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O País – A verdade como notícia

O escritor Pedro Pereira Lopes vai lançar, na quarta-feira, o livro intitulado “Mundo grave”, trata-se da obra vencedora da 1ª edição do Premio Literário INCM/ Eugénio Lisboa.

Depois de ter sido apresentada no Camões-Centro Cultural Português em Maputo, a obra “Mundo grave” será apresentada na cidade da Beira pela Professora Doutora, Maria do Rosário Amaral.

O galardão destinado a trabalhos em prosa, de autores moçambicanos, tem como missão a promoção e preservação da língua portuguesa.

Além de incentivar a criação literária moçambicana a obra presta homenagem à figura de Eugénio Lisboa, enquanto cidadão e homem de cultura nascido em Moçambique.

 

Mais uma vez, “As Visitas do Dr. Valdez”  voltam a ser uma realidade nos palcos nacionais. O encontro teatral é organizado pelo grupo de teatro (In)Versos, que vai participar da XV edição do Festival Internacional de Teatro de Inverno (FITI).

A obra teatral será exibida na próxima sexta-feira, a partir das 19h30, no Cine Teatro Gil Vicente, na cidade de Maputo.

Uma semana depois, “As Visitas do Dr. Valdez” vão acontecer na segunda maior cidade do país, Beira, onde irá participar do FLIK (Festival do Livro Infantil da Kulemba). Na capital de Sofala, o grupo (In)Versos irá apresentar-se na Universidade Zambeze e na Casa do Artista nos dias 15 e 16 de do mês em curso, respectivamente.

“As Visitas do Dr. Valdez” é uma comédia dramática adaptada do romance do escritor João Paulo Borges Coelho, Prémio LeYa 2009, com o romance “O olho de Hertsog”.

Na peça deste grupo, a obra discorre sobre a história de duas irmãs, Sá Amélia e Sá Caetana, que, depois de terem tido uma infância traumática e uma vida adulta angustiante, já idosas e ambas viúvas decidem se refugiar na cidade da Beira – curiosamente, onde a peça irá ser apresentada – como forma de fugir da luta de libertação de Moçambique que invadira Mucojo, onde viviam, na província de Cabo Delgado, nos anos 1960/70.

Segundo o comunicado do grupo, na Beira, as duas velhas senhoras vivem com Vicente, um jovem criado que o levaram em Cabo Delgado. Estas três personagens, exiladas na impossibilidade de nada poder fazer contra o passado, para sobreviver ao derrubamento do velho mundo (colonialismo) e nascimento do novo (independência) vestem-se de máscaras de ilusão e jogam, como o fazem os actores, como forma de consertar as suas vidas desavindas.

A peça “As Visitas do Dr. Valdez”  tem dramaturgia e encenação de Venâncio Calisto. Os Actores que fazem parte da peça são Eunice Mandlate, Samuel Nhamatate e Sufaida Moyane.

 

O Centro Cultural Franco-Mocambicano (CCFM) e a embaixada da França apresentam, este sábado, a 6ª edição da festa da música que é um grande evento que existe em França a mais de 30 anos.

A festa da música ocorre anualmente no CCFM, proporcionando ao publico moçambicano um evento de carácter popular, gratuito e com grande variedade de estilos musicais.

O objectivo desta festa é de promover a música moçambicana, difundir os artistas e celebrar a diversidade dos estilos musicais como a música classica, popular, hip-hop, electronica, afro jazz entre outros estilos.

Para além da música, terá uma feira de artesanato e de gastronomia e ainda, animação para crianças, com o único propósito, celebrar a música.

Haverá actividades e animações para crianças e jovens: workshop de piano com Melita Matsinhe e Escola de Artes Xiluva, construção de instrumentos com Waka Mbira Artesanal, música e dança tradicional com Associação Warethwa e muita animação com as Marionetas Gigantes de Moçambique acompanhadas pela Orquestra Amadora da Unidade 7.

 

A arte e o desporto juntaram-se no retrato de Eusébio da Silva Ferreira, enquanto jogador de futebol. A longa-metragem Ruth, realizada por António Pinto Botelho e com argumento de Leonor Pinhão, narra a história da maior referência do futebol moçambicano e português de todos os tempos. A obra da Leopardo Filmes, com 105 minutos, foi exibida ontem à noite nas salas Lusomundo da cidade de Maputo, com a presença da actriz que desempenha o papel da mãe do “pantera da Mafalala”: Josefina Massango.

