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O País – A verdade como notícia

Entre os dias 24 de Maio e 23 de Junho realizar-se-á 16ª edição do FITI – Festival Internacional Teatro de Inverno, com a participação de 25 grupos de teatro.

O evento organizado pela Associação Cultural Girassol vai acontecer todas as sextas, sábados e domingos a partir das 18.30h, no Cine Teatro Gil Vicente, Centro Cultural Brasil-Moçambique, Teatro Avenida e Centro do Teatro do Oprimido. A Edição do FITI deste ano será constituída por três agendas: FITI Teatro, FITI Papu Kultura e FITI Homenagens.

Além dos grupos de teatro nacionais, no FITI Teatro irão desfilar grupos convidados de Angola, África do Sul, ESwathini, Portugal, Espanha e Brasil. De acordo com a organização, à semelhança da edição passada, personalidades do teatro que se destacam na sua promoção e divulgação serão homenageados.

A presente edição do Festival Internacional Teatro de Inverno é de carácter demonstrativo, tendo como objectivo a divulgação do produto artístico dos grupos, a troca de experiências e a capacitação dos actores.

O FITI – Festival Internacional Teatro de Inverno é uma iniciativa da Associação Cultural Girassol que teve o seu início em 2004 com o objectivo de apoiar os grupos amadores de teatro através da divulgação do seu trabalho artístico, associativismo cultural e formação de actores, tendo inicialmente sido de carácter competitivo.

Um balanço à edição do passado ano de 2018, indica que o Festival Teatro de Inverno movimentou cerca de 250 artistas entre actores, actrizes, dançarinos e músicos, tendo registado uma assistência de pouco mais 3.000 pessoas que durante quatro finais de semana afluíram aos locais de realização dos espectáculos.

 

Está agendado para esta sexta-feira, às 20h30, no Centro Cultural Franco-Moçambicano (CCFM), em Maputo, o lançamento do novo álbum de Isabel Novella, num espectáculo que vai juntar artistas de Moçambique, Ilha Reunião e Quénia. Na verdade, o evento vai marcar a abertura oficial do Festival Azgo, segundo a nota do CCFM, num espírito de “boas-vindas” para o público.

Do Quénia, vem a banda Maia and the Big Sky, um colectivo de música de Nairobi liderada pela cantora e compositora Maia. Maia and the Big Sky já se apresentou em vários festivais de renome pelo mundo fora, apresentando-se sempre com o seu som e espírito de alta energia. Sua música magnética em inglês e kiswahili tece vários ritmos africanos com soul e folk, criando uma familiaridade e calor que transcende os continentes.

Para completar o trio que estará em palco, da Ilha Reunião vem Lindigo, uma formação de jovens músicos, cheios de energia e orgulhosos da sua herança malgaxe. A música de Lindigo é um verdadeiro convite para viajar pelo coração da Ilha da Reunião através da Ilha Grande e da inevitável África, até às costas da índia, influências musicais que se fundem para desvendar o ritmo tradicional Maloya hipnotisante e irresistível.

Nesta quinta-feira, artistas, gestores, pesquisadores e comunidade académica de áreas sociais e académicas, juntam-se, na Escola de Comunicação e Artes (ECA) da Universidade Eduardo Mondlane, para reflectir “arte e cidadania” no seminário Azgo Dialogar, no âmbito da 9ª edição do Festival AZGO.

Discutir a arte como uma possibilidade transversal dos processos de ensino-aprendizagem, que naverdade funcionam como um tipo de prática pedagógica de sensibilização dos indivíduos sobre os processos socioculturais é o ponto de partida e que ditou a escolha do tema “Arte e Cidadania”

 

 

“Também os brancos sabem dançar” é o título do primeiro romance do músico e escritor angolano Kalaf Epalanga a ser apresentado esta quinta-feira, às 18h, no Camões – Centro Cultural Português em Maputo. Na cerimónia de apresentação, caberá ao poeta Mbate Pedro a tarefa de apresentador de um livro publicado sob a chancela da editora Caminho (grupo Leya).

