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O País – A verdade como notícia

Vem aí, e com muita força, a segunda edição do evento do grupo soico, Mozkids Talents. Para viabilizar o evento, o Grupo Soico e a Multichoice assinaram hoje um acordo de parceria.

Chegaram, assinaram, e no fim, cumprimentaram-se. E naquele ritual, o Grupo Soico e a Multichoice, rubricaram a garantia de mais de 100 sorrisos de crianças que juntam-se anualmente a cada edição do Mozkids talents.

Para a gigante africana da comunicação, multichoice, este acordo, rubricado com a outra gigante também da comunicação (a Soico), é o início de uma relação duradoura, e uma forma de promover o conteúdo local do que melhor se produz em Moçambique, explicou o representante da Multichoice, Abnelo Laisse.

Laisse vai mais longe. “Para além da componente entretenimento, que o programa Mozkids pretende aliar o divertimento a componente educacional”, alias, um dos principais focos do concurso.

Intervindo na ocasião (assinatura do acordo de parceria), o Chief Operating Officer (COO), do Grupo Soico, Jeremias Langa, explicou que o Mozkids talents representa os valores das famílias moçambicanas.

Para além dos valores da família, o evento possibilita “a junção da família, sendo que país e avós, podem acompanhar as crianças, coisas que no dia-a-dia muitas vezes não é possível por falta de tempo” disse acrescentando que “através deste programa, indirectamente, induzimos a união das famílias” clarificou o director de operações.  

Cinco escolas da cidade e província de Maputo participarão desta edição do Mozkids talents. E tal como nas outras edições Yara Da Silva e Moziko serão os apresentadores do maior concurso de descoberta de talento infantil no país.

O Mozkids talents vai na sua terceira edição, sendo que é a segunda no actual formato do concurso. O mesmo envolve cinco categorias, nomeadamente: o Canto, a Dança, o teatro, os instrumentos, e a poesia disputados numa serie de galas.

Recorde-se que o MOZKIDS Talents é um concurso direcionado às crianças com objectivo de as inserir no universo artístico e prepará-las para a vida.

 

 

Está lançada mais uma edição do concurso entre escolas Vodacom Turma Tudo Bom. A cerimónia de lançamento da iniciativa da Stv, patrocinada pela telefonia Vodacom e com apoio do Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano (MINEDH) realizou-se hoje à tarde, na Escola Comunitária São Vicente de Paulo da Malhangalene, cidade de Maputo.

Numa espécie de aula aberta aos alunos primários e secundários, o lançamento da oitava edição do concurso durou mais ou menos uma hora, tendo contado com animação do grupo teatral Madoda, actuações musicais de Ziqo e Helena Daniel (vencedora da categoria do canto em 2016) e momento de dança protagonizado pelo grupo Maquinista.

No entanto, engane-se quem julgar que a cerimónia foi caracterizada por momentos artísticos apenas. Porque Turma Tudo Bom também preocupa-se com o aperfeiçoamento de conhecimentos das crianças na mesma proporção que busca talentos, na Escola Comunitária São Vicente de Paulo da Malhangalene intercalou-se arte com intervenções de alguns rostos do projecto que já dura oito anos. O primeiro a dirigir-se aos alunos foi o COO da SOICO, Jeremias Langa. Professor e jornalista de profissão há vários anos, Langa aproveitou o regresso à escola secundária para passar conselhos às crianças e adolescentes: “Nesta edição do concurso Vodacom Turma Tudo Bom, brinquem, cantem e dancem, mas não se esqueçam de estudar, porque o Homem só se constrói quando estuda”.

Dito aquilo, logo a seguir, Jeremias Langa ficou surpreendido quando os alunos, em coro, respondera-lhe que não queriam ser professores. Como que ferido, Langa disse às crianças que ser professor é das coisas mais nobres que existem. E argumentou: “Se não dominarmos a ciência, não teremos valor nenhum na sociedade. E o domínio da ciência é-nos garantido pelos professores. Sem eles não seríamos nada e não estaríamos aqui”.

