O País – A verdade como notícia

Faltam poucas horas para o espectáculo de Ballet “Murmúrios de Pedro e Inês”, no Teatro Avenida, em Maputo.

Falando para O País, a Directora do Arte Institute em Nova York, Ana Miranda, afirmou que “Estamos super contentes por estar aqui. É primeira vez que apresentamos dança em Moçambique, estamos muito ansiosos porque depois de São Tomé e Angola, este é o último espectáculo desta série”.

Ana Miranda disse ainda que há promessa de muita gente para ver o espectáculo da noite deste sábado, desde moçambicanos e estrangeiros basedos em Maputo.

Um aspecto que interessou a Directora do Arte Institute é ter sabido que há muita gente em Moçambique que pouco ou nunca viu um espectáculo de Ballet, por isso espera que seja um marco. “Queremos que as pessoas se lembrem que foi no Teatro Avenida que viram pela primeira vez uma sessão de Ballet”.

O espectáculo é uma coreografia onde a dança usa dois corpos como a linguagem para personificar a história de Pedro e Inês. Um ballet que incorpora a música contemporânea com o som poético da língua Portuguesa.  

Murmúrios de Pedro e Inês” é uma peça de 60 minutos e será exibida hoje, às 19h00.

O espectáculo de dança é uma iniciativa do Arte Institute e está inserido numa série de apresentações que iniciaram em São Tomé e Príncipe no dia 1 de Maio, Angola no dia  2 e agora Moçambique.

 

O Teatro Avenida, na cidade de Maputo, será palco, sábado, às 19h00, da sessão de ballet designada “Murmúrios de Pedro e Inês”.
O espectáculo é uma coreografia na qual a dança usa dois corpos como linguagem para personificar a história de Pedro e Inês. Um ballet que incorpora a música contemporânea com o som poético da língua Portuguesa.

“Murmúrios de Pedro e Inês” é uma peça de 60 minutos, em que a dança usa os dois corpos como linguagem que materializa a lenda e a emoção. Apresenta-se como um bailado que se veste de música contemporânea como uma pele. O bailado de Fernando Duarte, coreógrafo e ex-bailarino da Companhia Nacional de Bailado, com direcção artística e interpretação de Solange Melo e de Fernando Duarte, teve estreia em Abril do ano passado. “Murmúrios de Pedro e Inês”, refere o coreógrafo Fernando Duarte na sua homepage, “surge da vontade de apresentar uma obra narrativa, dentro da estética da dança neoclássica, que possa ser o reflexo de uma identidade artística contemporânea portuguesa nas várias vertentes que apresenta: Dança, Artes Plásticas, Literatura e Música”.

Inspirada no romance de Agustina Bessa-Luís, neste bailado em um só acto, “dois corpos materializam a história de um tempo já distante, mas também a transpõem para o tempo presente e principalmente para um tempo interior a cada um de nós.

Neste bailado, a história de Pedro e Inês é dançada, contada, ouvida, vista e sentida através de uma amálgama artística contemporânea, tornando este espectáculo original e apelativo para um público transversal ao público de dança.
O espectáculo de dança é uma iniciativa do Arte Institute e está inserido numa série de apresentações que iniciaram em São Tomé e Príncipe, Angola e agora escalam Moçambique.
Fundado a 11 de Abril de 2011, o Arte Institute é uma organização pioneira, independente e sem fins lucrativos, sediada em Nova Iorque, que dinamiza a produção e difusão de artistas e projectos de arte e cultura contemporânea portuguesa. O Arte Institute organiza eventos em todos os continentes, nas principais capitais do mundo, e em áreas como cinema, artes plásticas, música, literatura, teatro e performance.

 

À entrada da oncologia do Hospital Central de Maputo ouvia-se no fundo um som suave e agradável. Ao se se aproximar onde estão acamados os doentes deste departamento da maior unidade hospitalar do país som ia ficando mais apurado e abafava todo pranto, dor, desespero de quem, na cama do hospital, vê os seus dias consumidos por uma doença que não tem cura. Era o jazz de Moreira Chonguiça que servia de terapia aos pacientes.

Ao todo 35 pacientes internados no Hospital Central de Maputo, dos quais oito são homens com cancro da próstata e 27 mulheres padecendo de cancro do colo do útero. Neste universo, encontramos Teresa Sambo, natural de Xinavane, não conhece a sua idade. Mãe de sete filhos, dois quais já falecidos, a única coisa de que se lembra e das fortes dores que sentiu no útero e por isso foi transferida na última sexta-feira para o maior unidade sanitária do país.

