O País – A verdade como notícia

Os Reis do Rompimento Primeira Liga (RRPL) estão de volta a Moçambique pela segunda vez, para, com o Rapódromo, fazer viajar mentes dos amantes do rap, desta vez, no Parque da Marginal, neste sábado, a partir das 15 horas.

Que se segurem os cérebros e preparem-se as bocas, porque barras directamente de Moçambique, Angola e Portugal serão lançadas a todos.

Questionado sobre o que o evento tem de especial este ano, o CEO da RRPL Fly Squad diz que “Este ano tem de especial a presença de artistas que não estiveram cá no evento passado, nomeadamente, o Paizão, o Brazzah e o Salomão. Temos também a presença do rapper português que já vem batalhando connosco há alguns anos, El Sayed, trouxemos novamente o Tanay Z”. Fly não quis dar muitos detalhes pois, como todos sabem, “este é maior espectáculo de batalhas de rap, portanto, há sempre uma novidade que nunca é anunciada antes do evento, então podemos esperar o melhor”, disse.

Já os Gladiadores dizem estar preparados para acabar com os adversários, como é o caso de Brazzah, que garante, “Para este evento, trago bomba, se o meu adversário não vier forte, será totalmente humilhado na sua terra”.

Epaitxoss One diz ter gostado do adversário, mas sem dizer especificamente que armas tem preparadas para esta batalha, avança: “Para este evento, trago boas rimas, a ideia é mesmo entreter o pessoal, gostei do adversário que me foi dado, pois aprecio seu trabalho já há um tempo. Por outro lado, seu adversário, Salomão Rei, aproveitou a deixa de Epaitxoss para deixar bem claro que: “Se o meu adversário fosse fraco eu nem viria, o Epaitxoss One é um nigga muito forte”.

Já o veterano, Tanay Z, confessa não ter preparado nada de novo, mas confia no trabalho que vem desempenhando.

Esta é a terceira vez que a RRPL e o Rapódromo batalham, tendo a primeira batalha sido em 2016 em Angola.

Para o “RRPL vs Rapódromo 2018”, estão previstas batalhas de: Kadabra Mc vs Paizão; 16 Cenas vs El Sayed; Tanay Z vs Trovoada; Salomão Rei vs Epaitxoss One; e Sugaya vs Brazzah.

 

Dino Miranda colhe “Xiluva” no jardim da música

O cheiro e a beleza das flores continuam a “inspirar” e muito os artistas nacionais. Que o diga Dino Miranda: produtor, compositor, guitarrista, enfim, músico que, para o seu segundo álbum, escolheu o título Xiluva (flor em língua portuguesa).

O novo disco de Dino Miranda é uma compilação de 12 músicas, das quais quatro fizeram parte do single Baby eu te quero, lançado pelo autor lá vão três anos. São os casos de “Cantemos para mulher” (com Stewart Sukuma), “Baby eu te quero” (que intitula o single), “Deusa” (com Jimmy Dludlu) e “Viver e ser feliz”. Além destas, no disco Miranda existem mais oito: “Love on the mountain”, “Moçambique”, “Xiluva”, “Ontem a noite”, “Maria Joana”, “País tropical”, “A vida é bela” (Com Choppa Margarida) e “Marrabenta”, premiada na categoria de World Music no concurso anual International Songwriting Competition – 2016 (ISC), realizado nos Estados Unidos da América.

Os temas do novo trabalho de Dino Miranda, em geral, procuram enaltecer a importância do amor num mundo tão conturbado. É por acreditar no poder do amor que o músico faz desse sentimento um objecto para ser cantado. A primeira música do disco, “Love on the mountain”, com coros de Alcinda Guerane, é um exemplo do que o artista almeja para si e para o mundo: o amor no coração das pessoas. Afinal, de acordo com o autor, a maior preocupação neste disco foi sempre torná-lo algo cheio de humanismo. Para chegar a esse estágio, Dino Miranda convidou Stewart Sukuma para juntos cantarem a mulher, como alicerce e pilar de qualquer sociedade. E porque o patriotismo também se revela na dimensão artística, o guitarrista dedicou uma música do CD ao seu país, “uma criança que tem um sonho, deixem-na construir”, segundo a composição do terceiro som.

