O País – A verdade como notícia

Há 25 anos, Moçambique e Coreia do Sul iniciaram as suas relações diplomáticas a vários níveis. Por isso, para assinalar a proximidade entre os dois países, a República da Coreia decidiu trazer ao país o ciclo de cinema. Assim, esta noite, o Embaixador coreano inaugurou o evento que vai durar até dia 22.

Em representação de Silva Dunduro, esteve o Secretário Permanente do Ministério da Cultura, quem afirmou que a Coreia sempre esteve presente no processo da construção da pátria moçambicana.

"Este evento complementa os esforços dos dois governos em fortalecer as relações dos povos", disse o Secretário.

O músico Wazimbo e a Banda Kakana abrem portas para uma digressão internacional que levará a marrabenta para Canadá, Inglaterra, Portugal e África do Sul.

A tournée surge da iniciativa de Wazimbo, quando decidiu voltar aos palcos internacionais, de divulgar a música popular moçambicana, em particular a marrabenta. Wazimbo fez uma digressão para Canadá, Portugal e Brasil, onde deixou marcas que não passaram despercebidas.

“No fim da digressão ficou claro em mim que era preciso apresentar um novo CD, e eu queria um cd que fosse para “Arrebentar”, um CD “maningue nice” no dizer moçambicano, a fim de partilhar uma história musical de Moçambique, unindo gerações e, apresenta-la ao público além-fronteiras”, disse Wazimbo.

Wazimbo abraçou o sonho de promover para novos patamares a Marrabenta, tomando a iniciativa de juntar-se à Banda Kakana, e juntos irão lançar o CD “Marrabentar” no Canadá

“Com o CD Marrabentar, propomo-nos a trazer, junto do tio Wazi, uma nova abordagem na grande conversa em torno da velha e nova geração da música moçambicana, abrindo espaço para que a juventude sinta cada vez mais orgulho deste ritmo, e para que o mundo descubra outras vozes, que o País produziu depois da Independência Nacional”, frisou Yolanda Chicane.

Wazimbo diz que Marrabentar não é apenas um disco, mas sim uma forma de contar a história e revelar a identidade cultural de um país.

 

Parece que a cantora moçambicana Lourena Nhate encontrou um porto seguro no amor. Depois de “Ha hu hembe” (não mentes), “Nambonga papa” (agradeço, pai) e “Utani kumbula” (Vais te recordar de mim), o seu mais novo trabalho revela uma artista cada vez mais mergulhada no amor.

A nova música, a ser lançada em breve em todas plataformas de comunicação possíveis, exalta o amor que reina no seio familiar. A história de “Hi wena” (és tu) faz um périplo por uma relação madura, desde a adolescência até aos dias recentes, tendo servido de inspiração diariamente para amigos, vizinhos e familiares que não tinham relacionamentos tão coesos.

Do género pandzula, o novo single – que promete fazer furor nas pistas de dança tal como os anteriores sucessos da cantora, contou com a produção do talentoso moçambicano Kadu.

Lourena Nhate disse ao O País que a nova música traduz o seu slogam – Lourena Nhate, a cantora de todos nós – pois está desenhada para contagiar todas as faixas etárias. Sobre o conteúdo da música, a cantora não chegou a confirmar se se tratava de um facto que espelha a sua vida pessoal ou uma mera interpretação, apenas disse que à semelhança da personagem que encarna na música, ela também é uma mulher abençoada e feliz.

Nhate já habitou os seus fãs músicas de alta qualidade sonora e ricas de conteúdo, por isso a expectativa para esta nova aventura não poderia ser outra, senão um autêntico alvoroço nas famílias moçambicanas e na diáspora.

Nhate, já falando como patrona da LN Media – empresa gestora da sua própria careira – reafirmou a sua entrega abnegada para manter os níveis de qualidade e popularidade que caracterizam os seus artistas e por conseguinte contribuir para o crescimento da indústria criativa e cultural e música em particular.

Importa lembrar que Lourena Nhate é a grande vencedora da última edição do Ngoma Moçambique 2017, na categoria de canção mais popular. Recentemente fez uma digressão pela Ásia, tendo actuando numa das famílias mais importantes da China.

