O País – A verdade como notícia

Vai acontecer na capital de Moçambique, cidade de Maputo, a IV edição do Educa Moçambique  – Feira e Conferência Internacional de Educação. O evento é organizado pela CADE, Comunidade Académica para o Desenvolvimento, e o lema, para a presente edição, é "Juventude, Mulher, TIC’s no Desenvolvimento Sócio-económico de Moçambique: A Educação como Factor-Chave".  Educa Moçambique vai acontecer de 23 a 25 de Maio, no Campus Universitário da Universidade Eduardo Mondlane.

Os Ministérios da Educação e Desenvolvimento Humano e da Ciência e Tecnologia, Ensino Superior e Técnico-Profissional, Universidade Eduardo Mondlane e Universidade Pedagógica constituem os principais parceiros dessa edição.

Nessa edição, para além da Feira e Conferência Internacional de Educação, o evento será corporizado pela mesa redonda de estudantes universitários (espaço de reflexão sobre diversas temáticas dedicado aos estudantes), jornadas científicas abertas, apresentação de projectos financiáveis, desfile de diversos modelos de uniformes escolares e, ao fim, far-se-á um festival de música e cores para angariar fundos com vista a apoiar as vítimas do ciclone Idai no centro do país. A nível de eixos de debate, pontos como: educação, juventude, TIC’s, mulher, empregabilidade, empreendedorismo e ensino técnico-profissional serão de maior interesse em mesas abertas.

Neste momento ainda acontecem as inscrições para a Feira Internacional da Educação e, as instituições de diversos cantos do mundo já reservaram o seu espaço no evento. Em paralelo, diversos especialistas, moçambicanos e estrangeiros, confirmam a presença na conferência internacional de Educação, o que mostra que será, deveras, um momento único de reflexão e debate.

O Educa Moçambique é uma plataforma de debate e convergência de ideias e de mostras sobre a Educação em Moçambique, região austral e a nível do espaço da lusofonia. Fazem partes, também, instituições de diversos quadrantes do mundo fora. A plataforma reúne decisores políticos, estudantes, professores, empresários, pais e encarregados de educação para trocas de experiências e networking. A I Edição do Educa Moçambique, teve lugar em 2015 na Universidade Eduardo Mondlane, sob o lema “Educar Moçambique”, contou com 200 delegados na conferência, 120 expositores e cerca de 30.000 visitantes, a II Edição em 2017, sob o lema “Emponderar os jovens através de Ciência, Tecnologia, Matemática e Engenharia como base para o desenvolvimento sustentável”, no Centro Internacional de Conferências Joaquim Chissano, com 250 delegados, 150 expositores e 50.000 visitantes. 

Divulgar os resultados das pesquisas em curso ou concluídas, realizadas nas diferentes áreas do saber e o seu contributo para o desenvolvimento do país; estimular a reflexão sistemática das problemáticas educacionais nacionais; promover um ambiente de debate e de exposição dos resultados da investigação e inovação desenvolvida no país; promover a interacção entre sector empresarial, sociedade em geral e a comunidade académica do país, através dos seus produtos de investigação e inovação e inserir os estudantes num ambiente de reflexão académica constituem alguns objectivos da presente edição.

Refira-se que a Comunidade Académica para o Desenvolvimento (CADE), tem como a missão: melhorar a qualidade de vida dos moçambicanos através de programas, projectos sociais e pesquisas na área da educação, saúde e meio ambiente em todo território nacional onde a juventude e a sociedade no geral são os beneficiários e protagonistas deste movimento.

 

Maputo Internacional Music Festival. Assim se chama o evento musical que pretende animar com entretenimento as ruas da capital do país. O grande objectivo da iniciativa organizada pela BDQ Concertos é dignificar a cidade de Maputo com um festival que seja referência nacional e internacional e, a partir daí, permitir colocar artistas moçambicanos a interagir com os maiores sucessos que vêm do estrangeiro.

A edição inaugural, a realizar-se a partir das 19 horas do dia 15 de Junho, no Campo do Maxaquene, na Baixa da capital, vai contar com autores de quatro países africanos, nomeadamente: Anita Macuácua, Marllen, Dama do Bling, Lourena Nhate, DJ Edilson e DJ Faya (Moçambique), Pérola, Anna Joyce, Edmázia, Filho de Zua e Halison Paixão (Angola), Johnny Ramos, Djodje e Loony Johnson (Cabo Verde) e DJ Shizma (África do Sul).

