Skip to main content

O País – A verdade como notícia

Trabalhos decorrem a todo custo, na arena 3D na KaTembe, local que vai acolher o Casting do concurso Moz Kids Talents.

Após o período de inscrições, chegou o momento dos candidatos de palmo e meio mostrarem que, de facto, reúnem talento para serem selecionados ao concurso Mozkids Talents. E isso vai acontecer este sábado. E os preparativos já decorrem a olhos vivos na arena 3D, local que vai acolher o evento infantil.

Pra que o evento decorra sem sobressaltos, os organizadores acautelaram minuciosamente, todas as condições, desde a segurança até ao transporte.

Sobre as questões técnicas, profissionais trabalham arduamente no terreno, com vista a garantirem as condições de luz e palco onde os pequenos artistas poderão brilhar.

Refira-se que neste sábado vai decorrer o pré-casting, enquanto no domingo segue o apuramento final dos concorrentes de categorias como poesia, dança, canto, teatro e instrumentos musicais.

O casting vai juntar 564 crianças e apenas 50 serão seleccionadas para as galas.

 

 

Catorze mil pessoas são esperadas, este sábado, na Vila do Songo, distrito de Cahora Bassa, província de Tete, para acompanhar a 5ª edição do Songo Festival e Feira de Saúde.

Ao todo são 36 grupos culturais que vão fazer a montra cultural desde a dança, teatro, música tradicional e gastronomia.

Ainda esta quarta-feira, haverá concerto musical com artistas de renome como Dama do Bling, Marlene, Júlia Duarte e Miguel Xabindza.

O Songo Festival marca as celebrações do 44°aniversario da HCB e Independência Nacional.

 

 

Lautaro e Irina Soto, filhos de mãe moçambicana e pai Chileno, vivem no Chile há mais de 25 anos promovendo a cultura africana e o bom nome de Moçambique. Os irmãos Soto são conhecidos pelo seu talento no mundo da moda, música, publicidade, Marketing e gastronomia.

Irina Soto que adoptou o nome de “Irina Mozambique” em suas redes sociais é reconhecida  no mundo artístico através do seu talento na área publicitária, sendo neste momento uma das caras da companhia aérea chilena (Latam).  Entre outras várias marcas que a Irina emprestou a sua moçambicanidade, destaca-se a famosa marca desportiva “Adidas”, lojas de roupas urbanas e revistas de grande prestígio internacional na área da moda.

O estilo do seu cabelo afro tem sido destaque de grandes revistas e programas de moda e uma fonte de inspiração para as jovens negras em Chile.

Lautaro Soto participou recentemente no maior reality de culinária do mundo “MasterChef” gravado em Colômbia. Segundo conta o jovem moçambicano, a sua participação foi mais uma oportunidade para exaltar a sua africanidade. De nome artístico “Lautafro”, o jovem que também é músico de hip-hop exalta a negritude nas suas rimas, retrata a vida social dos jovens negros no Chile e faz uma crítica social baseada em temas globais.

Lautafro diz que sempre se identificou como moçambicano, apesar de não conhecer sua progenitora.

“Eu sou moçambicano, sou africano e é um privilégio ser africano, sou um privilegiado e quero dizer isso ao mundo através da minha arte ” lê-se no comunicado.

Os irmãos Soto saíram de Moçambique quando tinham seis meses (Lautaro) e seis anos (Irina) respectivamente. Os jovens foram obrigados pelas circunstâncias do momento a viajarem â Chile com seu pai, na ideia de que depois dos trâmites legais, a sua mãe também iria rumar a Chile, algo que nunca veio a acontecer.

Irina não esconde o desejo de conhecer a sua mãe e revela que por várias vezes, tentou sem sucesso buscar contactos da mãe e de outros parentes em Moçambique para um possível regresso a esta, que considera a sua pátria mãe.

O Big Brother Entretenimento e a Stv lançaram, domingo à tarde, a primeira edição do Sunset Afrojazz Series. A passar a realizar-se a partir das 16 horas de todos os domingos, durante seis meses, a iniciativa pretende ser um pretexto para reunir músicos e bandas e, assim, contribuir para que haja mais espectáculos musicais ao vivo na capital do país.

De acordo com Julinho, do Big Brother, a iniciativa surge numa altura em que a tendência generalizada dos produtores nacionais é de trazer ao país músicos estrangeiros, ao invés de investir nos locais. Assim, até 1 de Dezembro, o Sunset Afrojazz Series vai reunir autores de gerações e ritmos musicais diferentes, quer os que encaixam no estilo afro/jazz quer os que investem em outras sonoridades.