Segundo a actriz, em grande plano nesta história sobre a disputa do passe de Eusébio, envolvendo dois grandes clubes portugueses – Benfica e Sporting –, ser a mãe fictícia do futebolista foi um grande desafio, uma responsabilidade gigantesca, afinal, não se está a falar de uma figura qualquer. É mesmo de Eusébio, e toda a iniciativa de tentar levar-lhe às telas torna-se em princípio soberba.

Ao mesmo tempo que Ruth é a representação do “pantera negra” no período em que deixa a então Lourenço Marques para vencer na metrópole, igualmente, a longa-metragem narra a história de um conjunto de fenómenos que acontecem à volta do futebol. Este é um filme que reflecte a forma como as sociedades, seja moçambicana ou portuguesa, têm tanto de comum como de semelhante. Assim, no papel interpretado pelo actor com naturalidade guineense, Igor Regalla, Eusébio é a ponte que aproxima épocas, latitudes e rivais – atiçando mais as animosidades –, mostrando que, de facto, o futebol é mesmo o ópio do povo.

Neste filme, Eusébio não dá nenhum toque na bola de futebol. Assim quis o realizador, movido por uma explicação partilhada por Ana Pinhão Moura, a produtora Executiva do Ruth que também esteve na ante-estreia: “Tudo começou com a ideia de prestar uma homenagem ao Eusébio – já havia um filme sobre a Amália e sobre a Nossa Senhora de Fátima. Faltava um filme sobre Eusébio, outro ícone nacional que é moçambicano e querido para todos nós portugueses. Quando esta ideia surgiu, tentamos fugir ao óbvio, que é fazer um filme com o actor a jogar futebol, até porque nunca iríamos encontrar um actor que jogasse futebol como Eusébio. Pensamos que até ficaria mal. Então resolvemos fazer uma história sobre Eusébio com um retrato destes dois países”.  

A escolha de Josefina Massango, para este filme, aconteceu depois de um casting, no qual a moçambicana foi logo aprovada por ser uma excelente actriz. Além disso, de acordo com Ana Pinhão Moura, a ideia foi sempre escolher uma actriz que fosse capaz de representar a força, inteligência e a coragem que a mãe de Eusébio, que conseguiu gerir o princípio de vida do filho.

Ruth – nome atribuído a Eusébio com o interesse de distrair o Sporting, que também estava interessado no passe do jogador – foi rodado durante cinco semanas em Lisboa e duas semanas e meia em Maputo. Além de Josefina Massango, o filme conta com participação de outros actores moçambicanos, como são os casos de Shaquile Adamugy, que faz o papel de Eusébio ainda criança, e Melanie de Vales. 

Embora a bola em campo não seja a ideia desta produção cinematográfica, no final do filme, aí sim, aparecem imagens de alguns jogos do verdadeiro “pantera negra”, que, mal viu o treino do poderoso Sport e Lisboa e Benfica, disse a um colega que iria jogar de caras.

Eusébio da Silva Ferreira nasceu a 25 de Janeiro de 1942 e morreu no mesmo mês do seu nascimento, no dia 5, em 2014.

A produção do filme contou com apoio do INAC e o a estreia da longa-metragem está marcada para hoje, em Maputo.

 

 

 

O Primeiro-Ministro, Carlos Agostinho do Rosário, recebeu, esta tarde, no seu Gabinete, em Maputo, a Bang Entretenimento. Acompanhado de vários outros cantores, o grupo apresentou ao PM o projecto Âncora, que consistes em promover o que a "nova" vaga de autores na área musical tem feito.

Do projecto, segundo Bang, sairão 30 músicas e 30 vídeo-clips. Desse universo, 12 títulos já estão lançados.

 

“Sombra dos sonhos” é o título da colectiva que junta obras da autora marroquina, Imane Idrissi, e da coreana Mi Sook Park. A exposição será inaugurada esta quarta-feira, às 18h, na sede da Fundação Fernando Leite Couto, em Maputo.

Como o título indica, o conteúdo das obras, a serem expostas até 30 deste mês, sugere precisamente situações de sonhos que permitem interpretações infinitas, as quais, na percepção de Imane Idrissi, no final dependem do olhar, do ângulo e da imaginação de cada pessoa. Propositado ou não, a colectiva possui obras com sombras, que criam a confusão que mescla os sonhos com o real, acredita a artista plástica a viver no país lá vão bons anos: “esta exposição é justamente algo fora do tempo, fora do espaço, suspenso entre o real e o sonho”.