Com efeito, como se pode constatar, em termos de estilos e ritmos musicais, o Maputo Internacional Music Festival não irá restringir-se a uma preferência. Longe disso, segundo Belmiro Quive, o promotor do evento, vai procurar ser o mais eclético possível, explorando o melhor da diversidade nacional e de outras latitudes. Ainda assim, a primeira edição do festival terá predominância de música kizomba, passada, marrabenta e pandza.

De acordo com a organização, o novo festival musical é pensado a longo prazo e vai atrair atenção do público proveniente de vários cantos do mundo. Para o efeito, há em manga um plano pragmático de trazer a Moçambique nomes sonantes da música, casos de Brian Adams, Dire Straits e Lionel Richie. “Este tipo de artistas vai contribuir para logo cedo o festival ganhar reputação internacional e atrair muitos turistas nas datas em que passará a realizar-se”, garante optimista Belmiro Quive, igualmente promotor de eventos como Moments of Jazz e Noite de Guitarra, na cidade de Maputo.

Aos apreciadores do jazz ou de autores como Jimmy Dludlu, Billy Ocean, George Benson, Richard Bona e Norman Brown, que há poucos anos actuaram ou para o Moments of Jazz ou para Noite de Guitarra, Quive tranquiliza, garantido que o Maputo Internacional Music Festival não vai pôr em causa a continuidade daquelas linhas de espectáculos já em vigor no modelo semestral. Com a criação de novo festival, a ideia também é levar a música a um auditório cada vez mais diversificado e exigente.

A edição de estreia do Maputo Internacional Music Festival vai durar 10 horas, isto é, deverá iniciar às 19 e terminar às 5 horas da manhã. O programa está a ser preparado para oito mil pessoas, sendo que Maxaquene é o local escolhido porque, na escassez de locais para acolher tanta gente com o conforto que se pretende, aquele campo mostrou-se o local ideal.  

À parte a iniciativa de trazer músicos com elevado reconhecimento internacional ao país, com o Maputo Internacional Music Festival a BDQ Concertos pretende dar azo ao grande objectivo de colocar artistas nacionais noutros palcos do mundo. Enquanto isso não acontece, a produtora fundada em 2013 vai somando eventos musicais. O último aconteceu a 29 de Março, no Centro de Conferências Joaquim Chissano, na cidade de Maputo, com actuações de Shalamar, Judith Sephuma, Mi Casa e Deltino Guerreiro.

 

 

 

 

O músico sul-africano Mr. Thulz_Sa vai participar numa das acções que se vão realizar no país para a celebração do Dia Internacional do Jazz. Mr. Thulz_Sa será a figura de cartaz de um concerto marcado para o dia 27 deste mês, às 21h00, no Walt Eventos, Cidade da Matola.

Segundo a nota da Tindziva, Mr. Thulz_Sa sente-se honrado pelo facto de atravessar a fronteira para partilhar o seu talento como pianista de jazz numa semana em que todas as atenções estão viradas para este ritmo, praticado com todo o fervor quer na África do Sul, sua terra natal, quer em Moçambique. “Moçambique tornou-se a minha casa, agora, há tanta coisa que ainda estão por vir”, afirmou o músico. E mesmo na Matola, Mr. Thulz_Sa já apresentou-se no Café Jazz Spoon e na Quinta Jazz Club.

Mais do que um artista, Mr. Thulz_Sa é um estudioso de jazz e bebeu da sua história, por isso as probabilidades de invadir o universo dos sons clássicos é maior, para além do seu rico acervo como artista. “Eu não costumo fazer muitos ensaios em preparação dos meus shows. Eu só despejo o meu coração para o público, que é o que faz toda a diferença. Eu cozinho (na hora), e me junto ao mesmo tempo que as pessoas comem”, decifrou o sul-africano.

“Jazz é minha paixão, é meu estilo de vida, eu vivo o jazz… já é uma honra estar tocando”, declarou-se o artista que canta desde tenra idade. E, segundo promete, é esta paixão que pretende exaltar durante 45 minutos em palco. “O facto de pagar as minhas contas, causar progresso em minha vida é (só) a cereja no topo…”, acrescentou. Entretanto, Mr. Thulz não pensa, nem pouco, em exaltar o jazz sozinho. Por isso espera que o público o acompanhe nessa missão. “Eu adoraria ver o público vestido para isso, muito estiloso, porque o jazz tem mais estilo que todos os géneros musicais”, enfatizou.

