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O Centro Cultural Brasil-Moçambique (CCBM) realizou, hoje, um workshop de cerâmica para crianças dos 3 aos 15 anos, com objectivo desenvolver nas crianças o espírito de trabalho individual e em equipa.

Jorge Dias, director do centro diz que o workshop compõe um vasto leque de actividades realizadas de 15 em 15 dias, aos fins-de-semana e dá atenção especial para as crianças.

“Este workshop está inserido no programa da CCBM, na criação de actividades que variam entre artes plásticas, cerâmica, teatro e biblioteca infantil”, disse, para depois acrescentar que é preciso diversificar as actividades no sentido de incluir também os mais novos que durante a semana não têm possibilidade de participar” referiu Jorge Dias.

Jorge apela aos pais e encarregados de educação a deixar as crianças ampliar seus horizontes, participando em exposições, workshops, a assistir filmes, peças de teatro, em qualquer centro cultural da cidade e província de Maputo, pois são todas formas de educação.

Segundo Márcia, professora de Língua Portuguesa para estrangeiros, desde o ano passado, o centro investe na realização de actividades voltadas a crianças. Dependendo das actividades, as salas podem acolher de 100 a 120 crianças.

Tchalata, professor de actividades infantis, há mais de 20 anos, avança que actividades infantis são boas, porque são uma forma de entretenimento e ajudam no desenvolvimento cognitivo, na criatividade e espírito de partilha.

“É de pequeno que se torce o pepino, então queremos desenvolver nas crianças o gosto pelas actividades. Queremos que as crianças sejam criativas, em todos os seus momentos das suas vidas, no lazer, na escola; que saibam como é importante arrumar seus quartos de forma divertida” afirmou Tchalata.

Para além da cerâmica, o centro organiza teatro, leituras, reciclagem, feiras de exposição, artes plásticas e salto à corda que decorrem em alguns jardins e parques da cidade e outras actividades sugeridas pelas crianças.

Moçambique vai acolher, de 27 a 31 do corrente mês, o primeiro festival de tango “África Tango”. A gala de abertura será no dia 27 de Março, pelas 19:00 horas, no Polana Serena Hotel, sede oficial do evento.

O evento, organizado pela Tangueart e apoiado pela Embaixada da Argentina e Hotel Polana, terá como atracções maestros moçambicanos, com apresentações em palco de bailarinos da Bulgária e Argentina e dos Tangolinos, bailarinos de tango com idade inferior a nove.

Durante os cinco dias, haverá sessões de Workshops, milonga, concerto, tertúlia, cinetango, exposições.

O lançamento do evento está marcado para a tarde desta sexta-feira, no Hotel Polana

Estarão presentes na noite de estreia, o Embaixador da República da Argentina, o representante da UNESCO, personalidades da cultura moçambicana, bailarinos profissionais, amantes da dança, alguns organizadores e parceiros desta iniciativa.

 

O terceiro volume do disco “Colecção de Ouro”, uma colectânea de música moçambicana, numa parceria entre o Banco Comercial e de Investimentos (BCI), a VS, entre outros parceiros, foi lançado quarta-feira, em Maputo.

Este volume é composto por 34 temas da autoria dos músicos: David Mazembe, Júlia Duarte, Carlos de Lina, Eugénio Mucavele, Madala, Didácia, Alexandre Langa, Fany Mpfumu, Didácia, Stewart Sukuma, Ximinguana, Neyma, Valdemiro José, António Marcos, Dilon Djindje e Alberto Mhula.

O evento, realizado no Auditório do edifício-sede do BCI, e orientado pelo Ministro da Cultura e Turismo, Silva Dunduro, contou, além de alguns autores das músicas, com a presença de artistas como Hortêncio Langa, Wazimbo, Kaliza, DJ Damost, Fernando Luís e José Barata.

Na qualidade de anfitrião, o Administrador do BCI, José Furtado, enumerou diversas acções desenvolvidas pela instituição em prol da cultura, que reforçam o posicionamento do BCI como Banco que defende os artistas, promove e divulga a cultura moçambicana.