A sessão de lançamento do Sunset Afrojazz Series arrancou no Big Brother com actuações de Gran’Mah e Kapa Dech. Para os integrantes das duas bandas, este projecto tem toda a razão de ser, até porque aos domingos, normalmente, a cidade de Maputo adormece no que às artes, em particular os concertos de música, diz respeito.

“Para nós, é uma honra termos sido escolhidos para o primeiro de muitos episódios que virão. É muito boa esta iniciativa e apelamos a toda a gente para que possa aderir e apoiar os músicos e artistas em geral”, afirmou Miguel Wilson, baterista de Gran’Mah.

Além de música ao vivo e venda de discos originais, a iniciativa do Big Brother e da Stv inclui sessões gastronómicas, mesmo para expor o melhor da culinária nacional. E o chefe de cozinha, Carlos Graça, promete: “Daqui a duas semanas, eu e mais dois chefes vamos exibir pratos da nossa gastronomia tradicional e outros sabores. Daí em diante, durante todos os eventos do Sunset Afrojazz iremos juntar à música a gastronomia.

Este tipo de evento é importantíssimo para apresentarmos ao público o melhor da nossa cultura, até porque pelo Big Brother passam e vão passar grandes artistas. Felicito muito aos que pensaram neste projecto”.
Quem também julga o Sunset Afrojazz Series uma boa iniciativa de louvar é o cantor Swit, que também vai pisar o palco do Big Brother, o escultor Gonçalo Mabunda, e Lulu Sala. Para o bailarino, é de louvar a iniciativa porque é preciso resgatar o melhor do que já se fez no passado e com isso enaltecer o trabalho dos artistas moçambicanos.   

No próximo domingo, o Sunset Afrojazz Series terá entre os artistas convidados a Banda Kakana.

 

JULINHO
Big Brother

O Sunset Afrojazz Series é um projecto do Big Brother em parceria com a Stv. Aqui iremos fazer concertos semanais todos os domingos, porque começamos a ver que, depois de as pessoas saírem para almoçar, mais tarde ficam sem nada para fazer. Julgamos que seria propício investirmos numa tarde para promovermos a arte e cultura moçambicanas. Neste palco vão passar muitas bandas para expormos a nossa arte, pois o que tem acontecido no país é trazer-se muita coisa estrangeira. Queremos reverter o cenário e promover a nossa música.

 

REGINA
Gran’Mah

Esperamos que o Sunset venha a tornar-se uma referência, não apenas por trazer música ao vivo de Moçambique, mas também por acontecer num horário muito apropriado. A realizar-se às 16 horas, permite-nos juntar as crianças e os idosos para todos divertirem-se com música moçambicana ao vivo. Penso que as tardes de domingo no Big Brother, um bom ambiente, vão logo se tornar numa referência para música moçambicana por isso.  

 

RUFAS
Kapa Dech

Em Maputo, a maior parte dos eventos musicais acontecem tarde, então é uma boa ideia esta de podermos vir ao Big Brother terminar ou iniciar a semana com espectáculos ao vivo. E penso que o Sunset arrancou muito bem, com Gran’Mah, uma banda que surge com a mesma irreverência que um dia nós tivemos. Eles são uma boa proposta, com muito groove e boa energia. Particularmente, revejo-me muito neles e este projecto serviu para a banda mostrar mais uma vez o seu valor.

 

JIMMY DLUDLU
Músico

Penso que a Stv e o Big Brother estão todos de parabéns por esta iniciativa. Aos domingos não vai haver melhor sítio para promovermos os nossos artistas e a nossa cultura. Espero que o público passe a vir em massa ao Big Brother e assim apoiarem os músicos e as bandas que gostam. Acredito que daqui em diante o Sunset Afrojazz Series será um caso de sucesso, até porque o projecto envolve artistas de estilos e épocas diferentes.

 

ELIZABETH ALFREDO
Representante do Ministério da Cultura e Turismo

Na minha opinião, o Sunset Afrojazz Series é uma iniciativa boa e valiosa por apostar em juntar bandas em espectáculos ao vivo. Temos de investir neste tipo de projecto de modo que os mais jovens possam compreender que é em concertos desta natureza que se vislumbra a nossa verdadeira cultura moçambicana. A música ao vivo reflecte o melhor condimento da arte musical de todos os moçambicanos. Por isso estamos todos de parabéns pelo projecto.

 

 

 

Três escolas secundárias da província de Maputo conseguiram apurar, ao todo, oito concorrentes para a fase regional sul do Vodacom Turma Tudo Bom. São os casos de Matola, Bili Boane e Machava-sede. O casting, para o efeito, decorreu durante dois dias, quinta e sexta-feira, e movimentou cerca de cinco mil espectadores.