Xiluva é um pouco da reflexão do que tem sido a trajectória de Dino Miranda, ao nível pessoal. É a sua forma de ver a sociedade moçambicana.

Ao contrário do primeiro disco do autor, Moya wa kaya, que seguiu o percurso África do Sul-Moçambique, este Xiluva foi produzido no seu estúdio, cá no país, de onde deverá sair para conquistar o mundo. Aliás, tal evento já iniciou. No início do mês, o compositor participou, pela primeira vez, no Festival Internacional de Artes de Harare (HIFA), um evento anual, criado em 1999, que acontece durante seis dias, com música, teatro, dança, circo, performance de rua, moda e artes visuais. Foi naquele festival que, a nível internacional, Dino Miranda lançou o seu Xiluva. Agora, falta no país, o que deverá acontecer no segundo semestre, entre finais de Julho e início de Agosto. Enquanto a data prevista não chega, a promoção já começou, e, pelo menos, com uma convicção: “Acredito que nós, os artistas, temos a capacidade de inspirar as pessoas e as levantar a partir das nossas experiências pessoais. Então, neste CD, também tenho música feita com intenção de estimular quem a ouve, sempre que o desânimo se apropria da pessoa”.

Depois de Dino Miranda ter começado com a produção do álbum no seu estúdio, a parte com banda teve, desde cedo, a contribuição de Hélder Gonzaga e Stélio Zoe, bem como Texito Langa e Frank Paco. Tudo foi feito durante dois anos, sem nenhum apoio financeiro. Mesmo assim, é um álbum no qual o músico procurou garantir um nível elevado de qualidade, daí a participação de autores como Jimmy Dludlu, Orlando Venhereque, Samito Tembe, John Hassan e Thapelo Motshegwe. “Mas não foi fácil. Para ter esse todo leque de artistas envolve um custo para grandes produções, portanto, elevados”. E porque o investimento dificilmente pode se traduzir em vendas, no país, do disco, Miranda espera, para sua realização, que seja acarinhado, inclusive, internacionalmente.

Além de produzir suas próprias músicas, o Director da Miramundo Produções também produz as de outros artistas. Por exemplo, a esta altura, está a produzir o disco de Salimo Muhamed, a 90% de execução. O álbum foi gravado no estúdio de Miranda, e conta com colaborações de Hortêncio Langa. “Este é um disco de uma referência da música moçambicana, de alguém com muita energia para trazer coisas novas. São os discos o que nos move, com a pretensão de deixar o nosso contributo artístico para o país”.

As 12 músicas que compõem Xiluva foram retiradas de um universo com cerca de 20. Oito ficaram de fora.  O disco será lançado no país em Julho ou Agosto.

 

Na sua essência, esta é uma celebração da cultura africana com várias manifestações artísticas, como exposições e concertos. Nesta estreia, o evento conta com a presença de 30 artistas contemporâneos, músicos e performers d’o berço da humanidade. Dois desses artistas são fotógrafos moçambicanos: Filipe Branquinho e Mauro Pinto.

De acordo com Branquinho, a sua participação é uma boa oportunidade de divulgar o trabalho fora de Moçambique e ao lado de grandes nomes da arte contemporânea africana, por exemplo, do fotógrafo maliano Malick Sidibé, uma das influências no seu trabalho. Ora, defende Filipe Branquinho, “estas iniciativas são de enorme prestígio e ajudam na circulação internacional e a colocar o nosso trabalho nos grandes mercados das artes. É também uma oportunidade para fazer contactos com jornalistas, curadores, galeristas, colecionadores, etc…, que abrem novas portas e ajudam a dar continuidade na divulgação e circulação do trabalho fora de Moçambique”.

Ao festival, o fotógrafo moçambicano levou um novo projecto, intitulado “Lipiko”. São duas obras de grande formato, técnica mista, nas quais, pela primeira vez, mistura fotografia e desenho. Na série, Branquinho usa a sátira para fazer uma reflexão sobre aspectos da actualidade nacional, procurando, de forma cômica, questionar valores. É “uma ponte entre a tradição e o presente, algo como de onde viemos, onde estamos e para onde vamos”.