Para além da música, Lourena Nhate apoia iniciativas sociais com foco para as causas das crianças desfavorecidas.

A cidade da Beira vai ser o centro de mais uma Feira do Livro Infantil da Kulemba (FLIK). O evento será inaugurado na próxima sexta-feira e está previsto para encerrar dia 17.

O FLIK é uma iniciativa anual da Associação Kulemba, que, sob o lema “Livro, o remédio para a união e solidariedade”, faz do festival um espaço em que autores e apreciadores das artes em geral juntam-se às crianças para com elas pensarem no desenvolvimento humano e social. Na cidade da Beira, o principal espaço das actividades desta 2ª edição do FLIK será a Universidade Zambeze (UniZambeze) e não uma escola primária, por exemplo. Sobre a preferência do local, Dany Wambire, da Kulemba, explica que contribui para o efeito o facto de a sua associação estar sedeada naquela universidade, já há três meses. Então, “resolvemos aproveitar o espaço. Além disso, há interesse por parte da UniZambeze de contribuir na ligação entre a sociedade em geral e a comunidade académica”.

Não obstante, porque a UniZambeze está localizada no meio de bairros suburbanos, considerando o objectivo de expandir o livro e a arte, levando-os a pessoas mais desfavorecidas, Wambire acredita que, sendo o festival na UniZambeze, torna-se muito provável que as crianças radicadas à volta da instituição consigam desfrutar das actividades organizadas, ao contrário do que seria na Casa do Artista, Casa da Cultura ou no Centro Cultural Português, na zona nobre da cidade.

Na edição anterior, em termos conceptuais, o FLIK procurou ser um espaço para mostrar as actividades da associação e as aprendizagens das crianças que lidam com a Kulemba ao público. Desta vez, o evento será mais aberto, incluindo meninos de outros locais. Por isso, perspectiva Dany Wambire, que a presente edição vai envolver mais ou menos 800 crianças, como espectadoras, e 20 na produção de actividades como narração de histórias, sarau de poesia, canto, oficina de teatro (com moderação de Guilherme Roda) e oficina de banda desenhada (com Helénio da Silva). E porque o cinema é igualmente importante, o Festival do Livro Infantil da Kulemba vai contemplar a projecção de um filme do Parque Nacional da Gorongosa.

Fora as actividades a realizarem-se na sede da UniZambeze, a Kulembra programou fazer de um “tchova” uma atracção ao serviço literário. Assim, os organizadores do Festival vão colocar livros na carrinha e pô-la a circular nas principais artérias da cidade da Beira, com paragens previstas nas praças e nas escolas. Com isso, a Kulemba espera consumar um trabalho de consciencialização sobre a importância do livro, levando-o às pessoas num veículo humilde, que lhes é familiar e muito próximo. Portanto, essa será uma espécie de feira ambulante dentro do próprio festival. Com este festival, “queremos elevar a autoestima das crianças, contribuindo para que elas compreendam o mundo por via da leitura e da arte. Julgamos que estamos a lançar a semente capaz de contribuir para as crianças aprenderem a ler com prazer. E esperamos que este espaço de aproximação escritor e leitor seja passível de promover a união entre as pessoas”, afirmou Dany Wambire, quem, mês passado, lançou um livro no Brasil: A mulher sobressalente.

Ao longo do festival, serão apresentados dois livros infanto-juvenis: “A formiga Juju”, de Cristina Pereira, e “ A história de João Gala-Gala”, de Pedro Pereira Lopes. No evento, sobrará ainda espaço para o grupo (In)Versos apresentar a peça “As visitas do Dr. Valdez”, adaptada do livro de João Paulo Borges Coelho. A peça encenada por Guilherme Roda (Venâncio Calisto) vai acontecer no encerramento da conferência a realizar-se na UniZambeze, designada “Conferência Ligações universidade e sociedade: oportunidades para o desenvolvimento da região do vale do Zambeze”.

Esta 2ª edição do FLIK inclui ainda uma mesa redonda com autores residentes na Beira, casos de Diogo Vaz, Heliodoro Baptista Júnior, Martins Mapera e Adriano Júnior, que vão debater sobre nuances que envolvem a literatura produzida actualmente na urbe.

