me na situação de ter um material avultado. Aí achei que seria bom fazer um trabalho científico”.

O lançamento de “Os últimos dias de Uria Simango”, de Adelino Timóteo, está previsto para terça-feira, às 17 horas, no Centro Recreativo da Universidade A politécnica (CREISPU).

 

 

O Centro Cultural Franco-Moçambicano vai acolher, na próxima quinta-feira, um espectáculo de dança contemporânea ‘uma proposta feminina’, com coreografia de de Pak Ndjamena e interpretação de Daniela Coelho e Flore Chabernaud.

'Uma proposta feminina' é um trabalho artístico e coreográfico que desvenda várias histórias interligando semelhanças, diferenças e pontos comuns que revelam uma distinção de carácteres.

O trabalho, de acorco com um comunidado do CCFM,  pressupõe vários acontecimentos que envolvem o desempenho paralelo da mulher na sociedade.

Bernardo Guiamba (Pak Ndjamena) é um bailarino e coreógrafo moçambicano. Colaborou e participou em vários festivais e projetos nacionais e internacionais, especificamente como intérprete. Teve colaborações em várias peças, com coreógrafos nacionais e estrangeiros e criou projetos de co-produção com a Iodine Produções e o Festival Kinani – Plataforma Internacional de Dança Contemporânea, nomeadamente, “Corpo Voice” (Moçambique / Swazilandia) (2011), e com a Culturarte, no “Danse Dialogues Africa”, com o projecto Justaposição “Centauros”, numa tournée na Alemanha (Dresden, Dusseldorf e Hamburgo) e no CCFM com o projecto “Piscar” (2014), uma colaboração artística com o músico francês Nico M’Sagarra e ”In Kino” com Idio Chichava (2016).

 

 

 

O Ministério da Cultura e Turismo (Micultur) felicita aos fazedores das artes e cultura, no geral, e aos actores, encenadores e dramaturgos em particular, pela passagem do Dia Mundial do Teatro, que hoje se assinala e exorta ao envolvimento de todos os seguimentos da sociedade nas celebrações desta data, fazendo do teatro instrumento de exaltação e promoção da nossa identidade cultural e de afirmação da moçambicanidade, avança em comunicado, a instituição.

No país, as celebrações do Dia Mundial do Teatro realizam-se sob lema: “Promovendo o Teatro em prol da Equidade do Género, Paz e Desenvolvimento Sustentável”, e englobarão debates temáticos sobre o estágio actual do teatro em Moçambique e suas perspectivas; compreenderá diversas actividades de todas as expressões artísticas-culturais.

O Dia Mundial do Teatro foi instituído pelo Instituto Internacional do Teatro (ITI), aquando da inauguração do Teatro das Nações, em Paris, França, em 1961, com objectivo de promover a arte do teatro junto dos cidadãos e lembrar artistas e obras importantes da história do teatro.

 

Aplausos e mais aplausos. Talvez a melhor forma para caracterizar a aula de sapiência dada por Paulina Chiziane, no seminário sobre jornalismo cultural no Camões – Centro Cultural Português, em Maputo, esta terça-feira.

Paulina Chiziane e a jornalista cultural portuguesa Teresa Nicolau foram as escolhidas para debruçar sobre o tema “Cultura além da arte”. Chiziane, autora de várias obras de sucesso, aproveitou o espaço para dar a conhecer um pouco sobre a sua experiência de 35 anos, contribuindo para a cultura moçambicana e, consequentemente, para o jornalismo cultural. Paulina diz que para que um jornalista cultural a entreviste é necessário que prove que merece.

“A pessoa para conseguir uma entrevista comigo tem que me provar que realmente é jornalista e que quer realmente trabalhar comigo. O jornalista cultural tem que estudar e, se me quiser entrevistar, tem que saber quem eu sou”, disse Chiziane.

