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O País – A verdade como notícia

Já esteve em Maputo várias vezes, no entanto, não se farta de vir apresentar-se ao público da pérola do Índico. Por isso, Lira aceitou o convite da BDQ Concertos para actuar no Moments of Jazz, num espectáculo a realizar-se no dia 24 de Setembro, na capital do país.

Na verdade, a cantora sul-africana vai ajudar a colorir um evento cuja cabeça de cartaz é a banda norte-americana The Whispers, que vem ao país pela primeira vez.

 A escolha da autora do álbum Feel good, muito tocado em Moçambique, de acordo com a organização do espectáculo, deveu-se ao pedido dos seus fãs, que imensas vezes manifestaram o interesse de ter a cantora na plataforma Moments of Jazz.

Almejando satisfazer os anseios dos que garantem a realização da série de concertos, a BDQ decidiu presentear o seu público com uma presença de grande nível num espectáculo que se pretende memorável. Mesmo porque, garante Belmiro Quive, o promotor do espectáculo: “a presença da Lira acrescenta valor ao evento pela diversidade de fãs que irão afluir ao Campus da Universidade Eduardo Mondlane, em Maputo. A Lira vai trazer-nos o afro/jazz que tem o seu público e os The Whispers vão trazer funk, soul & R&B que atrai outro público-alvo”.

Assim, Lira vem à capital do país com a sua banda composta por sete elementos. No Moments of Jazz, o Amor – este é o significado do nome da cantora sul-africana em sesotho – vai fazer uma actuação de aproximadamente uma hora, desfilando os seus grandes sucessos, como “Feel Good”, “Wa Mpaleha”, “Hamba”, “Ngiyazifela”, “Rise Again”, “Ixesha” e, quem sabe, “Dumissa” e “Ngiyabonga”.

As músicas seleccionadas pela cantora sul-africana para o espectáculo de Setembro não foi por acaso. Aliás, a BDQ Concertos, sempre que traz ao país músicos estrangeiros, indica aos mesmos os seus temas mais sonantes para o público moçambicano, quer porque foram muito tocados nas rádios e/ou televisão quer porque são recorrentes em festas de aniversário ou casamentos. A ideia é garantir que o auditório sai dos espectáculos satisfeitos por ouvir as músicas que mais aprecia.

Ainda que já tenha actuado no país imensas vezes, Lira ficou radiante ao receber o convite da BDQ, afinal terá a oportunidade de partilhar o palco montado no Campus da Universidade Eduardo Mondlane com uma das bandas conceituadas dos Estados Unidos:  The Whispers, além da interacção artística com Lyshannie e DJ Sérgio Butler, que também participam no espectáculo.

Colocar Lira a partilhar momentos, sonhos e perspectivas com The Whispers é um mecanismo de garantir a inserção de Moçambique na rota dos grandes concertos, o grande objectivo da organização deste evento musical. “A vinda de bandas e cantores do calibre dos The Whispers ou da Lira fazem fé a esse sonho que hoje é uma realidade. Há ganhos directos e indirectos por isso. O primeiro está na satisfação dos fãs, que tanto esperaram por este momento ímpar. Segundo, a cultura e o turismo beneficiam-se igualmente. Por fim, com grandes nomes da música, consegue-se receitas que são geradas neste tipo de eventos. Os hotéis, restaurantes, serviços de táxi, os demais serviços conexos e os moçambicanos em geral tiram proveito de oportunidades propiciadas pelo Moments of Jazz, porque nos nossos concertos sempre tentamos unir o útil ao agradável”, explicou Quive.

Mesmo a pensar na ideia de unir o útil ao agradável, o concerto de Setembro foi marcado para 24, um dia antes do feriado que celebra o início da luta armada de libertação nacional, conciliando a disponibilidade dos The Whispers, da Lira com o espírito festivo que envolve Maputo em ocasiões que se comemoram os feitos heroicos do passado.

Com efeito, o entusiamo de vir actuar em Maputo não foi exclusivo a Lira. Os The Whispers reagiram com agrado ao convite da BDQ Concertos, até porque esta será a estreia da banda no país de Samora, Craveirinha e Malangatana.

O Moments of Jazz é uma iniciativa que conta com patrocínio da Vodacom, BancABC e BDQ Mobile.