Quem também dirigiu-se aos alunos na Escola Comunitária São Vicente de Paulo da Malhangalene foi o PCA da Vodacom. De acordo com Salimo Abdula, esta oitava edição do concurso entre escolas será sempre melhor que as outras, mas tudo depende do empenho dos alunos. E Salimo Acrescentou: “O nosso compromisso, este ano, está focado na formação do Homem. Temos parceria com o Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano nesse sentido. Inclusive, estamos a equipar escolas como complemento do Vodacom Turma Tudo Bom”.

A sessão de abertura não terminou sem o escritor e artista plástico, igualmente professor, Sérgio Langa, reiterar que o livro e a leitura são os maiores aliados no aperfeiçoamento das qualidades individuais, afinal: “a leitura é o meio de libertação das qualidades das pessoas no domínio académico”.

Lá mais para o fim da cerimónia, Samaria Tovela, representante do MINEDH, a quem coube declarar aberta a oitava edição do concurso, também interveio. Para a Director Nacional do Ensino Secundário, Vodacom Turma Tudo Bom é um espaço de aprendizagem que promove valores socioculturais e científicos aos alunos: “Esta é uma forma saudável para os adolescentes e jovens consolidarem competências e aprenderem a ser, estar e fazer”.

Nesta edição do concurso, estão abertas duas categorias: olimpíadas académicas e talentos (canto, dança e representação). O casting inicia dia 18, na Escola Comunitária São Vicente de Paulo da Malhangalene.

 

 

A cidade de Maputo é, novamente, palco do Festival Internacional Teatro do Inverno, na sua 16ª edição. O evento organizado pela Associação Girassol conta com a participação de 25 grupos de teatro, que vão exibir os seus espectáculos todas as sextas-feiras, sábados e domingos, a partir das 18.30h.

Assim, na próxima sexta-feira, no Cine Teatro Gil Vicente, o grupo Chamuarianga, vai apresentar o espectáculo M’pfunkwa, a partir das 19h45. No mesmo dia, a partir das 18h30, no Centro Cultural Franco-Moçambicano, o grupo Makwakwas levará ao palco a peça Dois perdidos numa noite.

No sábado também haverá teatro no Franco-Moçambicano, com o grupo CRA (infantil) a apresentar, às 10h30, O casamento misterioso de Mwija. À mesma hora, o grupo brasileiro Trupe Liuds levará ao palco do Centro do Teatro do Oprimido a peça Mjiba – a boneca guerreira.

Além de peças, esta edição do FITI debate sobre a arte.

 

Mais uma vez, o jornalismo cultural moçambicano volta à reflexão no Seminário de Jornalismo Cultural, a realizar-se nos dias 17 e 18 deste mês, no Camões – Centro Cultural Português, na cidade de Maputo.

A série de debates e reflexões sobre jornalismo cultural é organizada pela SóArte Media e Associação IVERCA em parceria com o Camões – Centro Cultural Português, privilegiando-se troca de experiências que valorizam o pensamento contemporâneo do jornalismo.

Segundo a organização, o Seminário de Jornalismo Cultural é o olhar da cultura como um motor de desenvolvimento, promoção da paz e a harmonia entre os povos: “A pensar nestas nuances, o evento junta mais uma vez na capital moçambicana, desde académicos e especialistas no ramo da comunicação social e jornalismo em específico, profissionais das artes e comunicação, gestores culturais e de órgãos de informação, jornalistas, estudantes e artistas no geral, para debater temáticas que se associam ao tema ‘Jornalismo Cultural e a Construção de Narrativas Alternativas’”, avança a organização na nota de imprensa.