Nas obras em causa, o fotógrafo utiliza as máscaras de mapiko, mas não é um trabalho sobre povo makonde, é uma apropriação das máscaras, daí o título “Lipiko”, “que é o personagem central ou a máscara no ritual do mapiko e que na minha opinião são bastante expressivas para representar a actualidade das cidades moçambicanas, desde as elites, o estado de vigia, o desamparo e outras questões do cotidiano”.

Branquinho entende que o Festival Évora África é uma janela aberta sobre o continente africano e que vai permitir conhecer alguns aspectos das culturas locais.

E porque Moçambique tem estado presente neste tipo de iniciativas, desde Ricardo Rangel a Mário Macilau, incluindo José Cabral, Branquinho vê nesta permanência algo importante na afirmação do país com enorme tradição fotográfica e nas artes em geral. “A nível pessoal é divulgar um novo projecto num cenário completamente diferente de onde foi produzido e consolidar o meu trabalho como artista. É mais fácil entrar nestes circuitos que permanecer neles, há sempre uma grande procura sobre novos nomes”.

Um dos objectivos do festival é celebrar novas expressões artísticas urbanas e as suas influências sobre a cultura portuguesa.

Além de Moçambique, também participam África do Sul, Burquina Faso, Costa do Marfim, Madagáscar, Mali, Senegal e, claro, Portugal.

 

A 8ª edição do AZGO lá se foi há uma semana. No entanto, os ecos da iniciativa da Khuzula devem ainda sobressaltar a memória de quem esteve no Campus da UEM, no dia 19, para ver a performance de artistas nacionais e do estrangeiro.

A propósito do estrangeiro, uma das cantoras que de lá veio foi Sara Tavares. Depois de ter actuado mais uma vez em Maputo, a cantora que já venceu um tumor no cérebro disse que festivais como AZGO são muito pertinentes por conseguirem mover a indústria musical. Por isso, há necessidade de afirmar todos os actores dos diversos estilos de música. Na óptica de Tavares, o festival cresceu: “neste regresso, noto que há muitos melhoramentos e que o AZGO continua sendo um festival cheio de boa onda e pessoas simpáticas. Há é que se investir ao nível logístico. Por exemplo, no nosso caso, tivemos vários problemas técnicos, levamos tempo a chegar ao palco, onde me senti no direito de me demorar mais um pouco. Tive a manhã inteira à espera de fazer um ensaio. Não aconteceu e estava a horas. Penso que se pode ter um cartaz mais pequeno e investir em formação e workshops de logística e de aspectos técnicos, porque eu também vou para escola aprender a tocar guitarra”.

Durante a sua participação nesta edição do festival, a autora de Balancê afirmou que tentou dar tudo de si. No entanto, “em uma hora de concerto é difícil dar o que as pessoas querem e tudo o que eu também quero. Nesses casos, tem que se encontrar um ponto de acordo, entre o repertório antigo e o novo, que eu também quero oferecer”.

Mas, o que Sara Tavares espera do AZGO?

Espero que o AZGO tenha eco, que seja uma planta que entre pela terra dentro, crie pequenos projectos e faça alguma diferença, e que não seja um evento ilha, dentro de uma cidade, de um país. Espero que o AZGO crie sonhos dentro de cada pessoa.

Foi simpático ter cantado “Bom feeling” em Moçambique. Foi uma forma de homenagear a cultura moçambicana, considerando que essa música tem partes em rhonga, ditas por um moçambicano?

Nada a ver. Quando fiz essa música para o disco Balancê, há muitos anos, na altura inspirei-me num músico moçambicano que vive em Portugal: o André Cabaço. Nesse período eu andava muito com o Costa Neto e André Cabaço. Adoro o dedilhar dele, tanto que o tentava copiar. Foi nesse contexto que surge esta música, a partir do dedilhar de guitarra de André Cabaço. No final da gravação da canção, convidei-lhe para dar o seu contributo, tocando baixo e fazendo umas coisas com a voz. Ele optou por umas brincadeiras em rhonga no final da canção, fazendo um repentismo. O Cabaço fez essas brincadeiras na música e eu reproduzo em palco.

“Bom feeling” é uma música estimulante. Faz música pensando no efeito terapêutico?

No dia em que eu agarrei a guitarra e fiz este tema eu estava com uma cara muito feia. Olhei-me ao espelho e vi uma cara horrível e com uma energia mesmo má. Então, escrevi o tema como um lift me up. O efeito da música foi para mim mesma. Um cantor, antes de curar aos outros, deve curar-se a si mesmo. Fiz a música como um acto de cura e como uma espécie de piada para mim mesma.