O Amor regressa a Maputo

Lira nasceu a 14 de Março de 1979, em Joanesburgo, na África do Sul. Começou a cantar ainda adolescente, e investe na fusão de soul, funk e afro/jazz. Como muitos autores do seu tempo, cresceu ouvindo Miriam Makeba, Stevie Wonder e Nina Simone. Estreia-se em disco com Feel Good, muito aclamado pelo público sul-africano, moçambicano, italiano e de outras realidades. Com o disco, Lira conseguiu várias nomeações e distinções no SAMA – Prémio Sul-Africano de Música. O prestígio musical tornou a cantora embaixadora da Audi, Shield, Samsung, MTN e BlackBerry e já apareceu nas capas de mais de 30 revistas em todo o mundo. No seu repertório musical, constam as obras Feel good, álbum platina, Return to love, no qual faz jus ao significado do seu nome, ou Born free. Seu nome de baptismo é Lerato Molapo.

A segunda edição do “Resiliência – colóquio de literatura” está de regresso. O evento realizado pelo Deal – Espaço criativo vai acontecer durante três dias, 10, 11 e 12 deste mês, em vários locais da cidade de Maputo.

Para o evento, cerca de 30 autores foram convidados. São os casos de Mia Couto, Ungulani Ba Ka Khosa, Gilberto Matusse, Severino Ngoenha, Marcelo Panguana, Sónia Sultuane, Melita Matsinhe, Sangare Okapi, M. P. Bonde e Lucílio Manjate, que vão participar em mesas redondas, lançamentos de livro, feira do livro e recital de poesia.

 Do colóquio de literatura, a organização espera algo mais includente e que atraia outro tipo de público, que procura entretenimento nos vários locais à volta do DEAL, mas que ainda tem um fraco acesso à cultura e à literatura moçambicana. “Uma parte desse público até foi educado para ler e consumir cultura, mas, por diversas razões, não o faz. É preciso deselitizar a literatura e descentralizar este tipo de eventos para os sítios não habituais. O DEAL, local onde se vão realizar a maior parte das actividades, tem uma localização privilegiada por estar rodeado de centros culturais, escolas, livrarias, casas de pasto e vários locais históricos que precisam ser revitalizados”, explicou Mbate Pedro, o curador do colóquio.

Embora a maior parte dos autores chamados a intervir no colóquio seja bem conhecido no universo literário nacional, a sua preferência não foi ao acaso. Bem dito, houve critérios que concorreram para o efeito. Primeiro, a escolha dos autores foi feita com base nos temas a serem discutidos. Por exemplo, procurou-se ter numa mesma mesa de debate participantes que tenham perfis variados  e tragam diferentes perspectivas sobre um mesmo tema. Segundo, o curador preocupou-se com a inclusão, dando oportunidade a outros escritores ou poetas, alguns dos quais publicaram bons livros recentemente, que não participaram na edição anterior ou que raramente têm participado neste tipo de actividade. O colóquio Resiliência, de acordo Mbate Pedro, baseia-se fundamentalmente na ideia da renovação e da representatividade de autores de pequenas editoras, evitando-se, quando possível, recorrer aos mesmos convidados, ainda que tal repetição aconteça.

Com efeito, o espaço Resiliência tem a pretensão de se afirmar como uma utopia, uma prova de sobrevivência de pessoas (escritores, editores, críticos literários, etc.) que, sem nenhuns recursos e apoios, decidiram investir na literatura e na cultura como uma forma de empobrecerem alegremente e de fugirem à loucura.

Esta é a segunda vez que o Resiliência acontece este ano. A partir de 2019, o colóquio vai realizar-se numa base anual, pois, segundo Mbate Pedro, não há em Moçambique escritores suficientes para que este evento seja semestral, “para além de que não temos tido nenhum apoio financeiro para custear as despesas. Todo o orçamento do colóquio, que inclui a presença de dois autores internacionais, foi suportado pela editora Cavalo do Mar. Também por isso, é desafio da organização contribuir para se melhorar o crónico desafio do acesso ao livro e à leitura; contribuir para a mudança que se quer na relação público e leitura; promover os autores e as suas obras, tendo em atenção um equilíbrio entre os diferentes géneros literários e divulgar a literatura e cultura moçambicana.

