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O País – A verdade como notícia

A noite desta sexta-feira começou na estação da Minerva Central. O comboio apitou ao som de Xitimela, alusivo ao dia da criança africana (16 de Junho). A guitarra de Peter Chambal assentou-se ao palavreado poético de Eduardo Salmo tornando-se numa verdadeira terapia de poesia espiritual.

O evento foi uma reflexão em torno do dia-a-dia da criança africana, em relação à violação dos seus direitos, por isso angariou-se produtos não perecíveis pra ajudar a instituição Dom Orione, que assiste crianças com necessidades especiais.

Dinis Abudo acompanha todos os espectáculos da dupla, a razão está na maneira que a poesia é recitada. “Os artistas buscam as nossas raízes, é uma poesia misturada aos ritmos tradicionais africanos” acrescentou.

Xitimela é um álbum de música alternativa que contém poesia recitada, acompanhada de sons que lembram a mitologia africana e instrumentos musicais convencionais.

 

Estados de Alma das artes em Moçambique é um catálogo das artes plásticas moçambicanas que aborda expressões artísticas como a pintura, a cerâmica e a escultura. O Presidente da Republica dirigiu a cerimónia de lançamento e no seu discurso defendeu a importância da transmissão de valores culturais a juventude como forma de preservar a cultura nacional.

A obra apresenta o perfil e a história de 50 artistas moçambicanos e a equipa de coordenação que produziu a obra reconhece que nela não foi possível abarcar todas as expressões artísticas existentes no país.

A cerimónia do lançamento do catálogo foi assistida por diversas personalidades do mundo da cultura e artes e ainda por membros do Governo. E porque trata-se de um evento cultural, houve espaço para actuação de Stewart Sukuma e Roberto Chitsondzo, além da declamação de um poema de José Craveirinha pelo escritor Calane da Silva.

 

Arrancou hoje, com ligeiro atraso de uma hora de tempo, quando eram precisamente 14 horas, na cidade de Maputo, a primeira gala do reality show MOZKIDS TALENTS, cujo objectivo é contribuir para o desenvolvimento de capacidades das crianças, partindo da cultura.

MOZKIDS TALENTS é um programa infantil, com duração de cinco semanas, onde participam um total de 100 crianças, divididos pela metade, em dois grupos A e B, nas categorias de dança, canto, teatro, poesia e instrumentos musicais.

 Na primeira gala do grupo A, participaram 50 crianças, de seis aos 12 anos de idade respectivamente, mas só 25 passaram a fase seguinte. Sete para cada nas categorias de dança e musica, cinco na categoria de poesia, três para cada na categoria de teatro e instrumentos musicais.

Alguns participantes que transitaram a fase seguinte não esconderam a sua satisfação, mas o nervosismo tomou conta da maior parte dos petizes. A dupla dos dançarinos Stivenson Maculuve e Elaine Chavo, por exemplo, dizem que se sentiram nervosos antes de entrar em cena, porque tinham vergonha de encarar o público, mas conseguiram superar o medo.

" Foi muito bom participar deste concurso, apesar do nervosismo, me sinto muito feliz", disse Ambrosi Langa, dançarino, e promete dar o melhor de se durante o concurso.

Ana Millena, que encantou o público com as suas rimas, diz que esta foi uma boa experiência para si porque é a primeira vez que apresenta em público. "Para mim o importante não é ganhar, mas sim participar e aprender", disse.

Natolys Manjate, outra declamadora, diz que foi emocionante participar do evento. "Estou surpresa comigo mesmo, não esperava ocupar a primeira posição, porque tem muitos concorrentes bons"proferiu.

A parte da encenação coube as irmãs Gleyse e Ramla, que puseram o público a vibrar com as suas encenações.

Quem também não conseguiu conter as emoções, ao ver os seus descendentes apresentar foram os encarregados de Educação.

"Estou muito feliz com o apuramento da minha filha e com a iniciativa do evento, porque é muito bom e vai ajudar as crianças a se conhecerem Melhor " disse Elina Magaia, mãe de uma das concorrentes apuradas.    

Otília Mazive, encarregada de educação, faz uma avaliação positiva do evento, mas recomenda que a organização reveja a situação dos atrasos.

