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Um concerto de piano e canto «Brel, ne nous quitte pas», uma homenagem a Jacques Brel, com Frédéric Marquer e Xavier-Edouard Horemans, terá lugar no Centro Cultural Franco-Moçambicano, em Maputo. O concerto está marcado para quarta-feira, às 19h, e insere-se nas comemorações dos 12 anos da Francofonia no país.

Frédéric Marquer ?(canto) nasceu em Paris, em 1961, e fez a sua iniciação nas orquestras de baile. Depois, juntou-se, como cantor, à grande família do Club Med e em 1986 chega a Bruxelas, montando dois espectáculos: «Canção francesa» e «Homenagem a Brel». Depois é convidado para o primeiro Festival da Música e da Juventude, em Marrakech e actua no Olympia para o "Hit Parade du Siècle" com Alice Dona e Nicoletta.

Xavier-Edouard Horemans (Piano) conta no seu percurso com importantes encontros e colaborações, nomeadamente, com Stéphane Grappelli, Philip Catherine, Miles Davis, Lara Fabian, Demis Roussos, André Lamy, Fred Marquer Claude Barzotti e Herbert Léonard.

Em 1988, Xavier-Edouard funda o grupo Ixhor Jazz Entertainment, com o qual se apresentou pelo mundo fora.

Chefe de orquestras, algumas vezes nos barcos de cruzeiro, outras no palco do Teatro Nacional da Bélgica, Horemans colabora com diversas comédias musicais, é solicitado pelas televiões belgas e participa em vários festivais na Europa, em África e nos Estados Unidos.

Xavier-Edouard Horemans grava o seu primeiro CD em 1992 e lança o seu segundo na Primavera de 2006.

 

 

O escritor moçambicano, Adelino Timóteo, lançou mais uma obra literária intitulada "Os últimos dias de Urias Simango", que foi um líder proeminente da Frelimo, onde chegou a ser vice-presidente. Simango e outras figuras consideradas reacionárias foram, em 1977, em circunstâncias pouco claras.

Adelino afirma que das suas pesquisas, maior parte delas na base de fontes da PIDE, antiga polícia portuguesa responsável pela repressão nas colónias portuguesas, concluiu que maior guerra que Simango travou dentro do seu partido foi a realização de eleições justas transparentes e livres.

Adelino Timóteo diz que ao escrever o livro em causa não pretende problematizar a figura de Urias Simango.

O lançamento do livro contou com a presença de familiares, amigos e diversas figuras residentes na cidade da Beira. Reagindo ao lançamento desta obra a família Simango recorreu apenas a um extracto das palavras de Urias Simango, retiradas numa carta redigida durante o tempo de guerra de libertação e que estão patentes no livro na página 168, na alínea b.

"A abolição de uma vez por todas do nepotismo, tribalismo, regionalismo, corrupção e chantagem que certos elementos usam para alcançar seus fins".

 

A Capoeira dos Sete Pintos é o título da mais recente obra literária do escritor Celso C. Cossa, que sai sob a chancela da Escola Portuguesa de Moçambique – Centro de Ensino e Língua Portuguesa, EPM-CELP, a ser lançada na próxima quarta-feira, pelas 17h30, na sede da Associação dos Escritores Moçambicanos (AEMO), em Maputo.

Ilustrado pelo artista plástico e designer Alberto Correia, A Capoeira dos Sete Pintos é um conto infanto-juvenil, recriado a partir do conto A Galinha Costureira e o Milhafre Esfarrapado do livro 7 Estórias Sobre a Origem de Quem Come Quem, do mesmo autor.

Entre a fábula e o fantástico, a obra conta a aventura de um pai (o autor) que depois de ler uma estória de ninar para o seu filho ele também acaba por adormecer e sonhando o mesmo sonho pai e filho são levados para um mundo desconhecido, onde um novelo de acontecimentos envolvendo os Sete Pintos, a Galinha Costureira, o Milhafre Esfaimado, a Feiticeira Esfarrapada e a Galinha Anciã tem lugar.