Em geral, o livro retrata a história de um músico angolano que, sem passaporte válido, dirige-se de autocarro da cidade sueca de Gutemburgo para Oslo, a capital da Noruega, onde vai actuar com a sua banda no festival OYA. Nisso o artista é detido por tentativa de imigração ilegal e conduzido à esquadra da polícia para interrogatório.

Aflito perante a iminência de perder o concerto, interroga-se: “como vou explicar a estes polícias noruegueses que, apesar do meu aspecto pouco comum por estas paragens, não sou mais que um pacífico músico angolano em digressão? Conseguirei explicar-lhes quem são os Buraka Som Sistema? Falo-lhes da cena musical de Lisboa? De como nasceu o Kuduro num musseque de Luanda? Eles irão perceber?”. À volta disto gira a história do livro de Kalaf Epalanga.

De acordo com a nota do Camões, a apresentação do livro “Também os brancos sabem dançar” decorre no âmbito da 9ª edição do festival AZGO.

Kalaf Epalanga nasceu em Benguela, Angola, em 1978. “Também os Brancos Sabem Dançar” é o seu primeiro romance. Publicou os livros de crónicas, “O Angolano Que Comprou Lisboa (Por Metade do Preço)” e “Estórias de Amor para Meninos de Cor”. Foi cronista do jornal Público e da Rede Angola. Escreve para a GQ Portugal e é membro da banda Buraka Som Sistema. Actualmente, vive em Berlim.
 

 

Chamam-se, agora, Dire Straits Experience e são liderados por Chris White e Terence Reis, este natural de Lourenço Marques (Maputo). A banda britânica que tocou corações de muitos moçambicanos nas décadas 80 e 90 vem à capital do país para dois concertos, nos dias 11 e 12 de Outubro. O primeiro será numa gala no Salão Multiuso do Centro Internacional de Conferências Joaquim Chissano, às 20h, e, o segundo, no Campus da Universidade Eduardo Mondlane, às 19h. 

Na cidade de Maputo, Dire Straits Experience vai aterrar quatro dias depois de um concerto na Filândia, e, na capital moçambicana, a actuação terá 90 minutos dedicados aos sucessos do passado da banda, entre os quais as músicas “Brothers in arms”, "Sultans of Swing", "Lady Writer", "Your Latest Trick", "Romeo and Juliet", "Why Worry", "So Far Away", "Money for Nothing", "Walk of Life" e "Tunnel of Love". 

AO contrário do concerto inaugural, o do dia 12 contará com a presença dos músicos nacionais Mingas, Stewart Sukuma e Banda Kakana.

Para a organização do espectáculo, trazer Dire Straits Experience constitui uma oportunidade que não deviam desperdiçar. “Esta será a primeira vez que vamos apostar no ritmo. Quando soubemos que haviam condições para os convidar a vir actuar em Moçambique, logo que foi possível agarramos a oportunidade porque sabemos que com a vinda deles vamos proporcionar momentos incríveis aos apreciadores da boa música deles”, afirmou Belmiro Quive da BDQ Concertos, sublinhando que da banda não vem Mark Knofler porque desintegrou-se para levar uma carreira a solo há mais de duas décadas. Os restantes membros de Dire Straits Experience estarão na cidade das acácias para um concerto inesquecível. Garante. E Quive não fica por aí. Confessou que para sua equipa é uma honra poder produzir o espectáculo para um público que tanto precisa de bons concertos. Por isso mesmo, comprometemo-nos em seguir a linhagem qualitativa da sua produtora. 

Porque a vinda de Dire Straits Experience suscita novidade, uma das que a BDQ preparou para o concerto de gala no Salão Multiuso do Centro Internacional de Conferências Joaquim Chissano tem que ver com o facto de: “Pela primeira vez, teremos sistema de reserva de lugares, na gala, e quem comprar os ingressos mais cedo, vai assistir ao espectáculo a partir de lugares privilegiados. Agora, no dia 12, quem comprar mais cedo terá melhores descontos”.

