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O País – A verdade como notícia

Azagaia apresenta-se em concerto, sexta-feira, a partir das 20h30, no Centro Cultural Franco-Moçambicano, na cidade de Maputo. Acompanhado pela banda Os cortadores de Lenha, o rapper interventivo vai subir ao palco da Sala Grande no espectáculo designado « Só dever ».

De acordo com a nota de imprensa do Franco-Moçambicano, «num tempo em que os cidadãos moçambicanos são obrigados a pagar uma dívida contraída pelo governo sem o seu conhecimento, Mano Azagaia, acompanhado pela sua banda, Os Cortadores de Lenha, vem impelido pelo seu dever de artista de intervenção social afirmar o seu protesto contra esta situação que graça o povo, num show que será marcado pela apresentação de temas que irão recordar a audiência que é em momentos como este que não se deve duvidar que o povo é que está no poder».

O espectáculo de Azagaia e Os Cortadores de Lenha deverá durar mais ou menos duas horas. No mesmo, o rapper vai interpretar alguns temas dos seus dois álbuns, Babalaze e Cubaliwa, e que ainda não foram lançados em disco, como « Só dever » e « Soldados da paz ». A primeira música conta com participação da rapper Gina Pepa, e, de facto, refere-se à recente situação financeira dos moçambicanos, agravada pelas práticas corruptas de alguns políticos. Já a segunda música, com vozes de crianças nos coros, mais uma vez nos sons de Azagaia, é uma sátira ao problema de abastecimento de água que tem afectado moradores da cidade e província de Maputo. Claro que a uma música não é só isso. Sempre constitui uma visão de como o artista interpreta a actual realidade moçambicana a partir de uma questão elementar.

Portanto, compõem a banda que vai acompanhar Azagaia no espectáculo “Só dever”, no Franco-Moçambicano, os artistas: Texito Langa (bateria), Sacre (guitarra), Mauro (piano) e Nandele (DJ).

 

 

 

 

 

O espectáculo do grupo Kara Kata vai realizar-se no próximo dia 27, a partir das 18 horas, na Fundação Fernando Leite Couto, cidade de Maputo.   
 
Essencialmente, a peça "Tiros contra azagaias" é o resultado de um projecto de  intercâmbio cultural entre artistas da África de Sul e de Moçambique, sendo que a história tem em cena dois sujeitos (actor e bailarino), ambos guiados pela escrita de Mia Couto. A partir daí, segundo a nota de imprensa do grupo, os personagens “narram dramaturgicamente a história de África e de Moçambique em particular numa perspectiva contemporânea. Uma visão completamente africanista do antes e pós-colonização, através da tradição oral e expressão corporal (dança) daqueles que sentiram na pele a discriminação e rejeição dos seus valores pessoais, morais e culturais perdidos na conjuntura do ocidentalismo”.
 
Para Kara Kata, a peça procura dar voz aos que permanecem calados, como forma de içar a bandeira da liberdade de ser e estar numa África unida e livre de preconceitos.
 
Portanto, "Tiros contra azagaias", com 45 minutos de duração, é um texto adaptado de “A espada e azagaia”, de Mia Couto, encenada pelo actor Buanamade Amade. O elenco da peça integra ainda o bailarino e coreógrafo Kwanele Finch Thusi e o músico Nbc Gás Butano.

Na próxima quinta-feira, a partir das 18 horas, na Fundação Fernando Leite Couto, cidade de Maputo, João Cabral’s Project vai tocar as suas harmonias. Para o efeito, a banda estará composta pelo próprio guitarrista João Cabral, que também vai actuar com voz. Além de Cabral, a banda inclui Armindo Salato (baixo), Almeida de Almeida (bateria), Onésia Cristina (voz) e Sarmento de Cristo (alto saxofone).

Guitarrista, compositor, arranjador e produtor há mais de 25 anos, João Cabral aposta na inovação e criatividade pela música e pelas diversas formas de arte na paisagem africana. O músico já com disco lançado é antigo nestas andanças. Já aos 17, tocava violão na igreja e atraído pelo rock passou a interpretar temas de Dire Straits, que estarão em breve em Maputo para um concerto, de Pink Floyd e Santana.