Nas obras que Imane KI leva à colectiva encontra-se uma tela com imagem de uma mulher acorrentada. O título da pintura é "Sofrimento", na qual a artista plástica tentou transcrever todo o sofrimento que pesa sobre uma pessoa, no caso uma mulher. Quanto às correntes? “É uma metáfora de qualquer tipo de constrangimento que nos faz prisioneiros e que acabam nos sufocando; que nos privam de toda a liberdade. E é por isso que há pessoas que não gostam daquela pintura, por aquilo que representa. Mas a arte, sendo uma forma de expressão, não se limita a expressar só a beleza e a alegria, também pode evocar sujeitos tristes e sombrios”.

Em "Sofrimento", de Imane Idrissi, não falta essa subalternização à mulher, afinal até ao séc. XIX, “mesmo na França ‘o país dos direitos humanos’, as mulheres não foram autorizados a usar calças ou votar, e não tinham direito de ter uma conta bancária”.

Além de provocar com propostas que conduzem a uma reflexão sobre a condição da mulher e a liberdade do ser humano, Imani KI mostra-se altruísta nesta colectiva. Por isso, pintou “A caminhada”, que pretende sugerir a escolha de um percurso, escolhido por uma determinada pessoa, sua decisão e determinação.

O que motiva, essencialmente, esta colectiva é a necessidade de as artistas sonharem, “porque o sonho é livre, sonhar não custa nada e faz-nos muito bem. No sonho não existe regras, nem limites nem restrições, nós somos o roteirista de nossa própria história, podemos moldá-la como quisermos e quantas vezes quisermos. Nos sonhos somos o mestre do nosso destino”, proferiu Imane KI.

Ainda na exposição, há crítica a essa cegueira provocada pela ambição causada pelo dinheiro

A exposição “Sombra dos sonhos” possui 24 obras, das quais 18 pertencem a Imane Idrissi, quem investe numa mistura de técnica, com óleo sobre tela, colagem, tecidos e acrílicos.

 

A BDQ Concertos volta à carga, com mais um grande evento de música. Depois de, em Março, ter realizado o segundo volume de Noite de Guitarra, que contou com a participação de Jimmy Dludlu, Richard Bona, Ernie Smith e Albino Mbie, desta vez, a promotora de espectáculos aposta na banda norte-americana The Whispers, para um concerto a realizar-se no dia 24 de Setembro, às 20 horas, no Campus da Universidade Eduardo Mondlane, em Maputo.

A BDQ decidiu trazer mais uma consagrada banda do funk – em 2016 trouxe Kool & The Gang – como forma de dar uma oportunidade aos apreciadores daquele género musical de disfrutar da arte feita por uma das mais importantes bandas de todos os tempos.

Esta será a primeira vez da banda norte-americana em Maputo. E, de acordo com Belmiro Quive, da BDQ Concertos, “é sempre bom quando o país recebe bandas deste nível. Estamos ansiosos e a ansiedade envolve o facto de sabermos que, nesta vinda, a mais valia está na possibilidade de nos deliciarmos de boa música através duma banda homogênea, pois The Whispers toca há mais de 40 anos e há muita experiência para bebermos no próximo show, tanto artistas como os fãs”.

A vinda dos The Whispers não é nada algo ocasional. Longe disso. A banda foi escolhida dentro de um rigor da BDQ, que consiste em manter os seus seguidores. “Temos um público-alvo. Temos seguidores da BDQ Concertos, que admiram o nosso perfil de espectáculo. É nesse pormenor que sempre pensamos, quando escolhemos um determinado artista para actuar na nossa plataforma”, disse Quive, lembrando que a plataforma está além do universo artístico nacional. Afinal, desde o início do projecto que consiste em trazer monstros da música estrangeira ao país e, com isso, colocar Maputo na rota dos grandes concertos internacionais, os espectáculos da BDQ sempre tiveram visitantes de diversos países da SADC. “Hoje dizemos em viva voz que o show não é pensado apenas para Moçambique até porque os The Whispers vem directamente da Califórnia para Maputo. Não irão actuar em nenhum país vizinho. Vem para actuar na casa dos moçambicanos. Moçambicanos estes que estão sempre de portas abertas a receber visitas”, realçou Belmiro Quive, garantido que o show dos The Whispers será de primeira classe, com muito som, muita luz, muito funk e muitos amantes de funk, fazendo-se do evento uma verdadeira festa em forma de espectáculo.

