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O País – A verdade como notícia

Realizou-se, sábado, no posto administrativo de Tchaimite, distrito de Chibuto, a primeira edição do festival de Bambeni. A iniciativa é apadrinhada pelo antigo chefe de estado, Alberto Chissano, e pretende desenvolver o turismo naquele posto administrativo e em particular na lagoa de Bambeni.

Este foi o primeiro de tantos festivais que se pretende que venham a acontecer e ajudem a promover o turismo no posto administrativo de Tchaiminte, no distrito de Chibuto, na província de Gaza, através da lagoa de Bambeni.

O Festival Bambeni, que contou com um número considerável de visitantes, abriu espaço para se divulgar as potencialidades da Lagoa e a diversidade gastronómica, artesanal e cultural disponibilizada pelas comunidades locais.

Durante o dia de sábado, enquadrado nesta festa, tiveram lugar acções como a cerimónia tradicional, visita à lagoa com os turistas e participantes a terem oportunidade para apreciar e visualizar barcos, exposição e venda de produtos agrícolas.

Bambeni testemunhou, igualmente, actividades de pesca desportiva, canoagem, entre outras. Para esta primeira edição, várias actividades foram levadas a cabo, incluindo exposição de vários produtos. A música, como não podia deixar de ser, foi um dos atractivos do festival de Bambeni, sendo de destacar as actuações de Mr. Bow, Liloca e Mabermuda que fizeram o público vibrar.

O patrono da iniciativa, Joaquim Chissano, diz que felicita o governo local pela abertura. Chissano destacou, na ocasião, as potencialidades agrícolas da região.

O turismo contribui com apenas um 1% de receitas para o governo provincial em 2017. A governadora da província de Gaza, Stela Zeca, vê nesta iniciativa uma oportunidade para o alargamento de espaços turísticos a nível da província e, consequentemente, mais receitas para o Estado.

Os expositores vem com bons olhos a organização de festivais na localidade de Tlhathene no posto administrativo de Tchaimite.

Os dias parecem correr a uma aceleração invulgar para os organizadores envolvidos na organização da mega festa dos 200 anos de elevação da Ilha de Moçambique à categoria de cidade. A uma semana para o dia 17 (data da efeméride), já não há espaço para hospedagem nos hotéis, casas de hóspedes, pensões ou outro tipo de locais de dormida.

A informação é confirmada pela direcção do Turismo no Município da Ilha de Moçambique, na voz de Abacar Naimo. “Até vamos utilizar algumas casas de privados que já nos cederam para podermos alojar as pessoas, pois, haverá muita procura nessa data”.

Espera-se entre 1500 a 2000 pessoas na celebração dos 200 anos. Fala-se de altas individualidades, mas ainda não se revela nomes. Verdade, porém, é que espera-se muita agitação na pequena porção de terra que foi a primeira capital de Moçambique.

O trânsito na ponte de 3 km que liga o continente à ilha será gerido de tal forma que não haverá circulação normal de veículos. Haverá um parque nos dois extremos e circularão viaturas devidamente autorizadas para levar as pessoas de um ponto para o outro, tudo para evitar engarrafamentos difíceis de gerir, atendendo que a ponte tem apenas uma faixa de rodagem e no intervalo de alguns troços há uma espécie de pontos de cedência de circulação que só dão para duas viaturas.

São menos de 250 km que separam a cidade de Nampula e à Ilha de Moçambique. A celebração do bicentenário, este ano, marca uma grande festa que conta com o envolvimento da UNESCO atendendo que a Ilha de Moçambique é património da humanidade.

 

A cantora Marllen, popularmente conhecida por Preta Negra, lança, na próxima quinta-feira, o seu Gabinete de Responsabilidade Social. A cerimónia terá lugar na cidade de Maputo.

Através desse gabinete a cantora pretende desenvolver acções que possam contribuir para redução dos problemas enfrentados por crianças, adolescentes, jovens e mulheres em Moçambique. A cantora e Activista Social quer usar a força da sua presença no espaço público nacional para contribuir para o desenvolvimento da sociedade moçambicana.