De África do Sul leva, para além do seu piano, um intrumentista. O baterista, cujo o nome não revelou, é moçambicano. “Vai ser lindo”, disso, Thulz, tem certeza.

Mr. Thulz_Sa não estará sozinho em palco. As honras da casa serão feitas pela banda moçambicana Jazz Network: Walter Mabas, na guitarra; Tony Paco, na bateria; Muzila, no saxofone e Nené Bass, no baixo.

Maria Clotilde deixou para trás as águas frescas do Índico ao meter-se num avião. Destino? As extensas terras que constituem Brasil. Para lá foi a artista moçambicana, desinibida, num estilo aventureiro e ousado, levando consigo à bagagem a pretensão de partilhar peças da cultura moçambicana com um público diferente, feito de outros sonhos e vaidades. Por isso, considerando a necessidade de intitular a série de oficinas artísticas levadas às cidades da São Paulo e Belo Horizonte, nos últimos 34 dias, definiu “Da capulana, máscaras à performance”. A partir daí, Maria Clotilde procurou mostrar como é que da capulana e das histórias que a envolvem pode-se chegar a uma performance, fazendo do artefacto muito peculiar à identidade nacional um factor de exposição da tradição e cultura moçambicanas no estrangeiro.

As oficinas orientadas pela actriz e encenadora, abertas fundamentalmente a actores e bailarinos, por ter se tratado de um trabalho que exigia expressões corporais, tiveram duas variantes, uma curta e a outra mais exigente, com três horas diárias durante três dias em cada casa cultural. Depois do intercâmbio, as sessões orientadas pela moçambicana só terminaram quando ao público em geral foram apresentadas o resultado do que se praticou na oficina, as quais sempre iniciaram com apresentação teórica, na qual a actriz explicou aos participantes aspectos atinentes à realidade cultural moçambicana, os contextos históricos e geográficos, afinal apercebeu-se que muitos brasileiros não sabem onde fica Moçambique.

Com efeito, engane-se quem julgar que as capulanas usadas nas oficinas, no Brasil, foram levadas por Maria Clotilde de Moçambique. Não foi assim. Uma amiga brasileira da actriz, que os artistas privilegiam a amizade, emprestou um conjunto de capulanas compradas aqui no país, quando há algum tempo cá esteve. O mesmo com as oito máscaras utilizadas nas sessões. Além disso, na oficina prática, “a base de tudo foi fazer com que os participantes deixassem o corpo expressar-se, com algumas dicas minhas, com recurso à improvisação. Feito isso, o resultado foi surpreendente. Quando viajei, achei que levava ao Brasil uma oficina sobre capulana e máscara, mas a forma como os brasileiros acolheram o meu trabalhão não tem explicação. Trabalhei com quatro grupos, maioritariamente constituídos por negros, com várias perspectivas. No Teatro Neura tive jovens que queriam fazer de tudo, enérgicos, empolgados em aprender coisas novas, sagradas para eles por virem de África. Nas comunidades negras, no Brasil, há um interesse incessante pelas suas origens africanas, porque o passado lhes foi apagado”, e isso facilitou tudo, explicou a actriz.

 

PERFIL

Maria Clotilde Guirrugo é licenciada em Teatro, pela Escola de Comunicação e Artes da Universidade Eduardo Mondlane. Participou em seis filmes e mais de 20 espectáculos teatrais, na qualidade de actriz. Como encenadora dirigiu cenas e espectáculos teatrais como “O mercador de Veneza”, de William Shakespeare, “Fim de pena”, adaptado de “O crivo”, de Michel Azama, “O sexo da mulher como campo de batalha”, de Matei Visniec, e “Ngilina da zona”. Igualmente, tem trabalhado com espectáculos infantis, actuando como actriz e encenadora.

 

A Associação dos Escritores Moçambicanos (AEMO) e o Instituto Superior de Artes e Cultura (ISARC) promovem uma série de actividades culturais, em comemoração do Dia Mundial do Livro e Direitos de Autor, que se assinala a 23 de Abril de cada ano. Ao evento, as duas entidades levam teatro, música, feira do livro e debates sobre o livro e direitos do autor.