“Eu sinto dores no útero”, ainda no início da sua explicação, a voz da Teresa Sambo fica trémula e as lágrimas de tristeza invadem os seus olhos…mais calma e tranquila, ela segue prossegue com a explicação: “depois das dores, quando urinasse o que saía era sangue daí fui ao hospital e viram a gravidade do meu problema e mandaram-se para cá (Hospital Central de Maputo”, um choro de angústia interrompe o pensamento da nossa interlocutora.  

O cancro do colo do útero tirou grande parte da sua força e não pode mais fazer o que mais gostava: dedicar-se à agricultura. De lá até a esta parte, a única coisa que lhe dá algum tipo de alívio são os comprimidos, mas não por muito tempo.

“Não sei com precisão a quanto tenho esse problema. Mas já faz muito tempo e acho tenho, inclusive, um ano vindo ao hospital para fazer o tratamento. Algumas vezes eles dão os comprimidos que quanto tomo parece que a dor passa, mas depois de um tempo volta”, contou Teresa Sambo.

Os compridos não podem acabar com a dor de uma doença considerada crónica, o jazz serve de terapia para que os pacientes esqueçam por um instante a sua condição e embalar ao ritmo da música.

“Há pessoas que não escolheram ter essa doença. Então, como é que a gente faz a integração social desses doentes e como contribuir para reavivar as esperanças dessas pessoas? Através da música? Talvez ou de uma vista e voltarmos para casa”, revelou o saxofonista Moreira Chonguiça para depois acrescentar que há necessidade de cuidarmos da nossa saúde, do nosso psíquico, das almas e para que tal aconteça, “nada melhor que o jazz”, sublinhou.

Contudo, o jazz faz ainda lembrar que o cancro do colo do útero é uma das doenças que continua a matar no país, daí a importância de fazer o seu rastreio, atempadamente.

“Aos pacientes que já têm a doença numa fase avançada, não é fácil controlar. Há aqueles doentes que ainda tem hipótese de começar com o tratamento oncológico, mas há os que a gente não pode oferecer mais nada a não ser um tratamento paliativo, conforto e alívio da dor, mas com o tempo a doença atinge patamares que ninguém queria: a morte”, lamentou Satish Tulsidás, Médico Oncológico do Hospital Central de Maputo.

Além de Moreira Chonguiça, dois dias por semana, os pacientes com o cancro do colo do útero viagem ao ritmo da música gospel de Carlos Tavares que vai, espalhando um mensagem de fé e esperança que conforta pacientes.  

Essas actividades foram desenvolvidas no âmbito do dia internacional do jazz que ontem se assinalou.

 

 

 

 

 

Mais um livro de Armando Artur será lançado amanhã, novamente, pela editora Cavalo do Mar. A cerimónia de lançamento de Muery, elegia em Si maior vai acontecer no Auditório do BCI, na cidade de Maputo, a partir das 18 horas.

A obra literária que integra a colecção Filhos do Vento da Cavalo do Mar é uma experiência que, na percepção de Armando Artur, resulta da expressão de muito sentimento, o que exigiu do poeta colocar-se na pele de um artista plástico, afinal as palavras dos poemas revestem-se intensamente de imagens geradoras de retratos representativos da vida. Bem dito, Muery (do echuwabo, lua ou mês) pode ser entendido como um ensaio sobre as artes plásticas, no qual Armando Artur sentiu a necessidade de traduzir em livro alguma emoção relativa aos que perderam um ente querido por si colocado no mundo. Para o poeta, aí encontra-se o poder da literatura, o de transformar a dor sentida ou assimilada de outrem em diálogo com a humanidade. “Nós, os poetas, somos intérpretes da vida, da natureza e de humanidade. Conseguimos sonhar um sonho que não seja necessariamente nosso”, gracejou Armando Artur, reconhecendo que o seu novo livro de poesia, escrito de 2008 para cá, transporta um certo sentido de consolo.

Assumindo que a literatura pode funcionar como terapia, tendo escrito sobre a dor, Armando Artur não está livre do que lhe levou a escrever o livro, pois “um poeta nunca está conformado com alguma coisa, por isso a terapia da dor não está completa. O livro nunca vai curar a dor que sinto. Na condição de criador, a dor sempre estará la. Portanto, crio por inconformismo”.

