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O Centro Cultural Franco-Moçambicano (CCFM), este sábado, entre 18h e 23h,  a segunda edição do Jazz no Franco. O espectáculo na sequência das comemorações do Dia Internacional do Jazz, assinalado a 30 de Abril de cada ano.

Na edição deste ano, fazem parte do cartaz os seguintes artistas: Stélio Mondlane (Moçambique), baterista que goza de uma vasta experiência na indústria musical, igualmente, como produtor e compositor. Mondlane venceu dois prémios no Ngoma Moçambique e tem  participações em festivais de renome, tais como Festival Azgo e More Jazz Series, e é autor do CD e DVD – Mix Culture. Na segunda edição do Jazz no Franco, segundo a nota do CCFM, Mondlane vai lançar o seu primeiro álbum «New Chapter ». O baterista vai actuar com Nelton Miranda (baixo), Dodó (guitarra), Lívio e Almiro Souto (teclados), Mahu (saxofone) e Leyna Souto (voz).

Da África do Sul, vem ao evento do CCFM Zoë Modiga, quem já actupou em festivais famosos como o Aardklop Festival, Artscape Youth Jazz Festival, UCT Jazz Festival, Joy of Jazz, Fête de la Musique, Hugh Masekela Heritage Festival, Oppikoppi, Rocking the Daisies, Redbull Music Festival, Bushfire, Basha Uhuru Music Festival, Joy of Jazz and The Cape Town International Jazz Festival. Foi ainda vencedora da categoria Jazz do SAMRO Overseas Scholarship Competition 2015. Inclusive, partilhou o palco com artistas como Frank Paco Art Ensemble, Lira, Ladysmith Black Mambazo, Louis Maholo e Amandla Freedom Ensemble. Recentemente, foi nomeada para Melhor Álbum de Jazz e Melhor Artista Africana para o 24º South African Music Awards de 2018.

Por fim, o Jazz no Franco ainda Sandra St. Victor, norte-americana que gravou com artistas como Prince, Chaka Khan e Tina Turner. A sua música também faz parte da banda sonora do filme Shrek.

Conhecida como membro fundador do trio The Family Stand, a cantora e compositora destaca-se no R&B, Rock, Gospel e Jazz. Recentemente, a revista Ebony elogiou St. Victor como uma “cantora que balança”, ao lado de ícones como Grace Jones, entre outras. Como compositora, o trabalho de Sandra St. Victor foi indicado  aos Grammy Awards em 2003 e 2009. Para o concerto em Maputo, Sandra St. Victor estará acompanhada por: Walter Mabas (guitarra), Hélder Gonzaga (baixo), Stélio Mondlane (bateria), Lívio e Venâncio (teclados), Onésia e Pauleta Muholove (coros).

 

 

 

 

O Teatro Avenida, na cidade de Maputo, é o palco escolhido pelo poeta Leco Nkhululeko para misturar várias manifestações artísticas, designadamente, a poesia, a música e dança. O concerto acústico intitulado “Mulher da noite – o eterno amor” irá realizar-se no dia 18 deste mês, e contará com a participação da escritora Paulina Chiziane, a bailarina e actriz Iva Mugalela, o bailarino Osvaldo Passirivo, dos músicos Samito Tembe, Mauro Paulo, Jorge Domingos e a cantora Helena Rosa.

Do elenco, os instrumentistas seguem Nkhululeko sempre que a sua inspiração envia-o ao palco. Apenas Samito Tembe e Jorge Domingos são novos no grupo. Quem não é nova neste tipo iniciativa é Paulina Chiziane, afinal, além da escrita literária, nos últimos tempos também tem-se dedicado à música.

Ao longo dos 50 minutos, de acordo com antropóloga Sónia Seuane, citada em comunicado da Tindziva, Leco Nkhululeko propõe-se a entreter as percepções sobre a expressão “Mulher da noite”, usada no quotidiano de forma “normativa”. “Neste encontro entre a poesia, a música e a dança, a expressão ganha novos contornos e desperta-nos para uma vivência que não muito distante, muitas vezes é escondida, repelida e não reconhecida entre nós cidadãos da aldeia global. Nós os cosmopolitas. Numa mistura de amor e ódio, prazer e dor e de lutas internas sofridas que só os africanos conhecem o sabor, Nkhululeko insita-nos a reflectir profundamente  sobre a diferença que os discursos têm das práticas e desafia-nos a reconhecer as diversas mulheres da noite que podem existir nas nossas vidas. Quem é a dita Mulher da Noite afinal, esse tal amor eterno?”, questiona a antropóloga.