Esta edição do Resiliência vai discutir temas como “Literatura e arte no feminino”, “O fim da crítica literária em Moçambique”, “O lugar da lusofonia no panorama literário universal”, “Tradução literária e os novos rumos para as literaturas africanas de língua portuguesa”

“Quem nasceu neste país é flor”. Então, o Cine Scala, em Maputo, transformou-se num jardim autêntico e o palco lá montado uma montra do que de melhor se tem no jardim, não fosse por ali terem perfilado vaticínios de sonhos por via da revelação de aptidões ainda em formação. É o MOZKIDS Talents, iniciativa da SOICO em parceria com o BancABC, que, nesta primeira edição, continua à procura de talentos, aos quais o país vai vergar-se. Nesse sentido, na tarde de sábado, entre 14h e 17h, crianças com idades correspondidas entre os seis e os 12 anos subiram à ribalta e, sob os holofotes da televisão e do público, demonstraram, divididas em cinco categorias, o que Moçambique perdia antes de ter concurso desta natureza.

A primeira categoria aberta à gala foi Dança. Nesta, 13 crianças esmeraram-se para convencer o júri, o que não foi de todo possível. Entre boas performances exibidas, Maria Helena Pinto e Ivan Manhique escolheram as melhores. Assim, foram apurados sete candidatos. A primeira classificada, por ter adquirido maior pontuação, foi Keily Boane, menina de 11 anos, aluna da Willow International School, cujo sonho é ser advogada. Enquanto isso não acontece, a futura estudante da Faculdade de Direito inscreveu-se ao MOZKIDS Talents porque quer mostrar ao público o seu talento. A acompanhar a Keily para a fase seguinte, estão a dupla Irene Tembe e Melta Tembe; Kayani Machavane, com 9 anos de idade, grande simpatizante de Lionel Messi; Yuran Manhiça; Charlim Machava, quem acredita que vai ganhar a presente edição do concurso; a dupla Isabel Tatos e Ayusca Novela e a pequena Shirley.

À semelhança do que aconteceria em todas as categorias, os encarregados que acompanharam as crianças procuraram ser imparciais, cedendo sempre aplausos aos concorrentes que se distinguiam dos outros. Com o mesmo fair play, os participantes do MOKIDS Talents apoiaram-se mutuamente, todavia, a reciprocidade não impediu tristeza no momento derradeiro. À medida que os membros do júri chamavam os nomes dos apurados, a tensão dos petizes sujeitos à espera agravava-se. E então as lágrimas jorraram no rosto dos eliminados, depois da sentença, entre sorrisos dos vitoriosos que tiveram razões para continuar no Scala e acompanhar a segunda categoria do dia: a Poesia.

HÁ POETAS DO MOZKIDS

Se na abertura da categoria de Dança a aluna da Birlik International Scholl, Ezaly Assura, seis anos de idade, mostrou competência, o mesmo deve-se dizer do primeiro concorrente de Poesia chamado a intervir: Edmilson Chau, aluno do Colégio Arco-Íris, 11 anos de idade. Bem dito, incrível é pouco para classificar o declamador que escolheu o poema “1 de Junho” para partilhar com o público. No seu recital, cheio de classe, segurança, boa dicção e espontaneidade, Edmilson, nos seus versos, lembrou-se das crianças que não têm pais, não sabem o que é uma escola e ainda pediu afecto e amor para todas as crianças do mundo. E o declamador, cúmplice da poesia desde ano passado, ainda deixou uma sugestão: “Recomendo que todas as crianças sigam os seus caminhos, sigam os seus sonhos e não abandonem o que acreditam”.

Edmilson Chau foi o primeiro classificado na categoria de Poesia, na qual o júri selecionou cinco concorrentes num universo de 10. Os outros quatro foram: Yussile Makodzo, 11 anos de idade, da EPC do Língamo, e que gosta de ler os poemas de Anísio Buanaissa; Paula Missa, 9 anos de idade, aluna do Externato Cantinho do Céu, quem explicou, depois da actuação: “gosto de poesia porque aprecio comunicar-me com as pessoas através dos versos”; Alaina Dava e Elísio Massango.

Depois de se ouvir a beleza da palavra contida nos versos, seguiu-se a vez dos Instrumentos Musicais. Nesta categoria foram apurados três participantes, num universo de cinco. Com efeito, os concorrentes que convenceram foram Tanaya Cumbana, 12 anos de idade, quem tocou “Minuet”, e que escolheu a música para participar no MOZKIDS porque julga a arte uma maneira bonita de expressar sentimentos. Igualmente, foi apurada para a fase seguinte Maya Assane e Fernando Jaime, 9 anos de idade, da escola Junica, e que, para esta aparição, preferiu tocar a canção evangélica “Nita mutlanguela Yeova”. Aos coros, pais, irmãos e encarregados de educação corresponderam ao teclado de Fernando, com ou sem afinação.

