Skip to main content

O País – A verdade como notícia

A cantora Euridse Jeque garante que vai aparecer de forma diferente do habitual no Festival Tropical Zouk, evento a realizar-se este mês, em Maputo. Na edição deste ano, a cantora quer investir num ritmo mais afro/zouk. Como exemplo dessa pretensão, Euridse Jeque tem a música “Dá na cara”, que faz parte dos seus novos lançamentos.

Na verdade, Jeque lançou recentemente três músicas, nomeadamente: “Como te amo”, “Não bate” e “Dá na cara”, música que intitula o albúm a ser lançado numa data ainda por anunciar.

Euridse Jeque, que foi eleita a cantora mais bem vestida  de 2017 pelo Mozambique Fashion Week (MFW), espera que o público continue dando o seu apoio, escutando suas músicas, que, brevemente, irá lançar mais novidades.

Nascida em Quelimane, Euridse Jeque começou a cantar a solo em 2011, e já conta com várias músicas que são um sucesso em Moçambique e no mercado estrangeiro. A sua carreira conta com parcerias com músicos já estabelecidos como Grace Évora, Johnny Fonseca, Danilo Tavares, entre outros.

A cantora afirmou, hoje, depois de ter lançado oficialmente a música “Como te amo”, no programa Manhãs Alegres da Stv, que este ano será repleto de muitas novidades e trabalho árduo, e que se esforça sempre em dar um toque especial às músicas, pois nem todas que interpreta são suas composições.  

O reconhecimento do talento de Euridse Jeque tem sido muito visível, com muita popularidade, não só em Moçambique, mas em toda África Austral e em alguns países da Europa, como Holanda e Portugal, onde tem feito as suas produções musicais.

“O primeiro vídeo será da música ‘Como te amo’, e estamos a trabalhar para que seja lançado o mais brevemente possível”, disse Euridse Jeque, quando questionada sobre os vídeo-clips referentes às músicas recentemente lançadas.

Mais do que intercâmbio cultural, é uma amostra de que a arte não tem barreiras. Francisco Sepulveda, do Chile, e Patrice Giorda, da França, são os artistas que se juntaram aos moçambicanos Naguib, Ulysses e Victor Sousa, a fim de expor suas obras de arte, escreve EMO.

Nesta exposição, de acordo com EMO, pretende-se criar uma pequena amostra de arte contemporânea através da participação de diversos artistas, desdobrando-se em múltiplas diferenças temáticas, técnicas e estilos, podendo ser importante na formação e sedimentação da sensibilidade estética, individual e colectiva.

A exposição denominada “Ao Encontro dos Ventos”, cria no campo das artes plásticas a multiplicidade de expressões, potencializa um contínuo processo de formação, de informação e de aperfeiçoamento para os mais jovens artistas e o público em geral, com acesso a um cruzamento de diferentes linguagens e consequentemente à formação de um olhar plural do mundo da arte, avança o site EMO.

A exposição vai decorrer na Fundação Fernando Leite Couto, em Maputo, a partir do dia 4, e termina no dia 30 deste mês.

 

 

A exposição Mahotas, do fotógrafo norte-americano Daniel Jack Lyons, é inaugura próxima terça-feira, às 18h30, Centro Cultural Franco-Moçambicano (CCFM), em Maputo.

A escolha de Mahotas como fonte para esta série artística foi uma decisão consciente para oferecer uma solução positiva para a falta de serviços de saúde mental em Moçambique. Em vez de escolher um dos muitos hospitais disfuncionais em Maputo, que apenas reafirmam o problema enquanto expõem as desigualdades de saúde à distância, os retratos desta exposição envolvem os participantes e procuram honrar a sua resiliência.

Daniel Jack Lyons é um fotógrafo baseado em Nova Iorque, cujo processo é marcado pela fotografia artística combinada com uma percurso mais formal na área dos direitos humanos, pesquisa e activismo. Priorizando as experiências vivenciais de um grupo diverso de indivíduos, Lyons cumpre o seu papel como fotógrafo criativo.

O CCFM tem programado, para crianças até aos 13 anos, “Os sábados das crianças”. Todos os sábados, a partir das 10h30, estão agendadas actividades diversas, tais como cinema, desenho, leitura de contos, etc. Neste âmbito, no dia 14 deste mês haverá uma visita guiada à exposição “Mahotas”.

 

Diversas actividades artísticas estão agendadas para a cidade da Beira, a realizarem-se amanhã e terça-feira. Das actividades em causa, destaca-se o intercâmbio com agentes culturais e um encontro com professores e estudantes universitários, a acontecerem na Casa do Artista. Na verdade, A Casa do Artista e a Fundação Fernando Leite Couto realizam, na Beira, sessões culturais num contexto em que a Fundação apresenta-se pela primeira vez na cidade natal dos seus membros fundadores. A fim de se aprofundar a parceria entre a Casa do Artista e a Fundação Fernando Leite Couto terá lugar a assinatura de um “Memorando de Cooperação” entre as duas instituições culturais.