Leco Nkhululeko é autor dos livros “Há Gritos no silêncio” (2011) e “Bíblia Lounge” (2018). É activista cultural e social, com foco na literatura. Nos últimos anos, recebeu distinções do Prémio Nósside, na Itália, pelos poemas: “Sangue de Darfur”, 2009; Casa de Ninguém, 2010; África Esperança, 2013; “Eutanásia”, 2014 e “Mediterrâneo”, 2015.

 

 

 

O autor do álbum discográfico, Tsunela papai, disponível para o público desde ano passado, seleccionou quatro autores para celebrar a arte e a fé. O espectáculo vai acontecer na cidade de Maputo, dia 18.

Tsunela papai. No próximo dia 18, quinta-feira da semana que vem, os apreciadores da música de Aniano Tamele voltam a ter um pretexto para gozar os acordes do artista. Depois de lançar o seu álbum de estreia em Abril do ano passado, o músico vai ao Centro Cultural Franco-Moçambicano (CCFM), na cidade de Maputo, para celebrar três eventos: a criatividade sintetizada na obra composta por 11 temas; a memória que tem do pai, Eusébio Tamele, que, se estivesse vivo, completaria 89 anos no dia 17 deste mês; e a páscoa, que Aniano é um músico temente a Deus.

O espectáculo musical designado Munganame (do xichangana, amigo em português), coincidentemente título de uma das músicas do disco do músico, vai iniciar quando forem 20h30, devendo prolongar-se até 22h30.

A fim de tornar o espectáculo mais festivo e, simultaneamente intimista, Tamele convidou quatro autores: António Marcos, Safira José, Kambeza e Rei Dragão. Todos eles vão interpretar pelo menos uma música do Tsunela papai com Aniano. E, já agora, a selecção dos convidados tem uma explicação: “Em cada concerto que faço, procuro adequar-me a um determinado conceito. Assim, para este Munganame, quis juntar gerações e géneros. António Marcos é um músico que oiço cantar desde pequeno. Safira José, além de representar as artistas do sexo feminino [que este é o mês da mulher moçambicana], está no cartaz porque é uma artista intermédia, entre a minha e a nova geração. Ela não é tão jovem e nem tão velha”. Quanto aos outros dois? “Também convidei Kambeza, um jovem que admiro muito e que conheci no Dondo, quando ainda era pequenino. É um jovem muito talentoso e penso que faz sentido estar no meu espectáculo. Por fim, também estarei no palco com Rei Dragão, quem vai representar a diferença dos que investem num estilo rítmico que não calha com o meu”.

Essencialmente, Aniano Tamele espera que o espectáculo da próxima semana seja um momento de convivência cúmplice com todos os que contribuem para que Tsunela papai continue abrindo-lhe portas repleta de oportunidades.

Sobre o músico, num artigo publicado recentemente neste jornal, Dadivo José deduz que Aniano Tamele “é a imagem de um homem que levou do melhor que os pais deram e narrou num álbum que contou com grandes instrumentistas liderados por Domingos Bernardo. Neste álbum foram respeitados os temas originais e foi melhorada a execução técnica e os novos arranjos dão brilho auditivo. Escutamos baladas (faixas 1, 3, 5 e 7) e altos beats para uma dança”. E o actor e professor de Teatro na Escola de Comunicação e Artes (ECA) da Universidade Eduardo Mondlane (UEM) remata no mesmo artigo: “Aniano canta muito bem”.

 

“Um rapaz tranquilo – memórias imaginadas” é o título do livro de Álvaro Carmo Vaz que será lançado no dia 15 deste mês, às 17h00, no Auditório do Edifício-Sede do BCI, na cidade de Maputo.