Uma das grandes novidades desta edição é o concurso de leitura, interpretação e declamação, envolvendo alunos de diversas escolas primárias na Beira.

O evento da Kulemba conta com apoio da Universidade Zambeze, Instituto Camões, Parque Nacional da Gorongosa, Casa do Artista e Editorial Fundza.

 

O Grupo Coral dos TPM foi o grande vencedor da 9ª edição do Fest Coros, tendo sido agraciado com o prémio monetário de 250 mil meticais e um espetáculo a ser gravado e exibido na Stv. O segundo lugar ficou com o Coral IPM Pepane que terá como prémio 150 mil meticais, enquanto o Grupo Coral Ebenezer é terceiro classificado e ganhou 50 mil meticais.

Carmelinda Manhiça anunciou com uma voz dócil: “o grande vencedor desta edição é… o grupo coral dos TPM”. Emoção total. Explosão de alegria. Abraços. Das mãos de Roberto Dove, representante do Ministério da Cultura e Turismo, o grupo Coral dos TPM recebia um cheque gigante de 250 mil meticais.

Antes, e com os corações a palpitarem, a apresentadora anunciou o vencedor do inovador prémio indumentária: Wunanga, grupo coral que recebeu rasgados elogios da respeitadíssima estilista moçambicana Teresa Chiziane pela forma como se apresentou em palco ontem. Miguel Uassiquete, director do canal Stv, foi quem entregou o merecido prémio ao Wunanga.

E depois veio o anúncio do terceiro classificado: Ebenezer, grupo coral que recebeu das mãos de Adelino Muthemba, representante da TDM-Mcel, um cheque de cinquenta mil meticais.

Em meio a ansiedade dos representantes dos 12 finalistas no palco, o Coral IPM Pepane foi anunciado como segundo classificado do Fest Coros 2018.  À Mateus Mosse, representante da Mozal, patrocinador do maior concurso de canto coral do país, coube a missão de proceder a entrega do cheque gigante no valor monetário de 150 mil meticais.

 Estes foram os momentos altos de uma gala que maravilhou.  Uma gala, diga-se, com muito “glamour” em que os grupos capricharam na indumentária. A festa não foi só no interior da sala do Scala. No exterior, e num ambiente festivo e de muita emoção, os grupos chegaram escoltados pela polícia de trânsito.

Do lado de fora, Carmelinda Manhiça chamou ao palco a banda Alambique, uma das mais celebradas do país. Composta por alguns dos maiores músicos que Moçambique viu nascer (incluindo os júris Arão Litsuri e Hortêncio Langa) mostraram a sua vitalidade.  A cada actuação, a cada aparição… uma demostração da sua maturidade e…jovialidade. Não estiveram, certo, Childo e Celso Paco, actualmente fora do país.

Mas Arão Litsuri e companhia continuam com a mesma cítara. A festa continuou com a actuação dos músicos convidados.

Mr. Bow, acompanhado de seus bailarinos, interpretou “Guilhermina” de forma mais pausada e  levantou a sala que estava composta. Aliás, foi pequena demais para acolher muita gente que acorreu ao local para acompanhar a gala de encerramento do Fest Coros. Seguiu-se o desfile dos 12 grupos finalistas da edição 2018 do Fest Coros. Pelo meio, mais algumas actuações de músicos convidados.

António Marcos não defraudou. Pelo contrário, proporcionou momentos de empatia músico-público. E, no final, foi bastante aplaudido.   Ainda houve tempo para Anita Macuácua espalhar o seu perfume com uma actuação segura e consistente. Fechou com “Xidossana”, levando o público ao delírio. O Fest Coros 2018 fechava em grande. E, a avaliar pelas grandes emoções que carrega e o público que atrai, vai deixar saudades. Para o ano há mais, certamente.

JURI CONSIDERA MELHOR EDIÇÃO DE SEMPRE
Na última gala da nona edição do maior evento de canto coral de Moçambique, o corpo de jurado foi unânime: esta foi uma das melhores edições do Fest Coros. “Cada edição tem as suas especificidades. Nós podemos arriscar, sem menosprezar as outras, esta pode ter sido a melhor edição pelos resultados finais que nós podemos testemunhar”, avaliou Arão Litsuri, júri e uma voz autorizada.