De acordo com a nota de imprensa da AEMO, o objectivo principal da iniciativa “Semana do Livro” passa pelo incentivo e promoção da leitura, junto de adolescentes e jovens, até 26 deste mês. Assim, esta terça-feira, o escritor Hélder Martins, na companhia do historiador Jorge Jairoce, às 18H, na sede da AEMO, na cidade de Maputo, vai dialogar com os leitores e mantes de literatura sobre o fenómeno escrita, centrando-se no livro e nos direitos do autor.

Na quarta-feira, pelas 18h, a Universidade Técnica de Moçambique (UDM) será palco da palestra sobre Importância da leitura, a ser proferida pelo escritor Lucílio Manjate. No dia seguinte, 25, também às 18h, no anfiteatro da Universidade Pedagógica, no Campus Universitário da Lhanguene – o poeta Amosse Mucavele vai orientar uma palestra subordinada ao tema "Narrar, ler, escrever: formar(se) na escrita". Por fim, no dia 26 do mês em curso, às 14h30, na Biblioteca do ISArC , na Matola, a organização prevê levar a cabo um programa de encerramento das actividades.

Esta iniciativa tem a coordenação do escritor Januário Mutaquiha e a curadoria de Rosendo Mate e Amosse Mucavele.

 

 

 

 

 

    

A Temporada de Música Clássica de Maputo prossegue com mais espectáculos. Este ano, o Xiquitsi apresenta as habituais três séries de concertos e com a particularidade de escalar outras províncias do país, mantendo, segundo a organização, o seu compromisso para com os moçambicanos no enriquecimento da oferta cultural e do conhecimento.

A série inaugural de concertos irá acontecer de 8 a 12 de Maio, com uma programação que arranca com a Gala de Abertura, às 19h30 de 8 de Maio, no Conselho Municipal. No dia 9, no mesmo horário, Noite Clássica, será ecoada aos ouvidos do auditório no Teatro Avenida. Já no dia 10, o Xiquitsi escala a província de Nampula para a Noite Clássica, às 18h00, na Capela do Museu – Ilha de Moçambique. A Noite Clássica segue no dia 11 de Maio, às 19h30, no Teatro Avenida. O encerramento da série será com a Tarde para Pais e Filhos, às 16h00, também no Teatro Avenida.

Um dos momentos interessantes na abertura da série de concertos será a estreia nacional da obra “Moya” para quinteto de cordas, do jovem Estevão Chissano, aluno do Xiquitsi. A obra estreou no Japão, ano passado, “e representa a prova irrefutável de que todo o esforço feito neste projecto é devidamente reconhecido”, avança a organização na nota de imprensa. Além do registo que vai marcar a primeira série do Xiquitsi, outro facto importante é o envolvimento na qualidade de solistas dos alunos Florêncio Manhique e Kleyd Alfainho. “O envolvimento individual dos alunos do Xiquitsi é a demonstração e prova de que passados todos estes anos, o Xiquitsi está sem dúvidas com o olhar no futuro, sendo a ‘Educação, Cultura e Desenvolvimento Social’ as palavras de ordem que nesta fase movem o projecto”, afirma a organização.  

A Temporada deste ano, marca o sexto ano de existência do projecto, com resultados encorajadores dos quais a Directora Artística do Xiquitsi, Kika Materula, afirma que “ O desenvolvimento pessoal e artístico que se tem verificado nos alunos revela-se pelas oportunidades que têm surgido dentro e fora do Xiquitsi. Cinco anos após o nascimento do projecto, verificamos o despertar de uma pequena centelha que vem incendiando Moçambique na expressão desta arte maior. Prova disso foi o grande concerto de encerramento das comemorações dos cinco anos do Xiquitsi onde vimos uma amostragem de todo o trabalho realizado pelas classes de instrumento, orquestra, composição, coral partilhando o palco com alguns dos maiores nomes da Música moçambicana”.