Já o Ministro da Cultura e Turismo saudou os patrocinadores, felicitou os autores e congratulou-se com este feito que valoriza a arte e o esforço dos artistas moçambicanos que têm trabalhado de forma abnegada para a preservação dos valores e da cultura nacionais.

O evento foi abrilhantado pelos artistas Cheny Wa Gune, Hawaiiu e Dudas, que combinaram timbila, guitarra e vozes, para trazerem o que de melhor se faz em Moçambique em matéria de música.

 

Trata-se da segunda edição do Festival de Teatro dos Bairros, organizado pelo grupo Nkaringan’Arte, que se realizará no dia 31 do corrente mês, no bairro Laulane, em Maputo. Vários grupos teatrais das cidades de Maputo e Matola participarão do evento que terá lugar na Casa da Paz.

Além dos grupos teatrais, o evento contará também com a participação de alguns académicos e actores que falarão sobre o teatro amador e seu impacto.

Segundo Abdil Juma, presidente da agremiação, os grupos responderam positivamente ao chamamento para este festival. Juma avançou ainda que o evento contará com a participação dos grupos: Coração, Khurula, Os Vingadores, Team Nhama, Shokotan, CTO, ECA, Lareira e o da Escola Primária de Laulane.

O objectivo do festival é dar oportunidade aos grupos e associações culturais existentes nos bairros, que não têm tido oportunidade de apresentar as suas criações. “Com o apoio da Escola de Comunicação e Artes da Universidade Eduardo Mondlane (ECA) vamos poder emprestar aos actores amadores diversas ferramentas relacionadas com algumas técnicas desta arte de representar e, quiçá, incutir nos mesmos a ideia de se formarem naquela instituição”, disse Juma.

O festival acontece em paralelo com a campanha de recolha de donativos para apoiar as vítimas da tragedia do Hulene.

A iniciativa da associação cultural Nkaringan’Arte conta com o apoio do Ministério da Cultura e Turismo, através da FUNDAC.

O dia do teatro é comemorado mundialmente no dia 27 de Março.

Celebra-se, hoje, o Dia Mundial da Poesia, data instituída em Novembro de 2016, na XXX Conferência Geral da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (UNESCO).

O dia da Poesia foi criado com objectivo de promover a diversidade do diálogo, a livre criação de ideias através das palavras, da criatividade e da inovação, assim como assegurar a reflexão sobre o poder da linguagem e do desenvolvimento das habilidades criativas individuais.

No país, as celebrações desta data compreenderão a realização de actividades artístico-culturais a serem levadas a cabo pelas Direcções Provinciais da Cultura e Turismo, em parceria com instituições públicas e privadas, a destacar associações de índole cultural.

Assim, o Ministério da Cultura espera, nas celebrações, maior participação de estudantes, poetas, leitores, editores, livreiros, bibliotecários, de entre outros actores das artes e letras moçambicanas, de modo a garantir um debate proveitoso sobre a escrita criativa.

O Dia Mundial da Poesia é celebrado, este ano, numa altura em que realiza o X Festival Nacional da Cultura e será marcado por homenagens aos poetas nacionais, palestras, espectáculos de música e dança, exposições de livro e de disco.

O Ministério da Cultura e Turismo felicita aos fazedores das artes e cultura, no geral, e aos poetas, em particular, pela passagem do Dia Mundial da Poesia e exorta ao envolvimento de todos segmentos da sociedade nas celebrações desta data, devendo fazer da poesia um instrumento de exaltação e promoção da nossa identidade cultural e de afirmação da moçambicanidade.

 

O músico e compositor cabo-verdiano, Teófilo Chantre, apresenta o concerto que vai marcar o encerramento das festividades da semana da Francofonia, no Centro Cultural Franco Moçambicano.

O músico, de 53 anos de idade, vive actualmente em Paris, para onde partiu com sua família, quando tinha apenas 13 anos.