As áreas de intervenção do Gabinete são a luta contra a mortalidade infantil (Mwana), o incentivo ao aleitamento materno (Ser Mãe), o apoio às vítimas de calamidades naturais (Ajuda Moçambique), a promoção de mudança de comportamento em adolescentes e jovens (Ser Responsável) e o contributo para reinserção social de mulheres.

Marllen afirma que com a iniciativa pretende mostrar as suas facetas como mãe, mulher e jovem moçambicana preocupada com o desenvolvimento social das crianças, adolescentes, jovens e mulheres.

Para o alcance das metas previstas, o Gabinete de Marllen vai conceber e implementar campanhas de intervenção social. A componente artística vai se aliar a social, sendo que serão criadas e divulgadas músicas e vídeos para a mudança de comportamento na sociedade, entre outras acções.

É de referir que Marllen vem, ao longo dos anos, realizando várias acções de cariz social. Em 2010 Marllen participou em Kampala, Uganda, na cimeira da União Africana, onde actou num dueto com a reconhecida cantora sul-africana Ivone Tchaca-Tchaca. No evento, Preta Negra foi nomeada “Embaixadora para a Luta Contra a Mortalidade Infantil”.

Em 2015, a artista lançou a campanha beneficente “Ajuda Moçambique”, com vista a sensibilizar e angariar apoios para as vítimas das cheias e inundações. Como resultado da acção, foram angariadas duas toneladas em roupas, alimentos e materiais de construção civil para a zona norte de Moçambique (Mocuba). Em 2016, depois de dar à luz ao seu segundo filho, Marllen lançou a campanha cívica “Ser Mãe”, visando promover o aleitamento materno.

Pensando na inserção social de mulheres em cumprimento de penas, a cantora, em parceria com a artista Anita Macuacua, promoveu um evento de confraternização com as Internas do Centro Penitenciário de Ndlavela. No evento, que foi realizado no âmbito das celebrações do dia 7 de Abril de 2018, contou com a participação de cerca de 20 colegas artistas mulheres.

Ainda neste ano, a artista formou-se em comunicação responsável para a mudança de comportamento em matéria de doenças sexualmente transmitidas, HIV/Sida e paternidade responsável. A criação do Gabinete de Responsabilidade Social da Preta Negra pretende consolidar e estruturar todas as acções de activismo social que a artista vem desenvolvendo desde 2011.

 

 

O grupo Zambezi String Quartet inaugurou, em Maputo, o Moçambique Ciclo Clássico, um conjunto de concertos dedicado à música erudita. Com violinos afinados, o Zambezi String Quartet inaugurou o ciclo clássico com O Mundo do Quarteto de Cordas.

No edifício Platinum, obras clássicas de Beethoven, Mozart e Brahms ecoaram ao público uma viagem pelo tempo com o melhor da arte erudita.

Stella Mendonça, Cantora Lírica uma das responsáveis pelo Moçambique Ciclo Clássico, disse que o objectivo deste evento é criar experiências estéticas da música erudita e fazer uma espécie de revisitação espiritual.

Para a cantora lírica, vale a pena promover a música erudita a nível nacional porque as barreiras artísticas e culturais deixaram de existir.

Moçambique Ciclo Clássico é um espaço que pretende apresentar atracção diferente a cada concerto, com artistas estrangeiros conceituados. O evento foi concebido pelas cantoras líricas Stella Mendoça e Sónia Mucumbi.  

 

O artista plástico, SHOT B, irá inaugurar na galeria Kulungwana a sua exposição individual “Paragem”. SHOT B é um artista multifacetado, dividindo os seus interesses e actividades pela arte urbana, vídeos, fotografia , moda entre outros.

O artista dedica-se a uma arte encarada como uma cultura urbana marginal, que no nosso país é ainda pouco praticada, pouco valorizada e sem muitos seguidores, lê-se no comunicado enviado à nossa redacção.