Naquela espaçosa sala, Ngoma Yethu: O curandeiro e o novo testamento, foi a obra escolhida por Chiziane, a fim de explicar o seu contributo para o próprio jornalismo cultural, numa fase em que a escritora acabou por fazer um trabalho antropólogo e sociólogo. A escritora explicou ter tido acesso às fontes e até a fotografias que sequer os reais jornalistas têm, e manifestou alguma indignação ao aperceber-se que suas obras, que retratam maioritariamente a cultura africana, em particular de Moçambique, são mais valorizadas no estrangeiro. Paulina Chiziane explicou ainda que o facto de ter escrito a obra que tinha como principal objectivo trazer a visão de um curandeiro sobre o cristianismo trouxe várias críticas internas, em que jornalistas, e não só, afirmaram que estava a escrever sobre o curandeirismo e que curandeiro é coisa do diabo. “Um dia eu fui escrever uma coisa de nome Ngoma Yethu: O curandeiro e o novo testamento. O que eu fiz naquele livro, boa gente, é aquilo que os antropólogos e sociólogos fazem de maneira fina, mas eu fiz de maneira grosseira, mas fiz! Eu fui interpretar o novo testamento de acordo com a cultura bantu, portanto não é um livro sobre curandeirismo, é um livro sobre o cristianismo”.

Já a jornalista cultural da Rádio e Televisão de Portugal (RTP), Teresa Nicolau, diz que as pessoas olham para o jornalismo cultural como sendo o mais fácil. “As pessoas acham que é fácil fazer jornalismo cultural. Mas é difícil ser jornalista cultural, porque o jornalista cultural tem de ler, tem de ouvir música, tem de ir ao teatro, tem de saber quem é que são os actores culturais do seu país e, às vezes, de todos os países à nossa volta. Portanto é um universo imenso explorando aquilo que é a arte sob o ponto de vista jornalístico, obviamente que outros géneros também são importantes”, disse a jornalista, acrescentando que o jornalismo cultural não deve se prender à agenda e que para ser jornalista cultural é necessário que se estude.

“A essência do jornalismo, seja ela qual for, é contar histórias, se o jornalista de cultura fica só na agenda é óbvio que se perde esta dinâmica das histórias. Ser jornalista cultural é das coisas mais difíceis, é preciso que se estude permanentemente”, disse Teresa.

Circle Langa, envolvido na organização do evento, diz que o evento irá estender-se a outras províncias e adianta que alguns jornalistas poderão beneficiar-se de formações na europa. “A extensão que se vai fazer às províncias consiste, fundamentalmente, em fazer oficinas, onde alguns jornalistas poderão ampliar o seu capital de conhecimento”, disse Langa.

O segundo Seminário de Jornalismo Cultural, que começou segunda-feira, termina esta quarta-feira.

 

Mais de 20 grupos foliões juntaram-se este fim-de-semana para celebrar a festa da sétima edição do carnaval Municipal. O evento movimentou munícipes de todos os bairros e contou com a participação de músicos locais e da capital moçambicana. Foram necessários cerca de 250 mil meticais em produtos para as premiações dos grupos.

A marcha e o desfile pela avenida principal que atravessa a vila sede de Massinga, denunciou logo o início das diversas manifestações culturais, da sétima edição do carnaval deste município. Ao cair da noite, o espaço tornou-se mais atractivo e acolhedor.

Aos vencedores desta edição, Fernando Aly (rei) e Celeste Isaías (rainha), foram atribuídos prémios materiais, entre os quais, antenas para TV e o respectivo aparelho, micro-ondas, geleiras, entre outros. Os concorrentes mostraram-se felizes com o evento e disseram que os prémios ganhos já tinham destinos. Ambos prometem oferecer às suas respectivas mães.

A Presidente da Mesa de Júri, Laércia Moisés, disse não ter sido trabalho fácil apurar os vencedores.

O edil do Município, Clemente Boca, fez avaliação positiva do evento, comparativamente às edições transactas.

Este é o quarto dos cinco distritos municipalizados, da província de Inhambane, que realiza o festival do carnaval.

 

O escritor português, Afonso Cruz, estará em Maputo, mais uma vez, para uma conversa moderada por Ana Miranda (diretora do Arte Institute, Nova Iorque). A conversa vai acontecer no dia 29, às 18h00, no Camões – Centro Cultural Português.