MELVIN RAIMUNDO E DANIEL DAVID: UMA AULA DE REPRESENTAÇÃO NO MOZKIDS TALENTS

Seis concorrentes disputaram o apuramento para a fase seguinte do MOZKIDS Talents. No entanto, só a metade conseguiu alcançar tal proeza. Dos apurados, o destaque foi para a dupla Melvin Raimundo e Daniel David, com 10 e 11 anos respectivamente. Os alunos do Instituto Nília deixaram a audiência do Scala estupefactos. Os meninos foram, de longe, os melhores actores em palco, numa actuação que uniu o burlesco e o efeito didáctico de forma perfeita. O título da peça apresentada pela dupla foi “A turma do Malume”, e contaram com a preparação do professor Ventura. Foi um baile de teatro que os dois amigos deram no MOZKIDS. Inclusive, pareceu que os pequenos actores já fizessem parte de um grupo profissional de teatro há tempo, mas não. No sábado, foi a segunda vez que apresentaram-se em público, a primeira fora da escola. Segundo explicam, preferiram concorrer com teatro para o concurso porque sabem que são bons de piadas. Então, “desta maneira, queríamos fazer rir as outras crianças e ensinar-lhes alguma coisa com a nossa peça, mostrando que a escola pode ser uma coisa maravilhosa e má”, disse Daniel David, à imagem de Melvin, parecendo sempre actor, mesmo no plano real.

Na categoria de Teatro, também foram apurados Fernanda Raimundo, 10 anos, aluna do Colégio Arco Íris, e a dupla Shelton Matias, 11 anos, e Tatiana Arlindo, da Escola Unidade 22.

POR FIM O CANTO

Esta deve ter sido a categoria mais equilibrada. Das 14 candidaturas, mais da metade reuniu requisitos para passar à fase seguinte. Mas os membros do júri apenas queriam sete. Então, ao contrário do que sucedia noutras categorias, na de Canto o júri teve que pedir à apresentadora do programa, Yara da Silva, e ao Moziko, claro, seu fiel companheiro, mais tempo para seleccionar os melhores. Assim, a ventura esteve do lado, primeiro, de Juelma Moiane, menina com 11 anos de idade, aluna do Instituo Nília. A pequena cantora interpretou “Bem”, de Michael Jackson, porque aprecia a performance vocal do astro americano. No segundo lugar do apuramento, esteve Anícua Mazonda, 10 anos de idade, a estudar no Dom Bosco. Mazonda cantou “Sou humano”, de Bruna Carla. Em terceiro lugar esteve Dárcia Mondlane, 11 anos de idade, aluna da EPC de Sicuama. Portanto, para preencher a lista dos apurados, também foram apurados AlianaTembe, 12 anos, Birk Intercional School; Tamires Moiane, 11 anos, aluna da 3 de Fevereiro; Cledy Gawane, 12 anos, da Arco-íris; e Ester Maculuve.

Assim, somando todas as categorias, 25 concorrentes foram apurados para a próxima gala do MOZKIDS Talents. Já sábado, no Scala, a partir das 13h.

Três actores juntaram-se para representar “Os netos de Ngungunyane”, no Teatro Avenida, em Maputo. A peça teatral resulta da leitura feita às obras da trilogia As areias do imperador, de Mia Couto.

A peça teatral procura questionar as várias dimensões que complementam a história de um homem que oscila entre o herói e anti-herói. Suspense, sarcasmo e ornamentação da linguagem caracterizam o texto.

A ideia desta peça partiu da Companhia de Teatro portuguesa O Bando, com mais de 40 anos de história. Além do país, a peça vai ser exibida em Portugal e Brasil, sempre com o pretexto de fazer do passado um instrumento para pensar Moçambique.

Nesta primeira fase, a encenação de Bruno Huca tem 20 minutos e conta com a representação de Rita Couto e Sufaida Moyane.

Com este espectáculo, Bruno Huca, Rita Couto e Sufaida Moyane questionam que, se calhar, haja vários netos de Ngungunyane espelhados pelo mundo e que precisam encontrar-se. Enquanto o encontro mantém-se adiado, a produção da peça terá várias fases, depois de Portugal e Brasil, a última versão será apresentada no país em Fevereiro de 2019.