De acordo com o ensaísta Eugenio Lisboa, citado em comunicado de imprensa pela editora que publica o livro, Marimbique, “Um rapaz tranquilo”  é um belo e comovente romance. “A obra cruza uma narrativa ficcional com um excurso memorialista de grande interesse, em Moçambique, no período imediatamente anterior e ulterior à independência do país. O texto é uma pungente história de amor na qual se traça o percurso de uma geração que sonhou com a independência e se entregou à tarefa de construir um país novo. É também, por isso, um importante exercício de memória, tão relevante quanto crucial nos dias de hoje”, avança a Marimbique.

Álvaro Carmo Vaz é engenheiro civil de formação, tendo feito a sua carreira na Universidade Eduardo Mondlane (antes Universidade de Lourenço Marques), onde atingiu a categoria de Professor Catedrático. Na sua área de especialidade, Hidrologia e Gestão da Água, é autor de dezenas de textos científicos e técnicos e co-autor do livro “Hidrologia e Recursos Hídricos”.

Sobre o livro, Luís Bernardo Honwana, na nota introdutória, escreve, segundo a Marimbique: "Um rapaz tranquilo", as primícias literárias de Álvaro Carmo Vaz, reconstitui, pela primeira vez entre nós, um roteiro que sempre permaneceu subentendido e, corajosamente, trá-lo a debate como uma das muitas dimensões da nossa pluralidade.”

 

 

Já são conhecidos os oito livros finalistas da 7ª edição do Prémio Literário Glória de Sant’Anna. Entre os escolhidos, consta Os crimes montanhosos, da autoria de António Cabrita e Mbate Pedro, publicado sob a chancela da Cavalo do Mar, ano passado. A obra de poesia, constituída essencialmente por duas partes: “o branco colarinho dos corvos” e “a gravata preta do corvo albino” é a quarta daquela editora moçambicana a alcançar a derradeira fase do prémio, depois de Fogo Preso, de Andes Chivangue, em 2017; O deus restante, de Luís Carlos Patraquim, e Cicatriz encarnada, de Rogério Manjate, ambos ano passado.

Além d’Os crimes montanhosos, concorrem ao prémio, nesta edição, mais sete livros: Aquilo que não tem nome, de Victor Oliveira Mateus; As flores se recusam, de Isabela Sancho; A transfiguração da fome, de Sara F. Costa; en_vuelta, de Sofia Ferrés; Lugar de espanto, de Ana Horta; Maligno, de Eduardo Quina; e Nómada, de João Luís Barreto Guimarães.

O grande vencedor do Glória de Sant’Anna será anunciado no dia 8 do próximo mês, em Portugal, obviamente, a seguir a concertação do júri, constituído por cinco membros, entre eles, Nataniel Ngomane, professor universitário e Presidente do Fundo Bibliográfico de Língua Portuguesa. Os outros quatro são: Jacinto Guimarães (Jornal de Válega), Andrea Paes (Ourives), José Luís Porfírio (crítico literário, como os outros dois, de PortugaL) e Teresa Moure (escritora da Galiza).    

Experiente nas questões atinentes a nomeações e premiações literárias, até porque já atingiu a fase final do Glória de Sant’Anna, com o livro Debaixo do silêncio que arde, em 2015, Mbate Pedro não deposita grandes expectativas nesta edição. Na óptica do poeta, os prémios valem o que valem, mas servem para dar visibilidade às obras. “Penso que estas nomeações querem dizer que a linha editorial da Cavalo do Mar é certa. E, já agora, o grande prémio que queremos é o de ser lidos, porque Moçambique pouco ou nada fez para formar leitores. Pobre do escritor que anda atrás dos prémios”, afirmou o poeta e editor da Cavalo do Mar.

António Cabrita, que também foi finalista do prémio com Anatomia comparada dos animais selvagens, em 2018, tem uma opinião idêntica a de Mbate Pedro. Para aquele poeta, estar de forma regular na final do Glória de Sant’Anna quer dizer que há alguma qualidade no que se está a produzir no país. “Se o júri escolheu os oito livros para finalistas do prémio, acredita que, do ponto de vista literário são os que melhor vendem o próprio prestígio do Prémio”, considerou Cabrita, desejando que o reconhecimento desperte interesse das editoras de outros países pelo Os crimes montanhosos. Contudo, o poeta não se ilude. Defende que a lista de finalista do Sant’Anna apresenta dois nomes difícil de superar: João Luís Barreto Guimarães e Victor Oliveira Mateus. “Entretanto, seja qual for o desfecho, temos que continuar a trabalhar mais”.