Outra abordagem recorrente em Muery, elegia em Si maior tem que ver com a liberdade. Sobre a temática também há uma explicação simples: “A liberdade vai sempre estar subjacente na minha escrita porque a criação artística depende disso, de exprimirmos o nosso mundo interior, a emancipação de nós próprios. A liberdade é o sol que orienta todo e qualquer criador. Por isso, faço questão de viajar por esta problemática, porque sem ela não pode haver criação nenhuma”.

Muery, elegia em Si maior será apresentado por Nelson Saúte, um companheiro de longa data de Armando Artur, e que conhece bem a sua escrita, já de há muitos anos, desde os anos da Charrua

 

UMA CONDIÇÃO PARA O LIVRO

O desenho da capa de Muery, elegia em Si maior foi confiado a Gemuce. No entanto, a ligação com a pintura não acaba aí. Longe disso. Para escrever o livro, Armando Artur precisou muito de aprofundar conhecimentos sobre as artes plásticas, só assim tornou-se possível retratar o que lhe consumia por dentro.

 

O conceituado saxofonista moçambicano, Ivan Mazuze, foi recentemente indicado na Noruega como consultor cultural e produtor para o Município e a cidade de Drammen, vizinha da capital da Noruega Oslo, que fica aproximadamente 35 km.

Mazuze tem a responsabilidade de apresentar artes performativas incluindo dança, música, artes visuais e peças teatrais de categoria Internacional a vários eventos e festivais na cidade de Drammen. Esses festivais incluem o Drammen Sacred Music Festival, Globus Festivalen, Drammen Kulturnatt.

Contudo, Mazuze lança a celebração do Dia Internacional do Jazz em Drammen pela primeira vez, sendo a sua primeira edição 2019, que será comemorado neste dia 30 de Abril em forma de concerto com a presença da cantora revelação e uma das mais importantes figuras da musica jazz da Polonia, Anna Maria Jopek, possuidora de várias obras discográficas editadas em colaboração com artistas como Pat Metheny, Brandford Marsalis, Sara Tavaresme Tito Paris. 

Na sua responsabilidade como consultor cultural, Mazuze vai, pela primeira vez, realizar o concerto do conceituado baixista e vocalista Camaronês, Richard Bona, programado para o dia 7 de Junho numa das casas mais importantes desta cidade, Union Scene. 

A presença da cantora Sara Tavares, pela primeira vez na cidade de Drammen, foi notável no passado mês dia 22 de Março com uma grande presença da comunidade lusófona residente na Noruega, num evento também sob responsabilidade do saxonista Ivan Mazuze.

E porque o consultor cultural também cria, o lançamento oficial do último álbum de Mazuze, “Moya”, está marcado para o dia 13 de Agosto, no Oslo Jazz Festival 2019, em Oslo. Outros lançamentos oficiais para esta obra discográfica incluem concertos em Canadá e Itália .

Por fim Mazuze, vai juntar-se à sua colega, a artista Liv Andrea Hauge, na organização de um concerto de angariação de fundos para apoiar as vítimas do IDAI. O concerto está agendado para o dia 5 de Maio, no recinto de concertos Centralen na cidade de Oslo. Neste evento irão participar três bandas: Ivan Mazuze, Monoswezi incluindo um membro e músico moçambicano, Calu Carlos e a banda Masåva. Os fundos a serem adquiridos neste evento vão beneficiar os afectados pela catástrofe natural (ciclones) em Moçambique através da Cruz Vermelha. 

 

Um país rico em recursos, nomeadamente, minerais, marinhos, hídricos, terras férteis e florestas não poderia ficar imune às pressões que os desafios de desenvolvimento geram, quando 80% da população vive exclusivamente da agricultura, maioritariamente nas zonas rurais, onde estão as áreas florestais.
As florestas cobrem quase 51% da superfície total, um quinto das quais situadas em áreas de conservação. Estas áreas estão a ser alvo de exploração dos recursos florestais, que corre a ritmo acelerado, no centro e norte do país, em função do aumento do número de operadores madeireiros, entre legais e furtivos.

O “País” deslocou-se ao extremo norte do país para se inteirar de um fenómeno que ocorre há mais de dez anos, na zona fronteiriça com a Tanzânia, o qual afecta a maior área de conservação do país, a Reserva do Niassa.