Mesma opinião partilhada por Hortêncio Langa: “A nona edição é uma das melhores desde a primeira até agora. Estão de parabéns todos os grupos”.

Por sua vez, Teresa Chiziane começou por “agradecer” a Stv pela “oportunidade” para, depois, elevar a qualidade do Fest Coros: “Foi uma grande experiencia. Sinto vontade de gritar bem alto: missão cumprida”,

 

O escritor Pedro Pereira Lopes vai lançar, na quarta-feira, o livro intitulado “Mundo grave”, trata-se da obra vencedora da 1ª edição do Premio Literário INCM/ Eugénio Lisboa.

Depois de ter sido apresentada no Camões-Centro Cultural Português em Maputo, a obra “Mundo grave” será apresentada na cidade da Beira pela Professora Doutora, Maria do Rosário Amaral.

O galardão destinado a trabalhos em prosa, de autores moçambicanos, tem como missão a promoção e preservação da língua portuguesa.

Além de incentivar a criação literária moçambicana a obra presta homenagem à figura de Eugénio Lisboa, enquanto cidadão e homem de cultura nascido em Moçambique.

 

Mais uma vez, “As Visitas do Dr. Valdez”  voltam a ser uma realidade nos palcos nacionais. O encontro teatral é organizado pelo grupo de teatro (In)Versos, que vai participar da XV edição do Festival Internacional de Teatro de Inverno (FITI).

A obra teatral será exibida na próxima sexta-feira, a partir das 19h30, no Cine Teatro Gil Vicente, na cidade de Maputo.

Uma semana depois, “As Visitas do Dr. Valdez” vão acontecer na segunda maior cidade do país, Beira, onde irá participar do FLIK (Festival do Livro Infantil da Kulemba). Na capital de Sofala, o grupo (In)Versos irá apresentar-se na Universidade Zambeze e na Casa do Artista nos dias 15 e 16 de do mês em curso, respectivamente.

“As Visitas do Dr. Valdez” é uma comédia dramática adaptada do romance do escritor João Paulo Borges Coelho, Prémio LeYa 2009, com o romance “O olho de Hertsog”.

Na peça deste grupo, a obra discorre sobre a história de duas irmãs, Sá Amélia e Sá Caetana, que, depois de terem tido uma infância traumática e uma vida adulta angustiante, já idosas e ambas viúvas decidem se refugiar na cidade da Beira – curiosamente, onde a peça irá ser apresentada – como forma de fugir da luta de libertação de Moçambique que invadira Mucojo, onde viviam, na província de Cabo Delgado, nos anos 1960/70.

Segundo o comunicado do grupo, na Beira, as duas velhas senhoras vivem com Vicente, um jovem criado que o levaram em Cabo Delgado. Estas três personagens, exiladas na impossibilidade de nada poder fazer contra o passado, para sobreviver ao derrubamento do velho mundo (colonialismo) e nascimento do novo (independência) vestem-se de máscaras de ilusão e jogam, como o fazem os actores, como forma de consertar as suas vidas desavindas.

A peça “As Visitas do Dr. Valdez”  tem dramaturgia e encenação de Venâncio Calisto. Os Actores que fazem parte da peça são Eunice Mandlate, Samuel Nhamatate e Sufaida Moyane.

 

O Centro Cultural Franco-Mocambicano (CCFM) e a embaixada da França apresentam, este sábado, a 6ª edição da festa da música que é um grande evento que existe em França a mais de 30 anos.

A festa da música ocorre anualmente no CCFM, proporcionando ao publico moçambicano um evento de carácter popular, gratuito e com grande variedade de estilos musicais.

O objectivo desta festa é de promover a música moçambicana, difundir os artistas e celebrar a diversidade dos estilos musicais como a música classica, popular, hip-hop, electronica, afro jazz entre outros estilos.

Para além da música, terá uma feira de artesanato e de gastronomia e ainda, animação para crianças, com o único propósito, celebrar a música.