 

Cerca de cinquenta crianças abrilhantaram a segunda gala do MOZKIDS Talents, nas categorias de canto, dança, instrumentos, teatro e poesia. 

Uma abertura em grande marcada pela actuação dos concorrentes para a categoria de dança. A dupla Isabela e Inusca apostou num número tradicional, marrabenta, interpretada por Anita Macuácua.

E o descontraído Kayane também alegrou os presentes, com os seus passos.

Na categoria de declamação, sentimentos, rimas, riquezas e belezas de Moçambique e de África, dominaram as poesias dos pequenos. Os mais novos despertaram Craveirinha, expressaram sonhos e até emoções.

Nos instrumentos, Fernando, com recurso a um piano embalou os presentes numa música evangélica.

Os participantes mostraram o seu conhecimento na execução de instrumentos musicais.

Enganado estava quem pensava que o talento dos miúdos esgotava-se na dança, poesia e instrumentos. A criançada conhece também a arte de representar; houve espaço para a chamada de atenção ao respeito do direito da criança, em forma de teatro.

Seguiu-se a categoria de canto. Siloyde encarnou Lizha James e abriu o capítulo das grandes melodias. Promessas de Mr.Bow foram vocalizadas por Tamires.

Quem também estava pronta, mas para a actuação é Anikua. Já Aliana arriscou dar voz a Witney Houston. E não era para menos, a actuação foi brilhante.

Depois das actuações, os concorrentes apurados mostraram-se satisfeitos. Já a organização diz que a fase que se segue exige muito rigor.

Para o júri, seleccionar os apurados foi a tarefa mais difícil pelo potencial que os concorrentes apresentaram.

O programa será transmitido este domingo a partir 13h30.

 

A plataforma Mbenga, que congrega jovens jornalistas culturais moçambicanos, debate “A Mafalala como berço da Consciência de Identidade Moçambicana através das Artes por parte da Comunidade Negra”.

O evento enquadra-se no quadro do projecto Oficina Criativa que pretende incrementar as ferramentas e informações sobre as artes e cultura.

O membro fundador do Mbenga e um dos organizadores do evento, Leonel Matusse Júnior, disse que o objectivo deste debate é fazer uma contextualização sobre o surgimento dos movimentos artísticos em Moçambique.
 

“Acreditamos que é preciso dotar aos jornalistas culturais da nova geração desta informação para não corrermos o risco de celebrar alguns acontecimentos como novos, quando já aconteceram”, disse Matusse.

Debate irá realizar-se no Centro Cultural Moçambicana-alemão, no dia quatro de Julho, e terá como oradores Rui Laranjeira e Aurélio Le Bon.

 

O cineasta moçambicano, Pedro Pimenta, foi convidado para ser membro da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos, responsável pela atribuição das estatauetas Óscar, escreve a Voice of America.

Pimenta é um dos 928 profissionais escolhidos pela Academia por terem “feito contribuição distinta para o cinema”. O grupo inclui realizadores, actores, escritores, produtores, músicos, executivos e maquilhadores.

Na lista, ainda citada pela VOA, a Academia faz referência às obras “A Ilha dos Espíritos” e “Memories of Dreams”, do cineasta moçambicano.

Com este convite, Pimenta será o primeiro moçambicano membro da prestigiada academia fundada em 1927, em Los Angeles, Califórnia.

Pimenta aparece entre os africanos Danai Gurira (Zimbabwe), Tendeka Matatu (África do Sul), Mohamed Siam (Egipto) e Femi Odugbemi (Nigéria).

Os brasileiros Alice Braga, Maria Augusta Ramos e Carlinhos Brown também integram o grupo.

A nova lista é apresentada após duras críticas no sentido de Hollywood tornar-se mais diversificado.

A realização de festivais musicais e/ou de artes no país tornou-se algo constante. Além de AZGO, Zouk, Xiquitsi, há também de Songo a ganhar raízes. Sobre o aumento do número de festivais ao nível nacional, autores como Esaú Meneses, Liloca e Lizha James mostram-se satisfeitos porque, segundo entendem, esta plataforma é extremamente viável para impulsionar a arte feita em Moçambique nas suas múltiplas dimensões. Aliás, acredita Esaú Meneses, o investimento em festivais só pode criar condições para o futuro identitário do país ser algo mais consistente. “A identidade de um povo está na cultura e quem não tem identidade cultural não existe”, disse Esaú Meneses.