Na Casa do Artista, haverá ainda uma conversa com o escritor Mia Couto, à volta dos 35 anos do seu percurso literário. Este último evento será uma sessão aberta ao público, a decorrer no Centro Universitário de Cultura e Artes – CUCA, no dia 3, pelas 16:30h.

Todos estes eventos pretendem igualmente celebrar o 3.º aniversário da Fundação com o “regresso a casa” dos irmãos Couto: Fernando Amado Couto, Mia Couto e Armando Jorge Couto.

A Fundação foi criada pela família de Fernando Leite Couto, um impulsionador da literatura e do jornalismo no país, que viveu na cidade da Beira. O poeta Fernando Leite Couto também foi editor de muitos autores moçambicanos.

 

Depois de ser lançada na Beira, a obra “Os últimos dias de Uria Simango”, de Adelino Timóteo, chega à capital do país. Com esta aventura pelos corredores da história de Moçambique, o poeta e escritor diz que pretende dar mais valor à personalidade de Uria Simango, que foi sempre classificado como regionalista, o que, segundo o escritor, não constitui verdade.

Para Timóteo, lançar a obra em Maputo aparece em resposta a esse posicionamento, porque Uria Simango não era de uma região, era de uma nação, daí que deve ser visto como alguém que lutou pelo país.

Uria Simango trabalhou como missionário e viveu também em Maputo, o que motivou ainda mais o escritor a fazer chegar a obra à cidade das acácias. “A acção é fazer chegar este livro a um local onde ele também trabalhou e pensou enquanto nacionalista ”, disse.
Adelino Timóteo afirma que escrever esta obra não foi algo planeado, mas… “eu fui confrontando as informações e a medida que o tempo ia evoluindo, dei-me na situação de ter um material avultado. Aí achei que seria bom fazer um trabalho científico”.

O lançamento de “Os últimos dias de Uria Simango”, de Adelino Timóteo, está previsto para terça-feira, às 17 horas, no Centro Recreativo da Universidade A politécnica (CREISPU).

 

 

O Centro Cultural Franco-Moçambicano vai acolher, na próxima quinta-feira, um espectáculo de dança contemporânea ‘uma proposta feminina’, com coreografia de de Pak Ndjamena e interpretação de Daniela Coelho e Flore Chabernaud.

'Uma proposta feminina' é um trabalho artístico e coreográfico que desvenda várias histórias interligando semelhanças, diferenças e pontos comuns que revelam uma distinção de carácteres.

O trabalho, de acorco com um comunidado do CCFM,  pressupõe vários acontecimentos que envolvem o desempenho paralelo da mulher na sociedade.

Bernardo Guiamba (Pak Ndjamena) é um bailarino e coreógrafo moçambicano. Colaborou e participou em vários festivais e projetos nacionais e internacionais, especificamente como intérprete. Teve colaborações em várias peças, com coreógrafos nacionais e estrangeiros e criou projetos de co-produção com a Iodine Produções e o Festival Kinani – Plataforma Internacional de Dança Contemporânea, nomeadamente, “Corpo Voice” (Moçambique / Swazilandia) (2011), e com a Culturarte, no “Danse Dialogues Africa”, com o projecto Justaposição “Centauros”, numa tournée na Alemanha (Dresden, Dusseldorf e Hamburgo) e no CCFM com o projecto “Piscar” (2014), uma colaboração artística com o músico francês Nico M’Sagarra e ”In Kino” com Idio Chichava (2016).

 

 

 

O Ministério da Cultura e Turismo (Micultur) felicita aos fazedores das artes e cultura, no geral, e aos actores, encenadores e dramaturgos em particular, pela passagem do Dia Mundial do Teatro, que hoje se assinala e exorta ao envolvimento de todos os seguimentos da sociedade nas celebrações desta data, fazendo do teatro instrumento de exaltação e promoção da nossa identidade cultural e de afirmação da moçambicanidade, avança em comunicado, a instituição.

No país, as celebrações do Dia Mundial do Teatro realizam-se sob lema: “Promovendo o Teatro em prol da Equidade do Género, Paz e Desenvolvimento Sustentável”, e englobarão debates temáticos sobre o estágio actual do teatro em Moçambique e suas perspectivas; compreenderá diversas actividades de todas as expressões artísticas-culturais.

O Dia Mundial do Teatro foi instituído pelo Instituto Internacional do Teatro (ITI), aquando da inauguração do Teatro das Nações, em Paris, França, em 1961, com objectivo de promover a arte do teatro junto dos cidadãos e lembrar artistas e obras importantes da história do teatro.

 

Aplausos e mais aplausos. Talvez a melhor forma para caracterizar a aula de sapiência dada por Paulina Chiziane, no seminário sobre jornalismo cultural no Camões – Centro Cultural Português, em Maputo, esta terça-feira.