Inicialmente, a BDQ Concertos queria trazer Michael Bolton, este ano. Entretanto, o espectáculo deste músico fica adiado para o primeiro trimestre de 2020. De acordo com uma nota da organização do espectáculo, “o adiamento resulta do facto de ter registado uma grande pressão pública para a realização de um segundo espectáculo mais acessível como é apanágio da produtora”. Além disso, questões de agenda e aspectos técnicos ditaram o adiamento do espectáculo para próximo ano.

Enquanto não chega a vez de Michael Bolton, Dire Straits Experience virá a Maputo depois de uma digressão com mais de 45 espetáculos na Europa.  

“As crianças são o futuro da nossa cultura e são o verdadeiro e principal alvo do trabalho que estamos a desenvolver no Xiquitsi”. Estas palavras da Directora Artística do Xiquitsi foram ditas com convicção, depois do derradeiro concerto da série inaugural. Segundo Kika Materula, o Xiquitsi está a trabalhar neste momento com as mais variadas instituições, com patrocinadores e com todos que apoiam o projecto de modo que a criança continue sendo a lufada de ar fresco, a esperança e o futuro das artes e da cultura no país e no mundo. Por isso mesmo, no último domingo, a Temporada de Música Clássica de Maputo levou ao Teatro Avenida, na capital do país, um concerto dedicado a pais e filhos, o qual iniciou às 16 horas, mesmo para que as crianças pudessem viver os acordes de música clássica numa hora que lhes favorecesse.

A pensar em chegar sempre às crianças, no passado dia 10, o Xiquitsi foi a Nampula. Naquela província, especificamente na Ilha de Moçambique, os artistas da Temporada de Música Clássica de Maputo visitaram escolas primárias, dedicando-se a fazer uma introdução à música. “Este é o nosso caminho, é a nossa vontade de crescer e de fazer chegar a música e cultura nas mais variadas crianças do nosso país”, afirmou Kika Materula. 
No derradeiro concerto da série inaugural, houve uma conjugação da música e arte (desenho) em tempo real. A respeito da iniciativa, Materula afirma: “A música está ligada às mais variadas artes, e, prova disso, é a ópera, o género musical mais completo conhecido por todos nós. O desenho levámo-lo de modo a ajudar para uma melhor compreensão. A obra que é interpretada, as quatro Estações do Vivald, só é possível interpretá-la em Moçambique e no Xiquitsi devido à capacidade e capacitação que nós temos vindo a desenvolver com os nossos alunos”, garantiu a Directora Artística do projecto, sublinhando: “O desenho em tempo real foi um grande sucesso para o nosso público. Vimos crianças, jovens, adultos a tentar perceber um pouco aquilo que é o desenho em tempo real”. 

A primeira série da sexta Temporada de Música Clássica realizou-se entre 8 e 12 deste mês. Pela primeira vez, o evento realizou um concerto fora de Maputo, sendo que a obra “Moya”, de Estevão Chissano, teve estreia nacional. 
 

Joaquín Torre é um dos convidados à sexta edição da Temporada de Música Clássica. Para o artista, o Xiquitsi é um projecto fantástico, mais do que pela música, pelos valores que transmite aos jovens, o que acontece com muita paixão e projecção internacional.

Segundo entende Torre, o Xiquitsi é uma forma de fazer da música um factor de integração social. “Poucas vezes temos observado um projecto assim desta natureza, que é qualquer coisa de milagrosa. Gostaria de felicitar Kika Materula, que tem uma força enorme e tem sabido dedicar-se ao Xiquitsi dia e noite”, afirmou o músico.

Uma das coisas que agrada Joaquín Torre na Temporada de Música Clássica de Maputo é o facto de o projecto incluir um concerto para pais e filhos, o que é importante porque a educação de música clássica e de arte em geral começa desde pequeno: “esta é uma maneira de introduzir as crianças no universo das artes. Estou muito feliz por fazer parte desta iniciativa nesta primeira semana da Temporada de Música Clássica de Maputo. Nestes dias, tenho observado que os mais jovens, que na verdade são também da minha idade, na música a idade não conta muito, mas a causa comum, entregam-se com muita dedicação e disciplina enormes nos ensaios. Sinceramente, é um prazer partilhar música com eles, um diálogo que, mais do que trabalho, tem sido um desfrute prazeroso”.