“Brincar de casamento” é uma das suas músicas, digamos, recentes. Por que brincar com uma coisa tão séria: o casamento?

Brincar é uma coisa muito séria. Não se brinca à toa e brincar faz as pessoas sorrirem. E fazer as pessoas sorrirem é uma coisa muito especial. O sorriso é uma flor na cara de uma pessoa e fazer uma pessoa sorrir é difícil.

É uma cantora que investe muito no jogo metafórico nas suas composições. Há alguma explicação?

Não é algo muito consciente. São as ferramentas que eu tenho e que aprendi dos cantores que oiço, dos amigos com os quais componho e dos colegas de trabalho. É assim que vou aprendendo. Não fui a nenhuma escola de composição e não me considero uma grande compositora. Os grandes compositores são os Eugénio Tavares, os Ary dos Santos, os Fany Mpfumos… eu ainda sou uma bebé.

Perfil
Sara Tavares nasceu a 1 de Fevereiro de 1978, em Lisboa (Portugal), mas é em Cabo Verde, país que conheceu com cerca de 21 anos de idade, que mais gosta de tocar. É autora de Mi ma bô, Balancê, Xinti e Fitxadu. Por causa de um tumor benigno no cérebro, teve que se afastar da musica por longos sete anos. Quando era menina, Sara quis ser cantora e futebolista. Venceu a arte.

 

A União Europeia (UE) decidiu investir no desenvolvimento do cinema nos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) e em Timor Leste. Por isso, em 2017, financiou residência artística a seis jovens realizadores. Como culminar da residência, seis curta-metragens foram exibidas na Fortaleza de Maputo, na noite de sexta-feira. 

Na verdade, o processo que começou com o lançamento de um concurso para jovens realizadores dos PALOP e Timor Leste contou com 87 candidaturas. Desse universo, o júri seleccionou um projecto de cada país e os seis realizadores estiveram em Maputo durante 12 dias para uma oficina, na qual tiveram oportunidade de desenvolver suas ideias. 
Este programa é uma iniciativa da União Europeia para comemorar os 25 anos de colaboração entre aquela entidade, os PALOP e Timor Leste. Nesse sentido, os seis projectos tiveram um financiamento de 9 mil euros.

Sobre a iniciativa, Sven Kuehn Von Burgsdorff, Embaixador da União Europeia em Moçambique, disse que os documentários fazem muito sentido para a população moçambicana porque, assim, “podem comparar as suas realidades com as de Cabo Verde, Guiné Bissau ou Timor Leste. E esperamos que os jovens realizadores comecem a falar entre si, num intercâmbio artístico e intelectual para poderem crescer juntamente. É importante que os jovens realizadores mostrem as suas actividades artísticas. Sem o apoio da UE não teriam tal oportunidade”.
Na organização deste projecto de curtas-metragens esteve envolvida Diana Manhiça, quem considera: “Esta foi a oportunidade para a maioria dos realizadores filmarem a sua primeira curta-metragem, que foram exibidas em diversos festivais, em Moçambique, Cabo Verde, Bélgica, Brasil e Portugal, e que estão a concorrer a prémios”. 

Quando os jovens realizadores estiveram em Maputo, tiveram aulas – de produção, guião, realização, montagem, fotografia e som – com Sol de Carvalho, João Ribeiro, Licínio Azevedo, Orlando Mesquita e António Cabrita. 

O objectivo do projecto, esclareceu Sol de Carvalho, não é fazer filmes de grandíssima qualidade, mas pôr jovens a poderem trabalhar
Quem perdeu a exibição das curtas, na Fortaleza de Maputo, terá a oportunidade de as ver na Stv e na televisão pública. 

A maior competição de canto coral do país segue a passos largos para a sua final. Para a sétima gala, que é a semi-final, vão 14 grupos corais depois de, no fim desta sexta gala, ter-se anunciado a eliminação de dois. 