Ao mesmo tempo que a banda da Califórnia tornou-se conhecida pelos seus funks, não deixou de cultivar músicas serenas ou com enorme teor amoroso. Por exemplo, “And the beat goes on”,

“I’m gonna make you my wife” e “Keep on lovin’ me”. E ao tocar amor, a banda dos states é atenta ao efeito taciturno que desse sentimento também advém. Por isso tocou “My illusions”, com um teor catártico, o qual permite fazer da expressão um recurso para não deixar o tecto do amor desabar. Com recurso ao perdão, quando necessário. Exemplo disso é o tema “Tamia”.

Em cada espectáculo que tem organizado, a BDQ Concertos faz questão de juntar, no mesmo palco, artistas nacionais e estrangeiros. A ideia da organização é sempre pôr a identidade artístico-cultural moçambicana nos concertos de dimensão internacional a acontecer em Maputo. Para Setembro, a autora convidada é Lyshannie, mesmo porque desse contacto entre os músicos de cá e de outras origens “resultam parcerias, troca de experiência e, acima de tudo, a exaltação da nossa identidade musical”, assim entende Belmiro Quive.

Ao longo dos cinco anos de exercício, a BDQ Concertos trouxe ao país autores como George Benson, Billy Ocean, Marcus Miller, Norman Brown e Gerald Albright.

Como convidado ao espectáculo de Setembro também estará DJ Sérgio Butler.

A banda numa perspectiva biográfica

The Whispers é uma banda norte-americana criada em Los Angels, na Califórnia, nos Estados Unidos de América. A banda foi criada há 55 anos e, ao longo das décadas, produziu êxitos que a permitiu ser uma das principais vozes românticas de sua geração.

Igualmente, a banda é conhecida pelo seu trabalho de caridade, apoiando jovens e agências de luta contra o cancro.

No seu espólio musical, The Whispers possui sete álbuns de ouro, dois álbuns de platina, American Music Award Nominees, Regional Grammy Governors Award. A banda é autora de obras como Planets of life, Bingo, One for the Money, Happy holidays to you, In the mood, Dr. Love ou Thankful.

 

Depois de grandes exibições dos 14 grupos corais que actuaram no palco do auditório Municipal Carlos Tembe, antigo Cinema 700, na Matola, onde cada um tentava arrancar os quarenta pontos do corpo de júri, ficou-se a saber que o Coral Ebenezer foi o mais votado da semana, lugar que há três galas era ocupado pelo Coral IPM Pepane.

Para a grande final da melhor competição de canto coral do país, seguem ainda os corais IPM Pepane, LENMED Hospital Privado de Maputo, TPM, Wunanga, Hush, Evangelho, Branch of Jesus.

Não seguem para a grande final por insuficiência de votos, os corais Assembleia de Deus Internacional e Betsaida.

Pode-se considerar que esta foi a melhor gala de todas, tendo em conta a pontuação máxima que o júri dava aos grupos corais.

O prémio máximo é de 250 mil meticais, apoio de uma gravação de CD e um concerto produzido pelo STV, o segundo lugar terá o prémio de 150 mil meticais e o terceiro lugar terá 50 mil meticais.

Nesta edição tem ainda o prémio de 50 mil meticais da rubrica indumentária, exclusivamente para o grupo mais bem vestido.

 

A festa do 1 de Junho está longe de chegar ao fim. Esta manhã, crianças entre seis e 12 anos de idade subiram ao palco para demonstrar os talentos que possuem. É MOZKIDS Talents, evento da SOICO com parceria do BancABC.

A primeira categoria aberta ao casting foi Poesia. Nesta, várias crianças declamaram poemas conhecidos, e outros nem por isso. Das propostas apresentadas, o júri apurou as de seis declamadores. Os terceiros melhores classificados foram: Khensani, Helton e Paula.

Depois de poesia, chegou a vez do Teatro. Nesta categoria, foram apurados três meninos, mas o grande destaque foi para Shelton, que actuou num monólogo, criticando a violência doméstica.

Neste momento, o júri está a apurar os meninos que passam para a fase seguinte, na categoria de Instrumentos. Enquanto isso, pais e encarregados se educação não param de chegar com o interesse de inscrever os seus filhos.

 

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