A série de Maio conta com a presença de 14 músicos convidados, sendo 10 estrangeiros e quatro moçambicanos, designadamente: Kika Materula-Oboé (Moçambique), Maya Egashira – violino (Japão), Joaquín Torres – Violino (Espanha), Suzanne Martens – violino (África do Sul), Anna Maria Marin– violino(Suecia), Kleyd Alfainho – viola d’arco (Moçambique), Maria Quevedo – Violoncelo (Espanha), Pedro Muñoz – viola d’arco (Venezuela), Peter Martens – violoncelo (África do Sul), Manuel Rego – contrabaixo (Portugal),  Florêncio Manhique – violoncelo (Moçambique), Raphael Lustchevsky – piano (Polónia), João Alexandrino AKA JAS – Desenho em Tempo Real (Portugal), Humberto Tandane – Teclado (Moçambique) e o Ensemble Xiquitsi.

A grande componente deste ano é que a Temporada traz linguagens musicais mais contemporâneas, por acreditar que a contemporaneidade na linguagem artística e académica confere o garante de continuidade e esse é o olhar do Xiquitsi: o futuro.
Segundo Materula, os resultados da criação do Xiquitsi são visíveis na medida em que, “Olhamos agora para o panorama cultural e musical do país vendo que em variadas instituições de ensino de Música se encontram frutos destas raízes. O apoio de todos os patrocinadores tem resultado na possibilidade de um percurso de vida para cada um dos alunos, que seria impossível quer a nível individual, colectivo ou institucional”.

O projecto Xiquitsi conta hoje com cerca de 200 alunos entre crianças e jovens das escolas pu?blicas da grande Maputo, que provêm das mais diversas camadas sociais e que te?m acesso livre e gratuito ao ensino de mu?sica. O projecto e? inspirado naquele que e? considerado o maior exemplo de sucesso de inserção social através do ensino colectivo de mu?sica – o Venezuelano “El Sistema”.

Desde a sua fundação o Xiquitsi tem colaborado com as mais variadas entidades públicas, privadas e Embaixadas acreditadas em Moçambique.

O Xiquitsi e? um projecto desenvolvido pela Associação para o Desenvolvimento Cultural  Kulungwana e a sua direcc?a?o artística esta? a cargo da oboi?sta Moc?ambicana Kika Materula desde a sua fundação.

 

A ‘Índico’, revista de bordo das Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), está entre as finalistas para uma das categorias dos prémios internacionais ‘World Travel Awards’ (WTA), considerado os ‘óscars’ mundiais do turismo.

A indicação para o prémio foi feita por passageiros e leitores que apreciam e identificam-se com a revista, e que submeteram a proposta de inclusão ao júri que apurou as publicações finalistas. Até hoje, decorre a votação através do link https://www.worldtravelawards.com/vote, através do qual os passageiros da LAM, em particular, e os moçambicanos, em geral, podem indicar as suas preferências.

Em Moçambique, a revista ‘Índico’ já foi distinguida como ‘Melhor Parceiro de Turismo’, numa iniciativa da AVITUM – Associação de Agen.

 

O Auditório Municipal Carlos Tembe, na Matola, vai acolher, no próximo dia 27, a estreia do bailado Makhandene, quando forem 17 horas.

Sob a direcção de Carlos Alberto, a peça é uma adaptação do livro de teatro de Luís Savele. O evento enquadra-se nas actividades da MUQUIKU, uma plataforma teatral que tem como objectivo principal a massificação do teatro no Município da Matola, a qual é constituída por três associações, nomeadamente Mugachi, Quiloa e Kucha Ka Dambo.

Neste momento, o movimento está a organizar várias produções artísticas dentre as quais , FITM (Festival Internacional de Teatro da Matola), a produção da peça de teatro a esperta do godot em coordenação com o Município da Cidade da Matola.

 

30 filmes farão a 18ª edição do Ciclo de Cinema Europeu, evento a realizar-se nas cidades de Maputo (24 deste mês a 9 de Maio) e Quelimane (3 a 9 de Junho). Daquele universo cinematográfico, 16 filmes é o número de longas-metragens e os outros 14 são curtas-metragens de jovens realizadores moçambicanos, fruto da 3ª edição do concurso e workshops de curtas promovidos pelo Centro Cultural Moçambicano-Alemão e a Embaixada da Alemanha.