Antes ficou-se a conhecer que o grupo mais votado da semana foi o coral IPM Pepane pela segunda vez consecutiva. O segundo mais votado foi coral Ebenezer, o terceiro foi Wunanga, e LENMED Hospital Privado ficou na quarta posição, o que significa que desceu dois lugares. O quinto mais votado foi o coral TPM, que na última semana estava em terceiro lugar.
Por insuficiência de votos, foram eliminados os corais Joyous Peace Machava Bunhiça e Angel of Lakayeroi, que se dizem ter aprendido muito antes da sua eliminação.

Na gala de hoje, pela primeira vez, o corpo de júri mostrou-se satisfeito com a actuação dos grupos.

Até esta gala, o voto do júri tinha um peso de 70% na classificação dos grupos e 30% do público. A partir da sétima, o peso de voto passa a ser de 50% para cada parte.

Os saxofonistas Moreira Chonguiça e Manu Dibango vão participar no África Festival, Wurtzburg, Alemanha, no próximo dia 31 de Maio.

África Festival é o maior evento que promove música africana e este ano celebra 30 anos de existência e Manu Dibango e Moreira Chonguiça vão promover o álbum conjunto “M&M”, que resulta de um trabalho iniciado em 2012 pelos dois saxofonistas.

Este ano, o festival conta com mais de 6750 músicos de 56 países que actuaram no festival ao longo dos 30 anos.

Moreira chonguiça partiu ontem para França, para aprofundar os ensaios com a banda Manu Dibango. O disco M&M” foi nomeado para a categoria de Melhor Álbum Africano no South African Music Awards, (SAMA).

Lançado em 2017, o álbum homenageia grandes clássicos de jazz que marcaram as carreiras do saxofonista moçambicano, Moreira Chonguiça e do saxofonista camaronês, Manu Dibango e Fany Mpfumo, através da música Ungahlupeki Nkata.

África Festival é um evento cultural e musical que se realiza anualmente durante 4 dias em Wurzburg e é o festival de música mais longo e extenso na Europa.

 

O Centro Cultural Franco-Moçambicano e o agrupamento TP50 apresentam “Recriançando – Um Tributo à Criança Moçambicana”, sábado, às 10h30, na Sala Grande.

Na verdade, trata-se do lançamento do CD em homenagem às crianças moçambicanas. “Recriançando” é uma história educativa com base nas músicas do CD.
O espectáculo de lançamento vai contar com apresentações de teatro, música e dança, tendo a participação de 16 músicos, dois bailarinos, quatro actores e 14 crianças. Entre os membros do grupo, destacam-se artistas como Hortêncio Langa, Timóteo Cuche, Texito Langa e Xixel.

Segundo o comunicado dirigido à redacção, o CD, que contém músicas educativas de autoria de Tio Turutão e do TP50, teve uma repercussão considerável e tem sido disseminado com sucesso por todo o país.

Em 2017, em parceria com a rádio pública e outros parceiros, TP50 lançou um CD infantil denominado “Recriançando: Um Tributo ao Tio Turutão”. Com o projecto pretendia-se relançar a música infantil nacional, tendo em conta a potencialidade da música como elemento natural e fundamental na educação e desenvolvimento da criança e dando resposta à estagnação da produção musical infantil moçambicana.

 

A exposição de arte intitulada “Almas cruzadas”, de Simões e Rob Van Doeselaar, será inaugurada no último dia do mês corrente, pelas 18 horas, na Galeria Kulungwana, na Estação Ferroviária de Maputo, onde estará patente até ao dia 29 de Junho de 2018.

“Almas Cruzadas” é uma junção entre o escultor moçambicano Simões e o pintor holandês Rob Van Doeselaar, como resultado da amizade e convivência artística que se estabeleceu entre os dois artistas nos últimos quatro anos.

Simões formou-se, fundamentalmente, sob a influência do escultor Alberto Chissano, tendo, ao longo da sua carreira, trabalhado ainda com um amplo conjunto de outros artistas nacionais e estrangeiros.

Rob Van Doeselaar teve como primeiras influências os grandes mestres holandeses, passando posteriormente a interessar-se também pela arte contemporânea. A sua pintura é um compromisso entre duas influências, em que sobressaem as tonalidades fortes e contrastantes, fruto provável da sua longa permanência em África e na Ásia.

Esta exposição permite aos estudantes de arte, especialistas e público em geral a possibilidade de mais uma vez poderem ter acesso à obra destes dois artistas, unidos por laços de amizade.

 

 

 

 

 

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