João Cabral começou a tocar em público em 1997, em Maputo, até se mudar para Cidade do Cabo, em 2003, para obter o Diploma de Pós-graduação em Música (Jazz Performance) em 2007. Já se apresentou em vários shows e festivais na África do Sul, Gana, Namíbia, Swazilândia, Tanzânia, Brasil, Estados Unidos, Malásia, Dinamarca, Suécia, Estônia e Lituânia. Também actuou como músico convidado com a Orquestra Internacional de Glomus, um projecto multi-cultural de alto nível de exigência.

Cabral tem inúmeras composições originais dentro da tradição musical Afro-Jazz, combinando elementos tradicionais e modernos do jazz. O álbum “River of Dreams” esteve no Top 20 da World Music em 2010 na Europa e no Top 10 RDP – África de Portugal. Seu álbum ganhou o Top Instrumental Award, edição de 2010 do MMA (Mozambican Music Awards).

 

A partir das 19 horas desta segunda-feira, o Centro Cultural Franco-Moçambicano, na capital do país, vai projectar o filme “Les demoiselles de Rochefort”, da autoria de Jacques Demy (França, 1966).

A longa-metragem em francês com legendas em português possui 120 minutos e traz a história de Delphine e Solange, duas gémeas de 25 anos de idade, arrebatadoras e espirituais. Delphine, a loira, dá aulas de dança e Solange, a ruiva, aulas de teoria musical. Ela vive na música como os outros vivem na lua e sonha em encontrar o grande amor ao virar da esquina. Apenas os forasteiros chegam à cidade e frequentam o bar da mãe das gémeas. Prepara-se uma grande feira e um marinheiro sonhador está à procura do seu ideal feminino.

No mesmo dia e local, quando forem 21 horas, será exibido o documentário “Visages, villages”, de Agnès Varda e JR (França, 2017).

Com 94 minutos, o documentário retrata uma experiência fotográfica e cinematográfica de dois talentos mundialmente reconhecidos por questionarem a cultura da imagem: Agnès Varda, cineasta, e JR, fotógrafo e criador de galerias e exposições fotográficas ao ar livre. Juntos, eles viajam por regiões da França bem longe dos centros urbanos, com um camião que captura imagens de forma mágica. Este filme também é francês e com legendas em português.

 

 

O livro de Aurélio Furdela, vencedor da 2ª edição do Prémio Literário Imprensa Nacional – Casa da Moeda (INCM)/ Eugénio Lisboa, será apresentado ao público, na cidade de Maputo, no próximo dia 14.

A cerimónia de lançamento do novo livro de Furdela irá realizar-se no Camões – Centro Cultural Português, às 18 horas, e terá como apresentador o professor universitário Abudo Machude.

Além de Saga d’ouro, de Aurélio Furdela, na mesma ocasião será apresentado aos leitores o livro Sonhos manchados, sonhos vividos, da autoria de Agnaldo Bata, menção honrosa no mesmo concurso literário. Neste caso, a apresentação da obra será feita pelo Director da Unidade de Edição e Cultura da INCM, Duarte Azinheira.  

O grande vencedor da segunda edição do Prémio Literário Imprensa Nacional – casa da Moeda/ Eugénio Lisboa, Aurélio Furdela, além de escritor, é dramaturgo, guionista e letrista. É autor de livros como De medo morreu o susto, O golo que meteu o árbitro e As hienas também sorriem. Em 2017, foi Prémio Literário 10 de Novembro, instituído em homenagem à capital do país. Furdela é licenciado em História, pela Universidade Eduardo Mondlane.

Quanto a Agnaldo Bata, nasceu a 3 de Maio de 1991, no Chamanculo, subúrbio de Maputo. É Licenciado em Sociologia, escreve prosa e peças teatrais, tendo as suas obras presença no Festival Internacional Teatro de Inverno, organizado pela associação Girassol. Em 2015, foi premiado no Concurso Literário dos 40 anos do Banco de Moçambique na categoria de Romance com a obra "Na Terra dos Sonhos", editada e publicada pela Alcance Editores, em 2017, sendo esta a sua obra de estreia.

O Prémio INCM/ Eugénio Lisboa foi criado há dois anos, pela Imprensa Nacional Casa da Moeda, como forma de promover a língua portuguesa e reconhecer a importância de Eugénio Lisboa, enquanto cidadão, homem de cultura e autor nascido em Moçambique.