Declarada área de conservação em 1954, a Reserva do Niassa tem uma área de 42 mil km2, distribuídos por oito distritos das províncias de Niassa e Cabo Delgado, seis e dois, respectivamente. As duas províncias estão separadas pelo rio Lugenda.

Cabo Delgado é por tradição a que mais problemas traz à governação florestal. É neste pedaço da reserva que reside a ameaça de insustentabilidade, numa das províncias com os padrões de vida mais baixos, segundo dados da Terceira Avaliação Nacional da Pobreza e Bem-Estar em Moçambique, elaborado em 2011 pelo Governo.

Assentamentos populacionais
A pobreza, sem dúvidas, contribui para o aumento da pressão sobre os recursos naturais. Boa parte das 25 mil pessoas que vivem na reserva – 14 mil dentro e 11 mil na zona tampão – está na condição de pobreza. Torna-se necessário, no quadro da gestão dos assentamentos populacionais, garantir actividades de geração de renda alternativas para que as pessoas melhorem a sua qualidade de vida e consigam contribuir para a gestão sustentável das florestas.

Uma das ameaças à sustentabilidade da reserva é a mineração ilegal, que iniciou recentemente, por influência de estrangeiros (tanzanianos, somalis, congoleses).
A procura por lenha e carvão vegetal gera a exploração insustentável de madeira. Estima-se que o consumo anual destes combustíveis esteja em 14,8 milhões de toneladas no país.

Segundo estudos feitos pelo engenheiro florestal António Serra, para a produção de um saco de carvão, é necessário abater uma árvore. “O uso de métodos modernos na produção poderia ajudar a reduzir a quantidade de matéria-prima necessária e aliviar a pressão sobre as florestas”, defende Serra.
Empobrecimento das comunidades
A floresta tem um valor inestimável para a comunidade. Entretanto, a falta de emprego para os jovens e a pobreza generalizada contribuem para a deterioração de valores e envolvimento das comunidades em práticas ilegais. O líder comunitário adjunto de uma das localidades por onde passámos disse que a fome determina o comportamento dos jovens. “Costumo aconselhá-los a parar com as actividades, mas eles não aceitam. Ameaçam expulsar-me da aldeia, quando abordo estas questões de desmatamento”, afirmou Abdul Cavaca. Os jovens trabalham para os furtivos nas operações de corte e transporte. Em troca de 100 meticais por cada árvore abatida, acampam na reserva em condições precárias, sendo que alguns usam a madeira para erguer os esconderijos. Nesses locais, foi possível visualizar mantimentos e combustível para alimentar máquinas de corte.

Milhões de dólares perdidos na Exportação de Madeira
Estima-se que Moçambique não tenha encaixado meio bilião de dólares em receitas aduaneiras de madeira destinada a China em dez anos. Estudos revelam que o volume declarado no país é 5,7 vezes maior que o registado na China.

Quadro geral dos desafios do sector

Corrupção
Um relatório do Centro de Pesquisa Florestal Internacional divulgado em 2014 mostra uma estrutura de custos de subornos pagos, a fim de exportar um contentor (11 m3) de toras: dois funcionários da DNTF (USD 75); um funcionário aduaneiro (USD 70) ; um funcionário de alto escalão do governo (USD 200); um intermediário (USD 100). Os custos somam por contentor USD 520. O estado arrecadaria, se o processo fosse legal, USD 450 por contentor. Os subornos são mais caros do que as taxas normais.

Licenciamento
Elevado número de licenças (mais de mil) em todo o país;
Acesso fácil as licenças simples por operadores estrangeiros
Poucos requisitos para operadores; falta de controle de qualidade dos Planos de Maneio.

Fiscalização
Insuficiente fiscalização da execução dos planos de maneios;
Falta de meios para alcançar áreas de corte legais e proibida;
Ausência de tecnologia de controle de áreas de exploração;

Exportação
Venda da madeira a preços excessivamente abaixo do praticado no Mercado internacional;
Falta de diversificação de mercados; China domina as exportações em 90%;
Dificuldades dos operadores nacionais em atender os requisites para a certificação internacional;
Maioria dos operadores não opera observando o princípio da sustentabilidade do recurso.