À imagem da edição anterior, a organização do concurso de busca de talentos realizado pela Stv em parceria com a Vodacom e apoio do Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano (MINEDH), este ano foram abertas duas categorias. A primeira designa-se Olimpíadas Académicas, na qual a escola felizarda na fase de selecção foi a Machava-sede, depois de Angélica Manjate e Chelsea Elisa, de 16 e 17 anos de idade, respectivamente, ambas na 11ª classe, terem respondido acertadamente a todas às questões colocadas pelo júri. De mãos sempre dadas, enquanto ouviam as questões relacionadas com Português, História e Geografia, as duas colegas e amigas provaram que com preparação tudo é possível. Logo, não tiveram dificuldades de ultrapassar outros concorrentes, como os alunos das secundárias da Liberdade, São Gabriel, Zona Verde ou Malhampsene.

Quanto à segunda categoria, Talentos, é constituída por quatro subcategorias: Poesia, Representação, Dança e Canto. Nestas, primeiro, destacou-se o pequeno poeta Egídio Nhassengo, 16 anos de idade, 10ª classe, aluno da escola anfitriã.

Na representação, foi de loucos! Aqui dominaram os Donos da Festa, dupla constituída por alunos da secundária da Matola, Chelton Mussivane e Valdemiro Chulo, ambos com 15 anos de idade, 10ª classe. A peça apresentada pelos “festeiros” é uma comédia que problematiza o valor da escola em oposição à devoção dos crentes pela igreja. Logo que os miúdos foram à ribalta ficou claro que seriam eles a representar a província de Maputo na fase regional sul. E ficou comprovado.

Na Dança, aí as coisas não foram fáceis. Bem dito, como não foram na Poesia e no Canto. Muitas duplas estiveram em condições de passar para a fase seguinte, entretanto, conseguiram Roberto Ualane e Leonel Samuel, alunos da Matola, 15 e 16 anos, 9ª e 10ª classes, respectivamente.

A subcategoria de Talentos, com mais concorrentes, foi a de Canto. Outra dor de cabeça para o júri, que teve de fazer muitas audições e, em alguns casos, repetidas. Mesmo assim, a decisão não foi fácil, pois de todos os concorrentes três estavam em condições de passar para a fase regional sul. Houve do júri muita hesitação.

Desejava-se que os três passassem, mas a organização apenas queria um. Aí a seleccionada foi Laura Mahoche, 18 anos de idade, Bili Boane, 11ª classe. A menina boa de canto e com ares visíveis de estrela pop superou Clara Gilberto, 17 anos, Zona Verde, 12ª classe, e Ronaldo Januário, 17 anos, Matola, 12ª classe. Estes dois, não estão eliminados de todo. Passam à condição de suplente. A altura certa, a organização vai decidir se os leva ou não.

No segundo dia do casting, o processo de selecção dos concorrentes realizou-se entre 11h30 e 16h30, sendo que o palco improvisado da Matola pisaram os que melhor pontuação tiveram na véspera.

Para os membros de júri, a avaliar por aquilo que Maputo Província apresentou, a 8ª edição do Vodacom Turma Tudo Bom promete, este ano. “Sinceramente, quando viemos a Matola, julgamos que este seria mais um casting, mas ficamos surpreendidos com o nível de apresentação dos alunos. Quase sempre tivemos dificuldades de apurar os concorrentes. O casting foi muito renhido”, disse Tomás Bié, membro do júri. Este também é o sentimento do representante da Vodacom, Osvaldo Mainde, daí ter-se sentido satisfeito com o que viu. “Agora, esperamos que nas outras províncias do país a qualidade das apresentações continue em alta, pois o que move este concurso é unir o talento e o conhecimento”.

A representar a Direcção Provincial da Educação, no concurso, esteve Maria Helena, que mantém o compromisso de apoiar os apurados para dignificarem Maputo na fase regional sul.

Já não “deve” nada ao público que, depois de pagar pelo ingresso, encheu a Sala Grande do Centro Cultural Franco-Moçambicano, na cidade de Maputo, sexta-feira à noite. Vestido de operário, o “Soldado da paz” (um dos seus temas mais recentes), subiu ao palco logo a cantar um dos grandes sons do álbum Cubaliwa: “Calaste”, uma autêntica antítese, pois nem Azagaia calou-se e tão-pouco os que foram ao Franco para viver intensamente o espectáculo “Só dever”. Na verdade, aquela música foi uma espécie de boas-vindas para mais uma aparição do rapper que cantou como quem faz uma retrospectiva do país e das suas gentes.