Antes desta visita, Cruz participou, em 2014, no 26º Curso de literaturas do Camões – Centro Cultural Português em Maputo. Desta vez, o escritor vem conversar sobre o seu trabalho e o papel da literatura nos dias de hoje. O público será convidado a conhecer, ler e debater textos escolhidos da autoria de Afonso Cruz.

A iniciativa do Arte Institute de Nova Iorque conta com o apoio da Embaixada de Portugal em Maputo e do Camões – Centro Cultural Português em Maputo.

Afonso Cruz nasceu em julho de 1971. É autor de obras como A Carne de Deus — Aventuras de Conrado Fortes e Lola Benites, ao qual se seguiria, em 2009, Enciclopédia da Estória Universal, galardoado com o Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco; Os Livros Que Devoraram o Meu Pai, Prémio Literário Maria Rosa Colaço, Finalista do Prémio Fundação Cuatro Gatos 2016; A Contradição Humana, Prémio Autores SPA/RTP, seleção White Ravens 2011, menção especial do Prémio Nacional de Ilustração, Lista de Honra do IBBY e Prémio LER/Booktailors na categoria Melhor Ilustração Original e O Pintor Debaixo do Lava-loiças, distinguido em 2016 com o Selo Cátedra 10, da UNESCO e com o prémio FNLIJ (Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil do Brasil). Em 2012, foi o autor português distinguido com o Prémio da União Europeia para a Literatura pelo livro A Boneca de Kokoschka, e publicou também Jesus Cristo Bebia Cerveja, que foi distinguido com o Prémio Time Out — Livro do Ano e considerado o Melhor Livro do Ano segundo os leitores do jornal Público.  

Ana Miranda nasceu em Torres Vedras e tem carreira como actriz e produtora. Ao mudar-se para NY em 2006, trabalhou como jornalista para  a televisão portuguesa, mantendo a sua ligação com a comunidade artística de Nova Iorque e evoluindo enquanto produtora e realizadora. O seu percurso passou ainda pela Rádio ONU, pela Missão Permanente de Portugal  junto das Nações Unidas e pela emblemática Sonnabend Gallery. Em 2011, Ana Ventura Miranda fundou o Arte Institute, um instituto independente, sem fins lucrativos, para a internacionalização da arte e cultura contemporânea portuguesa. Ana tem sido responsável pela organização de diversos eventos culturais nos Estados Unidos, Portugal, Brasil, França, Reino Unido, Angola, África do Sul, Polónia e Austrália, incluindo o NY Portuguese Short Film Festival, as Summer Nights Series at Union Square Park, a Semana José Saramago em NY, Pessoa em NY e  Arte Institute Contemporary Dance at Alvin Ailey.

 

 

O projecto do pianista sul-africano Nduduzo Makhathini, Inner dimensions, embarcou na sua primeira tournée pela África Austral este mês e tem paragem em Maputo, quinta-feira, às 19h, no auditório do Centro Cultural Franco-Moçambicano.

Gravado no Musikerwohnhaus em Basileia (Suíça), em 2016, durante uma residência promovida pela Pro Helvetia Johannesburg, o projecto reuniu uma notável linha de músicos. O álbum de 11 faixas apresenta Fabien Iannone, no contrabaixo; Dominic Egli, na bateria; e Kalimba e o One Voice Vocal Ensemble (Lisette Spinnler, Julia Fahrer, Githe Christensen, Christa Unternährer, Ines Brodbeck, Anna Widauer, Maximillian Bischofberger e Yero Richard Nyberg) e foi gravado por Hannes Kumke.

“Sempre senti que, com o tipo de trabalho que faço, é importante encontrar uma maneira de alcançar mais pessoas, pois acredito que estou a fazer um trabalho mais cultural do que de diversão. Inner Dimensions buscam maneiras de penetrar profundamente nos reinos internos das nossas almas e encontrar aquelas melodias que trazem harmonia e esperança para todas as pessoas ”, afirma Makhathini, no comunicado do Franco-Moçambicano.