 

 

Não se sente um escritor integrado na CPLP como gostaria. Para Valter Hugo Mãe, a CPLP é uma instituição que se faz ouvir, sobretudo, a 5 de Maio, em torno das celebrações do Dia da Língua Portuguesa. Por isso, como forma de a instituição cumprir a sua missão, avança o Prémio José Saramago 2007, seria muito interessante que a própria CPLP pudesse suportar edições de livros, criar uma consequência prática para circulação de livros e bens culturais, pois a mobilidade é o que resta para aproximação dos países falantes de português. Esta entrevista foi feita à margem da 3ª edição do Festival de Literatura Resiliência, realizada na cidade de Maputo.

 

Participou na 3ª edição do Festival de Literatura Resiliência. Por que se uniu a esta causa?

Tenho uma certa avidez para ler coisas que não conheço. Às vezes, até os clássicos de determinados países que não retumbam no nosso ou que não atravessam determinadas fronteiras. Costumo pensar que a literatura, e a arte em geral, é uma espécie de medicamento que uso para me curar ou para melhorar alguma coisa na minha vida. Por exemplo, nesta passagem por Maputo, levo comigo livros que são medicamentos que alguém inventou para me curar de algo que vinha padecendo. Além disso, tenho esta necessidade de viver experiências de como a mesma língua espalha-se pelo mundo fora e matura ritmos e sentidos destintos. É incrível podermos atravessar o oceano ou um continente inteiro e encontrarmos a mesma língua sendo trabalhada, estudada e pensada com nuances e variações. É como se visse em Moçambique um pouco da semente que também tem lá em casa. Há uma semente incrível que foi plantada no mundo inteiro e cujo fruto vai variando. Tenho para mim que a língua é uma forma profunda de identidade e que nós saberemos quem somos tanto mais saibamos que língua falamos. Vir a Moçambique, ao Resiliência, não é só conhecer os moçambicanos, mas é conhecer-me a mim também. Eu sou esta língua.

 

Neste trajecto rumo à cura, por via da literatura, consegue alcançar esse estado de imunidade?

Não tem satisfação porque a doença, neste caso boa, é contínua. Tem instantes de pura redenção, nos quais nos sentimos profundamente saudáveis, devido a um poema, a uma narrativa e, muitas vezes, devido a um ensaio que nos ilumina e ajuda-nos a compreendermo-nos. A academia é muito fundamental nisso.

 

O lema da 3ª dição do Resiliência foi Mobilidade e criação artística. Na sua percepção, como a mobilidade deve favorecer os autores e as literaturas de língua portuguesa?

O ponto fundamental para haver uma circulação é a vontade política. Tem de haver uma vontade política nos diversos Estados onde se fala ou pode-se entender a língua portuguesa. Tem de haver uma vontade de abater a fronteira tanto quanto possível. Nós não vamos conseguir aproximar os países fisicamente, a única forma que temos é aproximá-los através de iniciativas e autorizações que facilitem a circulação das pessoas e dos livros. Efectivamente, durante o Resiliência 3, a professora Ana Mafalda Leite disse, claramente, que os estudantes, os professores e os autores deviam circular nos países com vistos especiais, eventualmente, com acesso a viagens com preços especiais, e isso nem significa, necessariamente, que os governos tenham de patrocinar ou suportar todas as iniciativas. O que eles não podem, e acho que isso é obsceno, é que se coloquem como entraves dessa circulação. Então, é preciso haver um reconhecimento à importância da circulação dos bens culturais e das pessoas para o desenvolvimento dos povos e, assim, aprendermos alguma coisa. No fundo voltamos à importância dos professores e das escolas (que é uma das minhas batalhas, gostaria de ter sido professor. Foi um dos meus maiores projectos de infância que não aconteceu). Portanto, o que estou a querer dizer é que aquilo que nos educa é que, realmente, oferece-nos um futuro. A circulação dos livros tem de começar por uma exigência aos governos para que os livros entrem e saiam sem impostos, que as companhias e transportadoras possam ter maior acesso aos bens artísticos de tal forma que, por exemplo, os livros do Brasil possam chegar a Moçambique ao mesmo preço que lá custam. Muitas vezes o que encarece o preço dos livros é também o facto de não haver uma consciência de que o comércio deve ser livre com sentido de missão. As empresas que têm monopólio, como as grandes transportadoras ou os correios, por exemplo, têm de ter um sentido de missão que deve contribuir para todos nós. Não há mais nada bonito do que contribuir para o fortalecimento dos povos através da educação. Um dia, nós, todos os educados, com outro conhecimento, poderemos fazer dos nossos países melhores.