Para debate, nos próximos dias, estão propostos os seguintes temas: “O capital cultural do editor e a qualidade do agendamento de conteúdos”, “A produção de conteúdos de media locais e a ‘saúde’ do jornalismo cultural em Moçambique”, “Diáspora artística: trajectos e campo de possibilidades” e a “Visão de comunicação dos centros culturais”. Nos painéis, estarão, entre vários oradores, Sérgio Langa, Sérgio Bacar, Celestino Joanguete, Dionísio Bahule, Cremildo Bahule, João Pignatelli e António Cabrita. Do estrangeiro, vem a editora de cultura da Rádio e Televisão de Portugal, a jornalista Teresa Nicolau.

Portanto, o III Seminário de Jornalismo Cultural é, para a organização, “o olhar à uma extensa agenda cultural e diversificada que se assiste no país, mas também o já estabelecido, nomeadamente, o património cultural, hábitos e costumes, entre outras tradições e modernidades”.

 

 

Nos próximos dias 15 e 16, a Associação Kulemba vai realizar, na Universidade Zambeze, cidade da Beira, a terceira edição do Festival do Livro Infantil (FLIK 2019), um evento anual que visa criar diálogo entre autores da literatura infanto-juvenil e os leitores.

A edição deste ano do evento vai decorrer sob o lema “Livro também sara feridas”, mesmo a condizer com o contexto que se vive na capital de Sofala, em que as marcas de destruição do ciclone Idai estão bem visíveis.

Como tem acontecido nas edições anteriores, nesta terceira a organização vai reunir no mesmo espaço artistas e apreciadores de diversas artes, tais como o teatro, a música, narração de histórias e declamação de poesia. E, durante o festival, serão apresentados dois livros infanto-juvenis: “Elefante Tendai e os primos hipopótamos”, de Eliana N’Zualo, e “O luminoso voo das palavras”, de Mauro Brito, editados pela Editorial Fundza e Kuvaninga Cartão d’Arte, respectivamente.

Além dos lançamentos, uma das grandes novidades desta edição do FLIK será a realização de oficinas de produção de livros artesanais à base de papelão reciclado, actividade a ser desenvolvida em parceria com a editora Kuvaninga Cartão d’Arte, coordenada por Elcídio Bila. A actividade deverá abranger mais de 160 crianças. Particular destaque nas edições do FLIK dá-se aos saraus poéticos que têm sido realizados por crianças formadas nas Oficinas de Leitura da Kulemba em toda a província de Sofala. Essas crianças esmeram-se na declamação de poemas de sua autoria e de outros escritores nacionais.

Segundo a organizacao, prevê-se também uma mesa redonda com os meninos vencedores das três edições do concurso de redacção de contos tradicionais, nomeadamente, Natasha Celeste Daniel Macuácua, Michael Marcos Raposo e Anguista Tomás. 

O concurso de leitura, interpretação e declamação volta a fazer parte do FLIK. Participarão neste concurso alunos de aproximadamente 30 escolas primárias, com o objectivo de incentivar o gosto pela leitura nesta camada.

Na presente edição do FLIK, que conta com o apoio da Universidade Zambeze, Direcção Provincial de Educação e Desenvolvimento Humano de Sofala, Editorial Fundza e Colégio La Salle, serão expostos perto de 40 títulos de obras infanto-juvenis, com destaque para os publicados pela Escola Portuguesa de Moçambique.

 

 

Cerca de seis países incluindo Moçambique, participam do Festival Internacional Teatro de Inverno que decorre na cidade de Maputo, desde o dia 25 de Maio. A produção do evento lamenta o facto de participarem mais grupos estrangeiros que locais.

O Festival Internacional Teatro de Inverno vai já na sua décima sexta edição este ano, com vários desafios, mas que não interferem no intercâmbio dos diversos grupos de teatro que vão passeando a sua classe.

Noé Ngaga é representante de um grupo teatral angolano que participa pela primeira vez com uma peça que fala sobre o alambamento, ou seja lobolo.
Já o grupo moçambicano Skendja participa pela sexta vez.
 
A produção do evento lamenta a fraca participação de grupos teatrais moçambicanos.

Moçambique, Angola, Portugal, África do Sul, Espanha e Brasil são os países representados no FITI, que decorre na cidade de Maputo desde 25 de Maio. O evento termina a 17 de Junho.