A digressão pela África Austral (África do Sul, Moçambique e Maurícias) arranca com uma apresentação no Festival Internacional de Jazz da Cidade do Cabo, seguido de uma noite no The Orbit em Joanesburgo. E, antes de seguir para as Maurícias, tem uma paragem no Centro Cultural Franco-Moçambicano para uma residência de três dias com dois artistas locais, Xixel Langa (voz) e Samito Tembe (percussão). Este encontro de colaboração foi possível através da parceria com a Pegs Music Projects e o Centro Cultural Franco-Moçambicano e conta com o apoio da Pro Helvetia Johannesburg.
 

A exposição “Rostos” é inaugurada no dia 29 deste mês, no Camões – Centro Cultural Português, Pólo na Beira. A obra surge no seguimento da oficina de formação em Artes Visuais realizada entre os dias 20 e 24, sob curadoria do artista moçambicano Ulisses Oviedo.

De acordo com a nota de imprensa enviada pelo Pólo na Beira, a oficina surgiu na sequência de várias solicitações de jovens artistas beirenses para expor os seus trabalhos na Galeria do Centro Cultural Português da capital de Sofala, com o intuito de lhes proporcionar simultaneamente uma oportunidade de formação e de participação activa na construção de um projecto expositivo colectivo.

A exposição estará patente até 27 de Abril e apresenta o trabalho dos jovens artistas da cidade, Hotélio Ernesto Alberto e Rosário Filipe António, com percursos formativos e expositivos diversificados, abrangendo vários domínios das artes visuais, do desenho à pintura.
A iniciativa conta com o apoio da Mezimbite Forest.

 

O Deal – espaço criativo e a editora Cavalo do Mar realizam, quarta e quinta-feira, o seu primeiro “Colóquio de Literatura: resiliência 1”. O encontro literário começa às 14h do dia 28 e vai juntar cerca de 42 participantes nas mesas redondas, apresentações de livros, recital de poesia, leitura encenada, aula de literatura, além da feira do livro, no Deal – espaço criativo, em Maputo.

Esta iniciativa surge para celebrar o livro e a literatura num contexto em que, entende Mbate Pedro, o curador, editoras pequenas como a Cavalo do Mar têm enormes dificuldades em editar novos autores e, com isso, tornar as suas obras conhecidas. Aliado a este factor, o “Colóquio de Literatura: resiliência 1” é organizado numa altura em que é extremamente oneroso produzir livro no país, em parte, devido a uma cultura de leitura muito baixa. Assim, é pretensão do Deal – espaço criativo e da editora Cavalo do Mar fazer de Resiliência 1 um espaço de promoção dos novos autores e das suas obras, mesmo porque a crítica não lhes tem dado devida atenção. “Então decidimos juntar pequenas e grandes editoras para discutirmos a indústria do livro de modo a apurarmos como o tornar mais acessível às pessoas”, explicou o poeta e editor Mbate Pedro.

Uma das participantes colóquio é Paulina Chiziane, contadora de estórias que considera o gesto bonito. Por isso, a escritora espera que este debate torne-se tradição, porque, garante, a questão do livro é grave no país. “Enquanto os moçambicanos não tiverem suas máquinas e seus equipamentos, o seu pensamento não vai evoluir. Por exemplo, quando estava para lançar Na mão de Deus, as editoras portugueses recusaram-se a editar o livro, porque é assunto nosso. Também tive dificuldades com  Ngoma yethu, hoje, um bestseller”.