Paulina Chiziane e a jornalista cultural portuguesa Teresa Nicolau foram as escolhidas para debruçar sobre o tema “Cultura além da arte”. Chiziane, autora de várias obras de sucesso, aproveitou o espaço para dar a conhecer um pouco sobre a sua experiência de 35 anos, contribuindo para a cultura moçambicana e, consequentemente, para o jornalismo cultural. Paulina diz que para que um jornalista cultural a entreviste é necessário que prove que merece.

“A pessoa para conseguir uma entrevista comigo tem que me provar que realmente é jornalista e que quer realmente trabalhar comigo. O jornalista cultural tem que estudar e, se me quiser entrevistar, tem que saber quem eu sou”, disse Chiziane.

Naquela espaçosa sala, Ngoma Yethu: O curandeiro e o novo testamento, foi a obra escolhida por Chiziane, a fim de explicar o seu contributo para o próprio jornalismo cultural, numa fase em que a escritora acabou por fazer um trabalho antropólogo e sociólogo. A escritora explicou ter tido acesso às fontes e até a fotografias que sequer os reais jornalistas têm, e manifestou alguma indignação ao aperceber-se que suas obras, que retratam maioritariamente a cultura africana, em particular de Moçambique, são mais valorizadas no estrangeiro. Paulina Chiziane explicou ainda que o facto de ter escrito a obra que tinha como principal objectivo trazer a visão de um curandeiro sobre o cristianismo trouxe várias críticas internas, em que jornalistas, e não só, afirmaram que estava a escrever sobre o curandeirismo e que curandeiro é coisa do diabo. “Um dia eu fui escrever uma coisa de nome Ngoma Yethu: O curandeiro e o novo testamento. O que eu fiz naquele livro, boa gente, é aquilo que os antropólogos e sociólogos fazem de maneira fina, mas eu fiz de maneira grosseira, mas fiz! Eu fui interpretar o novo testamento de acordo com a cultura bantu, portanto não é um livro sobre curandeirismo, é um livro sobre o cristianismo”.

Já a jornalista cultural da Rádio e Televisão de Portugal (RTP), Teresa Nicolau, diz que as pessoas olham para o jornalismo cultural como sendo o mais fácil. “As pessoas acham que é fácil fazer jornalismo cultural. Mas é difícil ser jornalista cultural, porque o jornalista cultural tem de ler, tem de ouvir música, tem de ir ao teatro, tem de saber quem é que são os actores culturais do seu país e, às vezes, de todos os países à nossa volta. Portanto é um universo imenso explorando aquilo que é a arte sob o ponto de vista jornalístico, obviamente que outros géneros também são importantes”, disse a jornalista, acrescentando que o jornalismo cultural não deve se prender à agenda e que para ser jornalista cultural é necessário que se estude.

“A essência do jornalismo, seja ela qual for, é contar histórias, se o jornalista de cultura fica só na agenda é óbvio que se perde esta dinâmica das histórias. Ser jornalista cultural é das coisas mais difíceis, é preciso que se estude permanentemente”, disse Teresa.

Circle Langa, envolvido na organização do evento, diz que o evento irá estender-se a outras províncias e adianta que alguns jornalistas poderão beneficiar-se de formações na europa. “A extensão que se vai fazer às províncias consiste, fundamentalmente, em fazer oficinas, onde alguns jornalistas poderão ampliar o seu capital de conhecimento”, disse Langa.

O segundo Seminário de Jornalismo Cultural, que começou segunda-feira, termina esta quarta-feira.

 

Mais de 20 grupos foliões juntaram-se este fim-de-semana para celebrar a festa da sétima edição do carnaval Municipal. O evento movimentou munícipes de todos os bairros e contou com a participação de músicos locais e da capital moçambicana. Foram necessários cerca de 250 mil meticais em produtos para as premiações dos grupos.

A marcha e o desfile pela avenida principal que atravessa a vila sede de Massinga, denunciou logo o início das diversas manifestações culturais, da sétima edição do carnaval deste município. Ao cair da noite, o espaço tornou-se mais atractivo e acolhedor.

Aos vencedores desta edição, Fernando Aly (rei) e Celeste Isaías (rainha), foram atribuídos prémios materiais, entre os quais, antenas para TV e o respectivo aparelho, micro-ondas, geleiras, entre outros. Os concorrentes mostraram-se felizes com o evento e disseram que os prémios ganhos já tinham destinos. Ambos prometem oferecer às suas respectivas mães.

A Presidente da Mesa de Júri, Laércia Moisés, disse não ter sido trabalho fácil apurar os vencedores.

O edil do Município, Clemente Boca, fez avaliação positiva do evento, comparativamente às edições transactas.

Este é o quarto dos cinco distritos municipalizados, da província de Inhambane, que realiza o festival do carnaval.

 

+ LIDAS

Siga nos