 Sheila Nazir, que se fez presente ao Centro Cultural da UEM para assistir a gala, diz que gostou do que viu e ouviu. "Temos muitos bons concorrentes, espero que iniciativas do género não terminem por aqui" frisou.

Por sua vez, o corpo de júri faz uma avaliação positiva da primeira gala mas deixam algumas recomendações. "Os concorrentes devem trabalhar mais na performance, trabalhar na voz, respiração, combinação dos movimentos do corpo e explorar mais o espaço" recomenda a professora Marcelle Clauquin.

"Alguns não atingiram o nível desejado, mais vamos continuar a corrigir alguns erros constatados, sendo esta uma primeira experiência, mas acredito que com o tempo vamos sanar" realçou o professor Ivan Manhique.

Restam mais 4 galas para o fim do concurso, sendo que aproxima realiza-se no próximo dia 30 do mês em curso, no mesmo local. 

 

 

A 23 de Junho, a Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) celebra o aniversário da sua criação. Assim, neste sábado, a instituição completou mais um ano de existência. Agora são 43, os mesmos da independência nacional. Quer isto dizer, com efeito, que aquela empresa foi criada em 1975, dois dias antes do eterno 25 de Junho.

A fim de perpetuar a efeméride e, desde modo, lembrar aos moçambicanos que a barragem lhes pertence há uma dezena de anos, a HCB realizou o Festival de Songo.

Desde às 7 horas, várias actividades preencheram à exaltação da diversidade artística e cultural do país. O palco principal foi o Campo Polivalente de Songo, local muito concorrido por residentes dos bairros da vila e de outras províncias do distrito de Cahora Bassa, em Tete. Não obstante a maior aposta ter-se centrado nas manifestações artísticas, o evento até começou com desporto. Logo cedo, os participantes foram convidados a participarem numa sessão de ginástica, ao som de músicas seleccionadas para o efeito. Até aí, a inauguração oficial do festival ainda não tinha acontecido, todavia não tardou. A missão coube a Administradora de Cahora Bassa. Falando aos participantes e ao público em geral, Ana Maria Beressone Marcelino destacou a relevância da cultura no processo de aproximação das pessoas e no enaltecimento de um sentido identitário – com harmonia – dos povos. “A cultura é a expressão mais alta da união na diversidade da nossa população. Este é um vector importante no processo de desenvolvimento, preservação da paz e na promoção da harmonia social”. E Ana Maria Marcelino vincou: “o processo de desenvolvimento social e económico deve ter a cultura como ponto de partida de referência obrigatória”.

Mais do que isso, segundo entende a Administradora de Cahora Bassa, festivais ou intercâmbios culturais como os de Songo ajudam a promover manifestações tradicionais. E foi o que se viu, à laia de competição, quando os grupos de Nyau, representando diferentes zonas da vila, entraram em cena. Pintados a lama, de tangas e máscaras tenebrosas, grupos como Canmanga, Maroera e Agostinho Neto arrancaram a poeira do chão, merecendo aplausos e colorindo o festival com uma expressão de dança que é Património Imaterial da Humanidade pela UNESCO.

Ora, além de Nyau, houve espaço para a dança contemporânea, exibição de peças teatrais cómicas, exposição de artes plásticas com pinturas de carácter paisagística, feiras de gastronomia, de saúde e inaugurações de quatro fontenários de água em Casserebede, Thoa, Planalto e Chindengue. O acto foi presenciado por Pedro Couto, PCA da HCB, empresa financiadora. Segundo entende Couto, é preciso que as pessoas se unam para resolver o problema da seca que aflige Tete, apesar do grande rio Zambeze que atravessa a província.  

O Centro de Pesquisa da História da Luta de Libertação Nacional, do Ministério dos Combatentes, lança no dia 26 de Junho de 2018, na mediateca do BCI, em Maputo, pelas 17 horas, um livro intitulado: " Coronel Mateus Óscar Kida: na sua voz e na dos seus camaradas e outros próximos ".

Trata-se de um livro inserido na colecção memórias de Combatentes, da autoria do Prof. Doutor: Renato Matusse.

A obra descreve ao pormenor as memórias do Coronel Mateus Óscar Kida, e do seu envolvimento nos grandes desafios que representaram durante o processo da Luta de Libertação do País.