Ampliando mais a sua abordagem à arte musical no país, Meneses considerou que a música moçambicana está de evento em pompa. Ainda assim, precisa de ser mais acarinhada pelo empresariado. “Temos muitas empresas, mas quantas investem na arte de forma desinteressada? Precisamos também de chamar atenção aos artistas para estudarem a sua profissão, pegar na tradição e fazer dela razão de desenvolvimento da cultura. As empresas devem investir no surgimento de novos artistas e no aperfeiçoamento dos que já existem”.

Para Liloca, cantora que promete lançar duas músicas novas próximo mês, “Nimukumili” e “Sou poderosa”, os festivais de música garantem uma oportunidade de intercâmbio entre artistas, que, com isso, sempre podem aprender novas formas de compor, de pensar e estar na arte. Paralelamente a esse aspecto, lembra Liloca, o público pode realizar o sonho de estar com os seus ídolos ou com autores que admiram.

Quanto a Lizha James, o que mais a interessa em festivais é a componente interacção que proporcionam. Por exemplo, “eu sou do Sul. Quando tenho a oportunidade de estar com artistas de Tete, fico feliz porque aí partilhamos experiência e puxamos uns aos outros. Com isso podemos melhorar, crescer individualmente, em conjunto e mover a indústria musical”.

Os três músicos referiram-se à importância dos festivais artísticos depois de terem participado na quarta edição do Festival de Songo, que se realizou no passado fim-de-semana, no distrito de Cahora Bassa, em Tete. O evento serviu para comemorar os 43 anos da HCB.

Dezenas de músicos actuaram ao longo da noite nas celebrações dos 43 anos de de independência. O espectáculo denominado só Moçambique só nós foi organizado pela Bang Enterteniment.

Avenida 10 de Novembro completamente abarrotada para testemunhar um cruzamento de gerações de músicos nacionais.

Coube aos jovens Moz Elements sacudir o frio que fustigava a baía e, nesta bela coreografia, aquecer aos espectadores que responderam em massa ao convite das celebrações dos 43 anos de independência nacional.
Depois do ambiente praticamente criado, seguiu-se a triunfante entrada de MC Roger. O também conhecido "patrão" da música moçambicana colocou o público a vibrar e uma vez mais mostrou que a música moçambicana está boa e recomenda-se. Aliás, numa das suas músicas MC Roger exigiu respeito e reconhecimento pelo seu estatuto de mais-velho.

E porque não se podia falar em 43 anos de independência sem se olhar pelo panorama político, Azagaia foi o convidado a faze-lo.

Mentiras ou verdades, Azagaia assumiu-se um exímio lutador contra os males que assolam a pátria.
A seguir juntou-se à festa General Muzka. Depois de brindar aos presentes com os seus maiores sucessos, Muzka arriscou lançar-se aos ventos da música lusófona, cantando êxitos do Brasil e guinnenses.

Actuações como de Lorena Nhate também deram cor ao evento.

Houve ainda espaço para os gurus da música moçambicana. Hortêncio Langa lançou-se ao público e deu o ar da sua graça.

A Hortêncio Langa juntou-se um outro monstro da música. Lado-a-lado com Stewart Sukuma cantaram amores.
Ainda no grande espectáculo dos 43 anos actuaram Júlia Duarte. E, quando se pensava que o cardápio estava fechado, eis que surge mais um nome sonante da música moçambicana. Wazimbo.

Quem também juntou-se ao show denominado "Só Moçambique só nós" foi Anita Macuácua.

Seguiram-se várias outras actuações até ao raiar do sol.
Alguns músicos entrevistados disseram que foi com grande alegria que se juntaram ao povo moçambicano para comemorar a independência. Lorena Nhate disse este ser um momento de os moçambicanos reforçarem o espirito de união e harmonia. Já General Muzka disse que o país precisa focar-se na educação pois só assim poderá desenvolver: “Temos que reconhecer a independência não foi adquirida como se de um camião viesse e oferecida aos moçambicanos. Foi fruto de muito suor, luta e sacrifício e muito emprenho por parte dos combatentes. Temos que aprender a dar valor a este ganho.

Moçambique pode registar grandes níveis de desenvolvimento se investir ainda mais na educação”. Disse General.

Cidadãos que se fizeram ao local disseram terem gostado dos momentos que marcaram as celebrações do dia da independência nacional. Estes afirmaram que esta foi a melhor maneira de celebrar os 43 anos.

 

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