 

Sente-se um autor integrado na CPLP como gostaria?

Devo admitir que não. A CPLP é uma instituição que, normalmente, ouvimos falar em redor do dia 5 de Maio, quando se comemora o Dia da Língua Portuguesa, mas que não se materializa em muito coisa. Em torno da efeméride acontecem alguns eventos e, muitas vezes, parece-me que os esforços vêm sobretudo de Portugal, através dos Instituo Camões. Por isso, a CPLP é algo que se espera que o Instituto Camões tenha responsabilidade, digamos assim. Por exemplo, aqui o Resiliência foi francamente suportado pelo Camões, através de João Pignatelli. Exterior ao que o Camões tem feito, há pouca evidência prática do que se tem produzido com os autores. Seria muito interessante que a própria CPLP pudesse suportar edições. Gostaria de ver a CPLP a criar uma consequência prática para circulação de livros ou que tivesse uma colecção de clássicos. Seria fabuloso se pudesse fazer um levantamento de 10, 15 livros fundamentais de cada país e fossem editados em edições de preços reduzidos e colocados em toda CPLP. Isso seria uma evidência e valorização do que é a CPLP.

 

No Resiliência discutiu “O futuro da língua portuguesa”. O que antevê?

O presente é tão obsoleto e, em curto prazo, vira tão outra coisa que se conseguirmos uma solução para o presente será quase um milagre. Agora, falar de futuro parece que nos estamos a referir a infinidades de outros futuros. O presente é tão irresolúvel que fico pensando na ideia de que o que eu gostaria mesmo é ver as contaminações da língua portuguesa mais efectivas, mútuas. Gostava que a globalização, neste caso, significasse todos emitindo. O Brasil adicionou à língua vocábulos que são de toda sua profunda origem, e eu gostava que os vocábulos de Moçambique, Angola e outros países chegassem à língua portuguesa e fizessem sentido onde o português é falado. Isso, de alguma forma, seria também uma prova de integração.

 

É autor de A desumanização, um livro sobre a morte e sobre a condição de se estar vivo. Quis aqui retratar o drama da existência?

Sim. Esse livro é muito sobre o embate do indivíduo consigo mesmo. Uso uma narradora, uma menina de 11 anos (não é inocente que uso uma menina, que escolho a Islândia, para mim um espaço feminino, um espaço menstrual porque é vulcânico, de geração muito recente, por isso infantil geologicamente). O que acontece é que esta personagem que perde a sua irmã gémea vê-se confrontada com um vazio num lugar de gelo, digamos assim. Para mim, isso simboliza o encontro com a solidão profunda, em termos uma figura humana a olhar-se ao espelho. A Islândia significa esse espelho, um espaço cristalino. É uma auscultação à capacidade de nos tornarmos humanos onde não existe mais ninguém. A partir deste livro apareceu-me um outro livro, que chamo O paraíso são os outros, que vai cruzar Jean-Paul Sartre e que é uma manifestação daquilo que acredito ser o sentido da vida: o encontro com o outro, que justifica a minha existência. Neste romance, o pai da menina narradora diz-lhe, a certa altura: “a humanidade não começa em ti, começa no outro”.

 

O seu outro livro, o remorso de baltazar serapião, tem a particularidade de retratar um tema que diz muito a Portugal e a Moçambique: a violência doméstica contra a mulher. Onde quis chegar?