“Comecei a entrar neste novo ritmo e colorido em 1990 influenciado pela cultura hip-hop, onde fascinado pelo fantástico do som e composição poética, tive a noção ou “um flash” de grafitti que acompanha como um dos elementos. Já pintava nessa altura, influenciado pelo meu pai, mas foi em 1996 que decidi que a linha que me interessava seguir no mundo das artes plásticas era o “grafitti art”, disse o artista.

A exposição, a ser inaugurada no dia 13 de Setembro, na Galeria Kulungwana, permite revisitar a produção do artista e dar ao público a possibilidade de entrar em contacto com esta arte urbana.

O grafitti é conhecido desde a antiguidade, mas o seu desenvolvimento teve origem nos Estados Unidos da América entre os séculos XIX e XX.

Desde os anos 80 esta arte que sempre esteve associada ao movimento, à circulação de ideias, cresceu, desenvolveu-se e proliferou por todo o planeta ganhando reconhecimento artístico e notoriedade e criando novas formas como os murais de Vhils ou os relevos em junk “grafitada” de Bordalo.

 

E já no próximo dia 17 que  a Ilha de Moçambique, em Nampula, comemora os seus 200 anos de elevação à categoria de cidade. Na celebração do segundo centenário da cidade mais antiga do país são esperadas mais de duas mil pessoas. Entretanto as autoridades locais falam do nível de organização e advertem que já não existe espaço para hospedagem  quando falta pouco mais  de uma semana.

A Ilha está dividida em duas partes no norte a cidade de Pedra, construída em pedra e cal  e a Sul a cidade de Macuti material de construção tradicional feito com folhas de coqueiro. Operadores de diferentes áreas dizem se preparados para oferecer o que de melhor se pode encontrar na Ilha de Moçambique.

A maior parte da população vive da pesca e de alguma actividade agrícola e de artesanato. A cidade tornou-se ponto de escala obrigatória  das viagens de ida e volta   dos navios de carreira da Índia, entre Lisboa  e Goa  e proveitoso entreposto comercial. O interesse revelado por outras potências europeias justificou a construção do seu vasto património arquitectónico. A Ilha de Moçambique adquiriu o estatuto de cidade em 1818.

 

A violência, as discussões e os confrontos entre rappers são cenários que sempre caracterizam o mundo do estilo musical rap. Nos subúrbios onde o rap é badalado, a violência é visível entre os rappers que se injuriam em músicas. Basta recordamo-nos dos amigos Tupac e Biggie que se tornaram rivais mortais ou a rivalidade entre os grupos da Costa Oeste e os da Costa Leste dos Estados Unidos da América. Cá entre nós, tivemos também um confronto muito aceso, que colocou frente a frente os rappers Duas Caras e Mega Jotta. Voltemos à rixa entre esses dois jovens rappers.

Mega Jotta esteve como convidado no programa Big Box Show, da Stv, falando sobre diversas vicissitudes pessoais e profissionais. Na entrevista em causa, revelou que, apesar de não aparecer constantemente em televisões, continua gravando e trabalhando para o fortalecimento da sua carreira profissional.

Mega Jotta revelou, nessa conversa, que se pudesse voltar ao tempo não teria começado a rixa com “Kara Boss” porque: “Duas Caras é um rapper que tanto admiro e, por acaso, manifesto essa admiração numa das minhas músicas”. Todavia, o autor do badalado “Menina” disse que Duas Caras decidiu confrontá-lo em forma de música porque queria, em parte, ascender na sua carreira. “O próprio Duas Caras disse-me uma vez que depois de ter gravado aquela música insultuosa para mim foi solicitado para fazer muitos espectáculos”, disse Jotta.