Para Torre, igualmente, a música é partilha e aprendizagem. Já não é só o ritmo, são as experiências, as viagens. Os instrumentos são apenas ferramentas de transmissão desses conhecimentos.

Joaquín Torre nasceu em Madrid, em 2000, dentro de uma família de músicos. Inicia os seus estudos de violino aos quatro anos com o professor Sergio Castro e de 2014 a 2018 frequenta a Escola Superior de Música Rainha Sofia na classe dos profs. Em 2018, ganha o primeiro prémio no “Mundi Talent Awards”, e em 2012 é segundo prémio no X Concurso Internacional de “Violinos pela Paz”.

Recebeu várias bolsas de estudo de instituições de renome como a Juventudes Musicales de Madrid, Cleveland Institute of Music, Heifetz International Music Insitute, Bowdoin International Music Festival, Fundación Albéniz, Comunidad de Madrid, e a Asociación de Intérpretes y Ejecutantes. Participou em numerosos concertos de norte a sul de Espanha, bem como Londres, Festival ArtDialog de Suíça, Bowdoin Musik Festival, Heifetz International Music Festival entre outros. É membro titular da Orquestra Jovem Gustav Mahler desde 2016 com quem realizou tournées pelas salas mais importantes da Europa. Torre é um dos convidados para a próxima série do Xiquitsi.

 

Dois artistas, uma causa: tributar uma das vozes literárias mais importantes de Moçambique. Expedito Araújo e Melanie de Vales vão, na noite de hoje, quando forem 18h30, dedicar uma sessão artística a Paulina Chiziane, autora de livros como Balada de amor ao vento, Niketche, O sétimo juramento e Ventos do apocalipse.

O evento será realizado no Centro Cultural Brasil-Moçambique, na cidade de Maputo, e, de acordo com Expedito Araújo, vai acontecer em formato litero-musical, com momentos de narração de histórias. Os dois actores que já trabalharam juntos antes, no mesmo Centro Cultural, interpretarão um trecho da obra literária Niketche.

A sessão desta noite inclui ainda leitura e música através da voz de Melanie de Vales para narrar um grande e precioso conto moçambicano. Criado na linguagem teatral, o recital objectiva contar a história tanto para aqueles que não conhecem a obra de Paulina Chiziane, mas também para aqueles que já leram o livro.

O evento terá como convidado especial o actor Rivaldo Munguambe e contará com a presença da escritora.  

 

 

Lançado na segunda-feira na Beira, o livro que retrata as batalhas de Dhlakama é intitulado “Afonso Dhlakama, a longa luta em defesa da democracia”. É da autoria do escritor e jornalista Adelino Timóteo e tem 260 páginas

A obra retrata o percurso da vida política de Afonso Dhlakama, antigo presidente da Renamo, que faleceu em Maio do ano passado.

No livro, Adelino Timóteo traz algumas alguns pontos sobre histórias de Moçambique, nomeadamente o processo da democratização do país, com destaque ao conflito armado entre a Renamo e o Governo, que durou 16 anos, cuja assinatura do acordo de paz foi em Outubro de 1992.

Segundo Adelino Timóteo, o propósito deste livro é fornecer e esclarecer às novas gerações a verdadeira história da guerra civil em Moçambique.

"Em Moçambique procura-se guardar segredos de forma infantil e injustificável sobre a guerra civil. Afonso Dhlakama sempre lutou pela implantação da democracia e bem-estar social e houve razões muito fortes para pegar em armas e lutar contra o Governo do dia”, justifica o escritor, para depois acrescentar que “infelizmente a verdade sobre a chamada guerra civil está sendo escondida, pelo menos aqui no nosso país, desde que terminou a guerra em 1992. É uma atitude que na minha opinião contribui para definhar a nossa história. A nova geração e até aqueles que viveram a guerra precisam saber toda a verdade para que todos juntos possamos evitar trilhar caminhos que nos levem a outro conflito. Noutros países e de forma particular na Europa, sabe-se tudo sobre a luta pela democracia liderada por Afonso Dhlakama. Para nós é um segredo, porquê? O livro vem desmistificar parte desta história", explicou Adelino Timóteo.
O autor pretende, segundo explicou, ver a sua obra contribuir na formação política e social da juventude e entende que a actual história sobre a guerra civil conhecida pelos moçambicanos já devia ser desconstruída.