Espero que esse seja um bom livro, mas é horroroso, no sentido de que retrata uma realidade lamentável e repulsiva. Era muito bom trabalhar uma questão de um certo sexismo, de uma menorização das mulheres. Sei que na minha vida, nem sempre os autores justificam os seus livros com experiências íntimas e pessoais, esta ocupação vem do facto de eu ser o filho mais novo de uma família onde existem a minha mãe e as minhas duas irmãs mais velhas que funcionaram como a minha segunda e terceira mãe. Portanto, tenho três mães. A questão feminina foi-me sempre muito presente. Das minhas irmãs, sobretudo, fui assistindo ao desenvolvimento dos seus sonhos, aos seus primeiros namoros, aos seus casamentos, nascimentos dos seus filhos, mas também pude perceber como é que se erguem e abatem os sonhos das mulheres. E como sou homem, tive acesso aos círculos fechados dos homens e ouvir o que eles dizem das mulheres ou das moças das idades das minhas irmãs.

 

Homens imprudentemente poéticos?

Homens profundamente imprudentes. Sempre me chocou essa forma de a mulher ser colocada como que convidada no mundo, como se o mundo fosse uma propriedade do homem ou um padrão masculino. Muitas mulheres têm de se tornar ultra sedutoras para que os homens legitimem a sua presença. Para mim, isso é profundamente ascoroso e o meu livro é uma ostentação do asco, de quanto o homem pode ser horroroso.

 

Sugestões artísticas para os leitores do jornal O País?

Sugiro a obra de Gemuce e de Vergílio Ferreira.

 

Perfil

O escritor português Valter Hugo Mãe nasceu em Angola. É licenciado em Direito e fez uma pós-graduação em Literatura Portuguesa Moderna e Contemporânea na Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Em 2007, foi distinguido Prémio Literário José Saramago, com o remorso de baltazar serapião.

 

 

 

Mudungaze foi seleccionado para uma residência artística no Hangar Centro de Investigação Artística, em Lisboa. O artista plástico e escultor faz parte de um conjunto de oito autores seleccionados para programa de residências artísticas daquele que é considerado um dos maiores centros de arte contemporânea da Europa.

A segunda residência artística de Mudungaze conta com o patrocínio da Fundação Calouste Gulbenkian, e consiste no desenvolvimento de trabalhos de instalação que se repetem no mesmo ideal criativo.

A bolsa de Mudungaze é de dois meses, Junho e Julho, para desenvolver novas técnicas para o aprimoramento da sua actividade.

Em Novembro, o artista segue para o Brasil para o VII Encontro de Literatura Infanto-juvenil, onde irá criar uma narrativa a partir dos personagens da sua exposição "Famílias moçambicanas-remédio da lua", apresentada na Fundação Fernando Leite Couto, cidade de Maputo, ano passado.

 

Milhares de portugueses juntaram-se, hoje, na cidade de Maputo, para celebrar o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades portuguesas que se assinala a 10 de Junho de cada ano.

No evento, a Embaixadora de Portugal em Moçambique, Maria Amélia Paiva, disse que a ocasião serve, também, para celebrar a amizade que existe entre o seu e o nosso país.

Porque é de festividades que se trata, houve, nas celebrações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas muitas manifestações artísticas, como música, dança e exposição.

Juntaram-se no espaço da Escola Portuguesa de Moçambique cerca de 10 mil pessoas, entre elas, o ministro do Ambiente de Portugal. Todas num propósito: celebrar a data.

10 de Junho (1580) foi o dia em que morreu o maior poeta português: Luís Vaz de Camões.

 

A adolescente Dulúcya Cassamo estreou-se ontem, publicamente, no mundo da literatura ao lançar seu primeiro livro intitulado "Código do Fogo".

Com cerca de 100 páginas, o livro apresenta poemas que retratam a exaltação do amor, amizade e solidariedade entre os seres humanos. A obra "Código do Fogo"  foi lançada ontem na cidade de Maputo num evento que contou com a participação da ministra da Educação e Desenvolvimento Humano de Moçambique, Conceita Sortane. 

Na ocasião, a ministra enalteceu a criatividade da autora e encorajou-a a continuar a contribuir para a massificação da produção literária e também a influenciar outros adolescentes a gostarem de ler e escrever.

Já a autora do livro, Dulúcya, disse à nossa equipa de reportagem que entra na literatura por paixão e espera contribuir para despertar o interesse pela literatura a mais jovens no país. 

Com 14 anos de idade Dulúcya, filha de Américo Cassamo  (Miko) e de Ivete Nhadwate, começou a gostar de poesias aos 11 anos de idade, época em que surpreendia seus pais e familiares ao declamar poesias em eventos da família.

 

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