Chantre começou a cantar na adolescência, inspirado pela distância de sua terra natal, que despertou a sua criatividade. No entanto, sua carreira foi também influenciada pela restante música lusófona, em particular a brasileira.

O seu repertório é composto por seis trabalhos discográficos: “Terra & Cretcheu” (1993), “Di Alma” (1997), “Rodatempo” (2000), “Live”(2002), “Azulando” (2004) e "Metissage" (2013).

Um dos pontos altos de sua reputação foi quando viu Cesária Évora gravar três canções suas no disco Miss Perfumado.

Para este concerto marcado para sexta-feira às 20h30, Teófilo Chantre virá acompanhado pelo acordeonista francês Frank Fourniret e pelos músicos moçambicanos Walter Mabas (guitarra), Hélder Gonzaga (baixo), Tony Paco (bateria) e Idálvia Baúle (voz).

Ungulani Ba Ka Khosa participa na edição 2018 do Festival Literário de Macau-Rota das Letras, entre os dias 10 e 25 deste mês.

De acordo com um comunicado da Associação dos Escritores Moçambicanos (AEMO), a sétima edição do Festival Literário de Macau – Rota das Letras, fundado pelo jornal de Macau em língua portuguesa Ponto Final, em 2012, conta ainda com a presença dos autores Peter Hessler e Leslie T. Chang, dos Estados Unidos; Rosa Montero, de Espanha; Julian Fuks, do Brasil; Ana Margarida de Carvalho, de Portugal; e Han Dong e A Yi, da China.

Além de dar a conhecer e revelar novos nomes no panorama literário internacional, o Festival – Rota das Letras centra atenções sobre a Coreia do Norte, como país homenageado, avança o comunicado da AEMO, acrescentando que o naipe de escritores participantes no evento que tem como palco o edifício do antigo tribunal de Macau, inclui James Church, ex-agente da CIA ,  escritor de romances policiais, e Michael Breen, a viver na península coreana há mais de três décadas.

Ungulani Ba Ka Khosa participou, recentemente, em Portugal, nas Correntes d'Escritas 2018, onde lançou Gungunhana, livro que pelo sucesso de vendas já chama pela segunda edição. 

 

 

 

Inspirado num contexto de dor e lágrimas, o escritor Alexandre Dunduro escreveu a obra literária Mutondi, o tocador de Timbila. A ideia do livro que será lançado esta quinta-feira,  às 18 horas, no Centro Cultural Brasil-Moçambique, em Maputo, surgiu numa altura em que o país estava imerso numa situação de conflito político-militar. “A dor, a tristeza e a incerteza cercava-nos por todos os lados”. Então, o escritor interrogou-se: "por quê a guerra? Indignava-me aquela situação!  E Mutondi desponta esta pergunta, ao trata-se de uma tentativa de apelo à convivência harmoniosa entre os homens, uma espécie de  apelo para a aceitação mútua”, explicou Dunduro.

Ainda sobre o título do livro, com palavras escolhidas de forma bem ponderada, Dunduro revela que a timbila, instrumento musical tradicional, Património Oral e Imaterial da Humanidade,  foi um "pretexto" para dar cor à estória e também uma forma de lembrar que o país possui um instrumento precioso, que deve ser valorizado. “Mutondi faz-se valer deste instrumento para  ‘ludibriar’ o desejo de guerra entre os seus aldeãos, enchendo-os de desejo de dançar, abraçar e acolher”.

Neste livro de Dunduro, o leitor encontra possibilidades de sonhar com um mundo onde a harmonia, o amor,  o encanto,  a concórdia estão ao alcance de todos.  Sempre nessa tentativa de lembrar que os homens podem amar ao invés de odiar, abraçar em vez de lutar. “Ao escrever o livro, portanto, pensei na humanidade,  pensei em Moçambique, nosso país, nas possibilidades de finalmente alcançarmos a paz e convivência harmoniosa.  O desejo de viver em harmonia atravessa fronteiras etárias”

Mutondi, o tocador de Timbila é um livro infanto-juvenil. Embora a ideia  de o escrever tenha surgido em 2013, a maturação aconteceu em 2016. No ano seguinte, a obra saiu pela Editora Fundza, baseada na cidade da Beira.