O lançamento da obra contou com a presença de vários membros da Renamo, que dizem se sentir encorajados a continuarem firmes na luta pelos ideias sempre defendidos pelo seu antigo líder, tal como vem indicado no livro, nomeadamente a defesa da democracia e igualdade social.

O presidente do MDM e do Conselho Autárquico da Beira, Daviz Simango, entende que o livro em referência vem defender aquilo que foram os ideais de Afonso Dhlakama na luta pela democracia, daí a edilidade ter financiado a elaboração da obra.
"O Conselho Municipal vai continuar a apoiar iniciativas que visem contribuir para a robustez da nossa democracia. Obrigado Adelino e continue a escrever histórias verídicas do nosso país e a ajudar a abrir caminhos para as novas gerações para que estas possam compreender o nosso passado e depois poderem construírem um futuro mais robusto democraticamente", referiu Simango.

 

Stewart Sukuma é um dos convidados para a presente edição do Azgo Dialogar, o seminário de reflexão sobre a indústria criativa e cultural do Festival Azgo, marcado para dias 16 e 17 de Maio, na Escola de Arte e Comunicação da Universidade Eduardo Modlane (ECA-UEM).

Sukuma irá debater o tema “Música e cidadania: movimento cívico de divulgação eleitoral” no Azgo Dialogar, que neste ano tem como propósito geral reflectir em torno de “Arte e Cidadania”.

Aconvite do Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE), desde as primeiras eleições presidenciais e legislativas (1994) até aos dias de hoje, Sukuma tem um papel activo no campo cívico, na promoção da cidadania e da democracia assumindo a produção e organização das campanhas cívicas do recenseamento eleitoral e do direito ao voto, levadas a cabo pelo STAE.

Sukuma irá partilhar a sua visão e o seu conhecimento junto de um público composto essencialmente pela comunidade académica e artistas. No Festival Azgo, o músico vai actuar no dia 18, no Tributo a Oliver Mtukudzi, e no dia 19 de Maio, com a sua Banda Nkhuvu, no campinho da Mafalala, no âmbito da promoção da cidadania.

 

Azgo continua a envolver crianças

O Azgozito, programa do Festival Azgo para a infância, que se aplica a arte-educação, envolvendo alunos do ensino primário, neste mês, não fugirá à regra e o festival dos pequenos vai acontecer na manhã do dia 18, no Campus da UEM, em Maputo.

Trata-se de um reconhecimento do Festival Azgo da importância de envolver as crianças nas artes desde a mais tenra idade, inspirando-as para mentes criativas e para que não fiquem por fora deste grande evento.

As crianças e alunos têm a oportunidade de praticar actividades com os músicos que actuam no Festival Azgo e artistas visuais de Moçambique, numa zona específica, preparada para que se sintam acomodadas e à vontade para brincar, aprender e interagir, com actividades que chamam à sua consciência para questões ambientais, da valorização do património cultural e do conhecimento no geral.

O Azgozito acontece, assim, através de mini-concertos, oficinas criativas em percussão, canto, criação de maquetes, criação de livros, fotografia, afro dance, teatro e criação de instrumentos. E, tal como no Azgo, a música é um dos fortes do Azgozito. Nesse sentido, um dos principais convidados é o músico Fernando Luís, conhecido intérprete de música para infância, bastante memorizado na história cultural do país.

O evento contará ainda com os concertos da Orquestra da Escola de Comunicação e Artes da Universidade Eduardo Mondlane e do colectivo Amatuwetwe. Os espectáculos não param na música, haverá ainda espaço para a apresentação das Marionetas Gigantes, Acro Dance, Pernas de Pau e Balé.

O Azgozito tem-se destacado ao envolver alunos de escolas públicas e privadas da capital, além das crianças de Maputo, com acesso gratuito. Aliás, prova do seu crescimento, foi a sua realização, em 2018, pela primeira vez, na província de Nampula.

 

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