Celso C. Cossa nasceu em Maputo. Possui uma licenciatura pela Universidade Pedagógica. É membro da Associação dos Escritores Moçambicanos. É autor de 7 Estórias Sobre a Origem de Quem Come Quem (Prémio Nacional 25 de Maio, PAWA, edição 2015), O Gil e a Bola Gira e Outros Poemas para Brincar (EPM-CELP, 2016), Dandiwa – a menina que ganhou uma bolsa de estudo (Menção Honrosa no Prémio Matilde Rosa Araújo, edição 2015) e O Sol e o Solzinho (Menção Honrosa no Prémio Matilde Rosa Araújo, edição 2016), estas duas não publicadas.  

A apresentação de A Capoeira dos Sete Pintos será feita pelo escritor Aurélio Furdela.

 

 

A província da Zambézia conta, desde sexta-feira, com novo director da Cultura e Turismo. Trata-se de Aly Aboobacar docente e músico, e um dos vocalistas da Banda Sáldicos.

Zambézia tem um universo de pouco mais de dez mil artistas. O desafio do novo director é trabalhar para inclusão e divulgação das potencialidades, trabalhos que estavam a ser desenvolvidos pelo director cessante, Amostra Sobrinho.

Aboobacar diz estar ciente das responsabilidades que o esperam e adianta que há trabalhos a serem desenvolvidos, visando a exploração do potencial cultural da província.

A cerimónia do empossamento foi orientada pela Secretária-Permanente da província.

 

No dia 20 deste mês, às 18h, o Camões – Centro Cultural Português, em Maputo, acolhe a iniciativa “Mãos, Vozes, Cordas: Poesia”, por ocasião do Dia Mundial da Poesia, que se assinala a 21 de Março.

De acordo com o comunicado do Camões, “Mãos, Vozes, Cordas: Poesia” proporcionará ao público um encontro com 12 poemas de nomes como Florbela Espanca, Alda Lara e Noémia de Sousa, lidos, encenados e cantados pela actriz e bailarina Gigliola Zacara e pelas intérpretes de língua de sinais Sandra Guite e Sofriana Lobo. Esta iniciativa enquadra-se no âmbito da exposição “A Ilha dos Poetas”, com curadoria de Nelson Saúte, patente na Galeria do Camões até dia 30 deste mês.

 

A peça teatral “A boca”, do grupo Makwerho, volta aos palcos. A apresentação, inserida no âmbito da 12ª edição da Francofonia, vai acontecer no Centro Cultural Franco-Moçambicano (CCFM), na segunda-feira, às 19h.

A Boca é uma obra cenicamente despida (segundo Grotowski: teatro pobre), onde o corpo humano é várias vezes usado para criar o cenário. O ritmo é enriquecido pela flexibilidade dos actores, muitas vezes cantando e dançando, avança o comunicado do Franco-Moçambicano enviado à nossa redacção.

Em termos de conteúdo, A Boca fala da liberdade de expressão e das suas consequências no mundo, em particular sobre o ponto de vista político. Quem nos faz viajar nesse mundo é o personagem Jhotamo, que é um jovem de 25 anos apaixonado pelo jornalismo, porém formado na área de medicina pela mais reconhecida universidade pública do país. No dia da sua graduação, Constantino, jornalista e pai de Jhotamo, é morto a tiros. O desejo de vingança e a sua paixão pelo jornalismo fazem Jhotamo abandonar a sua área de formação e ocupar o posto do pai na redacção. Amigos do pai o aconselham a não tocar nesse assunto, destacando os perigos, e o aconselham a divulgar apenas notícias de desporto. Mas Jhotamo insiste e aventura-se na esperança de divulgar a identidade do assassino do pai.

A Boca é uma peça teatral escrita por um jovem artista moçambicano conhecido por Estreanty, que veio a conhecer as artes cénicas através do grupo teatral Makwerhu do bairro de Mavalane B, em 2003. De 2005 a 2009, Estreanty participou de diferentes oficinas organizadas por diferentes ONG maioritariamente com objectivo de formar actores-activistas. A partir de 2011, Estreanty começa a frequentar o Centro Cultural Franco-Moçambicano, onde participou em diferentes oficinas de artes cénicas como malabarismo, dança, teatro, magia, pernas de pau, acrobacias e marionetas.