O Prémio Glória de Sant’Anna, aberto aos autores de língua portuguesa, foi lançado em 2013, ano em que Eduardo White venceu a edição inaugural. De lá para cá, nunca mais um livro nacional venceu o prémio.

 

 

 

A nona edição do festival AZGO vai realizar-se entre os dias 16 e 19 de Maio, no Campus Principal da Universidade Eduardo Mondlane, na cidade de Maputo. Nesta iniciativa da Kuzula, estarão vários artistas nacionais e estrangeiros. Entre os seleccionados, destacam-se, de Moçambique, Isabel Novella, Stewart Sukuma, Marlen, Yolanada Kakana e o regresso ao festival de Mr. Bow. Já de fora do país, a organização traz mais uma vez um artista brasileiro, depois da passagem por Maputo de Maria Gadu. Nesta edição, Marcelo D2 é o “cara” convidado a desfilar um pouco de Brasil no palco do AZGO. À semelhança de D2, Nelson Freitas, NGA (Angola) e TKZEE e Black Spirts (África do Sul) vão igualmente, ecoar música aos ouvidos do auditório.

Nesta nona edição, o evento terá duração de quatro dias, cruzando música, artes plásticas, gastronomia, diálogos, encontros, convergência e experiências únicas na “cidade das acácias”.

Não obstante, a nona edição do festival AZGO conta com atracções especiais da emblemática banda Massukos, espaço infantil AZGOZITO e um concerto gratuito no bairro da Mafalala, com atuacções de Isabel Novella, Safira José, Lizzy e a banda Marrove. E porque recentemente a música africana perdeu um grande embondeiro, o fundador do Tuku music, a presente edição do festival vai ainda homenagear Oliver Mtukudzi, pela vida e obra e que continua a inspirar gerações. Segundo a organização, numa nota de imprensa, o artista zimbabweano seria uma das grandes atracções do festival este ano, depois de ter estado no Palco Fany Mpfumo, em 2014.

Tendo falecido antes que tal voltasse a acontecer, a Kuzula decidiu prestar uma homenagem a um músico que foi parceiro e apoiante do projecto. “Juntamos no mesmo palco a banda Black Spirts (África do Sul) Stewart Sukuma, Xixel Langa, Yolanda Kakana, Kaliza (Moçambique) e Mbeu (Zimbabué). Vamos recordar o homem e a sua música, num concerto agendado para o palco principal do Festival AZGO”.

 

 

Juntaram-se centenas de pessoas, exaltaram uma só causa: ajudar as vítimas do ciclone Idai. Foram mais de 50 cantores entre moçambicanos, angolanos e portugueses que actuaram esta sexta-feira, na cidade de Maputo  para angariar apoio para ajudar as vítimas do Idai.

O céu parecia cinzento, mas braços juntaram-se para ajudar as vítimas do ciclone Idai na zona centro do país.

A cada entrada, um donativo. Pouco ou muito, valia a intenção de quem também queria desfrutar do espetáculo que que tinha uma causa justa e solidária.

Vários artistas em palco. Quebraram-se as fronteiras e ali, viu-se a Beira, aliás toda a zona centro do país.

O público vibrou e exaltou um país inteiro em nome de uma região, Tradução: moçambicanidade.

A música serviu, mais uma vez, para quebrar fronteiras e despertar o sentimento solidário. Não se contabiliza, porque afinal, foi o coração de cada moçambicano, angolano e português que juntos estiveram por uma só causa: devastar o Idai.

A intenção de prestar apoio às vítimas do ciclone Idai está a juntar diversos grupos sociais. Desta vez, são artistas moçambicanos, angolanos e portugueses que se vão juntar em palco para abraçar uma causa solidária.

Não é um espetáculo qualquer: ao público exige-se a apresentação de um donativo para assistir ao espectáculo.

São mais de 50 artistas que irão emprestar a sua voz de forma gratuita.

O espetáculo solidário para as vítimas do Idai será transmitido em directo na STV.
 