 O acto de lançamento do livro será testemunhado por altas individualidades de Estado e do Governo, para além de outros convidados e o público em geral.

Dois contos tradicionais de Ungulani Ba Ka Khosa, de origem makua, reescritos pelo escritor, vão à gravação em CD, na voz do autor, informa o comunicado de imprensa, disponibilizado esta terça-feira, pela Associação dos Escritores Moçambicanos (AEMO).

 A ideia surge à luz do projecto Dans Mon Soubik, que em tradução literal significa "no meu saco". Tem como objectivo elevar similaridades culturais entre a Ilhas Reunião e os demais países banhados pelo Oceano Índico.

Os contos foram reescritos em Outubro de 2017, com apoio da escritora das Ilhas Reunião, Any Grandin, que esteve em Moçambique na data referenciada para a reescrita dos contos moçambicanos e das Ilhas Reunião.

Para estar presente nas gravações do Projecto Dan Mon Soubik, que reúne num mesmo volume livro e CD, com textos em Inglês, Francês e português, Ungulani Ba Ka Khosa far-se-á a Ilha Reunião de 25 de Junho a 2 de Julho do ano em curso.

Este é o quinto volume, tendo anteriormente reunido contos tradicionais reescritos por autores do Madagáscar, Maurícias, Índia e África do Sul.

 

A cantora brasileira, Daniela Mercury, irá actuar pela primeira em Maputo. O concerto organizado pelo grupo Chiado e a One Million vai acontecer no Centro de Conferências Joaquim Chissano, esta sexta-feira.

Mercury vai partilhar com o público moçambicano o melhor da sua extensa trajectória, cruzando o axé, samba-reggae entre outros ritmos.

A cantora vai igualmente partilhar as suas boas acções, no que diz respeito a protecção da criança vulnerável e desfavorecida.

Esta actuação faz parte da primeira fase do projecto do grupo Chiado, que consiste em fazer de Maputo palco de actuações de prestígio. A segunda fase do projecto consiste em abrir portas do estrangeiro aos moçambicanos.

Estavam programados dois concertos um em Maputo e outro em Nacala, mas, o espectáculo de Nacala já não irá acontecer devido a falta de condições mínimas de produção e logística da CR Sound.

 

Alusivo ao 43º aniversário da criação da Hidroeléctrica de Cahora Bassa, irá decorrer na vila de Songo, a 4ª edição do “Songo festival”.

Para além das actividades sociocultural e feira de saúde, haverá entrega de quatro fontenárias as comunidades da vila do songo. O festival vai contar com actuação de artistas nacionais como Lizha James, Liloca, Isaú Meneses, entre outros.

O festival tem como objectivo valorizar e promover a cultura local e juntar diferentes actividades em um único evento.

 

O artista plástico moçambicano, Matxakhosa, fala sobre a importância do meio ambiente através de obras de arte, que expôs, na terça-feira, em Maputo. Trata-se de uma exposição individual, construída por obras de cerâmica e pinturas que estão patentes até próximo 7 de Julho, no Centro Cultural Brasil Moçambique.

A exposição tem como título “O poder do meio ambiente” e o autor justifica a razão do título com o facto de as obras trazerem um ensinamento para a sociedade sobre a importância e preservação do meio ambiente. “Debruço em volta dos problemas ambientais, tentando perceber até que ponto as decisões do Governo são acertadas para conservação e manutenção do meio ambiente”, disse.

Segundo a fonte, o cidadão pode ter défice de informação sobre como cuidar do meio ambiente. “A quem por ignorância queima a mata com objectivo de caçar ratazanas, ou para desbravar floresta para abertura de novos campos, daí a necessidade de sensibilizar as pessoas, para saberem conviver com o meio ambiente”, acrescentou.

Sílvia Simões, que aderiu à exposição, revelou que com os ensinamentos adquiridos durante a exibição vai mudar de mentalidade e atitude. “Não voltarei a fazer o que fazia antes, percebi que é preciso manter o meio ambiente limpo para preservar mais a nossa saúde, porque se tu não preservares o ambiente, um dia ele pode virar contra ti” frisou.   

O artista começa com exibições públicas em 1996 em Moçambique e além-fronteiras, tendo conquistado o segundo lugar, no Mozarte no concurso de pintura, a nível nacional.  
 

 

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