Paulina Chiziane entende que há certos assuntos que, mesmo tendo a ver com Moçambique, ao nível literário ou cultural, não interessam Portugal. E, quando é assim, os livros não saem sob a chancela das editoras daquele país europeu. “Por isso resolvi editar O canto dos escravos, um sucesso no Brasil, pela minha editora. As editoras portuguesas não quiseram saber do livro, mas no Brasil a coisa é outra”. E a escritora acrescentou: “Se formos à Minerva ou Editora Escolar, percebemos que o modelo de livraria é igual ao de todo mundo. Falta alguma coisa para que as livrarias, no país, sejam verdadeiramente nossas. Como acontece no Harare. Quando estamos nas livrarias da capital zimbabweana, sentimos os pensamentos da gente local. Na África do Sul é melhor ainda. A livraria deve interessar-se por nós. Portanto, para mim, falta africanidade e moçambicanidade nas instituições livreiras. E mais, os patrocinadores dos livros e os editores devem parar de esquecer que Moçambique tem muitas províncias. É preciso conquistar aldeias como Mecanhelas e um sol como Gurué. Esta é a primeira vez que vejo um editor preocupado com o livro em Moçambique”.

À semelhança de Chiziane, que espera por discussões profundas no Deal, Adelino Timóteo almeja que dos debates saiam a percepção de que as editoras devem apostar cada vez mais nos escritores, que o mercado faz-se. “Como diz um escritor, não há caminho, mas a que caminhar, e caminhando encontra-se o caminho”. Timóteo espera que Resiliência 1 seja um espaço de partilha, das suas e das experiências de outros oradores, de modo que, assim, possa ser possível ultrapassar a série de dificuldades relacionadas com a publicação do livro. “Que o colóquio redesenhe novas perspetivas e abra latitudes em relação a várias vertentes e olhares”, afirmou Adelino Timóteo.

Se, por um lado, o colóquio constitui um espaço de partilha de percepções, por outro, de acordo com a ensaísta Sara Jona, o evento é uma forma de demonstrar que há uma preocupação e interesse no trabalho dos jovens autores, cujas obras são pouco analisadas porque há outros trabalhos que ocupam os críticos. Jona considera que o problema não envolve apenas literatura, o país, em geral, não está a fazer grandes pesquisas, o que se acentua na pouca ressonância literária nos jornais.

Para o professor de literatura, Aurélio Cuna, iniciativas como a do colóquio de literatura são importantes porque divulgam as obras e estimulam os autores. “As leituras que iremos partilhar no evento são muito importantes porque é daí que surge a crítica literária”.

À primeira edição do “Colóquio de Literatura: resiliência 1” farão parte, entre vários, os seguintes autores: António Cabrita, Clemente Bata, Gilberto Matusse, Hélder Faife, Lucílio Manjate, Melita Matsinhe, Pedro Pereira Lopes, Rogério Manjate, Suleiman Cassamo e Ungulani Ba Ka Khosa.  

 

Paulina Chiziane

Escritora

“A questão do livro em Moçambique é muito séria. Produzimos produto cultural, mas quem é o editor ou livreiro? São moçambicanos? E se forem moçambicanos, até que ponto o editor e/ou o livreiro estão interessados no desenvolvimento das ideias moçambicanas? Temos que debater sobre a nossa indústria literária porque sem isso o nosso pensamento não irá a lado nenhum.

 

Celso Muianga

Editor

Este é um convívio que enleva a consciência de que devemos andar juntos em diversos aspectos da vida literária. Será uma ocasião para juntos encontrarmos uma janela de oportunidades para a vida literária futura. E iremos debater sobre a condição de novos autores, que precisam de continuar a trabalhar. Participar em colóquios como este faz parte desse trabalho.  

 

M. P. Bonde

Poeta

É uma grande ousadia, desta nova vaga de autores, produzir um evento desta dimensão. O colóquio é mais um lugar para todos discutirmos as melhores plataformas para o livro circular, como não temos um Plano Nacional de Leitura. As coisas não vão mudar hoje, mas estamos a trazer um movimento para pensar na nossa literatura com base nos novos autores, que estão a vincar uma qualidade apreciável.

 

Aurélio Cuna

Professor de Literatura

A literatura é uma instituição que envolve autores, obras e leitores. O sector da autoria está na vanguarda, com produção crescente, mesmo com problemas de publicação. O sector do leitor, esse parece-me dos maiores problemas. Não está a existir uma correspondência equilibrada entre as obras e as leituras (universitária ou critica), que ajudaria na visibilidade dos escritores emergentes. Por isso, esta é uma boa iniciativa.

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