Juvenal Bucuane tem um encontro marcado com os leitores e apreciadores da literatura moçambicana. O compromisso está para 18 horas do próximo dia 11, quinta-feira, no Auditório-sede do BCI, na cidade de Maputo. O pretexto para o efeito é Meu mar, título da sua mais recente obra literária, constituída por uma centena de páginas.  

Meu mar é uma colectânea de poesia, a qual contém textos publicados noutros cinco livros, dos sete deste género que Juvenal Bucuane já levou às prateleiras das livrarias. Ao compilar poemas dos livros já lançados, Bucuane preocupou-se com os mais românticos, aqueles que melhor expressam o amor e a admiração pela mulher. Aliás, no seu todo, Meu mar dedica-se à esposa do poeta e escritor, Ana Maria, quem completa mais um aniversário a 13 deste mês, isto é, dois dias depois da cerimónia de lançamento do livro.

“Sei que, normalmente, não se fazem ofertas de presente na véspera do aniversário, mas um livro não é um bolo, por isso não vejo problemas de entregar esta singela homenagem à minha esposa dias antes dos anos dela. Até porque a data da cerimónia de lançamento não depende muito de mim, mas da disponibilidade do editor e do local onde pretendemos apresentar o livro. O que me coube fazer foi tentar encontrar uma data de lançamento mais próxima do aniversário da minha esposa. Calhou 11”.

Este grande tributo à esposa de Juvenal Bucuane, um dos fundadores da revista Charrua, acontece 43 anos depois do casal ter-se juntado, união que se traduz em três filhos e netos. “Sempre tivemos boa convivência ao longo desses anos todos e, sinceramente, admiro a forma como ela encara a nossa vida, a nossa união, e como me trata como marido e amigo. Então, esta homenagem em livro não é forçada. Antes pelo contrário, é algo que ponderei com muita calma”.

Logo se nota. O mar de Juvenal Bucuane é a sua mulher Ana Maria. Mas desengane-se quem julgar que o título do livro dedicado à esposa é algo recente. Longe disso. Há um ou dois anos, Juvenal Bucuane escreveu um poema para esposa, o qual não fez parte de qualquer livro. Ficou guardado. Talvez numa gaveta cheia de papéis… ou de outras coisas, que agora já ninguém enche gavetas com papel. Quando decidiu intitular o novo livro, lembrou-se do poema “Meu mar”. E convenceu-se que essas duas palavrinhas, entre o ego e a paixão traduziam em absoluto o que exprime em verso lírico, livre, indiferente ao esquema rimático.   

Estando o amor de Juvenal Bucuane no ar, e, obviamente, nas páginas da obra publicada sob a chancela da editora Cavalo do Mar, há sempre alguma pretensão do autor. Que não a esconde: “Espero que este livro tenha um grande impacto nos leitores. Sei que há pessoas que não conseguem levar os seus relacionamentos além de poucos anos.

Por diversas razões que não interessam aqui apontar. Por isso, pretendo sugerir caminhos àqueles que têm relações estáveis, de modo que saibam sempre contornar problemas no seu lar, com diálogo, inclusive sem receio de adquirir conselhos dos filhos. Penso que esta opção literária pode inspirar muita gente”. Bucuane fez uma breve pausa. Do outro lado da linha, ouviu-se uma tosse duplicada.

Dessas que aparecem para manter o ar poético dos amigos da palavra. Depois de se recompor, sublinhou: “A minha pretensão também é fazer com que as pessoas compreendam que as relações conjugais só valem a pena se forem tratadas de forma especial”.

Meu mar será apresentado pelo professor universitário Aurélio Cuna, quem já prefaciou e apresentou cinco livros do autor. Juvenal Bucuane escolheu o académico por ser uma pessoa que conhece bem, o que é recíproco no domínio da produção literária. “Poderia ser Nataniel Ngomane ou Almiro Lobo a apresentá-lo, mas, mais uma vez, julguei que Aurélio Cuna é a pessoa certa. Por ser um estudioso das minhas obras, julguei que não seria difícil para ele trabalhar este Meu mar. Ele tem sido meu recurso”.

Então pronto. O encontro está mesmo marcado. O resto fica para a sede do BCI, daqui a uma semana.

 

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