Nesta 18ª edição do Ciclo de Cinema Europeu, que, anualmente, traz ao país uma mostra do da sétima contemporânea exibida em várias cidades, este ano, irá decorrer no Centro Cultural Franco-Moçambicano, na cidade de Maputo, de 24 deste mês a 9 de Maio, em duas sessões diárias, às 17h e às 19h30. Ainda na capital moçambicana, e Ciclo poderá ser acompanhado pelos espectadores no bairro Chamanculo, em duas sessões ao ar livre, no campo do Cape Cape, a 3 e 4 de Maio, às 19h.

Quanto à capital da Zambézia, o Ciclo de Cinema Europeu decorrerá de 3 a 9 de Junho nos espaços do Ponto de Encontro e Universidade Pedagógica.

Com efeito, a cerimónia de abertura da 18ª edição do ciclo está marcada para 24 do mês em curso, pelas 18h, no jardim do Centro Cultural Moçambicano-Alemão, com música ao vivo, seguida da exibição do primeiro filme.

De acordo com a organização do evento, durante a presente edição serão apresentados filmes europeus de produção recente de vários países do velho continente: Alemanha, Áustria, Bélgica, Espanha, Finlândia, França, Irlanda, Itália, Noruega, Países Baixos, Portugal, Reino Unido, Suécia, Suíça.
A organização do Ciclo de Cinema Europeu, que este ano coube a Alemanha, resulta de uma colaboração entre várias Embaixadas e Centros Culturais dos países da União Europeia em Moçambique.

OS FILMES
Entre os filmes que serão exibidos nesta edição do ciclo, constam “Em trânsito” (2018, 102 min.), drama de Christian Petzold. Neste filme, quando Georg (Franz Rogowski), um refugiado político, tenta fugir de França, roubando os manuscritos de um autor falecido, assume a sua identidade.

Preso em Marselha, em trânsito para a América do Sul, acaba conhecendo Marie (Paula Beer), que está desesperada para encontrar o seu marido desaparecido na guerra. Começa assim uma história com vários conflitos, a ter lugar na Europa contemporânea. Dos Países Baixos, o filme seleccionado é intitulado “Estranho no paraíso” (2016, 82 min.), documentário de Guido Hendrikx. Aqui encontra-se um exame da visão europeia da crise dos refugiados em três actos: três grupos de migrantes são recebidos por um homem, que sempre
assume uma atitude diferente: rejeição na primeira parte, e cheia de empatia e boa vontade na segunda. Na última parte, ele representa o procedimento de asilo holandês, com todas as suas regras complicadas. Hendrikx mostra onde os sonhos dos refugiados se chocam com a realidade e obriga o espectador a pensar sobre a sua própria posição. Da Suécia, a proposta levada à 18ª edição do ciclo é “Martha e Niki” (2016, 92 min.), documentário de Tora Mkandawire Mårtens. Esta é a história de duas mulheres que, pela primeira vez, se tornam campeãs mundiais de hip-hop. Este filme retrata o amor de Martha e Niki pela dança, de uma para com a outra e como a amizade das duas é posta à prova. Do Reino Unido, “Maria, a rainha dos escoceses” (2018, 123 min.), drama de Josie Rourke é a proposta para este ciclo. Na história, Maria Stuart, rainha da França aos 16 e viúva aos 18, desafia a pressão de voltar a casar. Em vez disso, regressa ao seu país natal, Escócia, para recuperar o seu direito ao trono, numa altura em que a Escócia e a Inglaterra estão sob o domínio da imperiosa Isabel I. Cada uma das jovens rainhas vê a sua “irmã” com terror e fascínio.

Rivais no poder e no amor, e regentes num mundo de homens, as duas têm de decidir como mover as peças no jogo do casamento contra a independência. Determinada a governar como mais do que uma mera representante, Maria impõe a sua reivindicação ao trono inglês, ameaçando a soberania de Isabel. Traição, revolta e conspirações em cada uma das cortes põem em perigo ambos os tronos e mudam o rumo da história. Da Suécia, Noruega e Dinamarca (2016, 110 min.) será projectado Sami Blood, drama de Amanda Kernell. O filme retrata a vida de uma menina lapónica de 14 anos. Exposta ao racismo e à biologia racial da década de 1930, ela sonha ter uma outra existência, e para o conseguir ela renuncia à sua família e à sua cultura. O filme ganhou o

Prémio Lux do Parlamento Europeu, em 2017.
 

 

 

 

+ LIDAS

Siga nos