Para Mega Jotta, Duas Caras não é um micro-rapper. “Ele é um monstro do hip-hop a nível nacional e da lusofonia. Se Duas Caras sentou-se e escreveu uma música endereçada a mim é sinal de que também ocupo um lugar privilegiado”, afirma Jotta. Aquando do bife, Mega Jotta disse que não respondeu ao Kara Boss porque ele foi sempre superior quando comparado a si; Jotta reconheceu ainda que ele é que excedeu os limites que atiçaram o confronto. Entretanto, Mega Jotta lembrou-se de um episódio que tentou colocar uma “pedra” sobre esse confronto. “Num espectáculo tentei responder ao Duas Caras dizendo que me envolvi com a mulher dele; mas, tudo era uma forma de atacar o rapper porque depois da minha actuação entrava ele em palco. Tratou-se duma simples brincadeira”.

O autor de “A luta continua” revelou ainda que quando era namorado da cantora Liloca foi uma vez aos curandeiros em busca de soluções para melhorar as suas condições de vida. Todavia, essa visita foi infrutífera porque continuou nas mesmas condições. Recusou a responder se foi acompanhado pela Liloca ou não. “Ela é uma pessoa comprometida e eu sou um homem casado; respeitemos as nossas famílias”, defendeu-se o rapper. Sobre o assunto de Liloca, não escondeu que já esteve a poucos milímetros de agredir o músico Kastelo Bravo por publicar em redes sociais que ele ainda tinha um forte laço, escondido, por Liloca. “Eu sou de Xipamanine e lá aprendemos que qualquer provoco deve terminar na briga física”.

É de referir que Mega Jotta, ainda este ano, esteve envolvido em uma rixa musical com o rapper 100 Paus, parceiro de Duas Caras no grupo Gpro. Jotta foi classificado por 100 Paus como sendo o pior rapper do país. Na sequência dessa “luta”, Mega Jotta gravou e disponibilizou uma música na qual ridiculariza o percurso artístico e a qualidade artística do rapper 100 Paus. Cantando sobre o instrumental my fofo do norte-americano Fat Joe – o mesmo usado por Duas Caras para injuriar Mega em 2008.

As cantoras líricas, Stella Mendonça e Sónia Mocumbi, juntaram-se para realizar “Moçambique ciclo clássico”, uma série de concertos com a pretensão de trazer ao país um conjunto de artistas capazes de exibir o melhor de música erudita. Com isso, o evento a inaugurar às 19h desta quinta-feira, no edifício Platinum, na cidade de Maputo, pretende, igualmente, ser uma plataforma para influenciar atitudes dos que gostam de música clássica.

Ao todo, este ciclo clássico levará aos apreciadores dos acordes resultantes da mistura de instrumentos como violinos, clarinetes e violas uma sequência de seis concertos a realizarem-se em diferentes salas. Desta forma, a organização vai procurar mostrar que em Moçambique é possível levar-se a cabo eventos de música clássica ao mais alto nível.

Dos concertos em causa, alguns vão acontecer em Março e Maio do próximo ano. No entanto, o espectáculo de estreia vai iniciar com O mundo do quarteto de cordas (The World of String Quartet), pelo Zambezi String Quartet, constituído por artistas de quatro nacionalidades: Theo Bross, da Alemanha, Tara Vinson, dos Estados Unidos de América, Jeanne-Louise, da África do Sul, e Ekaterine Triana, de Cuba. As obras escolhidas para a sessão inaugural pertencem a autores como L. van Beethoven, W. A. Mozart, J. Brahmas e G. Gershwin.

De acordo com Stella Mendonça, porque a música não é algo de passivo em Moçambique, com o projecto ciclo clássico vai-se apresentar concertos profissionais para serem um espelho para os jovens, porque “eles devem perceber que não há Beethoven de primeira classe para os europeus e Beethoven de terceira classe para os africanos. Já que a música clássica está a ser mais abrangente, o que nós queremos é criar uma plataforma que sirva para o intercâmbio internacional ser mais forte com profissionais que inspirem os mais novos”.

Considerando que a música clássica no país está a evoluir, a organização de “Moçambique ciclo clássico” esperara que a iniciativa seja, em cinco anos, uma referência nacional e regional, porque Maputo é vibrante no que diz respeito à cultura. Este cálculo depende da vinda de artistas consagrados, segundo Stella Mendonça, daí ter sido convidado ao espectáculo inaugural o alemão Christian Teiber (clarinete), para quem é um prazer enorme poder actuar em Maputo.