Flashback. “Só dever” iniciou 30 minutos depois da hora prevista, afinal até à hora do show as pessoas não paravam de entrar na Sala Grande, como que eufóricos. Quando os ponteiros do relógio assinalaram 21 horas, primeiro, Os Cortadores de Lenha (Texito Langa, na bateria; Sacre, guitarra; Mauro, piano; e Nandele (DJ).

Nos coros estiveram Amélia e Kaluza Banda, ex-concorrente do Desafio Total da Stv) agitaram as emoções do auditório que até aí acreditou que seria possível ver o show de Azagaia sentado. “Bando de distraídos”. Levantaram-se e em geral puseram desde o primeiro minuto que o rapper pisou o palco até ao fim de duas horas, tempo integral do espectáculo que contou com a presença de Gina Pepa como convidada. Com uma das grandes referências do Hip Hop moçambicano, Azagaia cantou a música “Só dever”, logo se percebe, igualmente título do concerto.

Além das músicas mais recentes, Azagaia também interpretou os seus temas mais badalados: “As mentiras da verdade”, “A marcha”, “A minha geração”, “Vampiros”, “Maçonaria”, “Na embosca”, “Cão de raça” e, claro, o inevitável “Povo no poder”.

Logo a seguir a este tema, o espectáculo já estava feito, mas isso só na cabeça de Azagaia e, eventualmente, nas d’Os Cortadores de Lenha. Para a maioria do público, que se recusou a deixar a sala, por querer mais uma música, a “dívida” de Azagaia tinha de ser paga com jurus. E antes que os bastidores fossem assaltados e o rapper segurado pelos colarinhos e obrigado a cantar mais um tema, o rapper cedeu ao povo a que pertence. Fez o que lhe foi pedido e fechou como começou, com “Calaste”, mas sem se calar.

Este sábado vai haver Festa do Cinema, Centro Cultural Franco-Moçambicano (CCFM), na capital do país. A segunda edição inclui sessões a realizarem-se entre 10h30 e 22h.

Logo a inaugurar as sessões, no âmbito do programa “Os sábados das crianças”, o auditório poderá acompanhar um  workshop de cinema com Marthe Le More, logo pela manhã. A sessão aberta ao público em geral está mais vocacionada para crianças dos 7 aos 12 anos.

Às 14h, o pretxto para concentracao no Franco será o filme “Demain tout commence”, de  Hugo Gélin. Esta é uma história de Samuel (Omar Sy), que vive uma vida sem laços ou responsabilidades à beira-mar no sul ensolarado da França, perto das pessoas que ama, até que uma ex-namorada o procura. Incapaz de cuidar de um bebé e determinado a devolver a criança à sua mãe, Samuel corre para Londres para tentar encontrá-la, sem sucesso. Oito anos depois, enquanto Samuel e Glória vivem em Londres e tornaram-se inseparáveis, a mãe de Glória volta às suas vidas para recuperar a sua filha.

Às 16h, será a vez do filme “Divines”, de Houda Benyamina, ser exibido. Nesta história, num gueto de Paris o tráfico local transforma-se em oportunidade para mudar de vida. Dounia (Oulaya Amamra) e a sua melhor amiga Maimouna (Déborah Lukumuena) planeiam sair da pobreza ou morrer tentando.

Duas horas depois, as telas vão projectar mais um filme francês: “Le Brio”, de Yvan Attal. Esta é a história de Neila Salah, que cresce na periferia e sonha em se tornar advogada. Inscrita na grande universidade parisiense de Assas, a personagem confronta, desde o primeiro dia, Pierre Mazard, professor conhecido pelas suas provocações e deslizes. Para se desculpar pela sua conduta desrespeitosa, Pierre aceita preparar Neila para o prestigioso concurso de eloquência. Cínico e exigente, Pierre pode se tornar o mentor que Neila precisa… Mas é necessário que ambos superem os seus preconceitos.

“Le skate moderne” também será projectado nas telas da segunda edição da Festa do Cinema. O enredo do filme apresenta um grupo de skaters que não hesitam em colocar as suas pranchas na lama num ambiente inusitado e atípico. Entre ficção e documentário, o vídeo segue de forma contemplativa um bando de skaters do campo nos cantos mais remotos da Dordogne.

A Festa do Cinema é um evento para a promoção do cinema francês, que acontece todos os anos em França no mês de Junho, desde 1985. Neste contexto, e para celebrar o cinema francês, este sábado, 22 de Junho, teremos a oportunidade de assistir a vários filmes franceses recentes e de grande qualidade. O nosso encontro anual para celebrar o cinema em família, com filmes franceses, com legendas em português, que fazem rir e chorar, reflectir e sonhar. Esta é a oportunidade de ver cinema de grande qualidade de forma bastante acessível e para todas as idades.