Evento decorre desde 25 de Maio em Maputo com mais grupos estrangeiros que moçambicanos.

Fogo de grandes proporções deixa danificado as instalações da casa provincial da cultura. O fogo que começou por volta das 20 horas consumiu gabinetes, instalação eléctrica, aparelho de ar condicionado e diversos equipamentos. Não há vítimas humanas.

Luto, tristeza e angústia é como os fazedores das artes descrevem o nível de destruição causada pelo incêndio que ocorreu nesta quarta-feira. Não se conhece ainda a origem do incêndio mas o quadro eléctrico ficou completamente destruído.

“A cultura moçambicana está de luto, aqui haviam muitas obras guardadas. É um sentimento de tristeza e angústia olhar para casa da cultura no estado em que está, este é um património cultural de Moçambique e sobretudo da Zambézia”, lamentaram os fazedores das artes da Zambézia.

O fogo também atingiu o centro social da casa da Cultura.

Esta quinta-feira, uma conversa do poeta Amosse Mucavele inaugura o ciclo de debates no stand das bibliotecas da capital portuguesa, na 89ª edição Feira do Livro de Lisboa.

A programação envolve autores de diversas nacionalidades, entre os quais Afonso Cruz, Mário de Carvalho, Sérgio Godinho, António Carlos Cortez, Miguel Esteves Cardoso, João Barrento, e Frederico Lourenço (Portugal), Richard Zimler (EUA), José Eduardo Agualusa (Angola), Jerónimo Pizarro (Colômbia), Luís Sepúlveda (Chile).

Na 89.ª edição Feira do Livro de Lisboa estarão representadas mais de 20 editoras, a maioria portuguesas.

A Feira contará com a presença de Mucavele num evento dedicado à literatura moçambicana, criação e mobilidade literária, da iniciativa e com o apoio da Câmara Municipal de Lisboa.

Além da Feira do Livro, Amosse Mucavele participou em vários eventos tais como: Semana da África na Universidade Nova de Lisboa, dia 14, onde debateu sobre “Memória Colonial e a Desconstrução de Narrativas” com Ana Maria Martinho e Gisela Casimiro. No dia 24, proferiu uma palestra subordinada ao tema “Poéticas e Narrativas da Cidade” na Livraria Tigre de Papel.

Na companhia do poeta angolano Lopito Feijoo, o poeta vai participar de uma conversa com estudantes africanos em Lisboa, sobre “Literatura Africana: percepção e representação”, na Casa Mocambo, dia 29.

Amosse Mucavele, encontra-se actualmente em Lisboa com uma Bolsa de Residência Literária do Camões-Centro Cultural Português em Maputo e da Câmara Municipal de Lisboa

Viajou para Portugal há dias, e, na capital portuguesa, recebeu o galardão que lhe distingue escritor do ano e o diploma de membro honorário do Círculo dos Escritores Moçambicanos na Diáspora (CEMD), das mãos do presidente daquela instituição: Delmar Gonçalves.

A cerimónia realizada no princípio da noite de terça-feira contou com a presença de escritores, académicos, membros do CEMD, amigos e familiares de Juvenal Bucuane.

Conforme o anúncio, a distinção do poeta e escritor realizou-se no Centro Cultural Galego, em Lisboa.

Para o autor, o reconhecimento é a premiação do talento artístico, particularmente, literário dos moçambicanos. “Faz com que eu perceba que afinal, de algum lado, os meus passos como escritor e poeta são observados com alguma minúcia”.

Do acto, Juvenal Bucuane espera um grande impacto, uma grande revolução da maneira de ser e de estar na literatura, “que, aliás, já iniciou, a avaliar pela aproximação de certas personalidades de relevo no mundo das letras e de outras áreas afins que, desde logo, se abriram para interagir comigo”, afirma o poeta.

Ainda na terça-feira, Juvenal Bucuane apresentou uma comunicação subordinada ao tema: “Literatura e cultura moçambicana”.

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