Ainda este mês, às 11h de domingo, na Fortaleza de Maputo, os artistas vão ecoar aos ouvidos do público obras de E. Bozza, W. A. Mozart, M. Ravel, G. Gershwin, J. Strauss, Soweto String Quartet, Disney e Elton John.

“Moçambique ciclo clássico” é realizado em parceria com o Grupo Société Générale, instituição com longa história de patrocínio no mundo da música clássica, com apoio a jovens artistas e também conjuntos e actores. Para o Administrador Delegado daquela instituição em Moçambique, Laurent Thong-Vanh, a sua instituição envolve-se nesta iniciativa musical porque, primeiro, em Moçambique faltam muitas iniciativas do género, e, segundo, porque identifica-se com a entrega de Stella Mendonça e Sónia Mocumbi no processo de elevar a música clássica: “Nós não podíamos ficar sem tentar ajudar a Stella e a Sónia pelos esforços que revelam na promoção de música clássica aqui. Gostamos de trabalhar com pessoas assim, com paixão pelo que fazem. Isso adiciona outro valor a este tipo de projectos”.

Este “Moçambique ciclo clássico” vai contar ainda com os seguintes artistas: Edward Wolf (trompete), Bernardino Beggio (piano), Alena Bravo (piano), Mariana Carrilho (Mezzo soprano) e Susana Steenkamp-Swanepoel (piano).

Selma Uamusse, cantora moçambicana há muito fixada em Lisboa e que se dedica à música há quase 20 anos, edita neste mês o primeiro álbum a solo, "Mati", síntese de um som novo que identifique a sua "moçambicanidade".

"Mati", produzido pelo músico Jori Collignon, demorou pelo menos quatro anos a ser feito, trabalhado e regravado, com Selma Uamusse à procura de uma sonoridade que fosse a soma de tudo o que ela tem sido, desde que começou a cantar aos 18 anos. Selma Uamusse, 36 anos, nascida em Moçambique e radicada em Portugal desde o final da infância, está ligada ao canto gospel, passou pelo grupo rock WrayGunn, andou pelo jazz, com tributos a Nina Simone, é actriz de teatro e cinema.

"Quando comecei a preparar o meu trabalho a solo, eu não tinha muitas referências sobre como é que eu queria concretizar o que tinha em mente, que era conseguir captar tudo aquilo que era a minha aprendizagem, o meu 'background' soul, gospel, rock, e como é que o poderia canalizar para aquilo que é a minha 'moçambicanidade' também", explicou a autora de Mati.

A cantora muniu-se do conhecimento transmitido pelos pais, que vivem em cá, sobre cultura, música, instrumentos tradicionais, sobre dialectos, sempre enquadrados no contexto social e político. É por isso que "Mati" é interpretado em português, inglês e também em changana ou chope, e as melodias são interpretadas com instrumentos como timbila, mbira, kissange ou gongoma.

O álbum tem dois propósitos, disse. "É uma espécie de grito espiritual sobre amor e sobre uma maneira de estar na vida, que está muito ligada às outras pessoas" e é uma "espécie de laboratório" de sons e melodias de um país do qual diz ter "uma saudade romântica".

Aliás, Selma Uamusse reconhece que tem até uma certa responsabilidade de, vivendo em Portugal, fazer chegar mais conhecimento sobre a cultura de Moçambique, para ultrapassar qualquer visão mais ou menos paternalista pós-colonialista sobre o país.

"O paternalismo aponto-o a Portugal, e todo o processo de colonialismo muito severo e muito duro coloco aí as responsabilidades do lado de Portugal. Em relação ao que não se conhece hoje em dia [da cultura de Moçambique], coloco do lado dos moçambicanos. Os portugueses sabem muito mais sobre Angola, Cabo Verde e até sobre São Tomé do que sobre Moçambique", disse.

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