Todos os filmes são falados em francês têm legendas em português.

 

Terá lugar, no Camões – Centro Cultural Português, em Maputo, o lançamento do livro “Tangerina”, com texto de Ana Queiroz e ilustrações de Paulo Queiroz.

Segundo a nota do Camões, Tangerina é uma menina que se confronta com o dilema de recuperar o seu lugar no quarto dos pais, após o nascimento da sua irmã, ou enfrentar as primeiras dores de crescimento ao dormir sozinha. O nome que os pais lhe deram e a imaginação que fervilha nos seus caracóis, vão conduzi-la a um destes caminhos, passando por inúmeras peripécias.

A obra sai sob a chancela da Escola Portuguesa de Moçambique – Centro de Ensino e Língua Portuguesa (EPM-CELP), que tem vindo a incidir o seu trabalho de edição na literatura infanto-juvenil, sendo este o vigésimo sexto título dedicado aos mais novos. Aliás, quatro dos livros moçambicanos infanto-juvenis considerados altamente recomendáveis no Brasil, “O pátio das sombras”, Mia Couto; “Na aldeia dos crocodilos”, de Adelino Timóteo; “Leona, a filha do silêncio”, de Marcelo Panguana; e “O caçador de ossos”, de Carlos dos Santos, em Moçambique foram editados pela Escola Portuguesa.

O livro "Tangerina" será lançado no dia 26, às 18h.

 

 

 

Uma vez mais, Adelino Timóteo volta a publicar um título pela editora Kapulana do Brasil. Depois de Na aldeia dos crocodilos, ano passado, livro infanto-juvenil considerado altamente recomendável naquele país, o autor volta à carga com Cemitério dos pássaros, lançado esta semana.

Escrito num tom hilariante, o oitavo romance do escritor retrata a história de um personagem incrível, Dazanana de Araújo Simplíssimo, que, não se revendo mais no mundo dos homens, resolve construir um cemitério no qual, depois de morrer, ele transformar-se-ia em pássaro.

O que move o protagonista de Adelino Timóteo nesta nova narrativa é mesmo a ideia de continuar a existir numa outra dimensão, livre dos embaraços que limitam os desejos dos mais ousados. Por isso, enquanto constrói o maior projecto da sua vida, Dazanana Simplíssimo contrata um coveiro, Pita Kufa, de modo que, ao chegar o seu derradeiro momento o seu sonho seja consumado.

Simultaneamente, Cemitério dos pássaros é um romance leve, que mescla histórias verosímeis do Vale do Zambeze com peripécias tipicamente ligadas ao ambiente doméstico e/ou conjugal. Portanto, nesta ficção Timóteo ficciona realidades incríveis, explorando e muito a vaidade humana.

Nesta edição inédita da Kapulana, Cemitério dos pássaros tem 113 páginas e integra a colecção “Vozes de África”, que surgiu do interesse de a editora divulgar as literaturas africanas no Brasil. Assim, a fundadora da Kapulana, Rosana Weg, que deu aulas cá no país, passou a coordenar, há quatro anos, a publicação de livros deste continente. A colecção é composta por obras de ficção em prosa e poesia, dedicadas às crianças e aos adultos, tendo sidos publicados livros de autores como Luís Bernardo Honwana, Luís Carlos Patraquim, Ungulani Ba Ka Khosa, Sónia Sultuane, Aldino Muianga, Sangare Okapi, Clemente Bata, Lucílio Manjate e Pepetela, de Angola.

Eis uma das passagens de Cemitério dos pássaros, ainda por publicar em Moçambique: “A vida de rico torna-se tediosa quando não há invenção que supere a imaginação. Assim pensam os demais, enquanto o genial construtor dava corpo à ideia. Parecia mais uma questão autobiográfica do que de foro psíquico. Levara anos a fazer tudo em silêncio. De um lugar incógnito ao cemitério levava imensa palha, ninhos, penas e dejetos de mandarins, canários, verdelhões, pardais e pintassilgos. E, no fim, lá estava o Dazanana. Olhar inteligente. Velho. Cara amarrada. Ar de poucos amigos. Caquético e cadavérico. A cair aos bocados, nunca tinha sido introvertido. Tinha enterrado todos os parentes. Nenhum sobrara. Escolhera para si uma sepultura. Para lá estar alguém teria que lhe fazer o funeral” (p. 10).

+ LIDAS

Siga nos