Haverá actividades e animações para crianças e jovens: workshop de piano com Melita Matsinhe e Escola de Artes Xiluva, construção de instrumentos com Waka Mbira Artesanal, música e dança tradicional com Associação Warethwa e muita animação com as Marionetas Gigantes de Moçambique acompanhadas pela Orquestra Amadora da Unidade 7.

 

A arte e o desporto juntaram-se no retrato de Eusébio da Silva Ferreira, enquanto jogador de futebol. A longa-metragem Ruth, realizada por António Pinto Botelho e com argumento de Leonor Pinhão, narra a história da maior referência do futebol moçambicano e português de todos os tempos. A obra da Leopardo Filmes, com 105 minutos, foi exibida ontem à noite nas salas Lusomundo da cidade de Maputo, com a presença da actriz que desempenha o papel da mãe do “pantera da Mafalala”: Josefina Massango.

Segundo a actriz, em grande plano nesta história sobre a disputa do passe de Eusébio, envolvendo dois grandes clubes portugueses – Benfica e Sporting –, ser a mãe fictícia do futebolista foi um grande desafio, uma responsabilidade gigantesca, afinal, não se está a falar de uma figura qualquer. É mesmo de Eusébio, e toda a iniciativa de tentar levar-lhe às telas torna-se em princípio soberba.

Ao mesmo tempo que Ruth é a representação do “pantera negra” no período em que deixa a então Lourenço Marques para vencer na metrópole, igualmente, a longa-metragem narra a história de um conjunto de fenómenos que acontecem à volta do futebol. Este é um filme que reflecte a forma como as sociedades, seja moçambicana ou portuguesa, têm tanto de comum como de semelhante. Assim, no papel interpretado pelo actor com naturalidade guineense, Igor Regalla, Eusébio é a ponte que aproxima épocas, latitudes e rivais – atiçando mais as animosidades –, mostrando que, de facto, o futebol é mesmo o ópio do povo.

Neste filme, Eusébio não dá nenhum toque na bola de futebol. Assim quis o realizador, movido por uma explicação partilhada por Ana Pinhão Moura, a produtora Executiva do Ruth que também esteve na ante-estreia: “Tudo começou com a ideia de prestar uma homenagem ao Eusébio – já havia um filme sobre a Amália e sobre a Nossa Senhora de Fátima. Faltava um filme sobre Eusébio, outro ícone nacional que é moçambicano e querido para todos nós portugueses. Quando esta ideia surgiu, tentamos fugir ao óbvio, que é fazer um filme com o actor a jogar futebol, até porque nunca iríamos encontrar um actor que jogasse futebol como Eusébio. Pensamos que até ficaria mal. Então resolvemos fazer uma história sobre Eusébio com um retrato destes dois países”.  

A escolha de Josefina Massango, para este filme, aconteceu depois de um casting, no qual a moçambicana foi logo aprovada por ser uma excelente actriz. Além disso, de acordo com Ana Pinhão Moura, a ideia foi sempre escolher uma actriz que fosse capaz de representar a força, inteligência e a coragem que a mãe de Eusébio, que conseguiu gerir o princípio de vida do filho.

Ruth – nome atribuído a Eusébio com o interesse de distrair o Sporting, que também estava interessado no passe do jogador – foi rodado durante cinco semanas em Lisboa e duas semanas e meia em Maputo. Além de Josefina Massango, o filme conta com participação de outros actores moçambicanos, como são os casos de Shaquile Adamugy, que faz o papel de Eusébio ainda criança, e Melanie de Vales. 

Embora a bola em campo não seja a ideia desta produção cinematográfica, no final do filme, aí sim, aparecem imagens de alguns jogos do verdadeiro “pantera negra”, que, mal viu o treino do poderoso Sport e Lisboa e Benfica, disse a um colega que iria jogar de caras.

Eusébio da Silva Ferreira nasceu a 25 de Janeiro de 1942 e morreu no mesmo mês do seu nascimento, no dia 5, em 2014.

A produção do filme contou com apoio do INAC e o a estreia da longa-metragem está marcada para hoje, em Maputo.

 

 

 

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