Ambiente
Necessidade de criação e ajustamento do quadro legal e institucional adaptado às dinâmicas do Mercado e a política de desenvolvimento sustentável;
Falta de Fiscalização do cumprimento das políticas que asseguram a participação das comunidades locais na co-gestão dos recursos naturais e ecossistemas;

Sector Privado
Não valorização ou aproveitamento dos produtos florestais não – madeireiros;
Inexistência de pacotes de financiamento para a proteccão, conservação, criação e uso sustentável das florestas.

Inexistência de uma indústria nacional de madeira, que maxize toda a cadeia de valor do sector florestal;

Os rappers Azagaia e Iveth Mafundza juntam-se ao académico moçambicano Eugénio Santana para reflectir sobre a influência que o Hip-Hop exerce no comportamento de uma sociedade. O evento a marcado para Escola de Comunicação e Artes (ECA) da Universidade Eduardo Mondlane, em Maputo, terça-feira, enquadra-se na grande «Conferência Hip-Hop 100 violência», realizada no contexto do Festival Internacional de Hip-Hop – Amor à Camisola.

O Festival Amor à Camisola concentra-se exclusivamente, este ano, na dimensão de consciencialização social. Ainda assim, a iniciativa continua leal à sua causa original: a utilização da cultura Hip-Hop para o combate à violência, o emponderamento das vítimas do mal e a contínua advocacia em causas sociais.

A «Conferência Hip-hop 100 violência», prato forte da edição deste ano do festival, constitui-se num conjunto de actividades que engloba desde workshops, palestras, mesas-redondas até painéis de debate que decorrem em vários espaços culturais da cidade de Maputo. A conferência visa, segundo uma nota da organização, criar diferentes ambientes para interacção, partilha de conhecimentos e intervenção por parte de Organizações Não Governamentais – ONG, Associações e entidades da Sociedade Civil comprometidas com os Objectivos do Desenvolvimento Sustentável – ODS, promoção dos Direitos Humanos e combate à violência no seio da juventude.

Contrariamente ao que foi anunciado antes, em resultado de barreiras burocráticas, a conferência já não poderá contar com a presença dos artistas do Hip-Hop americano Damani Nkosi e Ill Camille. Ainda assim, mantêm-se as presenças de artistas moçambicanas que incluem os rappers Simba Sitoi, Azagaia, Kloro, Iveth Mafundza, Énia Lipanga, Gina Pepa.

 

Hortêncio Langa, Roberto Chitsondzo, Chico António e José Mucavele partilham, esta quinta-feira, às 19h00, o palco do Hotel Terminus, na Cidade de Maputo.

O concerto que junta os cinco trovadores é um pretexto para unir os seus admiradores num só espaço, já que dificilmente se cruzam numa só oportunidade e, ao mesmo tempo, uma ocasião para os guitarristas revisitarem a memória e trazer os melhores êxitos desde os anos 70 a esta aos dias que correm.

A guitarra, ainda que cada um aventure noutros instrumentos, é o que une os cinco embondeiros da música moçambicana, que assaltam quase todos os ritmos: desde os sons mais tradicionais aos perfumes actuais. Serão aproximadamente 30 minutos para cada um matar saudades com os seus. O número de temas é uma discussão aberta, sem relevância, podendo se assentar neste intervalo de tempo.

Porque as cinco guitarras sabem melhor juntas, depois da actuação de cada um, os músicos irão juntar-se para uma apoteose que, por enquanto, não preferiram revelar em que carris irá andar.

As cinco vedetas da músicas moçambicana concordam que este espectáculo será único e que é um grande prazer cruzarem-se para uma noite acústica, intimista ede revolução.

 

Vários escritores consideram que Moçambique é um dos países que menos lê no mundo. A revelação foi feita durante o debate sobre a importância da leitura alusivo ao Dia Mundial do Livro.

O médico e escritor Hélder Martins não tem dúvidas: a leitura é importante para uma sociedade que se quer desenvolver cientificamente e culturalmente. Hélder Martins enumerou lacunas que tornam Moçambique no pior país em termos de leitura. 

O escritor falou ainda da importância do livro e propôs algumas soluções para minimizar a falta de cultura de ler por parte dos moçambicanos.

Já o autor de “Nós matamos o cão tinhoso” corroborou com a posição e acrescentou que é preciso um investimento muito alto para materializar aquilo que é de interesse comum: O hábito de leitura.

Os escritores falavam nas celebrações ao Dia Mundial do Livro e Direitos de Autor que se assinala todos os anos a 23 de Abril.

 

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