Ao escrever este livro, Alexandre Dunduro deixou-se levar por uma mistura de sentimentos, encantos e desencantos do mundo. “Escrever para crianças me alegra bastante, é um exercício fascinante mergulhar no mundo delas”.

Este livro, contendo 37 Páginas, será apresentado por Rutília Microsse, jovem activista social, e contou com ilustrações de João Timane, artista plástico.

Mutondi, o tocador de Timbila é lançado em Maputo, depois da Beira. Este é o segundo livro infanto-juvenil de Alexandre Dunduro, com peripécias de um personagem, Mutondi, que desafia o pai ao rejeitar tornar-se num militar. Ser um tocador de timbila é o sonho que move o personagem na narrativa.

Antes de Mutondi, Dunduro publicou “O casamento misterioso de Mwidja”, no Brasil.

 

O olhar por dentro do criador

Alexandre Silva Dunduro nasceu a 14 de Novembro de 1987, na da Beira. Além de escritor, segue a carreira de consultor e pesquisador. É formado em Relações Internacionais e Diplomacia, e está envolvido em iniciativas juvenis de promoção da cultura e da literatura Infanto-juvenil.

 

 

 

 

 

As caras da Francofonia é o título da exposição da fotógrafa Íria Marina, com curadoria de Frédérique Martin (França). A obra estará exposta no Centro Cultural Franco-Moçambicano, em Maputo, a partir das 18h30 desta terça-feira.

A obra de Íria Marina reúne os retratos de 27 moçambicanos, de várias idades, origens e níveis sociais diferentes, histórias e personalidades cativantes. Com o trabalho, segundo o comunicado do Franco, a autora sentiu um grande orgulho e vontade de fazer parte da comunidade francófona moçambicana, num trabalho que consistiu em transmitir histórias. “Espero tê-lo feito de uma maneira que vos deixe orgulhosos e honrados”, vem no comunicado, o qual apresenta a explicação da autora que a levou a esta aventura: “Quando a Frédérique me propôs fazer um projecto para a Semana da Francofonia no Centro Cultural Franco-Moçambicano, combinando a fotografia e um documentário, não poderia dizer não, pois o que me agrada na fotografia é que ela me permite contar histórias. O documentário, por seu lado, é um género cinematográfico que me interessa há muito tempo, pois ele permite pôr em movimento essas histórias. Uma vez que o tema da Francofonia deste ano é a Oralidade, a nossa ideia foi de entrevistar vários moçambicanos francófonos de Maputo e ouvir as suas histórias em língua francesa. Quando o CCFM aceitou a nossa proposta, o trabalho começou. E não era para menos, pois havia muito para fazer. Identificámos os participantes, escolhemos os lugares de filmagem, entrevistámos, fotografámos e filmámos cada um dos participantes e, por fim, finalizámos o projecto a fim de oferecer um resultado digno do tema proposto”.

Íria Marina é uma fotógrafa nascida em Moçambique e graduada em arquitectura. A autora descobriu a fotografia como um passatempo e, mais tarde, transformou-a em carreira. Cresceu entre a África do Sul e a Swazilândia, onde desenvolveu um interesse pelo comportamento humano, a maneira como a pessoa se sente, como a cultura afecta o comportamento, o poder da paisagem e do lugar. O seu foco principal é o documentário, postais ambientais, retratos profissionais e a fotografia de arquitectura. O seu mais recente trabalho artístico foi 90s Project, uma instalação multimédia em colaboração com Frédérique Martin, professora que, neste momento, dedica-se a diversas actividades ligadas à cultura. Tem diversos projectos, tais como organizar festivais de cinema, encenar peças de teatro, fazer fotografia, para além de ser administradora de um grupo de Facebook, que informa sobre os eventos culturais em Maputo; é DJ nos tempos livres.

 

 

 

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