Sob direcção de Estreanty, a peça terá em palco os seguintes actores : Danito Banze, Orlas Intimane, Jeff Maria, Cesária Vuendo, Jhon Thomas e Festinhas.

A peça é inspirada na tragédia que aconteceu a Carlos Cardoso, Siba Siba Macuácua e Gilles Cistac.

 

Acompanhada do saxofonista Muzila e do percussionista Tony Paco, Lucrécia Paco, leva “Zambézia, 2061: La Cité de La Grande Revolution”, ao palco do Centro Cultural Franco-Moçambicano.

Com texto e encenação de Alain Kamal Martial, a peça será apresentada esta quinta-feira, a partir das 19h00.

A obra é um monólogo musicado que pode ser encarado como uma poesia-manifesto por uma África futura. E apresenta-se como celebração de todo um povo. É, na verdade, o regresso às raízes, não para lamentar o passado, mas para celebrá-lo pelo heroísmo e desenhar novas utopias.

Lucrécia Paco já também levou aos pacos outros monólogos de Alain Martial, como “A Mulher Asfalto” e “Epílogo do Ventre”.

“Zambézia, 2061: La Cité de La Grande Revolution” marca o regresso da actriz, depois de uma paragem pelos palcos.

 

Alunos da 6ª e 7ª classe da Escola Primária Completa de Matacuane, em Sofala, visitam, no dia 16 deste mês, às 8h30, no Camões – Centro Cultural Português, pólo da Beira, a exposição A maior flor do mundo, que inaugurou no dia 20 de Fevereiro, com ilustrações de André Letria, dedicadas ao conto infantil de José Saramago (1922-2010).

Os alunos daquela escola são convidados a visitar a exposição e, depois, a assistir a um conjunto de curtas-metragens de animação que constituem parte da selecção oficial das sete edições do NY Portuguese Short Film Festival produzido pelo Arte Institute.

Esta iniciativa conta ainda com o apoio do Curso de Português (Departamento de Ciências da Linguagem, Comunicação e Arte) da Universidade Pedagógica – Delegação da Beira, que providenciou o transporte.

 

 

A Associação dos Escritores Moçambicanos (AEMO) acolhe, na sua sede, em Maputo, a Semana das Delícias do Zambeze, um evento destinado a promover a cultura da região do Vale do Zambeze que engloba áreas das províncias de Manica, Sofala, Tete e Zambézia.

Segundo Daniel da Costa, coordenador do evento, a principal atracção da Semana das Delícias do Zambeze será o pende selvagem de Cahora Bassa, peixe de água doce de classe mundial, vulgarmente conhecido por tilápia. Nas instalações da AEMO, estará aberta uma feira de peixe e serão igualmente proporcionadas as condições para uma sessão de degustação ao longo do evento.

“A ideia central do certame”, refere o escritor Daniel da Costa, “é a de promover uma maior aproximação entre as pessoas, em que a comida deve recuperar o seu lugar como a rede social mais antiga do mundo, muito antes dos aplicativos da internet”.

Além de gastronomia, integram a Semana das Delícias do Zambeze um colóquio sobre a qualidade e segurança dos alimentos, com a Prof. Dra. Custódia Macuamule, docente de Higiene e Tecnologia dos Alimentos na Universidade Eduardo Mondlane; uma exposição de artesanato, com peças da artista Emmy Xix, feitas a partir do fruto do embondeiro e a promoção de títulos de 20 escritores do Vale do Zambeze.

Falando em representação da AEMO, o secretário-geral Ungulani Ba Ka Khosa, mostrou-se satisfeito com esta experiência inovadora e sublinhou que “factos desta natureza ilustram, tal como a poeta Natália Correia dizia, que a poesia é para se comer, mostrando o quão importante são os saberes e sabores que nos diferenciam e nos unem”.

Produzida pela Loja do Pende, sediada em Tete, em parceria com a AEMO, a Semana das Delícias do Zambeze estará aberta das 10 as 19 horas, até ao dia 22 do corrente mês, com a excepção de domingo, dia 18.

 

 

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